quarta-feira, 3 de abril de 2013
Apartidários e Apolíticos: a manipulação ideológica!
domingo, 17 de março de 2013
Por que um Papa Latino-americano?
A eleição de um Papa
Latino-americano, reflete a abrangência da crise posta no
capitalismo e na Igreja como partes da mesma face ideológica, o
sintoma da evasão dos crentes e dos problemas éticos vividos pela
Igreja católica é a caricatura da conjuntura política e econômica
mundial principalmente da norte-americana e europeia.
É importante que estejamos atentos
em ampliar a avaliação sobre as reais intenções da eleição de
um Papa latino-americano. O Papa João Paulo II, não foi eleito por
acaso, veio no interior (nos passos da descontinuação da Guerra
Fria) do desmonte da URSS e dos países do socialismo real do leste
europeu, da divisão da Iugoslávia e implantação do modelo
neoliberal. Mais uma vez a Igreja vem cumprir um papel ideológico
importante para que os interesses do capital continue impondo sua
perversidade. A esquerda tem que abrir o olho e se recompor, se
reorganizar, atualizando suas concepções e práticas fortalecendo a
ideologia da classe trabalhadora na luta de classes para uma ação
revolucionária eficaz junto à massa trabalhadora contra mais uma
evolução da burguesia internacional. Portanto, esta singela
avaliação serve para levantar a discussão sobre o tema descartando
qualquer paranoia. A pretexto e veladamente a mídia passa uma imagem
angelical, humilde, encantadora e pura do novo Papa, o Francisco. E,
a nossa tarefa é desvelar o caráter político ideológico da
eleição de Jorge Mário Bergoglio como a a face da doce referência que vai
impor a austeridade que a burguesia internacional necessita.
sábado, 10 de novembro de 2012
O PT (Partido dos “Trabalhadores”) PATRÃO
O Governo Federal PTista,
não faz nada diferente dos demais partidos burgueses - “realizaram”,
fez mais, não possibilitou a criação de novos direitos trabalhistas
desmobilizaram os movimentos sociais, e, ainda, propõe uma reforma
trabalhista que retira mais direitos e privilegia o capital. O PT tira
proveito de uma conjuntura econômica especifica, pontual e passageira,
sob a crise do capitalismo agudizada com a queda da bolsa em 2008, onde a
crise se acentuou nas economias da Europa e América do Norte, por conta
da especulação imobiliária e do fluxo do capital financeiro na forma do
endividamento das populações e da crise de recursos naturais em
matéria-prima em esgotamento nos países europeus e nos EUA, do
desequilíbrio causado pelo crescimento econômico do eixo China, Índia e
Rússia fundamentalmente. O PT optou pelo reformismo, pelo desenvolvimentismo, por pautar direitos, deveres e democracia como mercadoria, enquanto vivemos em um capitalismo maduro, que usa das formas tecnologicamente sofisticadas de exclusão. A corrupção inerente ao Estado capitalista, exacerbou com a globalização à crise das instituições e o PT embarcou na onda da máxima de Paulo Maluf: “roubo, mas 'faço'!”, com todas as suas forças. Os governos PTistas reprimem, punem os trabalhadores como qualquer patrão mais conservador, arrocham os salários, retiram direitos e privilegiam "CC's e FG's" no serviço público e, principalmente às empresas privadas com isenção de impostos e empréstimos do BNDS, a juros privilegiados. Assim, o PT caiu na vala comum dos partidos burgueses traindo os interesses da classe trabalhadora: passou de campeão da honestidade a corrupto de carteirinha, e correia de transmissão do grande capital. De Partido combativo contra a ordem burguesa e organizador dos movimentos sociais, passou à Partido da ordem reforçando a ideologia e a hegemonia da burguesia contra os trabalhadores. É o PT PATRÃO! Que administra com competência os interesses dos ricos contra os trabalhadores. O partido que conseguiu calar os movimentos sociais, o partido da prevaricação galopante e assevera uma sociedade submissa, acomodada e alienada! Como disse o Diretor Presidente do BRADESCO: “- O Lula é um valor a ser preservado”! Com esta frase ele quis dizer: a burguesia agradece, obrigado PT!
sábado, 30 de outubro de 2010
Carta à verdadeira esquerda brasileira
Nota do Editor: A publicação do artigo é de responsabilidade do Editor do Bolg e não significa que este concorde inteiramente com o conteúdo da matéria, o importante é que o artigo remete à uma reflexão extraordinária sobre as vicissitudes decorrente à esquerda no Brasil e no mundo contemporâneo.Por Gregório Grisa
Articulação e ideologia
Primeiramente, é importante destacar a que não se presta o presente documento, faz-se isso para que desde já não haja nenhum tipo de confusão sobre seu conteúdo reflexivo e propositivo. Não se quer aqui relativizar a importância e a necessidade primordial de condutas éticas e comprometidas com princípios fundamentais, absolutamente. Também não se está propondo que a radicalidade propositiva e organizativa da verdadeira esquerda seja abrandada e nem que se conceda menor valor às principais demandas históricas do socialismo.
A presente reflexão não trata desses aspectos, o tema central aqui é a maneira como a verdadeira esquerda brasileira tem confeccionado suas articulações políticas e, para se debater essa questão, é indispensável pensar sobre a ideologia, ou como o imaginário e as múltiplas visões de mundo se constituem e se relacionam. Esse texto não se pretende acadêmico e não é dotado de preocupações com normas ou qualquer tipo de formalismo.
A definição para se construir articulações políticas de esquerda tem de mudar no cenário atual brasileiro, é necessário, entre outras coisas, levar a cabo uma inversão pontual, qual seja: priorizar ou ter mais em conta a possibilidade do desenvolvimento de práticas que modifiquem, de alguma forma, o rumo histórico e o pensamento dos grupos articulados (que nunca terão identidade absoluta), do que pré-requisitos de posturas ideológicas e morais ou práticas já promovidas por esses grupos. Tendo em vista as diferentes e múltiplas condições concretas de cada grupo e de seus indivíduos ao desenvolverem suas atuais ideias e práticas, é urgente que se faça essa inversão.
A possibilidade de unificação na diferença deve estar na frente da necessidade absoluta de identidade ideológica e programática. Os efeitos de uma possível articulação política devem sobrepor os pré-requisitos ou causas carregadas de condicionantes para fazê-la.
O desenvolvimento de uma prática social iluminada pela teoria coerente, não pode ter, nessa teoria, seu ponto de impossibilidade, não deve tê-la como absoluta, pois incorre no erro de não desenvolver o seu critério de verdade, qual seja, a prática social, e assim o fazendo, desliza para um idealismo que prioriza o discurso e a teoria pré-estabelecida. A prática social com base teórica deve privilegiar a possibilidade, o devir, sem buscar a segurança de prever, adivinhar ou em outros termos, pré-teorizar o resultado ainda inexistente de uma articulação ou prática política. Os teóricos de esquerda devem se tornar também práticos sociais e os práticos sociais de esquerda devem se tornar também teóricos. Essas duplas transformações devem ser frequentes e dinâmicas, atravessadas por outro tipo de articulação política e desprendidas das redomas “acadêmicas”, do “voluntarismo pseudoneutro” e “da militância detentora da moralidade”.
A teoria que nos orienta não pode querer, isoladamente, estar certa sobre o futuro, pois se mistificaria em uma postura astrológica de “vidente”. Na práxis, a teoria é constantemente reformulada, filha da incerteza e da possibilidade do real, isto é, das relações concretas entre os sujeitos e grupos. Não são as configurações à priori das forças e grupos sociais que devem balizar as articulações, mas sim seus potenciais, suas possibilidades diferentes de amadurecimento e intervenção social e histórica. Ou seja, devemos transferir os critérios para iniciar e desenvolver as relações entre os grupos sociais das origens “genéticas” de classe para os efeitos ou resultados possíveis dessa articulação ou nova prática social coletiva.
É necessário superarmos a visão simplificadora de que as pessoas de determinadas classes têm um pensamento inscrito, como códigos sociológicos pré-definidos ou genética e culturalmente herdados. O modo de pensar e a visão de mundo das pessoas não são como “pacotes de costumes e valores” que se codificam nos cérebros, mas sim, construções dinâmicas, dialéticas, processuais que guardam em si a possibilidade de diferentes horizontes e de mudanças.
Há, sem dúvida, condicionantes ideológicos reais, advindos de processos históricos socioeconômicos e culturalmente dispostos, no entanto, há a possibilidade de práticas e articulações que apontem para outras direções, mas essas articulações hão de ser construídas, desenvolvidas, criadas, engendradas e é aí que reside o desafio contemporâneo. Como superar os preconceitos políticos e a eterna vontade de unanimidade ideológica que temos em um espaço concreto que “fisicamente” não permite tal unanimidade? As diferentes trajetórias dos sujeitos e dos coletivos impedem essa possibilidade. Como superar as avaliações superficiais e até preconceituosas que são feitas pela esquerda acerca de coletivos e grupos relativamente desconhecidos? Tais avaliações congelam a compreensão e sectarizam as práticas.
A luta de classes está viva e sendo feita pelos adversários (a direita que luta para manter privilégios) com muito mais poder de acesso às pessoas (mídia, entre outros mecanismos) e com mais poder de propor articulações. E a essa conjuntura se deve o fato de as pessoas e grupos sociais terem construído e estarem continuamente construindo suas ideologias, suas visões de mundo de modo compatível com a classe que os acessa com mais volume e frequência. Isso se dá hoje via as tecnologias multimídia, pelo Estado, pelas igrejas, pela mídia televisiva, pelas relações de trabalho, pela escola, pelo monopólio da informação. E nas relações familiares e institucionais, tal pensamento se multiplica em proporções infinitas. Todos esses segmentos reproduzem valores que os constituem e a visão de mundo que mais os acessa. Essa reprodução não é linear, determinista, mas existe e tem diferentes graus de eficácia e abrangência.
Porém esse processo é dinâmico e acreditar na rigidez das ideias dos sujeitos é uma armadilha, pois isso imobiliza para a luta ideológica e política. O modo como as pessoas interpretam o mundo é diferente e passível de mudança constante, essas transformações dependem muito das condições de vida e de articulações que as pessoas acessam. As coletividades contemporâneas, em geral, oferecem um contexto de promoção da alienação e da mistificação da realidade, ou então, reproduzem um conjunto de “verdades” que asseguram a passividade dos sujeitos que, ao perceberem suas relações com o mundo como algo “natural”, não vislumbram outro entendimento.
Pressupor que o sujeito forma seu pensamento e o detém com total noção desse processo seria uma ingenuidade, é a maleabilidade dessa formação que carrega a possibilidade de mudança do pensar. O movimento dialético de constituição de uma visão de mundo não se dá como uma inscrição ou um depósito de valores e ideias no sujeito, esse a desenvolve sem saber que o está fazendo por uma ótica ou perspectiva específica (no caso mais comum, a hegemônica), tanto que, quando atinge um grau minimamente elaborado, ele considera tal arcabouço de ideias constituído uma produção somente sua, puramente individual, o que até não deixa de ser, entretanto, é também fruto de um conjunto de experiências e ideias que o formaram. Seu pensamento agora instituído sofreu mais influências externas da sua conjuntura histórica, do seu meio e de quem mais o acessou do que da sua capacidade autônoma de discernir.
Pode-se dizer que os níveis de ideologia têm suas dosagens condicionadas pelo grau maior ou menor de acessibilidade e envolvimento concreto dos sujeitos às e nas relações sociais, políticas, culturais e econômicas específicas. As ideias são passíveis de mudança não no sentido de as trocarmos por outras absolutamente diferentes, como se faz com um chip de telefone, mas sim, através de um processo incessante de descobertas, de acesso a outros bens e relações culturais e, principalmente, pela mudança concreta das condições materiais de vida. Como Gramsci nos lembra com freqüência, as múltiplas visões de mundo ou ideologias só se tornam historicamente efetivas se constantemente vencerem a disputa pelo senso-comum e, inclusive, parcialmente forem se transformando nele. Entendendo a esquerda como corrente histórica, veja o que esse autor afirma:
Cada corrente histórica deixa para trás um sedimento de senso-comum; este é o documento de sua eficácia histórica. O senso-comum não é rígido ou imóvel, mas se transforma continuamente, se enriquece com ideias científicas e opiniões filosóficas que se infiltram na vida comum. O senso-comum cria o folclore do futuro, que é uma fase relativamente rígida do conhecimento popular num dado local e tempo. (passagem de Gramsci, citado in HALL, Stuart, Da diáspora identidades e mediações culturais, pg. 303).
Para se direcionar a sensibilidade a outro rumo ou a um horizonte mais complexo e maduro, é necessário sentir e interagir com essa possibilidade. Com o perdão da dupla tautologia, mas sensibilidade nenhuma irá ser aflorada ou redimensionada sem sentir outras sensações, e o que pode oferecer isso são articulações diferentes, amplas e desenraizadas do jeito hegemônico de fazer política e enraizadas nas possibilidades orientadas pela eterna busca pela emancipação humana em seu sentido ontológico.
É claro que a noção repetidamente aqui proposta de inversão das causas pelos efeitos, da troca dos pré-requisitos carregados pelas possibilidades do devir para se construir outras articulações políticas não se refere a algo mecânico, isto é, algo como uma lógica ou receita, isso seria uma inversão de predeterminações. Trata-se de uma autocrítica pessoal e coletiva que a esquerda como um todo deve fazer, caso isso não ocorra, essa mesma esquerda, nos moldes atuais de organização e representatividade, tende literalmente a sumir nas próximas gerações ou a ficar limitada a micro células sociais que serão tratadas como grupos caricatos e exóticos mais do que já as tratam.
Há um mito tácito dentro da verdadeira esquerda brasileira de que estabelecer um diálogo com setores da sociedade sem uma explícita identidade ideológica é um fato político que a rebaixaria ética e moralmente. Ninguém se diminui por se relacionar criticamente com diferentes grupos políticos, assim como ninguém é mais “puro” ou coerente por fazer a luta política isoladamente como vanguarda. Essa é uma visão de fazer política ultrapassada, a articulação que propomos aqui não se pauta na busca comunicativa por consensos entre as classes e grupos de diferentes orientações programáticas, mas sim, tem como pauta a construção de alternativas concretas e factíveis através do confronto.
É ingênuo ter o consenso como centralidade, o que define a identidade e a práxis da esquerda é o confronto, seja ele político, social ou ideológico. Sendo assim, para que haja o confronto, é necessária a relação, isto é, a articulação. Se o modelo de articulação política que a esquerda vem produzindo não dá conta de desenvolver renovação e ampliação dos seus debates e muito menos de construir um confronto, este “constituidor” da prática social de esquerda, que responda a essas demandas.
A esquerda política hoje, salvo alguns movimentos sociais populares, está engolida pelo aparato legal e eleitoral do Estado. As últimas eleições servem de exemplo claro de que, ou a esquerda se recicla enquanto práticas e articulações, ou ficará cada vez mais refém do formato eleitoral excludente que privilegia o capital e a fama e irá realmente rumar para um ostracismo no que se refere, principalmente, à capacidade de acesso às novas gerações, cada vez menor.
Portanto, é urgente que, ao mesmo tempo em que a verdadeira esquerda se diferencie dos “pseudo-comunistas” (apoiados e aparelhados nos grêmios escolares, no movimento estudantil e no discurso da governabilidade do Estado) e da nova direita com roupagem “ecológico-democrática”, ela também vislumbre possibilidades de diálogo, articulações e confronto. Que se repense e deixe de se ver somente como guardiã da coerência, da ética, da moralidade e da verdade, mas transcenda esse olhar catedrático para melhor entender, interagir e intervir na realidade que se apresenta, cada vez mais, dinâmica e complexa. Que se perca a vergonha de fazer um tipo de política contemporânea que contrasta com a tradicional, pois isso não desqualifica a ação nem a torna menos original e honesta, ao contrário, é um ato de contextualização e de reinterpretação do atual bloco histórico brasileiro.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
MENSAGEM DA PROFA VIRGINIA FONTES (uff)

Preliminarmente, há que considerar dois planos: o que já estamos vendo, até aqui, aponta para pouquíssima transformação no processo de concentração internacional de capitais que já vinha ocorrendo. A única diferença é o comprometimento dos recursos públicos de forma ainda mais escancarada com tal concentração. É nesse quadro que respondi às questões. Mas há um segundo plano, que pode ser disparado no momento em que a crise que atinge parcela do capital abatter-se em cheio sobre as populações, tanto nos países centrais quanto nos demais. Até aqui, o intervalo de tempo entre o disparo da crise e seus efeitos mais rigorosos no plano social atua "silenciando" as massas populares.
Há questões novas que nos colocam novos desafios. A profunda interconexão entre os setores produtivos e bancários no plano internacional precisa ser analisada com cautela. Desde 1974 as crises passaram a ter perfil
mundializado, ainda que em algusn casos mais ou menos contidas em certas fronteiras regionais. O caso atual sugere longo tempo de tensão e de concorrência entre países (e mega-conglomerados) para assegurar concentração de capitais capazes de se manter como "players" no cenário internacional. Não parece estar ocorrendo nenhum recuo para o ãmbito nacional e, sim, um aprofundamento da escala mundial de monopolização e concentração, redesenhando as formas de extração de mais-valor ao redor do mundo.
Se for este o caso, a tendência é para um aprofundamento das formas de subalternização do trabalho em escala internacional, correspondendo ao novo patamar de concentração que vem sendo oferecido pelos Estados a seus capitais concentrados e aos grupos "dóceis". Não esquecer que os EUA e a Europa admitiram "auxiliar" trambém capitais de procedência exterior.
2. O que pode acontecer com a economia dos Estados Unidos, sua hegemonia política, ideológica?
Está aberto um período de tensão no cenário internacional, do qual deve emergir nova reconfiguração da hegemonia no cenário internacional. Os EUA seguirão durante bastante tempo - caso não haja revoltas populares internas e internacionais - como ponto central de contenção militar para o capital, embora possam perder pólos de predomínio econômico e monetário, com uma maior difusão de centros e de polaridades (especialmente China e Russia). Assim, seguirão como país dominante, embora talvez não sejam mais dirigentes na mesma proporção que o fizeram até aqui.
Do ponto de vista cultural, deve abrir-se um período de maior diversidade de influências internacionais, mas isso ainda não é claro, pois as agências de mídia prosseguem altamente concentradas e com forte base estadunidense.
3. O que pode acontecer com o sistema capitalista mundial a partir da crise?
Há duas direções imediatas, embora apenas a primeira esteja sendo encaminhada.
A) garantir a concentração de capitais em escala ainda superior (permitir fusões e aquisições baratas aos grandes monopolizadores) e prosseguir com a mesma dinãmica de extração de mais-valor sob formatos diversificados
(tendência ainda maior á redução de direitos associados ao trabalho), com manutenção e, talvez, aprofundamento das expropriações primárias (de camponeses) através do mundo. B) Proteger certos grupos de trabalhadores, tanto em ãmbitos nacionais quanto em alguns setores estratégicos, impedindo uma aproximação de luta entre os diversos segmentos de trabalhadores, já bastante fracionados pelas políticas impostas nos últimos 20 anos. Essa última opção depende da resistência imposta por trabalhadores dos países centrais à utilização sem contrapartidas dos recursos públicos como doação para o capital. Nenhuma dessas duas opções aponta direções revolucionárias, embora a segunda possa figurar como uma espécie de "exemplo" a ser seguido
pelos países periféricos. Essa seria a forma mais próxima de uma caricatura de "welfare state".
Nessa vertente, não é impossível imaginar um sucesso internacional de políticas como "bolsa-família", asseguradas diretamente por parcerias entre empresas concentradas e governos. Elas, entretanto, somente são viáveis como "apassivadoras" das reivindicações populares se aplicadas em larga escala e, para tanto, é preciso capitais de grande porte concentrados. Não é este o caso para a maioria dos países, que terão de defrontar-se com escassez de recursos e com a voracidade das mega-concentrações.
É de imaginar que, uma vez deslanchadas as políticas de subordinação dos trabalhadores que a atual sangria de recursos públicos para o grande capital monopolista-imperialista-mega-concentrado supõe, haja reações populares de novo tipo. Mas ainda não temos como prevê-las. Somente elas permitem um impulso efetivamente revolucionário. Por exemplo, exigir direitos iguais para todos os trabalhadores em cada território nacional (e não apenas para os nacionais ou aos "contratuais") colocaria a questão em novo patamar.
4. O que os governos progressistas dos países do sul, deveriam fazer diante dessa crise?
Apoiar os povos, e não bancos ou conglomerados. Socializar o sistema financeiro (bancos diversos) e as parcelas dos setores industriais que estarão demandando recursos para novas fusões e aquisições (para capacitar sua manutenção na concorrência internacional). Intensificar as formas da socialização do processo produtivo não proprietário - recusar patentes e formas de extorsão, construindo formas internacionais não-proprietárias.
Estatizações e nacionalizações devem ocorrer juntamente com a formação de conselhos populares para seu controle. A experiência boliviana da gestão da água é ilustrativa e precisa ser aprofundada para todos os setores. Mas não basta um segmento, é preciso expandi-la para todos os setores socialmente sensíveis (e não sensíveis para o grande capital). Estabelecer políticas internacionais não-proprietárias e tendencialmente socializantes.
5. O que as forças populares deveriam fazer diante dessa situação?
Não perder a clareza de que serão convocadas por fragmentos e por frações do capital para apoiá-los contra outras frações do mesmo capital. As tensões intercapitalistas - e este é um momento em que elas se exacerbam - se caracterizam por convocar setores populares de maneira "sedutora" e, em muitos casos, também através da utilização da violência paga (milícias e outros). Parece-me ser o momento de elaborar um plano de emergência social e de impor as medidas que consideramos fundamentais, dentre elas: - suspensão das expropriações populares (terra, casa, saúde, educação e direitos do trabalho) - garantia de alimentação, habitação, saúde e educação (dos 2 aos 18) anos para todos SEM MERCADO, sob gestão popular - introdução de políticas de pesquisa, desenvolvimento e utilização de todas as formas não-proprietárias já existentes; - controle de exportação de capitais - somente seriam admitidas as saídas como socialização (entre políticas populares) - expropriação e socialização imediata (com punição dos responsáveis) de empresas, propriedades e bancos com problemas.
Um grande abraço,
Virgínia
Por que Zurdo?
Zurdo em espanhol que dizer: esquerda, mão esquerda. E este blog significa uma postura alternativa as oficiais, as institucionais. Aqui postaremos diversos assuntos como política, cultura, história, filosofia, humor... relacionadas a realidades sem tergiversações como é costume na mídia tradicional.
Teremos uma postura radical diante dos fatos procurando estimular o pensamento crítico. Além da opinião, elabora-se a realidade desvendando os verdadeiros interesses que estão em disputa na sociedade.
Vos abraço com todo o fervor revolucionário
Raoul José Pinto
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- A Revolução antes da Revolução. As lutas de classes na França - de 1848 a 1850. O 18 Brumário de Luis Bonaparte. A Guerra Civil na França - Karl Marx
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- MANUAL DE MARXISMO-LENINISMO - OTTO KUUSINEN
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- Revolução Mexicana - antecedentes, desenvolvimento, conseqüências - Rodolfo Bórquez Bustos, Rafael Alarcón Medina, Marco Antonio Basilio Loza
- Revolução Russa - L. Trotsky
- Sete ensaios de interpretação da realidade peruana - José Carlos Mariátegui/ Editora Expressão Popular
- Sobre a Ditadura do Proletariado - Étienne Balibar
- Sobre a evolução do conceito de campesinato - Eduardo Sevilla Guzmán e Manuel González de Molina
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- 1984 - George Orwell
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- A montanha é algo mais que uma imensa estepe verde - Omar Cabezas
- Da guerrilha ao socialismo – a Revolução Cubana - Florestan Fernandes
- EZLN – Passos de uma rebeldia - Emilio Gennari
- Imagens da revolução – documentos políticos das organizações clandestinas de esquerda dos anos 1961-1971; Daniel Aarão Reis Filho e Jair Ferreira de Sá
- O Diário do Che na Bolívia
- PODER E CONTRAPODER NA AMÉRICA LATINA Autor: FLORESTAN FERNANDES
- Rebelde – testemunho de um combatente - Fernando Vecino Alegret
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- Abordagens e concepções de território - Marcos Aurélio Saquet
- Campesinato e territórios em disputa - Eliane Tomiasi Paulino, João Edmilson Fabrini (organizadores)
- Cidade e Campo - relações e contradições entre urbano e rural - Maria Encarnação Beltrão Sposito e Arthur Magon Whitacker (orgs)
- Cidades Médias - produção do espaço urbano e regional - Eliseu Savério Sposito, M. Encarnação Beltrão Sposito, Oscar Sobarzo (orgs)
- Cidades Médias: espaços em transição - Maria Encarnação Beltrão Spósito (org.)
- Geografia Agrária - teoria e poder - Bernardo Mançano Fernandes, Marta Inez Medeiros Marques, Júlio César Suzuki (orgs.)
- Geomorfologia - aplicações e metodologias - João Osvaldo Rodrigues Nunes e Paulo César Rocha
- Indústria, ordenamento do território e transportes - a contribuição de André Fischer. Organizadores: Olga Lúcia Castreghini de Freitas Firkowski e Eliseu Savério Spósito
- Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira





