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domingo, 17 de março de 2013

Por que um Papa Latino-americano?



(por Runildo Pinto)


"A pretexto e veladamente a mídia passa uma imagem angelical, humilde, encantadora e pura do novo Papa, o Francisco. E, a nossa tarefa é desvelar o caráter político e ideológico da eleição de Jorge Mário Bergoglio."




A eleição de um Papa Latino-americano, reflete a abrangência da crise posta no capitalismo e na Igreja como partes da mesma face ideológica, o sintoma da evasão dos crentes e dos problemas éticos vividos pela Igreja católica é a caricatura da conjuntura política e econômica mundial principalmente da norte-americana e europeia. 

A América Latina, hoje, é ponto estratégico para o Status Qo da elite mundial. O conjunto de questões: crise política e econômica das relações imperialistas articulada com a crise no centro da Igreja Católica, demonstra os resultados e repercussões conjunturais a efeito e desvio do eixo econômico causado pela China, Rússia, Índia e Brasil, das revoltas árabes e de alguns governos Latino-americanos em desalinho com os interesses do império norte-americano, principalmente da dinâmica neoliberal em uma mudança de época (do modernismo para o pós-modernismo) que desarticula as superestruturas de Estado em cada país. Os governos latino-americanos como o da Venezuela, Bolívia, Nicarágua, Equador e Cuba se posicionam por uma postura de resistência e em defesa da soberania em repercussão, se solidarizam com Palestina, Irã e Síria em uma conjuntura mundial que expõe a fragilidade do poder dos EUA e na Europa, mais precisamente da incapacidade de superar a crise na Grécia, Espanha, Portugal e França com receituários neoliberais. Enquanto a América Latina se rearticula política e economicamente em uma nascente perspectiva potencializada na construção de uma unidade política pela esquerda. Todos estes fatores e a decadência do império norte-americano, que se mantém à direção do mundo por conta do aparato militar e da guerra Faz da eleição do Papa Bergoglio um projeto de rearticulação mundial orientada pela reeleição de Barak Obama na Presidência dos EUA. A política de hora utilizar a guerra, hora da "negociação imposta" e/ou substituição de governos indesejáveis por governos títeres "maleáveis" que mais alteram a fachada que a essência, tem marcado a política internacional dos EUA.

Na América Latina e Central está localizado o maior contingente de adeptos à religião católica e por sua vez, depois do petróleo árabe, o objeto de desejo do grande capital é a biodiversidade, portanto, o Papa vem como o primeira mudança de rumo da tática e estratégia dos capitalistas, em impor uma unidade pela direita, fazer um trabalho ideológico e contraponto contra as mobilizações e repercussões da Revolução Bolivariana (apostam na descontinuidade desta após a morte do Comandante Chávez) e da resistência da revolução cubana e das crescentes ações políticas e econômicas levadas a efeito na ilha revolucionária, que faz vazar o bloqueio econômico imposto pelos norte-americanos. A meu ver o movimento conservador, reacionário da igreja orientada para um papel fervoroso de reabilitação da manipulação ideológica mundial reforçando a ação dos capitalistas em uma retomada de sua hegemonia apostando no desmonte dos governos à esquerda na América Latina e a suposta e desejada mudança de rumo da revolução cubana em direção ao capitalismo seguindo o modelo Chinês.


É importante que estejamos atentos em ampliar a avaliação sobre as reais intenções da eleição de um Papa latino-americano. O Papa João Paulo II, não foi eleito por acaso, veio no interior (nos passos da descontinuação da Guerra Fria) do desmonte da URSS e dos países do socialismo real do leste europeu, da divisão da Iugoslávia e implantação do modelo neoliberal. Mais uma vez a Igreja vem cumprir um papel ideológico importante para que os interesses do capital continue impondo sua perversidade. A esquerda tem que abrir o olho e se recompor, se reorganizar, atualizando suas concepções e práticas fortalecendo a ideologia da classe trabalhadora na luta de classes para uma ação revolucionária eficaz junto à massa trabalhadora contra mais uma evolução da burguesia internacional. Portanto, esta singela avaliação serve para levantar a discussão sobre o tema descartando qualquer paranoia. A pretexto e veladamente a mídia passa uma imagem angelical, humilde, encantadora e pura do novo Papa, o Francisco. E, a nossa tarefa é desvelar o  caráter político ideológico da eleição de Jorge Mário Bergoglio como a a face da doce referência que vai impor a austeridade que a burguesia internacional necessita.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Pombo: um guerrilheiro revolucionário que lutou com Che na Bolívia


Encontrei em NA PRÁXIS

Harry Villegas Tamayo conheceu Che aos 16 anos, na Sierra Maestra, em 1957. Com o triunfo da revolução cubana, em 1959, tornou-se um dos guarda-costas mais constantes do comandante. Em 1963, quando Che convocou ex-combatentes para uma guerrilha na Argentina, Villegas se ofereceu, mas foi recusado - por ser negro, sua presença levantaria suspeitas na Argentina.


Em 1965, quando estava no Congo Belga (ex-Zaire e, depois de 1997, República Democrática do Congo), Che pediu a Fidel que mandasse Villegas ao continente africano. Nessa época Che escolheu para ele o codinome Pombo. Depois de sete meses, os cubanos se retiraram sem conseguir massificar o movimento guerrilheiro. Che (agora sob o codinome Tatu) foi à Tanzânia e Pombo o acompanhou a Praga, antes de voltarem a Cuba. No dia 4 de novembro de 1966, Che chegou à Bolívia, na região de Ñancahuazú. Pombo tinha chegado antes, tendo passado pelo Brasil para entrar no país, com o intuito de levantar as características do local. Onze meses depois, no dia 8 de outubro, Che caiu prisioneiro do Exército boliviano, com a ajuda dos Estados Unidos. Foi assassinado no dia seguinte.



Pombo e mais cinco guerrilheiros (Ñato, Inti, Dario, Urbano e Benigno) conseguiram fugir e, durante seis meses - menos Ñato, que morreu no meio do caminho - percorrem mais de 600 quilômetros clandestinamente até cruzar a fronteira com o Chile. Desses sobreviventes, além de Pombo, outros dois combatentes ainda estão vivos: Urbano, que mora em Havana, e Benigno, que está em Paris, desde 1995. Dario morreu em 1968, mesmo ano em que Inti foi assassinado, numa tentativa de reorganizar a guerrilha na Bolívia.

A partir de 1976, Pombo ainda esteve à frente das tropas cubanas enviadas a Angola para lutar ao lado do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), contra a Unita e a FNLA, sustentadas pelo regime de apartheid da África do Sul, e pelos Estados Unidos, respectivamente.

Pombo hoje é general de Brigada das Forças Armadas Revolucionárias, vice-presidente da Associação de Combatentes da Revolução Cubana, membro do Comitê Central do Partido Comunista Cubano, deputado na Assembléia Nacional e um dos raros condecorados com a honra de "Herói da República de Cuba".



Aos 65 anos, Pombo é o único guerrilheiro vivo que lutou com Che Guevara nas montanhas da Sierra Maestra, no Congo e na Bolívia. Foram dez anos de convivência com o comandante, até a sua morte, em 1967.

Na semana passada, ele esteve no Brasil para participar da conferência internacional "Pensamento e Movimentos Sociais na América Latina e Caribe: Imperialismo e Resistências", promovida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e pela Via Campesina. Não foi a primeira vez que ele pisou em solo brasileiro. Em 1966, quando a guerrilha de Che se instalou na Bolívia, Pombo passou por São Paulo e por Campo Grande (MS) como estratégia para sua entrada no país vizinho sem chamar atenção.

Em entrevista ao jornal Brasil de Fato, Pombo explica que o desfecho trágico da guerrilha na Bolívia, quando Che foi assassinado, teve origem na "traição" do Partido Comunista Boliviano e na decisão de Che de não abandonar uma coluna de guerrilheiros que havia se perdido do seu grupo. Ao comentar a situação da América Latina, Pombo diz que a Venezuela é a esperança do povo do continente e do Terceiro Mundo.

De onde vem o codinome Pombo? Sabe-se que, no Congo, Che usou números na língua local para renomear os guerrilheiros. Em Swahili - uma das línguas mais faladas na África - , Che passou a se chamar Tatu (que significa três), José Maria Tamayo tornou-se Mbili (dois) e Victor Dreke, Moja (um).

Harry Villegas Tamayo "Pombo" - Eu não estava entre os primeiros que foram para o Congo, e que receberam codinomes de números. Eu estava no Exército Ocidental quando o presidente Fidel Castro me disse que Che havia mandado me chamar na África. Só que, com o aumento do número de guerrilheiros, era complicado continuar dando nomes referentes a números porque ficavam muitos compridos. Che decidiu, então, procurar nomes em um dicionário. Escolheu para mim o nome Pombo Poljo, que significa néctar verde. Da mesma forma, escolheu Tumaini Tuma para nomear Carlos Coelho.

Antes do Congo, o senhor havia se oferecido para ir junto com um grupo de guerrilheiros à Argentina, mas Che não quis. Como foi a sua reação?

Pombo - No momento da saída do grupo, eu não entendi. Só depois percebi que, por ser negro, seria muito difícil me camuflar entre os argentinos. Então Che disse que eu não iria enquanto a guerrilha não adquirisse uma determinada força e até que ele próprio também já tivesse ido. Hermes Peña e Alberto Castellano foram se juntar a Jorge Massetti (jornalista argentino que entrevistou Che e Fidel, em 1958, na Sierra Maestra, e comandou a primeira guerrilha guevarista na Argentina, em 1963).

Como foi o seu primeiro contato com Che?

Pombo - Era 1957, eu tinha 16 anos e já participava de uma célula no meu povoado, ao pé da Sierra Maestra. Pichávamos paredes com propaganda do Movimento Revolucionário 26 de Julho, fazíamos ações contra as redes de eletricidade e a todo instante íamos presos. Como estávamos coladinhos à Sierra, resolvemos subi-la. Foi quando entramos em contato com um pelotão da coluna de Che. Pediram para que esperássemos porque Che estava percorrendo outros pelotões. Quando ele chegou, sua figura me impressionou: era esbelto, mas usava uma boina esfarrapada e desengonçada. Ele perguntou o que fazíamos ali. Respondemos que tínhamos ido lutar contra a tirania batistiana (de Fulgêncio Batista, ditador apoiado pelos Estados Unidos). Ele retrucou: "Com o quê?" Mostrei um pequeno fuzil 22 e ele começou a rir e disse: "Você acha que com isso vai derrubar Batista? Desce a montanha, se esconde atrás de um arbusto, dá uma gravata num dos soldados que estão aos montes por aí e lhe tire o fuzil". Eu pensei que fosse fácil. Voltei para o meu povoado, onde havia muitos chivatos (informantes do Exército), mas me denunciaram. Consegui escapar do cerco e troquei minha arma por uma escopeta calibre 12. Não era o que Che havia pedido, os soldados nem usavam escopetas. Mas, ao voltar, Che me disse que o importante não era a arma, mas a minha decisão de lutar contra a tirania.

A certeza de vencer era muito forte na Sierra Maestra?

Pombo - A certeza sempre nos acompanhou. Uma coisa que tem Fidel, tinha Che, e é própria de todo revolucionário, é a confiança na vitória, nas massas. Por isso Fidel disse que com cinco fuzis e sete pessoas a revolução estava feita (ao sobreviver com poucos homens após o desastroso desembarque do Granma, onde sobraram, ao todo, 12 homens dos 82 iniciais). Porém, quando seria a vitória, ninguém sabia. Che pensava que fosse demorar mais.

Existiam outros estrangeiros na Sierra, além de Che?

Pombo - Sim. Um mexicano, um francês e, entre os vários estadunidenses, até um sargento veterano da Guerra da Córeia (1950-1953), que foi instrutor e chefe da vanguarda no deslocamento da coluna de Che para o centro da ilha.

O que Che acharia de ver o seu rosto estampado em camisetas, a serviço da máquina capitalista?

Pombo - Penso que ele não gostaria. Eu nunca vi o Che usando uma camiseta de Marx ou de Lênin. Mas eu acho que, se uma pessoa traz o Che no peito, com orgulho, para se sentir motivada, para divulgar quem foi Che, para que se vinculem a ele, essa camiseta é útil. A camiseta ajuda a lembrar. Se você não vê o Che nas camisetas, não pensa nele.

Para a revolução, Che acabou sendo mais importante morto? Como seria se ele estivesse vivo, hoje, com 77 anos? [Nota do Blog Na Práxis - Essa entrevista é de 2005]

Pombo - Penso que ele seria mais importante vivo. Não tanto em relação a sua importância, mas ao que poderia fazer de útil. Ele era um homem com um pensamento em desenvolvimento, com uma capacidade extraordinária de autodidática, com espírito de investigação. Estava escrevendo um livro sobre a economia política do socialismo. Pensava em escrever sobre sua concepção, do ponto de vista filosófico, de como construir uma sociedade socialista para a América, que não fosse a mesma da Europa ou da Ásia. Tinha em mente que, no continente, somos muito parecidos, mas não somos todos cubanos. Hoje, em Cuba, Che representaria uma grande ajuda a Fidel.

Como Che conciliava a vida familiar com a vida revolucionária?

Pombo - O mais importante, para ele, era formar uma sociedade mais justa. Quando prenderam um filho de um dos nossos líderes da independência, Carlos Manoel Céspedes (primeiro fazendeiro a libertar seus escravos para lutarem contra os espanhóis), lhe impuseram a condição de que abandonasse a luta para o rapaz ser libertado. E Céspedes disse: "Não, eu sou o pai de todos os cubanos" - razão pela qual nós o chamamos de Pai da Pátria. Da mesma forma, se Che tivesse que decidir entre a sua família e a construção do socialismo, ou os interesses da pátria, ele decidiria pelos interesses da pátria. Mas isso não quer dizer que Che renegasse a família. Porque ele queria muito bem à sua família. Mas não no sentido estreito, de sua mulher, de seus filhos. Num sentido mais amplo, com uma confiança absoluta na sociedade. Ele sabia que, por sua luta, seus filhos teriam direito à educação, assim como todos os cubanos. Che não se desprende do elemento familiar. Não é como os inimigos do marxismo dizem, que o marxismo destrói a família. Mas o contrário, a família é a base, é a célula da sociedade.

Como Che tratava as crises de asma em meio à guerrilha?

Pombo - Com um tipo de inalador. Quando isso não era possível, Che usava o que os médicos chamam de "motivações primárias". Isto é, na crise, fazia seu corpo reagir a algo maior. Provocava um pequeno corte, para que a infecção gerasse uma febre e assim saía do ataque de asma.

Por que Kabila (líder da resistência anticolonialista congolesa, que em 1997 viria a se tornar presidente da República Democrática do Congo, ex-Zaire) recusava um encontro com Che?

Pombo - Na época, nós não entendíamos como a África funcionava. Só viemos descobrir depois, quando ficamos por 15, 20 anos em Angola. No Congo, começamos a enfrentar uma sociedade que não tinha um conceito de nação, mas um conceito de tribo. Não que o conceito de nação possa ser criado artificialmente, como os colonizadores quiseram impor. Mas um povo que queira lutar por sua pátria precisa ter um conceito de nação. Para nós, isso não fazia sentido porque não temos tribo, somos uma mistura de espanhóis, africanos e chineses. Não temos índios. Eles desapareceram de Cuba. Os espanhóis não tiveram nem a idéia de fazer uma reserva, como fizeram os estadunidenses, e manter ali alguns índios para mostrar a todos: "Vejam, estes são os homens que eram donos de todas estas coisas que estão aqui, e agora não têm nada". Nem isso fizeram os espanhóis. Chefe do que eles chamavam de "exército paralelo", Kabila se encontrou apenas uma vez com Che porque guerrear não fazia parte de sua natureza. Não era um homem latino-americano. Não era como Bolívar, que dizia: "Vamos!". Nunca houve um líder africano à frente de sua tropa, o que era uma coisa inconcebível para um latino, que leva, conduz o povo. Eles não necessitavam nem do contato conosco, não necessitavam da fala, eles mandavam tudo gravado.

Se a guerrilha comandada por Masetti na Argentina tivesse tido êxito, Che não teria ido ao Congo?

Pombo - Sim, realmente, Che foi ao Congo para esperar que as condições na América ficassem mais favoráveis. Fidel lhe ofereceu para ficar em Cuba, mas Che achava que já havia cumprido seu papel com os cubanos e queria ir a outro lugar. Em 1964, ele havia voltado de uma conferência na Organização das Nações Unidas, onde denunciou que os capacetes azuis haviam permitido o assassinato de Lumumba (revolucionário congolês). A meu ver, Che, que admirava Lumumba, se sentiu comprometido com a situação e decidiu ir ao Congo pensando que o movimento de Lumumba estivesse mais vertebrado, mas não estava.

A captura de Ciro Bustos e de Régis Debray (na tentativa de sair da área guerrilheira, foram presos pelo Exército boliviano) foi preponderante para a desestruturação da guerrilha na Bolívia?

Pombo - Não. Nós nos vimos sem a base. Com a experiência da Sierra Maestra, já sabíamos que o camponês só se incorpora quando vê alguma possibilidade de êxito, e uma forte possibilidade de respaldo. De início, nós tínhamos organizado nossa participação na luta boliviana por meio do Partido Comunista, que contava com milhares de militantes jovens dispostos a se engajar na luta. Mas Monje (então presidente do Partido Comunista Boliviano) mudou de lado, nos traiu. Che nunca soube se por covardia política ou pessoal. Ao nos trair, cortou nosso vínculo com o partido, acabou com a fonte onde íamos nos nutrir para gerar uma guerrilha forte, que Che queria desenvolver por um tempo limitado para poder expandi-la à Argentina e ao Peru, onde estavam Bustos e Chino. Não por acaso, de Ñancahuazú, na Bolívia, podia se chegar à Argentina e ao Peru, pela Cordilheira Oriental dos Andes.

Como foram os quatro meses de desencontros nas selvas da Bolívia, entre a coluna de Che e a outra em que estavam Joaquim e Tania (revolucionária alemã-argentina)?

Pombo - Fizemos todo o possível. Che não desistia de achar o grupo de Joaquim. Tanto que ele nos manteve demasiado tempo por ali, mesmo não tendo a intenção de combater na região Sul da Bolívia. Por fim, o Exército nos descobriu e fomos obrigados a iniciar o combate ali mesmo. Originalmente, pensávamos em começar a guerrilha na região Central da Bolívia, no Chapare, onde havia um camponês amigo de Inti - um dos guerrilheiros do grupo de Che _, que organizava os camponeses. Esse camponês não estava comprometido, mas Inti acreditava que ele se incorporaria. Tínhamos, mais ao norte, a possibilidade de que pudessem se incorporar à guerrilha os estudantes recrutados na América, na Europa, na União Soviética, em Praga, além de um conjunto de estudantes de Cuba.

Se houvesse o encontro entre os dois grupos no dia 31 de agosto de 1967, teria sido mera coincidência? (eles se desencontraram por questão de horas, estavam em linha reta, a 3 quilômetros de distância).

Pombo - Convergimos ao mesmo ponto por coincidência. Nosso grupo estava indo para o Chapare. Estávamos bem próximos quando escutamos pelo rádio que o grupo de Joaquim combatia mais ao sul. Então, demos meia volta e nos metemos novamente na zona guerrilheira, atrás deles. Quase os encontramos antes de eles caírem na emboscada (em que morreram). Só voltamos ao Sul na tentativa de encontrar o grupo de Joaquim. Nunca havíamos previsto ir ao Sul porque sabíamos que era mais desprovido de bosques e de água. Foi só por isso que descemos demais ao Sul e se criaram as condições para a emboscada do dia 26 de setembro (onde 3 guerrilheiros são mortos), e, depois, para o desfecho de 8 de outubro (quando Che é feito prisioneiro e morto, no dia seguinte, junto com outros guerrilheiros).

Como era Tânia?

Pombo - Uma mulher excepcional. Suas raízes latinas (era argentina, mas passou a juventude na Alemanha) foram de grande ajuda. Ela tinha a tarefa de ir à Bolívia criar condições de confiabilidade, até que lhe dessem instruções. Houve até um momento em que ela foi um pouco esquecida pela nossa Inteligência. A idéia de Che era preservá-la para que, se necessário, ela pudesse esconder alguém em lugar seguro. Mas ela acabou vindo para a guerrilha. Che tentou tirá-la de lá, o que foi impossível, porque ela já havia sido identificada. Assim, se estragou um trabalho de clandestinidade de três anos. Tânia foi uma revolucionária com grande capacidade de sacrifício. Quando lhe disseram para casar com um boliviano porque fazia falta ela não ter a nacionalidade boliviana, ela se casou. E quando disseram que era preciso dar um fora no boliviano porque ela tinha que sair do país, e que ela devia dar um jeito dele entender, ela o convenceu. Então ela foi "estudar" na Bulgária. Ela era extremamente disciplinada.

Che estaria contente com o desenvolvimento da revolução cubana?

Pombo - Acho que sim, porque quando ele saiu de Cuba fez um avaliação dos avanços da revolução, e justamente decidiu ir porque chegou à convicção de que o processo era irreversível. De que as massas haviam tomado consciência do seu papel de vanguarda, que, para Che, era o partido, era Fidel. Ele acreditava que a vanguarda precisa formar parte da massa a todo instante, sem ser a massa. Che dizia que esse vínculo, de tão próximo, deve fazer com que aquele que está à frente escute a respiração de quem vem atrás.

Por que Benigno traiu a revolução cubana?

Pombo - Para Benigno, pesou a questão material. Quando ele se foi, o processo revolucionário cubano passava por uma etapa difícil, mas não a pior. Os problemas de Cuba não eram graves. Ele tinha uma pequena finca (chácara). Nós somos guajiros (camponeses), não tínhamos base cultural, nem intelectual. Quando você participa de uma luta como essa, começam a te dizer que você é o máximo, e se você acredita, se equivoca. Benigno deixou isso subir à cabeça e acreditou que era herói. Era, sim, uma pessoa de mérito, mas o que fizemos, muitos outros cubanos também fizeram. Estiveram na Venezuela, na Colômbia, na Guatemala e não ficaram conhecidos. O fato de ter participado da epopéia em que morreu Che o atingiu. Além disso, ele se casou com uma mulher da Inteligência Cubana, que falava inglês, francês. Acho que ela tem um peso nisso porque se ela fosse firme quando ele lhe propôs essas coisas, tendo ela mais capacidade intelectual que ele, ela o influenciaria para o caminho correto. Outro problema é que, como camponeses, temos a mente pródiga, imaginamos coisas. Benigno acabou publicando um livro fantasioso, mentiroso, em grande parte.

Por que Benigno sustenta que Fidel abandonou Che?

Pombo - Isso é uma maldade. Benigno tem que agradar o imperialismo, e para isso, tem que dizer as coisas que o imperialismo gosta de ouvir. Quando Che foi à África, com mais de uma centena de cubanos, Fidel não o abandonou. Quando os africanos consideraram que não era conveniente Che estar ali, e ele saiu de lá para Praga, com a Inteligência Cubana dando apoio todo o tempo, Fidel não o abandonou. Quando Che decidiu começar a luta na sua pátria, Fidel permitiu que ele pegasse vinte e tantos companheiros que haviam estado com ele na Sierra, Fidel não o abandonou. O que acontece é que, se Fidel mandasse mais de cem homens à América Latina, como fez 20 anos depois, mandando um exército de 50 mil homens comigo a Angola, a atitude seria vista como intervenção.

A guerrilha, hoje, ainda é um caminho para a libertação dos povos da América Latina?

Pombo - Eu não diria nem que não, nem que sim. Depende das condições concretas de cada país e de cada momento. Hoje, é muito arriscado o surgimento de um movimento guerrilheiro em qualquer país, com a tecnologia que tem o exército inimigo, fundamentalmente o dos Estados Unidos. Mas também não é impossível porque existem guerrilhas na Colômbia, por exemplo, e mesmo com toda essa tecnologia não conseguiram aniquilá-la.

Como o senhor vê o MST?

Pombo - A capacidade organizativa dos sem-terra me impressiona. Eles não podem perder nunca sua convicção. Depois de assentados, não devem se desvincular do movimento. Não importa que você tenha a terra. Por você ter lutado por ela, deve se manter unido, com terra ou sem terra, por solidariedade humana, não digo nem por companheirismo. Isso é o que pode unir as pessoas ao Che. Esse amor pelo próximo que está um pouco mais além dos ditos parâmetros normais, e que lhe deu um conceito superior como ser humano.

O senhor acredita que Chávez vai assumir o papel de Fidel nos próximos anos?

Pombo - O papel de Chávez é assumir a dirigência do seu povo para depois assumir o mesmo papel sobre o restante do continente. Não podemos esquecer que o inimigo de Chávez é o país mais poderoso do mundo. E ele tem sabido lidar com a situação, solidamente, com o apoio das massas pobres, e tendo ainda que ganhar a classe média. O movimento de Chávez é novo. Tem a ver com um socialismo distinto, dentro do pluripartidarismo. Nós, cubanos, somos o farol, mas a Venezuela é a esperança do povo do continente e do Terceiro Mundo por seu potencial econômico, por seu tamanho, por ter fronteiras com tantos países que podem irradiar ainda mais aquilo que o Che queria fazer na Bolívia. Nesse sentido, Chávez tem muito mais vantagens do que nós, lá no meio do Caribe.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

ATO DE SOLIDARIEDADE AO GOVERNO EVO MORALES E A DEFESA DA DEMOCRACIA

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Convite: PAINEL O GOVERNO BOLIVIANO E O LIVRO BOLÍVIA JAKASKIWA

Dia 16 de setembro – terça-feira -19 horas

Plenário João Neves da Fontoura

3 º andar da Assembléia Legislativa

Promovem: Associação Cultural José Marti, Via Campesina, MTD, Federação dos Metalúrgicos, Sindicato dos Bancários /POA , SEMAPI, SINDSEPE, CUT, Partidos Políticos Outras entidades Sindicais e Populares do Estado do RS




Jornalista: Vânia Barbosa - Reg. prof. 8.927

EM ATO PÚBLICO JOSÉ MARTI APÓIA EVO MORALES, E O LANÇAMENTO DO LIVRO BOLÍVIA JAKASKIWA

Além da José Marti as atividades estão sendo promovidas pela Via Campesina, CUT, SIMPE,MTD, Federação dos Metalúrgicos, Federação dos Bancários, SEMAPI, SINDSEPE, UGEIRM, CPERS, DCE da UNISINOS, além de representantes dos partidos políticos e demais entidades afins com o tema.



Uma parceria da Associação Cultural José Marti/RS com diversas entidades gaúchas, vai possibilitar o lançamento do livro Bolívia Jakaskiwa, no próximo dia 16 de setembro (terça-feira), às 19 horas, no Plenário João Neves da Fontoura (Plenarinho), da Assembléia Legislativa.
Com autoria dos historiadores e jornalistas Mariléia Leal Caruso e Raimundo Caruso, a obra tem 292 páginas, com 25 entrevistas e reportagens sobre a Bolívia atual, referindo a luta dos povos indígenas e a política de Evo Morales do ponto de vista da economia, Reforma Agrária, Educação, Filosofia e História.

Bolívia Jakaskiwa aborda também as relações políticas e econômicas do País com as diversas Nações Latino-americanas, dentre elas o Brasil que mereceu destaque em razão do livro de ser elaborado por brasileiros.

Informações sobre as tentativas separatistas das províncias do Oriente do País, como Santa Cruz de la Sierra, que visam a evitar a reforma agrária e a apropriar-se das reservas de gás e petróleo da Nação, revelam que essas dificuldades enfrentadas por Morales não impedem que as mudanças sociais em curso na Bolívia representem a vanguarda das discussões políticas da América Latina.

Para os autores, "apesar dos avanços científicos e tecnológicos atuais, o País Andino se recusa a ser uma cópia dos modelos políticos do ocidente, sejam eles capitalistas ou socialistas. Querem uma alternativa nacional própria e original".

Os jornalista têm ainda publicados, livros sobre a Amazônia, o Arquipélago dos Açores, a Nicarágua e a República Dominicana.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Bolivarianos levantem-se e transformem a Bolívia


Por Runildo Pinto
12/09/2008

A encruzilhada bolivariana


O povo boliviano está colocado no ponto nevrálgico da encruzilhada histórica, de um lado um projeto de caráter popular de raízes indígenas e de outro, as elites brancas que por toda história estiveram acomodadas sobre as riquezas naturais, principalmente o gás no território boliviano, como monopólio da classe burguesa. Esse é um conflito provocado por políticas anti-neoliberais que o governo Evo Morales justamente procura implantar, deste modo contraria os interesses das oligarquias bolivianas. O momento é propício pela conjuntura internacional (eleições e crise da economia norte-americana, conflitos Russia-Geórgia, crise energética e movimentos nos países bolivarianos) e interna, que o governo incorpore a condição de vanguarda e amplie o máximo a mobilização popular e almejando reformas mais ousadas.

Ter a clareza que qualquer transformação pretendida passa por um conflito com a nação imperialista estadunidense e para esse enfrentamento é necessária a unidade bolivariana, isto é: uma solidariedade de ações práticas com a Venezuela, Equador, Nicarágua, Cuba, Paraguai; como forma de inibir uma ação efetiva dos Estados Unidos na região. O Presidente Chávez, enxergou essa perspectiva e assumiu uma posição, expulsou o embaixador estadunidense e colocou seu exército à disposição. Evo Morales deve usar de cautela, mas não recuar, nas ações que o momento político exige, e o que a conjuntura suscita e avance no interior do conflito para superá-lo com a vitória do povo, em sua magnitude realista. Em primeiro lugar ter uma agenda política clara para levar a feita a mobilização da população e garanti-la à consciência dos bolivianos. A segunda da necessidade de concretizar o nascimento de uma nova forma societária na Bolívia, pois, se a burguesia vencer estará colocando o povo no ostracismo mais atroz. Lê-se que as elites não estão dispostas a respeitar qualquer expediente democrático, por mais amplo e plural que se empenhe, para resolver o impasse na ordem institucional. A classe dominante não está disposta a aceitar qualquer derrota nesse campo e muito menos quer saber de ampliar os direitos do povo.

A postura do Brasil

O governo brasileiro já sinalizou sua postura, a de mediar o embate. Essa é a condição que o Brasil tem imposto, ou seja, reafirmar sua política externa apresentando-se como a "grande potência" sul-americana. Mediar é uma manobra de habilidade para manter-se neutro, diante dos conflitos e garantir sua conivência e submissão ao governo dos Estados Unidos da América.

O Presidente Evo Morales deve cobrar do governo brasileiro uma atitude e não aceitar a neutralidade. O governo do Brasil tem colocado por inúmeras vezes os Bolivarianos em desvantagem no cenário político internacional, uma condição de oposição às políticas anti-neoliberais, principalmente da Venezuela, Bolívia e Equador.

Essa combinação política oportunista brasileira diante da situação de antagonismo político e ideológico que acontece na Bolívia coloca o governo boliviano vulnerável e a mercê da burguesia deste país. Enquanto o Brasil é o único que consolida sua política de manter-se aparte dos demais, desautorizando e depreciando a unidade latino-americana, proposta pelo movimento Bolivariano, como política externa adotada para combater o neoliberalismo no continente.


Consolidar a resistência contra o neoliberalismo

Os principais bastiões de apoio ao imperialismo estadunidense é a diplomacia Brasileira, a Colômbia armada (a Israel da América do Sul) e Peru na versão mais comum, a da submissão. Somente uma coordenação do movimento Bolivariano: Venezuela, Bolívia, Equador, Cuba, Nicarágua, a adesão do Paraguai com os movimentos sociais de todos os países, poderá consolidar uma operação realmente capaz de mudar geopolítica na América do Sul e Caribe.

Para ferir o neoliberalismo de morte é preciso de uma luta globalizada e o campo de batalha, para começá-la, está dado: a América Latina e Caribe devem lutar potencializando propostas que resgatem a moral identitária dos povos contra a desqualificação das culturas, isto não é retroceder na história, mas avançar para uma outra globalização, solidária que respeite a soberania e a estabeleça a unidade política e econômica, e que impeça a desqualificação da natureza histórica peculiar destes países. Caso contrário a globalização neoliberal dissolverá suas características, seus costumes; essas civilizações perderão seu legado para o livre comércio, capitaneado pelas grandes corporações empresariais, artificializando a vida e concretizando em cada rincão a lógica do mercado, retirando a realização de um dever moral e social, o conteúdo humano da reprodução da vida e a razão intrínseca dos meios de produção.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

La conspiración para dividir Bolivia debe ser denunciada




Comp@s,

Es crítica la situación en Bolivia, asi que es necesario que todos estéen atentos a lo que se pasa allá. El sitio para adherirse al Manifiesto Internacional "Todos con Bolivia", cuya integra del texto sigue abajo, es:

Recomiendo también la lectura del "Manifiesto por la unidad de Bolivia", escrito por la Confederación de Pueblos Indígenas de Bolivia:

http://www.bolpress.com/art.php?Cod=2006121203


Jorge Quillfeldt

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La conspiración para dividir Bolivia debe ser denunciada


El proceso de cambios a favor de las mayorías en Bolivia, corre el riesgo de ser brutalmente coartado. El ascenso al poder de un presidente indígena, electo con un respaldo sin precedentes en ese país, y sus programas de beneficio popular y de recuperación de los recursos naturales, han tenido que enfrentar desde los primeros momentos las conspiraciones oligárquicas y la injerencia imperial.


En los días más recientes, la escalada conspirativa ha alcanzado sus cotas máximas. Las acciones subversivas y anticonstitucionales con que los grupos oligárquicos pretenden dividir la nación boliviana, reflejan la mentalidad racista y elitista de estos sectores y constituyen un peligrosísimo precedente, no sólo para la integridad de ese país, sino también para la de otros países de nuestra región.


La historia muestra con sobrada elocuencia las terribles consecuencias que en todos los terrenos han tenido para la humanidad los procesos divisionistas y separatistas inducidos y respaldados por poderosos intereses foráneos.


Ante esta situación, los abajo firmantes queremos expresar nuestro respaldo al gobierno del Presidente Evo Morales Ayma, a sus políticas de cambio y al proceso constituyente soberano del pueblo boliviano. Al propio tiempo, rechazamos el llamado Estatuto autonómico de Santa Cruz por su carácter inconstitucional y por atentar contra la unidad de una nación de nuestra América.


Llamamos a todas las personas de buena voluntad a que unan sus voces para denunciar por todas las vías posibles esta maniobra divisionista y desestabilizadora en una hora histórica para la América Latina.


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Más de 10.000 personalidades por la
integridad boliviana

Enviado por Rosa C. Baez el Lunes 28 de Abril de 2008
http://www.viejoblues.com/Bitacora/node/6021


Se suman al llamamiento internacional Danielle Miterrand, Tariq Ali y Samir Amin

El respaldo de la comunidad intelectual internacional al legítimo proceso de cambio que se lleva a cabo en Bolivia, liderado por su presidente Evo Morales, y contra el que se mueven las oscuras fuerzas de la oligarquía proimperial, continuo acrecentándose en las ultimas horas.

Figuras de relieve como Danielle Miterrand, presidenta de la organización France Libertes; el pensador egipcio Samir Amin y su colega paquistani Tariq Ali suscribieron un llamamiento dado a conocer a principios de esta semana en el que se denuncia la maniobra divisionista y desestabilizadora puesta en marcha en Bolivia para desmembrar al pais.

Suman mas de 5 000 los firmantes de la declaración que repudia las acciones subversivas y anticonstitucionales con que los grupos oligárquicos pretenden dividir la nación boliviana.

Entre las nuevas rubricas aparecen las del escritor y combatiente sandinista Omar Cabezas, el sociólogo mexicano Pablo González Casanova, el activista paraguayo de los derechos humanos Martín Almada y el escritor argentino Miguel Bonasso.

Considerando la critica situación por la que esta pasando este país hermano, como resultado de las acciones subversivas de los grupos oligárquicos y la injerencia del imperio en sus asuntos internos, le solicitamos ofrezca apoyo personal con su valiosa firma.

Pedro de la Hoz

El sitio para adherirse es Todos con Bolivia,
http://www.todosconbolivia.org/

y la dirección de correos
solidaridad@todosconbolivia.org

Por que Zurdo?

O nome do blog foi inspirado no filme Zurdo de Carlos Salcés, uma película mexicana extraordinária.


Zurdo em espanhol que dizer: esquerda, mão esquerda.
E este blog significa uma postura alternativa as oficiais, as institucionais. Aqui postaremos diversos assuntos como política, cultura, história, filosofia, humor... relacionadas a realidades sem tergiversações como é costume na mídia tradicional.
Teremos uma postura radical diante dos fatos procurando estimular o pensamento crítico. Além da opinião, elabora-se a realidade desvendando os verdadeiros interesses que estão em disputa na sociedade.

Vos abraço com todo o fervor revolucionário

Raoul José Pinto



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  • A Condição Pós-Moderna - Jean-François Lyotard
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  • Apuntes Criticos A La Economia Politica - Ernesto Che Guevara
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  • A História me absolverá - Fidel Castro Ruz
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  • A Revolução antes da Revolução. As guerras camponesas na Alemanha. Revolução e contra-revolução na Alemanha - Friedrich Engels
  • A Revolução antes da Revolução. As lutas de classes na França - de 1848 a 1850. O 18 Brumário de Luis Bonaparte. A Guerra Civil na França - Karl Marx
  • A Revolução Burguesa no Brasil - Florestan Fernandes
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  • A sagrada família - Karl Marx e Friedrich Engels
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  • As três fontes - V. I. Lenin
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  • O Que Todo Revolucionário Deve Saber Sobre a Repressão - Victo Serge
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  • Que Fazer? - Lênin
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  • Reforma ou Revolução - Rosa Luxemburgo
  • Revolução Mexicana - antecedentes, desenvolvimento, conseqüências - Rodolfo Bórquez Bustos, Rafael Alarcón Medina, Marco Antonio Basilio Loza
  • Revolução Russa - L. Trotsky
  • Sete ensaios de interpretação da realidade peruana - José Carlos Mariátegui/ Editora Expressão Popular
  • Sobre a Ditadura do Proletariado - Étienne Balibar
  • Sobre a evolução do conceito de campesinato - Eduardo Sevilla Guzmán e Manuel González de Molina

ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA

  • 1984 - George Orwell
  • A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende
  • A Espera dos Bárbaros - J.M. Coetzee
  • A hora da estrela - Clarice Lispector
  • A Leste do Éden - John Steinbeck,
  • A Mãe, MÁXIMO GORKI
  • A Peste - Albert Camus
  • A Revolução do Bichos - George Orwell
  • Admirável Mundo Novo - ALDOUS HUXLEY
  • Ainda é Tempo de Viver - Roger Garaud
  • Aleph - Jorge Luis Borges
  • As cartas do Pe. Antônio Veira
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  • Cem anos de solidão - Gabriel García Márquez
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  • Desça Moisés ( WILLIAM FAULKNER)
  • Don Quixote de la Mancha - Miguel de Cervantes
  • Dona flor e seus dois maridos, de Jorge Amado
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  • O jogo da Amarelinha – Júlio Cortazar
  • O livro de Areia – Jorge Luis Borges
  • O mercador de Veneza, de William Shakespeare
  • O mito de Sísifo, de Albert Camus
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  • Por Quem os Sinos Dobram - ERNEST HEMINGWAY
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ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA GUERRILHEIRA

  • A Guerra de Guerrilhas - Comandante Che Guevara
  • A montanha é algo mais que uma imensa estepe verde - Omar Cabezas
  • Da guerrilha ao socialismo – a Revolução Cubana - Florestan Fernandes
  • EZLN – Passos de uma rebeldia - Emilio Gennari
  • Imagens da revolução – documentos políticos das organizações clandestinas de esquerda dos anos 1961-1971; Daniel Aarão Reis Filho e Jair Ferreira de Sá
  • O Diário do Che na Bolívia
  • PODER E CONTRAPODER NA AMÉRICA LATINA Autor: FLORESTAN FERNANDES
  • Rebelde – testemunho de um combatente - Fernando Vecino Alegret

ZZ- Estudar Sempre /GEOGRAFIA EM MOVIMENTO

  • Abordagens e concepções de território - Marcos Aurélio Saquet
  • Campesinato e territórios em disputa - Eliane Tomiasi Paulino, João Edmilson Fabrini (organizadores)
  • Cidade e Campo - relações e contradições entre urbano e rural - Maria Encarnação Beltrão Sposito e Arthur Magon Whitacker (orgs)
  • Cidades Médias - produção do espaço urbano e regional - Eliseu Savério Sposito, M. Encarnação Beltrão Sposito, Oscar Sobarzo (orgs)
  • Cidades Médias: espaços em transição - Maria Encarnação Beltrão Spósito (org.)
  • Geografia Agrária - teoria e poder - Bernardo Mançano Fernandes, Marta Inez Medeiros Marques, Júlio César Suzuki (orgs.)
  • Geomorfologia - aplicações e metodologias - João Osvaldo Rodrigues Nunes e Paulo César Rocha
  • Indústria, ordenamento do território e transportes - a contribuição de André Fischer. Organizadores: Olga Lúcia Castreghini de Freitas Firkowski e Eliseu Savério Spósito
  • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira