(por Runildo Pinto)
A elite brasileira, dos poucos que
vão a teatro, opera; são de uma falta de educação total: aplaudem
fora de hora, exclamações durante o espetáculo e conversas
paralelas. Imaginem em um estádio lotado, qual a reação? Reação
de quem não garante nada, o Brasil não tem nenhuma estrutura para a
partir da escola e da universidade dar impulsão cultural e esportiva
de forma pedagógica e qualificada. É pura manifestação do
ressentimento.

O atleta foi prejudicado pela falta
de educação e de perspectiva do esporte nacional. A comemoração
legitima seria após a apresentação do atleta dos Estados Unidos. O
desrespeito canalizou o ódio e é marcante nessa "olim-píada". Isso só
demonstra a baixa autoestima dos brasileiros e a fragilidade das
instituições esportivas e autoridades públicas que bancam tal
evento sem ter as mínimas condições.
Em Londres a delegação brasileira
foi em torno de 259 atletas, conquistou 17 medalhas e no Rio 465
atletas e não vai passar de 20 medalhas. Nem a quantidade vai
aumentar o número de medalhas, uma vergonha esse país da fantasia e
da sua farra nas obras superfaturadas. roubalheira generalizadas:
obras, ingressos, etc...
Me sugere que o aumento do nr. de
atletas repercute no aumento da capacidade de ganhos ilícitos por
parte do governo, empreiteiras, comitê olímpico brasileiro e
federações. E a picaretagem não para por aí. Depois da competição
quem vai administrar o complexo esportivo? Quem vai usufrui-los? Bem
provável que serão privatizados.
O atleta francês Renaud Lavillenie
foi mais uma vítima do escárnio brasileiro, perdeu toda a
concentração para executar a prova.