Mostrando postagens com marcador Formação política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Formação política. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

MENSAGEM DA PROFA VIRGINIA FONTES (uff)


Caros companheiros, não pude responder antes às perguntas, pois estava viajando por diversas regiões e sem a calma necessária para enfrentar questões tão inquietantes. Agora estou em casa. Infelizmente, ainda não sinto a calma que gostaria frente a essas questões, pois o que nos acalmaria seria ver imensas reações populares, o que nos transtornaria o cotidiano e abriria futuros muitos mais interessantes.

Preliminarmente, há que considerar dois planos: o que já estamos vendo, até aqui, aponta para pouquíssima transformação no processo de concentração internacional de capitais que já vinha ocorrendo. A única diferença é o comprometimento dos recursos públicos de forma ainda mais escancarada com tal concentração. É nesse quadro que respondi às questões. Mas há um segundo plano, que pode ser disparado no momento em que a crise que atinge parcela do capital abatter-se em cheio sobre as populações, tanto nos países centrais quanto nos demais. Até aqui, o intervalo de tempo entre o disparo da crise e seus efeitos mais rigorosos no plano social atua "silenciando" as massas populares.


1. Qual é a natureza da crise (profundidade, período, duração, etc)?

Esta é mais uma das crises cíclicas do capital. Marx apontou suas características fundamentais: sobreacumulação e, portanto, desequilíbrio entre os diferentes setores do capital, levando-o a queimar parcela do trabalho morto acumulado, a destruir forças produtivas e, sobretudo, a subordinar de maneira ainda mais feroz os trabalhadores, desta feita de forma planetária. Muitos a consideram apenas uma crise do "capital especulativo", mas isso parece-me, em todos os casos, uma temeridade. Em primeiro lugar, pois o capital especulativo (que existe) não é uma excrescência do capital produtivo (de mais-valor), mas dele faz parte como ponta de lança. Assim, destruição (mesmo se fosse apenas de especula dores) atingiria o capital como um todo. Em segundo lugar, pois se a imagem difundida pela mídia parece ser de destruição apenas de "papéis podres", ela envolve gastos púbilcos internacionais brutais, comprometendo ainda mais solidamente os Estados com o mega-capital-concentrado.

Há questões novas que nos colocam novos desafios. A profunda interconexão entre os setores produtivos e bancários no plano internacional precisa ser analisada com cautela. Desde 1974 as crises passaram a ter perfil
mundializado, ainda que em algusn casos mais ou menos contidas em certas fronteiras regionais. O caso atual sugere longo tempo de tensão e de concorrência entre países (e mega-conglomerados) para assegurar concentração de capitais capazes de se manter como "players" no cenário internacional. Não parece estar ocorrendo nenhum recuo para o ãmbito nacional e, sim, um aprofundamento da escala mundial de monopolização e concentração, redesenhando as formas de extração de mais-valor ao redor do mundo.

Se for este o caso, a tendência é para um aprofundamento das formas de subalternização do trabalho em escala internacional, correspondendo ao novo patamar de concentração que vem sendo oferecido pelos Estados a seus capitais concentrados e aos grupos "dóceis". Não esquecer que os EUA e a Europa admitiram "auxiliar" trambém capitais de procedência exterior.

2. O que pode acontecer com a economia dos Estados Unidos, sua hegemonia política, ideológica?

Está aberto um período de tensão no cenário internacional, do qual deve emergir nova reconfiguração da hegemonia no cenário internacional. Os EUA seguirão durante bastante tempo - caso não haja revoltas populares internas e internacionais - como ponto central de contenção militar para o capital, embora possam perder pólos de predomínio econômico e monetário, com uma maior difusão de centros e de polaridades (especialmente China e Russia). Assim, seguirão como país dominante, embora talvez não sejam mais dirigentes na mesma proporção que o fizeram até aqui.

Do ponto de vista cultural, deve abrir-se um período de maior diversidade de influências internacionais, mas isso ainda não é claro, pois as agências de mídia prosseguem altamente concentradas e com forte base estadunidense.

3. O que pode acontecer com o sistema capitalista mundial a partir da crise?

Há duas direções imediatas, embora apenas a primeira esteja sendo encaminhada.

A) garantir a concentração de capitais em escala ainda superior (permitir fusões e aquisições baratas aos grandes monopolizadores) e prosseguir com a mesma dinãmica de extração de mais-valor sob formatos diversificados
(tendência ainda maior á redução de direitos associados ao trabalho), com manutenção e, talvez, aprofundamento das expropriações primárias (de camponeses) através do mundo. B) Proteger certos grupos de trabalhadores, tanto em ãmbitos nacionais quanto em alguns setores estratégicos, impedindo uma aproximação de luta entre os diversos segmentos de trabalhadores, já bastante fracionados pelas políticas impostas nos últimos 20 anos. Essa última opção depende da resistência imposta por trabalhadores dos países centrais à utilização sem contrapartidas dos recursos públicos como doação para o capital. Nenhuma dessas duas opções aponta direções revolucionárias, embora a segunda possa figurar como uma espécie de "exemplo" a ser seguido
pelos países periféricos. Essa seria a forma mais próxima de uma caricatura de "welfare state".

Nessa vertente, não é impossível imaginar um sucesso internacional de políticas como "bolsa-família", asseguradas diretamente por parcerias entre empresas concentradas e governos. Elas, entretanto, somente são viáveis como "apassivadoras" das reivindicações populares se aplicadas em larga escala e, para tanto, é preciso capitais de grande porte concentrados. Não é este o caso para a maioria dos países, que terão de defrontar-se com escassez de recursos e com a voracidade das mega-concentrações.

É de imaginar que, uma vez deslanchadas as políticas de subordinação dos trabalhadores que a atual sangria de recursos públicos para o grande capital monopolista-imperialista-mega-concentrado supõe, haja reações populares de novo tipo. Mas ainda não temos como prevê-las. Somente elas permitem um impulso efetivamente revolucionário. Por exemplo, exigir direitos iguais para todos os trabalhadores em cada território nacional (e não apenas para os nacionais ou aos "contratuais") colocaria a questão em novo patamar.

4. O que os governos progressistas dos países do sul, deveriam fazer diante dessa crise?

Apoiar os povos, e não bancos ou conglomerados. Socializar o sistema financeiro (bancos diversos) e as parcelas dos setores industriais que estarão demandando recursos para novas fusões e aquisições (para capacitar sua manutenção na concorrência internacional). Intensificar as formas da socialização do processo produtivo não proprietário - recusar patentes e formas de extorsão, construindo formas internacionais não-proprietárias.

Estatizações e nacionalizações devem ocorrer juntamente com a formação de conselhos populares para seu controle. A experiência boliviana da gestão da água é ilustrativa e precisa ser aprofundada para todos os setores. Mas não basta um segmento, é preciso expandi-la para todos os setores socialmente sensíveis (e não sensíveis para o grande capital). Estabelecer políticas internacionais não-proprietárias e tendencialmente socializantes.

5. O que as forças populares deveriam fazer diante dessa situação?

Não perder a clareza de que serão convocadas por fragmentos e por frações do capital para apoiá-los contra outras frações do mesmo capital. As tensões intercapitalistas - e este é um momento em que elas se exacerbam - se caracterizam por convocar setores populares de maneira "sedutora" e, em muitos casos, também através da utilização da violência paga (milícias e outros). Parece-me ser o momento de elaborar um plano de emergência social e de impor as medidas que consideramos fundamentais, dentre elas: - suspensão das expropriações populares (terra, casa, saúde, educação e direitos do trabalho) - garantia de alimentação, habitação, saúde e educação (dos 2 aos 18) anos para todos SEM MERCADO, sob gestão popular - introdução de políticas de pesquisa, desenvolvimento e utilização de todas as formas não-proprietárias já existentes; - controle de exportação de capitais - somente seriam admitidas as saídas como socialização (entre políticas populares) - expropriação e socialização imediata (com punição dos responsáveis) de empresas, propriedades e bancos com problemas.

Um grande abraço,
Virgínia



quarta-feira, 23 de julho de 2008

Fascismo. Moralismo faz a política ficar de fora da discussão. Entrevista especial com Luiz Werneck Vianna



Em entrevista à revista eletrônica IHU On-Line, o professor Luiz Werneck Vianna fala sobre o caso Daniel Dantas e critica o recuo da política e sua redução a uma agenda policial. O pesquisador acredita que "os piores instintos da sociedade estão sendo suscitados com tudo isso". E que a solução virá "com mais política" e não com menos. Para Werneck Vianna, o caso Dantas virou um "affair" midiático, com cortinas de fumaça.

IHU On-Line

Ao analisar os recentes episódios de corrupção no Brasil, a partir da prisão (ou da tentativa de) do banqueiro Daniel Dantas, o professor Luiz Werneck Vianna, do Iuperj, em entrevista concedida por telefone à revista eletrônica IHU On-Line, identifica apenas "o capitalismo operando". Para ele, o mal não está em figuras como a de Dantas ou de Eike Batista, "como se a sociedade fosse melhorar se nos livrássemos delas".

Ele garante: "Não vai melhorar. A sociedade vai melhorar se organizando em torno das suas questões centrais", que são, na sua opinião, o crescimento econômico, a reforma agrária e a democratização da propriedade. O pesquisador acredita que "os piores instintos da sociedade estão sendo suscitados com tudo isso". E que a solução virá "com mais política". "O que constatamos, ao longo desse episódio, é que a política recua. Não há política. Está faltando sociedade organizada, reflexiva. A política está reduzida ao noticiário policial", explica.

Luiz Werneck Vianna é professor pesquisador do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo, é autor de, entre outros, A revolução passiva: iberismo e americanismo no Brasil (Rio de Janeiro: Revan, 1997), A judicialização da política e das relações sociais no Brasil (Rio de Janeiro: Revan, 1999) e Democracia e os três poderes no Brasil (Belo Horizonte: UFMG, 2002).

Confira a entrevista.

IHU On-Line - Personagens como Daniel Dantas e Eike Batista avançaram sobre nacos importantes do patrimônio do Estado brasileiro. Quais foram as condições políticas e econômicas que permitiram o surgimento desses personagens?

Luiz Werneck Vianna - O Brasil é um país capitalista. E esses são empresários audaciosos, jovens, e têm encontrado um terreno favorável a tratativas com o executivo no sentido de fazer negócios de interesse comum. E nisso ambos parecem que têm se complicado muito. No entanto, há uma zona de sombra que ainda precisa ser esclarecida. Meu problema em relação a tudo é essa sucessão de intervenções espetaculosas da Polícia Federal, a mobilização da mídia, do Ministério Público, do Judiciário e da opinião pública para esses fatos. As questões centrais não são essas.

Com essa cortina espetacular, o mundo continua como dantes. Nada muda no que se refere à questão agrária, às políticas sociais. A população anda desanimada, desencantada. Além disso, o que aparece aqui, que é muito perigoso, é um espírito salvacionista. Há um "Batman institucional" atuando sobre a nossa realidade. Esse "Batman" é a Polícia Federal associada ao Ministério Público. Há elementos muito perigosos aí, de índole messiânica, salvacionista, apolítica, que podem indicar a emergência de uma cultura política fascista entre nós. Todos esses escândalos e espetáculos atraem a opinião pública como se dependesse da salvação de todos apurar os negócios do Eike Batista e do Daniel Dantas. Não depende, isso é mentira!

Com isso, se mobiliza a classe média para um moralismo que não pára de se manifestar. A política cai fora do espaço de discussão. Enquanto isso, aparecem dois personagens institucionais, ambos vinculados ao Estado: o Ministério Público e a Polícia Federal. Este caminho é perigoso, e a sociedade não reage a ele faz tempo. A cultura do fascismo pode se manifestar com traços mais bem definidos, a partir da idéia de que nosso inimigo é a corrupção, especialmente aquela praticada pelas elites. Então, a sociedade acha que se resolve esse problema colocando a elite branca na cadeia. Desse modo, o país viveria numa sociedade justa. Não vai, mentira!

IHU On-Line - O que o senhor considera como as questões centrais na sociedade brasileira, que devem ser discutidas com mais ênfase?

Luiz Werneck Vianna - O tema do crescimento econômico, da reforma agrária, da democratização da propriedade. Para isso ninguém mobiliza ninguém.

IHU On-Line - Pode-se afirmar que os anos dourados do neoliberalismo brasileiro produziram uma nova burguesia nacional da qual Daniel Dantas e Eike Batista são hoje personagens centrais? O que distingue essa nova burguesia da "velha burguesia nacional" do período desenvolvimentista?

Luiz Werneck Vianna - Eike Batista não é um homem das finanças, e sim um homem da produção. O Daniel Dantas, não. Ele é um homem do setor financeiro. Este setor apresentou enormes possibilidades. Esses executivos do setor financeiro não têm 40 anos. Se examinarmos os currículos deles, veremos que são formados por boas universidades, com doutorado no exterior. Apareceu um novo mundo para esses setores médios e educados da população, especialmente os economistas. Se passa da posição de economista para a posição de banqueiro hoje muito facilmente.


IHU On-Line - Como o senhor interpreta essas relações aparentemente ambíguas que o banqueiro Dantas tinha, ao mesmo tempo, com o mercado financeiro internacional e os fundos de pensão do Estado do qual fazem parte sindicalistas? Acabou-se a velha contradição capital - trabalho?

Luiz Werneck Vianna - Essa questão dos fundos previdenciários existe em toda a parte, não apenas no Brasil. E o controle disso tem sido em boa parte corporativo. Quem mexeu com a questão e falou no surgimento de uma nova classe foi o Francisco de Oliveira. Não sei se devemos concordar inteiramente com o que ele diz, mas, pelo menos, é uma alusão importante. O capital hoje tem uma outra forma de circular, e isso não ajuda o mundo sindical a se reorganizar. O que vemos é um sindicalismo inteiramente cooptado pelo Estado. Dantas jogou com as oportunidades que viu. Até agora, as únicas coisas concretas pelas quais ele pode ser pego são o suborno ao policial e seu problema com o Imposto de Renda. Esse é o capitalismo operando. Daqui a pouco vão querer "prender" o capitalismo. E não creio que isso esteja na intenção da Polícia Federal. O mal não está nessas figuras, como se a sociedade fosse melhorar se nos livrássemos delas. Não vai melhorar. A sociedade vai melhorar se organizando em torno das suas questões centrais.

IHU On-Line - O banqueiro Dantas estabeleceu uma rede de conexões políticas tecida ao longo de três governos - Collor, FHC e Lula. Como entender o poder de Daniel Dantas, sua capacidade de manipulação e envolvimento de tantas pessoas, de diferentes governos, nessa malha de corrupção?

Luiz Werneck Vianna - Era necessário que nessa rede público-privada aparecessem personagens. Essa rede não podia se montar sem pessoas concretas. Dantas foi uma. O ponto da privatização estabeleceu um caminho para que esses homens encontrassem a sua oportunidade.

IHU On-Line - O senhor considera que o caso Dantas ameaça o conceito de República, ou se pode afirmar que efetivamente o Brasil nunca desfrutou do status de República?

Luiz Werneck Vianna - Não ameaça nada. Esse é um affair midiático, com cortinas de fumaça. Os piores instintos da sociedade estão sendo suscitados com tudo isso. Vejo as primeiras fumacinhas de uma síndrome fascista entre nós. E isso deve ser denunciado, combatido, e com política, com mais política. O que constatamos, ao longo desse episódio, é que a política recua. Está faltando sociedade organizada, reflexiva, e a política está reduzida ao noticiário policial.

IHU On-Line - Como o senhor analisa a postura do Supremo Tribunal Federal nesse caso? Como interpreta o comportamento do ministro Gilmar Mendes?

Luiz Werneck Vianna - Interpreto bem. O papel da Suprema Corte é defender a Constituição, as liberdades individuais, e também não deixa de incorporar essa preocupação com o testemunho do espetacular que essas operações policiais manifestam. Uma outra questão vinculada a isso é a escuta telefônica. Estamos indo para um estado policial? E a sociedade aprende a apontar como culpado o "malvado" lá da ponta, responsável por todos os males, que, caso preso e execrado, vai fazer com que a sociedade melhore.

Num ano eleitoral, tudo se discute, menos a política. Não podemos defender a idéia de que um grande inquérito, um grande processo pode resolver as máculas da nossa história, criar um novo tipo de um encaminhamento feliz para nós (e isso é feito pela polícia, pelos grampos telefônicos, pela repressão!). Isso não lembra a linguagem do regime militar, quando ele se impôs? De que o grande inimigo é a corrupção? Só que agora tudo está sendo feito numa escala nova, imensa, com um domínio total dos meios de comunicação. O próprio Congresso se tornou uma ampla comissão parlamentar de inquérito, apurando, investigando e não discutindo políticas e soluções para os problemas. Além do mais, temos um grupamento novo na sociedade: a Polícia Federal é nova. Ela foi extraída da classe média. Seu pessoal é concursado, bem formado, com curso superior. Seus integrantes estão autonomizados a ir para as ruas com esse sentimento messiânico, que aparece no relatório do delegado Protógenes, de que a Polícia pode salvar o mundo.

IHU On-Line - Qual é a sua opinião sobre o combate à corrupção no Brasil? Este episódio recente abre a possibilidade de mudanças?

Luiz Werneck Vianna - Nesse processo, a ordem racional legal avança, se aprimora, se aperfeiçoa. No entanto, o que tento combater é uma visão salvadora, justiceira, messiânica do papel policial para a erradicação dos nossos males, como se não devesse haver nenhum impedimento entre a ação da polícia e a sociedade, como se não devêssemos ter habeas corpus, como se as pessoas pudessem ser presas, retiradas das suas casas nas primeiras horas da manhã, algemadas, e tudo isso passando por câmeras de televisão... Não creio que isso seja um indicador de democracia.

IHU On-Line - Que tipo de sentimento esse episódio provoca na população brasileira? Revolta, descrédito nas instituições?

Luiz Werneck Vianna - Descrédito. E também aprofunda o fosso entre a sociedade e a política, mantém a sociedade fragmentada, isolada, esperando que a ação desses novos homens, dessas corporações novas, nos livre do mal. Talvez eu tenha dado muita ênfase à dimensão negativa de tudo isso, mas também vejo que esse processo pode ser corrigido se a ordem racional legal for defendida por recursos democráticos, sem violência, com respeito às leis, à dignidade da pessoa humana. É possível se avançar na ordem racional legal, investigando a corrupção, prendendo seus responsáveis, mas sem que isso assuma o caráter de escândalo, de espetáculo, no qual parece que temos um agente de salvação em defesa da sociedade. Isso sim é perigoso.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Formação política - Indicações para leitura e estudo








Clique na imagem abaixo para ler o texto "O que é Revolução":




, por Florestan Fernandes








Este pequeno livro "O que é Revolução", não pretende ser um equivalente doutrinário sintético do ABC do Comunismo. É uma tentativa de colocar em termos elementares as bases de uma reflexão política sobre a revolução proletária concebida como uma atividade coletiva do proletariado.

Uma bibliografia, neste caso, deveria abranger tudo o que ficou ignorado, o que criaria um fardo negativo ou demasiado pesado para o leitor comum. No decorrer da exposição foi mencionado um ou outro livro, uma ou outra leitura. Recomendaria ao leitor que aproveitasse as pistas indicadas, especialmente que lesse o livro de Victor Serge e completasse esta experiência com o estudo do livro de L. Trotski sobre a Revolução Russa.

Dentro da linha expositiva adotada, faria fincapé nas obras de Kar! Marx: e Friedrich Engels. O leitor poderia tomar a coletânea publicada por Edições Sociais, sob o título de TEXTOS (São Paulo,

1975, 1976 e 1977) e lançar-se avidamente sobre alguns trabalhos. Um primeiro grupo de leituras deveria abranger o Manifesto do Partido Comunista (vol. 3, pp. 7-51), a "Mensagem do Comitê Central à Liga dos Comunistas" (idem, pp. 83-92) e o ensaio clássico de Engels, intitulado Do Socialismo Utópico ao Socialismo Cientffico (vol. 1, pp. 5-60). O segundo grupo de leituras deveria ser dedicado a um exercício que faz falta mesmo a marxistas treinados, seja como "profissionais da revolução", seja como teóricos do "modo de produção": os ensaios devotados à explicação das revoluções do século XIX. Seria bom começar comA Guerra Civil na Fran{a (vol. 1, pp. 155-219), passar por As Lutas de Classes na Fran{a de 1848 a 1850 (vol. 3, pp. 93-198) e por O Dezoito Brumário de Luís Bonaparte (idem, pp. 199-285), completando pelo famoso estudo de F. Engels As Guerras Camponesas na Alemanha (São Paulo, Editorial Grijalbo, 1977). Essa soma de leituras permitirá chegar à "natureza íntima" da revolução proletária - como ela nasce, se desenvolve e poderá atingir seu apogeu na sociedade capitalista. Com a vantagem de tomar-se, em profundidade, a relação do proletariado tanto com a revolução burguesa em ascensão, quanto com o "terrorismo burguês" e a reação do capital.

Para ampliar o horizonte político do leitor e saturá10 com os temas que dizem respeito à crítica marxista do "oportunismo", do "gradualismo" e do "reformismo" e, ao mesmo tempo, às vias concretas da revolução, indicaria cinco leituras fundamentais. Primeiro, um brilhante ensaio de Rosa Luxemburgo, contido em RefOrma ou Revolu{ão? (São Paulo, Editora Flama, 1946, pp. 9-96) e o pequeno livro doutrinário de Kar! Kautski, O Caminho do Poder (São Paulo, Editora HUCITEC, 1979). Trata-se do verdadeiro debate marxista: o que deve prevalecer - a conciliação ou a luta de classes, voltada para a conquista do poder pelas classes trabalhadoras? Segundo, pelo menos três obras importantes de Lenin, Que Fazer? (São Paulo, Editora HUCITEC 1978), A Revolu{ão Proletária e o Renegado Kautski (São Paulo, Gráfico-Editora Unitas Ltda., 1934) e ADoença Infantil do Esquerdismo no Comunismo (Vitória, 1946). Estas leituras permitem ir dos "casos clássicos" para os "elos débeis" e salientam a necessidade de não dogmatizar a via revolucionária. O capitalismo e o imperialismo geram o "desenvolvimento desigual" e "combinado", ou seja, uma via difícil que torna a necessidade do socialismo ainda mais imperiosa na "parte atrasada" do mundo capitalista. Terceiro, embora tenha ficado de lado a questão da "técnica revolucionária", seria útil pelo menos introduzir uma leitura sobre o assunto. O pequeno livro de Victor Serge, Lo que todo revolucionario debe saber sobre la represión (México, Ediciones .Era, 1972; a edição original é de 1925) parece muito apropriado. Os que pensam que "a revolução se tornou impossível" por causa da repressão terão de mudar de idéia. Toda revolução precisa criar seu espaço político próprio, o que é um desafio especial no que respeita à revolução proletária, que só se desencadeia e deslancha após a conquista do poder (e não antes). Por isso, enfrentar e vencer o terrorismo de Estado nunca é fácil, esteja-se na Rússia tsarista ou em países da América Latina da época atual.

O "grande debate", para muitos, está na inviabilidade da revolução proletária sob o capitalismo financeiro e imperialista. Parece, a muitos, que o Estado capitalista abre-se para baixo e resolve pelo menos os problemas e as necessidades centrais da massa da população trabalhadora. Além disso, esse capitalismo teria criado um Estado democrático que permitiria uma cultura cívica acessível não só à participação operária mas, ainda, a um amplo controle do poder político estatal pela "maioria". A vasta gama de assuntos pode ser apreciada em André Gorz, Estratégia Operária e Neocapitalismo (Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1968, esp. pp. 9-25) e, de uma forma mais refinadamente doutrinária, em Norberto Bobbio e outros, O Marxismo e o Estado (Rio de Janeiro, Graal, 1979) e em Eurocomunismo e Estado, de Santiago Carrillo (Rio de Janeiro - São Paulo, D IFEL, 1978). No livro organizado em função de Bobbio aparece, aqui e ali, uma defesa coerente da "tradição" marxista. No entanto, convém tomar uma posição de luta intransigente, que defenda uma postura verdadeiramente revolucionária dentro do marxismo. Dois livros respondem, de forma diferente, a essa necessidade: Étienne Balibar, Sobre La Dictadura dei Proletariado (México, Siglo Veintiuno Editores, 1977) e Ernest MandeI, Crítica do Eurocomunismo (Lisboa, Antídoto, 1978). Os dois livros são igualmente esclarecedores. O primeiro revitaliza a versão marxista-Leninista da revolução; o segundo realiza uma excursão complexa sobre as várias vias da socialdemocratização do comunismo. Por isso, tornam-se tão importantes para os que não vêem outra saída para a crise do capitalismo que a indicada por Marx e Engels no Manifesto.

Quanto à América Latina e ao Brasil, apresento uma extensa bibliografia em A Revolução Burguesa no Brasil (Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1975). Há evidente interesse, por exemplo, em se aproveitar ensaios como os de Manuel Castells, Ruy Mauro Marini ou Carlos Altamirano sobre a revolução chilena. Todavia, até o presente, apenas Cuba logrou romper o rosário das pseudo-revoluções e das revoluções "interrompidas" das classes dominantes. Por isso, o caso da Revolução Cubana merece atenção especial do leitor. Como ponto de partida, poderia usar o meu pequeno livro Da Guerrilha ao Socialismo: A Revolução Cubana (São Paulo, T. A. Queiroz, Editor, 1979). O capítulo lII, especialmente, oferece uma boa base factual e interpretativa para a comparação de Cuba com outros países da América Latina e para se entender como os guerrilheiros foram beneficiados e souberam aproveitar uma situação revolucionária que se constituiu e se agravou ao longo de uma larga evolução histórica. A bibliografia concatenada no fim do livro deve ser aproveitada seletivamente pelo leitor. Como se trata de uma combinação singular de situação revolucionária e revolução, recomendo insistentemente a todos os que queiram aprofundar seu conhecimento sobre as revoluções proletárias de nossa época que leiam com cuidado (e que releiam) as principais obras sobre a Revolução Cubana.

Por que Zurdo?

O nome do blog foi inspirado no filme Zurdo de Carlos Salcés, uma película mexicana extraordinária.


Zurdo em espanhol que dizer: esquerda, mão esquerda.
E este blog significa uma postura alternativa as oficiais, as institucionais. Aqui postaremos diversos assuntos como política, cultura, história, filosofia, humor... relacionadas a realidades sem tergiversações como é costume na mídia tradicional.
Teremos uma postura radical diante dos fatos procurando estimular o pensamento crítico. Além da opinião, elabora-se a realidade desvendando os verdadeiros interesses que estão em disputa na sociedade.

Vos abraço com todo o fervor revolucionário

Raoul José Pinto



ZZ - ESTUDAR SEMPRE

  • A Condição Pós-Moderna - DAVID HARVEY
  • A Condição Pós-Moderna - Jean-François Lyotard
  • A era do capital - HOBSBAWM, E. J
  • Antonio Gramsci – vida e obra de um comunista revolucionário
  • Apuntes Criticos A La Economia Politica - Ernesto Che Guevara
  • As armas de ontem, por Max Marambio,
  • BOLÍVIA jakaskiwa - Mariléia M. Leal Caruso e Raimundo C. Caruso
  • Cultura de Consumo e Pós-Modernismo - Mike Featherstone
  • Dissidentes ou mercenários? Objetivo: liquidar a Revolução Cubana - Hernando Calvo Ospina e Katlijn Declercq
  • Ensaios sobre consciência e emancipação - Mauro Iasi
  • Esquerdas e Esquerdismo - Da Primeira Internacional a Porto Alegre - Octavio Rodríguez Araujo
  • Fenomenologia do Espírito. Autor:. Georg Wilhelm Friedrich Hegel
  • Fidel Castro: biografia a duas vozes - Ignacio Ramonet
  • Haciendo posible lo imposible — La Izquierda en el umbral del siglo XXI - Marta Harnecker
  • Hegemonias e Emancipações no século XXI - Emir Sader Ana Esther Ceceña Jaime Caycedo Jaime Estay Berenice Ramírez Armando Bartra Raúl Ornelas José María Gómez Edgardo Lande
  • HISTÓRIA COMO HISTÓRIA DA LIBERDADE - Benedetto Croce
  • Individualismo e Cultura - Gilberto Velho
  • Lênin e a Revolução, por Jean Salem
  • O Anti-Édipo — Capitalismo e Esquizofrenia Gilles Deleuze Félix Guattari
  • O Demônio da Teoria: Literatura e Senso Comum - Antoine Compagnon
  • O Marxismo de Che e o Socialismo no Século XXI - Carlos Tablada
  • O MST e a Constituição. Um sujeito histórico na luta pela reforma agrária no Brasil - Delze dos Santos Laureano
  • Os 10 Dias Que Abalaram o Mundo - JOHN REED
  • Para Ler O Pato Donald - Ariel Dorfman - Armand Mattelart.
  • Pós-Modernismo - A Lógica Cultural do Capitalismo Tardio - Frederic Jameson
  • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira
  • Simulacro e Poder - uma análise da mídia, de Marilena Chauí (Editora Perseu Abramo, 142 páginas)
  • Soberania e autodeterminação – a luta na ONU. Discursos históricos - Che, Allende, Arafat e Chávez
  • Um homem, um povo - Marta Harnecker

zz - Estudar Sempre/CLÁSSICOS DA HISTÓRIA, FILOSOFIA E ECONOMIA POLÍTICA

  • A Doença Infantil do Esquerdismo no Comunismo - Lênin
  • A História me absolverá - Fidel Castro Ruz
  • A ideologia alemã - Karl Marx e Friedrich Engels
  • A República 'Comunista' Cristã dos Guaranis (1610-1768) - Clóvis Lugon
  • A Revolução antes da Revolução. As guerras camponesas na Alemanha. Revolução e contra-revolução na Alemanha - Friedrich Engels
  • A Revolução antes da Revolução. As lutas de classes na França - de 1848 a 1850. O 18 Brumário de Luis Bonaparte. A Guerra Civil na França - Karl Marx
  • A Revolução Burguesa no Brasil - Florestan Fernandes
  • A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky - Lênin
  • A sagrada família - Karl Marx e Friedrich Engels
  • Antígona, de Sófocles
  • As tarefas revolucionárias da juventude - Lenin, Fidel e Frei Betto
  • As três fontes - V. I. Lenin
  • CASA-GRANDE & senzala - Gilberto Freyre
  • Crítica Eurocomunismo - Ernest Mandel
  • Dialética do Concreto - KOSIK, Karel
  • Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico - Friedrich Engels
  • Do sonho às coisas - José Carlos Mariátegui
  • Ensaios Sobre a Revolução Chilena - Manuel Castells, Ruy Mauro Marini e/ou Carlos altamiro
  • Estratégia Operária e Neocapitalismo - André Gorz
  • Eurocomunismo e Estado - Santiago Carrillo
  • Fenomenologia da Percepção - MERLEAU-PONTY, Maurice
  • História do socialismo e das lutas sociais - Max Beer
  • Manifesto do Partido Comunista - Karl Marx e Friedrich Engels
  • MANUAL DE ESTRATÉGIA SUBVERSIVA - Vo Nguyen Giap
  • MANUAL DE MARXISMO-LENINISMO - OTTO KUUSINEN
  • Manuscritos econômico filosóficos - MARX, Karl
  • Mensagem do Comitê Central à Liga dosComunistas - Karl Marx e Friedrich Engels
  • Minima Moralia - Theodor Wiesengrund Adorno
  • O Ano I da Revolução Russa - Victor Serge
  • O Caminho do Poder - Karl Kautsky
  • O Marxismo e o Estado - Norberto Bobbio e outros
  • O Que Todo Revolucionário Deve Saber Sobre a Repressão - Victo Serge
  • Orestéia, de Ésquilo
  • Os irredutíveis - Daniel Bensaïd
  • Que Fazer? - Lênin
  • Raízes do Brasil - Sérgio Buarque de Holanda
  • Reforma ou Revolução - Rosa Luxemburgo
  • Revolução Mexicana - antecedentes, desenvolvimento, conseqüências - Rodolfo Bórquez Bustos, Rafael Alarcón Medina, Marco Antonio Basilio Loza
  • Revolução Russa - L. Trotsky
  • Sete ensaios de interpretação da realidade peruana - José Carlos Mariátegui/ Editora Expressão Popular
  • Sobre a Ditadura do Proletariado - Étienne Balibar
  • Sobre a evolução do conceito de campesinato - Eduardo Sevilla Guzmán e Manuel González de Molina

ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA

  • 1984 - George Orwell
  • A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende
  • A Espera dos Bárbaros - J.M. Coetzee
  • A hora da estrela - Clarice Lispector
  • A Leste do Éden - John Steinbeck,
  • A Mãe, MÁXIMO GORKI
  • A Peste - Albert Camus
  • A Revolução do Bichos - George Orwell
  • Admirável Mundo Novo - ALDOUS HUXLEY
  • Ainda é Tempo de Viver - Roger Garaud
  • Aleph - Jorge Luis Borges
  • As cartas do Pe. Antônio Veira
  • As Minhas Universidades, MÁXIMO GORKI
  • Assim foi temperado o aço - Nikolai Ostrovski
  • Cem anos de solidão - Gabriel García Márquez
  • Contos - Jack London
  • Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski
  • Desonra, de John Maxwell Coetzee
  • Desça Moisés ( WILLIAM FAULKNER)
  • Don Quixote de la Mancha - Miguel de Cervantes
  • Dona flor e seus dois maridos, de Jorge Amado
  • Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago
  • Ensaio sobre a lucidez, de José Saramago
  • Fausto - JOHANN WOLFGANG GOETHE
  • Ficções - Jorge Luis Borges
  • Guerra e Paz - LEON TOLSTOI
  • Incidente em Antares, de Érico Veríssimo
  • Memórias do Cárcere - Graciliano Ramos
  • O Alienista - Machado de Assis
  • O amor nos tempos do cólera - Gabriel García Márquez
  • O Contrato de Casamento, de Honoré de Balzac
  • O Estrangeiro - Albert Camus
  • O homem revoltado - Albert Camus
  • O jogo da Amarelinha – Júlio Cortazar
  • O livro de Areia – Jorge Luis Borges
  • O mercador de Veneza, de William Shakespeare
  • O mito de Sísifo, de Albert Camus
  • O Nome da Rosa - Umberto Eco
  • O Processo - Franz Kafka
  • O Príncipe de Nicolau Maquiavel
  • O Senhor das Moscas, WILLIAM GOLDING
  • O Som e a Fúria (WILLIAM FAULKNER)
  • O ULTIMO LEITOR - PIGLIA, RICARDO
  • Oliver Twist, de Charles Dickens
  • Os Invencidos, WILLIAM FAULKNER
  • Os Miseravéis - Victor Hugo
  • Os Prêmios – Júlio Cortazar
  • OS TRABALHADORES DO MAR - Vitor Hugo
  • Por Quem os Sinos Dobram - ERNEST HEMINGWAY
  • São Bernardo - Graciliano Ramos
  • Vidas secas - Graciliano Ramos
  • VINHAS DA IRA, (JOHN STEINBECK)

ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA GUERRILHEIRA

  • A Guerra de Guerrilhas - Comandante Che Guevara
  • A montanha é algo mais que uma imensa estepe verde - Omar Cabezas
  • Da guerrilha ao socialismo – a Revolução Cubana - Florestan Fernandes
  • EZLN – Passos de uma rebeldia - Emilio Gennari
  • Imagens da revolução – documentos políticos das organizações clandestinas de esquerda dos anos 1961-1971; Daniel Aarão Reis Filho e Jair Ferreira de Sá
  • O Diário do Che na Bolívia
  • PODER E CONTRAPODER NA AMÉRICA LATINA Autor: FLORESTAN FERNANDES
  • Rebelde – testemunho de um combatente - Fernando Vecino Alegret

ZZ- Estudar Sempre /GEOGRAFIA EM MOVIMENTO

  • Abordagens e concepções de território - Marcos Aurélio Saquet
  • Campesinato e territórios em disputa - Eliane Tomiasi Paulino, João Edmilson Fabrini (organizadores)
  • Cidade e Campo - relações e contradições entre urbano e rural - Maria Encarnação Beltrão Sposito e Arthur Magon Whitacker (orgs)
  • Cidades Médias - produção do espaço urbano e regional - Eliseu Savério Sposito, M. Encarnação Beltrão Sposito, Oscar Sobarzo (orgs)
  • Cidades Médias: espaços em transição - Maria Encarnação Beltrão Spósito (org.)
  • Geografia Agrária - teoria e poder - Bernardo Mançano Fernandes, Marta Inez Medeiros Marques, Júlio César Suzuki (orgs.)
  • Geomorfologia - aplicações e metodologias - João Osvaldo Rodrigues Nunes e Paulo César Rocha
  • Indústria, ordenamento do território e transportes - a contribuição de André Fischer. Organizadores: Olga Lúcia Castreghini de Freitas Firkowski e Eliseu Savério Spósito
  • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira