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sexta-feira, 7 de julho de 2017

A NECESSIDADE COMUNISTA NA CONJUNTURA ATUAL

Por, Runildo Pinto

Nosso programa do Moncada não era ainda um programa socialista,
 porque não se pode propor um programa - seria utopia -
quando não estão dadas as condições objetivas e subjetivas... (Fidel Castro)

É delicada a proposição que vou fazer aqui, mas a necessidade exige urgência nessa  perspectiva para a organização comunista na atual conjuntura.  O horizonte da construção revolucionária no Brasil passa por um momento em que a turbulência e a radicalidade da crise e das ações radicais da burguesia contra a classe trabalhadora, coloca muitos desafios, também, radicais  para a ação dos comunistas.

A chegada ao governo dos EUA, do Sr. Donald Trump vem para colocar no bolo neoliberal a velas acessas do conservadorismo,  não é por nada que o neoliberalismo edita o que tem de mais reacionário no cenário político e econômico mundial. Trump significa um sinal de alerta na contradição neoliberalismo e o liberalismo conservador que retoma a formula protecionistas já consideradas superadas.  Não podemos negar, há uma contradição entre o Estado protecionista e o Estado mínimo neoliberal. O lugar da política protecionista se estabelece nos EUA, na maior potencia imperialista já conhecida, portanto, estratégico.  Esta é o lugar onde a humanidade chega dentro de uma crise de longa duração. É o começo do fim da globalização? Trump pode conciliar o neoliberalismo com um Estado forte protecionista?

O Brasil parece aparentemente alheio a esse desenrolar mundial, com uma burguesia subalterna, submissa ao capital internacional-, entreguista ataca os trabalhadores como nunca na história.

Há uma disparidade (estratégica) prática entre a ação dos comunistas e os movimentos sociais, isto é: o partido além de estar nos movimentos sociais, tem que adquirir (ter) (desenvolver) a capacidade militante de ação social própria de característica militar-, ação conspirativa, subversiva. (descompasso) Tem que ser a mola propulsora do potencial contraditório da crise moral  do governo Temer, desprovido total de ética e os intransigentes ataques contra a classe trabalhador, a repercussão na vida é real.

Nesse sentido, essa mola propulsora (a organização comunista) tem de agir para além dos movimentos sociais. Se há um descompasso entre os movimentos sociais e as medidas excludentes do governo e os comunistas tem consciência desse fato, não quer dizer que a massa está totalmente alheia aos fatos, está sofrendo as consequências, pode estar paralisada, impotente diante da realidade.

E por quê? Porque os comunistas necessitam ter uma ação para além do ritmo dos  movimentos sociais, ativar a idiossincrasia dele, a influência e o convencimento que pode exercer e a reconhecer o que lhe parece alheio. Fazendo paralelamente o envolvimento ulterior às atividades da vanguarda, que tem a responsabilidade de ação, dar a reposta a altura da conjuntura, acelerar e movimentar, dinamizar e explicitar as relações de poder entre a burguesia e a classe trabalhadora; explicitando ao máximo quem é o inimigo de classe dos trabalhadores.

Esta mediação tem que sair da simples denuncia, tem que ser feita pelos comunistas, com seu partido que assuma esta tarefa urgente, se organize para suprir tal necessidade,  a esta função dentro de uma estratégia e táticas bem delineadas e engendradas por quadros dispostos a ir além, dos limites impostos pela burocracia sindical, pelo esgotamento das ações do MST e MTST. As condições objetivas e subjetivas estão em contradição e estão dadas para uma tarefa, ligada a outras condições, ainda não estão dadas-, o passo adiante, que precisa ser potencializado pelas próprias contradições da primeira.

A compatibilidade entre essas condições é tarefa dos comunistas, não caem do céu.  Essa é a tarefa revolucionária a ser realizada no momento.  Não há utopia alguma em forjar em cima das  contradições, ações que ativem consciências contidas pela precarização da vida dos trabalhadores provocadas pelas ações radicalizadas da  burguesia brasileira.  Qual a possibilidade da Greve Geral vitoriosa? É hora de explicitar a luta de classes!

PÁTRIA OU MORTE!
ATÉ A VITÓRIA!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

TORCIDA CHEIA DE ÓDIO EXPLICITA RESSENTIMENTO E BAIXA AUTOESTIMA DOS BRASILEIROS

(por Runildo Pinto)

A elite brasileira, dos poucos que vão a teatro, opera; são de uma falta de educação total: aplaudem fora de hora, exclamações durante o espetáculo e conversas paralelas. Imaginem em um estádio lotado, qual a reação? Reação de quem não garante nada, o Brasil não tem nenhuma estrutura para a partir da escola e da universidade dar impulsão cultural e esportiva de forma pedagógica e qualificada. É pura manifestação do ressentimento. 

Fato: após o ginastas brasileiros garantirem prata e bronze na ginástica de solo, ainda faltava a apresentação do atleta dos EUA, foi recebido pela euforia exacerbada da torcida que estava deslumbrada com as duas medalhas e nitidamente não respeitaram a apresentação do atleta norte-americano que começou sua apresentação visivelmente perturbado com a falta de respeito das arquibancadas e a cada erro do atleta a torcida vibrava. Ficou visível o constrangimento do atleta.

O atleta foi prejudicado pela falta de educação e de perspectiva do esporte nacional. A comemoração legitima seria após a apresentação do atleta dos Estados Unidos. O desrespeito canalizou o ódio e é marcante nessa "olim-píada". Isso só demonstra a baixa autoestima dos brasileiros e a fragilidade das instituições esportivas e autoridades públicas que bancam tal evento sem ter as mínimas condições.

Em Londres a delegação brasileira foi em torno de 259 atletas, conquistou 17 medalhas e no Rio 465 atletas e não vai passar de 20 medalhas. Nem a quantidade vai aumentar o número de medalhas, uma vergonha esse país da fantasia e da sua farra nas obras superfaturadas. roubalheira generalizadas: obras, ingressos, etc... 

Me sugere que o aumento do nr. de atletas repercute no aumento da capacidade de ganhos ilícitos por parte do governo, empreiteiras, comitê olímpico brasileiro e federações. E a picaretagem não para por aí. Depois da competição quem vai administrar o complexo esportivo? Quem vai usufrui-los? Bem provável que serão privatizados. 


O atleta francês Renaud Lavillenie foi mais uma vítima do escárnio brasileiro, perdeu toda a concentração para executar a prova.

sábado, 14 de novembro de 2015

13 DE NOVEMBRO, EM PARIS


por Runildo Pinto - 14/11/2015

A mídia burguesa contra-ataca ao atentado coordenado em Paris, aponta seus projéteis mais certeiros de forma tão criminosa e covarde quanto os ataques ao Bataclan e demais lugares atingidos pelo horror na cidade luz. A mídia quer passar a ideia de que é uma guerra, é uma ataque entre os bárbaros (Estado Islâmico, Al Qaeda, Síria, Líbia, Iran, Iraque, etc...), enfim, o "mundo árabe" e civilizados (EUA, França, Alemanha, Inglaterra, Arábia Saudita). Não se iludam e não se enganem! O Estado Islâmico assumiu o atentado e essa questão é muito mais profunda do que a mídia faz parecer, não é uma guerra entre bons e maus. O envolvimento da União Europeia, através da OTAN em aliança com os EUA, Israel e Arábia Saudita, vai além dessa cantilena maniqueísta, configura uma ação do terrorismo de Estado, disfarçados de donos de um caráter civilizatório e democrático.

O ponto nevrálgico oculto pela imprensa corporativa conivente com os governos da França, Inglaterra, Alemanha e EUA, tem o objetivo de fazer a grande massa de trabalhadores do mundo a acreditar que não há envolvimento destes Estados e que são o suprassumo da liberdade e da democracia. Vamos clarear a questão, enganam-se o senso comum, mas a verdade tem que ser evidenciada e, é fato, quem criou a Al Qaeda, o Estado Islâmico e tantos outros grupos foram os EUA com o objetivo de desestabilizar e depor governos, com apoio político e operacional da União Europeia, em intervenções diretas da OTAN e voluntariamente principalmente da França, Inglaterra e Alemanha.

Os atentados são formas extremas de ação movidas pela revolta e pela impotência diante das ingerências poderosas e predatórias promovidas pelos saques dos EUA e da União Europeia sobre a economia dos países da Oriente Médio e norte da África, trazendo desolação, miséria, desprezo, destruindo culturas e provocando primeiro divisão e depois conflitos mortais entre etnias, nessa região, principalmente a países que tradicionalmente não se alinham de forma submissa aos interesses dos EUA e UE. A UE, pretende tirar proveito da ave de rapina do maior Estado terrorista do mundo, os EUA, por conta da fragilidade do euro, da crise econômica na Europa.

O império norte-americano que garante o poder em seu território à burguesia armamentista, isto é: a indústria armamentista, precisa manter, o mundo em guerras, já que suas reservas de petróleo e água estão esgotadas. Abrimos um parênteses aqui, para dizer como a água será motivação para novas guerras a médio prazo, agora na América Latina, e não é por menos as bases militares dos EUA, prioritariamente na Colômbia amazônica, Peru e Paraguai, e dos últimos investimentos em duas superbases militares na Colômbia e Peru que dão condições para as mais modernas e poderosas aeronaves militares aterrissarem. Quanto ao petróleo na América Latina fica reservado, o Brasil com o Pré-Sal. Portanto, os EUA está, também, com um olho na América Latina, não é por menos que ameaçam, a pretexto, invadir a Venezuela bolivariana, fecha parênteses.
 
Voltemos aos atentados em Paris com uma pergunta: por que Paris? E não, Berlim e/ou Londres? Essa pergunta tem que pairar sobre a cabeça do mundo, uma desafio para a humanidade, gritar pela voz dos trabalhadores, pelo internacionalismo proletário do mundo todo, como a única classe que pode reivindicar luta e fazer frente contra o capitalismo.

Em Paris, sim, pairou a desgraça e consequência engendradas por políticas historicamente construídas pela França no norte da África, principalmente no Marrocos e Argélia, mas essa ingerência tem um caráter predatório muito amplo na região até o Oriente Médio, a França ainda disputa economicamente e politicamente a região. Uma luta de influencia com os EUA, esse espaço deixado por estes, a França ocupa sem colocar em risco a aliança militar. Não é somente uma disputa comercial, vai muito além. Pode-se ver que é uma pratica política de interesses espúrios, oportunista e fonte de conflitos de dimensões incalculáveis, no contexto geopolítico do Oriente Médio e África, que permeia o tecido da população local e principalmente dos grupos fundamentalistas religiosos e que foram criados e manobrados pelos interesses de ambos, França-EUA, e deixados de lado depois de usados, a esmo em um contexto político regional fragmentado, por inúmeros interesses políticos étnico religioso contraditórios. O alvo foi Paris, e não Londres e/ou Berlim porque a necessidade histórica Francesa dada pela cartilha de Charles D"Gaulle é seguida por Hollande, manter uma influência política na região, e que projete polpudos negócios principalmente na área da indústria bélica. A saber, a França é o alvo por fatores factuais históricos, políticos e econômicos, de se manter na região dividindo e apoiando ações que enfraqueça a identidade e autonomia dessas duas regiões. O apoio a Saddan Hussen e o descontentamento com o acordo nuclear com o Iran mostram como a França, disputa o norte da África e Oriente Médio.

A conjuntura orienta o caldeirão de guerra do Oriente Médio depois de sua guinada para o norte da África, em um conflito duradouro, se amplia acordos e/ou desacordos de interesses para o leste Europeu e à América Latina. E será complicado para quem não perfilar, não se alinhar as políticas e negócios econômicos dos EUA e a UE.

No Brasil, a mídia mais exaltada, a Rede Globo, na voz do ancora do Jornal da Globo, o Sr. William José Waack, na noite de 13 de novembro, espumava seu ódio contra árabes e africanos, fazendo uma apologia a democracia burguesa no ocidente, dando aos EUA e a França status de nações que desenvolveram um alto nível civilizatório e respeito humanitário, de justiça e liberdades democráticas na Terra. Se acreditarmos nestas vis palavras delirantes pela raiva, realmente estaríamos assumindo a mediocridade como forma da barbárie se manifestando na sociedade. Tais argumentações mostram de forma explicita o quanto a burguesia brasileira é uma burguesia subalterna do capital internacional, por isso gerou uma classe média infame. Como disse Marilena Chauí: "a classe média brasileira é uma abominação política, porque é fascista. É uma abominação ética porque é violenta, e é uma abominação cognitiva, porque é ignorante". Esse é o contexto da política brasileira, cria o horror e o medo como forma de prostrar a sociedade e a elite se mostrar como isenta de responsabilidades sobre o que acontece dentro do Brasil e fora dele.
 
O sangue de Paris escorreu sobre o assoalho do mundo entre os maus e os bons, não sobrou nada, fica o corte? A obliteração mítica, que não vai além desse maniqueísmo neopositivista e irracional dos interesses neoliberais. Espero que depois de tantos atentados terroristas, a sociedade vítima de tais crueldades sistêmicas, não se alie aos governos hipócritas, a essa repetição aponte para um outro lado, o lado da desconfiança, porque os governos e a mídia blindam tão perfeitamente os fatos e as origens de tamanho ódio de tal forma que fique mais no interior de cada cidadão, é isso que governos e a mídia fazem, apartam os fatos dos interesses econômicos do capital, da política e inculcam, recalcam no inconsciente coletivo uma lógica perversa inócua, apagando os traços, o corte real da natureza dos fatos, prevalecendo o medo na população e reconstituindo o poder coercivo do Estado sobre a sociedade, se reposicionando de forma neutra e como defensor supremo da sociedade democrática. Triste fantasia! Que se aguce o senso critico, descobriremos que a crueldade maior é a falta de capacidade da África e do Oriente Médio reagir, resistirem e fazerem frente contra os interesses do capital, por duas claras ações dos imperialistas: a primeira é a conivência das elites de cada país da região através de seus governos. A segunda: aqueles que se recusam conciliar, o poder militar dos EUA e UE os depõem à força colocando títeres governantes a serviço do grande capital, como foi no Iraque e na Líbia. Assim caminha a humanidade. Enquanto isso vemos uma época onde neutros, apolíticos e apartidários colocados nas suas cômodas prateleiras do mercado, dizendo que não tem nada a ver com isso. Mas, a realidade, não tarda a hora, delineia desdobrados movimentos com direção certeira, vem para atingir suas lentas romarias de alienação.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

SARTORI SEMPRE TEVE PROJETO. ANTES, DURANTE E DEPOIS DAS ELEIÇÕES: UM GOLPE BEM DADO NA POPULAÇÃO RIO-GRANDENSE.

Por, Runildo Pinto


Temos que nos dar conta, a ingenuidade política é comumente “compreensiva” por parte de certas pessoas, e não pode referenciar, o horizonte da política implementada pela presidente dilma e por exemplo, governos como o de sartori no RS e beto richa no Paraná.

A saber, temos que ter em conta, o Estado no capitalismo só serve para reproduzir o capitalismo, mais nada. Assim aqueles que acham que o governador sartori não tem projeto e/ou está tentando resolver os problemas financeiros - endividamento do Estado estão redondamente enganados: sartori tem projeto, só o ignorou da população nas eleições, e o outro engano é que não está a resolver o problema da dívida do Estado, mas sim aproveita para, através da dívida, repartir as empresas do Estado com os grandes empresários brasileiros e internacionais.

Para isto, precisa repassar a conta para a classe trabalhadora e aos pequenos empresários. Nesse sentido o Estado está cumprindo seu papel de reproduzir mais capitalismo e precisa se apoiar nos grandes empresários, que não se manifestam em nenhum momento contra o projeto, pelo contrário se reúnem com sartori para elaborar como levar a cabo a rifa, a forma de sortear as empresas do Estado, para aqueles que serão os privilegiados a participar desse rateio.

Sartori não tem intenção de fazer as empresas do Estado realizarem serviços de qualidade à população, mas sim fazer delas mercadoria para os lucros do setor privado, que vai fazê-lo de modo a quem pode pagar pelos serviços. Assim, o projeto se viabiliza e o Estado cumpre seu papel de tirar a sua intervenção na saúde, educação, distribuição da água, energia e serviços essenciais à população.

Obviamente que as contradições, nesse Estado neoliberal, vai ser a de não se responsabilizar pelos resultados para quem não pode pagar pela água, por exemplo. A intervenção do Estado vai ser a de criar as “agências reguladoras”, que como já vivenciamos, sempre sai em defesa dos interesses das empresas privadas, no máximo regula algumas questões tangencias e que acaba burocratizando a vida e efetivando regras que agilizam a circulação dos serviços como mercadoria, o que cria muitas dificuldades de acesso por conta da eficácia do mercado, não levando em conta as necessidades da população, reduzindo a margem de direitos e satisfação das necessidades fundamentais da população, principalmente da população pobre que fica desassistida.

Importante entender que o mercado nesse contexto não se interessa e não vê fonte de lucro nesse setor, portanto são serviços de acesso plenos a quem tem como pagar, para quem pode pagar; este sim estão habilitados aos serviços. Levemos em conta que apenas 33% da população brasileira participam do mercado de consumo e atenção a classe média está em torno de 60% endividada.

Quando sartori fala que está saneando o Estado para poder investir, a pergunta a ser feita é: se o Estado vai privatizar, onde ele vai investir? Uns vão dizer: na educação, na saúde. Enganam-se! A saúde e a educação estão sendo sucateadas para ser entregues a iniciativa privada via PPP - Parcerias Público Privadas, mais privada do que pública. Sartori quer dizer que o Estado vai investir nas empresas privadas, o que já está implícito em seu projeto de privatizações e nas PPP's, tirando o compromisso do Estado com serviços importantes para os rio-grandenses.

O governador sartori não diz qual as origens da dívida, porque não interessa responsabilizar os beneficiados, não diz onde foi o dinheiro das privatizações do desgoverno britto. E para completar, contratou uma consultoria de 23 milhões junto ao grupo GERDAU, que deve aos Estado 4 bilhões. Por que será? Se a divida é do Estado e quem tem que fazer auditoria são os poderes constituídos como o Tribunal de Contas e/ou PGE - Procuradoria Geral do Estado e até a FEE - Fundação de Economia e Estatística do RS. Deu para a GERDAU para esta dar o parecer, a viabilidade dos interesses privados. Aqui prevalece a máxima: o Estado no capitalismo é tutelado por uma classe e esta classe é a burguesia. Dá para entender?

Esse é jogo de interesses não fica explicito para a maioria do povo. E eles vem com a conversa de que, “AGORA o Brasil e o Rio Grande do Sul só gastam o que arrecadam”, isso é mais uma demagogia diante da crise que foi empurrada com a barriga durante e depois da quebra da bolsa de valores em 2008 no EUA.

Lembram da marolinha do lula? A marolinha era um tsunami. Para arejar a memória, é preciso compreender que a dívida pública do Brasil quando lula assumiu em 2003 era de 600 bilhões e depois só veio crescendo como o reformismo desenvolvimentista despejou dinheiro para as empresas privadas e banqueiros de várias formas (a mão invisível do mercado), com a marolinha extrapolou e, hoje, está na casa do 3 trilhões. Com relação a esse corte de 69 bilhões no início do segundo governo dilma, mais o corte de 8,9 bilhões de julho de 2015, parece ser o resultado do caprichoso investimento que resulta de um cálculo muito próximo a soma da COPA DO MUNDO DE FUTEBOL + OLIMPÍADAS/2016.

Portanto, os argumentos soam como um mar de demagogias e que mais uma vez quem paga a conta é a saúde, educação (já tão degradadas), salários, o emprego, quebra de milhares de pequenas e médias empresas, retirada de direitos, inflação, aumento da gasolina, energia elétrica. No final das contas quem realmente ganha são os grandes capitalistas, as grandes corporações nacionais e internacionais e quem paga a conta são os trabalhadores. Dilma e Sartori fazem o mesmo jogo e os segundo tem respaldo para suas desculpas no primeiro, isto resulta em mais jogos de enganos no Rio Grande do Sul.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

REDUÇÃO DA IDADE PENAL: O PONTO NEVRÁLGICO NÃO É A SEGURANÇA.

Por Runildo Pinto

A redução da idade penal tem dois pontos de interesse fundamentais. O primeiro é a criminalização da pobreza e o segundo está no interesse capitalista em fazer da população prisional negócios lucrativos. 

Com a redução vem embutida uma visão neoliberal de fazer de todas as instâncias da vida social mercadoria, negócios altamente lucrativos. 

O Estado vai construir presídios e privatizá-los e ou contratar consórcios privados nacionais e internacionais que construa e os administre. Esse é o ponto fundamental das propostas conservadoras encampadas pelos neoliberais e pelo parlamento brasileiro que prepara o campo para uma ingerência do capital internacional em todas as capilaridades da sociedade brasileira, de forma gerar o maior lucro possível.

O BRasil prepara através do "tal ajuste econômico" do governo do PT, do parlamento e num ato contínuo, a conspiração de fora e por dentro para ascensão do PSDB ao governo federal (não é por acaso que o primeiro presídio privado do país foi inaugurado em Minas Gerais)*, o que vai acelerar a entrega dos nossos recursos naturais, criando um espaço mercadológico amplo, geral e irrestrito; principalmente para beneficio dos EUA que vem atacar a biodiversidade, petróleo, água e etc... Impor a lógica do capital predador para satisfazer suas necessidades de domínio mundial e manter a produção que carece de matérias primas em um pais que já poluiu tudo, que gasta em torno de 25 milhões de barris de petróleo dia e produz 6 milhões de barris dia, em declínio e possui a maior população carcerária do mundo - a cada 100 (cem) pessoas nos EUA, 1 (uma) esta na prisão privada. 

A conclusão dessa situação é que devemos nos organizarmos para uma resistência ferrenha para mantermos a dignidade da nossa Pátria. A primeira atitude é combater a nossa burguesia que prepara o terreno para o império do norte usufruir de nossas riquezas e precarizar a vida no Brasil. A segunda luta, tão fundamental como a primeira, é termos o espírito internacionalista e lutarmos pela paz na Colômbia porque é deste país que os interesses dos EUA se irradia para toda a América Latina, "por bem ou por mal". O por "bem", significa a entrega do país aos interesses internacionais, por livre espontânea vontade da burguesia nacional que historicamente é dependente do capital internacional, portanto uma burguesia submissa e entreguista tradicionalmente. Por "mal", vocês podem imaginar o que seja. Nesse sentido, se ficarmos passivos e deixar a burguesia entregar o país, o bicho pega, se resistirmos o bicho come. A dignidade da classe trabalhadora está em jogo aqui, o nosso papel, a nossa ação a construir aqui, fundamental, é o combate contra a burguesia nacional e contra o império norte-americano. Não temos saída. Temos que evitar a barbárie, na luta por civilização. A questão é: civilização ou barbárie.




* foto: em Minas Gerais, o primeiro presídio privado do Brasil.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O GOVERNO DE ESTADO E O PODER DA CLASSE SOBRE O ESTADO: O PT MORRE A MÍNGUA POR SUA SUBMISSÃO.

 (por Runildo Pinto)

"Reportando-se a filosofia do direito de Hegel, Marx chegou a conclusão de que não era o Estado, apresentado por Hegel como o 'coroamento da construção' (Krönung des Gebäudes), mas muito antes a 'sociedade civil', tratada de modo tão madrasto por ele, que constituía a esfera na qual se deveria procurar a chave para a compreensão do processo de desenvolvimento histórico da humanidade". (Karl Marx, 1869)


O Estado é constituído pela relação da base econômica e a superestrutura jurídico-política - o Estado propriamente dito. O Estado é tutelado por uma classe e esta classe no capitalismo é a burguesia. Governantes são aqueles que por diversas vias assumem o papel de administrar politicamente, e assim como o legislativo compreende a criação de leis que garantam a imposição como direito da classe dominante como se fosse da vontade geral. O judiciário, o exército e todo o tipo de polícia servem para salvaguardar a propriedade privada e o capital da classe no poder. O Estado é a organização que além de ter o monopólio da violência, garante os interesses da burguesia que é proprietária dos meios de produção mais importantes e o poder de classe sobre as demais classes da sociedade, principalmente sobre a classe mais numerosa que é a classe trabalhadora. Isto se chama, ditadura burguesa, a supremacia da classe burguesa sobre as demais classes.


A imprensa, hoje, é o cabedal mais importante que a classe dominante tem para recalcar ideologia e concretizar uma forte hegemonia sobre a sociedade. Aí está o exercício coercitivo como forma de manipulação subjetiva com o fim de naturalização do domínio do capital nas relações pessoais da população, concretizando uma alienação na população, impondo uma vida simplesmente irrefletidas ao coletivo social que acaba mobilizado por um senso comum, que apenas consegue formar opiniões, que é uma visão superficial, apenas uma aparência do real ficando circunscritas no espaço e no tempo que interessa a classe dominante.
 

O processo eleitoral é colocado e apresentado como único caminho admitido e legitimado à sociedade civil, o voto direto como forma indireta de participação e que sustenta a democracia burguesa nesse limite. Propiciando o controle das disputas ilusórias entre os partidos da ordem, apenas por projetos que se assemelham, no máximo a polarização aceita tem que acontecer entre setores em “divergências pontuais” da própria burguesia.


Se, for o caso, de uma novidade realmente “estranha”, de exceção se instalar, uma tática e estratégica totalmente fora dos parâmetros toleráveis, como é o caso da Venezuela, onde o Estado toma formatos e contornos contraditórios pela própria constituição perversa e atrasada da burguesia venezuelana de minoria branca-loirinha que era gigolô do petróleo, que criou benefícios, extravagâncias glamorosas, modernização e privilégios sofisticados para a classe dominante, deixando a maioria do povo venezuelano que é mestiço, na penúria: sem saúde pública, educação, transporte e sem nenhum direito constitucional à cidadania, nem mesmo tinham direito a carteira de identidade. Somente quem tinha acesso aos serviços de saúde e educação plenos era quem podia pagar. Um país que importava toda a produção agrícola e, podemos dizer que a produção agrícola era muito pequena, ínfima diante da necessidade da população e setor industrial muito limitado, a indústria predominante era a relacionada à produção do petróleo, como a petroquímica.


Nesse caso, o Estado precisava fazer determinados movimentos para instituir, um sistema de saúde universal, sistema educacional amplo, de transporte coletivo, incentivar setores da burguesia a investirem na industrialização e na produção agricultura para diversificá-las e ampliá-las. Um sistema eleitoral decente que evitasse as fraudes costumeiras, pois na Venezuela até os mortos votavam, e várias vezes na mesma eleição. A necessidade foi estabelecer a superestrutura do Estado burguês que a própria burguesia engessou, negligenciou diante da maioria, em um estado autoritário movido a petróleo, mantiveram com desdém fascista uma estrutura que lhe garantissem a prerrogativa única de privilégios como direitos e autoridade, privando a maioria da população de direitos legítimos à cidadania. Era o Estado mínimo autoritário da minoria branca.


A burguesia petroleira contraia o povo em tamanha arbitrariedade de interesses. O advento Chávez foi uma afronta para a burguesia venezuelana. Um intento radical, que a revolução bolivariana com Chávez teve o peito de fazer reformas consideradas radicais, vê-se que foi uma estruturação dentro dos marcos a propriedade privada e do capitalismo, causou e causa grandes polêmicas e provocou uma reação de caráter terrorista por parte das elites.


No Brasil é diferente temos um capitalismo avançado, bem estruturado com instituições fortes que abriga, também, o poder de criar privilégios (refiro-me a corrupção), pelo Estado mínimo de Collor, FHC-PSDB e o PT-Lula-Dilma não fez diferente, manteve as instituições intactas e as privatizações, empresas terceirizadas, a precarização dos direitos trabalhistas, como forma e a seu jeito, de unir o "útil" ao agradável, calcado em uma aliança política ampla geral e irrestrita como forma de agradar os burgueses, a saber, implantou o projeto liberal reformista, bem diferente do reformismo bolivariano por conta das diferenças do dois Estados burguês e formação com que cada um se constituiu.


O reformismo do PT se estabeleceu por uma conciliação de classes reivindicada pela burguesia desde o governo Sarney. A proposta da burguesia era uma conciliação negociada entre a classe burguesa e a classe trabalhadora em trono o argumento da necessidade de desenvolvimento Brasil, no pós-ditadura militar, isto é: uma negociação entre o governo e os sindicatos, movimentos sociais e não teve acordo, não aconteceu  o "PACTO SOCIAL" reivindicado pelos ricos, só vingou e sem negociação quando o PT aprendeu a ganhar eleições com os partidos burgueses, através concessão de princípios adquiridos capitulando para empresários e partidos burgueses como o PMDB e PP, o que concretizou a maior traição sobre a classe trabalhadora brasileira e suas lutas e conquistas. Ao chegar no governo, aparelhou, aliciou a maioria dos sindicatos e movimentos sociais, até mesmo o MST, para os interesses do governo com o objetivo de deixar a classe trabalhadora na passividade para manter a ordem desejada pela  burguesia.


Hoje, depois desse quadro eleitoral polarizado entre o projeto conservador da burguesia truculenta que aécio representa e o outro setor da burguesia que é a favor da paz dos cemitérios apostou no PT, mas esse apoio já não é mais tão forte, a liga está frágil, se vê pelo boicote, principalmente pela bancada do PMDB - base aliada do governo, ao tímido projeto de participação social que o governo mandou para o congresso e que agora vai para o senado. O PT está com a faca no pescoço, a burguesia não está mais a fim deste reformismo e, esse projeto está fazendo água desde o primeiro mandato da dilma, a burguesia quer o monopólio da corrupção, do governo e de todas as instâncias produtivas. Colocar o capitalismo de rapina a funcionar a todo o vapor, nada de capitalismo com descontinho.


O PT está deixando uma estrutura interessante para a burguesia, abriu um leque de opções mercadológicas que pode fazer do Brasil um país de caráter imperialista na América Latina, um sub-imperialismo, tão sonhado pela burguesia subalterna brasileira, o que deixaria satisfeitos os norte-americanos dos EUA. O Brasil se tornaria o lugar de onde partiria com muita força e dinamismo uma conspiração contra os governos bolivarianos e uma reorganização para tomar posse de recurso naturais importantes, matérias primas e do petróleo venezuelano, o qual os EUA, não tem mais controle e privilégios, entra ai o grande manancial hídrico do Brasil e a biodiversidade amazônica e pré-sal. Diga-se de passagem, esta biodiversidade está rodeada por bases do imperialismo estadunidense, no países de língua espanhola como a Colômbia. Sem falar na 4ª frota rondando o pré-sal.


Depois destas considerações, é importante entender que não há possibilidade de nutrir ilusão de que o PT venha reagir contra esse processo de rejeição da burguesia, pois necessitaria organizar o povo com propostas bem radicais e um esforço tremendo na mobilização e participação do povo trabalhador. O PT vai entregar os pontos, vai baixar as calças até os calcanhares para alegria da burguesia. O Status Qo está tramando com energia, percebam que nos EUA, há grande movimentação no governo Obama e dos donos do capital, um verdadeiro alvoroço a dimensões não imaginada pela classe trabalhadora do Brasil. Um grande descontentamento e repúdio se move contra o governo PTista no Estado brasileiro. Para finalizar, o PT, não sai dessa ileso, lembre-se nesses 12 anos de governo do PT, o principal destino da burguesia brasileira foi os EUA. O PT fortaleceu o poder da burguesia, deu uma grande lição, aperfeiçoou a burguesia ao fazer das demandas políticas dos trabalhadores, mercadoria.

sábado, 2 de julho de 2011

O que a mídia esconde sobre a Líbia



por Miguel Urbano Rodrigues*, em ODiário.info

Transcorridas duas semanas das primeiras manifestações em Benghazi e Tripoli, a campanha de desinformação sobre a Líbia semeia a confusão no mundo.

Antes de mais uma certeza: as analogias com os acontecimentos da Tunísia e do Egipto são descabidas. Essas rebeliões contribuíram, obviamente, para despoletar os protestos nas ruas do país vizinho de ambos, mas o processo líbio apresenta características peculiares, inseparáveis da estratégia conspirativa do imperialismo e daquilo que se pode definir como a metamorfose do líder.

Muamar Kadhafi, ao contrário de Ben Ali e de Hosni Mubarak, assumiu uma posição anti-imperialista quando tomou o poder em 1969. Aboliu uma monarquia fantoche e praticou durante décadas uma politica de independência iniciada com a nacionalização do petróleo. As suas excentricidades e o fanatismo religioso não impediram uma estratégia que promoveu o desenvolvimento econômico e reduziu desigualdades sociais chocantes. A Líbia aliou-se a países e movimentos que combatiam o imperialismo e o sionismo. Kadhafi fundou universidades e indústrias, uma agricultura florescente surgiu das areias do deserto, centenas de milhares de cidadãos tiveram pela primeira vez direito a alojamentos dignos.

O bombardeamento de Tripoli e Benghazi em l986 pela USAF demonstrou que Regan, na Casa Branca, identificava no líder líbio um inimigo a abater. Ao país foram aplicadas sanções pesadas.

A partir da II Guerra do Golfo, Kadhafi deu uma guinada de 180 graus. Submeteu-se a exigências do FMI, privatizou dezenas de empresas e abriu o país às grandes petrolíferas internacionais. A corrupção e o nepotismo criaram raízes na Líbia.

Washington passou a ver em Kadhafi um dirigente dialogante. Foi recebido na Europa com honras especiais; assinou contratos fabulosos com os governos de Sarkozy, Berlusconi e Brown. Mas quando o aumento de preços nas grandes cidades líbias provocou uma vaga de descontentamento, o imperialismo aproveitou a oportunidade. Concluiu que chegara o momento de se livrar de Kadhafi, um líder sempre incômodo.

As rebeliões da Tunísia e do Egipto, os protestos no Bahrein e no Iêmen criaram condições muito favoráveis às primeiras manifestações na Líbia.

Não foi por acaso que Benghasi surgiu como o pólo da rebelião. É na Cirenaica que operam as principais transnacionais petrolíferas; ali se localizam os terminais dos oleodutos e dos gasodutos.

A brutal repressão desencadeada por Kadhafi após os primeiros protestos populares contribuiu para que estes se ampliassem, sobretudo em Benghazi. Sabe-se hoje que nessas manifestações desempenhou um papel importante a chamada Frente Nacional para a Salvação da Líbia, organização financiada pela CIA. É esclarecedor que naquela cidade tenham surgido rapidamente nas ruas a antiga bandeira da monarquia e retratos do falecido rei Idris, o chefe tribal Senussi coroado pela Inglaterra após a expulsão dos italianos. Apareceu até um «príncipe» Senussi a dar entrevistas.

A solidariedade da grande mídia dos EUA e da União Europeia com a rebelião do povo da Líbia é, porém, obviamente hipócrita. O Wall Street Journal, porta-voz da grande finança mundial, não hesitou em sugerir em editorial (23 de Fevereiro) que os EUA e a Europa deveriam ajudar os líbios a derrubar o regime de Kadhafi.»

Obama, na expectativa, manteve silêncio sobre a Líbia durante seis dias; no sétimo condenou a violência, pediu sanções. Seguiu-se a reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU e o esperado pacote de sanções.

Alguns dirigentes progressistas latino-americanos admitiram como iminente uma intervenção militar da OTAN. Tal iniciativa, perigosa e estúpida , produziria efeito negativo no mundo árabe, reforçando o sentimento anti-imperialista latente nas massas. E seria militarmente desnecessária porque o regime líbio aparentemente agoniza.

Kadhafi, ao promover uma repressão violenta, recorrendo inclusive a mercenários tchadianos (estrangeiros que nem sequer falam árabe), contribuiu para ampliar a campanha da grande mídia internacional que projeta como heróis os organizadores da rebelião enquanto ele é apresentado como um assassino e um paranóico.

Os últimos discursos do líder líbio, irresponsáveis e agressivos, foram aliás habilmente utilizados pela mídia para desacreditar e estimular a renúncia de ministros e diplomatas, distanciando Kadhafi cada vez mais do povo que durante décadas o respeitou e admirou.

Nestes dias é imprevisível o amanhã da Líbia, o terceiro produtor de petróleo da África, um país cujas riquezas são já amplamente controladas pelo imperialismo.

Vila Nova de Gaia, 28 de Fevereiro

* Miguel Urbano Rodrigues é jornalista e um dos editores do ODiario.info, de Portugal.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

A farsa do ano


por Tania Jamardo Faillace

O brasileiro tem um ditado racista, muito rasteiro e mal-intencionado sobre "fazer na saída ou na entrada". Mas parece que tivemos um exemplo disso no dia primeiro de maio, na Casa Branca.

O medíocre Obama ainda acrescenta a essas melancólicas apreciações, a tal "de alma branca". Isto é, vil, corrupta e rastejante.

Votaram naquele "mauricinho" por quê, me expliquem? Para mudar o quê? Para mostrar que, embora moreninho de pele, podia ser tão inconseqüente e irresponsável quanto os puro anglo-saxões do petróleo sulista, a família Bush?

Céus! Foi uma maneira de tentar enterrar a memória dos anos das lutas negras, Luther king, Angela Davis, George Jackson, Malcolm X, Panteras Negras, Black Power, quantos e quantos, forjados nos guetos, nas igrejas do Sul, na música, nas jornadas cívicas, nas lutas de rua... Obaminha é tisnado por ter dado xabu. Mereceria ser branqueado como o Michael Jackson e apontado à execração de uma etnia que teria merecido melhor representação já que foi a criadora do que melhor existe na cultura daquele país.


Bom, acessem o aqui, a confirmação do que lhes escrevi antes, não por ter dotes divinatórios, mas por ter boa memória e ser velha. Uma delícia a leitura. Regalem-se. E os mais velhos tentem esforçar-se para lembrar alguns anos atrás.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A segunda morte de Bin Laden


por Paul Craig Roberts

Fosse 1º de Abril e não 2 de Maio, podíamos ignorar como uma brincadeira a manchete desta manhã de que Osama Bin Laden foi morto num combate armado no Paquistão e rapidamente lançado ao mar. No actual estado de coisas, devemos considerar isto como prova adicional de que o governo estado-unidense tem uma fé ilimitada na credulidade dos americanos.

Pense nisso. Quais são as probabilidades de uma pessoa que alegadamente sofre dos rins e precisa de diálise, e que além disso é afligido por diabete e baixa tensão arterial, sobreviva em esconderijos na montanha durante uma década? Se Bin Laden fosse capaz de adquirir o equipamento de diálise e os cuidados médicos que as suas condições requeriam, será que o despacho do equipamento de diálise não apontaria a sua localização? Por que foram precisos dez anos para encontrá-lo?

Considere também as afirmações, repetidas pelos media triunfalistas dos EUA a celebrarem a morte de Bin Laden, que "Bin Laden utilizou seus milhões para financiar campos terroristas no Sudão, nas Filipinas e no Afeganistão, enviando 'guerreiros sagrados' para fomentar a revolução e combater com forças fundamentalistas muçulmanas no Norte da África, Chechénia, Tajiquistão e Bósnia". Isso é um bocado de actividade para ser financiado por uns meros milhões (talvez os EUA devessem tê-los colocado na conta do Pentágono), mas a questão principal é: como é que Bin Laden foi capaz de movimentar o seu dinheiro de um lado para o outro? Que sistema bancário o ajudou?

O governo estado-unidense tem êxito em apresar os activos de povos de países inteiros, sendo a Líbia o mais recente. Por que não os de Bin Laden? Estaria ele a carregar consigo US$100 milhões em moedas de ouro e a enviar emissários para distribuir os pagamentos das suas operações dispersas por lugares remotos?

A manchete desta manhã tem o odor de um evento encenado. O fedor emana dos noticiários triunfalistas carregados de exageros, dos celebrantes que ondeiam bandeiras e cantam "USA, USA". Poderia algo diferente estar em curso?

Não há dúvida de que o presidente Obama precisa desesperadamente de uma vitória. Ele cometeu o erro do idiota ou o recomeço da guerra no Afeganistão e agora, após uma década, os EUA enfrentam o impasse, se não a derrota. As guerras dos regimes Bush/Obama levaram os EUA à bancarrota, deixando no seu rastro enormes défices e um dólar em declínio. E o momento da re-eleição está a aproximar-se.

As várias mentiras e enganos, tais como "armas de destruição maciça", das últimas administrações têm consequências terríveis para os EUA e o mundo. Mas nem todos os enganos são o mesmo. Recordem, toda a razão para invadir o Afeganistão era em primeiro lugar para apanhar Bin Laden. Agora que o presidente Obama declarou que Bin Laden levou um tiro na cabeça, dado pelas forças especiais dos EUA a operarem num país independente e que estas o lançaram ao mar, não há razão para continuar a guerra.

Talvez o declínio precipitado do US dólar nos mercados de câmbio estrangeiros tenha forçado algumas reduções reais no orçamento, as quais só podem vir da travagem de guerra ilimitadas. Até o declínio do dólar ter atingido o ponto de ruptura, Osama Bin Laden, o qual muitos peritos acreditam ter sido morto há anos, era um bicho-papão útil para alimentar os lucros do complexo militar e de segurança dos EUA.

02/Maio/2011
Retirado daqui: http://resistir.info/eua/roberts_02mai11.html

Por que Zurdo?

O nome do blog foi inspirado no filme Zurdo de Carlos Salcés, uma película mexicana extraordinária.


Zurdo em espanhol que dizer: esquerda, mão esquerda.
E este blog significa uma postura alternativa as oficiais, as institucionais. Aqui postaremos diversos assuntos como política, cultura, história, filosofia, humor... relacionadas a realidades sem tergiversações como é costume na mídia tradicional.
Teremos uma postura radical diante dos fatos procurando estimular o pensamento crítico. Além da opinião, elabora-se a realidade desvendando os verdadeiros interesses que estão em disputa na sociedade.

Vos abraço com todo o fervor revolucionário

Raoul José Pinto



ZZ - ESTUDAR SEMPRE

  • A Condição Pós-Moderna - DAVID HARVEY
  • A Condição Pós-Moderna - Jean-François Lyotard
  • A era do capital - HOBSBAWM, E. J
  • Antonio Gramsci – vida e obra de um comunista revolucionário
  • Apuntes Criticos A La Economia Politica - Ernesto Che Guevara
  • As armas de ontem, por Max Marambio,
  • BOLÍVIA jakaskiwa - Mariléia M. Leal Caruso e Raimundo C. Caruso
  • Cultura de Consumo e Pós-Modernismo - Mike Featherstone
  • Dissidentes ou mercenários? Objetivo: liquidar a Revolução Cubana - Hernando Calvo Ospina e Katlijn Declercq
  • Ensaios sobre consciência e emancipação - Mauro Iasi
  • Esquerdas e Esquerdismo - Da Primeira Internacional a Porto Alegre - Octavio Rodríguez Araujo
  • Fenomenologia do Espírito. Autor:. Georg Wilhelm Friedrich Hegel
  • Fidel Castro: biografia a duas vozes - Ignacio Ramonet
  • Haciendo posible lo imposible — La Izquierda en el umbral del siglo XXI - Marta Harnecker
  • Hegemonias e Emancipações no século XXI - Emir Sader Ana Esther Ceceña Jaime Caycedo Jaime Estay Berenice Ramírez Armando Bartra Raúl Ornelas José María Gómez Edgardo Lande
  • HISTÓRIA COMO HISTÓRIA DA LIBERDADE - Benedetto Croce
  • Individualismo e Cultura - Gilberto Velho
  • Lênin e a Revolução, por Jean Salem
  • O Anti-Édipo — Capitalismo e Esquizofrenia Gilles Deleuze Félix Guattari
  • O Demônio da Teoria: Literatura e Senso Comum - Antoine Compagnon
  • O Marxismo de Che e o Socialismo no Século XXI - Carlos Tablada
  • O MST e a Constituição. Um sujeito histórico na luta pela reforma agrária no Brasil - Delze dos Santos Laureano
  • Os 10 Dias Que Abalaram o Mundo - JOHN REED
  • Para Ler O Pato Donald - Ariel Dorfman - Armand Mattelart.
  • Pós-Modernismo - A Lógica Cultural do Capitalismo Tardio - Frederic Jameson
  • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira
  • Simulacro e Poder - uma análise da mídia, de Marilena Chauí (Editora Perseu Abramo, 142 páginas)
  • Soberania e autodeterminação – a luta na ONU. Discursos históricos - Che, Allende, Arafat e Chávez
  • Um homem, um povo - Marta Harnecker

zz - Estudar Sempre/CLÁSSICOS DA HISTÓRIA, FILOSOFIA E ECONOMIA POLÍTICA

  • A Doença Infantil do Esquerdismo no Comunismo - Lênin
  • A História me absolverá - Fidel Castro Ruz
  • A ideologia alemã - Karl Marx e Friedrich Engels
  • A República 'Comunista' Cristã dos Guaranis (1610-1768) - Clóvis Lugon
  • A Revolução antes da Revolução. As guerras camponesas na Alemanha. Revolução e contra-revolução na Alemanha - Friedrich Engels
  • A Revolução antes da Revolução. As lutas de classes na França - de 1848 a 1850. O 18 Brumário de Luis Bonaparte. A Guerra Civil na França - Karl Marx
  • A Revolução Burguesa no Brasil - Florestan Fernandes
  • A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky - Lênin
  • A sagrada família - Karl Marx e Friedrich Engels
  • Antígona, de Sófocles
  • As tarefas revolucionárias da juventude - Lenin, Fidel e Frei Betto
  • As três fontes - V. I. Lenin
  • CASA-GRANDE & senzala - Gilberto Freyre
  • Crítica Eurocomunismo - Ernest Mandel
  • Dialética do Concreto - KOSIK, Karel
  • Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico - Friedrich Engels
  • Do sonho às coisas - José Carlos Mariátegui
  • Ensaios Sobre a Revolução Chilena - Manuel Castells, Ruy Mauro Marini e/ou Carlos altamiro
  • Estratégia Operária e Neocapitalismo - André Gorz
  • Eurocomunismo e Estado - Santiago Carrillo
  • Fenomenologia da Percepção - MERLEAU-PONTY, Maurice
  • História do socialismo e das lutas sociais - Max Beer
  • Manifesto do Partido Comunista - Karl Marx e Friedrich Engels
  • MANUAL DE ESTRATÉGIA SUBVERSIVA - Vo Nguyen Giap
  • MANUAL DE MARXISMO-LENINISMO - OTTO KUUSINEN
  • Manuscritos econômico filosóficos - MARX, Karl
  • Mensagem do Comitê Central à Liga dosComunistas - Karl Marx e Friedrich Engels
  • Minima Moralia - Theodor Wiesengrund Adorno
  • O Ano I da Revolução Russa - Victor Serge
  • O Caminho do Poder - Karl Kautsky
  • O Marxismo e o Estado - Norberto Bobbio e outros
  • O Que Todo Revolucionário Deve Saber Sobre a Repressão - Victo Serge
  • Orestéia, de Ésquilo
  • Os irredutíveis - Daniel Bensaïd
  • Que Fazer? - Lênin
  • Raízes do Brasil - Sérgio Buarque de Holanda
  • Reforma ou Revolução - Rosa Luxemburgo
  • Revolução Mexicana - antecedentes, desenvolvimento, conseqüências - Rodolfo Bórquez Bustos, Rafael Alarcón Medina, Marco Antonio Basilio Loza
  • Revolução Russa - L. Trotsky
  • Sete ensaios de interpretação da realidade peruana - José Carlos Mariátegui/ Editora Expressão Popular
  • Sobre a Ditadura do Proletariado - Étienne Balibar
  • Sobre a evolução do conceito de campesinato - Eduardo Sevilla Guzmán e Manuel González de Molina

ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA

  • 1984 - George Orwell
  • A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende
  • A Espera dos Bárbaros - J.M. Coetzee
  • A hora da estrela - Clarice Lispector
  • A Leste do Éden - John Steinbeck,
  • A Mãe, MÁXIMO GORKI
  • A Peste - Albert Camus
  • A Revolução do Bichos - George Orwell
  • Admirável Mundo Novo - ALDOUS HUXLEY
  • Ainda é Tempo de Viver - Roger Garaud
  • Aleph - Jorge Luis Borges
  • As cartas do Pe. Antônio Veira
  • As Minhas Universidades, MÁXIMO GORKI
  • Assim foi temperado o aço - Nikolai Ostrovski
  • Cem anos de solidão - Gabriel García Márquez
  • Contos - Jack London
  • Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski
  • Desonra, de John Maxwell Coetzee
  • Desça Moisés ( WILLIAM FAULKNER)
  • Don Quixote de la Mancha - Miguel de Cervantes
  • Dona flor e seus dois maridos, de Jorge Amado
  • Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago
  • Ensaio sobre a lucidez, de José Saramago
  • Fausto - JOHANN WOLFGANG GOETHE
  • Ficções - Jorge Luis Borges
  • Guerra e Paz - LEON TOLSTOI
  • Incidente em Antares, de Érico Veríssimo
  • Memórias do Cárcere - Graciliano Ramos
  • O Alienista - Machado de Assis
  • O amor nos tempos do cólera - Gabriel García Márquez
  • O Contrato de Casamento, de Honoré de Balzac
  • O Estrangeiro - Albert Camus
  • O homem revoltado - Albert Camus
  • O jogo da Amarelinha – Júlio Cortazar
  • O livro de Areia – Jorge Luis Borges
  • O mercador de Veneza, de William Shakespeare
  • O mito de Sísifo, de Albert Camus
  • O Nome da Rosa - Umberto Eco
  • O Processo - Franz Kafka
  • O Príncipe de Nicolau Maquiavel
  • O Senhor das Moscas, WILLIAM GOLDING
  • O Som e a Fúria (WILLIAM FAULKNER)
  • O ULTIMO LEITOR - PIGLIA, RICARDO
  • Oliver Twist, de Charles Dickens
  • Os Invencidos, WILLIAM FAULKNER
  • Os Miseravéis - Victor Hugo
  • Os Prêmios – Júlio Cortazar
  • OS TRABALHADORES DO MAR - Vitor Hugo
  • Por Quem os Sinos Dobram - ERNEST HEMINGWAY
  • São Bernardo - Graciliano Ramos
  • Vidas secas - Graciliano Ramos
  • VINHAS DA IRA, (JOHN STEINBECK)

ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA GUERRILHEIRA

  • A Guerra de Guerrilhas - Comandante Che Guevara
  • A montanha é algo mais que uma imensa estepe verde - Omar Cabezas
  • Da guerrilha ao socialismo – a Revolução Cubana - Florestan Fernandes
  • EZLN – Passos de uma rebeldia - Emilio Gennari
  • Imagens da revolução – documentos políticos das organizações clandestinas de esquerda dos anos 1961-1971; Daniel Aarão Reis Filho e Jair Ferreira de Sá
  • O Diário do Che na Bolívia
  • PODER E CONTRAPODER NA AMÉRICA LATINA Autor: FLORESTAN FERNANDES
  • Rebelde – testemunho de um combatente - Fernando Vecino Alegret

ZZ- Estudar Sempre /GEOGRAFIA EM MOVIMENTO

  • Abordagens e concepções de território - Marcos Aurélio Saquet
  • Campesinato e territórios em disputa - Eliane Tomiasi Paulino, João Edmilson Fabrini (organizadores)
  • Cidade e Campo - relações e contradições entre urbano e rural - Maria Encarnação Beltrão Sposito e Arthur Magon Whitacker (orgs)
  • Cidades Médias - produção do espaço urbano e regional - Eliseu Savério Sposito, M. Encarnação Beltrão Sposito, Oscar Sobarzo (orgs)
  • Cidades Médias: espaços em transição - Maria Encarnação Beltrão Spósito (org.)
  • Geografia Agrária - teoria e poder - Bernardo Mançano Fernandes, Marta Inez Medeiros Marques, Júlio César Suzuki (orgs.)
  • Geomorfologia - aplicações e metodologias - João Osvaldo Rodrigues Nunes e Paulo César Rocha
  • Indústria, ordenamento do território e transportes - a contribuição de André Fischer. Organizadores: Olga Lúcia Castreghini de Freitas Firkowski e Eliseu Savério Spósito
  • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira