segunda-feira, 26 de novembro de 2007

ESQUIZOFRENIA DE RESULTADOS




26/11/2007

Na campanha eleitoral de 2002, o então candidato Germano Rigotto (PMDB) elegeu-se com um discurso que pregava a pacificação do Rio Grande do Sul. O problema, dizia ele então, apresentando-se com uma terceira via em relação às candidaturas de Tarso Genro e Antônio Britto, era a polarização entre o PT e....Britto. Não podia dizer PMDB, pois o ex-governador havia deixado o PMDB e rumado para o PPS, mesmo caminho adotado pelo atual prefeito de Porto Alegre, José Fogaça. Rigotto que fez parte do governo Britto (e, portanto, da polarização que dizia combater) apresentou-se, então, como o caminho da pacificação. Sua estratégia saiu vitoriosa eleitoralmente, como se sabe. Já a tal da pacificação....

Cinco anos depois, o ex-governador Antônio Britto publica artigo em Zero Hora, dizendo que o problema do RS é...a polarização política, repetindo o discurso de Rigotto em 2002. Enquanto isso, a atual governadora segue anunciando que seu “novo jeito de governar” vai tirar o Estado do buraco. E o Estado segue afundando no buraco, sob a batuta de supostos pacificadores e magos da gestão. É aí que estamos.



Escrito por Marco Weissheimer às 12h26
[ (2) Vários Comentários ] [ envie esta mensagem ] [ ]



O BALANÇO DOS MAGOS DA GESTÃO

Desde o início do governo Rigotto, passando pelo governo Fogaça e chegando agora ao governo Yeda, venceu politicamente no Rio Grande do Sul o discurso da superioridade dos padrões de gestão privada para governar. O Estado passou a ser governado por “magos da gestão”, por programas de controle de qualidade patrocinados pelo sr. Gerdau, por especialistas das mais diferentes matizes do setor privado. O balanço desse período indica o agravamento da crise financeira do Estado e da perda de espaço da economia gaúcha no cenário nacional.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acaba de divulgar, em sua pesquisa Contas Regionais, que o RS é o Estado que mais perdeu participação no Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB) em 2005. Essa participação caiu 2,8%. Na ponta de acima, Amazonas registrou a maior alta, 10,2%. A seca teve influência nesta queda, diz o IBGE. Este ano, a previsão de safra é positiva, o PIB do Estado voltou a crescer, mas o balanço de cinco anos é negativo para a economia gaúcha, que cresceu abaixo da média nacional. A economia agora vai bem, mas o Estado vai mal, dizem alguns. Cabe perguntar: onde está a superioridade dos padrões de gestão privada que há cinco anos vem governando o Estado (com maioria na Assembléia Legislativa, é importante assinalar)?



Escrito por Marco Weissheimer às 11h50
[ (0) Comente ] [ envie esta mensagem ] [ ]



A PALAVRA DA GOVERNADORA

Governadora Yeda Crusius (PSDB), em entrevista publicada hoje na Folha de São Paulo:

“Não vou escrever num plano de governo que vou aumentar imposto. O resto ninguém lê. E repito o que disse na campanha: a crise não se cura por aumento de imposto, mas por um amplo leque de medidas. Se foi entendido que eu havia prometido que não ia aumentar imposto, faço mea-culpa, não me expressei direito”.



Escrito por Marco Weissheimer às 11h05
[ (6) Vários Comentários ] [ envie esta mensagem ] [ ]


24/11/2007

YEDA OBSERVA OS ASTROS

Em uma conversa com o jornalista Moisés Mendes, publicada na edição dominical de Zero Hora, a governadora Yeda Crusius (PSDB) contou que tem recorrido também à astrologia para refletir sobre sua atuação no Palácio Piratini. “Gosto de fazer a leitura de outras linguagens. Respeitosamente, observo os astros”, relatou. Mendes relatou assim o que Yeda disse a respeito de suas leituras astrológicas: “Contou que é Leão com ascendente em Câncer e que é Macaco no horóscopo chinês. Nasceu em 26 de julho de 1944. Confessou que gostaria de ser vista menos pelo que tem de Leão, o signo da liderança, da autoridade, da altivez, e mais pelo que pode oferecer com o humor e a graça do Macaco. Queixou-se por ser vista como uma leonina sisuda: ‘Raramente quem está perto de mim está rindo. Parece que é proibido rir”.

Usando a linguagem da governadora, pode-se dizer que o Rio Grande do Sul está atravessando mesmo seu inferno astral.



Escrito por Marco Weissheimer às 20h25
[ (25) Vários Comentários ] [ envie esta mensagem ] [ ]



A CONTRIBUIÇÃO DE BRITTO PARA A IMPRENSA

A revista Press promoverá, segunda-feira, a festa do Prêmio Press 2007, que promete apontar os melhores jornalistas do ano no Estado, em 16 categorias profissionais. O ex-governador Antônio Britto receberá o troféu Homenagem Especial, dedicado “a um jornalista que tenha contribuído decisivamente para a qualificação e valorização da imprensa gaúcha”. O site da revista resume assim a trajetória jornalística de Britto: “iniciou sua carreira no jornal A Semana, do Grupo Sinos, e depois teve passagens importantes pela Caldas Jr., RBS e TV Globo, antes de ingressar na política”.

Fez mais do que isso. A relação de Britto com a mídia gaúcha não pára por aí. Como governador do Estado, promoveu a privatização da Companhia Riograndense de Telefonia (CRT), que teve a RBS como uma de suas compradoras. Após sair do governo, trabalhou para o grupo Opportunity, que também participou das privatizações, e para outros grandes grupos empresariais.

A partir do processo de privatização das telecomunicações, durante o período FHC, a relação das empresas de telefonia com os meios de comunicação não parou de crescer. Esta semana, a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara votou e aprovou o substitutivo do deputado Welington Fagundes (PR-MT) ao PL-29 do deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC) que organiza os serviços de radiodifusão e telefonia. De acordo com as novas normas, as empresas de telefonia fixa e celular poderão ter participação de até 30% do capital das empresas de comunicação brasileiras, participando inclusive nas áreas de programação e produção de conteúdo. Antônio Britto foi um dos inauguradores desse processo no Rio Grande do Sul. Seus interesses, como político e homem de negócios, sempre estiveram ligados a grandes grupos privados. Seus pares não cansam de homenageá-lo pelos serviços prestados.



Escrito por Marco Weissheimer às 18h32
[ (12) Vários Comentários ] [ envie esta mensagem ] [ ]

POR QUE A COLÔMBIA AFASTOU CHÁVEZ DAS NEGOCIAÇÕES COM AS FARCs


Laerte Braga

As FARCs (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas) controlam um terço do território daquele país. A outra guerrilha, a última criada por Chê Guevara, o ELN (Exército de Libertação Nacional) controla um quarto do território da Colômbia. O intenso noticiário sobre as FARCs no Brasil se deve à presença da guerrilha próxima a fronteira do território nacional e por conta disso às constantes imputações da imprensa brasileira sobre a pretensa associação entre a guerrilha e o tráfico de drogas.

O que se percebe de imediato, é que a Colômbia é um país dividido, com boa parte do seu território controlado por forças guerrilheiras (ELN e FARCs têm divergências ideológicas e buscam superá-las para unir forças).

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ofereceu-se para mediar um acordo político, vários já foram tentados, entre as FARCs e o governo central de Bogotá. Álvaro Uribe, presidente da Colômbia, aceitou a proposta e Chávez pôs-se a negociar com os guerrilheiros, principalmente, a libertação de políticos seqüestrados e em poder da guerrilha, dentre eles Ingrid Bettancourt, candidata a presidente daquele país nas últimas eleições.

Registre-se que na Colômbia, a despeito de oficialmente terem entregues suas armas, existem grupos chamados paramilitares, formados por oficiais do Exército, policiais e pistoleiros a serviço do tráfico e latifúndio funcionando como esquadrões da morte, em ação paralela à das chamadas forças oficiais. Atuam junto com os conselheiros norte-americanos, extra-oficialmente para não dar na pinta.

E mais. Um relatório do FBI divulgado em meados do ano passado aponta o presidente Álvaro Uribe como um dos principais beneficiários do tráfico de drogas. Traficantes financiaram sua campanha à reeleição e os paramilitares são ligados a Uribe que pertence ao grupo.

Na Colômbia existe uma clara intervenção norte-americana através dos chamados “conselheiros militares”. Existem pelo menos cinco mil militares “conselheiros” dos EUA naquele país.

As negociações entre o presidente Chávez como mediador, aceito por ambas as partes, iam tranqüilas e com razoável margem de avanços até que, aí o problema, Chávez garantiu ao presidente Sarkozy, da França, que no início de dezembro conseguiria um gesto de boa vontade da guerrilha. A liberação de reféns franceses e da candidata Ingrid Bettancourt, há mais de um ano em poder das FARCs.

Foi o bastante para que o governo dos Estados Unidos determinasse a Uribe que Chávez fosse recusado como mediador entre as partes. Por que? A quem interessa a paz? Quem ganharia com a libertação de Ingrid Bettancourt e as eventuais declarações públicas que viria a fazer na condição de adversária de Uribe e vivendo agora com um guerrilheiro?

Mostrar a realidade de um país sob intervenção norte-americana e governada por um narco traficante no caso Uribe?

Cairia a farsa. Como a GLOBO no Brasil ia poder continuar mentindo sobre ligações de guerrilheiros com o tráfico de drogas?

Presidentes traficantes são comuns na Colômbia e eram comuns na Bolívia até a eleição de Evo Morales. Um deles, boliviano, um general, Garcia Meza, chegou a ser detido no Brasil onde viveu bom período depois de deposto por um concorrente.

Por detrás de toda a retórica do presidente Uribe da Colômbia o que existe é a mentira diante do temor que a mediação de Chávez resultasse positiva e assim desmistificasse toda a crença imposta aos povos do mundo que Uribe é o bem e as FARCs o mal. Típico do protestantismo norte-americano. Bush é o enviado divino, o resto vive sob influência do diabo e é preciso “libertá-los”, nem que seja com bombas, ou ovos podres, tanto faz. Negócio é garantir os “negócios”.

Num momento decisivo para a Venezuela, o referendo do dia 2 de dezembro quando o país deve dar um salto em direção a socialismo, como permitir que Chávez exibisse o trunfo político de libertar reféns que nem o papa conseguiu? E nem vai conseguir nunca é funcionário de Washington e comandante de um pequeno batalhão de SS.

A alegação de Uribe que Chávez está tentando incendiar o continente é mais ou menos como se você estivesse discutindo o vermelho e de repente passasse a falar no amarelo. Não quer conversar sobre o tema central pois não lhe interessa.

O medo real é um só. O do êxito das negociações promovidas pelo venezuelano. Como ir, por exemplo, isso no terreno das hipóteses, para uma eleição geral com participação das FARCs, do ELN no processo? E o risco da vitória da guerrilha?

É preferível continuar com o sacrifício de inocentes, a violência, a barbárie do estado terrorista de Uribe a ter a paz. É prática histórica dos EUA e não seria diferente numa colônia, caso da Colômbia. Pior, os colombianos começam a perceber todo esse enredo mentiroso e farsesco.

E, de quebra, tentar imputar a Chávez essa conversa fiada de incendiar o continente.

São uns artistas na arte de mentir, enganar e seria cômico não existissem tantos corpos estendidos pelas estradas da Colômbia.

Há uma história que ilustra bem isso que aconteceu. Leônidas da Silva, chamado o Diamante Negro (o chocolate é em homenagem a ele), notável jogador de futebol, alguns acham que igual ou melhor que Pelé, ia em direção a área e o juiz, comprado, apitou uma “irregularidade”. Leônidas voltou-se e perguntou a ele: “o que foi? Perigo de gol?

Ao suspender as negociações de paz Uribe cumpriu ordens de Washington e marcou uma falta inexistente por puro perigo de gol. Gol de Chávez. Nesse jogo não interessa esse tipo de gol em favor da paz e do povo colombiano.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

O PESADELO DO DETRAN: 1.400 PÁGINAS DE CONVERSAS GRAVADAS

20/11/2007

E por falar em memória, Maneco envia texto lembrando alguns desdobramentos das investigações sobre a fraude do Detran:

Flávio Vaz Netto, Antonio Dorneu Maciel, Ubiratan dos Santos e Lair Ferst são homens acostumados aos salamaleques típicos de quem vive nos primeiros escalões dos governos. Eles viviam assim até o último dia 6 de novembro, quando a Polícia Federal levou-os algemados para a cadeia. Motivo: eles são os principais suspeitos de uma fraude no Detran que lesou os cofres públicos do Estado em, no mínimo, R$ 40 milhões. Mas estes dias na carceragem da PF podem não ter sido os piores de suas vidas. Segundo notícia publicada no site Espaço Vital, o inquérito onde eles figuram como indiciados, tem nada menos do que 1.400 páginas de transcrições telefônicas de conversas grampeadas por determinação judicial.

Não é difícil supor que estas conversas foram determinantes para o convencimento da Justiça Federal que determinou a prisão de homens que ocupavam a presidência do Detran, a direção administrativa da CEEE e que eram tão próximos da governadora do Estado. Ao que tudo indica, o pior ainda está por vir. Alguns dos acusados estariam tendo pesadelos em que sua voz é apresentada na TV, em horário nobre, com direito a foto e legenda. Na conversa, a confissão do assalto ao Detran. Por enquanto, são apenas pesadelos. Mas as 1.400 páginas que estão no inquérito da Polícia Federal podem transformá-los, da noite para o dia, em um terrível capítulo da vida real.

Dólares, euros, jóias, mansões e carrões - Ao todo, o inquérito já tem 3.927 páginas distribuídas em 16 volumes. Até o momento, a Justiça Federal seqüestrou 80 imóveis de propriedade de investigados, além de bloquear contas bancárias em geral. A Polícia Federal começa esta semana a tomar o depoimento de outros investigados que não foram presos na primeira fase da Operação Rodin. Os imóveis bloqueados por determinação judicial são propriedades rurais, apartamentos, casas e boxes de garagens. Durante a operação, foram apreendidos ainda 17 veículos (na maioria importados). A operação também recolheu R$ 291 mil; 10,4 mil euros; e US$ 54,5 mil. Em um dos locais onde houve buscas, os federais encontraram sete notas promissórias no valor total de R$ 3 milhões e um cheque de R$ 20 mil. Também foram recolhidas jóias. É, o pior parece mesmo que ainda está por vir...

Escrito por Marco Weissheimer às 19h48
[ (8) Vários Comentários ] [ envie esta mensagem ] [ ]



A CULPA É DO PT

A charge da página 3 da edição desta terça-feira do jornal Zero Hora, assinada por Marco Aurélio, ilustra o discurso assumido pela governadora Yeda Crusius (PSDB) e pelo senador Pedro Simon (PMDB) após a derrota do pacote do governo estadual na semana passada. Na charge, a governadora manda um recado ao funcionalismo público: “Peçam para o PT o 13°”. É isso então, servidores, diz o desenho: se ficarem sem 13°, vão reclamar para o PT, culpado pela não aprovação do tarifaço. Ou, como disse o senador Simon, Olívio Dutra deve ir a Brasília conseguir dinheiro para o Estado, uma vez que cometeu a “grosseria” de não querer conversa com Yeda. Seria cômico se não fosse trágico. Passados cinco anos do governo Olívio, este segue sendo o único a quem são atribuídas, nominalmente, responsabilidades pela crise no Estado. No caso dos governos Rigotto e Yeda, os problemas são estruturais, “vêm de décadas”, e ninguém é responsabilizado por nada. No caso do governo Britto, é pior ainda: tudo se passa como se não tivesse existido e não guardasse nenhuma relação política com estes governos.

A memória política do Estado é escamoteada diariamente. Qual foi o “crime” do PT, agora, conforme expressa a charge de ZH? Não quis conversar com Yeda sobre o pacote. A cobrança é duplamente absurda. Em primeiro lugar, porque tais conversas de Yeda com ex-governadores não passaram de um truque desesperado de marketing sem qualquer eficácia. A governadora teria aproveitado melhor seu tempo conversando com sua base aliada no Parlamento que esfacelou-se no dia da votação. Culpa do PT, certamente. Em segundo, porque Yeda foi eleita para governar o Estado, prometendo que tinha “um novo jeito de governar”, distinto de todos os anteriores, que seria a salvação para a crise do Estado. Se o “novo jeito de governar” não consegue governar nem sua base de apoio, qual a utilidade de conversar com o presidente do principal partido de oposição, a não ser tentar angariar algumas gramas de legitimidade através de uma foto nos jornais?

É uma regra básica da democracia que, quem vence governa, quem perde faz oposição. Por isso, são patéticas essas manifestações cobrando que a oposição governe e resolva os problemas. Yeda Crusius foi eleita para isso. Se acha que não dá conta do problema e exige que a oposição faça o trabalho para o qual foi eleita, que renuncie e vá para casa. Quando governador, Olívio Dutra foi criticado em editoriais na mídia gaúcha por denunciar o tratamento dispensado ao Estado pelo governo FHC. É uma boa hora para resgatar esses textos. O governador foi eleito para governar e para encontrar soluções e não para ficar só reclamando da União, dizia-se então. Agora, o discurso se inverte com contornos surreais. O atual governo e seus porta-vozes na mídia cobram soluções do PT e do governo federal, justamente no momento em que a quase totalidade dos grandes investimentos no Estados são do governo federal. Cultivar a memória, neste contexto, tornou-se uma obrigação diária.

Escrito por Marco Weissheimer às 17h17
[ (16) Vários Comentários ] [ envie esta mensagem ] [ ]



OS INVESTIMENTOS DO GOVERNO YEDA

A julgar pela manchete publicada hoje no site do governo do Rio Grande do Sul, a crise financeira do Estado não é tão grave como anunciam a governadora Yeda Crusius (PSDB) e o secretário da Fazenda, Aod Cunha. “Governo do Estado anuncia investimentos de R$ 1 bilhão da Corsan”, destaca a matéria principal. Como assim? Logo após a derrota do tarifaço na Assembléia Legislativa, Yeda e Aod repetiram que se tratava de uma “tragédia” para o RS, que não haveria um centavo para investir nos próximos anos. De onde sai, então, esse R$ 1 bilhão “da Corsan”? Do governo federal, obviamente. Mas o governo federal não estava prejudicando o RS, não repassando os recursos a que o Estado tem direito, conforme repetem a governadora, seus secretários e porta-vozes na mídia local? Olívio Dutra não teria a obrigação moral de ir a Brasília conseguir dinheiro para o Estado, como cobrou o senador Pedro Simon (PMDB)?

De onde afinal, virá o R$ 1 bilhão da Corsan? Vejamos o que diz a matéria:

“Segundo o secretário de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano, Marco Alba, o Governo do Estado garantiu investimentos em obras nos sistemas de coleta e tratamento de esgotos sanitários e na ampliação de sistemas de abastecimento de água para o Rio Grande do Sul superiores a R$ 1 bilhão e que vão mudar o perfil do saneamento básico no nosso Estado nos próximos anos”.

Garantiu como? O texto resiste a responder tal pergunta. Acaba fazendo-o de forma diluída no terceiro parágrafo:

“No dia 8 de novembro foram assinados, no Palácio Piratini, os primeiros contratos de obras, beneficiando 19 municípios do Estado, através de investimentos com recursos próprios da Corsan e com financiamento da Caixa Econômica Federal que chegam a R$ 117,5 milhões. Deste volume de recursos, R$ 91 milhões serão aplicados na expansão dos sistemas de esgotamento sanitário e R$ 26 milhões nos sistemas de água potável”.

Recursos próprios da Corsan e financiamento da Caixa Econômica Federal. Qual a contribuição de cada instituição? A matéria não informa. Ampliar os serviços de saneamento básico no Estado é, de fato, uma ótima notícia para a população, que também tem direito à verdade. O compromisso com a realidade dos números que Yeda, Aod, Simon e outros exigem da oposição é varrido para o lixo quando se trata de reconhecer os investimentos do governo federal no Estado. Ao investir no Estado, a União não está fazendo nenhum favor. Mas daí a omitir a origem de tais investimentos e denunciar que o Estado estaria sendo mal tratado por Brasília vai uma distância enorme; uma distância asfaltada por um discurso hipócrita e falso.

Foto: Jefferson Bernardes/Palácio Piratini



Escrito por Marco Weissheimer às 13h03
[ (12) Vários Comentários ] [ envie esta mensagem ] [ ]

terça-feira, 20 de novembro de 2007

PACOTE DE YEDA AFUNDA NA ASSEMBLÉIA


O governo Yeda Crusius (PSDB) sofreu uma estrondosa derrota, hoje à tarde, na Assembléia Legislativa. A proposta de aumento de impostos, núcleo do pacote elaborado pelo Executivo, foi derrotada por 34 votos a zero. A estratégia adotada pelo governo e pela sua base aliada no Parlamento revelou-se um desastre. Os deputados governistas abandonaram o plenário para tentar retirar o quórum e evitar a votação do projeto. O presidente da Assembléia, deputado Frederico Antunes (PP), e o vice-presidente, Paulo Brum (PSDB) também ausentaram-se do plenário, obrigando o segundo vice-presidente, deputado Adão Villaverde (PT) a presidir a sessão. Quando percebeu que o navio governista estava afundando, o chefe da Casa Civil, Luiz Fernando Záchia, entrou no plenário para tentar convencer alguns deputados da base governista a se retirar da sessão. Acabou batendo boca com deputados do PP no meio do plenário.

A genial manobra do “novo jeito de governar” deixou a oposição presidindo a sessão e com maioria absoluta no plenário. Após derrotar o tarifaço, a proposta de criação da Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual, que previa novos cortes de gastos e investimentos públicos, foi derrotada por 31 votos a zero.


Escrito por Marco Weissheimer às 16h45
[ (36) Vários Comentários ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Direito ao silêncio

Escrito por Frei Betto
24-Out-2007

Há demasiados ruídos à nossa volta. O coração sobressalta, os nervos afloram, a mente atordoa-se. É o televisor ligado quase o tempo todo, o fluxo incessante de imagens sugando-nos num carrossel de flashes.

O rádio em monólogo inclemente, a música rítmica desprovida de melodia, o som alojado nos orifícios auditivos, o telefone trinando supostas urgências, o celular a invadir todos os espaços, suas musiquetas de chamada destoando em teatros, cinemas, templos, cerimônias e eventos, seus usuários nele dependurados pelas orelhas, publicitando em voz alta conversas privadas.

De todos os lados sobem ruídos: da construção civil vizinha, do latido dos cães, dos carros na rua e das aeronaves que cortam o espaço, das motos estridentes, do anunciante desaforado em seu carro de som, do apito fabril disciplinando horários.

Tantos ruídos causam tamanho prejuízo à saúde humana que o Exército usamericano criou, em sua sanha assassina, um arsenal de “projéteis sonoros”, capazes de produzir som de 140 decibéis. Bastam 45 para impedir o sono. O rumor do tráfego na esquina de uma avenida central atinge 70 decibéis. Aos 85 produz-se uma lesão auditiva. Elevado para 120, o som provoca dor aguda nos ouvidos. Imagine-se, pois, o que significa essa tecnologia de tortura a 140 decibéis!

Nosso silêncio não é quebrado apenas por ruídos auditivos. Agridem-nos também os visuais. Assim como o silêncio da zona rural ou de uma igreja nos impregna de paz, levei um choque ao visitar, anos atrás, Praga antes da queda do Muro de Berlim. Não havia outdoors. A cidade não se escondia atrás de anúncios. A poluição visual era zero, permitindo contemplar a beleza barroca da terra de Kafka.

Nas cidades brasileiras, subjugadas pelo império do mercado, somos vorazmente engolidos pela proliferação de propagandas, exceto a capital paulista, agora em fase de despoluição visual por iniciativa da prefeitura.

Sem silêncio, ficamos vulneráveis, expostos à voracidade do mercado, a subjetividade esgarçada, a epiderme eriçada em potencial violência. Contra esse estado de coisas, o professor Stuart Sim, da Universidade de Sunderland, na Inglaterra, acaba de lançar um manifesto pelo silêncio, contra a poluição do ruído. O autor enfatiza que a cacofonia de sons que nos envolve ameaça a saúde, provoca agressividade, hipertensão, estresse, problemas cardíacos.

Todos os grandes bens infinitos da humanidade – arte, literatura, música, filosofia, tradições religiosas – exigiram, como matéria-prima, o silêncio. Sem ele perdemos a nossa capacidade de raciocinar, ouvir a voz interior, aprofundar a vida espiritual, amar além do jogo erótico meramente epidérmico.

Quando um casal de noivos me procura, interessado em preparar-se para o matrimônio, costumo indagar se os dois são capazes de ficar juntos uma hora, em silêncio, sem que um se sinta incomodado. Caso contrário, duvido que estejam em condições de uma saudável vida a dois, pois o respeito ao silêncio do outro é um dos atributos da confiança amorosa.

Assisti ao filme O grande silêncio, do diretor alemão P. Gröning, que nos convida a penetrar a vida de uma comunidade cartuxa nos Alpes franceses. Nenhuma palavra no decorrer de três horas de filme, exceto o canto gregoriano das liturgias monásticas e o bater do sino. Um convite à mais desafiadora viagem: ao mais profundo de si mesmo.

Quem ousa, sabe que lá se desdobra um Outro que, por sua vez, espelha nossa verdadeira identidade. Viagem que tem como veículo privilegiado a meditação. Na fase inicial, é tão árduo quanto escalar montanha para quem não esta acostumado ao alpinismo. Porém, em certo momento, é como se u’a mão invisível nos elevasse, tornando a subida suave e agradável.

Só então se descobre que, no imponderável do Mistério, não se sobe, se desce, mergulha-se em si mesmo para vir à tona, do outro lado de nosso ser, naquele Outro silenciosamente presente em nossas vidas e na tecitura do Universo. Aqui a palavra se cala e o silêncio se faz epifania.

Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Leonardo Boff, de “Mística e Espiritualidade” (Garamond), entre outros livros.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

A arrogância prepotente do rei espanhol


VII Cimeira Ibero-americana, em Santiago do Chile

por Carlos Aznárez [*]


Chávez na XVII Cimeira Ibero-americana. "Já acabou a época dos vice-reis", terão pensado os chefes de Estado da Venezuela, da Bolívia, da Nicarágua, de Cuba e do Equador, quando no âmbito da XVII Cimeira Ibero-americana tiveram de ouvir as palavras raivosas do Bourbon espanhol, Juan Carlos, a recriminar o chefe revolucionário Hugo Chávez por ter tido a "ousadia" de chamar fascista ao ex-mandatário José Maria Aznar. As verdades foram doridas para a delegação espanhola, sobretudo quando Chávez destacou cada um dos actos cometidos pelo governo Aznar no apoio ao golpe de Estado de Abril de 2002 na Venezuela.


O fascista Aznar teve dois defensores de luxo: primeiro o "socialista" Zapatero e a seguir o monarca espanhol, o qual exigiu ao chefe bolivariano que calasse a boca e não agredisse o seu compatriota e irmão de ideias no que se refere ao fascismo. Zapatero, refutando Chávez, pediu respeito para com Aznar porque "fora eleito com o voto dos espanhóis".


Mas faltava algo para que os ouvidos do novo colonialismo espanhol se irritassem ainda mais. Entrou o nicaraguense Daniel Ortega, que falando em nome do seu povo (e de todos os povos que lutam contra o colonialismo e o imperialismo) contou a história nefasta da empresa espanhola Unión Fenosa na sua actuação na Nicarágua. Chamou-os de mafiosos, de imperialistas e de provocadores que crêem, disse Ortega, que o povo da Nicarágua é seu súbdito.


Valia a pena ver a cara de Moratinos, Zapatero e do próprio Bourbon quando Ortega lhes dizia estas verdades. E naturalmente o Bourbon optou por retirar-se em meio a urgentes consultas da delegação espanhola. Zapatero e Moratinos ficaram, mas a resmungar. Ortega não se calou e, na parte final do seu discurso (que recordava aqueles tempos gloriosos quando no comando da FSLN falava às massas vermelho-negras do seu país), saiu em defesa aberta de Hugo Chávez.


Finalmente, chegou a dignidade de Cuba, na voz do vice-presidente Carlos Lage, que rompeu uma lança em favor de Chávez e de forma muito clara respondeu a um Zapatero cada vez mais incomodado que "não basta que um povo o eleja para que um mandatário seja alguém respeitável". E ascrescentou: "Bush foi eleito e é o assassino do povo iraquiano e eu não lhe tenho nenhum respeito".


Quem quiser ouvir que ouça: os povos da América Latina já não podem ser avassalados nem por ianques nem por bourbons. Com essa arrogância que os caracteriza, estes defensores das transnacionais que esfaimaram a nossa gente (que outra coisa é a Repsol, Telefónica, Union Fenosa, Endesa e outras semelhantes) tentaram fazer calar mas não conseguiram os chefes revolucionários que hoje lhes falam na cara em nome dos seus povos. Por isso tiveram que optar (como no caso do Bourbon) por retirar-se.


Em boa hora, pois NÃO OS QUEREMOS E DEVEM SABÊ-LO.


Acabou-se a época dos vice-reinados (apesar de alguns ainda continuarem em genuflexão) e é a hora dos povos. Daí a dignidade de Chávez, de Evo, de Ortega, de Correa, de Lage, advertindo aos poderosos e aos colonizadores que a América Latina não quer saber mais das suas propostas neoliberais e imperialistas.
[*] Editor de Resumen Latinoamericano.


O original encontra-se em http://www.resumenlatinoamericano.org , Nº 950

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

IMAGINE

13/11/2007


Katarina escreve na Palestina do Espetáculo: Imagine que José Paulo Bisol, ex-secretário de Segurança Pública, tivesse um irmão advogado suspeito de envolvimento num esquema de corrupção no Detran. Esquema nada modesto: em média 500 mil reais/mês por diretor do Detran. Como não bastasse, imaginem, singelos leitores, Flavio Koutzii, Chefe da Casa Civil, fosse apontado como responsável pela indicação de outro envolvido no esquema Detran. Dou um brigadeiro recém saído do forno, bem quentinho, para quem adivinhar o que estaria acontecendo no RS, agora. Quais seriam as pautas do Palavras Cruzadas dos próximos quinze – só quinze? – dias? E quais seriam as manchetes? E o Jornal Nacional e Globonews, estariam dizendo quê? E a Pholha?

A maior vitória da direita brasileira, essa turma lacaia e bocó, não é exterminar ninguém por trinta ou setenta anos. É desmoralizar a esquerda ao ponto de ela se sentir frágil e desautorizada. Não há Política sem autoridade e não há esquerda sem coluna vertebral. Clique AQUI para ler mais.



Escrito por Marco Weissheimer às 23h56
[ (1) Apenas 1 comentário ] [ envie esta mensagem ] [ ]



ALTERNATIVA AO PACOTE DE YEDA

PT, PDT, PSB e PC do B apresentaram nesta terça-feira, em entrevista coletiva, um conjunto de alternativas ao projeto de aumento de impostos encaminhado pela governadora Yeda Crusius à Assembléia Legislativa. As iniciativas defendidas pela oposição possibilitariam a entrada de cerca de R$ 2 bilhões nos cofres estaduais sem elevar a carga tributária. “As alternativas que apresentamos são absolutamente factíveis e, em conjunto, podem apresentar um resultado superior ao pretendido pelo governo com a aplicação do tarifaço. Ao invés de aumentar impostos, trabalhamos com a lógica de buscar receitas que já são do Estado”, afirmou o líder do PT, Raul Pont. Clique AQUI para ler mais.



Escrito por Marco Weissheimer às 23h23
[ (1) Apenas 1 comentário ] [ envie esta mensagem ] [ ]



CONTRA FATOS (E FOTOS), NÃO HÁ ARGUMENTOS


Maneco escreve: Na foto acima, o senhor de expressão séria que caminha bem ao lado da então candidata Yeda Crusius numa passeata pela Região Metropolitana, em outubro de 2006, na reta final da campanha, chama-se Lair Ferst. Parceiro de partido da governadora, membro do Diretório Estadual do PSDB, ocupante de altos cargos do partido na Assembléia Legislativa (foi, inclusive, Coordenador Geral da bancada do PSDB), Ferst era um dos homens-fortes do grupo de Yeda quando a deputada perseguia o cargo de governadora. Segundo relatos de jornalistas que acompanharam a campanha, uma das tarefas de Ferst era conseguir recursos para a campanha da candidata tucana junto a empresários. Sua presença ao lado da candidata hoje governadora era tão significativa que a colunista política de Zero Hora, Rosane Oliveira, chegou a cogitá-lo como futuro secretário de Estado.

Mas isso foi lá em 2006. Hoje, Ferst está preso na carceragem da Polícia Federal. Motivo: investigações iniciadas em maio o identificaram como lobista e suposto proprietário de empresas laranjas que teriam sido subcontratadas ilegalmente pela Fatec, um fundação ligada à Universidade de Santa Maria que prestava serviços superfaturados ao Departamento Estadual de Trânsito nos governos Rigotto e Yeda. Os dois presidentes do Detran, Carlos Ubiratan dos Santos (governo Rigotto) e Flávio Vaz Netto (governo Yeda) e ainda o atual diretor financeiro da CEEE, Antônio Dorneu Maciel, também foram presos. Ferst, Ubiratan, Vaz Netto e Maciel seriam os primeiros peixes graúdos de uma quadrilha que, pelo que foi apurado pela Polícia Federal até agora, já teria roubado mais de R$ 40 milhões dos cofres públicos.

Ontem, a Federal apresentou a primeira mala de dinheiro da corrupção que envolve o governo tucano do Rio Grande do Sul. Este seria o dinheiro que, conforme as investigações federais, partiria de empresas como a Pensant, cujos donos seriam laranjas de Ferst, e chegariam até os beneficiados - Maciel e Vaz Netto entre outros - em malas pretas levadas pelo contador Rubem Höer. O contador aceitou a delação premiada e confessou o transporte dos valores até o flat onde Maciel residia. Höer disse ainda que a entrega do dinheiro era feita na presença de Vaz Netto. Vendo que, a cada dia, seu governo afunda com novas denúncias e provas sobre seus parceiros de partido e governo, Yeda tenta, desesperadamente, desvincular-se deles. Os fatos, e agora as fotos, porém, dizem o contrário. Uma velha máxima afirma que “contra fatos, não há argumentos”. No caso do Detran, porém, a máxima merece ser ampliada: contra fatos e fotos, não há argumentos. Mas a tucana Yeda tem feito às vezes de avestruz e continua fingindo que nada tem a ver com o maior escândalo de corrupção da história do RS.



Escrito por Marco Weissheimer às 17h49
[ (8) Vários Comentários ] [ envie esta mensagem ] [ ]



QUEBRA-CABEÇA PARA MONTAR

O dinheiro mostrado ontem pela Polícia Federal, que seria utilizado para pagamento de propina a diretores do Detran, foi encontrado na sede da empresa Pensant Consultores Ltda., de José Fernandes e seu filho Ferdinando Fernandes (segundo o site Vide Versus, seriam parceiros de um escritório de jornalismo lobista que produziu o projeto “Pacto pelo Rio Grande”, da Assembléia Legislativa, coordenado pelo ex-deputado e atual chefe da Casa Civil Luiz Fernando Zachia e pelo atual secretário de Coordenação Política e Governança Local da prefeitura de Porto Alegre, Cézar Busatto). A maleta utilizada para carregar o dinheiro foi entregue à PF pelo advogado de Rubens Höehr, um dos presos na Operação Rodin. Höehr foi secretário da Fazenda de Canoas, entre 2002 e 2004, na gestão do tucano Marcos Ronchetti. José Fernandes também atuou na Prefeitura de Canoas por meio da Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (Fatec), que firmou um convênio com o município em 2002.

José Fernandes foi ainda coordenador do curso de Administração da Universidade Federal de Santa Maria, um dos fundadores da Fatec e ex--presidente da extinta Caixa Econômica Estadual. Sobre a Pensant, a juíza Simone Barbizan Fortes, da 3ª Vara Federal e Juizado Especial Criminal da Subseção Judiciária de Santa Maria, afirmou: “é o principal enfoque da investigação, posto que pertence a José Antônio Fernandes, detentor de grande influência dentro da Fatec e da antiga reitoria da UFSM, em especial, dado suas relações com Roberto da Luz, e Paulo Jorge Sarkis (ex-reitor). Registra como atividade assessoria em gestão empresarial. Grande parte de seu faturamento provém da Fatec sendo que em 2005, 92% de seus rendimentos foram pagos pela referida Fundação. Entre 2002 e 2005 recebeu da FATEC quase nove milhões de reais. Peculiaridade: Trata-se de uma empresa familiar posto que além do José Fernandes, os outros quatro sócios integram o mesmo grupo familiar”.

Escrito por Marco Weissheimer às 12h21
[ (6) Vários Comentários ] [ envie esta mensagem ] [ ]

terça-feira, 13 de novembro de 2007

O ELOQÜENTE SILÊNCIO DE SIMON


13/11/2007

Sempre atento aos escândalos de corrupção em Brasília, o senador Pedro Simon (PMDB) não disse uma só palavra, até agora, sobre o caso Detran que envolve integrantes de seu partido e aliados históricos. O silêncio não chega a ser uma novidade. Em outras ocasiões, como no recente caso Macalão, Simon também não produziu nenhum de seus discursos eloqüentes contra a corrupção. Mas o senador do PMDB sabe que a situação é grave. Tanto é que baixou para Porto Alegre, junto com o senador Sérgio Zambiasi (PTB). Ambos passaram a participar das reuniões da coordenação política do governo Yeda Crusius (PSDB). Tentam arrumar a casa para aprovar a proposta de aumento de impostos enviada à Assembléia Legislava. Mas também trabalham para realinhar as tropas aliadas de Yeda, que debandaram para todos os lados após a ação da Polícia Federal no caso Detran.

O silêncio de Simon (e também de Zambiasi) é diretamente proporcional à gravidade do caso. A Polícia Federal apresentou ontem as primeiras provas materiais relativas à fraude no Detran: dinheiro apreendido e a maleta na qual o advogado Rubem Höher, ex-secretário da Fazenda de Canoas, transportava dinheiro para pagamento de propina a diretores do Detran, no apartamento de Antonio Dorneu Maciel (PP) (Flat Partenon, na Avenida Independência, 813). Höher aceitou a proposta de delação premiada e falou sobre como funcionava o esquema. O dinheiro era levado ao apartamento de Maciel (ex-diretor geral da Assembléia e que estava trabalhando como diretor da CEEE), onde era feita a partilha. O presidente afastado do Detran, Flavio Vaz Netto, participaria desses encontros. A PF investiga, entre outras coisas, o uso de parte desse dinheiro em campanhas eleitorais.


Escrito por Marco Weissheimer às 09h34
[ (0) Comente ] [ envie esta mensagem ] [ ]

12/11/2007

SUCATEAMENTO DA BRIGADA MILITAR

Com a avalanche de denúncias envolvendo o Detran, alguns assuntos importantes não vêm merecendo a devida atenção. Um deles é o dossiê entregue pelas três entidades de classe dos servidores da Brigada Militar denunciando o sucateamento da instituição, transferências arbitrárias, baixos salários e más condições de trabalho. O dossiê, elaborado pelas associações de oficiais, de subtenentes e sargentos e de cabos e soldados, foi entregue às comissões de Direitos Humanos do Senado e da Assembléia Legislativa. Segundo o documento, as entidades dos brigadianos vêm sendo solenemente ignoradas pela governadora Yeda Crusius (PSDB), pelo secretário de Segurança, José Francisco Mallmann, e pelo comando geral da Brigada Além disso, denuncia a ocorrência de transferências arbitrárias de oficiais e perseguição a policiais, por parte do comando da BM, em função dos protestos contra a situação atual da instituição.


Escrito por Marco Weissheimer às 23h35
[ (0) Comente ] [ envie esta mensagem ] [ ]


JUÍZA RETIRA LICENCIAMENTO DA FEPAM

A juíza federal substituta Clarides Rahmeier, da Vara Ambiental de Porto Alegre, transferiu hoje, por meio de liminar, da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) o licenciamento das atividades de silvicultura no RS em áreas acima de 1.000 hectares. Além disso, apontou diversas irregularidades na atuação do governo do Estado no licenciamento da silvicultura. Na avaliação da juíza, a Fepam tem ignorado o princípio da precaução para agilizar os licenciamentos e desrespeitado a legislação ambiental vigente. Rahmeier entendeu também que o projeto de Zoneamento Ambiental da Agricultura tem força normativa obrigatória, independentemente de futuros aperfeiçoamentos. O governo do Estado anunciou, por meio de nota oficial, que recorrerá da decisão.


Escrito por Marco Weissheimer às 23h12
[ (1) Apenas 1 comentário ] [ envie esta mensagem ] [ ]


EUGÊNIO NEVES: MAIS UMA DA SÉRIE "ONDE ESTÁ????"


Escrito por Marco Weissheimer às 22h18
[ (1) Apenas 1 comentário ] [ envie esta mensagem ] [ ]


RECORDAR É VIVER

“Na minha campanha eleitoral, como tantos outros, ele ficou ali buscando ajudar, como se diz”, afirmou Yeda Crusius, hoje pela manhã, durante entrevista à rádio Gaúcha. A governadora estava se referindo a Lair Ferst, um dos presos pela Polícia Federal no escândalo do Detran. Indagada sobre o papel desempenhado por Ferst na captação de recursos para sua campanha eleitoral em 2006, Yeda desconversou e não negou que ele tenha “buscado ajudar, como se diz” na captação de verbas. A campanha de Yeda, vale lembrar, enfrentou uma séria crise financeira que provocou a saída do marqueteiro Chico Santa Rita (foto). Este chegou a pedir à população gaúcha que não votasse em Yeda, comparando sua candidatura a uma lâmpada queimada. “Fico me questionando o que seria desse Estado, que já tem problemas, se cair na mão desse pessoal”, acrescentou Santa Rita.

Conforme relato de jornalistas que acompanharam a campanha eleitoral de Yeda, Lair Ferst apresentava-se como um dos coordenadores da mesma, atuando na área de captação de recursos. Estava ali, buscando ajudar, como se diz. A governadora não informou se Ferst ajudou na superação da crise com Chico Santa Rita, que cobrava uma dívida de aproximadamente R$ 700 mil e havia entrado na Justiça também por conta de um cheque sem fundos. Na época, ao comentar o episódio Yeda afirmou: “É inusitado que o homem do marketing, que eu trouxe baratinho para fazer a campanha, a partir de um determinado momento tenha pedido um cheque e imediatamente tenha depositado este cheque. Não se faz isso em meio a uma campanha eleitoral”. A candidata tucana anunciou, então, que assumiria as rédeas da coordenação financeira de sua campanha.


Escrito por Marco Weissheimer às 20h03
[ (2) Vários Comentários ] [ envie esta mensagem ] [ ]


PF MOSTRA DINHEIRO E MALETA DA PROPINA

O delegado da Polícia Federal, Ildo Gasparetto, apresentou hoje, em Porto Alegre, uma maleta utilizada para o pagamento de propina na fraude do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). A maleta foi filmada por investigadores em um flat na capital, onde ocorria o pagamento da propina (que, segundo as investigações da PF, pode chegar a 500 mil reais/mês). Ela foi entregue à Polícia Federal mediante um acordo feito com o advogado de Rubem Höher, sócio da empresa Doctus, uma das terceirizadas pela Fundação Educacional e Cultural para o Desenvolvimento e Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura (Fundae). Gasparetto também confirmou a apreensão de R$ 175 mil, em outra empresa envolvida na fraude. O dinheiro também foi mostrado à imprensa. A PF ampliou as investigações do caso, com o auxílio de técnicos da Receita Federal, do Ministério Público Federal e do MP Especial, que atua junto ao Tribunal de Contas do Estado.
Escrito por Marco Weissheimer às 18h45
[ (0) Comente ] [ envie esta mensagem ] [ ]



UM MILITANTE MUITO PRESENTE

Em entrevista à rádio Gaúcha, Yeda Crusius (PSDB) falou sobre Lair Ferst, um dos presos na Operação Rodin: “É uma pessoa de trato extremamente afável. Não há porque negar, agora que ele está indiciado nesta questão do Detran, que a convivência com o Lair foi presente durante décadas. Ele sempre foi um militante muito presente. Um militante de defesa das coisas do partido. E ganhou muitos inimigos, inclusive. Ele não exerceu nenhuma função de coordenação. Tem amigos de 30 anos dentro do PSDB. É um homem ligado a festas, é homem da noite também. Ele estava desgostoso porque não fez nenhuma indicação e nem tem cargo no governo. É um militante. Eu conheço o Lair e não há reunião do PSDB em que não estivesse presente por mais de uma década. É um militante do PSDB como tem milhares de outros. Na minha campanha eleitoral, como tantos outros, ele ficou ali buscando ajudar”.


Escrito por Marco Weissheimer às 14h16



CLIMA DE ESTUPOR E TERROR

O site Vide Versus diz hoje que um clima de “estupor e terror domina cenário político com as investigações da Polícia Federal”. E apresenta alguns dos motivos que estariam alimentando tal clima: “Poucos dias antes de sua prisão, outro dos presos da Operação Rodin, Carlos Ubiratan dos Santos (o “Bira Vermelho” do PP gaúcho), ex-presidente do Detran (quando começaram as fraudes), realizou uma festa de primeira naipe, à qual compareceram figuras do primeiríssimo grau da política e dos negócios no Rio Grande do Sul, para a inauguração de seu fabuloso apartamento de cobertura na Avenida Dom Pedro II, em Porto Alegre, que tem uma quadra de futebol soçaite, com grama verdadeira e goleiras, no terraço. Por conta de tudo que descobriu no curso da Operação Rodin, a Polícia Federal deverá abrir no mínimo uma dezena de inquéritos concorrentes, para apurar fatos novos”. Clique AQUI para ler mais.


Escrito por Marco Weissheimer às 13h34

Por que Zurdo?

O nome do blog foi inspirado no filme Zurdo de Carlos Salcés, uma película mexicana extraordinária.


Zurdo em espanhol que dizer: esquerda, mão esquerda.
E este blog significa uma postura alternativa as oficiais, as institucionais. Aqui postaremos diversos assuntos como política, cultura, história, filosofia, humor... relacionadas a realidades sem tergiversações como é costume na mídia tradicional.
Teremos uma postura radical diante dos fatos procurando estimular o pensamento crítico. Além da opinião, elabora-se a realidade desvendando os verdadeiros interesses que estão em disputa na sociedade.

Vos abraço com todo o fervor revolucionário

Raoul José Pinto



ZZ - ESTUDAR SEMPRE

  • A Condição Pós-Moderna - DAVID HARVEY
  • A Condição Pós-Moderna - Jean-François Lyotard
  • A era do capital - HOBSBAWM, E. J
  • Antonio Gramsci – vida e obra de um comunista revolucionário
  • Apuntes Criticos A La Economia Politica - Ernesto Che Guevara
  • As armas de ontem, por Max Marambio,
  • BOLÍVIA jakaskiwa - Mariléia M. Leal Caruso e Raimundo C. Caruso
  • Cultura de Consumo e Pós-Modernismo - Mike Featherstone
  • Dissidentes ou mercenários? Objetivo: liquidar a Revolução Cubana - Hernando Calvo Ospina e Katlijn Declercq
  • Ensaios sobre consciência e emancipação - Mauro Iasi
  • Esquerdas e Esquerdismo - Da Primeira Internacional a Porto Alegre - Octavio Rodríguez Araujo
  • Fenomenologia do Espírito. Autor:. Georg Wilhelm Friedrich Hegel
  • Fidel Castro: biografia a duas vozes - Ignacio Ramonet
  • Haciendo posible lo imposible — La Izquierda en el umbral del siglo XXI - Marta Harnecker
  • Hegemonias e Emancipações no século XXI - Emir Sader Ana Esther Ceceña Jaime Caycedo Jaime Estay Berenice Ramírez Armando Bartra Raúl Ornelas José María Gómez Edgardo Lande
  • HISTÓRIA COMO HISTÓRIA DA LIBERDADE - Benedetto Croce
  • Individualismo e Cultura - Gilberto Velho
  • Lênin e a Revolução, por Jean Salem
  • O Anti-Édipo — Capitalismo e Esquizofrenia Gilles Deleuze Félix Guattari
  • O Demônio da Teoria: Literatura e Senso Comum - Antoine Compagnon
  • O Marxismo de Che e o Socialismo no Século XXI - Carlos Tablada
  • O MST e a Constituição. Um sujeito histórico na luta pela reforma agrária no Brasil - Delze dos Santos Laureano
  • Os 10 Dias Que Abalaram o Mundo - JOHN REED
  • Para Ler O Pato Donald - Ariel Dorfman - Armand Mattelart.
  • Pós-Modernismo - A Lógica Cultural do Capitalismo Tardio - Frederic Jameson
  • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira
  • Simulacro e Poder - uma análise da mídia, de Marilena Chauí (Editora Perseu Abramo, 142 páginas)
  • Soberania e autodeterminação – a luta na ONU. Discursos históricos - Che, Allende, Arafat e Chávez
  • Um homem, um povo - Marta Harnecker

zz - Estudar Sempre/CLÁSSICOS DA HISTÓRIA, FILOSOFIA E ECONOMIA POLÍTICA

  • A Doença Infantil do Esquerdismo no Comunismo - Lênin
  • A História me absolverá - Fidel Castro Ruz
  • A ideologia alemã - Karl Marx e Friedrich Engels
  • A República 'Comunista' Cristã dos Guaranis (1610-1768) - Clóvis Lugon
  • A Revolução antes da Revolução. As guerras camponesas na Alemanha. Revolução e contra-revolução na Alemanha - Friedrich Engels
  • A Revolução antes da Revolução. As lutas de classes na França - de 1848 a 1850. O 18 Brumário de Luis Bonaparte. A Guerra Civil na França - Karl Marx
  • A Revolução Burguesa no Brasil - Florestan Fernandes
  • A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky - Lênin
  • A sagrada família - Karl Marx e Friedrich Engels
  • Antígona, de Sófocles
  • As tarefas revolucionárias da juventude - Lenin, Fidel e Frei Betto
  • As três fontes - V. I. Lenin
  • CASA-GRANDE & senzala - Gilberto Freyre
  • Crítica Eurocomunismo - Ernest Mandel
  • Dialética do Concreto - KOSIK, Karel
  • Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico - Friedrich Engels
  • Do sonho às coisas - José Carlos Mariátegui
  • Ensaios Sobre a Revolução Chilena - Manuel Castells, Ruy Mauro Marini e/ou Carlos altamiro
  • Estratégia Operária e Neocapitalismo - André Gorz
  • Eurocomunismo e Estado - Santiago Carrillo
  • Fenomenologia da Percepção - MERLEAU-PONTY, Maurice
  • História do socialismo e das lutas sociais - Max Beer
  • Manifesto do Partido Comunista - Karl Marx e Friedrich Engels
  • MANUAL DE ESTRATÉGIA SUBVERSIVA - Vo Nguyen Giap
  • MANUAL DE MARXISMO-LENINISMO - OTTO KUUSINEN
  • Manuscritos econômico filosóficos - MARX, Karl
  • Mensagem do Comitê Central à Liga dosComunistas - Karl Marx e Friedrich Engels
  • Minima Moralia - Theodor Wiesengrund Adorno
  • O Ano I da Revolução Russa - Victor Serge
  • O Caminho do Poder - Karl Kautsky
  • O Marxismo e o Estado - Norberto Bobbio e outros
  • O Que Todo Revolucionário Deve Saber Sobre a Repressão - Victo Serge
  • Orestéia, de Ésquilo
  • Os irredutíveis - Daniel Bensaïd
  • Que Fazer? - Lênin
  • Raízes do Brasil - Sérgio Buarque de Holanda
  • Reforma ou Revolução - Rosa Luxemburgo
  • Revolução Mexicana - antecedentes, desenvolvimento, conseqüências - Rodolfo Bórquez Bustos, Rafael Alarcón Medina, Marco Antonio Basilio Loza
  • Revolução Russa - L. Trotsky
  • Sete ensaios de interpretação da realidade peruana - José Carlos Mariátegui/ Editora Expressão Popular
  • Sobre a Ditadura do Proletariado - Étienne Balibar
  • Sobre a evolução do conceito de campesinato - Eduardo Sevilla Guzmán e Manuel González de Molina

ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA

  • 1984 - George Orwell
  • A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende
  • A Espera dos Bárbaros - J.M. Coetzee
  • A hora da estrela - Clarice Lispector
  • A Leste do Éden - John Steinbeck,
  • A Mãe, MÁXIMO GORKI
  • A Peste - Albert Camus
  • A Revolução do Bichos - George Orwell
  • Admirável Mundo Novo - ALDOUS HUXLEY
  • Ainda é Tempo de Viver - Roger Garaud
  • Aleph - Jorge Luis Borges
  • As cartas do Pe. Antônio Veira
  • As Minhas Universidades, MÁXIMO GORKI
  • Assim foi temperado o aço - Nikolai Ostrovski
  • Cem anos de solidão - Gabriel García Márquez
  • Contos - Jack London
  • Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski
  • Desonra, de John Maxwell Coetzee
  • Desça Moisés ( WILLIAM FAULKNER)
  • Don Quixote de la Mancha - Miguel de Cervantes
  • Dona flor e seus dois maridos, de Jorge Amado
  • Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago
  • Ensaio sobre a lucidez, de José Saramago
  • Fausto - JOHANN WOLFGANG GOETHE
  • Ficções - Jorge Luis Borges
  • Guerra e Paz - LEON TOLSTOI
  • Incidente em Antares, de Érico Veríssimo
  • Memórias do Cárcere - Graciliano Ramos
  • O Alienista - Machado de Assis
  • O amor nos tempos do cólera - Gabriel García Márquez
  • O Contrato de Casamento, de Honoré de Balzac
  • O Estrangeiro - Albert Camus
  • O homem revoltado - Albert Camus
  • O jogo da Amarelinha – Júlio Cortazar
  • O livro de Areia – Jorge Luis Borges
  • O mercador de Veneza, de William Shakespeare
  • O mito de Sísifo, de Albert Camus
  • O Nome da Rosa - Umberto Eco
  • O Processo - Franz Kafka
  • O Príncipe de Nicolau Maquiavel
  • O Senhor das Moscas, WILLIAM GOLDING
  • O Som e a Fúria (WILLIAM FAULKNER)
  • O ULTIMO LEITOR - PIGLIA, RICARDO
  • Oliver Twist, de Charles Dickens
  • Os Invencidos, WILLIAM FAULKNER
  • Os Miseravéis - Victor Hugo
  • Os Prêmios – Júlio Cortazar
  • OS TRABALHADORES DO MAR - Vitor Hugo
  • Por Quem os Sinos Dobram - ERNEST HEMINGWAY
  • São Bernardo - Graciliano Ramos
  • Vidas secas - Graciliano Ramos
  • VINHAS DA IRA, (JOHN STEINBECK)

ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA GUERRILHEIRA

  • A Guerra de Guerrilhas - Comandante Che Guevara
  • A montanha é algo mais que uma imensa estepe verde - Omar Cabezas
  • Da guerrilha ao socialismo – a Revolução Cubana - Florestan Fernandes
  • EZLN – Passos de uma rebeldia - Emilio Gennari
  • Imagens da revolução – documentos políticos das organizações clandestinas de esquerda dos anos 1961-1971; Daniel Aarão Reis Filho e Jair Ferreira de Sá
  • O Diário do Che na Bolívia
  • PODER E CONTRAPODER NA AMÉRICA LATINA Autor: FLORESTAN FERNANDES
  • Rebelde – testemunho de um combatente - Fernando Vecino Alegret

ZZ- Estudar Sempre /GEOGRAFIA EM MOVIMENTO

  • Abordagens e concepções de território - Marcos Aurélio Saquet
  • Campesinato e territórios em disputa - Eliane Tomiasi Paulino, João Edmilson Fabrini (organizadores)
  • Cidade e Campo - relações e contradições entre urbano e rural - Maria Encarnação Beltrão Sposito e Arthur Magon Whitacker (orgs)
  • Cidades Médias - produção do espaço urbano e regional - Eliseu Savério Sposito, M. Encarnação Beltrão Sposito, Oscar Sobarzo (orgs)
  • Cidades Médias: espaços em transição - Maria Encarnação Beltrão Spósito (org.)
  • Geografia Agrária - teoria e poder - Bernardo Mançano Fernandes, Marta Inez Medeiros Marques, Júlio César Suzuki (orgs.)
  • Geomorfologia - aplicações e metodologias - João Osvaldo Rodrigues Nunes e Paulo César Rocha
  • Indústria, ordenamento do território e transportes - a contribuição de André Fischer. Organizadores: Olga Lúcia Castreghini de Freitas Firkowski e Eliseu Savério Spósito
  • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira