segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

SOBRE A TRANSIÇÃO PARA O SOCIALISMO E O COMBATE DOS COMUNISTAS



INTERVENÇÃO DE MIGUEL URBANO RODRIGUES

NO IV ENCONTRO DE UNIDADE DOS COMUNISTAS

-Florianópolis, 19 Julho de 2008

Camaradas:

A campanha de criminalização do comunismo coincide com um renascimento a nível mundial de interesse pelo marxismo.

A crise de civilização desencadeada pela estratégia de dominação universal do sistema de poder imperial dos EUA e pelo agravamento da crise estrutural do capitalismo ao invés de sepultar as ideias de Marx contribuiu para renovar o interesse pelo seu pensamento. O desaparecimento da URSS estimulou, sobretudo na Europa e na América Latina, uma reflexão criativa sobre a obra do autor de «O Capital» . Intelectuais de prestígio internacional publicaram livros importantes para a compreensão dos problemas e situações que precederam o terremoto social que assinalou o fim do modelo de socialismo soviético e a transformação da Rússia num país capitalista.

O renovado interesse pelo marxismo manifesta-se também através de conferencias e seminários sobre o tema e a crise do imperialismo.

Mas as incógnitas sobre o futuro próximo da humanidade são tantas que as conclusões divergem, oscilando entre um optimismo exagerado e uma perspectiva catastrófica.

Na América Latina, a Revolução Bolivariana e a eleição de presidentes eleitos com programas progressistas desencadearam uma vaga de esperança com matizes românticos. Autores prestigiados afirmam que a Venezuela caminha rapidamente para o Socialismo e que o processo na pátria de Bolívar apresenta já os contornos de um modelo inovador, o chamado Socialismo do Século XXI. Alguns condenam inclusive a Revolução de Outubro de 17 e acompanham a condenação da URSS de criticas duras a Marx e Lenine cuja herança teórica estaria hoje superada.

Não me proponho neste Encontro de Florianopolis polemizar com os defensores dessas posições, que desaprovo, mas somente trazer uma modesta contribuição ao tema que aqui nos reúne: a unidade dos comunistas*.

BETTELHEIM E A LUTA DE CLASSES

Coincidimos na disponibilidade para lutar pela unidade dos comunistas, mas estamos conscientes de que a concretização desse objectivo vai tardar.

No momento em que a quase totalidade dos partidos comunistas europeus se integraram no chamado Partido da Esquerda , uma organização que renunciou ao marxismo leninismo, creio, camaradas, que é mais do que nunca necessário ,na fidelidade aos princípios, aprofundar a reflexão sobre as causas do desastre que foi para a humanidade o desaparecimento da URSS.

É minha convicção de que algumas das respostas que procuramos podem ser encontradas em obras de autores muito diferentes com posições por vezes antagónicas sobre a Historia da União Soviética.

Cito dois : o francês Charles Bettelheim e o italiano Domenico Losurdo.

A minha concordância com opiniões expressas pelo primeiro no Tomo I da sua Trilogia sobre a Luta de Classes na URSS não significa- sublinho -identificação com o conteúdo dos Tomos II e III cuja orientação global distorce grosseiramente a História da Revolução Russa.

Lenine advertiu que as classes sociais após a vitoria da Revolução não poderiam ser suprimidas imediatamente. «Elas- afirmou - permanecem e permanecerão na época da ditadura do proletariado».

Bettelheim recorda essa evidência para enfatizar que a transição do capitalismo para o socialismo é um processo de muito larga duração que não pode ser assegurado pela simples vontade dos dirigentes revolucionários. Foi a consciência dessa realidade que levou Lenine, após a vitória da Revolução, a adoptar numa primeira fase – com o apoio nem sempre unânime do Partido –uma política de transição muito prudente condensada na fórmula «capitalismo de estado sob a direcção da ditadura do proletariado». Essa opção marcou uma fronteira nítida entre as transformações jurídicas e políticas a serem empreendidas e a destruição das relações de produção capitalistas (não confundir com o modo de produção) que não podiam ser então rapidamente eliminadas.

O Partido Comunista foi o instrumento decisivo para a tomada do Poder na Rússia. Mas essa evidência não oculta outra: num país que teria na época uns 130 milhões de habitantes, o total de militantes, segundo a maioria dos historiadores, seria inferior a 40 000. Entretanto, sem essa força organizada e disciplinada a revolução não teria podido defender-se vitoriosamente na Guerra Civil e da intervenção militar das potências estrangeiras, comandada pela Inglaterra e pela França.

A instalação do Poder Soviético assinalou o início de um período prolongado em que coincidiram entrosados dois processos revolucionários, o da revolução proletária e o da revolução democrático burguesa. Essa simultaneidade era inevitável num país onde a grande maioria da população era constituída de camponeses que, depois de ocuparem os grandes latifúndios, aceitaram a direcção do Partido Bolchevique, que os defendia dos Brancos, mas não estavam preparados para a aceitação do socialismo.

Lenine teve a percepção, nos últimos anos da sua vida, de que num país arruinado pela guerra civil e pelo cerco imperialista, o projecto de ditadura do proletariado tinha de ser adaptado a situações não previstas.

O papel dos Sindicatos e dos Sovietes, fundamental durante a Revolução de Fevereiro, diminuiu rapidamente. O Partido assumiu então gradualmente funções em áreas que não eram suas. A consequência desse fenómeno foi uma queda da participação das massas com reflexos numa burocratização crescente do Estado e do Partido.

Mas a devastadora fome do ano 21 tornara inevitável para salvar a Revolução as opções que acentuaram a tendência para uma hipertrofia do Partido e a adopção de medidas orientadas para a construção do socialismo. A Nova Politica Económica-NEP reintroduziu, como se sabe, mecanismos do capitalismo numa sociedade revolucionária profundamente traumatizada.

Na sua versão inicial a NEP apontava para uma aliança transitória do capitalismo de estado com o socialismo através de concessões à pequena burguesia. Mas a fórmula adoptada funcionou mal desde o início.

Num artigo escrito em Janeiro de 1923, mas somente publicado em Maio, pouco antes do agravamento da sua doença, Lenine reviu a sua posição perante a NEP, atribuindo grande importância à produção cooperativa como formação socialista capaz de mobilizar o campesinado. A cooperação, tal como a esboçava nesse trabalho, adaptava-se totalmente ao projecto socialista porque permitiria o desenvolvimento de relações económicas socialistas no quadro da produção camponesa.

Ao defender explicitamente o carácter socialista das cooperativas que desejava ver criadas, retomava, afinal ideias de Marx e Engels sobre o cooperativismo num Estado socialista.

De acordo com essa concepção de uma NEP reformulada, as massas camponesas seriam aliadas do proletariado não somente na etapa democrática da Revolução, mas um aliado permanente que avançaria ombro a ombro com ele rumo ao socialismo.

Esse projecto, se tivesse sido implementado, teria possibilitado uma colectivização das terras muitíssimo diferente da que a partir do ano 28 levou ao aparecimento de um modelo de Kolkhoses nos quais a participação criativa dos camponeses foi reduzida ao mínimo, com as dramáticas consequências que conhecemos.

Essa capacidade invulgar de questionar as suas próprias opções estratégicas quando a prática apontava para a necessidade de as rever foi uma das facetas do carácter de |Lenine.

Como sabemos, a burocratização do Partido, que tanto preocupava Lenine, acentuou-se após a sua morte. Os Sindicatos não voltaram a assumir a tarefa de defender os interesses dos trabalhadores, tal como a concebia Lenine e a expôs na sua polémica com Trotsky e Bukharine. O mesmo aconteceu com os Sovietes. Criados como instrumento da vontade das massas e garantia da sua participação decisiva perderam protagonismo e a sua presença apagou-se gradualmente.

A MITOLOGIA DO HOMEM NOVO

Camaradas

Antes de abordar os desafios colocados pela transição do capitalismo para o socialismo, questão fundamental que muito preocupava Lenine, abro aqui um parênteses para sintetizar em alguns parágrafos o tema do Homem Novo na perspectiva em que o desenvolvo no capitulo de um livro que em breve será editado em Portugal com o titulo «Meditação Descontínua sobre o Envelhecimento».

Na época em que entrei no Partido a ideia do Homem Novo aparecia na literatura politica socialista associada à vitória da revolução. O surgimento de uma geração de cidadãos diferentes seria uma consequência inevitável do esforço de construção do socialismo. Do desmantelamento da velha ordem social, vitrina dos males do capitalismo, brotaria com naturalidade um tipo de homem (e de mulher) que, pela mentalidade e pelos atos, como filho da revolução, lhe transmitiria o projecto de intervir na transformação do mundo.

O operário russo Stakhanov, que revolucionara o trabalho nas fábricas, multiplicando a produção, fora erigido pela propaganda em modelo do trabalhador comunista. A sua vida confirmara o óbvio: a revolução era uma forja da qual sairia uma nova humanidade.

A guerra contra a Alemanha nazi, na qual o Exército Vermelho fora sujeito de epopeias como a defesa de Leninegrado e a batalha de Stalinegrado, tinha estimulado o culto do heroísmo.

Foi a reflexão sobre o desaparecimento da URSS que me levou a traçar uma fronteira entre o heroísmo individual e colectivo e o homem novo como paradigma de uma nova sociedade. A História demonstra que em períodos de grandes convulsões sociais, aqueles que participam de revoluções progressistas ou guerras de libertação ou de sobrevivência nacional desenvolvem as suas melhores potencialidades, transformando-se profundamente. É uma ascese inerente à condição humana. Mas confirma também que essas transformações somente marcam extensivamente o conjunto da sociedade onde ocorrem por um período não muito prolongado. Mesmo em países onde a perspectiva das existências individuais foi alterada radicalmente, a própria transformação dos elementos da vanguarda revolucionária é um fenómeno de duração limitada. A segunda e a terceira geração diferem da primeira. O eticismo revolucionário e a entrega irrestrita ao projecto revolucionário exigem uma tensão na breve aventura da vida que não são, no fundamental, transmissíveis quando, após o triunfo da revolução, começa a tomar forma, numa atmosfera de tranquilidade, uma nova sociedade diferente da anterior, com a luta de classes atenuada ou mesmo quase imperceptível. Sem entrar em análises que seriam aqui descabidas julgo útil recordar uma evidência quase esquecida. A Revolução Russa de Outubro de 17, ao destruir a velha ordem, substituiu o modo de produção capitalista por outro que colocou os meios de produção nas mãos do Estado. Mas essa alteração, embora imprescindível para a edificação futura de uma sociedade socialista, não pôs termo à luta de classes que iria mesmo intensificar-se noutro contexto.

A cultura da burguesia, uma super estrutura, permaneceu. Lenine, consciente dessa realidade, advertiu repetidas vezes que a luta de classes se manteria por muitos anos pelo que a ditadura do proletariado teria de se preparar para o confronto social.

O reaparecimento em força do homem velho, precedendo o desaparecimento do Estado Soviético, anunciou-se aliás desde o início da perestroika. Em Ieltsin temos um exemplo expressivo do homem velho que, escondido, fez carreira no aparelho do PCUS até chegar ao Politburo e à Presidência da Federação Russa.

Na Polónia tive a oportunidade de verificar, em visitas frequentes, que o homem velho estava instalado em postos-chave da Administração e do Partido. Mais de 80% das terras permaneceram ali sempre na posse de agricultores privados. Obviamente a ideologia da antiga burguesia, enraizada no campesinado e acarinhada pela Igreja Católica, exerceu uma poderosa influência na atitude contra-revolucionária da maioria da população.

O eslovaco Alexandre Dubcek , que era o secretario geral do Partido Comunista da Tchecoslováquia durante a chamada Primavera de Praga , pode ser apontado como exemplo do homem velho, longamente camuflado. Numa entrevista à imprensa francesa, após o regresso do capitalismo ao seu pais, confessou que nunca fora marxista.

A subestimaçao das heranças culturais – positivas ou negativas conforme os casos – foi um erro muito comum nos Partidos que exerceram o Poder no Leste europeu durante quase meio século, após a II Guerra Mundial.

Diferenças abissais separavam esses países na sua evolução histórica. A tendência para aplicar em todos quase a mesma fórmula na transição do capitalismo para o socialismo somente poderia dar mau resultado.

Não esqueço a minha surpresa em Budapeste, quando a visitei pela primeira vez, ao encontrar na redacção do órgão central do Partido do poder dirigentes ostensivamente anti-soviéticos. Alguns já defendiam em 1980 a entrada da Hungria no FMI e no Banco Mundial. Nas casas de chá movia-se uma camada social que não escondia a sua admiração pelo modo de vida da Alemanha e dos EUA. Ao observar essa gente não podia esquecer que os milicianos do Partido fascista da Cruz Flechada ainda lutavam em Budapeste ao lado das SS hitlerianas quando o III Reich já tinha capitulado. Uma parcela dos dirigentes comunistas húngaros herdou a cultura e a mentalidade aristocrática da antiga sociedade do Império dos Habsburgos num pais que fora imagem tardia do feudalismo europeu. Invadida pelos Mongóis, ocupada parcialmente pelos turcos durante século e meio, a Hungria era um baluarte da reacção quando em 1918 os seus trabalhadores tomaram o poder e proclamaram o socialismo numa revolução proletária e romântica, logo esmagada pelos vencedores da I Grande Guerra Europeia.

A contra revolução de 1956 foi filha de uma história trágica.

Recordo também que em 1989, durante a perestroika, ouvi com assombro redactores da “Pravda” atacar Fidel Castro qualificando-o de ditador. Vi neles exemplos da tenaz sobrevivência do homem velho.

Cuba foi a excepção à regra na tempestade que atingiu o socialismo. Resistiu à grande vaga que reimplantou o capitalismo na Rússia e na Europa Oriental. Os dirigentes das grandes potências imperialistas tinham por inevitável a derrocada do regime após o desaparecimento da URSS. Em Miami as organizações de emigrados contra - revolucionários festejaram antecipadamente o regresso, sonhavam já com a retomada das antigas fazendas e mansões.

Enganaram-se. Cuba resistiu numa saga épica. Contrariamente ao que aconteceu na União Soviética, o povo e o Partido Comunista, unidos, mobilizaram-se em defesa do Socialismo. Fidel foi o primeiro a advertir que a defesa da Revolução exigiria enormes sacrifícios. O povo suportou-os com estoicismo. Mas a introdução de mecanismos do capitalismo na economia, indispensável num país que antes realizava quase 90% do seu comercio externo com o bloco socialista, produziu estragos no tecido social. A nação conseguiu resistir, forjando defesas, mas os efeitos negativos do novo relacionamento com o mundo capitalista são identificáveis e perigosos, como Fidel reconheceu num discurso antes de adoecer. Como se manifestam? Pelo regresso do homem velho. A concepção romântica do Che sobre o rápido advento do homem novo como consequência da Revolução e da consolidação das suas conquistas foi desmentida por uma realidade não previsível. O homem velho permanecia invisível, mas não tinha desaparecido, tal como na Rússia. E hoje transmite a sua ideologia a segmentos das novas gerações. Raul Castro está consciente do perigo e, em diálogo com o seu povo, trata de o enfrentar.

A Venezuela bolivariana, onde o rumo da História tem sido traçado desde o inicio deste século, por uma gigantesca luta de classes, oferece outro exemplo da tenaz sobrevivência da ideologia da burguesia em processos orientados para uma mudança radical de sociedades moldadas pelo capitalismo. Hugo Chavez acreditou primeiro na adesão monolítica das Forças Armadas ao seu projecto revolucionário. O golpe militar de 2002 demonstrou que essa convicção era ingénua. Posteriormente foi abandonado por destacados quadros, civis e militares da sua inteira confiança. Muitos passaram a integrar as fileiras da oposição. Eram , afinal, representantes do homem velho, com máscaras do anunciado homem novo.

A OFENSIVA ANTICOMUNISTA

O fim da URSS e as circunstancias em que ocorreu esse desastre geraram a nível mundial entre segmentos da esquerda um estranho fenómeno de autofobia. Mesmo no movimento comunista um ponderável sector, contaminado pelo vírus transmitido pela formidável ofensiva de criminalização do comunismo, assumiu ideias, argumentos, e até calúnias, do inimigo da véspera, renegando valores e princípios que antes defendia. Ex-dirigentes de partidos operários participaram de campanhas que exorcizaram o “socialismo real”; alguns , em autoflagelaçao, não hesitaram, arrependidos, em condenar a Revolução de Outubro, definindo a sua herança como totalmente negativa. Outros lançaram às urtigas Marx, Engels e Lenine, qualificando as suas obras de velharias do passado; outros proclamam que os partidos comunistas deveriam diluir-se nos movimentos sociais, porque somente estes poderiam, na era da globalização, realizar a revolução social.

Centenas de livros foram publicados por historiadores e cientistas sociais das grandes universidades do Ocidente sobre a crise do Socialismo e as causas do desaparecimento da URSS. Li algumas dessas obras, a maioria de prestigiados académicos, incluindo críticos do neoliberalismo.

Creio, camaradas, que vai tardar uma reflexão global séria, isenta de sectarismo, sobre a teoria do socialismo e do comunismo.

O húngaro István Meszaros, o italiano Domenico Losurdo e os franceses Georges Labica e George Gastaud distanciam-se com frequência nas análises e nas conclusões sobre o tema. Mas identifico neles talvez os marxistas mais criadores dos últimos vinte anos. Aprendi muito ao acompanhar a sua reflexão sobre as causas do fim do “socialismo real” e sobretudo sobre a complexidade da transição – tão pouco estudada - do capitalismo para o socialismo.

Lenine compreendeu que levar a cabo com êxito essa transição seria uma tarefa muito mais difícil do que a tomada do Poder na Rússia.

O Partido Bolchevique elaborou uma estratégia para tomar o Poder, mas não dispunha de uma teoria revolucionária para a construção da futura sociedade concebida como socialista. A instauração da NEP após o fracasso da política do “comunismo de guerra” expressou a consciência dessa realidade e ficou a assinalar uma primeira tentativa de reformulação da teoria socialista. Mas o grande revolucionário não viveu o suficiente para esboçar um projecto capaz de imprimir um rumo original e firme à sociedade post - capitalista que- ele sabia isso- teria de percorrer um longo caminho para se transformar numa sociedade socialista.

A apologia e a diabolizaçao de Stalin, o elogio e a satanizaçao de Trostky, a ofensiva lançada contra Marx e Lenine , as teorias que atribuem à “traição” o malogro do “socialismo real” inserem-se em campanhas com objectivos por vezes antagónicos. Mas todas elas subestimam ou ignoram a problemática da transição, fundamental para a compreensão da tragédia que foi para a humanidade – repito - o fim da União Soviética

Transcorreram muitos anos até se tornar mais ou menos evidente para os dirigentes soviéticos que a tese de Marx sobre o definhamento do Estado e a sua absorção pela sociedade civil, que deveria acompanhar o seu desaparecimento, juntamente com as classes sociais, o mercado, a identidade nacional e as religiões, expressava uma visão utópica do mundo. Nas ultimas décadas do século XIX, a humanidade não estava preparada para o advento de uma sociedade comunista como desfecho natural de uma sociedade socialista. Nem hoje, no inicio do século XXI , estão reunidas condições mínimas para o desaparecimento do Estado após a vitória de uma revolução orientada para o Socialismo. Era romântica a esperança do historiador Marc Bloch ao prever que os Sovietes iriam “transformar o poder em amor”.

Lenine, após a Guerra Civil, quando a jovem União Soviética lutava para sobreviver, hostilizada pelas potências imperiais, percebeu que o projecto de uma Republica Soviética Mundial , que ele defendera –e continuava a empolgar Trotsky – era um sonho que não podia concretizar-se em futuro previsível.

Lenine insistia ainda na tese do definhamento do estado, mas a longo prazo, e apontou a tradição do autoritarismo asiático como obstáculo à democracia no Partido. Para ele a defesa da Rússia revolucionária exigia uma reformulação estratégica que considerava absolutamente imprescindível.

Stalin conseguiu – recorrendo a métodos cujas consequências não avaliou – transformar um país arruinado e semi destruído por quase dez anos de guerras na segunda potência industrial do mundo. Negar as gigantescas conquistas sociais, culturais e económicas e o mérito do esforço colectivo que permitiu a construção daquilo a que se chamou “o socialismo real”, bem como o significado da defesa da URSS na guerra que findou com a derrota do Reich nazi – é fechar os olhos à História.

Mas, concentrando um enorme poder, Stalin não somente o utilizou discricionariamente, distanciando-se da concepção leninista do Partido, nomeadamente na prática de crimes que deixaram seqüelas terríveis no tecido social, como foi incapaz de compreender que a sociedade soviética era apenas pré -socialista ,mas não ainda uma sociedade socialista.

O Socialismo exige um nível de participação das massas, isto é dos trabalhadores guindados a classe dominante como sujeito da nova sociedade, que nunca foi atingido na União Soviética. O fato de o Estado, sob a direcção de Stalin, se ter fortalecido, desempenhando um papel cada vez mais importante, em vez de definhar, dificultou de ano para ano, a criação das condições mínimas exigidas pela transição do pos-capitalismo –como lhe chama Domenico Losurdo- ao socialismo. Os Sovietes, concebidos como embrião e motor da futura sociedade socialista, definharam enquanto o Estado se agigantava. Admitir, como sustentou Stalin, que o Partido passou a representar os trabalhadores como sujeito é uma atitude incompatível com o conceito leninista da participação – é negar o marxismo. Mas essa conclusão não foi evidente para o Comité Central do PCUS. E, mesmo hoje, desaparecida a União Soviética, dirigentes de muitos partidos comunistas não a assimilaram e persistem em tomar por socialista – inclusive na critica ao modelo - a sociedade do “socialismo real”, apesar de ela não ter tido a oportunidade de ultrapassar a etapa pré- socialista.

Historiadores marxistas, na apreciação que fazem das mudanças iniciadas na URSS após o XX Congresso do PCUS, concluem – a meu ver com fundamento – que a política de Krustchov assinalou o início de um revisionismo cuja dinâmica conduziu á destruição da URSS. Gorbatchov teria sido apenas o instrumento de uma estratégia, cabendo-lhe vibrar o golpe final no socialismo.

Entretanto, esses críticos, com poucas excepções, quase omitem referências à conclusão absurda a que Krustchov tinha chegado sobre a sociedade soviética no início dos anos 60. Num discurso triunfalista, revelador da sua incompreensão da História, ele definiu então a URSS como uma sociedade de “socialismo avançado”, que iniciara já a transição para o comunismo e estava em condições de superar em breve os EUA como primeira potência económica mundial. Não explicou obviamente como e quando o Estado Soviético começaria a definhar rumo ao desaparecimento. Mas o enorme disparate do então secretário geral do PCUS é esclarecedor da noção primária que ele tinha do socialismo e do comunismo.

Domenico Losurdo é certamente um dos filósofos marxistas contemporâneos que melhor ilumina na sua obra as múltiplas, complexas e imprevistas situações e conflitos que desviaram a URSS e o PCUS do projecto inicial de Lenine.

Ele nos lembra que responsabilizar este ou aquele dirigente por decisões e erros que teriam sido decisivos para o fim do “socialismo real” é uma atitude voluntarista incompatível com o método marxista. Uma reflexão lúcida e abrangente sobre o período compreendido entre a Revolução de Outubro e a agonia da sociedade soviética em 1991 leva à conclusão de que o “desfecho” não deve ser atribuído a erros de um ou dois dirigentes ou de alguns acontecimentos internos ou externos, pois foi a resultante de uma soma muito complexa e diversificada de “factores”. O “campo socialista” estava minado e pronto para o “desfecho” quando se produziu a “fagulha” que o destruiu.

A história de 70 anos da URSS não pode ser reduzida a uma série ininterrupta de supostas “traições”. Losurdo, na sua viagem através dessa história, que marcou positivamente a evolução da humanidade, chama a atenção para a acumulação de muitos dos “factores” e imprevistos que se inseriram no movimento do processo, produzindo efeitos negativos ,e em alguns casos devastadores. Cita, entre outros, a primeira fome durante a guerra civil, a morte prematura de Lenine, a ruptura da unidade no PCUS, as seqüelas do processo de colectivização da terra, a satanização da Jugoslávia e de Tito, as divergências e o choque ideológico com a China de Mao tse , o hegemonismo nas relações com os países do «campo socialista”, a prepotência nas relações com as nacionalidades da União, a invasão do Vietnam pela China, e as devastadoras consequências da permanente hostilidade das potências capitalistas, sobretudo dos EUA, empenhados em destruir o Estado que Reagan definia como “o Império do Mal”. Outros “ factores” contribuíram para o desastre final, mas aqueles que cita foram reais e importantes.

Engels já tinha advertido que todas as grandes revoluções fixam como meta objectivos muito mais ambiciosos do que aqueles que conseguem atingir após a conquista do Poder.

Assim aconteceu com a Revolução Francesa de 1789. E voltou a acontecer com a Revolução Russa de Outubro de 1917, iniciada com a tomada do Poder pelo Partido Bolchevique.

PASSAR DA DEFENSIVA À OFENSIVA

Camaradas

A Unidade dos Comunistas, tema deste Encontro, é um objectivo muito difícil de atingir.

Mas nós, comunistas, temos o dever de lutar por ela. Sabemos que é absolutamente necessária na luta planetária contra o capitalismo. Este atravessa uma crise estrutural para a qual não tem solução. No seu desespero o monstruoso sistema de poder que tem o seu pólo nos EUA está envolvido em guerras de agressão perdidas e procura, saqueando os recursos naturais de povos do Terceiro Mundo, atenuar os seus défices comerciais astronómicos de Estado parasita

Mas o fim do capitalismo vai tardar. Não tem data no calendário.

As forças que rejeitam as políticas predatórias do imperialismo sabem o que não querem, mas não o que seria o “mundo possível” que se tornou lema do Fórum Social Mundial.

Já dizia Lenine que não há revolução vitoriosa sem teoria revolucionária.

E aqui o horizonte é nevoento.

Lenine acreditava que a Revolução de Outubro na Rússia funcionaria como detonador de «turbulentas revoltas políticas e económicas» na Europa e fora dela.

Os acontecimentos posteriores à I Guerra Mundial (14-18) não confirmaram essa previsão. O capitalismo sobreviveu. Após o fracasso da revolução espartaquista na Alemanha e a derrota do Exército Vermelho às portas de Varsóvia (com a ajuda da França) o dirigente comunista concluiu que a tarefa prioritária era a defesa da Revolução Russa do cerco imperial, custasse o que custasse. Mas a impossibilidade em prazo previsível da revolução noutros países da Europa exigiu uma dramática revisão estratégica.

O projecto socialista, concebido para a ofensiva, foi forçado a passar à defensiva. O refluxo do movimento revolucionário no mundo, após Versailles, tornou inevitável essa opção.

Mészaros aponta diferenças importantes entre o pensamento de Lenine e o de Stalin sobre a estratégia imposta pela necessidade da defesa do socialismo na Rússia. Lenine encarava a luta a travar como “uma operação para sustentar uma posição”. Era necessário aguardar desenvolvimentos favoráveis no plano mundial para retomar ,mais tarde, a ofensiva. Stalin acreditava que a vitória socialista em Outubro abria por si só as portas a uma etapa superior do socialismo rumo ao comunismo.

Lenine não tinha ilusões sobre a duração desse período que antevia muito prolongado.

E a Historia deu-lhe razão. O mundo do capital sobreviveu ao temporal desencadeado pelo crash da Bolsa de Nova York. A crise de 29-33 não foi estrutural. A própria opção pelo fascismo na Alemanha de Weimar inseriu-se numa crise cíclica do capitalismo.

Na Europa Ocidental e nos EUA os órgãos de combate socialistas que actuavam mo âmbito de instituições de fachada democrática ganharam lutas secundarias nos anos 30 e impuseram reformas progressistas. Isso foi possível porque a Revolução Russa favoreceu a ascensão da luta de massas. Mas a correlação de forças não permitia a vitória na guerra contra o capital.

O QUE FAZER ?

Nos últimos anos, a crise da maioria dos Partidos Comunistas e a integração de alguns no sistema de poder hegemonizado pelos EUA contribuíram para que movimentos sociais que recusam o neoliberalismo assumissem, sobretudo no Fórum Social Mundial, um protagonismo inesperado. Alguns defendem reformas orientadas para a humanização do capitalismo, projecto utópico porque o capitalismo é ,pela sua própria essência e fins, desumano. Intelectuais como Toni Negri, Hardt e John Holloway contribuíram com as suas teorias desmobilizadoras para semear a confusão, sobretudo em meios académicos progressistas.

Penso que Meszaros enuncia uma realidade ao lembrar o obvio, isto é a incapacidade do capital para resolver a sua crise estrutural e reconstituir com êxito as condições da sua dinâmica expansionista.

Identifico-me com ele quando afirma que “ o trabalho, na sua condição de antagonista estrutural do capital, somente poderá levar avante a sua causa, mesmo minimamente, na medida em que assumir uma postura ofensiva e quando ,mesmo lutando por metas mais limitadas, encare como objectivo a negação radical e a transformação positiva do modo de produção capitalista”.

Não se infira da minha concordância com a critica de Meszaros à farsa das democracias representativas –na pratica elas são ditaduras da burguesia de fachada democrática- que subestimo a participação das forças progressistas nos processos eleitorais. Essa seria uma atitude irresponsável. Basta recordar as sucessivas vitórias alcançadas na América Latina por essas forças, após a eleição de Hugo Chavez , para se ter a noção da importância dessa frente de luta.

Não esqueci os ensinamentos de Lenine sobre a participação dos deputados bolcheviques na Duma Russa na época da autocracia czarista.

No caso de Portugal a eleição de prefeitos comunistas em dezenas de municípios demonstrou que onde o povo abre aos comunistas a possibilidade de exercer o Poder Local a transformação da sociedade, apesar da hostilidade do governo central, reflecte quase sempre uma humanização da vida e a participação do povo como sujeito colectivo .

No tocante ao Parlamento a situação em toda a Europa é, porem, outra, porque os partidos que representam o capital são sempre majoritários . A intervenção dos comunistas nem por isso deixa de ser importante. Mas somente quando o seu Partido se mantêm fiel aos princípios. Daí que a utilidade social da sua presença nos Parlamentos seja inseparável da recusa de concessões a estratégias reformistas .A fidelidade ao objectivo - o Socialismo distante - exige naturalmente a defesa das lutas reivindicativas dos trabalhadores; mas exige, simultânea e paralelamente a denuncia firme da engrenagem do sistema e a recusa de ilusões reformistas e de manobras eleiçoeiras.

O capitalismo -repito- entrou na sua fase senil e não tem soluções para a sua crise estrutural.

A crise do imobiliário nos EUA estabeleceu o pânico no mundo da finança . Neste ano de 2008 os EUA, não obstante o seu poderio militar e económico, são um país parasita que consome muito mais do que produz. São presentemente o pais mais endividado do mundo.

As guerras do Iraque e do Afeganistão são guerras perdidas. Inevitavelmente a retirada daqueles países terá em múltiplas frentes, como derrota histórica, consequências devastadoras para a imagem dos EUA.

Mas a nível mundial é muito limitada a consciência de que a actual crise assume os contornos de uma crise global de todas as instituições. Levará à morte do capitalismo ou à destruição da civilização e a uma era de barbárie.

A velha pergunta de Lenine- O que fazer ? – adquire assim uma actualidade dramática.

É um facto que na Europa Ocidental, com excepção dos Partidos Comunistas Grego e Português, que permanecem fieis ao marxismo –leninismo, os demais adoptaram estratégias marcadas por concessões ao sistema. Ao aderirem por exemplo ao chamado Partido da Esquerda, cujo programa o projecta como organização reformista. Em vez de permanecerem fiéis ao objectivo final, o Socialismo, esses partidos funcionam já, pela sua passividade, como factor de neutralização do choque entre o trabalho e o capital.

Mas sejamos realistas. A criação de condições para a futura democracia participativa, a única autêntica, não resultará, insisto, da acção convergente dos movimentos sociais progressistas, como sustenta o italiano Fausto Bertinotti. O poder do capital somente poderá ser enfrentado vitoriosamente pela acção dos trabalhadores, com o apoio de partidos e sindicatos revolucionários.

No Brasil foi recentemente editado pelo MST um livro muito importante cuja leitura recomendo. Chama-se “ Lenine e a Revolução” .É simultaneamente uma lição de história e um incentivo ao combate.

Partindo da denuncia da criminalização do comunismo, o autor, o professor Jean Salem- filho do escritor Henri Alleg - herói dos povos da França e da Argélia – utiliza Seis Teses de Lenine para nos lembrar que os grandes problemas da vida dos povos são sempre resolvidos , no final, pela força ,e que uma revolução é sempre uma série de batalhas ,cabendo aos partidos de vanguarda fornecer a cada etapa a palavra de ordem adaptada à situação objectiva.

Camaradas:

Neste mundo caótico, ameaçado pela irracionalidade do imperialismo, permaneço optimista. A única alternativa à barbárie é o socialismo.

Não sabemos, por ora, como derrotar o inimigo para construir um mundo diferente do actual. Mas a vitória , sem data no calendário, está ao alcance do homem. As causas que foram a origem de grandes revoluções não desapareceram. Persistem. A exploração do homem e o desprezo por valores criados em milénios de civilização assumem um nível assustador.

Passar da defensiva à ofensiva, no âmbito de um novo internacionalismo, é uma exigência do nosso tempo, inseparável da necessidade de garantir a continuidade da vida. E nesse combate a nós, comunistas, cabe um papel insubstituível

Serpa, Julho de 2008

Referências bibliográficas

Charles Bettelheim, Les Luttes de Classes en URSS, 1ère période ,1917-23,Ed.Seuil, Paris 1974,523 pgs.

Georges Gastaud, Mondialisation Capitaliste et Projet Communiste,299 pgs,, Ed Le Temps des Cerises, Paris,1997

Para Alem do Capital, O Poder da Ideologia e O Desafio e o Fardo do Tempo Histórico, de István Mészaros , Editora Boitempo , São Paulo

Fugir da História ,de Domenico Losurdo , Editora Revan, Rio de Janeiro, 2004.

Lenin e a Revolução , Jean Salem , Editora Expressão Popular, São Paulo,2008

Comitê de Solidariedade ao Povo Palesino RS/Brasil

9 de Janeiro de 2009
Companheiros:

* Após a produtiva reunião de hoje pela manhã, repasso as deliberações tomadas pelo Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino tomadas pelas entidades presentes:
* A retomada do Comitê de Solidariedade será oficializada em ato público, dia 13 de janeiro, as 10h, no plenarinho da Assembléia Legislativa. Após, haverá caminhada até a esquina democrática, onde as entidades presentes e a comunidade árabe-palestina RS farão ato de repúdio à invasão israelense e ao genocídio que hoje acontece na Palestina.
* O Comitê de Solidariedade constituido é suprapartidário, intersindical, interreligioso e multiracial, aberto a todos os defensores da paz e àqueles que lutam contra o imperialismo mundial.
* O que acontece na Palestina, a despeito do que preconiza mídia oficial não pode ser chamado de guerra, mas sim o massacre de uma população civil desarmada, a população palestina, pelo 4° maior exército do mundo. A isto se chama genocídio.
* Para burlarmos o boicote da´grande mídia às informações verdadeiras sobre as agressões israelenses, contaremos com outros meios de comunicação: internet, jornais sindicais, panfletos. Estes meios serão fundamentais para alertar ao povo sobre as atrocidades cometidas pelo exército de Israel contra a população palestina.
* Finalmente, o massacre que ocorre na Palestina não pode ser caracterizado como uma disputa racial ou religiosa. Não são judeus contra árabes, mas sim o imperialismo representado por Israel e sustentado pelos EUA e outras potências imperialistas contra um povo que resiste a este império.
São bandeiras de luta:
1) A luta pela imediata retirada das tropas israelenses do território palestino;
2) O imediato reconhecimento do Estado Palestino;
3) O boicote aos produtos israelenses;("A idéia é não comprar produtos fabricados pelos sionistas, que hoje escondem o "made in Israel" para driblar a repulsa mundial, mas tem o código de barras iniciado com o número 0729".)
4) Rompimento das relações diplomáticas entre Brasil e Israel;
5) Não ao acordo Mercosul/Israel;
6) Responsabilização pelas atrocidades cometidas por Israel.
Entidades Participantes:
Centro Brasileiro de Defesa da Soberania dos Povos e Luta Pela Paz- CEBRAPAZ, Federação das Associações Árabe-Palestinas do Brasil FEPAL , Sociedade Arabe Palestina do RS SOPAL, Psol, PCdoB, PCB, PSTU, , Mov.Avançando Sindical, Juventude Avançando, Comitê pela Libertação da Palestina, União da Juventude Socialista, União da Juventude Comunista, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, Sociedade Palestina, SEMAPI, CUT RS, CTB RS, CONLUTAS RS, OAB RS, SINDIPETRO RS, Associação Cultural José Martí, Associação de Médicos e Amigos de Cuba, Deputada Federal Manuela Dávila, Deputado Estadual Adão Villaverde, Vereadora Fernanda Melchiona, Gab. Marisa Formolo, Gab. Raul Carrion, Gab. Maria do Rosário, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, União das Associações de Moradores de Porto Alegre, Corrente Prestista, Clube de Cultura, Sindicato dos Assistentes Sociais.

Regina Abrahão
*
Economize papel - Só imprima este e-mail se for realmente necessário.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Nota do Partido Comunista Marxista Leninista (Br) condenando massacre em Gaza


Parar imediatamente o bombardeio à Faixa de Gaza e condenar crimes de guerra de Israel e dos EUA
O Partido Comunista Marxista-Leninista (Brasil) vem, por intermédio desta nota, condenar veementemente o massacre, crime de guerra, e contra a Humanidade cometido pelo Estado de Israel contra o Povo Palestino radicado na Faixa de Gaza. Este crime contra a Humanidade novamente levanta a síndrome de uma guerra mundial, liquida as frágeis esperanças de Paz no Oriente Médio e sinaliza o aprofundamento da crise do capitalismo global.

Nota do Partido Comunista Marxista Leninista (Br) condenando massacre em Gaza

As milhares de vítimas e centenas de mortos que amontoam-se como resultado do criminoso bombardeio e das incursões terrestres do Exército de Israel sobre a Faixa de Gaza não encontram justificativa frente à ação palestina através do Hamas, qualificada por Israel como terrorista. A única explicação para este hediondo massacre anunciado encontra-se no objetivo de Israel de anexar definitivamente a Faixa de Gaza ao seu território, e ajudar as Sete Irmãs do Petróleo a especularem com o preço do mesmo, obedecendo ao plano estratégico do imperialismo estadunidense para, a propósito deste conflito, ampliar sua ocupação na região, uma espécie de despedida do governo Bush no apagar das luzes de seu mandato nos EUA.

O castigo ao Povo Árabe por sua resistência à ocupação dos EUA no Iraque e no Afeganistão e mensagem de terror ao mundo, mostra que para além da mudança de governo naquele país, seu complexo industrial militar atuará autonomamente em todo mundo, pois por trás do poderio militar de Israel, da soberba de se sobrepor a todas as leis reguladoras das Relações Internacionais fixadas na ONU, seu Conselho de Segurança e dos países que condenam sua ação, está o respaldo dos Estados Unidos, sem ele a aventura israelense não se pronunciaria. A não intervenção das grandes potências diante deste crime contra a humanidade cometido por Israel torna-os cúmplices do genocídio e explica a ronda feita por Condoleeza Rice em ato de despedida por toda Europa e Oriente Médio, e a vingança de Bush pelas sapatadas recebidas no Iraque.

Não há razão com base na força militar do Hamas e sua capacidade de provocar danos e vítimas em Israel para o desprego da massiva força militar contra os palestinos. Israel repete o mesmo caminho dos Estados Unidos e usa a mesma justificativa para este hediondo crime: o combate ao terrorismo.

A Paz no Oriente Médio como demonstram as guerras no Iraque e no Afeganistão e tem demonstrado os 60 anos do conflito árabe-israelense não se logrará através da guerra imperialista de ocupação e punição. Isto apenas alimenta ainda mais o conflito na região elevando a ameaça de um conflito nuclear à humanidade. O sangue palestino que irriga a Faixa de Gaza fará germinar novas e novas gerações de combatentes pela causa de seu Povo.

O PCML – Brasil entende que o caminho para a Paz real no Oriente Médio é o reconhecimento pela comunidade internacional, a exemplo de 1948, do Estado Palestino, sem a castração de sua autonomia e livre desenvolvimento, a retirada imediata dos EUA do Iraque, Afeganistão e a formação de um Tribunal pela comunidade internacional que julgue e puna os crimes de guerra de Israel e dos Estados Unidos da América. Portanto, exigimos:

1 - Paralisação imediata dos ataques de Israel e sua retirada total da Faixa de Gaza;

2 - Reconhecimento internacional do Estado soberano Palestino;

3 – Formação de um Tribunal para julgar os crimes de guerra de Israel e dos EUA.

Viva o Povo Palestino e a Resistência dos Povos Árabes ao imperialismo!

Partido Comunista Marxista-Leninista (Brasil)

Apóiam esta nota:

Movimento Continental Bolivariano (Capítulo-Brasil)

Movimento Nacional de Luta Contra o Neoliberalismo

Centro de Educação Popular e Pesquisas Econômicas e Sociais (CEPPES)

Juventude 5 de Julho

Jornal INVERTA

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Criminosa omissão do governo brasileiro diante do holocausto palestino


O PCB - Partido Comunista Brasileiro oportunamente manifesta-se diante da prática política afeita e estilo do governo Lula. Conduz uma política internacional à pratica da conciliação e oportunismo, essa pratica da política do possível, isto é: andar na linha, nos limites dado pelo imperialismo norte-americano. Contrariar jamais, autonomia muito menos, subverter nem pensar. A política internacional brasileira na América Latina é a de fingir ser a nação hegemonia na região, e marcada pela aliança e interesse norte-americano, quando há conflitos de relevância o governo brasileiro prefere a neutralidade, o que compromete a unidade latino americana proposta pelos governos bolivarianos - Venezuela, Bolívia, Equador, Cuba- onde há compromissos e projeto de soberania, assim, processos de transformações sociais em andamento e, gera, obviamente altercações com o império do norte da América.

Lula a exemplo de FHC segue o lema de reivindicar o esquecimento do passado de luta, a ponto de dizer: que ser de esquerda na idade adulta é coisa de infantilóide. O artigo, "Criminosa omissão do governo brasileiro diante do holocausto palestino" de Ivan Pinheiro-Sec. Geral do PCB, vem alertar os brasileiros para essa política que favorece o genecídio desencadeado por EUA-ISRAEL, na faixa de GAZA, contra os Palestinos.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

PALESTINA: EL GENOCIDIO QUE NO CESA


El bombardeo de la Franja de Gaza por fuerzas de Israel comenzado el sábado 27 de diciembre, no tiene justificación. No es un enfrentamiento entre dos ejércitos. Sigue siendo la continuación del terrorismo de estado que practica Israel (la potencia ocupante), sobre el pueblo palestino. A la luz del derecho humano internacional sólo cabe calificar al estado de Israel de genocida y criminal.

El 9 de diciembre pasado, el Secretario General de la Naciones Unidas, decía en ocasión del 60° Aniversario de la Convención para la Prevención y la Sanción del Delito de Genocidio: “La Convención fue la consecuencia directa del intento de exterminar a la población judía durante el Holocausto y desde entonces ha representado la aspiración de las Naciones Unidas de impedir que ese horror se vuelva a producir.” Agregando: “La Convención obliga a los Estados signatarios a “prevenir y castigar” el delito de genocidio; a actuar contra los que matan o cometen otros actos graves “con la intención de destruir, total o parcialmente, a un grupo nacional, étnico, racial o religioso, como tal”.

En virtud de la Convención, los intentos de cometer genocidio e incitación pública al genocidio son actos punibles.

El pueblo palestino ha sido sistemáticamente expulsado de sus tierras. En 60 años, la superficie de Palestina se redujo a menos de la mitad del territorio que le adjudicó NNUU. Cisjordania se encuentra fragmentada por carreteras israelíes que unen asentamientos ilegales de fanáticos amparados y alentados por la fuerza ocupante. El muro de la vergüenza ahoga vastas áreas de territorio palestino, pese a que la Corte Internacional de La Haya (2004) no sólo lo consideró ilegal sino que ordenó su demolición. Resolución convalidada por la Asamblea General de las NNUU.

Hace 60 años, la Ciudad Vieja, Jerusalén Oriental fue asignada a Palestina y allí su pueblo aspira a erigir su capital. Después de 1967 Jerusalén Oriental fue ocupada por Israel. En 1980 mediante la “Ley de Jerusalén” la potencia ocupante declaró “unilateralmente” a la ciudad como su capital “eterna y unificada”. La anexión fue rechazada por los países miembros de las NNUU.

En la Franja de Gaza, que ocupa poco más de la mitad de la superficie de Montevideo, se hacina un millón y medio de habitantes. La mayoría de la población son refugiados que viven en 8 campamentos de la NNUU. El 50 % tiene menos de 15 años. Alrededor de dos tercios de los palestinos viven bajo el umbral de la pobreza. Según cifras oficiales, un tercio de la población está desempleada.

En setiembre de 2005, la potencia ocupante se retiró de la Franja de Gaza pero controla las fronteras y las cierra aplicando castigos colectivos a la población, creando periódicas crisis humanitarias, que nunca se terminan de subsanar. Los asesinatos selectivos (es el único país del mundo que aplica la pena de muerte por presunción), las incursiones armadas, la destrucción de viviendas y cultivos, los bombardeos son una constante en la vida de sus habitantes.

Estamos frente a un genocidio. Hace unas horas, el lunes 29, el general de brigada Dan Harel, jefe adjunto del Estado Mayor israelí, lo expresó claramente: “esta operación es diferente de las anteriores. Hemos establecido un alto objetivo que estamos tratando de lograr”. “Estamos atacando no sólo a los terroristas y los lanzadores de cohetes, sino también a todo el Gobierno de Hamás y todas sus ramificaciones”, especificó Harel, agregando “estamos bombardeando los edificios gubernamentales, las fábricas, las fuerzas de seguridad y mucho más”. “Exigimos la responsabilidad gubernamental a Hamás y no hacemos distinciones entre las distintas ramas. Después de esta operación no quedará un edificio de la organización en pie y el plan es cambiar las reglas del juego”, añadió. (www.aurora-israel.co.il)

Cabe recordar que Hamas (Fervor), es un movimiento Islámico que se inició en 1987 como una obra de Socorros Mutuos y aún hoy, sigue siendo una obra social en una sociedad fuertemente pauperizada. El triunfo de Hamas en las elecciones del 2006, tiene sus raíces en los lazos de solidaridad establecidos entre sus miembros y con sus comunidades. Con la destrucción de las redes sociales se acelera y profundiza el genocidio del pueblo palestino.

Los objetivos de Israel expresados por Dan Harel son una violación de los Convenios de Ginebra (12 de agosto de 1949) y el Protocolo I (8 de junio de 1977) y pasibles de ser juzgados por tribunales internacionales, por ser crímenes de lesa humanidad.

Peter Hansen, director de la agencia de Naciones Unidas para los refugiados palestinos, UNRWA, resumió, en noviembre, la situación en Gaza y Cisjordania: “Las estadísticas de muerte, destrucción y pobreza no llegan a transmitir el verdadero sufrimiento de la población en los territorios ocupados. Barrios enteros (...) han sido arrasados. En nuestras escuelas una generación completa crece en un ambiente de violencia aterradora. La maldición de la pobreza endémica alcanza ahora a dos tercios de la población”.

No basta con parar esta nueva agresión de Israel. Hoy estamos frente a un nuevo baño de sangre, pero en ningún momento ha cesado Palestina de sangrar. Es necesario llamar a las cosas por su nombre: estamos siendo testigos de un GENOCIDIO.

¿Qué hacer frente a un genocidio? Hay tantas propuestas, respuestas, consignas… No hay recetas. ¿Cuál está a nuestro alcance? ¿Cuál es la mejor?... ¿Quién lo sabe?

Lo que sí sabemos es que no somos ciegos ni sordos… ni mudos. Callar no ayuda. Nos hace cómplices.

Por la Comisión de Apoyo al Pueblo Palestino - Uruguay.

Ing. Agr. Ruben Elías Arq. Carlos Altezor

Presidente Secretario

Para comunicarse o por más información:

E-mail: palestina@adinet.com.uy

Blog: http://palestina-uy.blogia.com

Doze Regras de Redação da Grande Mídia Internacional quando a notícia é do Oriente Médio


Adaptado de um texto em francês de autoria desconhecida

Regra Um: No Oriente Médio, são sempre os Árabes que atacam primeiro e sempre Israel que se defende. Esta defesa chama-se represália.


Regra Dois: Os Árabes, Palestinos ou Libaneses, não tem o direito de matar civil. Isso se chama "Terrorismo".


Regra Três
: Israel tem o direito de matar civil. Isso se chama "Legitima Defesa".



Regra Quatro: Quando Israel mata civis em massa, as potências ocidentais pedem que seja mais comedida. Isso se chama "Reação da Comunidade Internacional".


Regra Cinco: Os Palestinos e os Libaneses não têm o direito de capturar soldados de Israel dentro de instalações militares com sentinelas e postos de combate. Isso se chama "Seqüestro de Pessoas Indefesas".


Regra Seis: Israel tem o direito de seqüestrar a qualquer hora e em qualquer lugar quantos Palestinos e Libaneses desejar. Atualmente são mais de 10.000 dos quais 300 são crianças, e 1.000 são mulheres. Não é necessário qualquer prova de culpabilidade. Israel tem o direito de manter os seqüestrados presos indefinidamente, mesmo que sejam autoridades democraticamente eleitas pelos Palestinos. Isso se chama "Prisão de Terroristas".


Regra Sete: Quando se menciona a palavra "Hezbollah", é obrigatório a mesma frase conter a expressão "apoiado e financiado pela Síria e pelo Irã".


Regra Oito: Quando se menciona "Israel", é proibida qualquer menção à expressão "apoiada e financiada pelos Estados Unidos". Isso pode dar a impressão de que o conflito é desigual e que Israel não está em perigo existencial.


Regra Nove: Quando se referir a Israel, são proibidas as expressões "Territórios Ocupados", "Resoluções da ONU", "Violações de Direitos Humanos" ou "Convenção de Geneva".


Regra Dez: Tanto os Palestinos quanto os Libaneses são sempre "covardes" que se escondem entre a população civil, a qual "não os quer". Se eles dormem em suas casas com as sua famílias, a isso se dá o nome de "Covardia". Israel tem o direito de aniquilar com bombas e mísseis os bairros onde eles estão dormindo. Isso chama "Ações Cirúrgica de Alta Precisão".


Regra Onze: Os Israelenses falam melhor o Inglês, o Francês, o Espanhol e o Português que os Árabes. Por isso eles e os que os apóiam devem ser mais entrevistados e ter mais oportunidade do que os Árabes para explicar as presentes Regras de Redação (de 1 a 10) ao grande público. Isso se chama de "Neutralidade Jornalística".



Regra Doze
: Todas as pessoas que não estão de acordo com as Regras de Redação acima expostas são "Terroristas Anti-Semitas de Alta Periculosidade".


segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

A política da campanha israelense de extermínio: Apoiantes, apologistas e fornecedores de armas

por James Petras [*]

Cartoon de Latuff. Devido ao apoio incondicional de toda a classe política dos EUA, desde a Casa Branca até ao Congresso, incluindo ambos os partidos, responsáveis eleitos a deixarem e a ocuparem os seus cargos e todos os principais medias impressos e electrónicos, o governo israelense não sente qualquer escrúpulo em proclamar publicamente um relato pormenorizado e gráfico da sua política de extermínio em massa da população de Gaza.

A sustentada e abrangente campanha de Israel de bombardeamento de todos os aspectos da governação, das instituições cívicas e da sociedade é destinada a destruir a vida civilizada em Gaza. A visão totalitária de Israel é guiada pela prática de um expurgo permanente da Palestina árabe informada pelo sionismo, uma ideologia étnica-racista, promulgada pelo estado judeu e justificada, forçada e buscada pelos seus apoiantes organizados nos Estados Unidos.

Os factos do extermínio israelense são conhecidos: Nos primeiros seis dias de bombardeamentos de terror noite e dia dos maiores e menores centros populacionais, o Estado judeu assassinou e mutilou seriamente mais de 2.500 pessoas, sobretudo desmembrados e queimados nos fornos abertos do fogo dos mísseis. Grande número de crianças e mulheres foram abatidas bem como civis e responsáveis indefesos.

Eles selaram todo o acesso a Gaza e declararam-na uma zona militar de fogo livre, enquanto ampliaram o seu alvo de modo a incluir toda a população de 1,5 milhão de prisioneiros semi-esfaimados. Segundo o Boston Globe (30 de Dezembro de 2008): "Oficiais militares israelenses disseram que as suas listas de alvos foram ampliadas para incluir a vasta rede de apoio na qual o movimento islamista confia para permanecer no poder" ...estamos a tentar atingir todo o espectro, porque tudo está conectado e tudo apoia o terrorismo contra Israel" (sublinhados meus). Um israelense do topo do seu aparelho de polícia secreta é citado dizendo; "A infraestrutura civil do Hamas é um alvo muito sensível" (ibid). O que os planeadores políticos e militares israelenses designam como "Hamas" é toda a rede de serviço social, todo o governo e a vasta maioria das actividades económicas, abarcando quase todos os aprisionados 1,5 milhão de residentes em Gaza.

A lista "alvo" de Israel envolve portanto a " população total ", utilizando a totalidade do seu armamento não nuclear e por um período de tempo ilimitado (até o "amargo fim" de acordo com o primeiro-ministro israelense). O porta-voz do ministro da Defesa de Israel reiterou enfaticamente o conceito de guerra totalitário do Estado judeu enfatizando os civis como alvo: "O Hamas tem utilizado ostensivamente operações civis como cobertura para actividades militares. Qualquer coisa filiada ao Hamas é um alvo legítimo".

Tal como todos os totalitários no passado, o estado judeu jacta-se de ter sistematicamente planeado com antecipação a campanha de extermínio – meses antes – até mesmo incluindo o dia e a hora precisa do bombardeamento para infligir o máximo assassínio de civis. Os rockets e bombas caíam quando as crianças estava a deixar a escola, quando cadetes da polícia que estavam a receber os seus diplomas e quando mães desesperadas corriam das suas casas para descobrirem seus filhos e filhas.

A campanha de extermínio em massa por meios militares veio na sequência do seu incessante embargo económico total e da persistente campanha de assassínios selectivos nos dois anos anteriores. Ambos foram concebidos para expurgar a Palestina da sua população árabe, primeiro através da fome em massa, da doença, da humilhação e intimidação violenta e do poder por procuração capturado pelos quislings da OLP sob o fantoche sionista Abbas. Quando descobriram que a fome em massa e o assassínio selectivo israelense apenas fortaleciam as ligações da população ao seu governo democraticamente eleito e a resolução do governo Hamas para resistir a Israel, o regime israelense desencadeou todo o seu arsenal de armas, incluindo novas "prendas americanas" do último tipo: bombas "rompe bunker" de 1000 libras [454 kg] e mísseis de alta tecnologia para incinerar seres humanos em grande número dentro do seu raio mortal e destruir a civilização palestina.

Indo directamente da sua visão totalitária aos planos militares para o ataque bárbaro aos centros populacionais palestinos, o Estado judeu destruiu a principal universidade com mais de 18 mil estudantes (sobretudo mulheres), mesquitas, farmácias, condutas de água e electricidade, centrais eléctricas, aldeias de pescadores, barcos de pesca e o pequeno porto pesqueiro que proporcionava um magro abastecimento de peixe à população famélica. Eles destruíram estradas, instalações de transporte, depósitos de alimentos, edifícios dedicados à ciência, pequenas fábricas, lojas e apartamentos. Eles destruíram um dormitório de mulheres na universidade. Nas palavras do líder de Israel: "...porque tudo está conectado com tudo..." é necessário destruir todo e cada um dos aspectos da vida, os quais permitem aos humanos existirem com alguma dignidade e independência.

Os líderes totalitários israelenses sabiam com segurança que podiam actuar e podiam matar com impunidade, ao nível local e diante do mundo todo, devido à influência da Configuração de Poder Americano-Sionista dentro da Casa Branca e do Congresso dos EUA. Sabiam terem o pleno apoio de todos os principais partidos políticos israelenses, de sindicatos, mass media e especialmente da opinião pública. O estado de terror israelense é apoiado por 81% dos judeus israelenses segundo um inquérito efectuado pelo Channel 10 de Israel ( Financial Times, 30 de Dezembro de 2008). A violência totalitária e o extermínio de palestinos são extremamente populares entre o eleitorado judeu, especialmente para aumentar o apoio ao candidato do Partido Trabalhista Ehud Barak. Eles sabia que teriam "êxito" sem virtualmente nenhuma baixa porque bombardeavam, queimavam e desmembravam uma população indefesa à qual faltavam totalmente os meios mínimos para defender-se de bombardeiros F16, helicópteros canhoneiros e mísseis de assalto. A vil depravação do assalto à população indefesa é acompanhada pela absoluta covardia do comando militar israelense e do seu público sedento de sangue abrigado por trás do seu monopólio aéreo. Eles não sofreram ameaças de retaliação, nem pilotos feridos ou mortos, quando helicópteros canhoneiros, onda após onda, enxameava sobre uma população indefesa aprisionada num gueto apinhado e sitiado.

Centenas de tanques e veículos blindados estão preparados para invadir logo que as cidades tenham sido arrasadas, logo que a população esteja demasiado enfraquecida pela fome para resistir, logo que os líderes e combatentes tenham sido assassinados e as instituições palestinas normais da lei e da ordem tenham sido pulverizadas, abrindo caminho para os corruptos colaboradores da chamada Autoridade Palestina. Então, e somente então, a equipe israelense de generais arriscará a pele de um precioso "soldado" judeu.

Aliados além mar: Os "Presidents of the Major American Jewish Organizations" (PMAJO)

A partir do momento em que o governo israelense decidiu que destruiria o recém-eleito governo do Hamas e puniria o eleitorado democrático de Gaza com a fome e o assassínio, todo o Pode de Configuração Sionista (ZPC) nos EUA, incluindo o PMAJO, tudo fez para implementar a política israelense. O PMAJO abrange dois quintos das organizações judias com o maior número de membros, com o maior poder financeiro e os apoiantes mais influentes. O mais eminente lobbyista dentro do PMAJO é a AIPAC, a qual tem mais de 100 mil membros e 150 operacionais a tempo inteiro em Washington a pressionarem activamente o Congresso, a Casa Branca e todas as agências administrativas cujas políticas possam relacionar-se aos interesses do Estado de Israel. Contudo, a política israelense estende-se muito além das suas agências não governamentais. Mais de uma vintena de legisladores no Congresso e mais de uma dúzia de senadores são sionistas comprometidos que apoiam automaticamente as políticas de Israel e pressionam por financiamento e armamento dos EUA para a sua máquina militar. Responsáveis de topo em posições administrativas chave, no Tesouro, no Comércio e no Conselho de Segurança Nacional, funcionários superiores no Pentágono e conselheiros de topo sobre assuntos do Médio Oriente são também sionistas fanaticamente comprometidos que firmemente e sem rodeios apoiam as políticas do Estado de Israel.

Igualmente importante, a maioria da grande indústria do cinema, dos jornais e dos media electrónicos são de propriedade ou profundamente influenciados por magnatas judeus-sionistas empenhados em inclinar os "noticiários" a favor de Israel. A composição e influência do ZPC são centrais para o entendimento das três principais características do poder de Israel: (1) Israel pode cometer o que importantes peritos das Nações Unidas e de direitos humanos definiram como "crimes contra a humanidade" com impunidade total; (2) Israel pode assegurar um abastecimento ilimitado das armas mais avançadas tecnologicamente e mais destrutivas e utilizá-las sem limites sobre uma população civil em violação até mesmo de restrições do Congresso dos EUA e (3) vintenas de quase unânimes condenações das Nações Unidas da construção de barreiras de apartheid genocida contra uma população nativa, de embargos para provocar a fome e da actual campanha de extermínio em Gaza são sempre vetadas pelo representante dos EUA.

Muitos críticos do genocídio de Israel em Gaza também condenam o que denominam "a cumplicidade" de Washington ou "dos Estados Unidos" sem identificar claramente as forças sociopolíticas reais que influenciam os decisores políticos ou as lealdades políticas e identidades "duais" dos políticos "americanos" que têm fidelidades consagradas e profundas a Israel. Em consequência, a maior parte dos críticos deixa de registar, protestar ou mesmo identificar a ideologia e a política das configurações de poder organizado que definem a cumplicidade estado-unidense com Israel, que intimidam críticos potencias, os quais escrevem e propalam os editoriais pró-Israel nos mass media e filtram qualquer crítica, qualquer verdade... mesmo quando Israel se empenha em prolongadas campanhas de extermínio sangrento.

A ZPC e a guerra israelense de extermínio em Gaza

A ZPC desempenhou um papel importante em todas as etapas da campanha de extermínio contra Gaza, incluindo um prolongado esforço de propaganda. A ZPC orquestrou com êxito uma campanha maciça por toda a vasta rede dos mass media americanos, que controla e influencia. Ela fabricou uma imagem da administração Hamas em Gaza como uma organização terrorista, a qual alegadamente capturou o poder através da violência – negando totalmente sua elevação ao poder através de eleições democráticas e internacionalmente fiscalizada e a defesa do seu mandato eleitoral contra uma captura militar dos EUA-Israel apoiada pela OLP. Toda a liderança sionista judia apoiou as tomadas de terras de Israel, as suas muralhas de gueto em torno dos palestinos, as centenas de obstruções de estradas, os colonos judeus a tomarem violentamente lares palestinos na Cisjordânia e em Jerusalém Leste e o criminoso e genocida embargo económico israelense contra Gaza concebido para sistematicamente esfaimar os palestinos e levá-los à submissão.

Ao longo de dois anos desta campanha israelense de extermínio, os sionistas americanos desempenharam um papel importante levando o servil governo dos EUA a apoiar interna e externamente cada medida totalitária: A vasta maioria das sinagogas locais tornaram-se púlpitos de defesa da fome e da degradação dos 1,5 milhão de refugiados palestinos em Gaza engaiolados por todos os lados por forças mortíferas e dos 4,5 milhões "emparedados" nos cantões económica e socialmente devastadores da Cisjordânia sob ocupação estrangeira. O Congresso dos EUA vergonhosamente seguiu a liderança sionista, apoiando toda e cada uma das medidas criminosas tomadas pelo Estado de Israel e aprovando dúzias de resoluções, a maior parte das quais foi inteiramente redigida pelos lobbyistas da AIPAC a actuarem como agentes não registados do governo israelense (contrariando o estatuto federal dos EUA, o qual exige aos agentes e lobbyistas estrangeiros que se registem como tais). Os pedidos de Israel pelos mais actualizados aviões de guerra dos EUA, incluindo F16s, helicópteros canhoneiros Apache e bombas de 1000 libras foram garantidos graças ao esforços dos lobbyistas da AIPAC e dos seus clientes no Congresso dos EUA. Por outras palavras, a ZPC americana criou a cobertura ideológica e os instrumentos militares para a "guerra total" de Israel contra a indefesa população palestina. Igualmente importante, eminentes líderes sionistas no Congresso e membros do establishment de política externa bloquearam ou vetaram qualquer crítica internacional a Israel – assegurando a sua impunidade e imunidade em relação a qualquer das sanções do Congresso aprovada habitualmente contra estados criminosos. Por outras palavras, os decisores políticos israelenses operavam com o conhecimento de que não haveria repercussões económicas, diplomáticas e militares negativas para o lançamento da sua planeada campanha de extermínio de Gaza porque sabiam, antecipadamente, que "o seu pessoal" tinha o controle total da política estado-unidense do Médio Oriente ao ponto de realmente repetir ao pé da letra toda e cada uma das mentiras da propaganda em defesa da guerra total de Israel contra toda a população de Gaza.

Em defesa da guerra de extermínio de Israel

Os media impressos dos EUA controlados pelos sionistas, em particular o New York Times e o Washington Post, fabricaram sistematicamente um conto que se ajusta perfeitamente à linha oficial de Israel na defesa do seu assalto maciço a Gaza: Omitindo qualquer relato histórico das centenas de incursões armadas israelenses e assassinatos "selectivos" de líderes e responsáveis palestinos (mesmo nas suas próprias casas) os quais repetidamente violaram o "cessar fogo" acordado pelo Hamas e provocaram a sua retaliação em auto-defesa do seu povo; omitindo os anos de um embargo de alimentos e bens essenciais forçado por Israel que ameaçavam as vidas de 1,5 milhão de palestinos e levou aos esforços desesperados dos dirigentes eleitos do Hamas para assegurar abastecimentos para a sobrevivência do povo através de túneis sob a fronteira egípcia e através de ataques com mísseis contra Israel para pressionar o estado judeu a negociar um fim do bloqueio criminoso.

A Conferência de Presidentes das Principais Organizações Judias Americanas, e a vasta maioria dos grupos e congregações comunais judeus, deram apoio entusiástico e unânime à guerra total de Israel, à sua campanha de extermínio contra a população palestina cativa em Gaza. Mesmo quando imagens e relatos da destruição maciça, das mortes e ferimentos de mais de 2500 palestinos indefesos infiltraram-se nos mass media, nem uma única grande organização judia rompeu fileiras; apenas indivíduos e pequenos grupos protestaram. Todas as "Principais" persistiram na sua política da Grande Mentira: as destruições de hospitais, mesquitas, universidades, estradas, apartamentos, farmácias e portos pesqueiros foram todas etiquetadas como "alvos Hamas". O sistemático assalto total, sem oposição, de helicópteros canhoneiros contra 1,5 milhão de civis palestinos foi apagado por relatos tendenciosos de mísseis artesanais do Hamas a caírem ineficientemente próximo a cidades israelenses.

Um olhar atento ao mais importante órgão de propaganda do PMAJO, The Daily Alert (TDA), durante os primeiros cinco dias do assalto de Israel, revela a direcção da propaganda tomada pela liderança da configuração de poder pró-Israel. A TDA trabalhou sistematicamente para alcançar o seguinte:

1- Exagerar as ameaças a Israel por parte dos mísseis palestinos de Gaza, citando quatro mortes israelenses, enquanto omitia qualquer menção aos 2.500 palestinos mortos e feridos e a destruição total da sua economia e condições de vida (sem água potável, electricidade, alimentos, combustível, remédios e aquecimento no Inverno).

2- Promover o assalto militar de Israel como "defensivo", destinado a eliminar os ataques de rockets do Hamas, enquanto omitindo qualquer menção do objectivo claramente declarado de Israel de destruir todas as organizações civis, agências de bem estar social, instalações educacionais, clínicas médias e instituições de segurança pública ligadas de qualquer forma ao governo eleito do Hamas e quaisquer agências auxiliares.

3- Citar declarações seleccionadas de aliados e clientes de Israel (Washington, os media dos EUA, Alemanha e Reino Unido) a culpar o Hamas pelo conflito sem mencionar a vasta maioria de países na Assembleia Geral das Nações Unidas a condenarem a brutalidade de Israel.

4- Reproduzir calúnias israelenses contra todo e qualquer líder e organizações internacionais de direitos humanos que condenem a política de genocídio do estado judeu contra os palestinos nativos. A este respeito, a TDA é o principal "negador do genocídio" nos Estados Unidos e, talvez fora de Israel, no mundo.

5- Citar repetidamente afirmações de líderes políticos e militares israelenses de que actuam "com restrição", "salvaguardando civis" e "a alvejar objectivos militares", mesmo em face de relatos e imagens de destruição em massa e perdas de vida civis documentadas na vasta maioria do media ocidentais (não EUA).

6- Defender toda a missão israelense de bombardeamento, todos os dias, todas as horas, de todo edifício, de todo o lar e de toda instituição económica, religiosa e educacional em Gaza como "defensiva" ou uma "represália", enquanto citando alguns dos mais notórios, incondicionais apologistas de sempre da violência israelense como se fossem intelectuais isentos, incluindo Benny 'Nuke Tehran' Morris, Marty Peretz e Amos Oz.

7- O Daily Alert cita escritores, jornalistas e editores estado-unidenses que louvam e defendem a "guerra total" de Israel sem identificar a sua antiga filiação e identificação com organizações sionistas, dando a imagem falsa de um vasto espectro de opinião pública por trás do assalto. Nunca os mais moderados críticos judeus ou gentios da campanha de extermínio maciço de Israel apareceram em quaisquer números de The Daily Alert.

As principais organizações judias americanas bombardearam o Congresso dos EUA, influenciando, intimidando e comprado os acovardados "representantes" do povo americano, os media e os notáveis públicos com mentiras em defesa da guerra total de Israel para o extermínio de um povo. A sua cumplicidade pública, arrogante e aberta no genocídio pode ser considerada um crime contra a humanidade: A promoção de actos deliberados de um Estado para destruir todo um povo.

E estes cúmplices voluntários, estes "verdugos voluntários" do assassínio em massa pelo Estado continuam sem contestação dentro da classe política dos EUA. Um dos seus principais porta-vozes na nova administração Obama, o chefe dos Conselheiros Presidenciais David Axelrod, cita mesmo um discurso da campanha de Obama a defender assaltos israelenses ao povo de Gaza.

Israel arrogantemente repudia todos os apelos para terminar este assassínio em massa, pois Israel sabe que "o seu pessoal" ainda está no controle da política estado-unidense em relação ao Médio Oriente e utilizará o seu poder na nova administração presidencial para bloquear qualquer condenação deste crime.

Até à data, todos os movimentos de direitos humanos e anti-guerra deixaram sequer de mencionar, muito menos desafiar, as mais poderosas organizações políticas de propaganda, as quais influenciam a política dos EUA e manipulam os mass media em favor da campanha de extermínio de Israel. Eles não desempenharão qualquer papel restritivo sobre as políticas totalitárias de Israel enquanto os seus principais apoiantes americanos estiverem livres para mentir, manipular e defender todo e qualquer crime.

Há pouca esperança de uma política independente no Congresso dos EUA enquanto a guerra de extermínio de Israel em Gaza puder ser defendida pelo presidente do Comité de Assuntos Estrangeiros do Congresso (e sionista fanático), o deputado Howard Berman, nos seguintes termos: "Israel tem o direito, na verdade o dever, de defender-se em resposta às centenas de rockets e morteiros disparados de Gaza durante a semana passada. Nenhum governo no mundo sentaria e permitiria que os seus cidadãos fossem sujeitos a esta espécie de bombardeamento indiscriminado. A perda de vidas inocentes é uma tragédia terrível e a culpa por esta tragédia jaz com o Hamas". Portanto, o deputado Berman cinicamente omite os dois anos de embargo de Israel, os assassinatos "selectivos" de palestinos, os ataques de mísseis "selectivos" contra civis, os bloqueios por terra, mar e ar e a flagrante destruição "selectiva" da infraestrutura de Gaza. Nenhum governo, muito menos um governo islâmico eleito democraticamente, pode permanecer passivo enquanto o seu povo é esfaimado e assassinado a fim de ser submetido. Mas para os respeitados deputados Bermans do mundo, só as vidas dos judeus importam, não os milhares crescentes de assassinados, desmembrados e mutilados cidadãos de Gaza – eles não contam como pessoas!

O que deve ser feito

Os crimes de Israel contra a humanidade exigem uma resposta pública: acção social, a qual o forçará a cessar e desistir da sua campanha para exterminar o povo de Gaza. Uma vez que o estado judeu assaltou um vasto conjunto de instituições sociais palestinas, as quais ressoam com aquelas da nossa própria sociedade, podemos e devemos mobilizá-las para condenar e condenar os seus equivalentes em Israel:

1- Deveríamos exortar toda a comunidade académica a denunciar o bombardeamento por Israel da Universidade Islâmica de Gaza e a destruição total de todas as suas instalações científicas. Um boicote organizado de universidades israelenses e todos os intercâmbios académicos, especialmente científicos, deveria tornar-se a política universitária por todo o país. Atenção especial deveria ser prestada aos 450 presidente de universidades dos EUA que no passado recente denunciaram um apelo de académicos britânicos a um boicote e que permanecem silenciosos e cúmplices em face da total aniquilação física de todas as dezenas de faculdades para 20 mil estudantes universitários palestinos.

2- Todos os trabalhadores da saúde americanos, médicos, enfermeiros, técnicos, deveriam organizar e denunciar o embargo médico de Israel contra 1,5 milhão de palestinos apinhados na Faixa de Gaza. Devem condenar o bombardeamento por Israel do Hospital Pediátrico de Gaza, das farmácias de bairro e os ataques a qualquer meio de transporte de feridos palestinos vítimas dos seus ataques aéreos e com mísseis. O pessoal médico deveria levantar as questões éticas fundamentais respeitantes à colaboração do pessoal médico americano e aos programas com as políticas de "guerra total" de extermínio do Estado Judeu.

3- Todos os cidadãos deveriam exigir o fim de toda ajuda militar americana a Israel, especialmente caças F16, helicópteros de ataque Apache, mísseis, bombas "anti-bunker" de 1000 libras utilizadas pelas forças armadas israelenses sobre infraestruturas civis de Gaza e o assassínio e mutilação de mais de 2500 palestinos, civis, funcionários públicos, polícia e milícia nacional. Na busca de um corte à ajuda militar dos EUA a Israel, deveriam ser feitos todos os esforços para seleccionar e denunciar os mais poderosos, agressivos e bem sucedidos advogados e lobbyistas sionistas que influenciam os membros eleitos do Congresso e da Casa Branca sobre orçamentos de ajuda militar ao estrangeiro. Nenhum progresso na finalização da ajuda militar dos EUA à limpeza étnica de Israel terá êxito a menos que o movimento da paz e os demais estarrecidos pelo assassínio em massa de Israel enfrente directamente o lobby sionista. Isto inclui boicotes, contestações e manifestações contra a AIPAC, a Jewish Anti-Defamation League e as demais 50 organizações judias americanas, as quais criam e asseguram o endosso governamental às políticas de extermínio de Israel.

4- As instituições religiosas deveriam denunciar vigorosamente os crimes de Israel contra a humanidade, incluindo a sua demolição de cinco mesquitas, unindo todas as fés (cristã, muçulmana, budista) e especialmente estendendo a mão à pequena minoria de rabis e judeus praticantes desejosos de denunciar directamente as práticas totalitárias do Estado israelense.

5- Os trabalhadores dos portos e das docas, marinheiros e outros trabalhadores e oficiais da marinha deveriam boicotar a operação de todo comércio com Israel e denunciar o violento assalto ilegal da sua Marinha de Guerra, em águas internacionais, a barcos de pesca e navios que transportavam ajuda humanitária para Gaza. Nenhum navio transportando produtos israelenses deveria ser carregado ou descarregado enquanto Israel mantiver o seu criminoso bloqueio militar às instalações do porto de Gaza.

6- Dezenas de milhões de cidadãos estado-unidenses sujeitos ao viés unilateral dos media electrónicos e impressos pró Israel, às apresentações parciais de editorialistas, "noticiaristas" e pretensos especialistas em Médio Oriente, deveriam exigir igual tempo, cobertura e reportagens para especialistas não sionistas, analistas e comentadores. Deveríamos exigir o fim de eufemismos e fabricações, as quais convertem vítimas em agressores e exterminadores em vítimas.

7- Deveríamos travar uma batalha de ideias por toda a parte (e em todo fórum público) contra os esforços da Configuração de Poder Sionista para monopolizar a discussão sobre a política israelense de genocídio, para censurar, intimidar e inclinar os críticos do apartheid israelense – como o presidente da Assembleia Geral da ONU, Manuel d'Escoto, tão apropriadamente chama à Muralha do Gueto de Israel a cercar aldeia palestinas. A expansão do protesto público contra a guerra de extermínio de Israel é um enorme passo em frente para reagir ao monopólio sionista dos mass media e encorajar as dezenas de milhões de americanos que reconhecem claramente e privadamente não concordam com os crimes de Israel contra a humanidade e sentem-se mal com a selvajaria da elite local sionistas contra aqueles que se exprimem. A pressão de massa sobre os representantes eleitos pode impelir alguns a reconsiderar o seu abjecto servilismo aos seus "contribuidores" sionistas e aos seus colegas do "Israel First" do Congresso.

8- Uma campanha patriótica à escala nacional deveria exigir que o lobby de Israel, especialmente a AIPAC, confessasse tudo e se registasse como um a gente estrangeiro do Estado de Israel. Isto pode minar o apelo do lobby aos judeus americanos, reduzir a sua influência sobre o Congresso e abrir processos e investigações judiciais sobre o seu abuso de isenções fiscais, lavagem de dinheiro e conduzir a revelações sobre a sua aquisição traiçoeira de documentos confidenciais do Estado americano para uma potência estrangeira. Há uma poderosa base política e legal para uma tal negação do status de isenção fiscal do lobby e da sua legalidade, além da evidência transparente e esmagadora de que todas as organizações sionistas actuam como correias de transmissão para políticas do Estado israelense: Do princípio da década de 1950 até 1963, o precursor da AIPAC foi obrigado a registar-se como um agente estrangeiro do Estado de Israel. Mais recentemente, um promotor israelense apresentou prova de que a Agência Israelense-Judia e seus equivalentes dos EUA estavam a lavar milhares de milhões de dólares especialmente para o financiamento dos assentamentos coloniais israelenses nas terras palestinas ocupadas, condenados como ilegais pelo direito internacional. Audições do Congresso, processo e novas investigações publicadas revelariam o papel do Lobby como uma Quinta Coluna para o Estado de Israel contra o interesse do povo dos Estados Unidos. [NR]

Até neutralizarmos o poder difuso da Configuração de Poder Sionista e todas as suas manifestações – na vida pública e na vida cívica americana – e sua profunda penetração nos gabinetes legislativos e executivos americanos, falharemos em impedir Israel de receber armas, financiamento e apoio político para sustentar as suas guerras de extermínio étnico.

Clique a imagem para encomendar. Quando lhes disseram que a maior parte dos povos do mundo estão indignados e enraivecidos pelo assassínio em massa dos cidadãos de Gaza, podemos facilmente imaginar a desdenhosa rejeição dos principais líderes de Israel, a parafrasearam Joseph Stalin: Quantos bombardeiros, mísseis, aviões de combate e lobbies poderosos dispõem eles (os ultrajados povos do mundo)?

02/Janeiro/2009
[NR] Um dos leitores de resistir.info sugeriu que a esta lista de acções possíveis seja acrescentado o boicote à participação de Israel em competições desportivas europeias (!!!) ao nível de clubes e de selecções. Como todos os organismos desportivos internacionais devem ser apolíticos, estas participações representam sérias violações dos seus próprios estatutos.

[*] Autor de Zionism, Militarism and the Decline of US Power .

O original encontra-se em http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=11583

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

A REVOLUÇÃO CUBANA


Exilado no México após o ataque ao quartel do Exército de Moncada, em dois de dezembro de 1956 Fidel Castro partiu para Cuba no iate Granma com outros 82 revolucionários, incluindo Che Guevara. Pegos de surpresa por um ataque das tropas de Batista, poucos conseguiram escapar para a Sierra Maestra, onde passaram a organizar sua guerrilha. As miseráveis condições de vida do povo e a corrupção e a repressão crescentes deram ânimo à luta. O exército rebelde, que incluía agricultores, estudantes, mulheres e desertores do Exército regular, derrotou as tropas de Batista após dois anos de lutas.

As Etapas da Guerra

O avanço de duas colunas de guerrilheiros a partir de Sierra Maestra - uma liderada por Che Guevara e Camilo Cienfuegos rumo a oeste (outubro de 1958), a outra por Raúl Castro rumo a Guantánamo - marcou o clímax da luta dos revolucionários. Após a batalha de Santa Clara, conquistada pelas tropas de Guevara no final de dezembro, Batista fugiu para Santo Domingo. Em 1º de janeiro de 1959 a revolução declarou a vitória.

Os Heróis da Revolução

O sucesso da revolução pode ser explicado em parte pela estatura moral dos heróis que a lideraram, em parte pela unidade do movimento - toda uma população estava determinada a obter liberdade. Após a entrada triunfal em Havana, os líderes revolucionários receberam a incumbência de realizar seus objetivos: reorganizar a agricultura do país, afligida pelos entraves das grandes propriedades e da monocultura; combater o analfabetismo e o desemprego; promover a industrialização; construir casas, escolas e hospitais. Fidel Castro tornou-se primeiro-ministro e Che Guevara foi nomeado ministro da Indústria e presidente do Banco Nacional. A revolução prosseguiu, com seus heróis e ideais.

Ernesto "Che" Guevara era um argentino que encontrou Fidel no México. Despretensioso, direto e ascético, além de um idealista sem concessões, ele acreditava que o Terceiro Mundo só podia ser libertado pela luta armada.

Camilo Cienfuegos, um comandante cuja coragem tornou-se lendária, era uma pessoa franca, espontânea, com grande senso de humor. Teve papel crucial na luta armada, mas fez parte do governo apenas por um breve período. Desapareceu em 29 de outubro de 1959, quando voltava em seu pequeno avião de uma viagem de inspeção a Camagüey, e nunca mais foi visto.

Frank País, chefe do Movimento 26 de Julio, foi incumbido de organizar uma revolta em Santiago de Cuba que coincidiria com o desembarque do Granma. Mas devido ao atraso no desembarque a revolta foi sufocada. País morreu em Santiago em 30 de julho de 1957, numa emboscada preparada pelo chefe da polícia.

Raúl Castro, irmão de Fidel, um dos sobreviventes do ataque ao quartel de Moncada e do desembarque do Granma, participou da guerrilha e tornou-se membro do governo, adotando postura radical. Como ministro da Defesa, assinou com Khruschov o tratado para instalação de mísseis nucleares em Cuba, que levou à crise de 1962.

Fidel Castro, um dos estrategistas da guerrilha revolucionária. Fidel, grande orador e político, o Líder Máximo e um patriota sem concessões, personificaram o Estado cubano. Como escreveu Alejo Carpentier, "ele cumpriu o que José Martí havia prometido". Nascido em 13 de agosto de 1926 em Mayarí, leste de Cuba, filho de imigrantes espanhóis, estudou com os jesuítas e graduou-se em Direito. Começou a lutar pela causa ainda na universidade.

Guillermo García Morales foi um dos primeiros camponeses cubanos a aderir à guerra revolucionária do Movimento 26 de Julio. Guerrilheiro na Sierra Maestra junto com Fidel, foi nomeado Comandante da Revolução por seus destacados serviços.

Célia Sánchez Manduley abraçou a causa revolucionária ainda bem jovem e lutou na Sierra Maestra. Braço direito e companheira de Fidel Castro, depois de 1959 ela ocupou importantes cargos políticos. Célia Sánchez morreu de câncer em 1980, ainda jovem.

Hasta la Victoria Siempre !

Belo Horizonte, 1° de janeiro de 2009

Colaboração : Telma Araújo

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Mensaje Año Nuevo/Mensagem Ano Novo

A todos los Compañeros y Compañeras vinculados con la Solidaridad con Cuba:
Al despedirnos del ya viejo 2008 y a unos días de cumplir 50 Años de la Revolución Cubana, comparto con ustedes nuestros ideales de construcción socialista, manteniendo la confianza y el optimismo por seguir trazando caminos de victorias. Con la fuerza de nuestras ideas, el espíritu inquebrantable de nuestro pueblo y los lazos de colaboración y solidaridad con otros países continuaremos nuestras luchas por lograr un mundo mas solidario y justo.
Feliz 2009!!!!
Abrazos solidarios,
María Antonia Ramos (Assessora Política da Embaixada de Cuba )

Por que Zurdo?

O nome do blog foi inspirado no filme Zurdo de Carlos Salcés, uma película mexicana extraordinária.


Zurdo em espanhol que dizer: esquerda, mão esquerda.
E este blog significa uma postura alternativa as oficiais, as institucionais. Aqui postaremos diversos assuntos como política, cultura, história, filosofia, humor... relacionadas a realidades sem tergiversações como é costume na mídia tradicional.
Teremos uma postura radical diante dos fatos procurando estimular o pensamento crítico. Além da opinião, elabora-se a realidade desvendando os verdadeiros interesses que estão em disputa na sociedade.

Vos abraço com todo o fervor revolucionário

Raoul José Pinto



ZZ - ESTUDAR SEMPRE

  • A Condição Pós-Moderna - DAVID HARVEY
  • A Condição Pós-Moderna - Jean-François Lyotard
  • A era do capital - HOBSBAWM, E. J
  • Antonio Gramsci – vida e obra de um comunista revolucionário
  • Apuntes Criticos A La Economia Politica - Ernesto Che Guevara
  • As armas de ontem, por Max Marambio,
  • BOLÍVIA jakaskiwa - Mariléia M. Leal Caruso e Raimundo C. Caruso
  • Cultura de Consumo e Pós-Modernismo - Mike Featherstone
  • Dissidentes ou mercenários? Objetivo: liquidar a Revolução Cubana - Hernando Calvo Ospina e Katlijn Declercq
  • Ensaios sobre consciência e emancipação - Mauro Iasi
  • Esquerdas e Esquerdismo - Da Primeira Internacional a Porto Alegre - Octavio Rodríguez Araujo
  • Fenomenologia do Espírito. Autor:. Georg Wilhelm Friedrich Hegel
  • Fidel Castro: biografia a duas vozes - Ignacio Ramonet
  • Haciendo posible lo imposible — La Izquierda en el umbral del siglo XXI - Marta Harnecker
  • Hegemonias e Emancipações no século XXI - Emir Sader Ana Esther Ceceña Jaime Caycedo Jaime Estay Berenice Ramírez Armando Bartra Raúl Ornelas José María Gómez Edgardo Lande
  • HISTÓRIA COMO HISTÓRIA DA LIBERDADE - Benedetto Croce
  • Individualismo e Cultura - Gilberto Velho
  • Lênin e a Revolução, por Jean Salem
  • O Anti-Édipo — Capitalismo e Esquizofrenia Gilles Deleuze Félix Guattari
  • O Demônio da Teoria: Literatura e Senso Comum - Antoine Compagnon
  • O Marxismo de Che e o Socialismo no Século XXI - Carlos Tablada
  • O MST e a Constituição. Um sujeito histórico na luta pela reforma agrária no Brasil - Delze dos Santos Laureano
  • Os 10 Dias Que Abalaram o Mundo - JOHN REED
  • Para Ler O Pato Donald - Ariel Dorfman - Armand Mattelart.
  • Pós-Modernismo - A Lógica Cultural do Capitalismo Tardio - Frederic Jameson
  • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira
  • Simulacro e Poder - uma análise da mídia, de Marilena Chauí (Editora Perseu Abramo, 142 páginas)
  • Soberania e autodeterminação – a luta na ONU. Discursos históricos - Che, Allende, Arafat e Chávez
  • Um homem, um povo - Marta Harnecker

zz - Estudar Sempre/CLÁSSICOS DA HISTÓRIA, FILOSOFIA E ECONOMIA POLÍTICA

  • A Doença Infantil do Esquerdismo no Comunismo - Lênin
  • A História me absolverá - Fidel Castro Ruz
  • A ideologia alemã - Karl Marx e Friedrich Engels
  • A República 'Comunista' Cristã dos Guaranis (1610-1768) - Clóvis Lugon
  • A Revolução antes da Revolução. As guerras camponesas na Alemanha. Revolução e contra-revolução na Alemanha - Friedrich Engels
  • A Revolução antes da Revolução. As lutas de classes na França - de 1848 a 1850. O 18 Brumário de Luis Bonaparte. A Guerra Civil na França - Karl Marx
  • A Revolução Burguesa no Brasil - Florestan Fernandes
  • A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky - Lênin
  • A sagrada família - Karl Marx e Friedrich Engels
  • Antígona, de Sófocles
  • As tarefas revolucionárias da juventude - Lenin, Fidel e Frei Betto
  • As três fontes - V. I. Lenin
  • CASA-GRANDE & senzala - Gilberto Freyre
  • Crítica Eurocomunismo - Ernest Mandel
  • Dialética do Concreto - KOSIK, Karel
  • Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico - Friedrich Engels
  • Do sonho às coisas - José Carlos Mariátegui
  • Ensaios Sobre a Revolução Chilena - Manuel Castells, Ruy Mauro Marini e/ou Carlos altamiro
  • Estratégia Operária e Neocapitalismo - André Gorz
  • Eurocomunismo e Estado - Santiago Carrillo
  • Fenomenologia da Percepção - MERLEAU-PONTY, Maurice
  • História do socialismo e das lutas sociais - Max Beer
  • Manifesto do Partido Comunista - Karl Marx e Friedrich Engels
  • MANUAL DE ESTRATÉGIA SUBVERSIVA - Vo Nguyen Giap
  • MANUAL DE MARXISMO-LENINISMO - OTTO KUUSINEN
  • Manuscritos econômico filosóficos - MARX, Karl
  • Mensagem do Comitê Central à Liga dosComunistas - Karl Marx e Friedrich Engels
  • Minima Moralia - Theodor Wiesengrund Adorno
  • O Ano I da Revolução Russa - Victor Serge
  • O Caminho do Poder - Karl Kautsky
  • O Marxismo e o Estado - Norberto Bobbio e outros
  • O Que Todo Revolucionário Deve Saber Sobre a Repressão - Victo Serge
  • Orestéia, de Ésquilo
  • Os irredutíveis - Daniel Bensaïd
  • Que Fazer? - Lênin
  • Raízes do Brasil - Sérgio Buarque de Holanda
  • Reforma ou Revolução - Rosa Luxemburgo
  • Revolução Mexicana - antecedentes, desenvolvimento, conseqüências - Rodolfo Bórquez Bustos, Rafael Alarcón Medina, Marco Antonio Basilio Loza
  • Revolução Russa - L. Trotsky
  • Sete ensaios de interpretação da realidade peruana - José Carlos Mariátegui/ Editora Expressão Popular
  • Sobre a Ditadura do Proletariado - Étienne Balibar
  • Sobre a evolução do conceito de campesinato - Eduardo Sevilla Guzmán e Manuel González de Molina

ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA

  • 1984 - George Orwell
  • A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende
  • A Espera dos Bárbaros - J.M. Coetzee
  • A hora da estrela - Clarice Lispector
  • A Leste do Éden - John Steinbeck,
  • A Mãe, MÁXIMO GORKI
  • A Peste - Albert Camus
  • A Revolução do Bichos - George Orwell
  • Admirável Mundo Novo - ALDOUS HUXLEY
  • Ainda é Tempo de Viver - Roger Garaud
  • Aleph - Jorge Luis Borges
  • As cartas do Pe. Antônio Veira
  • As Minhas Universidades, MÁXIMO GORKI
  • Assim foi temperado o aço - Nikolai Ostrovski
  • Cem anos de solidão - Gabriel García Márquez
  • Contos - Jack London
  • Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski
  • Desonra, de John Maxwell Coetzee
  • Desça Moisés ( WILLIAM FAULKNER)
  • Don Quixote de la Mancha - Miguel de Cervantes
  • Dona flor e seus dois maridos, de Jorge Amado
  • Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago
  • Ensaio sobre a lucidez, de José Saramago
  • Fausto - JOHANN WOLFGANG GOETHE
  • Ficções - Jorge Luis Borges
  • Guerra e Paz - LEON TOLSTOI
  • Incidente em Antares, de Érico Veríssimo
  • Memórias do Cárcere - Graciliano Ramos
  • O Alienista - Machado de Assis
  • O amor nos tempos do cólera - Gabriel García Márquez
  • O Contrato de Casamento, de Honoré de Balzac
  • O Estrangeiro - Albert Camus
  • O homem revoltado - Albert Camus
  • O jogo da Amarelinha – Júlio Cortazar
  • O livro de Areia – Jorge Luis Borges
  • O mercador de Veneza, de William Shakespeare
  • O mito de Sísifo, de Albert Camus
  • O Nome da Rosa - Umberto Eco
  • O Processo - Franz Kafka
  • O Príncipe de Nicolau Maquiavel
  • O Senhor das Moscas, WILLIAM GOLDING
  • O Som e a Fúria (WILLIAM FAULKNER)
  • O ULTIMO LEITOR - PIGLIA, RICARDO
  • Oliver Twist, de Charles Dickens
  • Os Invencidos, WILLIAM FAULKNER
  • Os Miseravéis - Victor Hugo
  • Os Prêmios – Júlio Cortazar
  • OS TRABALHADORES DO MAR - Vitor Hugo
  • Por Quem os Sinos Dobram - ERNEST HEMINGWAY
  • São Bernardo - Graciliano Ramos
  • Vidas secas - Graciliano Ramos
  • VINHAS DA IRA, (JOHN STEINBECK)

ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA GUERRILHEIRA

  • A Guerra de Guerrilhas - Comandante Che Guevara
  • A montanha é algo mais que uma imensa estepe verde - Omar Cabezas
  • Da guerrilha ao socialismo – a Revolução Cubana - Florestan Fernandes
  • EZLN – Passos de uma rebeldia - Emilio Gennari
  • Imagens da revolução – documentos políticos das organizações clandestinas de esquerda dos anos 1961-1971; Daniel Aarão Reis Filho e Jair Ferreira de Sá
  • O Diário do Che na Bolívia
  • PODER E CONTRAPODER NA AMÉRICA LATINA Autor: FLORESTAN FERNANDES
  • Rebelde – testemunho de um combatente - Fernando Vecino Alegret

ZZ- Estudar Sempre /GEOGRAFIA EM MOVIMENTO

  • Abordagens e concepções de território - Marcos Aurélio Saquet
  • Campesinato e territórios em disputa - Eliane Tomiasi Paulino, João Edmilson Fabrini (organizadores)
  • Cidade e Campo - relações e contradições entre urbano e rural - Maria Encarnação Beltrão Sposito e Arthur Magon Whitacker (orgs)
  • Cidades Médias - produção do espaço urbano e regional - Eliseu Savério Sposito, M. Encarnação Beltrão Sposito, Oscar Sobarzo (orgs)
  • Cidades Médias: espaços em transição - Maria Encarnação Beltrão Spósito (org.)
  • Geografia Agrária - teoria e poder - Bernardo Mançano Fernandes, Marta Inez Medeiros Marques, Júlio César Suzuki (orgs.)
  • Geomorfologia - aplicações e metodologias - João Osvaldo Rodrigues Nunes e Paulo César Rocha
  • Indústria, ordenamento do território e transportes - a contribuição de André Fischer. Organizadores: Olga Lúcia Castreghini de Freitas Firkowski e Eliseu Savério Spósito
  • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira