quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Soledad, como um poema - O livro “Soledad no Recife”

05/08/2009

A filha de Soledad com o autor, no lançamento do livro em São Paulo

Soledad, como um poema

“Agora, quase 37 anos depois desse episódio, um escritor pernambucano, Urariano Mota, lança um romance sobre o caso, tendo como personagens centrais o narrador – que o escritor garante ser ficcional embora, como leitor, é difícil acreditar dado o texto poético, apaixonado, platonicamente apaixonado – e Soledad Barrett Viedma, a Sol, bela paraguaia de 28 anos, uma mulher sublime, militante da VPR, que, não se sabe como, tornou-se mulher do homem insensível e traidor que se tornou seu algoz.

Soledad no Recife é um livro de ficção, mas – acredito – só no modo de contar, no texto que parece um poema em que o autor se esqueceu de quebrar em versos. É um romance de valor histórico muito importante nestes tempos em que se tenta recuperar a história recente de um período que os adeptos da ditadura, da tortura, das mortes de opositores, tentam fazer que seja apagado da memória do Brasil e dos brasileiros.”

(Mouzar Benedito, no Observatório da Imprensa, que reproduz texto do seu blog Via Política, http://www.viapolitica.com.br/principal.php)i



Escrito por urariano às 12h27
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21/07/2009

Autógrafos

Quarta-feira, 29 de julho às 18h30

Livro: SOLEDAD NO RECIFE


Autor: Urariano Mota

Editora: Boitempo

Local: Livraria Cultura Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2073 - Loja 151 - Artes - São Paulo/SP

Sobre o título:


Nesta quarta-feira, a Livraria Cultura receberá Urariano Mota para uma sessão de autógrafos do livro 'Soledad no Recife'. Com um texto poético que percorre as veredas dos testemunhos e das confissões, o escritor Urariano Mota revive neste romance a passagem da militante paraguaia Soledad Barret pelo Recife, em 1973, e a traição que culminou em sua tortura e assassinato pela ditadura militar. Delatada pelo próprio companheiro Daniel, conhecido depois como Cabo Anselmo, Soledad morre com um grupo de militantes socialistas, na capital pernambucana, pelas mãos da equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury. O episódio, conhecido como 'O massacre da chácara São Bento', revelou-se um extermínio calculado, bem diferente do confronto armado que a mídia, censurada, divulgou. Com caderno fotográfico, o livro traz ainda outras homenagens à Soledad, como o poema de Mario Benedetti, 'Muerte de Soledad Barret'.



Escrito por urariano às 15h00
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30/06/2009

Soledad no Recife em julho

Publicado no site Vi o Mundo, http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/soledad-no-recife-em-julho/

Edição, entrevista e texto: Conceição Lemes

Eu a “conheci” ao ler uma coluna do jornalista e escritor pernambucano Urariano Mota, em Direto da Redação. Fascinou-me na hora. Uma jovem idealista, corajosa, doce e linda, muito linda.Foi torturada e morta no Recife em 1973, grávida, depois de ser entregue ao delegado Sílvio Paranhos Fleury, traída pelo cabo Anselmo , de quem trazia um filho na barriga. O texto era tão terno, carinhoso, delicado. Confesso que me passou pela cabeça os dois terem sido namorados.

Emocionou-me tanto a história, que, imediatamente, quis saber mais de Soledad. Daí nasceu esta conversa com Urariano, que lança, em julho, o livro “Soledad no Recife” pela editora Boitempo. Ele é autor do romance “Os Corações Futuristas”, cuja paisagem é a ditadura Médici.

Viomundo -- Por que Soledad? Na sua coluna, você diz que só agora teve condições de mergulhar nas entranhas daquele momento. Por quê?

Urariano Mota -- Há temas que nos perseguem, embora nem sempre a gente perceba. No meu primeiro livro, o romance “Os corações futuristas”, houve Cíntia, uma brava socialista. Já no destino trágico de Cíntia havia um destino de Soledad. A "diferença" é que Cíntia se apoiava em outra pessoa, em outra militante. Enquanto Soledad, pelo menos quero crer e me empenhei muito por isso, Soledad é a pessoa. É a própria pessoa, pelo menos desejo ter realizado isso.

Por que só agora, 36 anos depois? De um ponto de vista pessoal, estou mais apto e cônscio de minhas fronteiras. De um ponto de vista mais geral, digamos, objetivo, o crime contra Soledad é o caso mais eloqüente da guerra suja da ditadura no Brasil. A traição que ela sofreu expressa, com vigor, a traição contra jovens do sentimento mais generoso, que é o sentimento de humanidade, do mundo.

Viomundo -- Era tua amiga? Como ela era?

Urariano Mota -- Eu sou fundamentalmente um escritor. Isso quer dizer, expresso minha experiência vivida, sempre. Ou em fatos biográficos, testemunhados e sofridos, ou em fatos imaginados, recompostos, ressurgidos, que são também, para a literatura, para o artista, fatos testemunhados e sofridos. Soledad não era, ela é minha amiga. Mas não trocamos palavras em sua curta vida. Este livro diz a ela, fala as palavras que não podemos trocar, no Recife da ditadura Médici.

Mais de uma pessoa, para não dizer quase todas as pessoas, pensam que Soledad foi minha namorada, que eu a conheci pessoalmente. Isso vem da narração e da forma apaixonada do relato. Essa impressão surge, veio e vem do livro. Mais de um leitor já recebeu essa impressão. Isso se deve à mistura, em um só corpo, de pessoas e fatos absolutamente reais, documentados, sabidos, ao sentimento que tenho daqueles dias. O documento vivido pela segunda vez. Então, é claro, o elemento "ficcional" virou factual. Como ela era, como ela é, o livro dirá.

Viomundo -- É citado o massacre da chácara São Bento. Que lembrança isso traz?

Urariano Mota -- As notícias, publicadas em todo o Brasil em janeiro de 1973, dos seis "terroristas” mortos no aparelho da São Bento, são absolutamente falsas. As "notícias" de terroristas mortos, naquele tempo, eram reproduzidas com a mesma redação e teor em toda a imprensa brasileira. Vinham da agência de segurança nacional. Jamais houve o “massacre da chácara São Bento”. Houve a execução fria, planejada, de seis bravos militantes. A chácara foi o teatrinho criado para a execução de seis bravos.

Soledad Barret Viedma e Pauline Reichstul – há testemunho público disso - foram assaltadas em uma butique no Recife, de surpresa espancadas sob pistolas e seqüestradas. Em uma mangueira, por trás da butique, a proprietária notou depois sangue, vômito e urina. Isso de modo público, à vista de todos. Jarbas Pereira Marques, outro militante, que aparece entre os terroristas da chácara, foi retirado da livraria onde trabalhava, à luz do dia.
Digo isso no livro, e repito aqui: em uma ditadura, até as datas dos jornais são falsas.

Viomundo -- Soledad foi traída pelo cabo Anselmo, que a delatou ao delegado Fleury. Você conheceu o cabo Anselmo? O que sente por ele?


Urariano Mota -- Eu estudo o seu caráter há muitos e muitos anos. Ele é objeto de minha permanente observação e pesquisa. No entanto, jamais vi na rua o cabo Anselmo. Eu o conheço por seus cadáveres, que ele arrasta como uma cauda. Fui, sou amigo de quem ele perseguiu, traiu e matou.

Ninguém podia imaginar que ele fosse uma infiltração. Anselmo pertence à família dos agentes duplos, dos instrumentos de política que se chamam espiões. Isso quer dizer: ele é um mundo de mentiras. Ele era e é um sistema em que mentiras armam mentiras, que constroem mentiras, sempre. Isso quer dizer, enfim, que tudo quanto esse instrumento dizia e disser, falar, deve ser posto sob absoluta desconfiança, porque ele mente por sistema, por hábito, por defesa, por ataque e natureza. Não se pode acreditar em uma só das suas palavras. Quando ele diz eu amo, eu respeito, o bom senso deve traduzir de imediato, ele odeia e despreza.

Sou de opinião que não importa o seu último nome. Porque ele não tem outro nome nem outra face. Jonas, Daniel, José, com barba, sem barba, magro, gordo, com novos olhos, novas orelhas, novo nariz, nova boca, não importa. Ele será sempre, para onde for, cabo Anselmo, aquele que gerou a morte da sua companheira, que trazia um filho no ventre.

Viomundo -- Soledad morreu jovem, linda. Se ela vivesse no Brasil de hoje, o que estaria fazendo Soledad, em quem votaria, o que a preocuparia?

Urariano Mota -- É a pergunta mais difícil. Mas sei, ou posso ter a esperança de que ela estaria no movimento socialista, com um apoio crítico ao governo Lula. Continuaria linda, pelo fogo que tomava o seu corpo e sua vida, que não se apaga, não arrefece, apenas fica mais maturado. Como um vinho decantado que embriaga melhor.

Para ela, viva neste 2009, digo o que escrevi no livro:

Soledad não é só a mulher bonita, de um ponto de vista físico, cuja fotografia revela apenas uma estação do seu ser. Uma estação imóvel do seu peito dinâmico, e de tal modo que dará ao fotógrafo o que se diz de um mau desenhista, “isto não se parece com ela, não saiu parecido”. E se pedirá então ao fotógrafo o absurdo, a saber, que a máquina, a mecânica, reproduza um ser, a textura, cor e delicadeza da orquídea, da pessoa mesma. Como se fosse possível da flor um close que a isolasse do ar que ela respira, do campo em torno, do cheiro que exala, em resumo, como se fosse possível reproduzir o complexo, a conspiração de sentidos que se dirigem para um único fim, a pessoa, o ser vivo, poderoso em nos despertar amor, afeição, paixão, tar a e paz, que buscamos como a uma miragem. Ainda assim, se sabemos que na flor há um ser inalcançado na fotografia, se comparamos, se transpomos mal, imagine-se então Soledad no lugar dessa flor do campo. Imaginamos mal e mau, já vêem. Flor não se rebela nem canta. Flor nos desperta canção e rebeldia, quando machucada. Mas a pessoa de Soledad, ainda que lembre essa flor - e é irrecusável não lhe ver a pele como o tecido de uma pétala -, e assim a lembraremos pelo vento forte e traiçoeiro que se prepara para a muchucar e destruir, ainda assim, como a superar tal associação, ainda que nos persiga como só uma idéia é capaz de perseguir, hoje, neste dia do seu aniversário, ela está mais bela que antes.

¡Arriba, Sol!


Como aperitivo, encante-se com mais estes dois momentos de"Soledad no Recife"

Primeira vez em que Urariano fala de Soledad no livro

Eu a vi primeiro numa noite de sexta-feira de carnaval. Fossem outras circunstâncias, diria que a visão de Soledad, naquela sexta-feira de 1972, dava na gente a vontade de cantar. Mas eu a vi, como se fosse a primeira vez, quando saíamos do Coliseu, o cinema de arte daqueles tempos no Recife. Vi-a, olhei-a e voltei a olhá-la por impulso, porque a sua pessoa assim exigia, mas logo depois tornei a mim mesmo, tonto que eu estava ainda com as imagens do filme. Num lago que já não estava tranquilo, perturbado a sua visão me deixou. Assim como muitos anos depois, quando saí de uma exposição de gravuras de Goya, quando saí daqueles desenhos, daquele homem metade tronco de árvore, metade gente, eu me encontrava com dificuldade de voltar ao cotidiano, ao mundo normal, “alienado”, como dizíamos então. Saíamos do cinema eu e Ivan, ao fim do mal digerido O anjo exterminador. Imagens estranhas e invasoras assaltavam a gente.

A vontade que dava de cantar retornou adiante, naquela mesma noite. No Bar de Aroeira, no pátio de São Pedro, naquela sexta-feira gorda. Como são pequenas as cidades para os que têm convicções semelhantes! Estávamos eu e Ivan sentados em bancos rústicos de madeira, na segunda batida de limão, quando irromperam Júlio, ela e um terceiro, que eu não conhecia. Ela veio, Júlio veio, o terceiro veio, mas foi como se ela se distanciasse à frente – diria mesmo, como se existisse só ela, e de tal modo que eu baixei os olhos. “Como é bela”, eu me disse, quando na verdade eu traduzi para beleza o que era graça, graça e terna feminilidade.


A morte de Soledad

Chegamos agora mais perto de Soledad Barret Viedma. Excluo-me, na medida do possível, da qualidade daquele que a amou em silêncio.

Há quem considere que a morte de Soledad, nas circunstâncias que conhecemos mais tarde, deu-se em razão de sua ternura. Isso é mais que um namoro, um interlúdio, para dizer que ela esculpiu a própria sorte, porque, diabo, era terna e verdadeira. Com a evidência de um escândalo. Prenhe de ternura até as raias do suicídio. Esse elogio torto, digno da reencarnação e pele de um Anselmo 2, é como um açúcar no sal de sua execução. Um doce, um mel, a lhe correr sobre os lábios entre coices, descargas elétricas e afogamentos. Conviria melhor ser dito que ela, por suas qualidades raras de pessoa, estava condenada.



Escrito por urariano às 08h51
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21/06/2009

SOLEDAD NO RECIFE


Andrés Colmán Gutiérerz *

Este artigo foi publicado no suplemento cultural Correo Semanal, do jornal Última Hora, do Paraguai, no sábado 20 de junho de 2009. Para quem puder acessá-lo em PDF, verá uma foto inédita de Soledad Barret Viedma, que revoluciona até os peitos de pedra.


El regreso de Soledad Barrett


Andrés Colmán Gutiérerz *





Era tan dulce y hermosa que hubiera llegado a ser "Miss Paraguay, carátula, almanaque", dice el poeta Mario Benedetti. Pero la sangre de su abuelo, el gran periodista, escritor y luchador anarquista Rafael Barrett, la tironeaba desde las raíces, conduciéndola a un destino de entrega a la lucha social y política, que forjó su corta, heroica y trágica historia.

Poco se sabe de Soledad Barrett Viedma, nacida el 6 de enero de 1945, hija de Alejandro Rafael Barrett López, único hijo del recordado autor de El dolor paraguayo. En Sâo Paulo hay una escuela y en Río de Janeiro una calle que llevan su nombre, pero en el Paraguay su historia es aún desconocida, apenas fragmentos filtrados a través del clásico poema de Benedetti y la canción de su compatriota uruguayo Daniel Viglietti.

Ahora, Soledad Barrett es rescatada por el novelista brasileño Urariano Mota, quien la conoció personalmente en su Recife natal, y vivió de cerca su trágico fin, cuando, luego de haber militado en organizaciones de la izquierda uruguaya, llegó hasta el Nordeste del Brasil, en 1971, para unirse a filas de la Vanguardia Popular Revolucionaria (VPR), la legendaria guerrilla brasileña, liderada por el capitán Carlos Lamarca, en la lucha por derrocar a la dictadura militar del vecino país.

Soledad en Recife es el título del libro que publicará la Editorial Boitempo, en julio. Se trata de una novela de no-ficción o reportaje novelado, que recrea la valiente entrega de la joven paraguaya a la lucha revolucionaria, y cómo acabó entregada a los represores por su propio amante, el supuesto guerrillero Daniel, quien en realidad era "el cabo Anselmo", un doble agente de la dictadura.

Urariano Mota, nacido en Recife y residente en Olinda, es autor de la consagrada novela Os coraçôes futuristas, que retrata los sombríos años de la dictadura Médici en el Nordeste brasileño, en los años 70.

"Soledad Barrett marcó profundamente mi juventud, cuando la vi en mi ciudad, en 1973. Después de su muerte, tomé conocimiento de tres grandes crímenes: a) su propia y vil ejecución; b) la traición del cabo Anselmo, su propio esposo; c) la muerte de un amigo mío entre los seis ?terroristas' que fueron exterminados con ella", relata el escritor al Correo Semanal.

"Yo tengo por Soledad Barrett amor y admiración, como el libro lo narra en voz más alta que esta declaración", afirma Urariano Mota, acerca de su nueva obra.

"Esta admiración se extiende a su abuelo, el gran Rafael Barrett, escritor olvidado fuera del Paraguay. Así como lo menciono en el libro, Rafael Barrett transmitió a Soledad no solamente la sangre, la herencia de caracteres, sino que él fue su inspiración y su influencia hasta la trágica muerte", declara el novelista.

Eran años de dictadura y terror. También de lucha revolucionaria y amor. Soledad tenía 25 años de edad cuando perdió a su esposo, el brasileño José María Ferreira de Araújo, capturado y asesinado por los militares, en 1970.

En el fragor de la lucha se reencontró con Daniel, antiguo compañero de José María, a quien había conocido en Cuba. Era un militar que lideró la "revuelta de los marineros", en 1964, contra el Gobierno de João Goulart, y se había convertido en héroe para los guerrilleros. Pero la dictadura lo había captado como agente y tenía la misión de delatar a sus compañeros.

Soledad halló en él a un nuevo compañero, sin desconfiar que lo iba a traicionar. La paraguaya estaba embarazada de 5 meses, cuando el padre de su bebé la entregó a los militares, junto con otros cinco miembros de la VPR, el 8 de enero de 1973. Fueron secuestrados y salvajemente torturados hasta la muerte, en una granja de las afueras de Recife, en el caso conocido como "A masacre da chácara de São Bento".

A pocos días de haber cumplido 28 años de edad, la revolucionaria nieta del gran Rafael Barrett acabó su vida de manera violenta, para ser recordada por los versos de Mario Benedetti: "Soledad, no moriste en soledad, por eso tu muerte no se llora, simplemente la izamos en el aire...".

Treinta y seis años después, la guerrillera paraguaya Soledad Barrett vuelve a vivir, gracias a la pluma de un apasionado escritor brasileño.

El escritor brasileño Urariano Mota publica en julio su libro Soledad en Recife, que rescata la heroica y trágica historia de la luchadora y guerrillera paraguaya, nieta del gran Rafael Barrett.


* Periodista, escritor, guionista. Publicó las novelas "El último vuelo del pájaro campana" (1995, Premio de Narrativa El Lector, reeditada en 2007), "El país en una plaza" (2004), el album de cómic "Mediodía en la tierra de nadie (El asesinato del periodista Santiago Leguizamón)" (2006) y el libro de cuentos "El Principito en la Plaza Uruguaya". Recibió el Premio Vladimir Herzog (Brasil, 1985) y el Premio Nacional de Periodismo Santiago Leguizamón (Paraguay, 2000). Es periodista del diario Ultima Hora. Director de Libertad de Expresión del Foro de Periodistas Paraguayos (Fopep).






Escrito por urariano às 14h24
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04/06/2009

A hora de Soledad Barret Viedma

Urariano Mota

Amigos, aquilo que há muitos e muitos anos eu sentia por todos os poros e sentidos, aquilo que meu faro pressentia, que a hora de Soledad Barret Viedma se acercava, agora chegou. Em julho, a Boitempo Editorial publica o meu, o nosso livro, “Soledad no Recife”.

Para quem não sabe, Soledad Barret Viedma foi torturada e morta no Recife em 1973, grávida e traída, depois de entregue a Fleury pela marido, o Cabo Anselmo.

Um dos leitores de Soledad no Recife assim se expressou:

“O livro alcança e fere vários tipos de leitores, desde os que já conhecem a história do ‘massacre da chácara São Bento’ até os que a desconheçam totalmente.

É um relato candente, comovido e comovente, construído desde um ponto de vista original, qual seja, o de uma voz narrativa pertencente a quem tenha conhecido os dois protagonistas históricos da trama, Daniel, aliás, Cabo Anselmo (ou será o contrário?), e Soledad, a jovem idealista assassinada, com os demais companheiros. O relato recupera um clima de época através das letras de música com muita habilidade.

É um relato testemunhal, no sentido bíblico da palavra, e ao mesmo tempo confessional. É testemunhal porque visa dar testemunho, contar uma verdade, trazer à luz fato que revela e elucida”.

Portanto, amigos, não foi em vão esperar tanto tempo.

“Sete anos de pastor Jacó servia

Labão, pai de Raquel, serrana bela;

Mas não servia ao pai, servia a ela,

E a ela só por prêmio pretendia....

... Dizendo: - Mais servira, se não fora

Para tão longo amor tão curta a vida”.

A bela e brava Soledad Barret Viedma volta à vida em julho. Em todas as livrarias.

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Por que Zurdo?

O nome do blog foi inspirado no filme Zurdo de Carlos Salcés, uma película mexicana extraordinária.


Zurdo em espanhol que dizer: esquerda, mão esquerda.
E este blog significa uma postura alternativa as oficiais, as institucionais. Aqui postaremos diversos assuntos como política, cultura, história, filosofia, humor... relacionadas a realidades sem tergiversações como é costume na mídia tradicional.
Teremos uma postura radical diante dos fatos procurando estimular o pensamento crítico. Além da opinião, elabora-se a realidade desvendando os verdadeiros interesses que estão em disputa na sociedade.

Vos abraço com todo o fervor revolucionário

Raoul José Pinto



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