quinta-feira, 26 de maio de 2011

SIONISTAS TENTAM CRIMINALIZAR O PCB E CASSAR O REGISTRO DO PARTIDO NO TSE


(Nota Política do PCB)

Fomos informados de que uma entidade chamada CONIB (Confederação Israelita do Brasil) teria formalizado, no início deste mês, representação contra o PCB (Partido Comunista Brasileiro), junto ao TSE, alegando prática de “antissemitismo”, por ter a página do partido na internet publicado artigo denominado “Os Donos do Sistema: o Poder Oculto; de Onde Nasce a Impunidade de Israel”.

Na apresentação de seu portal, a entidade se assume sionista, posiciona-se “na linha de frente do combate ao antissemitismo” e oferece “links” para todas as organizações sionistas de Israel, dos Estados Unidos e de âmbito mundial ou nacionais, a imensa maioria de direita.

Apesar de ainda não conhecermos os termos da representação (não divulgada pela entidade), inferimos que sua verdadeira intenção é tentar cassar o registro do PCB, como se se fosse possível calar a voz dos verdadeiros comunistas brasileiros. Nosso partido – o mais antigo do Brasil, fundado em 1922 - foi escolhido criteriosamente para esta ofensiva por razões que nos orgulham. Além de lutarmos pela superação do capitalismo, praticamos com firmeza e independência o internacionalismo proletário, a solidariedade a todos os povos em luta contra o imperialismo e o sionismo, cujo significado não se refere ao seu conteúdo original, mas ao caráter atual do movimento, hegemonicamente fascista e imperialista.

A nosso ver, trata-se de uma ação política, muito mais do que jurídica.

O texto que provocou a reação da CONIB é de autoria do jornalista argentino Manuel Freytas, divulgado originalmente no sítio eletrônico IAR Notícias, e reproduzido mundialmente em pelo menos mais de trinta portais progressistas e anti-imperialistas, listados ao final desta nota.

Segundo a apócrifa nota publicada pela citada CONIB (www.conib.org.br), o texto se utiliza “de imagens apelativas, distorções da realidade e argumentos conspiratórios e claramente anti-semitas”, revelando “alto grau de desconhecimento do cenário político-econômico internacional”, por repetir (agora no século 21!) chavões da obra “Os Protocolos dos Sábios de Sião, farsa montada pela polícia czarista da Rússia, no século 19”. Assim, o PCB é acusado de “incentivar a discriminação e a proliferação da intolerância religiosa, étnica e racial em nosso país”.

Termina a nota afirmando que a representação baseia-se na Lei Orgânica dos Partidos Políticos, com a “finalidade de evitar que abusos e inverdades desencadeiem preconceitos contra a comunidade judaica brasileira”.

Diante deste fato, o PCB vem a público se pronunciar:

1 – O PCB não se intimidará diante da pressão de organizações sionistas de direita e continuará prestando ampla, geral e irrestrita solidariedade ao povo palestino, vítima da escandalosa impunidade de Israel, tema do artigo considerado ofensivo. Desrespeitando todas as Resoluções da ONU, o estado israelense continua ampliando a ocupação de territórios dos palestinos, derrubando suas casas, criando o chamado “Muro do Apartheid”, invadindo e cercando a Faixa de Gaza, onde impede a entrada de ajuda humanitária (inclusive alimentos e medicamentos), assassinando e prendendo militantes palestinos, mantendo mais de 11.000 deles em condições abjetas em seus cárceres. Mais do que isso, continuaremos a denunciar que Israel se transformou numa enorme base militar norte-americana no Oriente Médio. O país é o primeiro destino da ajuda militar estadunidense no mundo e o único do Oriente Médio a ter direito a armas nucleares, sem permitir a inspeção internacional que exige de outros países.

2 – Esta ofensiva contra o PCB se deve ao fato de que apoiamos e participamos dos diversos Comitês de Solidariedade ao Povo Palestino que se consolidam e se multiplicam pelo Brasil. No nosso portal, este texto foi escolhido aleatoriamente, pois com uma simples pesquisa se pode verificar que ali os artigos e informações sobre a luta contra a política terrorista do Estado de Israel se contam às centenas, muitos deles mais contundentes que o escolhido para ofender a liberdade de imprensa consagrada em nosso país e tentar intimidar e criminalizar o PCB. Publicamo-lo exatamente há um ano, mas só agora ele foi “descoberto”.

3 – É significativo que esta atitude intimidatória (que está se dando em vários países) ocorra no exato momento em que as duas maiores organizações políticas palestinas (Fatah e Hamas) anunciam a retomada de seus entendimentos e o desejo de dividir a responsabilidade pela administração dos territórios palestinos, que foram separados arbitrariamente pelas forças militares israelenses com o uso da violência e da ocupação.

4 – A unidade dessas duas organizações contraria os planos imperialistas de divisão sectária entre os palestinos – exatamente porque cria melhores condições para o reconhecimento internacional do Estado Palestino e para uma negociação pela paz na região -, tudo que Israel não deseja, apesar das reiteradas resoluções da ONU nesse sentido.

5 – Esta atitude arbitrária de perseguição política coincide também com a satanização do mundo muçulmano, este sim vítima de preconceitos e estigmatização, sem que a mídia burguesa se utilize de expressões como “anti-islamismo”, “anti-xiitismo”, “anti-sunitismo” etc. Coincide também com a proximidade da Assembleia Geral da ONU que, no próximo mês de setembro, discutirá o reconhecimento do Estado Palestino.

6 - Coincide ainda com a movimentação imperialista para ampliar seletivamente a agressão militar no Norte da África e no Oriente Médio, para além do Iraque e do Afeganistão. Coincide com a descarada intervenção militar na Líbia, com as provocações contra a Síria e o Irã, acusados de solidários aos palestinos e de apoio ao “terrorismo”.

7 - As raivosas declarações das autoridades israelenses sobre a unidade das citadas organizações políticas palestinas deixam em evidência que Israel não tem qualquer interesse na paz na região e muito menos na criação do Estado Palestino. Fica claro que o objetivo do sionismo é ocupar todo o território palestino, através dos assentamentos ilegais, transformando o antigo território palestino no que chamam de Grande Israel, para inviabilizar na prática uma decisão da ONU, de 1948 - da coexistência pacífica de dois Estados, no território até então exclusivamente palestino -, boicotada pelos israelenses há mais de sessenta anos!

8 – Não tememos qualquer processo judicial, porque conhecemos as leis brasileiras, que têm como cláusula pétrea constitucional o livre direito de expressão e a proibição da censura.

9 – Mesmo que prosperasse esta absurda afronta às liberdades democráticas, estamos certos de que teríamos a solidariedade firme e militante de centenas de organizações políticas e sociais e personalidades democráticas, não só do Brasil, mas de todo o mundo.

10 – Não há, em qualquer documento do PCB, qualquer intolerância religiosa, étnica e racial contra qualquer povo ou comunidade. Criticar a direita sionista não significa criticar a comunidade judaica que, no Brasil e no mundo, é composta também por militantes democratas, humanistas e comunistas, que lutam contra a política terrorista e imperialista do Estado de Israel e se solidarizam com o povo palestino. O PCB tem uma vasta e orgulhosa tradição, desde a sua fundação até os dias de hoje, de contar com militantes e amigos de origem judaica.

11 - Os comunistas, em todo o mundo, somos contra qualquer intolerância religiosa ou étnica, contra preconceitos e nacionalismos xenófobos, porque lutamos por um mundo de iguais, sem fronteiras, sem Estado, sem forças armadas, sem opressores e oprimidos. Não entendemos o que a CONIB quer dizer com a expressão “intolerância racial”, pois todos os povos pertencem à mesma raça humana. A não ser que assim pensem os que se acreditam pertencentes a uma “raça superior”, escolhida por alguma divindade.

12 - Os comunistas do mundo inteiro tiveram papel decisivo na luta contra o nazi-fascismo que vitimou dramaticamente os judeus, mas também a muitos outros povos. O povo russo, dirigido pelo Partido Comunista da União Soviética, foi o que entregou mais vidas em defesa da humanidade, mais de 20 milhões, principalmente de seus jovens.

13 – O sítio do PCB na internet é um espaço de difusão não apenas das opiniões do Partido, mas de outras organizações e personalidades com alguma afinidade política, porque objetiva também prestar informação e fomentar o debate sobre questões candentes, nacionais e internacionais. Na primeira página de nosso portal (www.pcb.org.br), deixamos claro que:

“Só publicamos nesta página textos que coadunam, no fundamental, com a linha política do PCB, a critério dos editores (Secretariado Nacional do CC). Quando não assinados por instâncias do CC, os textos publicados refletem a opinião dos autores”.

14 - Com o texto questionado pela central sionista brasileira temos uma identidade política, na medida em que ele denuncia a impunidade de Israel, os massacres que este Estado comete contra o povo palestino, o seu importante papel econômico e militar no contexto do imperialismo. Publicamo-lo como contribuição a um debate necessário, ainda que algumas opiniões ali expostas possam diferir, em alguns aspectos, de nossa análise marxista da luta de classes no âmbito mundial. Para nós, o sionismo não é o “Comitê Central” do imperialismo nem o único “dono do poder”, mas sócio e parte importante de sua engrenagem, uma significativa linha auxiliar com forte lobby internacional, enorme peso na mídia hegemômica, na economia mundial e na máquina de guerra imperialista.

15 – Sem preocupação com ameaças de qualquer tipo, estamos aqui oficialmente oferecendo à direção da Confederação Israelita do Brasil o direito de resposta, no mesmo espaço em que divulgamos o artigo criticado, para que a entidade possa se contrapor aos argumentos expostos pelo autor do texto “Os Donos do Sistema”. Como certamente o texto da CONIB será uma exceção ao nosso critério da afinidade política, nos reservaremos o direito de publicá-lo com comentários de nosso Partido.

16 – Este convite, além de democrático, atende à preocupação da CONIB, embora injustificada, de que sua finalidade, ao adotar a medida judicial, é “evitar que abusos e inverdades desencadeiem preconceitos contra a comunidade judaica brasileira”. Portanto, estejam à vontade para enviar ao nosso endereço eletrônico os seus pontos de vista.

17 – Esperamos também que a recíproca seja verdadeira, ou seja, que a CONIB publique em sua página a íntegra da presente nota política do PCB. Aproveitamos para sugerir que, no documento que nos mandarem, possamos conhecer suas posições em relação às Resoluções do último Congresso Nacional do PCB, a respeito do tema, e que transcrevemos aqui na íntegra:

“XIV Congresso Nacional do PCB (outubro de 2009):

DECLARAÇÃO DE APOIO À CONSTRUÇÃO DO ESTADO PALESTINO DEMOCRÁTICO, POPULAR E LAICO, SOBRE O SOLO PÁTRIO HISTÓRICO:

1) Pelo fim imediato da ocupação israelense nos territórios tomados em 1967, fazendo valer o inalienável direito à autodeterminação do povo palestino sobre estes territórios;

2) Aplicação de todas as resoluções internacionais não acatadas pelo sionismo;

3) Garantia aos refugiados (atualmente, 65% da totalidade do povo palestino) de retorno às terras de onde foram expulsos (Resolução 194 da ONU);

4) Libertação imediata dos cerca de 11.000 prisioneiros, entre eles Ahmad Saadat, Secretário Geral da FPLP, e outros dirigentes da esquerda;

5) Reconstrução da OLP, ou seja, reconstrução da unidade política necessária às tarefas que estão colocadas para o bravo povo palestino, com garantia de participação democrática de todas as forças políticas representativas dos palestinos;

6) Apoio irrestrito a todas as formas de resistência do povo palestino;

7) Destruição do muro do apartheid, conforme resolução do Tribunal de Haia;

8) Demolição e retirada de todos os assentamentos judaicos na Cisjordânia/Jerusalém;

9) Fim imediato do bloqueio assassino a Gaza;

10) Pelo fomento de campanha internacional para levar os criminosos de guerra sionistas aos tribunais de justiça, dentre os quais, o Tribunal Internacional de Haia.

11) Estabelecimento de sólida relação entre os partidos comunistas irmãos para concretizar ações de solidariedade e, em especial, apoio logístico à materialização desta luta;

12) Apoio a todas as iniciativas que visem estreitar laços entre os partidos da esquerda palestina, em especial a Frente Democrática pela Libertação da Palestina (FDLP), a Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP), Partido do Povo Palestino, em unidade concreta programática e de ação.

POR UM ESTADO PALESTINO DEMOCRÁTICO, POPULAR, LAICO, SOBRE O SOLO PÁTRIO HISTÓRICO! PELA TOTAL INDEPENDÊNCIA E AUTONOMIA DOS TERRITÓRIOS OCUPADOS EM 1967! PELO RETORNO DOS REFUGIADOS E JERUSALÉM CAPITAL! LIBERTAÇÃO DE TODOS OS 11.000 PRISIONEIROS PALESTINOS! PELA CONDENAÇÃO INTERNACIONAL DOS CRIMINOSOS DE GUERRA!

18 – Mas voltando ao artigo que gerou a representação, para que as críticas da CONIB se centrem na contestação às informações ali prestadas - ao invés de se esconderem sob o manto autoritário do carimbo “antissemita” -, sugerimos que releiam o texto, sem sectarismo nem preconceito. Verão que ele pode ter equívocos na forma de sua correta condenação ao Estado de Israel, mas não tem qualquer intolerância religiosa ou étnica.

19 – O texto, em nenhum momento, atinge o povo judeu, mas à sua liderança hegemônica - direitista, sionista e terrorista - deixando claro que nem todos os judeus concordam com seus métodos e que há vários intelectuais, organizações e militantes judeus que condenam e protestam contra o genocídio em Gaza e outras violências do Estado de Israel.

20 – Leiamos novamente algumas passagens do artigo de Manuel Freytas:

“Israel não invadiu nem perpetrou um genocídio militar em Gaza com a religião judia, senão com aviões F-16, bombas de rácimo, helicópteros Apache, tanques, artilharia pesada, barcos, sistemas informatizados, e uma estratégia e um plano de extermínio militar em grande escala. Quem questione esse massacre é condenado por "anti-semita" pelo poder judeu mundial distribuído pelo mundo”.

“O lobby sionista pró-israelense não reza nas sinagogas, senão na Catedral de Wall Street: um detalhe a ter em conta, para não confundir a religião com o mito e com o negócio”.

“As campanhas de denúncia de antissemitismo com as quais Israel e organizações judias buscam neutralizar as críticas contra o massacre, abordam a questão como se o sionismo judeu (sustentáculo do Estado de Israel) fosse uma questão "racial" ou religiosa, e não um sistema de domínio imperial que abarca interativamente o plano econômico, político, social e cultural, superando a questão da raça ou das crenças religiosas”.

“A esse poder (o lobby sionista internacional), e não ao Estado de Israel, é o que temem os presidentes, políticos, jornalistas e intelectuais que calam ou deformam diariamente os genocídios de Israel no Oriente Médio, temerosos de ficarem sepultados em vida, sob a lápide do "antissemitismo".

22 - Estejam certos de que não calarão nem sepultarão o PCB em vida, tarefa que não foi possível nem para as mais cruéis ditaduras de direita que marcaram a história do nosso país. Prenderam, exilaram, assassinaram, desapareceram com muitos comunistas, no Brasil e no mundo, por lutarem contra a opressão, pela autodeterminação dos povos, pelas liberdades democráticas e contra o nazi-fascismo.

Exigimos respeito!

Partido Comunista Brasileiro

Comissão Política Nacional

Maio de 2011

Observações:

1 – Este e outros artigos de Manuel Freytas são publicados, entre muitos outros, nos seguintes sítios:

http://www.resumenlatinoamericano.org/index.php?option=com_content&task=view&id=1966&Itemid=99999999&lang=es

http://www.aporrea.org/actualidad/n158685.html

http://colombia.indymedia.org/news/2010/06/115437.php

http://www.voltairenet.org/article165990.html#article165990

http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/os-donos-do-sistema-este

http://port.pravda.ru/busines/14-06-2010/29887-impunidade_israel-0/

http://engforum.pravda.ru/index.php?/topic/210736-o-poder-oculto-de-onde-nasce-a-impunidade-de-israel/

http://www.rebelion.org/mostrar.php?tipo=5&id=Manuel%20Freytas&inicio=0 )

http://www.cubadebate.cu/noticias/2010/06/14/afirma-la-cruz-roja-que-el-bloqueo-israeli-es-ilegal/

http://visionesalternativas.com/index.php?option=com_deeppockets&task=contShow&id=95278&Itemid=

http://www.consulvenefunchal.com/index.php?option=com_content&task=view&id=2698&Itemid=64

http://alertaroja.net/index.php/alertaroja/2010/06/04/el-poder-oculto-de-donde-nace-la-impunid

http://xatoo.blogspot.com/2010/07/o-poder-oculto-de-onde-nasce-impunidade.html

http://www.senadoragloriainesramirez.org/index.php/2010/06/el-poder-oculto-de-donde-nace-la-impunidad-de-israel/

http://radiotrinchera.org/articulos/el-poder-oculto-de-donde-nace-la-impunidad-de-israel/rt/

http://www.tinku.org/content/view/504/6/

http://www.elciudadano.cl/2010/06/21/%C2%BFde-donde-nace-la-impunidad-de-israel/

http://www.atinachile.cl/content/view/851974/LA-INMUNIDIDAD-DE-ISRAEL-Y-EL-PREMIO-NOBEL.html

http://www.porpalestina.com/index.php?option=com_content&view=article&id=959:los-duenos-del-sistema&catid=16:artlos&Itemid=27

http://www.burbuja.info/inmobiliaria/temas-calientes/219139-vittorio-arrigoni-asesinado-por-la-mafia-sionista-3.html

http://www.infoeducasares.com.ar/?p=928

http://noticiaoficial.com/canales/aporrea/el-poder-oculto-de-donde-nace-la-impunidad-de-israel/

http://shiandalus.blogspot.com/2010/06/el-poder-oculto-de-donde-nace-la.html

http://bloguerosrevolucion.ning.com/profiles/blogs/el-poder-oculto-de-donde-nace?xg_source=activity

http://afrodescendientes.com/2010/07/03/el-poder-oculto-de-donde-nace-la-impunidad-de-israel-%E2%80%A8por-manuel-freytas/

http://estavoz.blogspot.com/2010/08/el-poder-oculto-de-donde-nace-la.html

http://chicodias.wordpress.com/2010/06/14/sionismo-um-poder-mundial/

http://neovisao.blogspot.com/2010/09/os-donos-do-sistema-o-poder-oculto-de.html

http://ingoldwetrustt.blogspot.com/2010/06/o-poder-oculto-de-onde-nasce-impunidade.html

http://agal-gz.org/blogues/index.php/canta/2010/06/13/os-donos-do-sistema-o-poder-oculto-de-onde-nasce-a-impunidade-de-israel-1

http://anjaoudemonia.blogspot.com/2010/09/os-homens-por-tras-das-cortinas.html

2 - Segundo levantamento feito pela Federação Árabe-Palestina, apenas em 2011, a CIA destinou 120 milhões de dólares, para financiar o sistema de difamação da religião islâmica no Brasil.

3 – O mesmo texto usado pelo sionismo contra o PCB é usado como pretexto para o mesmo tipo de ação intimidatória na Venezuela, num relatório denominado “Antisemitismo en Venezuela”, de autoria de uma organização à qual a CONIB é ligada, chamada ADL (Anti-Defamation League), que em português significa Liga contra a Difamação. Apesar do nome genérico da entidade, ela só criminaliza e intimida o que considera difamação “anti-semita”. Veja a página 16 do sítio htpp://www.adl.org.

4 – neste momento, Israel está usando os céus da Grécia, por autorização do governo local, para treinar seus pilotos e testar seus aviões militares para um possível ataque ao Irã, cuja topografia tem características semelhantes às do país helênico.

5 – nos próximos dias, estaremos publicando aqui nesta página vários textos de judeus progressistas e comunistas, inclusive israelenses, contra o sionismo e a utilização do carimbo “antissemitismo” como forma de censurar denúncias contra o Estado de Israel.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

LIBERDADE JÁ PARA JOAQUÍN PÉREZ

Segunda-feira, 23 de Maio de 2011


Liberdade já para o Jornalista
Joaquín Pérez Becerra

http://anncol.info

Com a sentença proferida (ver http://anncolprov.blogspot.com/2011/05/la-corte-suprema-de-justicia-pone-fin.html) pela Sala Penal da Honorável Corte Suprema de Justiça (CSJ) da Colômbia de declarar como ilícitas as provas obtidas supostamente do computador do mártir insurreto e Secretário de Relações Internacionais das FARC-Exército do Povo, Raúl Reyes, durante o ataque ilegal ao Equador em 1º de março de 2008, com o objetivo de acusar e judicializar opositores políticos, como é o caso do ex-deputado Wilson Borja, a Corte Suprema de Justiça deixa sem valor jurídico TODOS os processos jurídicos que foram utilizados com base no "computador atômico" (que estranhamente "resistiu" ao bombardeio inteligente de racimo (bombas de cacho que ao atingir o alvo provoca sucessivas explosões ao redor) como embasamento probatório, como, por exemplo, contra a senadora liberal Piedad Córdoba e contra o diretor da Agência de Notícias Nova Colõmbia, anncol.info.

O próprio atual presidente Juan Manuel "Chucky" Santos informou de supostos e-mails que comprometiam o jornalista revolucionário e diretor da anncol.info, Joaquín Pérez, com atividades insurretas ou de ser membro das FARC-Exército do Povo.

É preciso ficar claro que o resgate do computador é o resultado de uma operação militar ilegal, contrária ao direito internacional, quando se violou a soberania de um país irmão, o Equador. As autoridades que confiscaram o suposto computador, não tinham faculdades de autoridade judicial que legitimasse e legalizasse sua a confiscação.

Por outro lado, a polícia colombiana não garantiu a obrigatória cadeia de custódia do mesmo, adulterando seu conteúdo e "plantando" correios com o único objetivo de judicializar opositores do regime mafioso colombiano.

Sem valor jurídico as famosas provas do computador, a liberdade de nosso companheiro deve ser uma exigência imediata, de todos os movimentos sociais e políticos, juristas e jornalistas independentes, defensores dos direitos humanos, religiosos e personalidades progressistas do Brasil e de Nossa América para não reduzir a luta à mera defesa jurídica.

Liberdade imediata para todos os prisioneiros e prisioneiras políticos opositores do regime terrorista colombiano, submetidos ao execração pública e apresentados como "insurretos" com base no conteúdo do computador do Comandante Raúl Reyes.

Se o regime oligárquico colombiano respeita suas próprias leis burguesas, leis esboçadas sob a tutela e concubinato do regime, deve imediatamente acolher a sentença da Sala Penal da Honorável Corte Suprema de Justiça.

LIBERDADE IMEDIATA PARA JOAQUÍN PÉREZ BECERRA!

LIBERDADE IMEDIATA PARA TODOS OS PRESOS POLÍTICOS DO REGIME!

http://libertadparajoaquin.blogspot.com

Posição da Rede Bolivariana Antiimperialista


Esta REDE BOLIVARIANA ANTIIMPERIALISTA de cidadãos e cidadãs brasileiros e latino-americanos solidários com a luta das FARC-Exército do Povo repudia com indignação o grave erro da decisão do governo do Presidente Chávez de entregar ao regime colombiano o companheiro jornalista Joaquín Pérez, diretor da Agência de Notícias Nova Colômbia, ANNCOL.

Esta REDE BOLIVARIANA ANTIIMPERIALISTA considera que a entrega do companheiro jornalista Joaquín Pérez se deve ao fato do governo do Presidente Chávez ter literalmente renegado de sua posição de considerar as FARC-Exército do Povo como FORÇA BELIGERANTE e legítima contra o NARCO-ESTADO-TERRORISTA governado pelo milionário criminoso, Juan Manuel Santos.

Esta REDE BOLIVARIANA ANTIIMPERIALISTA reafirma sua opinião de que ao renegar de suas posições anteriores sobre o conflito armado na Colômbia, o governo do Presidente Chávez e o de Rafael Correa, do Equador, estavam se curvando de forma acrítica ao coro das novas posições da direção histórica da Revolução Cubana sobre o conflito social e armado na Colômbia, posições caracterizadas pela rejeição de qualquer outra forma de luta que não seja a cacareada "batalha das ideias" do comandante Fidel Castro.

Esta REDE BOLIVARIANA ANTIIMPERIALISTA considera que as novas posições cubanas, somadas às pressões da diplomacia ianque sobre a diplomacia do regime do ex-presidente Lula que, por sua vez, ao pressionar os governos venezuelano e colombiano, foram decisivas para o retrocesso na posição venezuelana em relação ao status da guerrilha marxista-leninista das FARC-Exército do Povo, retrocesso que o obrigou a uma reaproximação com o regime mafioso colombiano.

Esta REDE BOLIVARIANA ANTIIMPERIALISTA considera que este recuo do Presidente Chávez pode se dever também a um compromisso assumido com o regime brasileiro, o colombiano e a direção da Revolução Cubana em torno da "não instalação" das bases militares norte-americanas em território colombiano e da estabilidade dos investimentos privados do Brasil nesses países. Considera ainda que, se de fato houve este acordo, a instação ou não das bases militares imperialistas dependerá da evolução da correlação de forças no conflito armado entre as duas partes beligerantes: FARC-Exército do Povo X Estado colombiano.

Esta REDE BOLIVARIANA ANTIIMPERIALISTA considera que esta decisão da Revolução Bolivariana abre um grave e perigoso precedente para a militância de todos os verdadeiros revolucionários antiimperialistas, antimonopolistas e antilatifundiários de Nossa América e não somente para as FARC-Exército do Povo e se inscreve nos marcos dos acordos forçados entre a Venezuela e a Colômbia em torno da doutrina de "combate ao terrorismo e ao narcotráfico", na verdade uma falsa doutrina imperialista já devidamente desmoralizada pelo cinismo de suas mentiras.

Esta REDE BOLIVARIANA ANTIIMPERIALISTA apela a todos os partidos e movimentos revolucionários e personalidades progressistas do Brasil, de Nossa América e do mundo a que exijamos do governo do senhor Juan Manuel Santos que respeite a integridade física e psicológica do companheiro jornalista Joaquín Pérez.

Esta REDE BOLIVARIANA ANTIIMPERIALISTA exige, portanto, que o regime colombiano devolva IMEDIATAMENTE o companheiro Joaquín Pérez à Suécia, onde não só é nacionalizado, como exerce legalmente suas atividades como jornalista revolucionário na ANNCOL.

TODOS PELA LIBERDADE JÁ DE JOAQUÍN PÉREZ!
VIVAM AS FARC-EXÉRCITO DO POVO!
PELA PÁTRIA GRANDE E PELO SOCIALISMO BOLIVARIANO!


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Mudando de Sigla: o Brasil do ALDO REBELO

Depois que ele mudou a bandeira de seu partido:


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(Mapa - Charge do Aroeira)

quinta-feira, 12 de maio de 2011

A farsa do ano


por Tania Jamardo Faillace

O brasileiro tem um ditado racista, muito rasteiro e mal-intencionado sobre "fazer na saída ou na entrada". Mas parece que tivemos um exemplo disso no dia primeiro de maio, na Casa Branca.

O medíocre Obama ainda acrescenta a essas melancólicas apreciações, a tal "de alma branca". Isto é, vil, corrupta e rastejante.

Votaram naquele "mauricinho" por quê, me expliquem? Para mudar o quê? Para mostrar que, embora moreninho de pele, podia ser tão inconseqüente e irresponsável quanto os puro anglo-saxões do petróleo sulista, a família Bush?

Céus! Foi uma maneira de tentar enterrar a memória dos anos das lutas negras, Luther king, Angela Davis, George Jackson, Malcolm X, Panteras Negras, Black Power, quantos e quantos, forjados nos guetos, nas igrejas do Sul, na música, nas jornadas cívicas, nas lutas de rua... Obaminha é tisnado por ter dado xabu. Mereceria ser branqueado como o Michael Jackson e apontado à execração de uma etnia que teria merecido melhor representação já que foi a criadora do que melhor existe na cultura daquele país.


Bom, acessem o aqui, a confirmação do que lhes escrevi antes, não por ter dotes divinatórios, mas por ter boa memória e ser velha. Uma delícia a leitura. Regalem-se. E os mais velhos tentem esforçar-se para lembrar alguns anos atrás.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Declaração Política do Bureau Político do PCV



O Bureau Político do Comitê Central do Partido Comunista da Venezuela (PCV), assumindo seu papel como instância de direção coletiva do destacamento marxista-leninista venezuelano perante as recentes declarações de altos funcionários do governo nacional, se vê na obrigação de expressar e esclarecer um conjunto de elementos aos distintos poderes públicos nacionais, às organizações políticas e sociais – das quais participa o PCV –, que impulsionam a revolução venezuelana tanto em nosso país, como no mundo inteiro, e ao povo trabalhador venezuelano.

Da parte do PCV, confiamos que a real e efetiva ativação de um espaço de discussão, articulação, coordenação e análise crítica e autocrítica entre todas as forças políticas e sociais – possibilitada pelo processo de construção do chamado “Pólo Patriótico” –, permite que inúmeras temáticas sejam ventiladas e sejam possíveis de serem resolvidas sem se converterem em debates ou boatos, difundidos através dos meios de comunicação. Esta prática espúria apenas beneficia os setores contra-revolucionários, debilitando a unidade das forças patrióticas com vistas à necessária direção eleitoral vitoriosa para 2012.

O cerne da detenção do jornalista sueco Joaquín Pérez Becerra – que igual a todo cidadão da Suécia não precisou de visto e nem convite para vir à Venezuela –, está no fato de, no sábado passado, 23 de abril, o Ministério do Poder Popular para Relações Interiores e Justiça ter emitido um comunicado. Nesse comunicado, o Ministério informava sobre a detenção, afirmando, erroneamente, que Joaquín Pérez Becerra possui nacionalidade colombiana, já que tem passaporte sueco. Afirmou, também, que ele era “procurado pelos órgãos de justiça da República da Colômbia, através da INTERPOL, com alerta vermelho”. No entanto, nenhuma pessoa que tenha buscado por seu nome na página oficial da INTERPOL, o encontrou. Em contrapartida, aparecem outras pessoas procuradas com alerta vermelho, como por exemplo, Manuel Marulanda (Pedro Marín), falecido em março de 2008, Salvatore Mancuso, extraditado para os Estados Unidos, em maio de 2008, país que tanto o queria. Finalmente, o Comunicado oficial afirmou que esta detenção foi ratificada por parte do governo venezuelano, dado o seu “compromisso inquebrantável na luta contra o terrorismo, a delinquência e crime organizado”, dando por certa a culpabilidade do jornalista e desviando olimpicamente o histórico e universalmente assumido princípio da presunção de inocência.

No domingo, 24 de abril, uma comissão integrada por dirigentes nacionais do PCV, personalidades políticas venezuelanas e uma equipe de advogados, se apresentou na sede do SEBIN (Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional), na tentativa de constatar e velar pelo cumprimento dos princípios consagrados, tanto para os cidadãos e cidadãs venezuelanos, como para os de outra nacionalidade, no Direito Internacional, na Constituição Nacional e nas leis da República. Esta comissão foi impedida de ver ou falar com o jornalista detido, mantendo-o incomunicável de sua família e de seus advogados, violando a Constituição Nacional. Além disso, não se realizou a notificação consular, estabelecida nos Tratados Internacionais, já que é cidadão de outra nacionalidade. Também não se colocou à disposição o Ministério Público, como exige o Código Orgânico Processual Penal.

Estas denúncias foram relatadas pela equipe de advogados na segunda-feira, 25 de abril, às 9 da manhã, durante uma solicitação de Habeas Corpus perante o Juizado de Controle do Circuito Judiciário Penal da Área Metropolitana, apresentando “o restabelecimento de seus direitos e garantias constitucionais, próprias de um Estado democrático e social, de Direito e Justiça”.

No mesmo dia, uma comissão da Direção Nacional do PCV se reuniu com ampla maioria do Bureau Político do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), após tentar contatá-los por mais de 24 horas. Durante a reunião, eles estiveram cientes da falta de correspondência entre estas ações e todo o marco legal, assim como as possíveis repercussões políticas nacionais e internacionais. Com o avanço da reunião, a Direção do PSUV afirmou que a entrega do jornalista sueco ao Estado colombiano era uma decisão tomada. Informaram que a mesma já tinha acontecido e que o jornalista estava sendo trasladado ao país vizinho.

Frente a este conjunto de ações do governo nacional venezuelano, o PCV e dezenas de organizações sociais declararam total desacordo e a preocupação pelo que constitui um fato sumamente grave, que não corresponde com a legalidade vigente e, muito menos, com os princípios bolivarianos, revolucionários, antiimperialistas ou socialistas. Esta situação gerará diversos movimentos revolucionários pelo mundo, numa caravana à Venezuela, em manifestações contrárias ao ocorrido, assim como foi informado publicamente, se desenvolverão ações de denúncia sobre tais estas ações e petições pela liberdade do perseguido político entregue ao Estado perseguidor.

Na quinta-feira, 28 de abril, como expresso pelo Chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, no exercício “da liberdade que é dada pela democracia popular participativa da Venezuela para expressar suas opiniões”, teve início uma concentração em frente ao Ministério das Relações Exteriores, posteriormente trasladada ao Palácio Federal Legislativo. Nela, foram puxadas palavras de ordem e se promoveram ações que não estavam de acordo com os objetivos propostos e, por isso, o PCV não endossa, mas reconhece que as manifestações possuem sua origem na ilegal e indignante entrega de um revolucionário a um Estado terrorista.

Na véspera, na quarta-feira, 27 de abril, Elizabeth Romero, a décima sétima juíza de 1ª Instância, em função do controle do circuito jurídico penal da Área Metropolitana de Caracas, respondendo ao recurso solicitado dois dias antes, o declarou improcedente “ao não observar-se violação alguma do artigo 44 e 49 da Constituição (...), uma vez que o cidadão JOAQUIN PEREZ BECERRA foi detido em virtude de possuir um alerta vermelho da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), pelo qual foi posto à ordem das Autoridades da República Colombiana, sendo deportado à dita república”.

No sábado, 30 de abril, durante o lançamento da Missão Vivenda Venezuela, e no domingo, 1º de maio, utilizando sua palavra na concentração em homenagem ao dia internacional dos trabalhadores, o Presidente Hugo Chávez confirmou a posição pública sobre o ocorrido, afirmando: “o presidente da Colômbia me chamou e disse: olha, presidente, tenho a informação de que virá à Venezuela um senhor (...) que está sendo procurado pela Interpol (...). Quando ele chegou, o capturamos (...), avisamos ao governo solicitante e o entregamos ao governo da Colômbia. (…) eu dei a ordem porque ele estava sendo procurado pela Interpol”, e que “a única alternativa que eu tinha era entregá-lo ao governo que o solicitava”.

Estas duas posições estão de acordo com o afirmado pelo chanceler Maduro na sexta-feira, 29 de abril, referente ao fato da "Venezuela ter uma política exterior impecável, inquestionável, que respeita o direito internacional”.

Porém, nós comunistas venezuelanos, históricos marxistas-leninistas, consideramos fundamental, além de apresentar as importantes implicações políticas, pontuar a falta de sustento legal nas ações exercidas pelo governo venezuelano.

A Interpol – reiterando argumento para tentar justificar a entrega quase imediata do jornalista ao Estado colombiano –, estabelece em sua página oficial, sobre o Alerta Vermelho (Red Notice), que “o papel da Interpol é ajudar as forças nacionais da polícia a identificarem ou localizarem as pessoas, com vistas a sua detenção e extradição” e, seguidamente, afirma que o Alerta Vermelho é “como uma petição, para que a pessoa buscada seja detida com vistas à extradição”. Como se torna evidente, nunca se falou na obrigatoriedade da entrega imediata e sem mediação no devido processo, mas que se deve iniciar o processo de extradição, o qual está perfeita e claramente definido em nossa legislação vigente.

O Código Penal venezuelano, em seu artigo 6, estabelece que “A extradição de um estrangeiro não poderá (...) ser concedida por delitos políticos” e que “Em todo caso, feita a solicitação da extradição, cabe ao Executivo Nacional, segundo o mérito das provas que o acompanhem, resolver sobre a detenção preventiva do estrangeiro, antes de passar o assunto ao Tribunal Supremo de Justiça”.

O Código Orgânico Processual Penal venezuelano, em seu Título VI (Do procedimento de extradição), em seu Artigo 395 obriga, na íntegra, que “Se um governo estrangeiro solicita a extradição de alguma pessoa que esteja em território da Venezuela, o Poder Executivo remeterá a solicitação ao Tribunal Supremo de Justiça com a documentação recebida”. O Artigo seguinte estabelece que “Uma vez apreendido (...), deverá ser apresentado (...), dentro das quarenta e oito horas seguintes, ao Juiz ou Juíza que ordenou sua apreensão, para fins de ser informado (...) acerca dos motivos de sua detenção e dos direitos que o assistem”. No 399, reza que “O Tribunal Supremo de Justiça convocará uma audiência oral dentro dos trinta dias seguintes à notificação do solicitado ou solicitada. A esta audiência, estarão presentes o ou a representante do Ministério Público, o imputado ou imputada, seu defensor ou defensora e o representante do governo requerente, que exporá suas alegações. Concluída a audiência, caberá ao Tribunal Supremo de Justiça decidir num prazo de quinze dias”.

Com base nisto, fica absolutamente claro que não se pode utilizar a desculpa do Alerta Vermelho da Interpol na entrega que feita, pois este organismo internacional prevê um processo de extradição, o qual, evidentemente, neste caso, não foi cumprido.

Além disso, alguns setores empregam os termos – também estabelecidos na legislação venezuelana – deportação ou expulsão. Ambos se encontram na Lei de Estrangeiros e Migração, que estabelece em seu Título VII (Das infrações e sanções), Capítulo II (Da deportação e expulsão), em seus Artigos 38 e 39, as causas para aplicar ambas sanções a um estrangeiro, nenhuma das quais é atribuída ou atribuível à Pérez Becerra. Porém, supondo que tenham sido atribuídas causas, nesta Lei se estabelece um processo administrativo, que inclui: uma notificação escrita ao estrangeiro; seu acesso ao expediente administrativo podendo “estar assistido de advogado de sua confiança”; “comparecer ante a autoridade competente em matéria de estrangeiros e migração, ao terceiro dia hábil seguinte a sua notificação, aos fins de que se realize uma audiência oral na qual o estrangeiro (...) possa expor as alegações para exercer seu direito à defesa, para o qual poderá dispor de todos os meios de prova que considere pertinente”; também deixa claro que “Se o estrangeiro interessado (...) solicitar na dita audiência que se reconheça a condição de refugiado, o caso se tramitará conforme o procedimento estabelecido na lei orgânica que regula a matéria”. Em qualquer caso, já previamente, o Artigo 15 estabelece que os estrangeiros “possuem o direito à tutela judicial efetiva em todos os atos que a estes concernem ou se encontram envolvidos” e que para os processos administrativos se respeitarão “as garantias previstas na Constituição da República Bolivariana da Venezuela e nas leis”.

Tudo isto, sem entrar no mérito da Convenção sobre o estatuto dos refugiados, da Organização das Nações Unidas, da qual a Venezuela é signatária, em que se estabelece que “Nenhum Estado Contratante poderá, por expulsão ou devolução, colocar, de modo algum, um refugiado nas fronteiras dos territórios onde sua vida ou sua liberdade esteja em perigo”.

Então, fica absolutamente claro que o exercido contra o cidadão Joaquín Pérez Becerra não foi – segundo a legislação venezuelana – nem extradição, nem deportação, nem expulsão e, que “no que diz respeito ao respeito do direito internacional”, ao menos neste caso, a ação não é impecável e nem inquestionável. Além disso, demonstra que o governo venezuelano não tinha como “única alternativa (...) entregá-lo ao governo que o solicitava”, mas sim cumprir e garantir a aplicação soberana de nossas Leis.

Nós também, assim como afirmado pelo próprio presidente Hugo Chávez, respeitamos nossas Leis. Por isso, como marxista-leninistas, podemos reiterar que reconhecemos e valorizamos altamente o papel que vem desempenhando (e mais o que pode desempenhar) como liderança representativa do povo venezuelano, no que consiste nas suas aspirações de libertação e no apoio que em diversas ocasiões brindou ao movimento revolucionário mundial. E este reconhecimento não se expressa apenas nos doze anos de seu governo, mas, inclusive, quando, no ano de 1993, sem radicalismos e nem ultra-esquerdismos, apresentamos ao candidato presidencial Rafael Caldera uma condição para apoiá-lo nas eleições: libertar todos os presos pelas rebeliões militares de 1992.

O PCV, com 80 anos de vida orgânica e experiência combativa, como organização classista revolucionária, autônoma, crítica e propositiva, que combate e combaterá as forças reacionárias, conciliadoras e reformistas, seguirá aportando em todas as trincheiras necessárias para uma nova correlação de forças popular-revolucionária, para uma ampla frente nacional patriótica, para a tomada do poder político pela classe trabalhadora e para a construção da sociedade socialista.

Bureau Político do Comitê Central do Partido comunista da Venezuela – PCV

Caracas, 2 de maio de 2011.

Tradução: Maria Fernanda M. Scelza

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A INVERDADE DO GOVERNO VENEZUELANO

Clique a imagem para ampliar A mentira tem pernas curtas. Alega o governo venezuelano que cumpriu uma ordem da Interpol quando deteve o jornalista sueco Joaquín Pérez Becerra no aeroporto de Caracas. Diz ele que o referido jornalista estaria na "Lista Vermelha" da Interpol. Contudo, essa afirmação é desmentida pela própria Interpol. No sítio web dessa organização qualquer um pode aceder à base de dados da dita "Lista Vermelha" e fazer uma pesquisa. Basta inserir a palavra "Colombia" no campo que diz "Arrest Warrant Issued by" e organizá-la por ordem alfabética. Verifica-se então que Joaquín Pérez Becerra não consta ali. Até nomes de falecidos, como o do comandante Manuel Marulanda, ainda figuram na lista ( ver imagem ampliada ).
Pode-se concluir que o governo venezuelano deteve o director da ANNCOL e entregou-o aos seus algozes porque quiz. O governo Chávez não pode escudar-se atrás da Interpol na sua submissão ao governo terrorista e narco-fascista colombiano.

Apontamentos sobre as mudanças aprovadas no 6º congresso e os rumos da revolução cubana


Escrito por Editor em 04/25/2011

Artigo de: Juliano Medeiros publicado no: Unamérica

Terminou na última terça-feira, em Havana, o 6º Congresso do Partido Comunista de Cuba. Uma vez concluídas as discussões, é possível analisar mais concretamente os impactos da chamada reestruturação econômica sobre a revolução cubana e dialogar com as muitas preocupações que têm sido manifestadas em relação às mudanças no sistema econômico. Além das propostas na economia, o Congresso apontou ainda mudanças na estrutura política do partido e do Estado, que serão debatidas numa conferência específica, a realizar-se em janeiro do próximo ano, e que buscará colocar o partido e o Estado no ritmo da modernização proposta inicialmente no campo econômico. Portanto, atenho-me aqui apenas às mudanças previstas para a economia.

Antes, é preciso fazer uma preliminar. Muito se escreveu sobre o caráter do Congresso e o quão inócuo ele seria diante do poder concentrado nas mãos de uma “elite burocrática” que controla o partido e o Estado. Estive em Cuba entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano e pude atestar o engajamento da sociedade cubana nas discussões preparatórias ao Congresso. Em todos os bairros, nas escolas, nos CDRs, nas fábricas e nas organizações políticas – Federação de Estudantes Universitários, Central dos Trabalhadores de Cuba, Federação de Mulheres – discutia-se ativamente os impactos das medidas propostas pelo “Projeto de Lineamentos da Política Econômica e Social”.

Portanto, não procede a idéia de que o Congresso foi realizado apenas para aprovar aquilo que o Comitê Central já havia determinado. Definitivamente, em Cuba não se vive uma “democracia de fachada”. Aliás, as diferenças circulavam livremente no debate pré-congressual, e iam desde a proposta de abolição da famosa “libreta” até o regime de produtividade, passando pelo problemático bimonetarismo, e encontrando pouco consenso mesmo entre os quadros do partido. Aliás, fruto do debate realizado nos diversos segmentos da sociedade cubana, foi apresentada ao Congresso a proposta de reformulação de cerca de 68% das diretrizes apresentadas inicialmente, o que demonstra a força das organizações sociais no debate preparatório ao Congresso.

Os debates econômicos

Uma das críticas que o processo de reestruturação econômica tem recebido esta no fato de colocar a produtividade no centro do problema econômico. Sob a idéia de que “socialismo é igualdade de direitos e oportunidades, e não igualitarismo” o Congresso questionou o atual sistema econômico, inspirado no modelo soviético de Estado e de economia e baseado na estatização de todas as atividades econômicas. As soluções apontadas, apesar do temor de setores da esquerda latino-americana, em nada se parecem com a abertura chinesa ou vietnamita dos anos 70/80, muito menos podem ser anacronicamente comparadas a uma espécie de perestroika tardia.

A economia cubana sobrevive apesar de sua irracionalidade, mas sobrevive mal. Numa fazenda em que seriam necessários cinco trabalhadores para cumprir com qualidade as tarefas de produção, havia dez. Trabalhadores do serviço público, com jornada diária de oito horas, que vão embora no meio da jornada. Jovens completamente desinteressados por qualquer profissão que envolva tarefas braçais ou manuais. Menosprezo pelo trabalho no campo. Esses são apenas alguns dos sintomas identificados ao longo dos últimos anos.

Como enfrentar essa situação? É fato que Cuba necessita de recursos capazes de manter os excelentes serviços prestados pelo Estado. Mas o país não é auto-suficiente em praticamente nenhum ramo da economia. Para ter acesso a bens indispensáveis à sua sobrevivência, Cuba precisa recorrer ao mercado internacional, onde os preços são determinados pela concorrência entre grandes grupos econômicos e monopólios. Para ter acesso a esses bens, Cuba precisa comercializar seus excedentes, precisa produzir mais, vender mais; e para isso, tem de alcançar níveis máximos de produtividade. Essa explicação, um tanto prosaica, seria dispensável, não fosse o fato de grande parte das análises sobre as mudanças aprovadas pelo 6º Congresso do PCC desconsiderarem esta realidade. Em bom “economês”, Cuba precisa manter um saldo favorável de sua conta corrente, o que significa exportar mais, importar menos, gerando mais dividendos e remessas. A linguagem parece estranha à retórica da revolução cubana, mas está presente como meta dos Lineamentos (Capítulo II, item nº 40) que foram amplamente discutidos pela sociedade cubana.

Usemos um exemplo concreto. Digamos que em uma usina de açúcar, sejam necessários para cumprir as metas de produção um total de 30 trabalhadores. Porém, ao invés de 30, a usina emprega 50. Essa situação diminui a produtividade e gera vários outros problemas. A usina, assim, precisa diminuir seu quadro funcional de 50 para 30 trabalhadores para ajustar-se às metas de produtividade. Para isso, será composta uma comissão formada por trabalhadores e os diretores daquela unidade de produção. Essa comissão receberá dos trabalhadores uma proposta com os nomes dos 20 funcionários que deverão ser dispensados com base em critérios objetivos. Uma vez dispensados daquela unidade de produção, o Estado lhes oferecerá duas opções de reocupação laboral:

a) Receber crédito para a abertura de um pequeno negócio familiar (um restaurante, uma sapataria, uma marcenaria, etc.);

b) Recolocação em outro ramo da produção estatal – preferencialmente na agricultura.

Caso o trabalhador demitido não queira abrir seu próprio negócio e nem esteja disposto a seguir trabalhando em outro setor da produção estatal, ainda assim o Estado lhe oferecerá cinco meses de seguro-social. Isso, incrivelmente, não está presente na maioria das análises que tem sido publicadas. Reclamam que o Estado cubano não está disposto a manter indefinidamente os indivíduos que não querem trabalhar e não mencionam que ele, o Estado, oferecerá pelo menos duas alternativas de ocupação imediata ao trabalhador dispensado. Um estranho socialismo este defendido por certos analistas, onde o trabalho ocupa posição secundária em relação aos deveres de um Estado paternalista.

Concretamente, além da realocação de uma parte dos trabalhadores hoje localizados em setores estatais da economia, a proposta aprovada prevê que os trabalhadores que vierem a se tornar empreendedores por conta própria ou micro-empresários pagarão um imposto sobre os rendimentos que poderá chegar aos 50% para as receitas mais altas da tabela, evitando assim o surgimento de uma pequena-burguesia vinculada ao setor de serviços. Além disso, um decreto-lei do Conselho de Estado regulamentou recentemente a atuação das empresas mais eficientes, e determinou que cada unidade, de acordo com a sua tecnologia, elaborará a sua própria estrutura e organização, “redimensionando os processos que não atinjam os níveis de rentabilidade previstos, bem como os que perderam a sua competitividade”. Ou seja, a autonomia das unidades de produção será o elemento que garantirá um processo de reordenamento da força de trabalho o mais objetivo possível, evitando apadrinhamentos ou subjetivismos.

Assim, a idéia de uma abertura descontrolada da economia está completamente fora de questão, tanto quanto a idéia de um processo de demissões em massa, conforme tem sido divulgada pela imprensa burguesa e pelos oportunistas de plantão: os trabalhadores que serão dispensados de seus postos terão ao menos duas opções para seguirem ajudando seu país. Enquanto isso, ao contrário do que aconteceu em países como a China, o grande capital privado internacional não terá um milímetro a mais de espaço que aquele reservado a ele no setor de turismo hoje.

Por fim, é preciso lembrar que muitos analistas que oram criticam as mudanças aprovadas pelo 6º Congresso do Partido Comunista de Cuba, omitem de suas análises os impactos do bloqueio econômico imposto pelos EUA há mais de 50 anos. Informe publicado pelo governo de Cuba sobre a Resolução 64/6 da Assembléia Geral da ONU, revela os prejuízos do bloqueio à economia do país. Segundo o documento “os danos econômicos se devem fundamentalmente à necessidade de adquirir medicamentos, reativos, peças de reposição para equipamentos médicos, instrumentos e outros insumos em mercados distantes e muitas vezes com o uso de intermediários, o que traz um incremento nos preços”. Apenas entre abril de 2009 e março de 2010, o bloqueio trouxe um prejuízo de mais de U$ 155 milhões nas relações comerciais de Cuba com o exterior, valor irrisório considerando-se a balança comercial de países desenvolvidos, mas que afeta duramente a frágil economia cubana.

Por tudo isso, fica evidente que as mudanças aprovadas pelJustificaro Congresso não ameaçam as conquistas essenciais da revolução cubana nem interferem em seu caráter profundamente comprometido com o socialismo e a justiça social. Os problemas de Cuba são conhecidos e não é possível enfrentá-los com frases de efeito ou saídas de manual. É tarefa do povo cubano reinventar seu socialismo. Até lá, confiemos nos homens de Praia Girón.

Juliano Medeiros é Editor-Geral de Unamérica.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A segunda morte de Bin Laden


por Paul Craig Roberts

Fosse 1º de Abril e não 2 de Maio, podíamos ignorar como uma brincadeira a manchete desta manhã de que Osama Bin Laden foi morto num combate armado no Paquistão e rapidamente lançado ao mar. No actual estado de coisas, devemos considerar isto como prova adicional de que o governo estado-unidense tem uma fé ilimitada na credulidade dos americanos.

Pense nisso. Quais são as probabilidades de uma pessoa que alegadamente sofre dos rins e precisa de diálise, e que além disso é afligido por diabete e baixa tensão arterial, sobreviva em esconderijos na montanha durante uma década? Se Bin Laden fosse capaz de adquirir o equipamento de diálise e os cuidados médicos que as suas condições requeriam, será que o despacho do equipamento de diálise não apontaria a sua localização? Por que foram precisos dez anos para encontrá-lo?

Considere também as afirmações, repetidas pelos media triunfalistas dos EUA a celebrarem a morte de Bin Laden, que "Bin Laden utilizou seus milhões para financiar campos terroristas no Sudão, nas Filipinas e no Afeganistão, enviando 'guerreiros sagrados' para fomentar a revolução e combater com forças fundamentalistas muçulmanas no Norte da África, Chechénia, Tajiquistão e Bósnia". Isso é um bocado de actividade para ser financiado por uns meros milhões (talvez os EUA devessem tê-los colocado na conta do Pentágono), mas a questão principal é: como é que Bin Laden foi capaz de movimentar o seu dinheiro de um lado para o outro? Que sistema bancário o ajudou?

O governo estado-unidense tem êxito em apresar os activos de povos de países inteiros, sendo a Líbia o mais recente. Por que não os de Bin Laden? Estaria ele a carregar consigo US$100 milhões em moedas de ouro e a enviar emissários para distribuir os pagamentos das suas operações dispersas por lugares remotos?

A manchete desta manhã tem o odor de um evento encenado. O fedor emana dos noticiários triunfalistas carregados de exageros, dos celebrantes que ondeiam bandeiras e cantam "USA, USA". Poderia algo diferente estar em curso?

Não há dúvida de que o presidente Obama precisa desesperadamente de uma vitória. Ele cometeu o erro do idiota ou o recomeço da guerra no Afeganistão e agora, após uma década, os EUA enfrentam o impasse, se não a derrota. As guerras dos regimes Bush/Obama levaram os EUA à bancarrota, deixando no seu rastro enormes défices e um dólar em declínio. E o momento da re-eleição está a aproximar-se.

As várias mentiras e enganos, tais como "armas de destruição maciça", das últimas administrações têm consequências terríveis para os EUA e o mundo. Mas nem todos os enganos são o mesmo. Recordem, toda a razão para invadir o Afeganistão era em primeiro lugar para apanhar Bin Laden. Agora que o presidente Obama declarou que Bin Laden levou um tiro na cabeça, dado pelas forças especiais dos EUA a operarem num país independente e que estas o lançaram ao mar, não há razão para continuar a guerra.

Talvez o declínio precipitado do US dólar nos mercados de câmbio estrangeiros tenha forçado algumas reduções reais no orçamento, as quais só podem vir da travagem de guerra ilimitadas. Até o declínio do dólar ter atingido o ponto de ruptura, Osama Bin Laden, o qual muitos peritos acreditam ter sido morto há anos, era um bicho-papão útil para alimentar os lucros do complexo militar e de segurança dos EUA.

02/Maio/2011
Retirado daqui: http://resistir.info/eua/roberts_02mai11.html

Por que Zurdo?

O nome do blog foi inspirado no filme Zurdo de Carlos Salcés, uma película mexicana extraordinária.


Zurdo em espanhol que dizer: esquerda, mão esquerda.
E este blog significa uma postura alternativa as oficiais, as institucionais. Aqui postaremos diversos assuntos como política, cultura, história, filosofia, humor... relacionadas a realidades sem tergiversações como é costume na mídia tradicional.
Teremos uma postura radical diante dos fatos procurando estimular o pensamento crítico. Além da opinião, elabora-se a realidade desvendando os verdadeiros interesses que estão em disputa na sociedade.

Vos abraço com todo o fervor revolucionário

Raoul José Pinto



ZZ - ESTUDAR SEMPRE

  • A Condição Pós-Moderna - DAVID HARVEY
  • A Condição Pós-Moderna - Jean-François Lyotard
  • A era do capital - HOBSBAWM, E. J
  • Antonio Gramsci – vida e obra de um comunista revolucionário
  • Apuntes Criticos A La Economia Politica - Ernesto Che Guevara
  • As armas de ontem, por Max Marambio,
  • BOLÍVIA jakaskiwa - Mariléia M. Leal Caruso e Raimundo C. Caruso
  • Cultura de Consumo e Pós-Modernismo - Mike Featherstone
  • Dissidentes ou mercenários? Objetivo: liquidar a Revolução Cubana - Hernando Calvo Ospina e Katlijn Declercq
  • Ensaios sobre consciência e emancipação - Mauro Iasi
  • Esquerdas e Esquerdismo - Da Primeira Internacional a Porto Alegre - Octavio Rodríguez Araujo
  • Fenomenologia do Espírito. Autor:. Georg Wilhelm Friedrich Hegel
  • Fidel Castro: biografia a duas vozes - Ignacio Ramonet
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  • O Marxismo de Che e o Socialismo no Século XXI - Carlos Tablada
  • O MST e a Constituição. Um sujeito histórico na luta pela reforma agrária no Brasil - Delze dos Santos Laureano
  • Os 10 Dias Que Abalaram o Mundo - JOHN REED
  • Para Ler O Pato Donald - Ariel Dorfman - Armand Mattelart.
  • Pós-Modernismo - A Lógica Cultural do Capitalismo Tardio - Frederic Jameson
  • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira
  • Simulacro e Poder - uma análise da mídia, de Marilena Chauí (Editora Perseu Abramo, 142 páginas)
  • Soberania e autodeterminação – a luta na ONU. Discursos históricos - Che, Allende, Arafat e Chávez
  • Um homem, um povo - Marta Harnecker

zz - Estudar Sempre/CLÁSSICOS DA HISTÓRIA, FILOSOFIA E ECONOMIA POLÍTICA

  • A Doença Infantil do Esquerdismo no Comunismo - Lênin
  • A História me absolverá - Fidel Castro Ruz
  • A ideologia alemã - Karl Marx e Friedrich Engels
  • A República 'Comunista' Cristã dos Guaranis (1610-1768) - Clóvis Lugon
  • A Revolução antes da Revolução. As guerras camponesas na Alemanha. Revolução e contra-revolução na Alemanha - Friedrich Engels
  • A Revolução antes da Revolução. As lutas de classes na França - de 1848 a 1850. O 18 Brumário de Luis Bonaparte. A Guerra Civil na França - Karl Marx
  • A Revolução Burguesa no Brasil - Florestan Fernandes
  • A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky - Lênin
  • A sagrada família - Karl Marx e Friedrich Engels
  • Antígona, de Sófocles
  • As tarefas revolucionárias da juventude - Lenin, Fidel e Frei Betto
  • As três fontes - V. I. Lenin
  • CASA-GRANDE & senzala - Gilberto Freyre
  • Crítica Eurocomunismo - Ernest Mandel
  • Dialética do Concreto - KOSIK, Karel
  • Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico - Friedrich Engels
  • Do sonho às coisas - José Carlos Mariátegui
  • Ensaios Sobre a Revolução Chilena - Manuel Castells, Ruy Mauro Marini e/ou Carlos altamiro
  • Estratégia Operária e Neocapitalismo - André Gorz
  • Eurocomunismo e Estado - Santiago Carrillo
  • Fenomenologia da Percepção - MERLEAU-PONTY, Maurice
  • História do socialismo e das lutas sociais - Max Beer
  • Manifesto do Partido Comunista - Karl Marx e Friedrich Engels
  • MANUAL DE ESTRATÉGIA SUBVERSIVA - Vo Nguyen Giap
  • MANUAL DE MARXISMO-LENINISMO - OTTO KUUSINEN
  • Manuscritos econômico filosóficos - MARX, Karl
  • Mensagem do Comitê Central à Liga dosComunistas - Karl Marx e Friedrich Engels
  • Minima Moralia - Theodor Wiesengrund Adorno
  • O Ano I da Revolução Russa - Victor Serge
  • O Caminho do Poder - Karl Kautsky
  • O Marxismo e o Estado - Norberto Bobbio e outros
  • O Que Todo Revolucionário Deve Saber Sobre a Repressão - Victo Serge
  • Orestéia, de Ésquilo
  • Os irredutíveis - Daniel Bensaïd
  • Que Fazer? - Lênin
  • Raízes do Brasil - Sérgio Buarque de Holanda
  • Reforma ou Revolução - Rosa Luxemburgo
  • Revolução Mexicana - antecedentes, desenvolvimento, conseqüências - Rodolfo Bórquez Bustos, Rafael Alarcón Medina, Marco Antonio Basilio Loza
  • Revolução Russa - L. Trotsky
  • Sete ensaios de interpretação da realidade peruana - José Carlos Mariátegui/ Editora Expressão Popular
  • Sobre a Ditadura do Proletariado - Étienne Balibar
  • Sobre a evolução do conceito de campesinato - Eduardo Sevilla Guzmán e Manuel González de Molina

ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA

  • 1984 - George Orwell
  • A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende
  • A Espera dos Bárbaros - J.M. Coetzee
  • A hora da estrela - Clarice Lispector
  • A Leste do Éden - John Steinbeck,
  • A Mãe, MÁXIMO GORKI
  • A Peste - Albert Camus
  • A Revolução do Bichos - George Orwell
  • Admirável Mundo Novo - ALDOUS HUXLEY
  • Ainda é Tempo de Viver - Roger Garaud
  • Aleph - Jorge Luis Borges
  • As cartas do Pe. Antônio Veira
  • As Minhas Universidades, MÁXIMO GORKI
  • Assim foi temperado o aço - Nikolai Ostrovski
  • Cem anos de solidão - Gabriel García Márquez
  • Contos - Jack London
  • Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski
  • Desonra, de John Maxwell Coetzee
  • Desça Moisés ( WILLIAM FAULKNER)
  • Don Quixote de la Mancha - Miguel de Cervantes
  • Dona flor e seus dois maridos, de Jorge Amado
  • Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago
  • Ensaio sobre a lucidez, de José Saramago
  • Fausto - JOHANN WOLFGANG GOETHE
  • Ficções - Jorge Luis Borges
  • Guerra e Paz - LEON TOLSTOI
  • Incidente em Antares, de Érico Veríssimo
  • Memórias do Cárcere - Graciliano Ramos
  • O Alienista - Machado de Assis
  • O amor nos tempos do cólera - Gabriel García Márquez
  • O Contrato de Casamento, de Honoré de Balzac
  • O Estrangeiro - Albert Camus
  • O homem revoltado - Albert Camus
  • O jogo da Amarelinha – Júlio Cortazar
  • O livro de Areia – Jorge Luis Borges
  • O mercador de Veneza, de William Shakespeare
  • O mito de Sísifo, de Albert Camus
  • O Nome da Rosa - Umberto Eco
  • O Processo - Franz Kafka
  • O Príncipe de Nicolau Maquiavel
  • O Senhor das Moscas, WILLIAM GOLDING
  • O Som e a Fúria (WILLIAM FAULKNER)
  • O ULTIMO LEITOR - PIGLIA, RICARDO
  • Oliver Twist, de Charles Dickens
  • Os Invencidos, WILLIAM FAULKNER
  • Os Miseravéis - Victor Hugo
  • Os Prêmios – Júlio Cortazar
  • OS TRABALHADORES DO MAR - Vitor Hugo
  • Por Quem os Sinos Dobram - ERNEST HEMINGWAY
  • São Bernardo - Graciliano Ramos
  • Vidas secas - Graciliano Ramos
  • VINHAS DA IRA, (JOHN STEINBECK)

ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA GUERRILHEIRA

  • A Guerra de Guerrilhas - Comandante Che Guevara
  • A montanha é algo mais que uma imensa estepe verde - Omar Cabezas
  • Da guerrilha ao socialismo – a Revolução Cubana - Florestan Fernandes
  • EZLN – Passos de uma rebeldia - Emilio Gennari
  • Imagens da revolução – documentos políticos das organizações clandestinas de esquerda dos anos 1961-1971; Daniel Aarão Reis Filho e Jair Ferreira de Sá
  • O Diário do Che na Bolívia
  • PODER E CONTRAPODER NA AMÉRICA LATINA Autor: FLORESTAN FERNANDES
  • Rebelde – testemunho de um combatente - Fernando Vecino Alegret

ZZ- Estudar Sempre /GEOGRAFIA EM MOVIMENTO

  • Abordagens e concepções de território - Marcos Aurélio Saquet
  • Campesinato e territórios em disputa - Eliane Tomiasi Paulino, João Edmilson Fabrini (organizadores)
  • Cidade e Campo - relações e contradições entre urbano e rural - Maria Encarnação Beltrão Sposito e Arthur Magon Whitacker (orgs)
  • Cidades Médias - produção do espaço urbano e regional - Eliseu Savério Sposito, M. Encarnação Beltrão Sposito, Oscar Sobarzo (orgs)
  • Cidades Médias: espaços em transição - Maria Encarnação Beltrão Spósito (org.)
  • Geografia Agrária - teoria e poder - Bernardo Mançano Fernandes, Marta Inez Medeiros Marques, Júlio César Suzuki (orgs.)
  • Geomorfologia - aplicações e metodologias - João Osvaldo Rodrigues Nunes e Paulo César Rocha
  • Indústria, ordenamento do território e transportes - a contribuição de André Fischer. Organizadores: Olga Lúcia Castreghini de Freitas Firkowski e Eliseu Savério Spósito
  • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira