Havana, nesta época do ano, é banhada por suave temperatura. O calor é amenizado pelo hálito de frescor que sopra das águas azuladas por trás do Malecón. A umidade reflui, embora a população se mantenha atenta à meteorologia: outubro e novembro são meses de furacões. Ano passado, ceifaram quase 20% do PIB, hoje calculado em US$ 50 bilhões.
Não há sinal de que o desastre se repita este ano. Impossível, contudo, prever as reações vingativas de Gaia, cruelmente estuprada por nossa ambição de lucro e solene desprezo à mãe ambiente.
A visita à Cuba, na penúltima semana de outubro, não tinha agenda de trabalho. Fui a convite do querido amigo José Alberto de Camargo que, para comemorar aniversário, escolheu a cidade reencantada pela literatura de Lezama Lima, Alejo Carpentier e Nicolás Guillén.
A comitiva (comitiva do coração) incluiu os jornalistas Chico Pinheiro e Ricardo Kotscho, este acompanhado de Mara, sua mulher. Alojados no octogenário Hotel Nacional, brindamos o desembarque com o daiquiri de La Floridita, onde Hemingway tomava seus porres. Visitamos a casa de praia em que ele morou e escreveu “O velho e o mar”, bem como o Hotel Ambos Mundos, no qual viveu seis anos e redigiu “Por quem os sinos dobram”.
Foram dias de boa culinária caribenha no El Templete, à beira do porto, e em El Oriente, frequentado por Saramago e García Márquez. Entre mojitos e o aroma perfumado dos charutos Cohiba, cuja fábrica percorremos, mantivemos proveitosas conversas com cidadãos anônimos e autoridades do país, como Ricardo Alarcón, presidente da Assembleia Nacional; Eusébio Leal, historiador da cidade (e responsável pela restauração da área colonial de Havana); Homero Acosta, secretário do Conselho de Estado (no qual se congregam ministros e dirigentes do país); Armando Hart, do Centro de Estudos Martianos; Abel Prieto, ministro da Cultura; e Caridad Diego, responsável pelo Gabinete de Assuntos Religiosos (que cuida da relação entre Estado e denominações confessionais).
Permaneci um dia a mais para encontrar-me com Raúl Castro, atual presidente, com quem almocei no sábado, 24, e Fidel que, na tarde do mesmo dia, me recebeu em sua casa, com direito a jantar.
Cuba se encontra grávida de si mesma. Após 50 anos de Revolução, é hora de analisar erros e impasses. Mira-se o passado para enxergar melhor o futuro. Em 2010, o 9º congresso do Partido Comunista deverá submeter o país à verificação de suas contradições e elaboração de novas estratégias, sobretudo no que concerne à economia e à emulação ética.
Engana-se quem supõe Cuba retrocedendo ao capitalismo. Ainda que se multipliquem aberturas à economia de mercado, devido à globalização e o mundo unipolar hegemonizado pelo neoliberalismo, não interessa à Ilha priorizar a acumulação privada da riqueza em detrimento da maioria da população. A América Central é o espelho no qual Cuba não quer se ver: ali os índices de violência são, hoje, os mais altos do mundo, com 23 assassinatos/ano por cada grupo de 100 mil habitantes. No Brasil, o índice é de 31/100 mil e, em Cuba, 5,8/100 mil. Basta dizer que, no Rio, a polícia matou, em 2007, 1.330 pessoas. No ano anterior, em todo os EUA foram mortas pela polícia 347 pessoas.
Os cubanos são conscientes de as falhas do país não poderem ser todas atribuídas ao criminoso bloqueio imposto, há mais de 40 anos, pela Casa Branca (e, agora, em vias de distenção pela administração Obama).
A manutenção, por longo tempo, de medidas justificadas pela Guerra Fria, começa a ser questionada. É o caso do caráter paternalista do Estado que assegura, a 11 milhões de habitantes, gratuitamente, cesta básica, saúde e educação de qualidade.
Por essa razão, a qualidade de vida em Cuba, onde o analfabetismo está erradicado, figura em 51º lugar, entre 182 países, no Índice de Desenvolvimento Humano 2009, da ONU. O Brasil mereceu a 75ª classificação. Não se cogita alterar o direito universal e gratuito à saúde e à educação. Porém, a redução dos subsídios à alimentação deverá coincidir com o aumento de salários e da produtividade agrícola, de modo a diminuir a importação de 80% dos alimentos consumidos.
Busca-se solução a curto prazo para a duplicidade de moedas: o CUC adquirido pelos turistas (evita o câmbio paralelo e a evasão de divisas) e o peso utilizado pelo cidadão cubano. O turismo, ao lado da exportação de níquel, é das principais fontes de arrecadação de Cuba que, com tamanho 64 vezes inferior ao Brasil, recebe 2,5 milhões de turistas por ano, metade dos que desembarcam em nosso país no mesmo período.
Toda a América Latina se opõe, hoje, ao bloqueio e apoia a reintegração de Cuba nos organismos continentais. A questão política mais relevante nas relações internacionais é a urgente libertação dos cinco cubanos presos nos EUA desde 1998, condenados a penas elevadíssimas, acusados – acreditem! – de evitar atos terroristas. Os cinco lograram abortar 170 atentados planejados contra Cuba dentro da comunidade cubana de Miami.
Fernando Morais, com quem jantamos em Havana, promete lançar, em 2010, livro em que conta a esdrúxula história do processo movido pela Justiça usamericana contra os cinco cubanos.
PS: A quem possa interessar: Fidel goza de muito boa saúde e excelente bom humor.
Frei Betto é escritor, autor de “Calendário do Poder” (Rocco), entre outros livros.
“Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo." (Karl Marx)
David Barkin (profºda Universidade Autônoma Metropolitana do México – Unidade de Xochimilco) faz uma explanação em um texto, sobre as experiências no México,que vão na contramão da hegemonia da economia de mercado e do próprio sistema capitalista.
Destacam-se algumas experiências bem sucedidas de sustentabilidade em trabalhos desenvolvidos por comunidades campesinas e indígenas, baseadas em saberes tradicionais, uma relação holística com a natureza, práticas agroecológicas, incorporação de todas as dimensões do território – como espaço físico, cultural, social e ambiental. Podemos dizer que, em toda a América Latina, vamos encontrar experiências semelhantes, ou seja, construção de espaços de sustentabilidade dentro do mundo atual, uma estratégia alternativa de produção sócio-político-ecológica.
Alguns questionamentos são pertinentes sobre os princípios dessa sustentabilidade expostos perante o sistema capitalista, por exemplo, até que ponto podemos afirmar que esta experiência tem uma verdadeira autonomia frente aos poderes do mercado e os estados neoliberais? Isso é possível? Pode-se obter uma autonomia relativa, que não o torna independente da globalização, que é a própria lógicado desenvolvimento do capitalismo – baseada na apropriação privada dos meios de produção e na concorrência entre capitais – fatores que alimentam a concentração e a centralização do capital.
Portanto, o processo de globalização que observamos hoje já estava inscrito no código genético do capitalismo desde de suas origens. Outro princípio da sustentabilidade – a democracia participativa – tem seus limites na retórica, pois o que se evidência é a assimetria entre a base e as lideranças.
Com a globalização da economia, o capitalismo se expandiu em todo o globo terrestre, inclusive nos “mercados” mais íngrimes“concordemos ou não, gostemos ou não, a globalização é um fato cotidiano que permeia a nossa realidade, desde o creme dental que usamos, a roupa que vestimos, o tênis que calçamos, os alimentos enlatados que comemos, o programa de tv a que assistimos, o jornal que lemos, o computador que utilizamos, o banco em que recebemos o salário ou realizamos o negócio, a internet em que navegamos, entre outros milhares de aspectos do nosso dia a dia. Portanto, globalização é um fenômeno típico do capitalismo contemporâneo” (COSTA, Edmilson – A globalização e o capitalismo contemporâneo- Expressão Popular).
O sistema produtor-destruidor de mercadorias é o modelo dominante que expropria numa velocidade atômica, extraordinariamente mais a natureza do que os nichos de resistência e modelos alternativos o fazem, o que não significa deixar de reconhecer a importância dos espaços alternativos, mas estes, por si só, reproduzindo-se de formas isoladas, não sendo um processo de acúmulo de forças, de resistência e de ação organizada e centralizada que coloquem na ordem do dia a necessidade de transformação social, não vão conseguir superar o modelo hegemônico do capital.A lógica de acumulação e a velocidade de desapropriação da natureza nos fazem pensar, de forma racional, que o destino da humanidade tem uma profunda possibilidade de perecer.
As questões sociológicas colocadas são as seguintes:
a)O capitalismo será capaz de fazer um novo contrato societário e de se submeter a uma metamorfose que possa mudar a sua lógica de acumulação, exploração e lucro? Se conseguir realizar, isto não será mais capitalismo;
b)Existe hoje a possibilidade da união dos excluídos, dos explorados, dos oprimidos do mundo, de se desalienarem e adquirirem uma consciência da necessidade de transformar a sociedade em tempo hábil?
c)A terceira hipótese é a de que, se o sistema conseguir ir se reproduzindoe ir ganhando fôlego ao contornar as suas crises, quanto tempo teremos, mantendo-se o ritmo de acumulação e expropriação sistemática da natureza?
Os reformistas sociais liberais ou os ambientalistas de mercado acreditam serem capazes de recauchutar o capitalismo e se propõem a administrá-lo,pelo contrário, minha conclusão é de que – NÃO ÉPOSSÍVEL UM CAPITALISMO SUSTENTÁVEL – como dizia Marx em suas teses sobre Feuerbach : “Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo”.
PRAÇAS DE SANTA CATARINA ENFRENTAM VIOLÊNCIA DO ESTADO
Aos lutadores e às lutadoras do povo,
Não é demais relatar que a sanha vingativa dos altos escalões da Polícia Militar, sob as ordens do governador Luiz Henrique da Silveira, já levou à exclusão dos quadros da PM oito praças. Outras dezenas de companheiros estão sendo julgados por Conselho de Disciplina, e podem a qualquer momento ser excluídos. Centenas têm sido punidos com diversas penas, entre elas, detenção e até 30 dias de prisão, mesmo na esfera administrativa. Isso porque os processos vão ainda entrar na Justiça Militar, quando um juiz togado e cinco juízes militares julgarão aqueles que realizaram o movimento reivindicatório do PM, punição de 2008. Pela experiência histórica, não podemos esperar sensatez por parte da “Justiça” Militar.
A exclusão de um policial militar é mais que uma demissão, pois esse ato representa uma mácula inimaginável a quem ingressou na corporação por concurso público, a maioria há mais de 20 anos. A exclusão representa a perda de referência, crises emocionais inimagináveis, desarranjos familiares, falta de chão onde se firmar para redefinir um horizonte possível de vida. Já tivemos tentativas de suicídio e muitos estão em tratamento.
Na Justiça comum, não temos tido melhor sorte. Dos oito até então excluídos, apenas um recebeu liminar favorável ao retorno à profissão. O desembargador o reintegrou duas vezes, mas o comandante geral da PM, coronel Eliésio Rodrigues, o excluiu três vezes. E ficou por isso mesmo. Estamos atravessando um mar revolto jamais imaginado. É a maior onda de punições já havida na Polícia Militar catarinense.
O objetivo da cúpula da PM, da maioria dos oficiais, não é apenas punir alguns, só para “dar o exemplo”. Estão trabalhando para punir severamente centenas, escolhendo as principais lideranças em cada região, mesmo quando tecnicamente não teriam motivo nem mesmo pelos nossos draconianos regulamentos. O objetivo é aniquilar a APRASC e tudo que ela representa em termos de organização de uma consciência coletiva e autônoma da categoria.
O Estado, em suas diversas instituições, quer o controle absoluto sobre aqueles servidores cuja missão, na ideologia dominante, é realizar o controle social dos pobres e dos movimentos populares organizados. Só quem está condicionado a obedecer cegamente é capaz de massacrar seu próprio irmão. Por isso, não temos encontrado a guarida necessária em nenhuma das instâncias de poder e em nenhuma das instituições do Estado. Organizar os praças de forma autônoma, e construir uma consciência de serviço público de segurança em benefício da população, atenta contra os objetivos pretendidos pela classe dominante e por todos os seus representantes dentro do aparato do Estado: a defesa da ordem! Internamente, quando os praças reivindicam salário e dignidade, são acusados de inimigos da ordem. Esse é o dilema que temos atravessado.
Precisamos de apoio! E a forma de nos apoiar é denunciar as arbitrariedades em todos os espaços possíveis. Nossos algozes diretos são os oficiais que compõe a atual cúpula da PM e o governador Luiz Henrique. Mas têm também aqueles que poderiam mudar esse quadro, mas preferem calar, por conveniência política ou por aceitação dos fatos como estão, como se fosse natural policiais honestos serem presos e excluídos por terem reivindicado. Precisamos sobreviver porque nossas causas são legítimas e humanitárias, e solidariedade de classe não se deve colocar em primeiro plano a ideologia ou o grupo político a que se pertence.
No mês de novembro, teremos eleição para a diretoria da APRASC. Se conseguirmos sair bem desse processo, a luta seguirá, por justiça interna e por uma nova concepção de segurança pública. Se nos sairmos mal, os praças estarão recolhidos aos fundos dos quartéis, às masmorras, à loucura, e a segurança pública vai continuar sendo instrumento de repressão.
Temos esperança na vitória, e vamos construí-la com a resistência da nossa gente e com o apoio de todo o povo consciente da nossa sociedade.
A Polícia Militar de Santa Catarina é vanguarda em promover na prática um luta fundamental e de profundidade histórica às Policias Militares nos Estados do Brasil.
Estabeleceram políticas de organização da categoria e propostas como a desmilitarização dessas Polícias. Isso significa que essa categoria não se presta e não quer mais submeter-se a cumprir os ditames e aos caprichos das oligarquias do Estado, em reprimir os movimentos sociais.
Essa proposta não fica somente no discurso ou na teoria de seu jornal; se estão sendo perseguidos pelo Governador Luiz Henrique é porque contrariaram a lógica da política de privilégios na segurança no Estado, que é: a de defender latifundiários e empresários. Essa Polícia quer praticar a verdadeira obra de sua vocação: a segurança pública. Realizar o policiamento ostensivo para de fato proteger a população dos conflitos de relações e dos desvios de conduta dos cidadãos, dadas as condições vividas pela sociedade brasileira que se explicita na hora da sobrevivência. A ética e a moral não voz permite como trabalhadores da segurança e filhos dessa mesma classe bater e matar lutadores sociais organizados, que sofrem as crueldades do capitalismo e não se submetem a exclusão; não a aceitam, preferindo lutar contra esse sistema a se marginalizarem.
O capitalismo na ambição de lucro dos empresários geram a violência urbana, a desagregação familiar e problemas psicológicos advindo da competição, da pressão da ingrata luta pela vida. Enquanto os ricos se dão ao luxo de usar as Polícias Militares para proteger seus interesses, privilégios e segregação social.
A Polícia Militar de Santa Catarina, não se propõe a criminalizar os movimentos sociais nas suas justas ações contra o poder da burguesia brasileira. Essas são as verdadeiras razões dos expurgos e punições radicalizadas pelo governador através da cúpula da Polícia Militar de Santa Catarina.
Viva a APRASC! Viva os Trabalhadores da Segurança Pública de Santa Catarina! Contra a Criminalização do Movimentos Sociais!
Em uma das inúmeras conversas que tive o prazer de ter com o “vôo livre” Deogar Soares, bem acomodados no “nosso” Cruz, ao comentarmos sobre alguma das tantas barbaridades deste mundo, que certamente não conseguirei lembrar, ele disse, daquele jeito que só quem o conheceu pode imaginar: “eu cada vez mais perco a capacidade de me surpreender com as coisas”.
Pois é, vivemos em uma sociedade em que, cada vez mais temos motivos para dizer que deixamos de nos surpreender, tal a quantidade de absurdos gerados por uma sociedade corrompida pelos ditames de uma lógica perversa e desumana.
Porém, a situação que vivemos atualmente no Rio Grande do Sul, capitaneados por uma governadora que já inscreveu seu nome na história como dirigente do governo mais corrupto já visto por estes pagos, tem dado motivos para que constantemente, nos surpreendamos com suas novas “peripécias”.
Como todo grupo que se organiza para praticar atos ilícitos, este, coordenado pela dona Yeda, não foge à regra: procura, através da força, da repressão e da mentira calar seus opositores e manter, pelo medo, seu poder.
No seu mandato, foram inúmeros os momentos em que seu braço armado agiu para reprimir manifestações do povo gaúcho, tão ao gosto de nosso “caubói dos pampas”, o famigerado e desequilibrado Coronel Mendes, que mais parece ter saído diretamente das catacumbas da Idade Média. Mas, este senhor, ao sair do comando da BM (pelo menos oficialmente), deixou em seu lugar gente com os quais não deve ter nenhum motivo para decepcionar-se.
Durante o (des) governo tucano, muitas manifestações foram e continuam a ser tratadas com cassetetes, bombas e safanões, vários dirigentes sindicais acabaram presos e agredidos e também processados judicialmente por quem deveria mesmo era correr da Justiça. Mas aqueles que mais sofreram durante este tempo, foram, como não poderia deixar de ser, os militantes do MST, que por negarem-se a correr da luta e optar por pelear sempre, foram várias vezes proibidos de manifestarem-se e de deslocarem-se pelo estado, tiveram acampamentos invadidos, lonas rasgadas, alimentos estragados ou “desaparecidos” e foram vítimas de uma campanha orquestrada pelo governo, por parte do judiciário gaúcho e, claro, pelo maior partido de direita do RS, o grupo RBS, que tentam a todo o momento incriminar o Movimento e orientaram ações no sentido de torná-lo ilegal.
Como parte de tudo isto, no dia 21 de agosto passado, o sem-terra Elton Brum da Silva foi assassinado pela Brigada Militar em uma ação de despejo que foi preparada pelo comando estadual da BM. Nesta ação, homens, mulheres e crianças foram agredidos por brigadianos e cães (não se sabe quais os mais raivosos) e humilhados de várias maneiras, resultando em mais de uma dezena de feridos.
Em todo o país, realizaram-se vários atos de protesto ao ocorrido, reunindo sem-terra, sindicalistas, intelectuais, artistas e todos aqueles comprometidos com a luta dos povos contra a opressão e pela justiça. Dentre estes, o cantador e grande companheiro de lutas Pedro Munhoz escreveu um poema em homenagem ao Elton, que tem sido divulgado em vários órgãos da imprensa alternativa.
Pois, para provar que os tiranos nunca têm limites em sua fúria contra as manifestações contrárias aos seus interesses, nos últimos dias o Pedro sofreu duas tentativas de prisão por parte da BM ao recitar o poema em apresentações realizadas em Alvorada e Porto Alegre, sendo esta última no Ato Fora Yeda.
Então tá! Se ainda havia alguma dúvida ... somos governados por sobras da ditadura militar, que reprimem, dão porrada e atentam contra o direito de livre manifestação, garantido pelo povo brasileiro através de muita luta e organização, enfrentando aqueles de quem parece que esse pessoal que está sendo processado por formação de quadrilha sente muita saudade!
Assim, quero pedir a todos os companheiros que solidarizam-se com as lutas do povo e contra todas as tiranias, que façam circular essa notícia e demonstrem sua solidariedade com todos aqueles que, de uma forma ou de outra, seja com cartazes, microfones, enxadas ou violões, estão na luta e gritam a todo o momento, como fizeram os irmãos cubanos na Sierra Maestra e agora fazem os hondurenhos em luta contra o golpe que sofreram: “Aqui no se rinde nadie!”.
MEU COMPANHEIRO E AMIGO PEDRO MUNHOZ, GRANDE ABRAÇO E TODA A FORÇA NA LUTA!!!
O nome do blog foi inspirado no filmeZurdode Carlos Salcés, uma película mexicana extraordinária.
Zurdo em espanhol que dizer: esquerda, mão esquerda. E este blog significa uma postura alternativa as oficiais, as institucionais. Aqui postaremos diversos assuntos como política, cultura, história, filosofia, humor... relacionadas a realidades sem tergiversações como é costume na mídia tradicional. Teremos uma postura radical diante dos fatos procurando estimular o pensamento crítico. Além da opinião, elabora-se a realidade desvendando os verdadeiros interesses que estão em disputa na sociedade.
Vos abraço com todo o fervor revolucionário
Raoul José Pinto
ZZ - ESTUDAR SEMPRE
A Condição Pós-Moderna - DAVID HARVEY
A Condição Pós-Moderna - Jean-François Lyotard
A era do capital - HOBSBAWM, E. J
Antonio Gramsci – vida e obra de um comunista revolucionário
Apuntes Criticos A La Economia Politica - Ernesto Che Guevara
As armas de ontem, por Max Marambio,
BOLÍVIA jakaskiwa - Mariléia M. Leal Caruso e Raimundo C. Caruso
Cultura de Consumo e Pós-Modernismo - Mike Featherstone
Dissidentes ou mercenários? Objetivo: liquidar a Revolução Cubana - Hernando Calvo Ospina e Katlijn Declercq
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Esquerdas e Esquerdismo - Da Primeira Internacional a Porto Alegre - Octavio Rodríguez Araujo
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O Demônio da Teoria: Literatura e Senso Comum - Antoine Compagnon
O Marxismo de Che e o Socialismo no Século XXI - Carlos Tablada
O MST e a Constituição. Um sujeito histórico na luta pela reforma agrária no Brasil - Delze dos Santos Laureano
Os 10 Dias Que Abalaram o Mundo - JOHN REED
Para Ler O Pato Donald - Ariel Dorfman - Armand Mattelart.
Pós-Modernismo - A Lógica Cultural do Capitalismo Tardio - Frederic Jameson
Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira
Simulacro e Poder - uma análise da mídia, de Marilena Chauí (Editora Perseu Abramo, 142 páginas)
Soberania e autodeterminação – a luta na ONU. Discursos históricos - Che, Allende, Arafat e Chávez
Um homem, um povo - Marta Harnecker
zz - Estudar Sempre/CLÁSSICOS DA HISTÓRIA, FILOSOFIA E ECONOMIA POLÍTICA
A Doença Infantil do Esquerdismo no Comunismo - Lênin
A História me absolverá - Fidel Castro Ruz
A ideologia alemã - Karl Marx e Friedrich Engels
A República 'Comunista' Cristã dos Guaranis (1610-1768) - Clóvis Lugon
A Revolução antes da Revolução. As guerras camponesas na Alemanha. Revolução e contra-revolução na Alemanha - Friedrich Engels
A Revolução antes da Revolução. As lutas de classes na França - de 1848 a 1850. O 18 Brumário de Luis Bonaparte. A Guerra Civil na França - Karl Marx
A Revolução Burguesa no Brasil - Florestan Fernandes
A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky - Lênin
A sagrada família - Karl Marx e Friedrich Engels
Antígona, de Sófocles
As tarefas revolucionárias da juventude - Lenin, Fidel e Frei Betto
As três fontes - V. I. Lenin
CASA-GRANDE & senzala - Gilberto Freyre
Crítica Eurocomunismo - Ernest Mandel
Dialética do Concreto - KOSIK, Karel
Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico - Friedrich Engels
Do sonho às coisas - José Carlos Mariátegui
Ensaios Sobre a Revolução Chilena - Manuel Castells, Ruy Mauro Marini e/ou Carlos altamiro
Estratégia Operária e Neocapitalismo - André Gorz
Eurocomunismo e Estado - Santiago Carrillo
Fenomenologia da Percepção - MERLEAU-PONTY, Maurice
História do socialismo e das lutas sociais - Max Beer
Manifesto do Partido Comunista - Karl Marx e Friedrich Engels
MANUAL DE ESTRATÉGIA SUBVERSIVA - Vo Nguyen Giap
MANUAL DE MARXISMO-LENINISMO - OTTO KUUSINEN
Manuscritos econômico filosóficos - MARX, Karl
Mensagem do Comitê Central à Liga dosComunistas - Karl Marx e Friedrich Engels
Minima Moralia - Theodor Wiesengrund Adorno
O Ano I da Revolução Russa - Victor Serge
O Caminho do Poder - Karl Kautsky
O Marxismo e o Estado - Norberto Bobbio e outros
O Que Todo Revolucionário Deve Saber Sobre a Repressão - Victo Serge
Orestéia, de Ésquilo
Os irredutíveis - Daniel Bensaïd
Que Fazer? - Lênin
Raízes do Brasil - Sérgio Buarque de Holanda
Reforma ou Revolução - Rosa Luxemburgo
Revolução Mexicana - antecedentes, desenvolvimento, conseqüências - Rodolfo Bórquez Bustos, Rafael Alarcón Medina, Marco Antonio Basilio Loza
Revolução Russa - L. Trotsky
Sete ensaios de interpretação da realidade peruana - José Carlos Mariátegui/ Editora Expressão Popular
Sobre a Ditadura do Proletariado - Étienne Balibar
Sobre a evolução do conceito de campesinato - Eduardo Sevilla Guzmán e Manuel González de Molina
ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA
1984 - George Orwell
A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende
A Espera dos Bárbaros - J.M. Coetzee
A hora da estrela - Clarice Lispector
A Leste do Éden - John Steinbeck,
A Mãe, MÁXIMO GORKI
A Peste - Albert Camus
A Revolução do Bichos - George Orwell
Admirável Mundo Novo - ALDOUS HUXLEY
Ainda é Tempo de Viver - Roger Garaud
Aleph - Jorge Luis Borges
As cartas do Pe. Antônio Veira
As Minhas Universidades, MÁXIMO GORKI
Assim foi temperado o aço - Nikolai Ostrovski
Cem anos de solidão - Gabriel García Márquez
Contos - Jack London
Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski
Desonra, de John Maxwell Coetzee
Desça Moisés ( WILLIAM FAULKNER)
Don Quixote de la Mancha - Miguel de Cervantes
Dona flor e seus dois maridos, de Jorge Amado
Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago
Ensaio sobre a lucidez, de José Saramago
Fausto - JOHANN WOLFGANG GOETHE
Ficções - Jorge Luis Borges
Guerra e Paz - LEON TOLSTOI
Incidente em Antares, de Érico Veríssimo
Memórias do Cárcere - Graciliano Ramos
O Alienista - Machado de Assis
O amor nos tempos do cólera - Gabriel García Márquez
O Contrato de Casamento, de Honoré de Balzac
O Estrangeiro - Albert Camus
O homem revoltado - Albert Camus
O jogo da Amarelinha – Júlio Cortazar
O livro de Areia – Jorge Luis Borges
O mercador de Veneza, de William Shakespeare
O mito de Sísifo, de Albert Camus
O Nome da Rosa - Umberto Eco
O Processo - Franz Kafka
O Príncipe de Nicolau Maquiavel
O Senhor das Moscas, WILLIAM GOLDING
O Som e a Fúria (WILLIAM FAULKNER)
O ULTIMO LEITOR - PIGLIA, RICARDO
Oliver Twist, de Charles Dickens
Os Invencidos, WILLIAM FAULKNER
Os Miseravéis - Victor Hugo
Os Prêmios – Júlio Cortazar
OS TRABALHADORES DO MAR - Vitor Hugo
Por Quem os Sinos Dobram - ERNEST HEMINGWAY
São Bernardo - Graciliano Ramos
Vidas secas - Graciliano Ramos
VINHAS DA IRA, (JOHN STEINBECK)
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A montanha é algo mais que uma imensa estepe verde - Omar Cabezas
Da guerrilha ao socialismo – a Revolução Cubana - Florestan Fernandes
EZLN – Passos de uma rebeldia - Emilio Gennari
Imagens da revolução – documentos políticos das organizações clandestinas de esquerda dos anos 1961-1971; Daniel Aarão Reis Filho e Jair Ferreira de Sá
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PODER E CONTRAPODER NA AMÉRICA LATINA Autor: FLORESTAN FERNANDES
Rebelde – testemunho de um combatente - Fernando Vecino Alegret
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Abordagens e concepções de território - Marcos Aurélio Saquet
Campesinato e territórios em disputa - Eliane Tomiasi Paulino, João Edmilson Fabrini (organizadores)
Cidade e Campo - relações e contradições entre urbano e rural - Maria Encarnação Beltrão Sposito e Arthur Magon Whitacker (orgs)
Cidades Médias - produção do espaço urbano e regional - Eliseu Savério Sposito, M. Encarnação Beltrão Sposito, Oscar Sobarzo (orgs)
Cidades Médias: espaços em transição - Maria Encarnação Beltrão Spósito (org.)
Geografia Agrária - teoria e poder - Bernardo Mançano Fernandes, Marta Inez Medeiros Marques, Júlio César Suzuki (orgs.)
Geomorfologia - aplicações e metodologias - João Osvaldo Rodrigues Nunes e Paulo César Rocha
Indústria, ordenamento do território e transportes - a contribuição de André Fischer. Organizadores: Olga Lúcia Castreghini de Freitas Firkowski e Eliseu Savério Spósito
Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira