quinta-feira, 28 de junho de 2007

Retratos da violência

, por Marcelo Salles

A violência policial e a incipiente resistência popular no Complexo do Alemão, ocupado há quase dois meses pela Polícia Militar do Rio de Janeiro

Fotos: Latuff/2007
Complexo do Alemão, Rio de Janeiro
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Sadraque Santos é fotógrafo. Mora no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio de Janeiro, e se formou recentemente na Escola Popular de Comunicação Crítica, realizada pelo Observatório de Favelas. Assim como a esmagadora maioria de seus vizinhos, Sadraque precisa sair de casa para trabalhar. Mas o que deveria ser uma atividade banal tem sido um verdadeiro tormento desde que a polícia ocupou o conjunto de doze favelas do Complexo do Alemão, que abrange os bairros da Penha, Inhaúma, Bonsucesso, Ramos e Olaria e reúne 200 mil pessoas.

Todo dia Sadraque pega sua câmera fotográfica, mochila e equipamentos, como lentes, pilhas, baterias, cartões de memória e outros necessários para os cliques que lhe garantem a subsistência. Por três vezes tentou sair para trabalhar, mas foi impedido pelos policiais.

— Na primeira, tive que dar a volta e sair por outro lado. Em outra, tentei dar a volta, mas tava tudo fechado. Tive que esperar até onze horas da manhã para ir trabalhar. Nosso “di reito de ir e vir” nunca é respeitado.

Com apoio do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e da Força Nacional de Segurança, a Polícia Militar ocupa o Complexo do Alemão desde o dia 2 de maio. A concentração é na Vila Cruzeiro, onde estariam escondidos os bandidos que mataram dois policiais militares em Oswaldo Cruz, segundo a versão da polícia. Até o dia 6 de junho, os números oficiais davam conta de 17 mortos e mais de 50 feridos na região. Trata-se de uma das ocupações mais longas da história do Rio.

Desta vez chamaram a atenção as barricadas levantadas para impedir a entrada do “caveirão”. Alguns disseram que foram os bandidos, outros levantaram a hipótese de que moradores tomaram a iniciativa. Sadraque explica:

— É a rapaziada que coloca para impedir a entrada do “caveirão”. Quem coloca são os caras, mas se perguntar pro trabalhador, ele vai concordar. Porque quando o “caveirão” vem na favela, mata trabalhador também. Fizeram na Penha, na Fazendinha e no Complexo do Alemão. Tá morrendo muito inocente.

Mentira perdida

A polícia não assume a responsabilidade pelas mortes, geralmente atribuídas aos bandidos ou à mais nova instituição da República, a bala perdida — que não tem assessoria de imprensa para se defender. O próprio Instituto de Segurança Pública, órgão vinculado à Secretaria de Segurança Pública, divulgou estudo que põe em dúvida a versão oficial. “Chama a atenção o fato de 68,4% das vítimas serem do sexo masculino e 31,6% do sexo feminino, quando se considera que a ‘bala perdida’ constitui um evento considerado aleatório. Sobretudo, diante do fato de que a distribuição da população do Estado do Rio de Janeiro, segundo o Censo 2000 do IBGE, é de 48% de homens (6.900.312) e 52% de mulheres”.

Segundo o Sadraque, o argumento mais frequentemente usado pela polícia para impedir que os moradores saiam de suas casas para trabalhar é o de que eles estariam servindo como informantes para quadrilhas de outras favelas.

— Eles alegam que a gente estaria levando informação para outras comunidades, — afirma, para depois completar:

— Pior é aquela declaração do comandante das operações em áreas especiais. Ele tem falado na imprensa que traficante está dando tiro em morador para desestabilizar o trabalho da polícia. Isso é uma covardia. É uma covardia. Porque é uma questão lógica. Quando você mora na comunidade, sabe que tem certas regras. Se isso fosse verdade, todo mundo ia sair da favela, nem que fosse para morar na rua. O traficante sabe que nessas ocupações da polícia o morador é importante pra ele, — afirma o fotógrafo.

Quando a polícia promove operações deste tipo, é comum ouvirmos versões conflitantes. O discurso oficial, amplificado pelo monopólio da imprensa, garante que são os bandidos que destroem geradores de energia. Sadraque diz o contrário: é a polícia quem manda cortar não apenas a energia elétrica, mas também a água e as linhas telefônicas de todos os moradores. A versão do fotógrafo é partilhada pelos demais moradores, que denunciaram este e outros abusos no dia 24 de outubro de 2006, durante o 1º Fórum de Discussão Contra a Violência e em Defesa da Vida, realizado dentro de uma metalúrgica desativada na Favela da Grota, no Complexo do Alemão. Na ocasião, estiveram presentes cerca de 400 moradores.

Melhor para quem?

Naquela ocasião, o principal alvo das denúncias foi o Batalhão de Operações Especiais (Bope). Treinada para ser uma das melhores tropas em combate urbano do mundo, os métodos do Bope dificilmente seriam tolerados caso fossem empregados em áreas de “classe média” ou alta. Apenas para se ter uma idéia, uma das músicas entoadas durante o treinamento desses policiais é a seguinte: “Homem de preto, qual é sua missão?/ Entrar na favela e deixar corpo no chão./ Homem de preto, o que você faz?/ Faço coisas que assustam o satanás”.

Segundo relatos de moradores, a truculência da polícia é o principal problema. Escolas são fechadas, estudantes ficam presos dentro de casa e muitas pessoas são impedidas de trabalhar. Mas isso não é o mais grave.

— A maioria dos moradores, inclusive eu, reclama da atitude da polícia, que costuma usar de covardia com os moradores. Covardia mesmo! Covardia mesmo! Coisas do arco-da-velha, se eu contar você nem acredita.

Nesse ponto da entrevista, Sadraque hesita:

— Eu insisto em saber o que a polícia está fazendo, com apoio do monopólio da imprensa e do governador Sérgio Cabral.

O fotógrafo, enfim, desabafa:

— Invadindo casa de morador, sacaneando morador, mexendo com filha dos outros. Teve uma vez que enfiaram uma chave de fenda nas costas de um morador. Estão fazendo coisas do mesmo nível dos bandidos. Rola até estupro, cara!

Houve um tempo em que os moradores de favelas temiam represálias. Não abriam a boca. Mas as coisas parecem estar mudando.

Termino a entrevista com Sadraque Santos depois da meia-noite de 6 de junho. Em pouco mais de cinco horas ele estará de pé. Às seis da manhã vai pegar sua câmera fotográfica, mochila e assessórios e seguir para mais uma jornada de trabalho. Há oito meses 400 pessoas se reuniram dentro do Complexo do Alemão durante o Fórum Contra a Violência. Foi a primeira vez na história em que a localidade decidiu quebrar o silêncio sobre os abusos cometidos pela polícia. A resistência do proletariado carioca começa a delinear novos enquadramentos na fotografia da cidade.

E chegou o tiroteio
(segunda entrevista)

Depoimento de Wanderley da Cunha, morador da Favela de Acari, Zona Norte do Rio de Janeiro, onde frequentemente há troca de tiros entre policiais e bandidos. Wanderley é animador cultural e integra a Rede Contra a Violência, que organiza moradores de bairros proletários.

O que acontece quando começa o tiroteio?

— Normalmente a guerra, o tiroteio, acontece entre a polícia e os traficantes. Quando acontece troca de tiro entre quadrilhas rivais, mais ou menos os traficantes ficam prevenidos e geralmente avisam aos moradores. Aí tem tempo de prevenir. Quando é incursão policial, as pessoas são pegas de surpresa. Geralmente é de manhã ou à tarde quando há crianças indo e voltando da escola, pessoas indo para o trabalho. E é uma coisa muito aterrorizante. Principalmente quando há uma entrada da polícia acompanhada do Caveirão. Não fica ninguém na rua. Porque o Caveirão é terror mesmo, uma coisa simbólica. Fica um clima de guerra que a gente só vê na televisão.

Aí você tem que ficar em casa até o tiroteio acabar?

— Normalmente as pessoas são surpreendidas. Aí tem que se abrigar no lugar mais próximo. Num bar, ou na casa de algum vizinho, da pessoa mais próxima. E quando tem uma troca de tiro, um confronto, as pessoas ficam preocupadas. As pessoas em casa ficam apavoradas, porque estão com os filhos na rua, indo para a escola. O marido, ou filho, ou irmão estão indo para o trabalho e as pessoas não sabem o que está acontecendo. Nunca se sabe quem foi baleado: um menino, uma dona de casa, um estudante, um traficante, um operário. Até você ter certeza que seus parentes e amigos que estão bem é um desespero. E uma troca de tiro, um confronto, acaba com o humor de todo mundo para o resto do dia. Agora, você imagina esses 40 dias de confronto na Vila Cruzeiro (Complexo do Alemão), o que vai fazer na cabeça das crianças, dos moradores. Quando acabar a chamada guerra lá da Vila Cruzeiro, a imprensa vai embora, a polícia vai embora, e os moradores vão sofrer muito. O psicológico... Os moradores, as pessoas que foram baleadas, para se recuperar... As crianças, por exemplo, dificilmente aquelas crianças vão ser aprovadas, vão conseguir passar de ano. Os professores não vão querer dar aula... Sempre que tem um confronto como esse, que dura muito tempo. Depois que acaba, as pessoas não se interessam mais pelo que fica. Ninguém presta mais atenção. Muitas vezes as conseqüências são bem mais dolorosas depois do confronto.

Na hora da troca de tiro o que passa pela sua cabeça?

— Olha, eu como sou militante e faço parte da Rede Contra a Violência, uma das pessoas ali preocupada com isso. Instintivamente a gente fica logo preocupado em saber quem foi baleado, em saber quais foram os policiais envolvidos no tiroteio, e o que passa pela cabeça, na hora, é pensar em mudar as coisas. Mas quando a gente vê um amigo, ou filho de um amigo baleado ou morto, bate um desânimo. Um sentimento de impotência, de que não está valendo a pena o que a gente faz. A gente continua vendo as coisas acontecerem no dia-a-dia enquanto luta. Às vezes a gente até vê a coisa piorar, mesmo com a nossa luta. Aí bate um desânimo, bate um desespero. Aí perde vontade de ir a reunião, de organizar movimento. Porque vive um clima de tensão, clima agressivo, clima de violência que fica no ar.

E o que passa na cabeça de uma pessoa que não está envolvida com a militância?

— As pessoas não acreditam que alguma coisa possa mudar. Então as pessoas acabam se acostumando. A grande maioria fica habituada, se preparando para toda semana saber que alguém morreu. Quando a gente chama para participar de reunião da campanha contra o Caveirão, as pessoas não vão, têm medo de sofrer represália da polícia. As pessoas nem acreditam mais em eleição, em política. As pessoas não acreditam. Agora, você vê nos olhos das pessoas, no humor delas, achando que elas estão acostumadas, mas não estão. As pessoas cada vez mais sofrem. E aí, as pessoas cada vez mais bebem, e quanto mais sofrem, mais procuram baile funk, pagode, consomem drogas, que é uma maneira de segurar a onda um pouco. As pessoas estão cada vez mais desesperadas, desesperançadas. É uma desesperança contida, que fica dentro das pessoas e acaba explodindo muitas vezes na violência, mas nunca dirigida contra quem está causando o verdadeiro sofrimento para a gente.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Friedman-Pinochet e o Sul globalizado.


Um artigo de Walden Bello

"Enquanto os economistas louvam o recém falecido Milton Friedman por ser ‘um paladino da liberdade cujo trabalho transformou a ciência econômica e mudou o mundo’, como anuncia em uma página inteira o New York Times, as pessoas do Sul recordarão o professor da Universidade de Chicago como o olho de um furacão humano que arrasou as suas economias”. A análise é de Walden Bello em artigo para a revista eletrônica www.sinpermiso.info Bello é professor de sociologia na Universidade das Filipinas e diretor executivo do instituto Focus on the Global South de Bangkok.

Walden Bello escreve no artigo traduzido pelo Cepat:

Para eles [latino-americanos], Friedman se associará durante muito tempo a duas coisas: reformas de livre mercado no Chile e “ajuste estrutural” nos países em vias de desenvolvimento. Pouco depois do golpe de estado contra o governo de Salvador Allende em 11 de setembro de 1973, formandos chilenos do departamento de economia de Friedman, que logo foram apelidados de “Chicago Boys”, tomaram as rédeas da economia e lançaram um programa de transformação econômica com ares de vingança doutrinal à luz de sua muito citada afirmação sobre como a liberdade política caminha ao lado do livre mercado. A ironia é que no Chile, o paraíso do livre mercado estava sendo imposto graças a baionetas de uma das ditaduras latino-americanas mais sanguinárias e isso não deve ter passado desapercebido ao guru.

E ainda assim Friedman visitou o Chile durante a ditadura defendendo um livre mercado radical, pilar do regime orientado às exportações, elogiando o General Augusto Pinochet pelo seu compromisso com um “mercado totalmente livre como uma questão de princípios”, e dando palestras com títulos como “A fragilidade da liberdade” que apenas podia ser irônico em um contexto como o do Chile. Inclusive depois de acusar aos seus críticos de empenharem-se em “crucificar-lhe” pelos abusos do regime sobre os direitos humanos, Friedman se orgulhava de sua inspiração doutrinal que descreveu como o “Milagre Chileno”.

A experiência chilena

Quando os seus discípulos acabaram com o país, efetivamente o Chile havia sido transformado para pior. As políticas de livre mercado submeteram o país a duas grandes depressões em uma mesma década, primeiro em 1974-75 quando o produto interno bruto (PIB) caiu 12% e outra vez em 1982-83 quando diminuiu outros 15%. Contrariamente às expectativas ideológicas sobre o livre mercado e o crescimento sustentado, o PIB médio no período compreendido entre 1974 e 1989 – a fase jacobina radical da revolução de Friedman e Pinochet – foi apenas de 2,6% comparado com quase 4% anual durante o período de 1951-71 no qual houve um destacado papel do estado na economia. Ao final do período do livre mercado radical, tanto a pobreza como as desigualdades aumentaram significativamente. A proporção de famílias vivendo abaixo da “linha de indigência” subiu de 12% para 15% entre 1980 e 1990, enquanto a percentagem vivendo abaixo da “linha de pobreza”, mas acima da indigência, incrementou de 24% para 26%. Isso significa que ao final do regime de Pinochet, ao redor de 40% da população do Chile, 5,2 milhões de pessoas num total de 13 milhões eram pobres.

Em relação à distribuição de renda, a fração da renda nacional obtida pelos 50% mais pobres da população caiu de 20,4% para 16,8%, enquanto a obtida pelos 10% mais ricos cresceu dramaticamente de 36,5% para 46,8%. Em relação à estrutura da economia, a combinação do crescimento errático com uma liberalização do comércio radical resultou na “des-insdustrialização em nome da eficiência para prevenir a inflação”, como o descreveu um economista, com a fração da produção manufatureira no PIB caindo de uma média de 26% ao final dos anos sessenta para apenas 20% ao final dos anos oitenta. Muitas indústrias metalúrgicas e outras empresas manufatureiras relacionadas com elas se viram em uma economia orientada para a exportação que favorecia a produção agrícola e a extração de recursos naturais.

Mitigar o friedmanismo

A fase radical Friedman-Pinochet da contra-revolução econômica no Chile chegou ao fim no princípio dos anos noventa, uma vez que a Concertación chegou ao poder. Em flagrante violação do Friedmanismo clássico, esta coalizão de centro-esquerda aumentou o gasto social para melhorar a distribuição da renda no Chile, reduzindo a proporção de gente vivendo na pobreza de 40% para 20% da população. Esta mudança, que aumentou o poder de compra interno, contribuiu para sustentar a média anual de crescimento econômico em 6% no período pós-Pinochet.

Entretanto, ao não querer o novo regime social-democrata desafiar as classes altas, se conservaram os traços básicos de uma política econômica neoliberal, incluindo a ênfase nas exportações agrícolas e exploração de recursos naturais. Esta focalização nas exportações de produtos primários criou enormes tensões ambientais. A superexploração pesqueira nas costas do Chile acompanhou a desestabilização ecológica às custas da expansão de viveiros de salmão fresco e mexilhões. A indústria madeireira exportadora fez com que os bosques autóctones do Chile se convertessem na segunda maior área desflorestada na América Latina depois do Brasil.A regulação ambiental, se reconhece, não se torna efetiva quando sistematicamente está submetida aos imperativos de um crescimento orientado para a exportação.

Exportar a “revolução”

O Chile foi a cobaia de um paradigma de livre mercado que foi endossado a outros países do terceiro mundo durante os primeiros anos oitenta através dos organismos do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM). Umas noventa economias em vias de desenvolvimento ou pós-socialistas foram finalmente sujeitas aos “ajustes estruturais” do livre mercado. Desde Gana, até a Argentina, a participação do estado na economia foi subtraída drasticamente, empresas estatais passaram para mãos privadas em nome da eficiência, as barreiras protecionistas às importações do Norte foram eliminadas de um só golpe, retiraram-se as restrições aos investimentos exterior e mediante políticas para priorizar as exportações, as economias domésticas foram mais rapidamente integradas ao mercado capitalista mundial.

As políticas de ajuste estrutural (SAPs, na sigla em inglês) prepararam o terreno para a aceleradíssima globalização dos anos noventa das economias dos países em vias de desenvolvimento e geraram em muitos países as mesma pobreza, desigualdade e crise ambiental que as políticas do livre mercado no Chile. Excetuando o crescimento moderado posterior a fase Friedman-Pinochet, como admitiu o economista chefe para a África do Banco Mundial, “não pensamos que os custos humanos desses programas poderiam ser tão grandes, nem que os benefícios econômicos demorariam tanto em chegar”. As SAPs chegaram a ficar tão desacreditas que o Banco Mundial e o FMI mudaram o seu nome para “Poverty Reduction Strategy Papers” (Trabalhos Estratégicos para a Redução da Pobreza) no final dos anos noventa.

E ainda assim as políticas de ajuste de livre mercado foram tão incisivamente institucionalizadas que apesar de que em todo o mundo se consideram disfuncionais os seus resultados, seguem até hoje reinando. O legado de Milton Friedman continuará nos países em vias de desenvolvimento durante muito tempo. De fato, possivelmente não haja uma inscrição mais apropriada para a lápide de Friedman que a de William Shakespeare escreveu em Júlio César: “The evil that men do lives after them, the good is oft interred with their bones” (O mal feito pelos homens sobrevive a eles, o bem ao contrário é enterrado junto com os seus ossos).


"A China necessita de um socialismo ecológico"


Walden Bello entrevista Dale Wen

O filipino Walden Bello, um dos mais reconhecidos ativistas global contra o neoliberalismo e o livre comércio, e diretor de uma das mais importantes ONGs do mundo, a Focus on the Global South, entrevistou a ambientalista chinesa Dale Wen. A entrevista foi publicada no sítio La Haine em 19 de junho deste ano. A tradução é do Cepat.

Dale Wen é autora da obra China Copes with Globalization: a Mixed Review – considerada a melhor obra sobre os impactos ambientais e sociais da vertiginosa industrialização chinesa.

A obra analisa as políticas econômicas desde Mao até o momento atual e discute as conseqüências das políticas do período da reforma (1978-1992). Ao mesmo tempo, aborda as vozes alternativas da China, como o movimento ambientalista chinês e a “Nova Esquerda”.

Nascida e criada na China, Dale Wen obteve a sua licenciatura em Ciências na Universidade de Ciência e Tecnologia da China na província de Anhui e o seu doutorado na Califórnia no Institute of Technology. Atualmente Dale é membro do International Fórum on Globalization (IFG).

Eis a entrevista.

Qual é a gravidade da crise ambiental na China?

Dale Wen - A crise ambiental na China é sumamente grave. Por exemplo, o nível do lençol freático da planura do norte da China está reduzindo 1,5 metro por ano. Esta região produz 40% dos grãos da China. É impossível deixar de se perguntar como a China irá se alimentar quando o aqüífero se esgotar.

Quais são, em sua opinião, os três problemas ambientais mais graves que a China enfrenta nesse momento?

Dale Wen - A escassez da água e a sua contaminação, a desertificação e a degradação do solo, o aquecimento global e a crise energética que se avizinha.

Que papel jogam, em sua opinião, as empresas multinacionais ocidentais na atual crise ambiental?

Dale Wen - Aproveitando-se da demora da aplicação de leis ambientais na China, numerosas empresas transnacionais ocidentais transferiram as suas fábricas mais poluidoras para o país e aumentaram os problemas ambientais que já tínhamos. Por exemplo, o delta do rio Perla e o delta do rio Yangtze, das Zonas Econômicas Especiais, lugar em que se encontra a maioria das filiais transnacionais, apresentam os problemas mais graves de poluição por metais pesados e contaminantes orgânicos persistentes.

Há relatórios que indicam que o governo chinês está considerando autorizar os agricultores chineses plantarem arroz geneticamente modificado. O que você pensa sobre isso?

Dale Wen - Segundo o informe, o governo chinês está se movendo lentamente nesse tema – se fala em uma decisão a respeito desse tema daqui a dois anos. Lembro que em 2005 havia rumores de que o arroz transgênico seria aprovado no prazo de um ano. Alegra-me que isso não tenha acontecido. Agora se tem mais tempo para o debate. Compreendo que o governo chinês tenha investido muito dinheiro em tecnologia transgênica e está buscando desesperadamente soluções mágicas para a crise rural. Mas levando em conta a experiência passada da Revolução Verde, deveríamos aprender que a tecnologia por si só não resolve os problemas sociais e que algumas vezes pode inclusive ser contraproducente.

Há quem afirme que o problema é o capitalismo. Você concorda?

Dale Wen - O capitalismo é sem dúvida um fator que contribui enormemente e que temos que levar em conta. Mas não é o único fator. Não devemos esquecer que a antiga União Soviética também tinha uma história de comportamento ambiental deprimente. As forças progressistas devem promover uma visão crítica do desenvolvimento para abordar a crise ambiental.

A solução da crise ambiental chinesa depende de sua democratização?

Dale Wen -
Não necessariamente. Mesmo com a democracia representativa que existe nos países ocidentais, os ricos e os poderosos empurraram o custo ambiental aos pobres e aos que não têm voz. Este é um problema importante do movimento ambientalista estadunidense. O enfoque predominante de “não em meu quintal” leva a transferência da poluição e a devastação ambiental para os outros em vez de encarar os problemas reais. Por isso, não acredito que uma democracia como a dos EUA possa ajudar a solucionar a crise ambiental na China.

Uma democracia verdadeiramente participativa pode ajudar, se todos têm voz, inclusive as vítimas da destruição ecológica. As democracias sociais do norte da Europa funcionam melhor que o modelo estadunidense e se aproximam muito mais de uma verdadeira democracia participativa, mas também têm uma população muito menor e menos pressão sobre seus recursos do que a China. A China terá que desenvolver o seu próprio sistema político, inclusive de acordo com a sua história e a sua cultura. A direção atual destaca “a sociedade harmoniosa” e o “desenvolvimento sustentável”. É necessário aprofundar os detalhes dessas frases, mas acredito que é um bom começo.

Os ambientalistas ocidentais criticam os chineses por reproduzir os estilos de vida que produzem impactos graves sobre o meio ambiente. O que você diz sobre isso?

Dale Wen -
A critica é correta, já que a adoção de estilo de vida ocidental que promovem as elites chinesas é uma triste realidade. Mas não devemos esquecer porque isso aconteceu. O ocidente dominante (que inclui governos, meios de comunicação e inclusive algumas ONGs) inculcaram agressivamente na China a mentalidade e o estilo de vida da classe média ocidental, porque consideram que é isso que coonstitui a base para a democracia de tipo ocidental. Os ambientalistas teriam sido mais convincentes para a opinião pública chinesa se também criticassem os estilos de vida em seus próprios países e a influência do ocidente na difusão desses estilos.

O que fala a “nova esquerda” da China sobre o meio ambiente? Ela tem um programa de regulamentação ambiental? Quais são os temas chave do seu programa?

Dale Wen -
O conceito “Nova Esquerda” da China se refere aos que estão contra a ortodoxia neoliberal, portanto não existe uma opinião unificada sobre o meio ambiente. Alguns teóricos da Nova Esquerda, como Wang Hui, Huang Ping e Wen Tiejun, escreveram muito contra o desenvolvimentismo e participaram ativamente dos movimentos verdes emergentes na China. Entretanto, outros teóricos da Nova Esquerda assumem que uma vez resolvidos os problemas da igualdade, os problemas ambientais serão resolvidos de forma automática. Não estou de acordo com essa posição. A combinação de perspectivas verdes e vermelhas será um desafio para “Nova Esquerda” da China, como para muitas outras forças progressistas em outras partes do mundo.

A China é o segundo maior emissor de gases do efeito estufa do mundo. A China deveria acatar os limites obrigatórios de emissão de gases do efeito estufa em virtude de um novo Protocolo de Kioto?

Dale Wen -
Creio que o marco de um novo Protocolo de Kioto deveria levar em conta a emissão de gases do efeito estufa sobre uma base igualitária per capita e, todos os países deveriam estar sujeitos a esses limites. Pode-se objetar que esse tipo de programa premia a sobrepopulação dos países em desenvolvimento, mas não devemos esquecer que o compromisso atual de quotas segundo as emissões prévias premiam os grandes emissores (ou seja, os países desenvolvidos) que são os que geraram o problema do aquecimento global. Poderia-se apresentar uma solução de compromisso, na qual utilizamos as cifras da população atual ou as de 1990 para estabelecer as quotas, e depois um sistema de quotas iguais per capita, buscando frear tanto o crescimento da população como a emissão de gases.

Outro tema. Nessa época de corporações transnacionais, as fronteiras dos Estados nação se esfarelaram. Por exemplo, se se corta um bosque na Indonésia para fornecer madeira às fabricas chinesas estabelecidas por companhias estadunidenses e os produtos acabados se exportam para o desfrute dos consumidores ocidentais, quem é o responsável pela emissão de gases nesse processo? Eu acredito que os consumidores finais deveriam ser os mais responsabilizados.

James Lovelock, o ambientalista da Gaia, tem promovido a adoção da energia nuclear como parte de uma estratégia para mitigar o aquecimento global. Você considera que a energia nuclear deveria fazer parte do programa de energia alternativa da China?

Dale Wen -
Não sei das vantagens e desvantagem da energia nuclear para responder a essa pergunta de forma objetiva. Mas acredito que existem muitas tecnologias ambientalmente aptas, rentáveis e menos polêmicas a disposição – que incluem a eficiência energética, a energia eólica, os digestores de biogás (utilizando dejetos animais/vegetais e restos agrícolas), os aquecedores solares etc. E a China é o líder mundial de algumas dessas tecnologias (por exemplo, os digestores de biogás e os aquecedores solares). Espero que todas essas tecnologias já aprovadas e seguras façam parte de um importante programa de energia alternativa da China antes de ter que depender da energia nuclear.

Qual é a sua opinião sobre o movimento ambientalista na China? Os ambientalistas são independentes do governo?

Dale Wen -
O movimento ambientalista está crescendo rapidamente na China. Tem um grande potencial e ao mesmo tempo enfrenta um grande desafio. A maioria dos ambientalistas é bastante independente do governo, mas não são suficientemente independentes dos seus doadores ocidentais – nem financeiramente, o que é mais importante, tampouco ideologicamente. Na minha opinião, este é o grande gargalo que limita a sua eficácia. Devem sair do seu âmbito restrito de classe média para chegar à opinião pública massiva.

As organizações ecologistas foram uma espécie de “campo de treinamento” para a democracia na Europa Oriental na década de 1980. Você considera que isso também pode ser o caso da China?

Dale Wen -
Não tenho informações suficientes sobre a situação real que existia na Europa Oriental. Das informações limitadas que eu tenho, os ambientalistas e suas idéias foram fundamentais para provocar mudanças. Mas sobre o que aconteceu depois, não estou segura que as mudanças tenham sido para melhor. A partir da década de 1990 proliferou o materialismo e o consumismo e se excluíram os ambientalistas. Tenho escutado que alguns ambientalistas estão enojados e se sentiram usados nos anos oitenta; o que queriam era um socialismo mais humano, mas não um capitalismo sem barreiras que existe agora. Não quero ver essa história se repetindo na China. Como já disse, a China precisa criar o seu próprio modelo político de acordo com a sua história e a sua cultura.

Qual é a sua proposta ecológica e econômica alternativa para a China?

Dale Wen -
Eu gostaria de uma alternativa que combinasse a justiça social e a sustentabilidade ecológica: uma espécie de socialismo ecológico ou sistema social democrata ecológico. Outra tarefa importante para a esquerda progressista é recuperar a esfera espiritual e religiosa. É um desafio para todos os movimentos progressistas em todo o mundo. Quem já se dedica a essa tarefa, entre os diversos empreendimentos inter-religiosos no Ocidente é a Teologia da Libertação na América Latina, que pode resultar numa inspiração para nós. Como pessoa espiritual, mas não religiosa, acredito que a ideologia de esquerda tradicional como o marxismo colocou demasiada ênfase na produção material e isso favoreceu o consumismo predominante no século XX e cedeu o campo religioso e espiritual à direita.

O materialismo secular não é a ferramenta adequada para combater o fundamentalismo religioso que aumenta no mundo. Devemos cultivar e promover uma vida espiritual saudável e tolerante para forjar o caminho para o futuro. Como afirma alguns indígenas Achuar, o problema do ocidente é que as pessoas têm sonhos equivocados. Os povos indígenas têm uma conexão espiritual muito forte com a terra e o meio ambiente e devemos aprender com eles. No caso da China, devemos voltar a examinar, aprender alguns aspectos positivos da nossa cultura tradicional, entre eles o confucionismo, o taoísmo e o budismo, e também aprender do resto do mundo.

Você possui uma característica distinta, por ser uma cidadã chinesa expatriada que não obstante se preocupa muito com o futuro da China, e tem opiniões progressistas que criticam tanto o governo chinês como o estadunidense. Há mais pessoas como você aqui nos EUA? O que aconselharia aos expatriados chineses? Você considera que o governo chinês venha a lhe escutar?

Dale Wen -
Há mais pessoas como eu aqui nos EUA, mas a verdade é que somos uma pequena minoria. Meu conselho para os outros expatriados chineses é: “Os Estados Unidos não são a totalidade do mundo, e a classe média com a que normalmente interagimos é apenas uma pequena parte da população mundial. Nem sequer representa a maioria de quem cresce e se alimenta nos Estados Unidos. Por isso devemos tomar contato com a realidade, informarmo-nos, não tomar as nossas experiências de classe média nos Estados Unidos como a verdade e tratar de impô-las na China”.

Não sei se o governo chinês me escutaria, mas espero que julgue minhas idéias segundo o seu conteúdo, independente da minha situação de expatriada. E o que é mais importante, espero que o governo escute mais as bases. Um problema da época da reforma é que o governo escutou demais as elites (tecnocratas, intelectuais, expatriados, especialistas estrangeiros, etc) e se desconectou da maioria do povo trabalhador. Nos dois últimos anos percebem-se sinais positivos de que o governo está respondendo mais às necessidades do povo. Espero que essa tendência continue.

Qual é a sua confiança de que a China mude o seu rumo antes que seja tarde demais?

Dale Wen -
Não apenas a China deve mudar o seu rumo, mas também outros países. Alguns problemas, como o aquecimento global, parecem tão graves que inclusive os nossos melhores esforços apenas serviriam para mitigá-los num futuro próximo. Qualquer solução exigirá trabalhar muito e por longo tempo e isto também se aplica à China. Estes problemas não são novos, faz tempo que se conhecem e não tem sido abordado de forma adequada, mas antes tarde do que nunca e todos devemos esperar o melhor e trabalhar para que isso aconteça.

Mais de 650 mil latino-americanos recuperaram a visão



POR JUAN DIEGO NUSA PEÑALVER

HAVANA (AIN) — Mais de 650 mil latino-americanos e caribenhos recuperaram a visão graças à Operação Milagre, plano de reabilitação oftalmológica impulsionado pelos governos de Cuba e da Venezuela.

A ministra para o Investimento Estrangeiro e a Colaboração Econômica, Martha Lomas, deu, em 25 de junho, na Comissão de Relações Internacionais do Parlamento, uma explicação sobre o andamento da Alternativa Bolivariana para as Américas (ALBA), à qual pertencem Cuba, Venezuela, Bolívia e Nicarágua, e de cujos programas também se beneficiam inúmeros países da região.

A ministra fez uma balanço das cinco Cúpulas da ALBA realizadas até hoje, a última das quais teve lugar, em abril, em Barquisimeto, Venezuela, e na qual foi aprovada a execução de 32 megaprojetos nacionais para fomentar a unidade latino-americana e caribenha.

Também se referiu à implementação de outros programas dentro da ALBA quanto ao fornecimento de petróleo e sua poupança; ao uso de fontes renováveis de energia; ao impulso de planos de alfabetização e da saúde pública na Nicarágua, Bolívia e Venezuela; além de projetos de desenvolvimento em Cuba e outras ações.

Além do mais, foram denunciados os empecilhos impostos pelas leis do bloqueio econômico, comercial e financeiro de Washington a Cuba ao pagamento de suas cotas financeiras à UIP e ao Parlamento Latino-americano (Parlatino).

No dia 29 de junho, começa no Palácio das Convenções o 9º período ordinário de sessões da 6ª Legislatura do Parlamento cubano.

terça-feira, 26 de junho de 2007

CONFLITOS PERIFÉRICOS NO SÉCULO XX

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA
Curso de extensão
CONFLITOS PERIFÉRICOS NO SÉCULO XX
O QUE: Curso de extensão universitária, com projeção de filmes e debates sobre os mesmos, certificado de 44h/aula.
QUANDO: Sextas, das 19:00 às 22:30, de 06/07/2007 a 21/09/2007.
ONDE: Na Sala de Cinema Redenção, Rua Eng. Luiz Englert, s/n - Campus Central da UFRGS, Porto Alegre/RS.
QUANTO: Curso completo (11 ingressos e certificado) por R$10,00. Ingressos avulsos por R$2,00.
INSCRIÇÕES: No local, nos dias de atividades, a partir das 17:00.

PROGRAMAÇÃO
1ª Jornada (06/07/2007). Bolívia: movimentos sociais e nacionalizações. "Bolívia: A guerra do gás". Direção: Carlos Pronzato. Documentário, 60 min, Brasil, 2004. Debatedores: Profª Claudia Wasserman (UFRGS) e graduando Cassio Felipe de Oliveira Pires (UFRGS).
2ª Jornada (13/07/2007).Conflitos na África Contemporânea. “Hotel Ruanda” (Hotel Rwanda). Direção: Terry George. Com Don Cheadle, Desmond Dube. Drama, 121 min, Estados Unidos, Inglaterra, Itália, África do Sul, 2004. Debatedores: Prof. Luiz Dario Teixeira Ribeiro (UFRGS), graduanda Larissa Durbo Grisa (UFRGS) e graduando Luciano Quednau Thomé (UFRGS).
3ª Jornada (20/07/2007). A Venezuela e o processo bolivariano. “Venezuela Bolivariana: Povo e Luta da 4ª Guerra Mundial” (Venezuela Bolivariana: Pueblo y Lucha de la IV Guerra Mundial). Direção: Marcelo Andrade Arreaza. Documentário, 76 min, Venezuela, 2004. Debatedores: Mestrando Vicente Ribeiro (UFRGS) e espec. Fabio Sosa (UFRGS/FAPA).
4ª Jornada (27/07/2007). A guerra no Iraque no contexto do pós-11 de setembro. “Ato Terrorista” (The War Within). Direção: Joseph Castelo. Com Ayad Akhtar e Firdous Bamji. Drama, 90 min, Estados Unidos, 2005. Debatedores: Mestrando Christian Karam (USP) e mestrando Roger Elias (UFRGS).
5ª Jornada (03/08/2007). Chile dos anos 70: a canção revolucionária e o terrorismo cultural. “El Derecho de Vivir en Paz”. Direção: Carmen Luz Parot. Documentário, 100 min, Chile, 1999. Debatedores: Prof. Dr. César A. B. Guazzelli (UFRGS) e graduada Sílvia Sônia Simões (UFRGS).
6ª Jornada (10/08/2007). Ditaduras do Cone Sul: Argentina. “A Noite dos Lápis” ( La Noche de los Lápices). Direção: Hector Olivera. Com Leonardo Sbaraglia . Drama, 105 min, Argentina, 1986. Debatedores: Doutorando Jorge Fernández (UFRGS) e doutoranda Caroline Silveira Bauer (UFRGS).
7ª Jornada (17/08/2007). A escalada autoritária no Uruguai: a gestação do golpe. “Estado de Sítio” (État de Siège). Direção: Constantin Costa-Gavras. Com Yves Montand e Renato Salvatore. Drama, 118 min, França, 1973. Debatedores: Prof. Dr. Enrique Serra Padrós (UFRGS) e mestranda Ananda Simões Fernandes (UFRGS).
8ª Jornada (24/08/2007). Ditadura civil-militar brasileira: a repressão à educação. “Barra 68” . Direção: Vladimir Carvalho. Documentário, 80 min, Brasil, 2000. Debatedores: Profª Drª Berenice Corsetti (UNISINOS), mestranda Janaína Cunha (UNISINOS) e mestrando Jaime Valim Mansan (PUCRS).
9ª Jornada (31/08/2007). Não estica que arrebenta: as tensões político-econômico-sociais no Governo João Goulart (1961-1964). “Jango”. Direção: Silvio Tendler. Documentário, 110 min, Brasil, 1984. Comentários: Prof. Adolar Koch (UFRGS) e mestrando Charles Sidarta Machado Domingos (UFRGS).
10ª Jornada (14/09/07). A Revolução Chinesa. “Tempos de Viver” . Direção: Zhang Yimou. Com Gong Li e Ge You. Drama, 129 min, China, 1993. Debatedores: Profª Me. Gabriela Rodrigues (UFRGS) e graduanda Graciene de Ávila (UFRGS).
11ª Jornada (21/09/2007). A Revolução Mexicana e o Western Spaghetti: as disputas e conflitos na construção de identidades culturais e políticas. “Vamos a Matar Compañeros!” Direção: Sergio Corbucci. Com Franco Nero, Tomas Milian, Jack Palance e Fernando Rey. Western Spaghetti, 117 min, Itália, 1970. Debatedores: Prof. Dr. César A. B. Guazzelli (UFRGS) e graduado Rafael Hansen Quinsani (UFRGS).
CONTATOS
COORDENAÇÃO
Prof. Dr. Cesar Augusto Barcellos Guazzelli (UFRGS)
Prof. Dr. Enrique Serra Padrós (UFRGS)
APOIO
Depto. História da UFRGS - IFCH/UFRGS - Museu da UFRGS - NIP/UFRGS

Fragmentos da entrevista de Fidel Castro a Ignacio Ramonet

fragmentos parte 1:

A globalização neoliberal

por Fidel Castro
entrevistado por Ignacio Ramonet [*]

Fidel já em convalescença. Ramonet - Você acredita que a globalização está destruindo até o próprio capitalismo?

Fidel - Hoje não há capitalismo, não há concorrência. Hoje o que há é o monopólio em todos os grandes setores. Há algumas concorrências entre vários países na produção de televisores ou computadores, até automóveis o Banco Mundial os fez produzir, mas é que o capitalismo já não existe mais. Quinhentas empresas globais dominam hoje 80 por cento da economia mundial. Os preços não são competitivos, veja os preços a que se vendem, por exemplo, os medicamentos contra a SIDA... Os medicamentos constituem um dos mais abusivos, extravagantes e exploradores ramos econômicos do mundo; o medicamento que vendem às pessoas vale, em muitos casos, dez vezes os custos de produção.

A publicidade praticamente determina o que se vende e o que não se vende, quem não tem muito dinheiro não pode fazer nenhum tipo de publicidade para seus produtos, ainda que sejam excelentes. Depois da última chacina mundial na década de 1940, prometeram-nos um mundo de paz, a diminuição da distância entre ricos e pobres e que os mais desenvolvidos ajudariam os menos desenvolvidos. Tudo não passou de uma enorme falsidade. Impuseram-nos uma ordem mundial que não se pode sustentar nem suportar. O mundo está sendo conduzido para um beco sem saída. Nenhuma daquelas categorias em que acreditávamos que se baseava o capitalismo existe mais; não existe, portanto, a teoria que os Chicago Boys ensinam às pessoas. E, por outro lado, a teoria e a prática do socialismo ainda estão por ser desenvolvidas e escritas.

Literatura Nicaraguense


Rubén Darío

Félix Rubén García Sarmiento, o Rubén Darío
(Diplomata, escritor e poeta nicaragüense )
1867 - 1916


Diplomata, escritor e poeta nicaragüense nascido em Metapa, mais tarde Ciudad Darío, Nicarágua, considerado o criador do modernismo literário em língua espanhola. Descendente de uma família tradicional, recebeu sólida formação religiosa e, ainda muito jovem, começou a trabalhar na Biblioteca Nacional. Logo abraçou a literatura e conseguiu muito prestígio graças a livros em que revelava a influência dos clássicos espanhóis. Mudou-se para o Chile (1886), onde publicou Azul (1888), uma coletânea de textos poéticos em prosa e verso, influenciada pelo parnasianismo francês, marco do nascimento de uma nova poesia e sua primeira grande obra. Depois de anos agitados, durante os quais casou-se duas vezes e fez sua primeira viagem à Europa. Nomeado cônsul da Colômbia em Buenos Aires (1893) iniciou sua atividade diplomática. Tornou-se correspondente do jornal argentino La Nación, e mudou-se para a Madri (1898). Depois fixou residência em Paris (1899) e continuou viajando com freqüência e voltou como diplomata para a Espanha (1908). Doente e com graves dificuldades financeiras, iniciou uma viagem pelos Estados Unidos (1914), onde fez uma série de conferências e, com a debilidade crescente da saúde, decidiu voltar para sua terra natal e morreu em León, Nicarágua. Paralelamente ao trabalho poético, escreveu contos, artigos jornalísticos e críticas literárias. Entre seus grandes momentos ditam-se as obras Epístolas y poemas (1885), Prosas profanas y otros poemas (1896), Cantos de vida y esperanza (1905), El canto errante (1907), Poema del otoño y otros poemas (1908) e El viaje a Nicaragua (1909).


(Metapa, actualmente Ciudad Darío, 1867 - León, Nicarágua, 1916).

Poeta nicaraguano. Na sua juventude, Rubén Darío viaja por São Salvador, Chile e Argentina, onde lê e assimila os simbolistas franceses. Desenvolve uma intensa actividade jornalística e, em 1892, integrando uma representação diplomática, desloca-se a Espanha, onde entabula amizade com os escritores modernistas e da Geração de 98. Em 1905 é nomeado embaixador, residindo a partir de então em Paris e em Madrid. Quando eclode a Primeira Guerra Mundial volta à Nicarágua, onde morre.

A primeira obra importante de Rubén Darío é Azul, obra em prosa e em verso. Prosas profanas, colectânea de poemas, assinala o triunfo da nova sensibilidade poética, estando nele presentes os principais elementos do modernismo: o exotismo, os ritmos franceses, a sensualidade, a ornamentação e o colorido. Cantos de vida y esperanza contém poemas mais íntimos e de uma maior simplicidade expressiva. É evidente e decisiva a influência directa de Rubén Darío no desenvolvimento da poesia de língua castelhana do século xx.

Isso não deu na Globo - Revogação de canais de TV no mundo. Ponto para o Chaves...


E.U.A já revogaram 141 concessões de Rádio e TV

A Administração Federal de Comunicações (FCC na sigla em inglês), um órgão do governo dos Estados Unidos, fechou 141 concessionárias de rádio e TV entre 1934 e 1987. Em 40 desses casos, a FCC nem esperou que acabasse o prazo da concessão. Os dados foram levantados por Ernesto Carmona, presidente do Colégio de Jornalistas do Chile, no artigo intitulado Salvador Allende se revolve em sua tumba: senadores socialistas comparam Chávez a Pinochet.

Carmona polemiza valentemente com o moderado partido da presidente Michelle Bachelet. Mas o principal valor do artigo está no levantamento sobre concessões não renovadas, em diferentes países. Graças a ele, fica evidenciado a que ponto a mídia dominante, no Brasil e alhures, é capaz de usar uma política de dois pesos e duas medidas, ao cobrir a não renovação da concessão da RCTV venezuelana.

Exemplos do mundo inteiro

Casos citados pelo jornalista chileno: em julho de 1969 a FCC estadunidense revogou a concessão da WLBT-TV; en 1981 revogou a concessão da WLNS-T, em abril de 1999, a FCC Yanks Trinity License; em abril de 1998, revogou a concessão da rádio Daily Digest. Só na década de 80 ocorreram dez casos de não renovação.

E prossegue Carmona: "Na Inglaterra, o governo Margareth Thatcher cancelou a concessão de uma das maiores estações de TV do país, simplesmente por ter difundido notícias desagradáveis, embora absolutamente verídicas. Argumentou, simplesmente, que 'se tiveram a estação de TV por 30 anos, por que deveriam ter um monopólio?'. Também no Reino Unido, a autoridade estatal decretou em março de 1999 o fechamento temporário do MED TV, canal 22; em agosto de 2006 revogou a licença da ONE TV; em janeiro de 2004, a licença da Look 4 Love 2; em novembro de 2006, a da StarDate TV 24; e em dezembro de 2006 revogou o canal de televendas Auctionworld."

Do Canadá vem o exemplo da Country Music Television, que teve a concessão revogada em 1999.

A Espanha revogou em julho de 2004 a concessão da TV Laciana (um canal a cabo) e em abril de 2005 a das emissoras de rádio e TV de sinal aberto em Madri; "a seguir, em julho de 2005, determinou o fechamento da TV Católica".

Na França, revogou a licença da TV& em fevereiro de 1987, e em dezembro de 2004 fez o mesmo com a Al Manar; em dezembro de 2005, fechou a TF1, por ter colocado em dúvida a existência do Holocausto.

A Irlanda revogou em 1990 a licença para a TV3 iniciar suas transmissões.

A Rússia em agosto de 2000 fechou uma emissora de TV por divulgar publicidade subliminar. Já em março de 2006 fechou a TV6.

"...E em nenhum desses países houve campanha..."

Abundam igualmente os exemplos de países do Terceiro Mundo, desde Bangladesh até a nossa América Latina. No Peru, em abril passado, foram fechados dois canais de TV e três de rádio por não cumprimento da lei local. O Uruguai revogou em dezembro de 2006 as concessões das emissoras de rádio 94.5 FM e Concierto FM, de Montevidéu. El Salvador fez o mesmo em julho de 2003 com a Salvador Network.

"E em nenhum destes países houve uma campanha como a da atual RCTV, cuja concessão durou 53 anos", ironiza Carmona. E recorda ainda que "a União Internacional de Telecomunicações (UIT) reconhece 'em toda a sua amplitude o direito soberano de cada Estado a regulamentar suas telecomunicações, tendo em conta a importância crescente das telecomunicações para a salvaguarda da paz e do desenvolvimento econômico e social dos Estados'".

USP: um movimento vitorioso

, por Emir Sader

A greve e invasão da Reitoria da USP chega a seu final com vitória dos estudantes, funcionários e professores mobilizados pelos interesses públicos da universidade. Fazia tempo que um movimento dessa ordem não conseguia tanta adesão – das três categorias -, tanta repercussão política, tanta simpatia da população e, como resultado, uma vitória tão clara.


Seus participantes diretos estão de parabéns, deram uma lição de mobilização popular, de espírito de defesa da universidade pública, de criatividade de métodos de ação e de capacidade de negociação política – intermediados pela excelente comissão de professores que serviram como facilitadores. A USP, seus professores, estudantes, funcionários, tem que sair muito contentes e incentivados a seguir na organização e na luta pelo fortalecimento do caráter público da USP.

Grande parte das reivindicações internas à USP foram conseguidas, foi freado o projeto do governador de São Paulo para violar mais ainda a autonomia universitária, foi impedida a intervenção militar preparada pelo governo tucano no campus da universidade, foi chamada a atenção sobre a situação da USP e ficou claro que há força entre os estudantes, professores e funcionários, para defender os interesses da universidade. O que não é pouco em tempos de grandes desmobilização – em particular da juventude -, de ataques sistemáticos às universidades públicas – veja a violenta ação da polícia em Araraquara -, de ideologia da privatização do ensino, de mídia que desqualifica tudo o que é público, de desvalorização das mobilizações e das lutas de massa diretas.

O ódio concentrado da direita e de seus porta-vozes, a ação totalitária da mídia contra a mobilização servem para confirmar como ela tocou em um ponto sensível do neoliberalismo – a autonomia das universidades públicas – e como incomoda ao coro uniforme dos papagaios bushistas na imprensa oligárquica. Saem derrotados, uma vez mais.

É assim que se combate ao neoliberalismo. Com um Congresso como o do MST, em Brasilia, com 18 mil participantes fazendo um balanço sério e profundo das lutas pela reforma agrária e elaborando novo plano político e de massas para dar seguimento a suas lutas –que são as de todo o Brasil – e com mobilizações como a de 50 dias na USP. A ação desinformadora da mídia oligopólica, o enfoque redutivo nos escândalos no Congresso, a desqualificação de tudo o que não seja neoliberal – saem derrotados dessas mobilizações. Querem demonstrar que as lutas não valem a pena, que estão derrotados de antemão, que não há força contra o poder do dinheiro e o do monopólio da palavra que pretendem exercer.

Quando as lutas unificam, fortalecem a confiança em todos de que governos prepotentes como o de São Paulo podem ser derrotados, que as mobilizações populares previsam ser revigoradas, com uma nova plataforma anti-neoliberal, que articule reivindicações dos mais amplos setores sociais, que concentre seus esforços na ruptura do modelo predominante e proponha não apenas objetivos, mas meios pelos quais chegar até eles.

O pós-neoliberalismo terá no fortalecimento da esfera pública um eixo fundamental de reorganização do Estado e de sua relação com a sociedade no seu conjunto. Nessa direção, a vitoriosa luta dos estudantes, funcionários e professores da USP pode ser um passo na construção da força social e política do movimento popular brasileiro.





Por que Zurdo?

O nome do blog foi inspirado no filme Zurdo de Carlos Salcés, uma película mexicana extraordinária.


Zurdo em espanhol que dizer: esquerda, mão esquerda.
E este blog significa uma postura alternativa as oficiais, as institucionais. Aqui postaremos diversos assuntos como política, cultura, história, filosofia, humor... relacionadas a realidades sem tergiversações como é costume na mídia tradicional.
Teremos uma postura radical diante dos fatos procurando estimular o pensamento crítico. Além da opinião, elabora-se a realidade desvendando os verdadeiros interesses que estão em disputa na sociedade.

Vos abraço com todo o fervor revolucionário

Raoul José Pinto



ZZ - ESTUDAR SEMPRE

  • A Condição Pós-Moderna - DAVID HARVEY
  • A Condição Pós-Moderna - Jean-François Lyotard
  • A era do capital - HOBSBAWM, E. J
  • Antonio Gramsci – vida e obra de um comunista revolucionário
  • Apuntes Criticos A La Economia Politica - Ernesto Che Guevara
  • As armas de ontem, por Max Marambio,
  • BOLÍVIA jakaskiwa - Mariléia M. Leal Caruso e Raimundo C. Caruso
  • Cultura de Consumo e Pós-Modernismo - Mike Featherstone
  • Dissidentes ou mercenários? Objetivo: liquidar a Revolução Cubana - Hernando Calvo Ospina e Katlijn Declercq
  • Ensaios sobre consciência e emancipação - Mauro Iasi
  • Esquerdas e Esquerdismo - Da Primeira Internacional a Porto Alegre - Octavio Rodríguez Araujo
  • Fenomenologia do Espírito. Autor:. Georg Wilhelm Friedrich Hegel
  • Fidel Castro: biografia a duas vozes - Ignacio Ramonet
  • Haciendo posible lo imposible — La Izquierda en el umbral del siglo XXI - Marta Harnecker
  • Hegemonias e Emancipações no século XXI - Emir Sader Ana Esther Ceceña Jaime Caycedo Jaime Estay Berenice Ramírez Armando Bartra Raúl Ornelas José María Gómez Edgardo Lande
  • HISTÓRIA COMO HISTÓRIA DA LIBERDADE - Benedetto Croce
  • Individualismo e Cultura - Gilberto Velho
  • Lênin e a Revolução, por Jean Salem
  • O Anti-Édipo — Capitalismo e Esquizofrenia Gilles Deleuze Félix Guattari
  • O Demônio da Teoria: Literatura e Senso Comum - Antoine Compagnon
  • O Marxismo de Che e o Socialismo no Século XXI - Carlos Tablada
  • O MST e a Constituição. Um sujeito histórico na luta pela reforma agrária no Brasil - Delze dos Santos Laureano
  • Os 10 Dias Que Abalaram o Mundo - JOHN REED
  • Para Ler O Pato Donald - Ariel Dorfman - Armand Mattelart.
  • Pós-Modernismo - A Lógica Cultural do Capitalismo Tardio - Frederic Jameson
  • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira
  • Simulacro e Poder - uma análise da mídia, de Marilena Chauí (Editora Perseu Abramo, 142 páginas)
  • Soberania e autodeterminação – a luta na ONU. Discursos históricos - Che, Allende, Arafat e Chávez
  • Um homem, um povo - Marta Harnecker

zz - Estudar Sempre/CLÁSSICOS DA HISTÓRIA, FILOSOFIA E ECONOMIA POLÍTICA

  • A Doença Infantil do Esquerdismo no Comunismo - Lênin
  • A História me absolverá - Fidel Castro Ruz
  • A ideologia alemã - Karl Marx e Friedrich Engels
  • A República 'Comunista' Cristã dos Guaranis (1610-1768) - Clóvis Lugon
  • A Revolução antes da Revolução. As guerras camponesas na Alemanha. Revolução e contra-revolução na Alemanha - Friedrich Engels
  • A Revolução antes da Revolução. As lutas de classes na França - de 1848 a 1850. O 18 Brumário de Luis Bonaparte. A Guerra Civil na França - Karl Marx
  • A Revolução Burguesa no Brasil - Florestan Fernandes
  • A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky - Lênin
  • A sagrada família - Karl Marx e Friedrich Engels
  • Antígona, de Sófocles
  • As tarefas revolucionárias da juventude - Lenin, Fidel e Frei Betto
  • As três fontes - V. I. Lenin
  • CASA-GRANDE & senzala - Gilberto Freyre
  • Crítica Eurocomunismo - Ernest Mandel
  • Dialética do Concreto - KOSIK, Karel
  • Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico - Friedrich Engels
  • Do sonho às coisas - José Carlos Mariátegui
  • Ensaios Sobre a Revolução Chilena - Manuel Castells, Ruy Mauro Marini e/ou Carlos altamiro
  • Estratégia Operária e Neocapitalismo - André Gorz
  • Eurocomunismo e Estado - Santiago Carrillo
  • Fenomenologia da Percepção - MERLEAU-PONTY, Maurice
  • História do socialismo e das lutas sociais - Max Beer
  • Manifesto do Partido Comunista - Karl Marx e Friedrich Engels
  • MANUAL DE ESTRATÉGIA SUBVERSIVA - Vo Nguyen Giap
  • MANUAL DE MARXISMO-LENINISMO - OTTO KUUSINEN
  • Manuscritos econômico filosóficos - MARX, Karl
  • Mensagem do Comitê Central à Liga dosComunistas - Karl Marx e Friedrich Engels
  • Minima Moralia - Theodor Wiesengrund Adorno
  • O Ano I da Revolução Russa - Victor Serge
  • O Caminho do Poder - Karl Kautsky
  • O Marxismo e o Estado - Norberto Bobbio e outros
  • O Que Todo Revolucionário Deve Saber Sobre a Repressão - Victo Serge
  • Orestéia, de Ésquilo
  • Os irredutíveis - Daniel Bensaïd
  • Que Fazer? - Lênin
  • Raízes do Brasil - Sérgio Buarque de Holanda
  • Reforma ou Revolução - Rosa Luxemburgo
  • Revolução Mexicana - antecedentes, desenvolvimento, conseqüências - Rodolfo Bórquez Bustos, Rafael Alarcón Medina, Marco Antonio Basilio Loza
  • Revolução Russa - L. Trotsky
  • Sete ensaios de interpretação da realidade peruana - José Carlos Mariátegui/ Editora Expressão Popular
  • Sobre a Ditadura do Proletariado - Étienne Balibar
  • Sobre a evolução do conceito de campesinato - Eduardo Sevilla Guzmán e Manuel González de Molina

ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA

  • 1984 - George Orwell
  • A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende
  • A Espera dos Bárbaros - J.M. Coetzee
  • A hora da estrela - Clarice Lispector
  • A Leste do Éden - John Steinbeck,
  • A Mãe, MÁXIMO GORKI
  • A Peste - Albert Camus
  • A Revolução do Bichos - George Orwell
  • Admirável Mundo Novo - ALDOUS HUXLEY
  • Ainda é Tempo de Viver - Roger Garaud
  • Aleph - Jorge Luis Borges
  • As cartas do Pe. Antônio Veira
  • As Minhas Universidades, MÁXIMO GORKI
  • Assim foi temperado o aço - Nikolai Ostrovski
  • Cem anos de solidão - Gabriel García Márquez
  • Contos - Jack London
  • Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski
  • Desonra, de John Maxwell Coetzee
  • Desça Moisés ( WILLIAM FAULKNER)
  • Don Quixote de la Mancha - Miguel de Cervantes
  • Dona flor e seus dois maridos, de Jorge Amado
  • Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago
  • Ensaio sobre a lucidez, de José Saramago
  • Fausto - JOHANN WOLFGANG GOETHE
  • Ficções - Jorge Luis Borges
  • Guerra e Paz - LEON TOLSTOI
  • Incidente em Antares, de Érico Veríssimo
  • Memórias do Cárcere - Graciliano Ramos
  • O Alienista - Machado de Assis
  • O amor nos tempos do cólera - Gabriel García Márquez
  • O Contrato de Casamento, de Honoré de Balzac
  • O Estrangeiro - Albert Camus
  • O homem revoltado - Albert Camus
  • O jogo da Amarelinha – Júlio Cortazar
  • O livro de Areia – Jorge Luis Borges
  • O mercador de Veneza, de William Shakespeare
  • O mito de Sísifo, de Albert Camus
  • O Nome da Rosa - Umberto Eco
  • O Processo - Franz Kafka
  • O Príncipe de Nicolau Maquiavel
  • O Senhor das Moscas, WILLIAM GOLDING
  • O Som e a Fúria (WILLIAM FAULKNER)
  • O ULTIMO LEITOR - PIGLIA, RICARDO
  • Oliver Twist, de Charles Dickens
  • Os Invencidos, WILLIAM FAULKNER
  • Os Miseravéis - Victor Hugo
  • Os Prêmios – Júlio Cortazar
  • OS TRABALHADORES DO MAR - Vitor Hugo
  • Por Quem os Sinos Dobram - ERNEST HEMINGWAY
  • São Bernardo - Graciliano Ramos
  • Vidas secas - Graciliano Ramos
  • VINHAS DA IRA, (JOHN STEINBECK)

ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA GUERRILHEIRA

  • A Guerra de Guerrilhas - Comandante Che Guevara
  • A montanha é algo mais que uma imensa estepe verde - Omar Cabezas
  • Da guerrilha ao socialismo – a Revolução Cubana - Florestan Fernandes
  • EZLN – Passos de uma rebeldia - Emilio Gennari
  • Imagens da revolução – documentos políticos das organizações clandestinas de esquerda dos anos 1961-1971; Daniel Aarão Reis Filho e Jair Ferreira de Sá
  • O Diário do Che na Bolívia
  • PODER E CONTRAPODER NA AMÉRICA LATINA Autor: FLORESTAN FERNANDES
  • Rebelde – testemunho de um combatente - Fernando Vecino Alegret

ZZ- Estudar Sempre /GEOGRAFIA EM MOVIMENTO

  • Abordagens e concepções de território - Marcos Aurélio Saquet
  • Campesinato e territórios em disputa - Eliane Tomiasi Paulino, João Edmilson Fabrini (organizadores)
  • Cidade e Campo - relações e contradições entre urbano e rural - Maria Encarnação Beltrão Sposito e Arthur Magon Whitacker (orgs)
  • Cidades Médias - produção do espaço urbano e regional - Eliseu Savério Sposito, M. Encarnação Beltrão Sposito, Oscar Sobarzo (orgs)
  • Cidades Médias: espaços em transição - Maria Encarnação Beltrão Spósito (org.)
  • Geografia Agrária - teoria e poder - Bernardo Mançano Fernandes, Marta Inez Medeiros Marques, Júlio César Suzuki (orgs.)
  • Geomorfologia - aplicações e metodologias - João Osvaldo Rodrigues Nunes e Paulo César Rocha
  • Indústria, ordenamento do território e transportes - a contribuição de André Fischer. Organizadores: Olga Lúcia Castreghini de Freitas Firkowski e Eliseu Savério Spósito
  • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira