Nós, que conhecemos o seu trabalho e admiramos o seu talento, temos orgulho do fato de você ser um brasileiro e projetar internacionalmente o nome do nosso país de forma tão positiva. Entretanto, ficamos surpresos quando recebemos mensagens de alguns estudantes e intelectuais europeus, comunicando sua decisão de realizar uma performance no Red Sea Jazz Festival em Eilat/israel.
Juntamente com pessoas de consciência em todo o mundo, temos feito enormes esforços no sentido de aliviar o sofrimento do povo palestino que vem sendo vítima, há mais de sessenta anos, de um genocídio praticado por Israel. Nos últimos anos, as atrocidades de Israel contra o povo palestino tem se agravado enormemente, a ponto do chamado estado judeu ser hoje o país mais repudiado do mundo.
Enquanto a maioria dos políticos, governos dos países mais poderosos do mundo e a mídia se calam diante da maior injustiça que já se cometeu contra um povo: roubo de suas terras, expulsão de seu país, limpeza étnica, destruição de seus lares, matança indiscriminada, prisão em massa e tortura institucionalizada entre muitas outras atrocidades; povos de várias nacionalidades se unem em solidariedade à dor dos palestinos usurpados, tentando fazer ecoar seu grito por socorro, por justiça e por paz através do movimento internacional pacífico do BDS - Boicote, Desinvestimento e Sanções.
Ilan Pappe , reconhecido intelectual israelense e presidente do Departamento de História da Universidade de Exeter, Inglaterra, disse em uma entrevista que: “Durante a década de 1980, o BDS da África do Sul incluiu um boicote cultural em que músicos e artistas de todo o mundo se recusaram a realizar suas apresentações no estado de apartheid. Além do apoio internacional à população negra subjugada na África do Sul , naquela época , essa política foi instituída para expressar que nenhum diálogo real -econômico , acadêmico ou cultural , poderia ter lugar em conjunto com as atrocidades do apartheid. "
Em relação a Israel, a campanha do BDS internacional assume uma enorme importância, tendo em vista que a realidade vivida pelos palestinos nos territórios ocupados por Israel é ainda mais dramática: além do apartheid imposto pela construção do muro de separação na região chamada Cisjordânia, Israel impõe ao povo de Gaza um cruel cerco que, transformou esta pequena faixa de terra mais densamente povoada do mundo em um campo de concentração a céu aberto.
Colocar sua arte, seu talento e seu brilho a serviço de um dos mais repudiados regimes políticos, o apartheid e fascismo, significa legitimar esses regimes e dar suporte aos crimes contra a humanidade praticados por Israel contra o povo palestino , desrespeitando as leis internacionais, principalmente a Quarta Convenção de Genebra em seus artigos que tratam dos Direitos Humanos.
Nesse sentido, queremos demove-lo de participar de um Festival de Jazz que tem como conseqüência trágica a legitimidade do holocausto palestino. Por favor, se recuse a cumprir tal papel. Muitos artistas no mundo tem se recusado a ganhar prestigio sacrificando valores humanos muito caro nos dias de hoje, como a solidariedade, a dignidade, a fraternidade ....
Aproveitamos a oportunidade para convidá-lo a se juntar a nós na luta pelos Direitos Humanos, por justiça, paz e liberdade para o povo palestino e para todos os povos oprimidos do mundo.
"O que está acontecendo na Palestina não é justificável por nenhuma moralidade ou código de ética”.- Mahatma Gandhi
Como está acontecendo, os judeus são responsáveis e cúmplices com outros países, em arruinar um povo que não fez nada de errado com eles. Contra eles “- Mahatma Gandhi
“O que mudou é que o mundo, afinal, cansou-se das matanças israelenses. Só os políticos ocidentais não têm o que dizer, hoje, hoje, só eles estão calados.” The Independent
PARA ABRIR OS OLHOS – O sítio que lhe indicamos abaixo é um pequeno exemplo do sofrimento do povo palestino, no último período. Se houver interesse em conhecer a tragédia desde o início da ocupação, por favor, entre no sítio
Sr. Antonio Carlos Pereira editor responsável de Opinião
Sr. Ricardo Gandour editor de Conteúdo
Senhores,
É com grande preocupação e mal-estar que a República Bolivariana da Venezuela, por meio de seu Embaixador no Brasil, dirige-se a esse jornal, de reconhecidas qualidade e tradição entre os veículos da imprensa brasileira. E a razão não é outra senão nossa surpresa e indignação com os termos e o tom de que sua edição de hoje (20/07/10) lança mão para atacar o presidente de um país com o qual o Brasil e os brasileiros mantêm relações do mais alto nível e qualidade.
O respeito à plena liberdade de imprensa e de expressão é cláusula pétrea de nossa Constituição e valor orientador do governo de nosso país. A estas diretrizes, no entanto, cremos que devam sempre estar associadas a lhaneza na referência a autoridades constituídas democraticamente eleitas e a plena divulgação de todos os fatos associados a uma cobertura jornalística.
Cremos descabido que um jornal como O Estado de S.Paulo se refira ao presidente Hugo Chávez, eleito e reeleito pelo voto livre da maioria dos venezuelanos, com o uso de termos e expressões como lúgubre circo de Chávez, autocrata, protoditador, circo chavista, caudilho, lúgubre picadeiro, costumeira ferocidade, rugiu, toque verdadeiramente circense da ofensiva chavista no gênero grand guignol.
Mais graves ainda são a distorção e ocultação de informações que maculam os textos hoje publicados.
O presidente Hugo Chávez nunca atropelou a Constituição Bolivariana, instituída por Assembleia Nacional e referendada em plebiscito. Ao contrário, submeteu-se, inclusive, a referendo revogatório de seu próprio mandato, prática democrática avançada que pouquíssimos países do mundo têm o orgulho de praticar.
O editorial omite que o cardeal Jorge Savino já foi convocado pela Assembleia Nacional para apresentar provas de sua campanha difamatória frente aos deputados também democraticamente eleitos , mas o mesmo rechaçou a convocação. Prefere manter suas acusações deletérias a apresentar aos venezuelanos e à opinião pública internacional os fatos que lastreariam suas seguidas diatribes.
Outros trechos do texto só podem ser lidos como clara campanha de acobertamento de um terrorista, como o é, comprovadamente, Alejandro Peña Esclusa: O advogado de Esclusa assegura que o material foi plantado pelos policiais que invadiram a casa de seu cliente - considerando o retrospecto, uma acusação mais do que plausível (grifo nosso)
Esclusa foi preso em sua residência em posse de explosivos, detonadores e munição, após ter sido denunciado, em depoimento à polícia, pelo terrorista confesso Francisco Chávez Abarca - este criminoso, classificado com o alerta vermelho da Interpol, foi preso em solo venezuelano quando dirigia operação de terror, visando desestabilizar o processo eleitoral de setembro deste ano.
A prisão de Esclusa ocorreu de forma pacífica, com colaboração de sua família, e segue os ritos jurídicos normais: ele tem advogado constituído, direito a ampla defesa e será julgado culpado ou inocente de acordo com o entendimento da Justiça, poder independente de influência governamental ou partidária, assim como no Brasil.
Inadmissível seria o governo da Venezuela ter permitido que um terrorista ceifasse vidas e pusesse em risco a democracia, que nos esforçamos arduamente para defender, ampliar e aprimorar em nosso país, assim como o fazem, no Brasil, os brasileiros.
O Estado de S.Paulo tem pleno conhecimento desses fatos, tendo inclusive recebido, em 14/07/10 a Nota de Esclarecimento desta Embaixada, a respeito do desbaratamento da operação terrorista internacional que estava em curso (cópia anexa). O responsável pela editoria Internacional, Roberto Lameirinhas, inclusive confirmou seu recebimento à nossa assessoria de comunicação.
Daí manifestarmos nossa estranheza com a reiterada negativa do jornal em dar tais informações a seus leitores. E ainda tomando como verdade declarações do advogado do referido terrorista.
Temos certeza que os senhores não desconhecem, até pela história recente do Brasil, o quão frágil pode ser a liberdade diante do autoritarismo tirano da intolerância e do uso do terror como método de ação política.
Reafirmamos que não nos cabe emitir qualquer juízo de valor sobre as opiniões político-ideológicas do jornal dirigido por V. Sas., por mais que delas discordemos. O que nos leva a enviar-lhes esta correspondência é, tão somente, a solicitação de que se mantenha a veracidade jornalística e o respeito que se deve sempre às pessoas, sejam ou não autoridades constituídas, mesmo quando o jornal as considere, de moto próprio, como seus inimigos ou desafetos.
Esta Embaixada permanece à disposição do jornal e de seus leitores, para esclarecimentos adicionais sobre quaisquer dos assuntos supracitados, bem como de novos temas julgados pertinentes e reivindica, formalmente, a publicação da presente carta, com o mesmo destaque dado ao editorial de hoje, intitulado O lúgubre circo de Chávez, publicado à página A3.
Atenciosamente,
Maximilien Arvelaiz
Embaixador da República Bolivariana da Venezuela no Brasil
O artigo d'OEstado de São Paulo - Coluna Opinião (20/07/2010):
O Lúgrube Circo de Chávez
O Estado de S.Paulo
Está na cartilha dos autocratas populistas: se escasseia o pão, amplie-se o circo. Com a economia do seu país em frangalhos e o espectro de uma acirrada eleição legislativa em setembro, o protoditador venezuelano Hugo Chávez faz o que pode ? e o que não poderia fazer se tivesse um mínimo de bom senso e autocrítica ? para desviar as atenções de seus desafortunados concidadãos da crise que o seu "socialismo do século 21" fez desabar sobre a economia, com reflexos devastadores para o nível de emprego e a inflação.
O circo chavista segue o formato clássico. O repertório inclui a fabricação ou exacerbação de ameaças internas e externas e a exploração do culto aos símbolos nacionais de que o caudilho se reveste para aparecer como o detentor exclusivo desse legado ? e, por isso mesmo, alvo dos inimigos da nação. Nos últimos dias, ele levou ao lúgubre picadeiro um programa completo.
O mais novo perigo para os venezuelanos é o cardeal Jorge Savino, que teve a temeridade de afirmar que o coronel está atropelando a Constituição e levando o país ao socialismo marxista. O prelado denunciava a prisão do opositor Alejandro Esclusa, acusado de armazenar explosivos para atos terroristas. O advogado de Esclusa assegura que o material foi plantado pelos policiais que invadiram a casa de seu cliente ? considerando o retrospecto, uma acusação mais do que plausível.
No seu programa Alô, Presidente, Chávez investiu contra o denunciante com a costumeira ferocidade. "Vou te dedicar toda a minha vida, cardeal", rugiu. "Não vais conseguir derrubar Chávez, cardeal. Porque eu sei quem és e a estatura moral pequena que tens." No embalo, voltou-se contra a Igreja, anunciando a revisão de um acordo de 1964 que, segundo o caudilho, dá "certos privilégios" ao Vaticano.
Em suma, passou a incluir a Santa Sé no extenso rol de aliados do "Império" que desejariam vê-lo morto ou apeado do poder por temerem "o sucesso da revolução". No país, os principais inimigos são os meios de comunicação, que o regime ainda não conseguiu aplastar, e o empresariado ? primeiro, os das multinacionais; agora, os donos de estabelecimentos locais, sem distinção de porte e capacidade de influência. No exterior, descontados os EUA, assoma a Colômbia.
Desde 2007 as relações entre os dois países vieram se deteriorando. Chegaram à beira da ruptura no ano seguinte, quando Bogotá autorizou um ataque a um acampamento das Farc no lado equatoriano da fronteira. Anteontem, no que foi interpretado como sintoma de divergências sobre a questão venezuelana entre o presidente Álvaro Uribe e o sucessor Juan Manuel Santos, que tomará posse em 7 de agosto, Uribe tornou a acusar Chávez de abrigar dirigentes farquistas em território venezuelano.
Ao que se diz, Santos preferiria deixar esse problema em fogo brando para não atrapalhar a reaproximação com Caracas, que interessa a Bogotá por motivos econômicos. De todo modo, Chávez explorou o caso ao máximo: convocou o seu embaixador na Colômbia, disse que não irá à posse de Santos e, bem ao seu modo, chamou Uribe de "mafioso". O toque verdadeiramente circense da ofensiva chavista ? no gênero grand-guignol ? foi exibido na última sexta-feira em rede nacional.
Depois de pedir aos pais que retirassem as crianças da sala para poupá-las das imagens fortes que se seguiriam ? um truque velho como serrar o corpo de um figurante ?, o caudilho apresentou o que seriam os restos mortais de Simón Bolívar, exumados na véspera do Panteão Nacional por ordem dele, alegadamente para provar que ele não morreu de tuberculose, mas sim, assassinado.
"Chávez sabe que bolsos vazios têm um potencial de mobilização maior do que os discursos da oposição", observa o economista José Rafael Zanoni, da Universidade Central da Venezuela, ao comentar as manobras do autocrata para neutralizar o efeito eleitoral das agruras enfrentadas pelos venezuelanos. "As fichas econômicas de Chávez estão acabando", ressalta o consultor Maikel Bello. "Ele aposta na repressão política e no aumento do controle institucional."
Documento político aprovado pelo pleno do Comitê Central
As heranças e os obstáculos
No Partido Comunista, compartilhamos as inquietudes de muita gente. Lutamos continuamente para enterrar o velho sistema com seu modelo de pilhagens, exploração e corrupção e para encaminhar, dentro de uma nova forma de fazer política, um novo sistema com novos modelos, que interpretem as expectativas de mudança da maioria do nosso povo e que se construam sobre a base do patriotismo, da solidariedade, da justiça social e da honestidade. Entendemos que as forças motrizes deste processo são os trabalhadores da cidade, do campo e outras classes e camadas sociais exploradas e negligenciadas, cuja expressão política é o Espaço Unitário-Congresso Popular (EU-CP) e a Frente Guasu.
Acreditamos que o processo de mudança segue avançando com muitos sucessos. Isso é resultado da maturidade e claridade crescente do movimento popular, que está sabendo aproveitar, em termos educativos, os desmascaramentos de uma direita que executa sua proposta e ação política na defesa de uma oligarquia que não só defende injustos privilégios, como também é, majoritariamente, mafiosa. Ela encontra em sua origem uma longa história de fraudes. Tendo a defesa do Estado oligárquico como base, a direita negocia cargos nas instituições públicas, boicota qualquer iniciativa que fomente a participação do Estado, resguarda funcionários corruptos, viola sistematicamente as leis que defendem o Estado Social de Direito (consagrado na Constituição Nacional), mente descaradamente acerca das responsabilidades da crise social na qual estamos imersos como país, faz esforços para anular e sabotar medidas ou propostas práticas e efetivas que combatam a pobreza e que gerem a participação e organização crescente dos que habitam o Paraguai.
A oligarquia local (não podemos chamá-la de paraguaia, pois nem pensa e nem sente com espírito patriótico), igualmente aos seus representantes empoleirados nas direções políticas dos Partidos de direita, sofre uma crise de percepção (ao defender seus interesses minoritários e ser insensível ante as necessidades coletivas), o que gera uma crise em suas direções políticas. Essa crise é o resultado da possibilidade de consenso num projeto que combine, de forma inteligente, elementos repressivos e persuasivos-alienantes para exercer um domínio menos conflitante. E assim, vão caminhando sem projeto, sem novidade, sem capacidade de gerar entusiasmo em nosso povo.
O fato de que não existam novas e fortes lideranças de massas no seio da direção tradicional da direita, é um elemento que demonstra a força de um processo onde as massas seguem construindo o poder popular. Sem lugar para dúvidas, somos nós, as forças progressistas e de esquerda, que temos um projeto alternativo e viável. Somos nós que temos a novidade unitária, justa e patriótica.
Infelizmente, o reflexo do avanço neste processo é demasiado tímido no Governo. O mesmo tem em seu interior pessoas e grupos mal intencionados, vacilantes e com limitações para interpretar corretamente as potencialidades do processo e apostar numa governabilidade construída a partir de consensos com o movimento popular, não situando-se como centro da institucionalidade do velho regime e dos pactos com as cúpulas dos partidos políticos conservadores.
Não estamos dando importância à institucionalidade da democracia representativa. Trata-se de uma resposta às ações evidentemente contrárias aos interesses do povo, empreendidas por parte da maioria parlamentar, também pelo manejo corrupto, oportunista e anti-democrático da dita institucionalidade do Poder Judiciário e de alguns funcionários públicos e Ministros. Entendemos que situar essa institucionalidade como centro da ação política por parte do Executivo, significa abandonar o espírito de mudança de 20 de abril.
Este critério e este procedimento retardatário abona a paralisia e o retrocesso enquanto políticas públicas, posto que o Governo aposta a governabilidade situada como eixo da mesma institucionalidade questionada pela maioria. A direita exprime seu sistema para acorrentar e chantagear o Governo, ao mesmo tempo em que não tem problemas em violar a legalidade que eles mesmos engendraram e manipulam, quando a mesma não se ajusta a sua política de pilhagem, exploração e terror.
Labirintos reais e imaginários
É verdade que, desde o começo, detectamos todas as dificuldades que iríamos ter neste processo, como um Estado desenhado para a pilhagem e a corrupção, um funcionalismo público majoritariamente mal formado para naturalizar a corrupção, um aliado como o PLRA cuja cúpula tem uma história de entregas e traições ao povo, um Congresso Nacional com maioria de delinquentes e não-patriotas, um Poder Judiciário que funciona como tentáculo da máfia, uns meios de comunicação que bombardeiam diariamente as cabeças de nosso povo mentindo e distorcendo a realidade, e um movimento popular cujo processo de unidade segue sendo insuficiente para configurar uma direção política que seja capaz de gerar uma liderança compartilhada, coletiva e poderosa. Entendemos que o nível de direitização do Governo encontra seu principal responsável num Presidente da República que não se anima ou, decididamente, não quer governar com o povo.
As mudanças efetuadas no INDERT, o mau manejo político nas SAS, a apresentação da lei anti-terrorista, o chamado Estado de Exceção, os assessoramentos colombiano-norte-americanos ratificados na última assinatura de um convênio de 10 milhões de dólares entre o Ministério do Interior e os EUA. É necessário ressaltar que este convênio ofende a nossa soberania, já que implica um minucioso controle e assessoramento norte-americano de toda a segurança interna, tal como acontecia nos tempos de ditadura. Estes são alguns elementos que marcam a direitização que desembocará numa restauração conservadora. Já em dezembro de 2009, na ocasião do último pleno do Comitê Central, havíamos identificado essa movimentação da direita, com o acréscimo de que a dita restauração seria de matiz terrorista, dado o desespero e as características cavernosas da direita paraguaia. Uma mostra da periculosidade das forças de segurança controladas pelos EUA e Colômbia são as recentes e indignas torturas, dentre outras violações aos direitos humanos, contra crianças e adultos em Kurusu de Hierro, por policiais da FOPE, no momento da busca de membros do grupo de delinquentes autodenominado EPP.
Em meio a um cenário político altamente turbulento, o movimento popular, conforme afirmamos constantemente, vem dando mostras de sua crescente maturidade, avançando na unidade, com grandes mobilizações, como as de 20 de março (lançamento da Frente Guasu) e a de 20 de abril (festejo pelos dois anos da vitória popular). Tais eventos são o reflexo da quantidade de municípios e estados progressistas e de esquerda, que apresentarão resultados positivos nas próximas eleições municipais de 7 de novembro. Sabemos que o avanço eleitoral nos setores progressistas e de esquerda nos permitirá brigar no terreno institucional, fundamentalmente pela credibilidade e pela participação cidadã na construção do poder e da soberania popular.
Democracia e soberania
Em grande medida, o I Congresso Camponês do EU-CP, realizado recentemente em 10 de junho, marcou a recuperação da linha histórica do movimento popular, posto que se apontaram muitas críticas ao Governo e a autocrítica a nossa falta de atenção à luta estrutural contra o latifúndio e o modelo agroexportador.
Porém, não só se apresentaram críticas e autocríticas, como também um ambicioso projeto de desenvolvimento no marco da mudança do modelo produtivo, com o intuito de assentar as bases de uma Reforma Agrária que ative a economia em favor das maiorias populares. De fato, a esquerda, por falta de quadros e excesso de frentes de trabalho, descuidou da mobilização reivindicativa para pressionar o Governo. Podemos afirmar que o I Congresso Camponês é um ponto de inflexão no processo de lutas. É necessário que se volte a pressionar o Governo e a defender a necessária independência, Na atual conjuntura, essa é a única ferramenta para defender o processo e tentar um maior reflexo do mesmo no Governo. É importante apontar que uma das resoluções do Congresso é levar adiante as ocupações e as recuperações, de caráter patriótico, das terras desabitadas.
As terras improdutivas e os bens roubados do povo devem ser o principal elemento a ser trabalhado, de maneira discursiva e jurídica, pelo Poder Executivo. O procurador Geral do Estado deveria ser o mais renovado dos integrantes do Executivo. No caso, o destaque sobre o procurador Geral do Estado se dá por sua responsabilidade de julgamento, por empreender uma campanha de conscientização acerca da necessidade de saldar contas com o passado recente e, consequentemente, recuperar bens e terras desabitadas, para identificar os saqueadores, exercer o castigo que corresponda e começar sólidos cimentos para uma sociedade realmente democrática.
São grandes os desafios que teremos pela frente. Dentre eles: a independência e a firmeza na defesa do processo das mudanças; a necessária e urgente reorientação do Governo, fundamentalmente em suas políticas, social, de segurança interna e exterior; uma grande campanha eleitoral que nos permita uma vitória em novembro próximo; a estruturação da Frente Guasu para que, tanto grupos como pessoas individualmente o sigam, somando-se ao mesmo; e o exercício de uma direção efetiva na gestão pública das instituições, nas quais se encontram, como responsáveis, dirigentes das forças que integram a Frente Guasu.
Na reunião do Comitê Central (CC) de dezembro passado, havíamos dito que devíamos priorizar a construção partidária e da militância unitária de base, para por em prática o saneamento da direção popular e depurar, por dentro, o movimento. Neste sentido, vamos pelo bom caminho, mas ainda é preciso adquirir força suficiente para derrotar a direita criminosa, golpista, autoritária e anti-patriótica, que não titubeará em defender, à sangue e fogo, seus sujos interesses ante qualquer avanço democrático, por mais tímido que seja.
Sabemos que, se o Governo não demonstrar mudanças concretas em sua política social, em sua política de segurança interna e em sua política exterior, será impossível continuar com nosso apoio crítico, posto que serão adiados os três eixos que motivaram o dito apoio: o aprofundamento da democracia, da soberania nacional e a reforma agrária integral com participação camponesa.
Infelizmente, no momento de escrever este documento, produto de debates do pleno do CC, ocorridos entre os dias 12 e 13 de junho passado, o Presidente Fernando Lugo acabou por promulgar a Lei anti-terrorista (24 de junho), Com isso, inscreveu (e escreveu) uma página negra em sua história como governante, ao fornecer as bases para a criminalização, a repressão e a decapitação do movimento popular paraguaio, principalmente, o camponês. Com esta lei, mais o assessoramento colombiano-norte-americano em matéria de segurança interna (política nacional), vemos praticamente interrompido o processo de mudança do Governo, já que as possibilidades de avançar na democracia e na soberania são cortadas. Isso, graças ao aprofundamento da ingerência estrangeira, cujo objetivo é isolar o Executivo do movimento popular, gerando “evidências” que demonstrem uma aparente impossibilidade de governar democraticamente, a favor das maiorias no Paraguai. E eles estão conseguindo...
No entanto, nós do Partido Comunista Paraguaio, (com nossos amigos e aliados, junto com o povo) somaremos esforços para fazer tudo o que estiver ao nosso alcance. O objetivo é reverter a direitização do Governo, avançar na construção de uma força que seja capaz de assumir as demandas históricas e aplicar um projeto alternativo como programa de governo, que seja decididamente patriótico, soberano, democrático, solidário, participativo e justo. Não podemos permitir que, por deficiências políticas, administrativas e por falta de firmeza ante os fatos de corrupção, a direita consiga disseminar na população a ideia de que a esquerda e a direita são igualmente corruptas, politiqueiras, ineficientes e anti-patrióticas.
Confiamos na possibilidade de mudar o rumo do Governo. Acreditamos ainda mais que, para conseguir essa façanha, temos que nos afastar de um projeto fracassado, com a suficiente grandeza e autocrítica para gerar a confiança da imensa maioria dos paraguaios e paraguaias, com quem poderemos assumir o desafio de continuar com o processo de mudanças, visando um somatório de forças que, em 2013, demonstrem os desejos majoritários de nosso sofrido povo.
Por último, continuamos defendendo – hoje mais do que nunca – a unidade e a mobilização permanente dos mais diversos setores do movimento popular e de todo o nosso povo, como única ferramenta que garanta o avanço da democracia, da soberania e da justiça social em nosso querido Paraguai. Estamos alertas e mobilizados. Nossa história necessita de protagonismo e soberania popular.
Pela segunda e definitiva independência!
Por um Governo democrático e participativo, que seja mandatário do poder do povo!
Como militantes da ACJM do Rio Grande do Sul sabemos que a defesa da soberania cubana traz no seu conceito a luta pela soberania dos demais povos.E para aprofundarmos esse debate é que realizaremos a nossa XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, nos próximos dias 4, 5 e 6 de junho, na Assembléia Legislativa do RS. ocasião em que também abordaremos, entre outras, a necessidade de projetos de mídia alternativa para garantir a efetiva promoção ereconhecimento da cidadania e dos governos legitimamente democráticos.
Para tanto deveremos pensar essa Convenção de forma qualificada e participativa, e termos a certeza de o empenho de cada um de nós poderá reforçar mais uma etapa da luta em prol da autodeterminação dos povos e em defesa dos direitos humanos.
Neste sentido fazemos um apelo a cada companheiro (a) para a venda dos bônus da solidariedade, visando a auxiliar nas despesas com hospedagem e alimentação de jovens dos estados que virão participar da XVIII Convenção. Também contamos com a solidariedade de todos que puderem disponibilizar hospedagem aos participantes, pois estamos com dificuldades para suprir essa demanda.
O nome do blog foi inspirado no filmeZurdode Carlos Salcés, uma película mexicana extraordinária.
Zurdo em espanhol que dizer: esquerda, mão esquerda. E este blog significa uma postura alternativa as oficiais, as institucionais. Aqui postaremos diversos assuntos como política, cultura, história, filosofia, humor... relacionadas a realidades sem tergiversações como é costume na mídia tradicional. Teremos uma postura radical diante dos fatos procurando estimular o pensamento crítico. Além da opinião, elabora-se a realidade desvendando os verdadeiros interesses que estão em disputa na sociedade.
Vos abraço com todo o fervor revolucionário
Raoul José Pinto
ZZ - ESTUDAR SEMPRE
A Condição Pós-Moderna - DAVID HARVEY
A Condição Pós-Moderna - Jean-François Lyotard
A era do capital - HOBSBAWM, E. J
Antonio Gramsci – vida e obra de um comunista revolucionário
Apuntes Criticos A La Economia Politica - Ernesto Che Guevara
As armas de ontem, por Max Marambio,
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Dissidentes ou mercenários? Objetivo: liquidar a Revolução Cubana - Hernando Calvo Ospina e Katlijn Declercq
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Para Ler O Pato Donald - Ariel Dorfman - Armand Mattelart.
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Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira
Simulacro e Poder - uma análise da mídia, de Marilena Chauí (Editora Perseu Abramo, 142 páginas)
Soberania e autodeterminação – a luta na ONU. Discursos históricos - Che, Allende, Arafat e Chávez
Um homem, um povo - Marta Harnecker
zz - Estudar Sempre/CLÁSSICOS DA HISTÓRIA, FILOSOFIA E ECONOMIA POLÍTICA
A Doença Infantil do Esquerdismo no Comunismo - Lênin
A História me absolverá - Fidel Castro Ruz
A ideologia alemã - Karl Marx e Friedrich Engels
A República 'Comunista' Cristã dos Guaranis (1610-1768) - Clóvis Lugon
A Revolução antes da Revolução. As guerras camponesas na Alemanha. Revolução e contra-revolução na Alemanha - Friedrich Engels
A Revolução antes da Revolução. As lutas de classes na França - de 1848 a 1850. O 18 Brumário de Luis Bonaparte. A Guerra Civil na França - Karl Marx
A Revolução Burguesa no Brasil - Florestan Fernandes
A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky - Lênin
A sagrada família - Karl Marx e Friedrich Engels
Antígona, de Sófocles
As tarefas revolucionárias da juventude - Lenin, Fidel e Frei Betto
As três fontes - V. I. Lenin
CASA-GRANDE & senzala - Gilberto Freyre
Crítica Eurocomunismo - Ernest Mandel
Dialética do Concreto - KOSIK, Karel
Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico - Friedrich Engels
Do sonho às coisas - José Carlos Mariátegui
Ensaios Sobre a Revolução Chilena - Manuel Castells, Ruy Mauro Marini e/ou Carlos altamiro
Estratégia Operária e Neocapitalismo - André Gorz
Eurocomunismo e Estado - Santiago Carrillo
Fenomenologia da Percepção - MERLEAU-PONTY, Maurice
História do socialismo e das lutas sociais - Max Beer
Manifesto do Partido Comunista - Karl Marx e Friedrich Engels
MANUAL DE ESTRATÉGIA SUBVERSIVA - Vo Nguyen Giap
MANUAL DE MARXISMO-LENINISMO - OTTO KUUSINEN
Manuscritos econômico filosóficos - MARX, Karl
Mensagem do Comitê Central à Liga dosComunistas - Karl Marx e Friedrich Engels
Minima Moralia - Theodor Wiesengrund Adorno
O Ano I da Revolução Russa - Victor Serge
O Caminho do Poder - Karl Kautsky
O Marxismo e o Estado - Norberto Bobbio e outros
O Que Todo Revolucionário Deve Saber Sobre a Repressão - Victo Serge
Orestéia, de Ésquilo
Os irredutíveis - Daniel Bensaïd
Que Fazer? - Lênin
Raízes do Brasil - Sérgio Buarque de Holanda
Reforma ou Revolução - Rosa Luxemburgo
Revolução Mexicana - antecedentes, desenvolvimento, conseqüências - Rodolfo Bórquez Bustos, Rafael Alarcón Medina, Marco Antonio Basilio Loza
Revolução Russa - L. Trotsky
Sete ensaios de interpretação da realidade peruana - José Carlos Mariátegui/ Editora Expressão Popular
Sobre a Ditadura do Proletariado - Étienne Balibar
Sobre a evolução do conceito de campesinato - Eduardo Sevilla Guzmán e Manuel González de Molina
ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA
1984 - George Orwell
A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende
A Espera dos Bárbaros - J.M. Coetzee
A hora da estrela - Clarice Lispector
A Leste do Éden - John Steinbeck,
A Mãe, MÁXIMO GORKI
A Peste - Albert Camus
A Revolução do Bichos - George Orwell
Admirável Mundo Novo - ALDOUS HUXLEY
Ainda é Tempo de Viver - Roger Garaud
Aleph - Jorge Luis Borges
As cartas do Pe. Antônio Veira
As Minhas Universidades, MÁXIMO GORKI
Assim foi temperado o aço - Nikolai Ostrovski
Cem anos de solidão - Gabriel García Márquez
Contos - Jack London
Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski
Desonra, de John Maxwell Coetzee
Desça Moisés ( WILLIAM FAULKNER)
Don Quixote de la Mancha - Miguel de Cervantes
Dona flor e seus dois maridos, de Jorge Amado
Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago
Ensaio sobre a lucidez, de José Saramago
Fausto - JOHANN WOLFGANG GOETHE
Ficções - Jorge Luis Borges
Guerra e Paz - LEON TOLSTOI
Incidente em Antares, de Érico Veríssimo
Memórias do Cárcere - Graciliano Ramos
O Alienista - Machado de Assis
O amor nos tempos do cólera - Gabriel García Márquez
O Contrato de Casamento, de Honoré de Balzac
O Estrangeiro - Albert Camus
O homem revoltado - Albert Camus
O jogo da Amarelinha – Júlio Cortazar
O livro de Areia – Jorge Luis Borges
O mercador de Veneza, de William Shakespeare
O mito de Sísifo, de Albert Camus
O Nome da Rosa - Umberto Eco
O Processo - Franz Kafka
O Príncipe de Nicolau Maquiavel
O Senhor das Moscas, WILLIAM GOLDING
O Som e a Fúria (WILLIAM FAULKNER)
O ULTIMO LEITOR - PIGLIA, RICARDO
Oliver Twist, de Charles Dickens
Os Invencidos, WILLIAM FAULKNER
Os Miseravéis - Victor Hugo
Os Prêmios – Júlio Cortazar
OS TRABALHADORES DO MAR - Vitor Hugo
Por Quem os Sinos Dobram - ERNEST HEMINGWAY
São Bernardo - Graciliano Ramos
Vidas secas - Graciliano Ramos
VINHAS DA IRA, (JOHN STEINBECK)
ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA GUERRILHEIRA
A Guerra de Guerrilhas - Comandante Che Guevara
A montanha é algo mais que uma imensa estepe verde - Omar Cabezas
Da guerrilha ao socialismo – a Revolução Cubana - Florestan Fernandes
EZLN – Passos de uma rebeldia - Emilio Gennari
Imagens da revolução – documentos políticos das organizações clandestinas de esquerda dos anos 1961-1971; Daniel Aarão Reis Filho e Jair Ferreira de Sá
O Diário do Che na Bolívia
PODER E CONTRAPODER NA AMÉRICA LATINA Autor: FLORESTAN FERNANDES
Rebelde – testemunho de um combatente - Fernando Vecino Alegret
ZZ- Estudar Sempre /GEOGRAFIA EM MOVIMENTO
Abordagens e concepções de território - Marcos Aurélio Saquet
Campesinato e territórios em disputa - Eliane Tomiasi Paulino, João Edmilson Fabrini (organizadores)
Cidade e Campo - relações e contradições entre urbano e rural - Maria Encarnação Beltrão Sposito e Arthur Magon Whitacker (orgs)
Cidades Médias - produção do espaço urbano e regional - Eliseu Savério Sposito, M. Encarnação Beltrão Sposito, Oscar Sobarzo (orgs)
Cidades Médias: espaços em transição - Maria Encarnação Beltrão Spósito (org.)
Geografia Agrária - teoria e poder - Bernardo Mançano Fernandes, Marta Inez Medeiros Marques, Júlio César Suzuki (orgs.)
Geomorfologia - aplicações e metodologias - João Osvaldo Rodrigues Nunes e Paulo César Rocha
Indústria, ordenamento do território e transportes - a contribuição de André Fischer. Organizadores: Olga Lúcia Castreghini de Freitas Firkowski e Eliseu Savério Spósito
Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira