quarta-feira, 20 de abril de 2011

Descarregue em PDF os documentos, vídeos e reflexões do VI Congresso do PCC - Partido Comunista de Cuba

Prezados leitores!

Postaremos o acesso a toda documentação e vídeos correspondentes ao VI Congresso do PCC - Partido Comunista de Cuba.

Aqui, desde o Brasil, todos aqueles que buscam o desenrolar da luta revolucionária em nossa Pátria, desejam que a referência revolucionária dos trabalhadores do mundo inteiro nos de mais uma vez o exemplo de luta, resistência e de construção da sociedade da classe trabalhadora, o Socialismo. Cuba é exemplo concreto e dinâmico da justiça social. Não é ficção, é realidade!

Portanto, os trabalhadores conscientes do Planeta devem estudar, questionar e realizar a luta revolucionária em cada país. A Revolução Cubana se constrói dia-a-dia com a clareza da participação popular, e essa é a correia de transmissão do seu legado às novas gerações de cubanos,. Estabelece o movimento para a maturidade em uma sociedade onde os meios fundamentais da produção, são de propriedade coletiva. O embargo imposto injustamente pelo capitalismo através do EUA, impõe cruéis desafios ao glorioso povo cubano, o de lutar contra o imperialismo e ao mesmo tempo não se descuidar da construção do Socialismo, fonte de emancipação da classe trabalhadora, e da capacidade dessa classe em forjar uma sociedade humanamente solidária, não egoista e não alienada, uma sociedade com justiça, dignidade e oportunidades para todos. O nascer extraordinário de um homem novo!

Não esperamos o ideal, esperamos que os cubanos encontrem a cada dia as soluções necessárias para seus problemas e necessidades, que o aprendizado supere os erros, que o princípio da equidade já institucionalizados avancem sustentados no esclarecimento dado pelo efetivo comando do seu povo e de sua vanguarda, pois a unidade da classe está no fortalecimento dessa vanguarda através do povo consciente de seus interesses dando consistência cultural ao Socialismo, isto é: na política, na econômica e na filosófica.

Caros leitores, a realidade da vida humana nessa ilha do Caribe é o ponto de contato de toda a esperança e de toda a luta contra a fome, a miséria e as injustiças inerentes do capitalismo. O PCC - Partido Comunista de Cuba é a vanguarda do glorioso povo cubano e a esse povo deve a guarda e a continuidade da Revolução.

Veja aqui os documentos e vídeos do VI Congresso do PCC - Partido Comunista de Cuba







Stella Calloni: Congresso de comunistas cubanos ensina ao mundo

Buenos Aires, 20 abr (Prensa Latina) O VI Congresso do Partido Comunista de Cuba (PCC) concluído ontem em Havana ofereceu ao mundo incríveis lições de criatividade, força e valentia, opinou aqui a escritora e jornalista Stella Calloni.

O magno encongtro dos comunistas cubanos ratificou a decisão desse povo de revitalizar o socialismo e foi ademais uma resposta extraordinariamente sólida às pretensões colonialistas e hegemônicas dos Estados Unidos, sublinhou.
Calloni formulou a apreciação ao intervir em um painel realizado esta noite no portenho Centro da Cooperação Cultural para debater a respeito da direita mundial: o caso Mount Pelerin e seus envolvimentos na América Latina.

Por sua vez, o Clube Argentino de Jornalistas Amigos de Cuba (CAPAC) difundiu uma declaração na que cataloga o recém finalizado Congresso do PCC como "um dos passos mais criativos da Revolução".

O documento sublinha que sete milhões de cubanos participaram nas assembléias prévias e enriqueceram as discussões em torno da atualização do modelo econômico para garantir a continuidade e irreversibilidade do socialismo.

Aponta também que a política econômica está presente o conceito de que o socialismo significa igualdade de direitos e de oportunidades para todos, não igualitarismo, e se ratifica o princípio de que na sociedade cubana ninguém ficará desabrigado.

O CAPAC sente-se orgulhoso de estar junto a um governo, um povo, um partido capazes de dar este exemplo extraordinário de verdadeira democracia popular ao mundo, apesar da adversidad e do lugar ao que está submetido o país, realza a declaração.

domingo, 10 de abril de 2011

Carta do Cmte. Che Guevara à Armando Hart Dávalos













Do blog:http://bloquezonalivre.blogspot.com/

Comentário Runildo Pinto

Com o propósito de colaborar com os estudos sobre o movimento revolucionado no Brasil e sem perder o horizonte da luta internacionalista. A "Carta do Cmte. Che Guevara à Armando Hart Dávalos", significa a constante preocupação desse revolucionário, atualíssimo, com o estudo e a cultura marxista para a vanguarda do povo.

Che, com o senso crítico, sempre alerta, nos mantém vivos, atentos a dinâmica do pensamento revolucionário contra qualquer dogmatismo ou ortodoxia, que possam limitar a condição pensante e dificultar a condição indivisa do pensamento na sociedade.

Prova disso, é a clareza que tem sobre a inconveniente postura dos métodos antimarxistas impostos na URSS. Comunista que é comunista, nega-se a manipular, a aviltar a sociedade ou impedir que os indivíduos pensem. A melhor arma que os marxistas tem é o esclarecimento, o questionamento, o senso crítico, a desalienação da sociedade; aos comunistas interessa uma sociedade atuante e culta. Ter medo do questionamento, da participação popular; é não ter uma postura revolucionária, quem deve temer a reflexão são os capitalistas e não os comunistas. Nossa mais humana ferramenta de emancipação da sociedade é a dialética, e esta não é propriedade de ninguém, tal como a sociedade que queremos construir, a sociedade socialista, onde a classe trabalhadora se emancipa do jugo da ditadura burguesa de mercado, e faça conquistar a liberdade, forjando um homem novo; como disse José Marti: "Ser culto é o único modo ser livre".

Clique no título e bons estudos: "Carta del Che Guevara à Armando Hart Dávalos"

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

El hambre, esa revoltosa


Por

Daniel Samper Pizano



Las protestas contra gobiernos dictatoriales del Medio Oriente nos dejan una noticia buena y una mala. La buena es que la movilización popular ya cobró la cabeza de dos sátrapas: Ben Ali en Túnez y Mubarak en Egipto. La mala es que la rebelión de las masas árabes no se debe solo a su amor por la libertad y sus anhelos democráticos, sino a un factor que podría marcar dramáticos hitos en el 2011 y el 2012 y amenazar a Colombia y América Latina: el hambre.

Como dice la informada bitácora ambiental Climate Progress, los ciudadanos que se lanzaron a las calles y arrinconaron a gobiernos autoritarios lo hicieron, primero que todo, porque "estaban furiosos por las alzas brutales en alimentos básicos, como arroz, cereales, aceite de cocina y azúcar".

Ha empezado ya una honda crisis de alimentos que, según expertos, es capaz de incendiar políticamente a medio planeta. En el 2008 la comida, que tres años antes estaba en 115 puntos del índice de precios de la FAO (agencia de la ONU para la alimentación), subió a 210 e incendió a Haití, Somalia y otros países. Los precios actuales superan ya los del 2008 y amenazan con dispararse en el curso de algunos meses.

Lester Brown, autoridad mundial en la materia, augura precios récord para el 2012. Esto significa que el número de hambrientos en el mundo subirá proporcionalmente. Ngozi Okonjo-Iweala, economista nigeriano, calcula que la crisis alimentaria de hace tres años hundió en la pobreza a 64 millones de personas que habían logrado salir de ella.

Varios factores conspiran para que así sea. Principalmente, la falta de agua para riego, que -por ejemplo- disminuyó la cosecha china de trigo en 8 por ciento; también los altos precios del petróleo y de los fertilizantes de él derivados, y los desastres naturales, cada vez más bravos e impredecibles por el cambio climático. El año pasado los incendios arrasaron los campos de cereales rusos, la lluvia destruyó la cosecha de trigo en Canadá y la sequía devastó la de soya en Argentina.

El hecho de que tales calamidades ocurran a miles de kilómetros de Colombia no quiere decir que no nos afecten. Nuestro país importa numerosos cereales, y su escasez en Australia o Ucrania repercute en precios más elevados para el ama de casa de Fusagasugá o Tamalameque. Padecemos un conjunto de males que hizo subir en 4,8 por ciento el precio de la comida en el 2010 y lo trepará a 5,7 este año.

El primer factor es ambiental: el invierno provocó en la Costa y en otros lugares del país una tragedia humanitaria y agrícola sin precedentes.

El segundo es circunstancial: la inseguridad, el deterioro de las vías y sucesos ocasionales como el paro de camioneros encarecen la comida. El tercero es el neoliberalismo, que acabó con la producción agrícola nacional y nos puso en manos de las multinacionales. Resulta deprimente que los descendientes de los chibchas importemos hoy tres cuartas partes del maíz que consumimos y paguemos por ello altos precios.

La crisis de alimentos no es una abstracción económica, sino una realidad que machaca a la población más pobre. Según informe reciente de la FAO, uno de cada cinco colombianos se acuesta con hambre. Son más de ocho millones de compatriotas, en su mayoría desplazados y desempleados, que no tienen qué comer. Algunos viven a tiro de piedra de los restaurantes lujosos de las ciudades. La FAO asegura que en Cazucá (barrio de Soacha, a media hora de Bogotá) hay familias enteras que pasan el día sin probar bocado. Otros habitan extensas zonas famélicas del mapa nacional. El 94 por ciento de los hogares chocoanos integrados por indígenas o afrocolombianos sufre "inseguridad alimentaria severa".

El hambre necesita poco para convertirse en protesta política, como lo demuestra el Medio Oriente. Hace 23 años el precio de la comida provocó la sangrienta revuelta del "caracazo", que cambió la historia de Venezuela. El hambre amenaza hoy a Evo Morales, en Bolivia. Hay que tenerle cuidado al hambre. Esa sí que es revoltosa.


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Camarada Vinícius: A violência do Estado burguês não nos intimida

Nosso camarada Vinícius, assistente social, servidor público no município de SP, mestrando em Serviço Social na PUC-SP, militante do PCB e do movimento de saúde foi cruelmente espancado por cerca de 8 policiais ontém, 18/02/2011 em protesto contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo, organizado por vários movimentos sociais. Está internado no Hospital do Servidor Público Municipal e fará cirurgia hoje. As fotos elucidam o abuso feito pela polícia militar.

Solicitamos às organizações e movimentos sociais que encaminhem moções de repúdio às atitudes dos policiais militares e solidariedade ao nosso companheiro, para que tal fato seja investigado e que a polícia militar seja responsabilizada. Já estamos começando a organizar um ato juntamente com várias organizações sindicais, estudantis e do movimento social.

Abaixo seguem os links das notícias e fotos:
http://noticias.uol.com.br/album/110217protesto_album.jhtm?abrefoto=15#fotoNav=16
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,protesto-contra-alta-do-onibus-em-sp-acaba-em-confronto-com-a-pm,680968,0.htm

As moções podem ser enviadas para o e-mail marxista82@yahoo.com.



NOTA DE REPÚDIO CONTRA A VIOLÊNCIA DO ESTADO

Uma série de protestos vem sendo realizadas na cidade de São Paulo diante doaumento absurdo da tarifa de ônibus. Sob o argumento de aumento dos custos, apopulação é violada em seus direitos. Não se presta informação sobre os lucros reais das empresas e o montante repassado em forma de subsídio ao transporte privado.

Os protestos formados por maioria jovem tem sido intensos e a truculência tem aumentado. As imagens expressam, mas não tudo que vem ocorrendo. No dia 17 de fevereiro varias pessoas foram agredidas com gás lacrimogêneo, balas de borracha, cassetetes, pela PM.

Um jovem assistente social foi brutalmente espancado por vários policiais que continuaram desferindo chutes e golpes de cassetetes quando a vítima estava imobilizada no chão, como demonstram fotos e vídeo do ato. Ele está hospitalizado e poderá passar por cirurgia.

Repudiamos toda forma de violência, mas principalmente a efetivada por agentes do Estado. Assim, exigimos que os atos cometidos sejam apurados imediata e rigorosamente. A divulgação é fundamental para que sociedade se posicione diante de tanta barbárie.

Exigimos a reforma das instituições repressivas que não se adequaram às legislações nacionais e os instrumentos internacionais aos quais o país aderiu formalmente. A cidade mais rica da América Latina não pode continuar a tratar a população, principalmente os jovens, com violência e opressão. Repudiamos que se tente silenciar a manifestação legítima do povo.

Aurea Satomi Fuziwara
Conselho Regional de Serviço Social - CRESS-SP
Somos mais de 24 mil assistentes sociais em SP
na defesa intransigente dos Direitos Humanos

CRESS-SP: 11 3351 7523;
fuziwara.aurea@gmail.com

São Paulo, 18 de fevereiro de 2011.

A todas as autoridades competentes
À Com. de Direitos Humanos da ALESP

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Cayó Mubarak, ¿y entonces…?


Oliver Zamora Oria


La Plaza Tahrir en El Cairo estalló; no en frustración, como sucedía cuando Mubarak juraba ante las cámaras permanecer en Egipto el resto de su vida y en el palacio presidencial hasta las elecciones de septiembre. No, los gritos del once de febrero fueron de alegría, de sueños hechos realidad, de aspiraciones contenidas durante treinta años, cuando el pueblo fue timado una vez más en la historia. El “triunfo” fue popular. Se le reconoce a esas millones de personas apostadas en plazas y calles, que supieron mantener el reclamo de “Fuera Mubarak” a pesar de los anzuelos lanzados por el gobierno para calmar la situación o jugar al desgaste.

Pero bajo el júbilo subyace un peligro casi invisible en las conmovedoras fotos, noticias y crónicas que dieron la vuelta al mundo durante las últimas semanas. El futuro de Egipto no es nítido, muchos intereses están en juego y los desenlaces más probables no son halagüeños para los millones que derrocaron al viejo presidente. El “Rais” se fue, pero quedaron sus colaboradores y beneficiarios, como el ahora negociador, Omar Suleiman, y el G

eneral Tantaui, jefe de la junta militar gobernante en la nación. ¿Cuánto de nuevo pueden ofrecer al pueblo los actuales decisores del futuro del país?

La precaria situación económica de Egipto, detonante real de las protestas, está enquistada en un neoliberalismo intacto, del cual son representantes también las fuerzas políticas que se repartirán el poder. Ese modelo neoliberal llenó los bolsillos de la élite y permitió el control de Estados Unidos en un país clave para sus intereses en el Medio Oriente. Las políticas neoliberales son parte de un proyecto de dominación regional a través de las inversiones y las empresas transnacionales; en momentos de relativa paz, son una estrategia más duradera y eficiente. La fortuna personal de Mubarak asciende a casi 70 mil millones de dólares. Sobre los montos de los quienes aún permanecen… no se habla.

Hasta el viernes 11 el pueblo y los grupos políticos llamados de oposición compartían un mismo objetivo: la renuncia del presidente. Logrado el propósito los intereses se divorcian; el pueblo ve el renacer de un nuevo país con empleos y una vida digna para sus habitantes, mientras la “oposición” ve la posibilidad

de colarse en la vida política. El próximo paso será una transición para negociar influencias y poder a cambio de una alianza estable sin el peligro de las revueltas populares. En ese diálogo los más fuertes son los sectores que estuvieron juntos a Mubarak, Estados Unidos e Israel a lo largo de estos treinta años, y no aquellos que se unieron al pueblo en las concentraciones esperando un futuro de posibilidades políticas.

El guión de esta historia se está escribiendo en Washington desde el inicio de las protestas. La Casa Blanca no tuvo compasión por Mubarak. Obama pedía la transición pacífica, mientras Hillary Clinton clamaba a favor de los manifestantes. La orden para el viejo aliado era abandonar el poder a cambio de protección. Eran tiempos muy diferentes a aquellos en que Obama se deshacía en elogios a Mubarak, como mismo hicieron todos los presidente norteamericanos desde Reagan hasta la actualidad. El futuro le corresponde ahora a los “segundos” de probada fidelidad a Estados Unidos, Israel y las viejas metrópolis europeas, quienes no permitirán afectaciones a sus intereses con gobiernos nacionalistas y populares.

Estimulados por el triunfo del viernes, el país árabe aún arde en llamas. Más de 600 obreros de una empresa de mantenimiento del Canal de Suez están en huelga por un aumento salarial del 15 por ciento, igual al prometido a los funcionarios públicos. Ese enclave es fundamental para la economía egipcia y mundial, aporta a las arcas nacionales casi 5 mil millones de dólares, alrededor de 50 buques atraviesan diariamente la zona y el ocho por ciento del comercio mundial usa esa vía marítima.

Suéz está lejos de de ser un lugar tranquilo, el pasado 28 de enero, los manifestantes quemaron una comisaria y varios comercios. La llama prendió también en el sector textil, uno de los pilares de las exportaciones egipcias. La mayor empresa del sector, con 24 mil empleados, inició este jueves un paro indefinido. En Alejandría, trabajadores de la salud y la educación también se declararon en huelga.

La continuidad de las revueltas prueba que en Egipto, más que una crisis política, lo vivido es la expresión política de una crisis económica. Aún se mantienen apostados en la Plaza Tahrir miles de egipcios y la inestabilidad continuará hasta que no se corrija lo que al parecer no hay intenciones de corregir: el modelo neoliberal y sus consecuencias. La raíz sigue siendo el cuarenta por ciento de pobreza extrema en una sociedad de ochenta millones de habitantes, la mitad de los niños mal nutridos, los sueldos irrisorios y el desempleo.

Para el pueblo hambriento, la caída del viejo mandatario es la primera de una serie de demandas. Mubarak era el mayor símbolo de la corrupción, la represión y la miseria, pero no el problema en sí. La llama aún está prendida.

Fuente: http://www.cubadebate.cu/opinion/2011/02/14/cayo-mubarak-y-entonces/

domingo, 13 de fevereiro de 2011

ALTO COMANDO MILITAR EGÍPCIO TEM SEDE EM WASHINGTON



Laerte Braga

O marechal Mohamed Hussein Tantawi, presidente do Supremo Conselho Militar do Egito e sucessor de Hosni Mubarak é parte da brutal ditadura contra a qual os egípcios se levantaram e obedece a Washington.

O ex-ditador não renunciou à “presidência da república”. Nem ele e nem o general Omar Suleiman, o “vice-presidente”. Na quinta-feira Mubarak discursou em rede nacional de televisão dizendo que permaneceria no poder até as eleições de setembro e na sexta, surpreendendo aos próprios revoltosos deixou o poder.

Entre quinta e sexta-feira o marechal Tantawi conversou cinco vezes por telefone com o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates. A última conversa foi após o pronunciamento de Mubarak e Gates disse ao marechal Tantawi que para manter a “ordem” e evitar o “caos” era necessário que Mubarak e Suleiman saíssem.

Quando se extrai um tumor maligno, ou a cirurgia remove o tumor e seu entorno, ou o tumor permanece vivo. Nada muda, apenas a sensação de mudança. É o que está acontecendo no Egito.

O governo provisório (pelo menos por enquanto, pode virar definitivo) vai afrouxar aqui e ali, mas só nos adereços, e as mudanças pretendidas pelos egípcios vai depender das ruas e da oficialidade jovem das forças armadas, fator decisivo na decisão dos EUA que determinaram ao marechal Tantawi o afastamento de Mubarak e Suleiman.

O alto comando militar egípcio tem sede em Washington e os velhos generais e marechais que comandam as forças armadas não diferem em nada de Hosni Mubarak, ele próprio, um marechal.

De uma certa forma o que vai acontecer é uma incógnita. Os próximos dias serão decisivos para a luta popular e a oficialidade jovem (muitos aderiram aos rebeldes na Praça da Libertação e isso foi vital para a decisão dos norte-americanos, o temor de uma rebelião dentro das forças armadas, o medo de perder o controle).

E transcendem ao Egito. Manifestações contra o governo ditatorial da Argélia estão sendo reprimidas de maneira violenta pela ditadura naquele país. No Iêmen o povo se levanta contra o governo e há indícios claros de insatisfação na Jordânia.

Chegam até a Israel, onde parte da população começa a perceber que os governos que sucederam a Rabin (assassinado por um fanático judeu logo após o acordo de paz assinado com Yasser Arafat) têm um caráter ditatorial e colocam em risco a segurança do país. Em Tel Aviv já acontecem manifestações pela paz com os palestinos, tanto quanto, líderes de movimentos de direitos humanos e pela paz são presos e condenados. Silenciados.

Se você acerta um lobo com um golpe não fatal o lobo se torna muito mais perigoso e apavorante que antes do golpe. É o caso dos EUA e toda a sua extensa rede de terror espalhada pelo mundo.

Imerso numa crise na qual se percebe o declínio do império, escora-se num arsenal bélico capaz de destruir o mundo quantas vezes for preciso para manter a democracia cristã e ocidental do deus mercado.

Não é uma nação, apenas um conglomerado terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A. E cada vez mais os norte-americanos vão se revelando um povo doente e fanático em sua imensa maioria.

Em Bruxelas, Bélgica, discutem um sistema antimísseis que cria um escudo protetor em toda a Europa e pretendem obter a concordância da Rússia, vale dizer, sua capitulação à OTAN – ORGANIZAÇÃO DO TRATADO ATLÂNTICO NORTE – braço terrorista do conglomerado na Europa.

A ressurreição do nazismo foi anunciada pelo primeiro-ministro da principal colônia do conglomerado no velho mundo, David Cameron. Falou em fim do multiculturalismo. A existência, coexistência e convivência entre diferentes. Pacífica e harmoniosa.

O que se viu na Praça da Libertação foi um povo sem preconceitos, cristãos e muçulmanos lutando e rezando em comum pelo fim da barbárie.

E a barbárie está em Washington, em Tel Aviv, em países árabes governados por ditadores, na Europa colonizada e cercada de bases militares do conglomerado terrorista por todos os lados.

Neste sábado, em Roma e várias cidades italianas, milhares de cidadãos vão às ruas para mostrar sua indignação com o primeiro-ministro Sílvio Berlusconi, uma reedição esfarrapada do Duce. A grande chacota do mundo, mas que cumpre à risca o papel que lhe cabe nesse espetáculo determinado pelos EUA. Não por outra razão é um dos donos de um império midiático.

Quem pensa que GLOBO, FOLHA, VEJA, etc. existem só no Brasil se engana. Os terroristas do conglomerado, desde a derrota militar no Vietnã aperfeiçoaram e aumentaram o controle da mídia em quase todos os países do mundo. É o arsenal da mentira repetida à exaustão até que vire “verdade”.

Em Argel o ditador colocou nas ruas policiais (via de regra recrutados entre assassinos como fazia Mubarak) e militares (que em quase todo o mundo, Brasil inclusive, se atribuem o monopólio do patriotismo na versão de Samuel Jackson, “o último refúgio dos canalhas.”

O Comitê de Segurança Nacional da Câmara de Deputados do conglomerado EUA/ISAREL TERRORISMO S/A, numa audiência na quarta-feira, nove de fevereiro, deu seu aval à ordem do presidente branco – disfarçado de negro – Barack Obama, para que o imã Anwar al-Awlaki, seja assassinado pelos “serviços secretos”. É acusado de pertencer a Al Qaeda e ser “mais perigoso que Osama bin Laden.

O imã nasceu no Novo México, nos EUA, é filho do atual ministro da Agricultura do Iêmen e acusado de vários “crimes de terrrorismo”. O espírito democrático, cristão e ocidental de Obama entende que deva ser assassinado em nome da liberdade e outras coisas mais, no fundo, para não atrapalhar os “negócios”.

O deus mercado exige sacrifício de mortais comuns que se oponham ao uso de tênis de marca, ao consumo de sanduíches Mcdonalds, se recusem a assistir as tevês do grande irmão, ou ouvir a suas rádios e ler seus jornais e revistas. A aceitar a ordem suprema e despirem-se da condição de humanos. Mortos vivos.

O que egípcios – cristãos e muçulmanos – mostraram ao mundo é que é possível sair da escuridão e enxergar o sol. É claro que a luta não termina na saída de Mubarak, é mais ampla e estende-se às nações de todo o mundo.

No terceiro dia do julgamento do pedido de extradição de Julian Assange feito pela antiga Suécia – importante base do conglomerado na Europa – o juiz Howard Ridlle pediu mais tempo para decidir se aceita ou não o pedido.

A falta de provas dos crimes imputados a Assange, responsável por revelar através do WIKILEAKS toda a podridão e terror do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A, deve ter sido o motivo. Vão tentar encontrar formas de entregar Assange a Suécia para que no curso normal de uma ação criminosa ele possa ser levado aos EUA e julgado. Corre o risco da pena de morte. De qualquer forma, para extraditá-lo vão precisar de muitos coelhos e muitas cartolas.

O último ministro das Relações Exteriores do Brasil (o atual é funcionário do Departamento de Estado do conglomerado), Celso Amorim, em entrevista telefônica a CARTA MAIOR – mídia limpa, sadia – afirmou que “as revoluções populares que o mundo assiste agora especialmente na Tunísia e no Egito, acontecem em países considerados amigos do Ocidente que não eram alvo de nenhum tipo de sanção por parte da comunidade internacional”. E fulminou – “isso mostra que a posição daqueles que defendem sanções contra o Irã é equivocada”.

O que chamam de chanceler brasileiro atualmente, Antônio Patriota, prepara-se para um encontro com Hilary Clinton no dia vinte e três. Vai sem sapatos e submisso, doido para ganhar uma cadeira permanente num conselho denominado de segurança. A instância maior das Nações Unidas, onde cinco países têm o direito de veto a qualquer proposta que contrarie seus interesses.

Quer o status e o direito de dizer amém.

Mohamed Hussein Tantawi, o marechal egípcio que assumiu o governo daquele país é só um nome. Poderia ser David Cameron, Sílvio Berlusconi, o primeiro-ministro sueco, Antônio Patriota, poderia ser José Sarney, por exemplo, que guarda com Hosni Mubarak e Omar Suleiman os mesmos cabelos pintados, provavelmente com tintura importada/doada pelo conglomerado (percepção do deputado Chico Alencar).

É por aí que o Egito e os egípcios transcendem a si próprios e se estendem por todo o mundo.

A luta pela sobrevivência do ser humano não será ganha em shoppings e nem diante da telinha inebriado com o BBB. Mas nas praças e ainda não terminou para os egípcios e nem começou para muitos povos.

É de sobrevivência. A suástica está em marcha, viva e feroz, no conglomerado terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A, no discurso de David Cameron, um dos porta-vozes da barbárie.

Por trás daquele discurso vazio e sem sentido de Obama na sexta-feira após a saída de Mubarak, o que existe de fato é o cinismo da estupidez e da violência do conglomerado. Palavras ocas para fora e ordens de assassinato para dentro.

Olga Benario Prestes: um exemplo para os jovens de hoje


A revolucionária, até o último dia de sua trágica existência, manteve-se firme perante o inimigo e solidária com as companheiras

07/02/2011

Anita Leocadia Prestes

Olga Benario Prestes nasceu em Munique (Alemanha) a 12 de fevereiro de 1908. Aos quinze anos de idade, sensibilizada pelos graves problemas sociais presentes na Alemanha dos anos de 1920, Olga viria a aproximar-se da Juventude Comunista, organização política em que passaria a militar ativamente. Aos 16 anos, apaixonada pelo jovem dirigente comunista Otto Braum, Olga sai da casa paterna e junto com o companheiro viaja para Berlim, onde ambos irão desenvolver intensa atividade política no bairro operário de Neukölln. Embora vivendo com nomes falsos, na clandestinidade, Olga e Otto acabam sendo presos em outubro de 1926. Ainda que Olga tenha ficado detida apenas dois meses, Otto permaneceu preso, acusado de “alta traição à pátria”. Em abril de 1928, Olga, à frente de um grupo de jovens comunistas, lidera assalto à prisão de Moabit para libertar Otto. A ação foi coroada de êxito total, pois além de o prisioneiro ter escapado da prisão de “segurança máxima”, Olga e seus camaradas conseguiram fugir incólumes. A cabeça de Olga é posta a prêmio pelas autoridades alemãs.

Tarefa internacional

Por decisão do Partido Comunista, Olga e Otto viajaram clandestinamente para Moscou, onde a jovem comunista de apenas 20 anos se torna dirigente destacada da Internacional Comunista da Juventude. No final de 1934, já separada de Otto, Olga recebe a tarefa da Internacional Comunista de acompanhar Luiz Carlos Prestes em sua viagem de volta ao Brasil, zelando pela sua segurança, uma vez que o governo Vargas decretara sua prisão. Prestes e Olga partiram de Moscou no final de dezembro de 1934, viajando com passaportes falsos, como marido e mulher, apesar de estarem se conhecendo naqueles dias. Durante a longa e acidentada viagem rumo ao Brasil, os dois se apaixonam, tornando-se efetivamente marido e mulher.

Em março de 1935, Prestes é aclamado, no Rio de Janeiro, presidente de honra da Aliança Nacional Libertadora (ANL), uma ampla frente única, cujo programa visava a luta contra o imperialismo, o latifúndio e a ameaça fascista, que pairava sobre o mundo e também sobre o Brasil. Prestes e Olga chegam ao Brasil em abril desse ano, passando a viver clandestinamente na cidade do Rio de Janeiro. O “Cavaleiro da Esperança” torna-se a principal liderança do movimento antifascista no Brasil e, assessorado o tempo todo por Olga, participa da preparação da insurreição armada contra o governo Vargas, a qual deveria estabelecer no país um governo Popular Nacional Revolucionário, representativo das forças sociais e políticas agrupadas na ANL.

Repressão e prisão

Com o insucesso dos levantes de novembro de 1935, desencadeia-se violenta repressão policial contra os comunistas e seus aliados. Em 5 de março de 1936, Prestes e Olga são presos no subúrbio carioca do Méier por ordem do famigerado capitão Filinto Muller, então chefe de polícia do governo Vargas. A ordem expedida aos agentes policiais era clara – a liquidação física de Luiz Carlos Prestes. No momento da prisão, Olga salvou-lhe a vida, interpondo-se entre ele e os policiais, impedindo o assassinato do líder revolucionário. Uma vez localizados e presos, Prestes e Olga foram violentamente separados. Ele, conduzido para o antigo quartel da Polícia Especial, no morro de Santo Antônio, no centro do Rio. Olga, após uma breve passagem pela Polícia Central, foi levada para a Casa de Detenção, situada então à rua Frei Caneca, onde ficou detida junto às demais companheiras que haviam participado do movimento da ANL.

Extradição

Prestes e Olga nunca mais se veriam. Em setembro de 1936, Olga, grávida de sete meses, era extraditada para a Alemanha hitlerista pelo governo de Getúlio Vargas. Junto com Elise Ewert, outra comunista e internacionalista alemã que participara da luta antifascista no Brasil, foi embarcada à força, na calada da noite, no navio cargueiro alemão “La Coruña”, viajando ilegalmente, sem culpa formada, sem julgamento nem defesa. O comandante do navio recebeu ordens expressas de cônsul alemão no Brasil para dirigir-se direto a Hamburgo, sem parar em nenhum outro porto estrangeiro, pois havia precedentes de os portuários franceses e espanhóis resgatarem prisioneiros deportados para a Alemanha, quando tais navios aportavam à Espanha ou à França. Após longa e pesada travessia, as duas prisioneiras foram conduzidas incomunicáveis para a prisão de mulheres de Barnimstrasse, em Berlim, onde Olga deu à luz sua fi lha Anita Leocadia, em novembro de 1936.

Numa exígua cela dessa prisão, submetida a regime de rigoroso isolamento, Olga conseguiu criar a fi lha até a idade de 14 meses, graças à ajuda, em alimentos, roupas e dinheiro, que recebeu da mãe e da irmã de Prestes. Ambas se encontravam em Paris dirigindo a campanha internacional de solidariedade aos presos políticos no Brasil. Com a deportação de Olga, a campanha se ampliara em defesa da esposa de Prestes e de sua filha. Várias delegações estrangeiras foram à Alemanha pressionar a Gestapo, obtendo afinal a entrega da criança à avó paterna – Leocádia Prestes, mulher valente e decidida, a quem o grande poeta chileno Pablo Neruda dedicou o poema Dura Elegia, que se inicia com o verso : “Señora, hiciste grande, más grande, a nuestra América...”

Assassinada numa câmara de gás

A campanha internacional, que atingiu vários continentes, não conseguiu, contudo, a libertação de Olga. Logo depois ela seria transferida para a prisão de Lichtenburg, situada a cem quilômetros ao sul de Berlim. Um ano mais tarde, Olga era confinada no campo de concentração de Ravensbruck, onde juntamente com milhares de outras prisioneiras seria submetida a trabalhos forçados para a indústria de guerra da Alemanha nazista. A situação de Olga seria particularmente penosa, pois carregava consigo duas pechas consideradas fatais – a de comunista e a de judia. Em abril de 1942, Olga era transferida, numa leva de prisioneiras marcadas para morrer, para o campo de concentração de Bernburg, onde seria assassinada numa câmara de gás.

O exemplo

Olga, segundo os depoimentos de todos que a conheceram e conviveram com ela, nunca vacilou diante das grandes provações que teve que enfrentar. Até o último dia de sua trágica existência, manteve-se firme perante o inimigo e solidária com as companheiras. Ao despedir-se do marido e da fi lha, antes de ser levada para a morte, escreveu: ”Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo”; “até o último momento manter-me-ei firme e com vontade de viver”.

A vida e a luta de uma revolucionária como Olga, comunista e internacionalista, não foi em vão; seu heroísmo serve de exemplo e de inspiração para os jovens de hoje.

Anita Leocádia Prestes é professora do Programa de Pós-graduação em História Comparada da UFRJ e Presidente do Instituto Luiz Carlos Prestes.

Artigo publicado originalmente na edição 414 do Brasil de Fato.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Marxismo e revisionismo, na visão do Comandante Che Guevara



Carta do Comandante Ernesto Che Guevara a Armando Hart Dávalos, escrita em 4 de dezembro de 1965. Armando Hart foi ministro da Educação (1960–1965) e ministro da Cultura (1976–1997), atualmente é membro do Conselho de Estado da República de Cuba


Meu querido Secretário:

Felicito-te pela oportunidade que te deram de ser Deus; tens 6 dias para isso. Antes de que termines e te sentes a descansar (…), quero te expor algumas ideiazinhas sobre a cultura de nossa vanguarda e de nosso povo em geral.

Neste longo período de férias meti o nariz na filosofia, coisa que faz tempo pensava fazer. Encontrei-me com a primeira dificuldade: em Cuba não há nada publicado, se excluímos os tijolos soviéticos que têm o inconveniente de não te deixar pensar; já que o partido o fez por você e você deve digerir. Como método, é o mais antimarxista, mas além disso costumam ser muito ruins. A segunda, e não menos importante, foi meu desconhecimento da linguagem filosófica (tenho lutado duramente com o professor Hegel e no primeiro round me deu duas quedas). Por isso fiz um plano de estudo para mim que, acredito, pode ser estudado e melhorado muito para constituir a base de uma verdadeira escola de pensamento; já fizemos muito, mas algum dia teremos também que pensar. O meu plano é de leituras, naturalmente, mas pode se adaptar a publicações sérias da editora política.

Se você der uma olhada em suas publicações poderá ver a profusão de autores soviéticos e franceses que tem.

Isso se deve à comodidade na obtenção de traduções e ao seguidismo ideológico. Assim não se dá cultura marxista ao povo, no máximo divulgação marxista, o que é necessário, se a divulgação é boa (não é este o caso), mas insuficiente.

Meu plano é este:

I. Clássicos filosóficos

II. Grandes dialéticos e materialistas

III. Filósofos modernos

IV. Clássicos da Economia e precursores

V. Marx e o pensamento marxista

VI. Construção socialista

VII. Heterodoxos e Capitalistas

VIII. Polêmicas

Cada série tem independência com relação à outra e poderia se desenvolver assim:

I. Tomam-se os clássicos conhecidos já traduzidos ao espanhol, acrescentando-se um estudo preliminar sério de um filósofo, marxista se for possível, e um amplo vocabulário explicativo. Simultaneamente, se publica um dicionário de termos filosóficos e alguma história da filosofia. Tal vez pudesse ser Dennyk e a de Hegel. A publicação poderia seguir certa ordem cronológica seletiva, quer dizer, começar por um livro ou dois dos maiores pensadores e desenvolver a série até concluí-la na época moderna, retornando ao passado com outros filósofos menos importantes e aumentando volumes dos mais representativos, etc.

II. Aqui se pode seguir o mesmo método geral, fazendo compilações de alguns antigos (há tempo li um estudo em que estavam Demócrito, Heráclito e Leucipo, feito na Argentina).

III. Aqui se publicariam os mais representativos filósofos modernos, acompanhados de estudos sérios e minuciosos de gente entendida (não precisa ser cubana) com a correspondente crítica quando representem os pontos de vista idealistas.

V. Está se realizando já, mas sem nenhuma ordem e faltam obras fundamentais de Marx. Aqui seria necessário publicar as obras completas de Marx e Engels, Lenin, Stalin e outros grandes marxistas. Ninguém leu nada de Rosa Luxemburgo, por exemplo, que cometeu erros em sua crítica de Marx (tomo III) mas morreu assassinada, e o instinto do imperialismo é superior ao nosso nestes aspectos. Faltam também pensadores marxistas que depois saíram dos trilhos, como Kautsky e Hilferding que fizeram aportes e muitos marxistas contemporâneos, não totalmente escolásticos.

VI. Construção socialista. Livros que tratem de problemas concretos, não só dos atuais governantes, mas do passado, fazendo pesquisas sérias sobre os aportes de filósofos e, sobretudo, economistas ou estadistas.

VII. Aqui viriam os grandes revisionistas (se quiserem podem pôr Kruschev), bem analisados, mais profundamente que nenhum outro, e devia estar teu amigo Trotsky, que existiu e escreveu, ao que parece. Ademais, grandes teóricos do capitalismo como Marshall, Keynes, Schumpeter, etc. Também analisados a fundo com a explicação dos porquês.

VIII. Como seu nome o indica, este é o mais polêmico, mas o pensamento marxista avançou assim. Proudhon escreveu Filosofia da miséria e se sabe que existe pela Miséria da filosofia. Uma edição crítica pode ajudar a compreender a época e o próprio desenvolvimento de Marx, que não estava completo ainda. Estão Robertus e Dürhing nessa época e depois os revisionistas e os grandes polemistas dos anos 20 na URSS, provavelmente os mais importantes para nós.

Agora vejo que me escapou um, motivo pelo qual mudou a ordem (estou escrevendo voando).

Seria o IV, Clássicos da economia e precursores, onde estariam desde Adam Smith, os fisiocratas, etc.

É um trabalho gigantesco, mas Cuba o merece e acredito que poderias tentar. Não te canso mais com este blá-blá-blá. Escrevi a você porque meu conhecimento dos atuais responsáveis da orientação ideológica é pobre e, talvez, não fosse prudente fazê-lo por outras considerações (não só a do seguidismo, que também conta).

Bem, ilustre colega de lides filosóficas, te desejo sucesso.

Espero que nos vejamos no sétimo dia. Um abraço aos abraçáveis, me incluindo de passagem à tua cara e belicosa amizade.

Ernesto “Che” Guevara 04/12/1965

Por que Zurdo?

O nome do blog foi inspirado no filme Zurdo de Carlos Salcés, uma película mexicana extraordinária.


Zurdo em espanhol que dizer: esquerda, mão esquerda.
E este blog significa uma postura alternativa as oficiais, as institucionais. Aqui postaremos diversos assuntos como política, cultura, história, filosofia, humor... relacionadas a realidades sem tergiversações como é costume na mídia tradicional.
Teremos uma postura radical diante dos fatos procurando estimular o pensamento crítico. Além da opinião, elabora-se a realidade desvendando os verdadeiros interesses que estão em disputa na sociedade.

Vos abraço com todo o fervor revolucionário

Raoul José Pinto



ZZ - ESTUDAR SEMPRE

  • A Condição Pós-Moderna - DAVID HARVEY
  • A Condição Pós-Moderna - Jean-François Lyotard
  • A era do capital - HOBSBAWM, E. J
  • Antonio Gramsci – vida e obra de um comunista revolucionário
  • Apuntes Criticos A La Economia Politica - Ernesto Che Guevara
  • As armas de ontem, por Max Marambio,
  • BOLÍVIA jakaskiwa - Mariléia M. Leal Caruso e Raimundo C. Caruso
  • Cultura de Consumo e Pós-Modernismo - Mike Featherstone
  • Dissidentes ou mercenários? Objetivo: liquidar a Revolução Cubana - Hernando Calvo Ospina e Katlijn Declercq
  • Ensaios sobre consciência e emancipação - Mauro Iasi
  • Esquerdas e Esquerdismo - Da Primeira Internacional a Porto Alegre - Octavio Rodríguez Araujo
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  • Fidel Castro: biografia a duas vozes - Ignacio Ramonet
  • Haciendo posible lo imposible — La Izquierda en el umbral del siglo XXI - Marta Harnecker
  • Hegemonias e Emancipações no século XXI - Emir Sader Ana Esther Ceceña Jaime Caycedo Jaime Estay Berenice Ramírez Armando Bartra Raúl Ornelas José María Gómez Edgardo Lande
  • HISTÓRIA COMO HISTÓRIA DA LIBERDADE - Benedetto Croce
  • Individualismo e Cultura - Gilberto Velho
  • Lênin e a Revolução, por Jean Salem
  • O Anti-Édipo — Capitalismo e Esquizofrenia Gilles Deleuze Félix Guattari
  • O Demônio da Teoria: Literatura e Senso Comum - Antoine Compagnon
  • O Marxismo de Che e o Socialismo no Século XXI - Carlos Tablada
  • O MST e a Constituição. Um sujeito histórico na luta pela reforma agrária no Brasil - Delze dos Santos Laureano
  • Os 10 Dias Que Abalaram o Mundo - JOHN REED
  • Para Ler O Pato Donald - Ariel Dorfman - Armand Mattelart.
  • Pós-Modernismo - A Lógica Cultural do Capitalismo Tardio - Frederic Jameson
  • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira
  • Simulacro e Poder - uma análise da mídia, de Marilena Chauí (Editora Perseu Abramo, 142 páginas)
  • Soberania e autodeterminação – a luta na ONU. Discursos históricos - Che, Allende, Arafat e Chávez
  • Um homem, um povo - Marta Harnecker

zz - Estudar Sempre/CLÁSSICOS DA HISTÓRIA, FILOSOFIA E ECONOMIA POLÍTICA

  • A Doença Infantil do Esquerdismo no Comunismo - Lênin
  • A História me absolverá - Fidel Castro Ruz
  • A ideologia alemã - Karl Marx e Friedrich Engels
  • A República 'Comunista' Cristã dos Guaranis (1610-1768) - Clóvis Lugon
  • A Revolução antes da Revolução. As guerras camponesas na Alemanha. Revolução e contra-revolução na Alemanha - Friedrich Engels
  • A Revolução antes da Revolução. As lutas de classes na França - de 1848 a 1850. O 18 Brumário de Luis Bonaparte. A Guerra Civil na França - Karl Marx
  • A Revolução Burguesa no Brasil - Florestan Fernandes
  • A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky - Lênin
  • A sagrada família - Karl Marx e Friedrich Engels
  • Antígona, de Sófocles
  • As tarefas revolucionárias da juventude - Lenin, Fidel e Frei Betto
  • As três fontes - V. I. Lenin
  • CASA-GRANDE & senzala - Gilberto Freyre
  • Crítica Eurocomunismo - Ernest Mandel
  • Dialética do Concreto - KOSIK, Karel
  • Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico - Friedrich Engels
  • Do sonho às coisas - José Carlos Mariátegui
  • Ensaios Sobre a Revolução Chilena - Manuel Castells, Ruy Mauro Marini e/ou Carlos altamiro
  • Estratégia Operária e Neocapitalismo - André Gorz
  • Eurocomunismo e Estado - Santiago Carrillo
  • Fenomenologia da Percepção - MERLEAU-PONTY, Maurice
  • História do socialismo e das lutas sociais - Max Beer
  • Manifesto do Partido Comunista - Karl Marx e Friedrich Engels
  • MANUAL DE ESTRATÉGIA SUBVERSIVA - Vo Nguyen Giap
  • MANUAL DE MARXISMO-LENINISMO - OTTO KUUSINEN
  • Manuscritos econômico filosóficos - MARX, Karl
  • Mensagem do Comitê Central à Liga dosComunistas - Karl Marx e Friedrich Engels
  • Minima Moralia - Theodor Wiesengrund Adorno
  • O Ano I da Revolução Russa - Victor Serge
  • O Caminho do Poder - Karl Kautsky
  • O Marxismo e o Estado - Norberto Bobbio e outros
  • O Que Todo Revolucionário Deve Saber Sobre a Repressão - Victo Serge
  • Orestéia, de Ésquilo
  • Os irredutíveis - Daniel Bensaïd
  • Que Fazer? - Lênin
  • Raízes do Brasil - Sérgio Buarque de Holanda
  • Reforma ou Revolução - Rosa Luxemburgo
  • Revolução Mexicana - antecedentes, desenvolvimento, conseqüências - Rodolfo Bórquez Bustos, Rafael Alarcón Medina, Marco Antonio Basilio Loza
  • Revolução Russa - L. Trotsky
  • Sete ensaios de interpretação da realidade peruana - José Carlos Mariátegui/ Editora Expressão Popular
  • Sobre a Ditadura do Proletariado - Étienne Balibar
  • Sobre a evolução do conceito de campesinato - Eduardo Sevilla Guzmán e Manuel González de Molina

ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA

  • 1984 - George Orwell
  • A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende
  • A Espera dos Bárbaros - J.M. Coetzee
  • A hora da estrela - Clarice Lispector
  • A Leste do Éden - John Steinbeck,
  • A Mãe, MÁXIMO GORKI
  • A Peste - Albert Camus
  • A Revolução do Bichos - George Orwell
  • Admirável Mundo Novo - ALDOUS HUXLEY
  • Ainda é Tempo de Viver - Roger Garaud
  • Aleph - Jorge Luis Borges
  • As cartas do Pe. Antônio Veira
  • As Minhas Universidades, MÁXIMO GORKI
  • Assim foi temperado o aço - Nikolai Ostrovski
  • Cem anos de solidão - Gabriel García Márquez
  • Contos - Jack London
  • Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski
  • Desonra, de John Maxwell Coetzee
  • Desça Moisés ( WILLIAM FAULKNER)
  • Don Quixote de la Mancha - Miguel de Cervantes
  • Dona flor e seus dois maridos, de Jorge Amado
  • Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago
  • Ensaio sobre a lucidez, de José Saramago
  • Fausto - JOHANN WOLFGANG GOETHE
  • Ficções - Jorge Luis Borges
  • Guerra e Paz - LEON TOLSTOI
  • Incidente em Antares, de Érico Veríssimo
  • Memórias do Cárcere - Graciliano Ramos
  • O Alienista - Machado de Assis
  • O amor nos tempos do cólera - Gabriel García Márquez
  • O Contrato de Casamento, de Honoré de Balzac
  • O Estrangeiro - Albert Camus
  • O homem revoltado - Albert Camus
  • O jogo da Amarelinha – Júlio Cortazar
  • O livro de Areia – Jorge Luis Borges
  • O mercador de Veneza, de William Shakespeare
  • O mito de Sísifo, de Albert Camus
  • O Nome da Rosa - Umberto Eco
  • O Processo - Franz Kafka
  • O Príncipe de Nicolau Maquiavel
  • O Senhor das Moscas, WILLIAM GOLDING
  • O Som e a Fúria (WILLIAM FAULKNER)
  • O ULTIMO LEITOR - PIGLIA, RICARDO
  • Oliver Twist, de Charles Dickens
  • Os Invencidos, WILLIAM FAULKNER
  • Os Miseravéis - Victor Hugo
  • Os Prêmios – Júlio Cortazar
  • OS TRABALHADORES DO MAR - Vitor Hugo
  • Por Quem os Sinos Dobram - ERNEST HEMINGWAY
  • São Bernardo - Graciliano Ramos
  • Vidas secas - Graciliano Ramos
  • VINHAS DA IRA, (JOHN STEINBECK)

ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA GUERRILHEIRA

  • A Guerra de Guerrilhas - Comandante Che Guevara
  • A montanha é algo mais que uma imensa estepe verde - Omar Cabezas
  • Da guerrilha ao socialismo – a Revolução Cubana - Florestan Fernandes
  • EZLN – Passos de uma rebeldia - Emilio Gennari
  • Imagens da revolução – documentos políticos das organizações clandestinas de esquerda dos anos 1961-1971; Daniel Aarão Reis Filho e Jair Ferreira de Sá
  • O Diário do Che na Bolívia
  • PODER E CONTRAPODER NA AMÉRICA LATINA Autor: FLORESTAN FERNANDES
  • Rebelde – testemunho de um combatente - Fernando Vecino Alegret

ZZ- Estudar Sempre /GEOGRAFIA EM MOVIMENTO

  • Abordagens e concepções de território - Marcos Aurélio Saquet
  • Campesinato e territórios em disputa - Eliane Tomiasi Paulino, João Edmilson Fabrini (organizadores)
  • Cidade e Campo - relações e contradições entre urbano e rural - Maria Encarnação Beltrão Sposito e Arthur Magon Whitacker (orgs)
  • Cidades Médias - produção do espaço urbano e regional - Eliseu Savério Sposito, M. Encarnação Beltrão Sposito, Oscar Sobarzo (orgs)
  • Cidades Médias: espaços em transição - Maria Encarnação Beltrão Spósito (org.)
  • Geografia Agrária - teoria e poder - Bernardo Mançano Fernandes, Marta Inez Medeiros Marques, Júlio César Suzuki (orgs.)
  • Geomorfologia - aplicações e metodologias - João Osvaldo Rodrigues Nunes e Paulo César Rocha
  • Indústria, ordenamento do território e transportes - a contribuição de André Fischer. Organizadores: Olga Lúcia Castreghini de Freitas Firkowski e Eliseu Savério Spósito
  • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira