sábado, 8 de janeiro de 2011

Tropas de Desestabilização*


José Luis Patrola e Thalles Gomes

“A Minustah deveria pacificar o país e hoje estamos pior. A Minustah mata haitianos", denunciou Ladiou Novembre, professor de ensino médio em Porto Príncipe, durante uma das dezenas de manifestações que eclodiram por todo o país nos últimos meses contra a ocupação militar da Minustah, a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti.

De fato, 2010 tem sido o ano mais controverso da atuação da Minustah, que ocupa o território haitiano desde julho de 2004, quando foi criada sob o pretexto de que o Haiti representava “uma ameaça à paz e segurança da região”.

Durante os últimos seis anos foram recorrentes as denúncias de tortura, estupro e assassinato por parte de soldados da Minustah. Além disso, passados mais de onze meses desde o terremoto que abalou o país em 12 de Janeiro de 2010, as tropas da ONU ainda não foram capazes de dar uma resposta eficaz às vitimas do terremoto. Ruínas e acampamentos improvisados tomam as ruas da capital Porto Príncipe, mas não se vê nenhuma movimentação por parte das tropas militares para reconstrução de prédios e edifícios.

Ainda sob os efeitos dos estragos causados pelo terremoto, uma epidemia de cólera se alastrou pelo país a partir de meados de outubro, matando até a primeira quinzena de dezembro mais de dois mil haitianos e infectando outros 100 mil. Uma pesquisa divulgada no início de dezembro pelo jornal Le Nouvelliste confirmou aquilo que a população haitiana já suspeitava: foi a própria Minustah quem introduziu a cólera no Haiti. A pedido do governo da França, o epidemiologista francês Renaud Piarroux realizou uma investigação científica durante o mês de novembro e concluiu que a bactéria causadora da cólera foi trazida a solo haitiano pelo batalhão nepalês das Nações Unidas localizado no município de Mirebalais, às margens do Rio Lartibonite, que corta boa parte do país e é indicado como o principal foco de disseminação da epidemia.

A essa conjuntura calamitosa somaram-se conturbadas eleições presidenciais realizadas sob o aval da ONU no último dia 28 de novembro. Apesar dos apelos de diversos setores da população haitiana, de ONGs estrangeiras e inclusive da maioria dos candidatos, que solicitavam o adiamento da eleição até que a epidemia estivesse sob controle, a Minustah, junto com o Conselho Eleitoral Provisório [CEP], decidiram manter a data do pleito. O resultado foram eleições marcadas por diversas irregularidades como ausência e saque de urnas, atuação truculenta de militares, detenções, tiros e o assassinato de um jovem no departamento de Lartibonite, segundo informações da imprensa local e de observadores internacionais.

Os dias posteriores ao pleito foram marcados por denúncias de fraudes e marchas populares exigindo o cancelamento das eleições, sendo que pelo menos duas pessoas foram mortas em confronto com as tropas da ONU. Os aeroportos locais foram fechados. Os resultados preliminares divulgados em 07 de novembro pelo CEP mostraram a vitória em primeiro turno da ex-primeira-dama Mirlande Manigat, de 70 anos, com 31,37% dos votos, seguida por Jude Celestin, candidato do atual presidente Rene Preval, com 22,48%, enquanto o cantor Michel Martelly ocupava o terceiro lugar, com 21,85%.

Novos protestos foram registrados no país após o anúncio dos resultados, já que os simpatizantes de Martelly acreditam que fraudes levaram o candidato governista ao segundo turno, que deve acontecer em janeiro. Após as reiteradas denúncias e a pressão internacional, a Minustah e o Conselho Eleitoral Provisório (CEP) do Haiti anunciaram no dia 09 de dezembro que revisariam os resultados do primeiro turno das eleições presidenciais.

É diante desse quadro de caos generalizado, com eleições fraudulentas, epidemia de cólera se alastrando a cada dia, ruínas e acampamentos improvisados causados por furacões e terremotos que se encontra o Haiti atualmente, o que faz emergir a pergunta sobre qual a real função da Missão da ONU no país e que papel ela joga na conjuntura atual do país e do continente. Mas para responder a essa questão é preciso compreender não só a formação em si do Haiti enquanto nação, como também inserir a Minustah dentro da trajetória de constante interferência de forças estrangeiras, armadas ou não, nessa formação.

Forças estrangeiras

O processo revolucionário que culminou com a independência haitiana em 1804 foi marcado por duras e sangrentas batalhas. Durante treze anos, mulatos e escravos daquela que era a colônia mais próspera das Américas derrotaram as três maiores potências bélicas do mundo. Os exércitos da Espanha, Inglaterra e França foram expulsos da pequena ilha caribenha e no dia primeiro de janeiro de 1804 o general Jean Jacques Dessalines declarou a independência do Haiti, até hoje a única revolução de escravos vitoriosa da história. Como afirma Gerald Mathurin, agrônomo e coordenador do movimento camponês KROS [Kòdinasyon Rejyonal Òganizasyon Sidès]: “Saímos do nada, de uma condição subumana, de uma massa de gente que não falava a mesma língua, que era açoitada dia e noite. E desta condição conseguimos com destreza e com visão liberar um país e fazer a independência. É um ato maior na história do mundo, porque vamos colocar em cena uma raça, uma qualidade de pessoas que antes se afirmava não serem humanos”.

Mas as potências ocidentais venderiam caro a derrota e continuaram com as ameaças de invasão do território haitiano. Isso obrigou os primeiros governantes haitianos a conformar uma verdadeira economia de defesa, investindo maciçamente na aquisição de armamentos e na construção de fortes por toda a costa haitiana, no intuito de impedir uma nova invasão e a recolonização do país.

Mas não era só com armas que as forças estrangeiras pressionavam o Haiti. A França, em conluio com os Estados Unidos, impuseram um embargo econômico ao novo país. Sem a possibilidade de aumentar suas divisas com a exportação de produtos, sem recursos para continuar resistindo às investidas militares, vendo os generais do antigo exército libertador imersos em disputas e assassinatos pelo poder, em 1825 o então presidente Jean Pierre Boyer sede à pressão francesa e concorda com o pagamento de uma suposta ‘dívida da independência’ a sua ex-metrópole, o que na prática sepultou de vez qualquer possibilidade de soberania econômica da jovem nação.

Conforma-se então, nas palavras do economista Camille Chalmers, “um Estado oligárquico, um Estado ao redor de novas classes dominantes que construíram seu poder marginalizando sistematicamente a classe camponesa que havia realizado a revolução antiescravista. Dessa forma, trata-se de um Estado que se constitui de maneira totalmente oposta à nação. Um Estado opressivo, um Estado oligárquico, um Estado depredador, que define seus interesses sobre o intercâmbio comercial com o estrangeiro e com o mercado capitalista”.

É desta cisão entre Estado e população que nascerá o clima de instabilidade política que permeará a história do Haiti até os dias de hoje. As seguidas intervenções estrangeiras que virão, ao invés de sanar essa situação, apenas a reforçarão.

É o que acontece em 1915, quando cerca de 20.000 marines estadunidenses invadem o país e lá permanecem até 1936, criando um Estado totalmente dependente e com um exército que obedece às ordens que vem diretamente de Washington, realizando assim a substituição da dependência do Haiti ante as potências européias pela dependência direta aos Estados Unidos.

Mas as intervenções não pararam por aí. Em 1957 o ditador François Duvalier chegou ao poder sob os auspícios do governo estadunidense. Durante os 29 anos de ditadura militar – primeiro com François Duvalier e, a partir de sua morte em 1971, com seu filho Jean Claude Duvalier – foram assassinados mais de 30.000 haitianos e a dívida externa do país subiu 40%.

Com a queda da ditadura dos Duvalier no final da década de oitenta, configura-se no Haiti um movimento de massas que busca resgatar a soberania nacional, um movimento popular que não estava lutando somente contra a ditadura, mas reivindicava também mudanças substanciais no contrato social. Uma nova repartição da riqueza, a realização da reforma agrária e o fim da marginalização do setor camponês. Foi esse movimento de massas que elegeu o padre Jean Bertrand Aristide para a presidência em 1990. Este movimento tão forte foi duramente golpeado através de dois golpes de estado, em 1991 e 1994, com mais de 20.000 soldados dos Estados Unidos e toda uma estratégia de divisão, fragmentação e corrupção do movimento social popular através dos projetos de desenvolvimento das ONGs e das agências humanitárias como a USAID. Assim que, frente a esse movimento popular que tinha reivindicações claramente anti-neoliberais, montou-se todo um projeto neoliberal e grande parte da classe dominante haitiana aderiu a esse projeto, que foi implantado aproveitando a grande repressão ao movimento social. Estima-se que cerca de quatro mil haitianos foram mortos nesse período e mais de 12 mil militantes sociais forçados a exilar-se do país.

Novo século, novas ocupações

O século XXI se inicia com uma nova eleição de Jean Bertrand Aristide para a presidência do Haiti. Diante de um governo conturbado, que tenta conjugar frágeis aspirações soberanas com os interesses neoliberais imperialistas, a população haitiana presencia o surgimento de grupos paramilitares que, patrocinados pela CIA, iniciam o processo de desestabilização do governo em meados de 2003, até que em 2004 – ano do bicentenário da independência haitiana – Aristide é novamente deposto do poder após uma nova ocupação militar estadunidense.

A invasão dos marines é seguida pela resolução do Conselho de Segurança da ONU que determina a criação de uma missão de estabilização do Haiti, já que o país é visto como uma ameaça para a segurança do hemisfério. Formada por soldados de 36 países, tendo o exército brasileiro à frente e contando com a presença massiva de contingentes latino-americanos, as tropas da Minustah desembarcam em solo haitiano em abril de 2004, sob a falsa retórica de uma cooperação Sul-Sul que escamoteia uma ocupação militar no continente americano em pleno século XXI. Seus objetivos se dividem em quatro pilares fundamentais: estabilizar o país; pacificar e desarmar os grupos guerrilheiros e rebeldes; promover eleições livres e probas e fomentar o desenvolvimento institucional e econômico do Haiti.

Nos primeiros anos de ocupação militar, a Minustah se confrontou de fato com grupos armados e sequestradores que se escondiam em bairros pobres e representavam uma ameaça para a sociedade. Esses grupos foram eliminados ou presos, tanto que hoje o Haiti possui uma média de apenas 15 homicídios para cada 10 mil habitantes, enquanto países mais desenvolvidos como o Brasil e a África do Sul ostentam, respectivamente, 57 e 250 homicídios por 10 mil habitantes. A Minustah cumpria assim um de seus papéis, estabilizar o país frente às ameaças dos “bandos”. Lamentavelmente, a tropas da ONU não se preocuparam em eliminar ou prender os chefes dos grupos paramilitares patrocinados pela CIA, muito menos em garantir eleições probas e o desenvolvimento econômico do Haiti.

Crise estrutural

A vulnerabilidade causada pela epidemia de cólera, pela passagem de furacões e pelo terremoto de 12 de Janeiro não se origina em catástrofes naturais ou numa suposta falta de segurança no Haiti. A população haitiana se encontra nesta situação de constante vulnerabilidade devido aos graves problemas estruturais que assolam o país.

O Haiti é hoje a nação mais pobre do continente americano, com 56% da população abaixo da linha da pobreza, 39% analfabeta e com uma expectativa de vida de apenas 58,1 anos. Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), um em cada dois haitianos não tem acesso à água potável e apenas 19% da população têm acesso ao sistema de saneamento básico. Apesar de ser uma sociedade essencialmente rural, com 66% da população vivendo no campo, as famílias camponesas não tem acesso a terra ou créditos, o que faz com que hoje o Haiti importe 80% dos alimentos que consome.

No Haiti, a miséria já existia antes de qualquer terremoto, furacão ou cólera.

Ao não lidar com os problemas estruturais, atuando para amenizar as conseqüências das tragédias ao invés de buscar combater suas causas, a atuação das forças estrangeiras só reforça a instabilidade e vulnerabilidade do país. Entretanto, longe de configurar um erro de estratégia ou falta de conhecimento, essa parece ser uma atitude prenhe de intencionalidade. Não por coincidência, o Haiti é hoje o 4º maior importador de arroz dos Estados Unidos, zonas francas ‘maquiladoras’ se espalham na fronteira com a República Dominicana enriquecendo através da super-exploração da força do trabalho, um contingente de cerca de três milhões de haitianos e haitianas serve de mão-de-obra barata no exterior e o ex-presidente estadunidense Bill Clinton foi escolhido para gerir os $9,9 bilhões de dólares a serem destinados à Comissão Provisória para a Reconstrução do Haiti (CIRH).

Ao que parece, a miséria haitiana gera lucros e suas tragédias alimentam o desenvolvimento alheio.

Diante dessa conjuntura, a grande pergunta que se coloca a população latino-americana e aos governos dos países que mantém seus exércitos ocupando o território haitiano há mais de seis anos é: que interesses defende realmente a Minustah e o que tem feito para ajudar o Haiti a superar sua crise estrutural?

Para Gerald Mathurin, a resposta parece ser simples: “Os militares que vieram antes, e os que vêm agora, têm sempre a mesma missão, têm sempre o mesmo objetivo, que é aplicar o projeto do imperialismo”.

*[Artigo publicado na Revista America Latina en Movimiento 461 http://alainet.org/publica/461.phtml]



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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

HIPOCRESÍA! NO MÁS!


En 20 de diciembre de 2010

*Vânia Mattos

**Traducción Bolívar Almeida


“Libertad es el derecho que todo hombre tiene a ser honrado, y a pensar y hablar sin hipocresía” . (José Martí)


Luchar por la libertad! Indudablemente, uno de los más grandes ideales de José Martí, en sus reflexiones y actos por la independencia de Cuba. Martí comprendió el dinamismo de la historia, y que toda guerra por la libertad es una batalla de ideas.

La libertad de pensar y hablar sin hipocresía de que habla Martí es, en nuestros dias, un poderoso instrumento en la lucha contra la tirania. Sabemos todos que muchas veces, las tiranias se disfrazan com ropas de ‘democracia’.

Atento, el gobierno revolucionario cubano, inspirado en los enseñamientos de José Martí, empéñase permanentemente en combatir y desenmascarar la tirania y las farsas capitaneadas por el imperialismo y sus seguidores, que usan los grandes medios, para desestabilizar gobiernos reconocidamente democráticos, máxime Cuba. El terrorismo midiático desinforma, diseminando su visión de mundo, es decir, imponiendo los valores que interesan a las clases dominantes locales y a Washington.

En ese contexto queremos contribuir para el debate sobre ‘libertad de expresión X censura’, que se hace hoy en Cuba, en Brasil, en Venezuela, en Ecuador, en Bolívia y otros países del mundo.Es necesario identificar, más que todo, el origen de las protestas de ‘censura’ y cuando se manifiestan. Además, percibir que las críticas a esos sectores nunca son recibidas como defensa de la democracia, sino como dictadura y cercenamiento de la libertad de expresión.

Vamos a los hechos

Recibi con preocupación correspondencia electrónica de un periodista brasileño, indignado y convencido de las informaciones publicadas por Reporteros Sin Fronteras, que denunciaban la prohibición de La Habana al viaje del disidente Guillermo Fariñas a Estrasburgo, para recibir el premio Sajarov, del Parlamento Europeo. Añadió, todavia, reportaje semejante publicada en el blog del periodista Ricardo Setti, también brasileño, y un link con materia de la revista Veja con el título: “Trás las restricciones de viajes impuestas a los cubanos, una verdadera industria migratoria alimentada por los Castros”. Sus fuentes, por supuesto, son Yoani Sánchez y Fariñas, ambos intransigentes opositores del gobierno cubano.


La réplica

“La calumnia es el discurso que divide a los amigos” (Platón)


Si el gobierno cubano se empeña en desenmascarar la farsa, es porque entiende la libertad no solo como proceso político. Es también un proceso civilizatório y cultural. Cuba sabe reconocer como héroes revolucionários aquellos que lucharon y todavia luchan para defender la pátria, y no para traicionarla.

Los médios no quieren aceptar sociedades críticas, que aprendieron a usar el conocimiento y las tecnologias para informar y auxiliar a los ciudadanos en sus decisiones. Tampoco quieren aceptar pérdida de fuerza y credibilidad, los gobiernos y personas que insisten en ignorar la deuda social construída por el modelo de desarrollo concentrador de renta y por el pasado esclavagista.

Donde está el origen de las acusaciones de que en Cuba hay censura? En los gobiernos opositores de la democracia, los grandes empresarios de la comunicación y sus subalternos, y de aquellos que quieren quitar a los ciudadanos el derecho a la información.

Esse grupo tiene miedo que el ciudadano informado cuestione lo que subyace a las maniobras midiáticas. Ellos saben que su práctica inconsecuente puede acabar con el imagen de seriedad de los medios. Tienen miedo del perjuicio que causan al irrespetar a los derechos individuales de los ciudadanos. Saben también, que la realidad es el punto de partida para la información, y que la mentira “los llevará de la violación ética a la criminalidad”.Tampoco desconocen que hacer periodismo exige um esfuerzo de preparación sobre el tema, y que el desconocimiento de la fuente puede perjudicar la credibilidad de la información. Y que el cuidado y el esfuerzo deben ser exigidos en la elaboración de las informaciones, que necesitan ser contrastadas, documentadas y expuestas con objetividad.

La revista Veja actúa como vocera de la exclusión social, política y cultural, y es criticada duramente en el Brasil por los sectores progresistas de la sociedad organizada. Es innecesario esfuerzo mental para percibir en sus reportajes, sus maniobras, para sembrar confusión. Su objetivo es constreñir y descualificar el gobierno cubano, máxime en el momento en que se debate un cambio importante para el futuro del pais.


Quien es Ghillermo Fariñas?


Nuestra indignación com la farsa, hace posible desmentirla y caer el velo que encubre la sana y justa verdad. Fariñas nómbrase partidario de la lucha ‘no violenta’ contra la Revolución cubana, pero la lucha que traba contra su país es cruel. Reconocido como grande actor midiático de la ‘disidencia cubana’, únese a los medios comandados por los Estados Unidos, para diseminar la farsa de que son, el y otros ‘presos de opinión’ (así quiere ser llamado), víctimas de la censura de la dictadura revolucionaria.

Guillermo Fariñas tiene estrecha relación con personas y organizaciones de la extrema derecha en Miami. Recibe de ellas dinero, comprobado en una carta de agosto de 2009, escrita por el a Ángel de Fana Serrano, terrorista de Miami vinculado a la organización paramilitar Alpha 66.

Activista de su propia causa, tiene aun amplio relacionamiento con la Sección de Intereses estadounidenses en La Habana y algunas sedes diplomáticas europeas que ejercen subversión contra Cuba, recibiendo para su actuación instrucciones, dinero y abastecimiento.

Con la salud debilitada por sucesivas huelgas de hambre, en fines de 2003 Fariñas obtuvo permiso extra penal del gobierno de Cuba. En todas sus huelgas de hambre ha recibido asistencia médica gratuita, como cualquier ciudadano cubano. El gobierno ni lo discrimina por su condición de mercenário, ni se dobla a su chantaje.

Hace algunos meses el gobierno español ofreció a Fariñas, la posibilidad de emigrar para aquel país. El ‘disidente’, para quien la vida en Cuba es un infierno, curiosamente se negó a emigrar hacia una potencia económica mundial. Prefirió quedarse en un país pobre y bloqueado. Abandonando Cuba, Fariñas se quedará sin la ventajosa ayuda financiera que recibe y el premio millonario otorgado recientemente por la Unión Europea.

Justificando el premio Sajarov para Guillermo Fariñas, el Parlamento europeo afirmo que las prisiones del ‘disidente’ son debidas a su ‘actuación política’.

Em 1995, Fariñas fue juzgado y condenado a tres años de prisión en libertad y al pago de una multa de 600 pesos, por agredir una compañera del hospital en que trabajaba, causándole múltiples lesiones, en el rostro y en los brazos.

La prensa internacional ha silenciado sobre el caso, que podría arañar la imagen de su protegido. Lo mismo con muchos sítios y la Wikipédia, que disminuyen el suceso, diciendo que la agresión ocurrió durante una discusión en la que Fariñas acusaba su víctima de corrupción.

En el año 2002, Guillermo Fariñas agredió violentamente un anciano, en la ciudad de Santa Clara, trás una discusión política. La víctima necesitó intervención quirúrgica en la que se le quitó el bazo. El agresor fue condenado a cinco años de detención. Otra vez, silenciaron los medios.

En pocas palabras, Fariñas es un mercenário, traidor de su pátria y de su pueblo. No es casualidad la ausencia de registro, en la prensa autonombrada libre, sobre disidentes de otros países que traicionaron sus patrias, aunque critiquen sus gobiernos.

Y los ‘presos de opinión’, defendidos por Fariñas, muchos libertados por un acuerdo hecho con la iglesia católica y el gobierno español, fueron condenados en tribunales de Cuba por recibir financiamiento del imperialismo estadounidense que, entre tantas acciones terroristas, somete la Isla al vergonzoso bloqueo condenado por toda la comunidad internacional.


El premio Sajarov


El premio a la libertad de conciencia, fue criado en 1988 por el Parlamento europeo, y lleva el nombre del físico nuclear soviético Andrei Sajarov, transformado en icono de la guerra fria y de la desestabilización del socialismo, por la propaganda de los gobiernos y medios del occidente capitalista.

Cabe al Parlamento, con sede en Estrasburgo, Francia, definir las propuestas y decidir los critérios para la premiación que ocurre alrededor del 10 de diciembre de cada año, cuando se conmemora el Dia de la Declaración Universal de los Derechos Humanos de las Naciones Unidas.

Con excepciones de otorgas como a la concedida al ex presidente sudafricano Nelson Mandela, en 1989, tanto las propuestas como las indicaciones al premio han primado por lo que se puede considerar maniobra ideológica y política. Eso ha garantizado, en los últimos años, la clasificación de candidatos anticomunistas, anticubanos y antivenezolanos.

Curiosamente el Parlamento europeo concedió el premio, por la tercera vez en los últimos nueve años, em el valor de 50 mil euros, a representantes de la llamada ‘disidencia’ cubana. En 2002, la otorga fue para Oswaldo Payá Sardinas, mercenário que, entre otras cosas, contribuyó durante varios años con las ofensivas de los EUA, de la derecha europea y de la mafia de Miami contra Cuba. Payá también apoyó el golpe midiático contra el presidente Hugo Chávez, de Venezuela. La segunda premiación, en el año 2005, fue para las Damas de Blanco, viejas conocidas de la Oficina de Intereses y de los diplomáticos de algunas embajadas europeas. Las Damas admiten publicamente que recibieron financiamiento de Santiago Alvarez y apoyo público de Luis Posada Carriles, conocidos y sanguinarios terroristas. En 2010, la candidatura de Fariñas fue defendida por el Partido Popular Europeo, principal interlocutor de la actual campaña del parlamento contra Cuba y seguidor de la política agresiva que el gobierno estadounidense impone a la Isla y su pueblo.

La indicación de Fariñas derrotó candidatos defensores de los derechos humanos de Vietnam, Etiópia, Eritrea y Siria, enseñando al mundo que el Parlamento europeo premia para violar el sagrado derecho de autodeterminación y la soberania de la mayoría del pueblo cubano.


Conclusión


En noviembre último participé, en Cuba, con compañeros y compañeras del Brasil y otros 20 paises, de la Brigada Internacional Contra el Terrorismo Midiático y reproduzco aqui parte de mi habla. Entonces, dije que los conceptos de democracia y derechos humanos, utilizados indiscriminadamente por tanta gente y tantos gobiernos, necesitan establecer sus sentidos, y que la claridad de eses conceptos ayuda a desenmascarar la mentira y a combatir posturas distorsionadas, maniqueas y agresivas del imperialismo y de su brazo auxiliar, los medios.

Si comprendo la libertad como parte de la esencia de un régimen democrático, reconozco como tal el gobierno cubano, por defender con bravura la soberania de su país, por sus esfuerzos para garantir los derechos económicos, sociales y culturales de su pueblo, siempre atento a los valores humanos directamente asociados a ellos.

Por otro lado es clara la tirania del gobierno estadounidense, imponiendo a Cuba un criminal bloqueo econômico, comercial, social, cultural, financiero y tecnológico y, también, internacional. Pasmen! Ellos llaman a eso de ‘embargo’ y afirman que es solo comercial.

La tirania es también evidente, por el imperialismo mantener, en cárceles privadas, Fernando Gonzáles, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Gerardo Hernández y René Gonzáles, presos en setiembre de 1998, cuando tentaban impedir acciones terroristas contra su país, de grupos extremistas cubanos residentes en los EUA.

El mismo gobierno imperialista destino, para el año fiscal de 2009, por la Agencia para el Desarrollo Internacional de los EUA (USAID), la suma de 15,62 millones de dólares para la denominada “disidencia cubana’, com el claro objetivo de desestabilizar el orden constitucional de la Isla. Las cuantías procedentes de otras instituciones y la de organizaciones financiadas por el gobierno estadounidense multiplican esa suma. Del punto de vista jurídico, ese financiamiento convierte a los ‘disidentes’ en agentes de una superpotência, actitud prohibida em cualquier país.

Las denuncias sobre las generosas cuantías que los 'disidentes' reciben de los EUA son antiguas. Su intensificación reciente es para desenmascarar la creciente y mentirosa campaña que el terrorismo midiático destila contra Cuba. Se puede encontrar buenas informaciones en: wikileaks, los mercenarios y el dinero de EE. UU. y www.rebelion.org/noticia, entrevista con Salim Lamrani, autor del libro Cuba, lo que los medios de comunicación no dirán nunca.

Llega de hipocresía! Mi eterno respeto a los verdaderos héroes que lucharon y a los que todavia luchan para defender a la pátria. Y mi respeto a la memória y a la libertad, resultado de lo que vemos, escuchamos, leemos y aprendimos com tantas y tantas personas que aprecian la verdad.

* Periodista y presidenta del Consejo Deliberativo de la ACJM/RS

** Historiador y miembro del Consejo Deliberativo de la ACJM/RS

BASTA DE HIPOCRISIA!

*Vânia Mattos
* Tradução Bolívar Almeida


"Libertad es el derecho que todo hombre tiene a ser honrado, y a pensar y a hablar sin hipocresía" (José Marti)

Lutar pela liberdade! Este foi, sem dúvida, um dos maiores ideais defendidos por José Marti e sempre presente nas reflexões e ações pela independência de Cuba. Marti compreendeu a dinamicidade da história e compreendeu também que toda a guerra pela liberdade é uma batalha de ideias.

A liberdade de pensar e falar sem hipocrisia a que José Martí faz referência é, nos dias atuais, um poderoso instrumento que possibilita tanto a resistência quanto o protagonismo daqueles e daquelas que se opõem às tiranias. Tiranias - que sabemos - por vezes se disfarçam em roupagem de “Democracias”.

Atento, o governo revolucionário cubano, inspirado nos ensinamentos de José Marti, se empenha permanentemente em combater e desmascarar a tirania e as farsas capitaneadas pelo imperialismo e seus seguidores, que encontram na grande mídia, o amparo para tentar desestabilizar governos reconhecidamente democráticos e, de maneira mais escancarada e raivosa, o de Cuba. O chamado terrorismo midiático, esse infeliz e subalterno dispositivo não recolhe em nenhum minuto seus tentáculos para intervir nas sociedades, desinformá-las e disseminar sua visão equivocada de mundo, ou seja, impor os valores que interessam às classes dominantes e à Washington.

É neste contexto que podemos abordar o acirrado debate sobre “liberdade de expressão x censura” que se faz hoje em Cuba, no Brasil, na Venezuela, no Equador, na Bolívia e em tantos outros países do mundo. Nesta abordagem é necessário observar, antes de tudo, de onde partem os protestos de “censura” e em qual momento eles se manifestam. E mais: perceber que quando as vozes que eles desdenham se voltam contra eles, isso não é entendido como defesa da democracia, e sim como ditadura e cerceamento da “liberdade de expressão”.


Vamos aos fatos

Recebi com preocupação correspondência eletrônica de um jornalista brasileiro, indignado e convencido das informações publicadas pelos Repórteres sem Fronteiras, que denunciavam a proibição de Havana para que o dissidente Guillermo Fariñas viajasse a Estrasburgo para receber o premio Sakharov do Parlamento Europeu. À correspondência, foi acrescentada, ainda, reportagem semelhante publicada no blog do jornalista Ricardo Setti - também brasileiro -, acompanhada de um link com matéria da Revista Veja que traz a seguinte manchete:Por trás das restrições de viagens impostas aos cubanos, uma verdadeira indústria migratória alimentada pelos Castro”. E é claro, suas fontes são apenas a blogueira Yoani Sánchez e Fariñas, ambos ferrenhos opositores do governo cubano.


A réplica

“A calúnia é o discurso que divide os amigos”

Platão


Se o governo cubano se empenha para desmascarar a farsa é porque compreende a liberdade não apenas como um processo político, mas também como um processo civilizatório e cultural. Cuba sabe reconhecer como herois revolucionários aqueles que lutaram e ainda lutam para defender a pátria e não para traí-la.

Mas a grande mídia não querer aceitar sociedades críticas que aprenderam a usar o conhecimento e as tecnologias para informar e auxiliar a cidadania na tomada de decisões. Também não querer aceitar, que perdem força e credibilidade os governos ou as pessoas que insistem em ignorar a dívida social construída pelo modelo de desenvolvimento concentrador de renda e pelo passado escravocrata.

De onde vêm os protestos de que em Cuba há censura? Certamente vêm dos governos opositores da democracia, vêm dos grandes empresários de comunicação e seus subalternos. Vêm daqueles que visam a privar a cidadania do direito constituído à informação.

Esse grupo tem medo que o cidadão esclarecido questione o que está por traz da manipulação midiática. Eles sabem que a sua prática temerária e inconsequente pode acabar com a própria seriedade da imprensa. Eles têm medo do prejuízo que causam quando são desrespeitados os direitos individuais da cidadania. E sabem, também, que a realidade é o ponto de partida para a informação e que a mentira “os levará da violação ética para o terreno da criminalidade”.

E eles também não desconhecem que o fazer jornalismo requer um esforço de preparação sobre o tema e que o desconhecimento da fonte pode afetar a credibilidade da informação em razão das suas qualificações. E que o cuidado e o esforço devem ser exigidos na elaboração das informações que precisam ser contrastadas, documentadas e expostas com objetividade.

A Revista Veja atua como verdadeira porta–voz da exclusão social, política e cultural e é duramente criticada no Brasil pelos segmentos progressistas da sociedade organizada. E não foi necessário um maior esforço mental para perceber nas reportagens citadas fatos jogados em confusão e que visam a uma farsa montada intencionalmente para constranger e desqualificar o governo cubano, num momento em que debate mudanças importantes para o futuro do país.


Quem é Guillermo Fariñas?


Se nos indignarmos com a farsa é possível desmenti-la para desvendar o véu que encobre a sã e justa verdade.


Fariñas denomina-se partidário da luta “não violenta” contra a Revolução cubana. Porém, o enfrentamento que faz ao seu país é cruel: reconhecido como grande ator midiático da chamada “dissidência cubana”, alia-se à grande mídia internacional para disseminar a farsa de que ele e outros “presos de opinião” - como se intitula -, são vítimas da censura e da ditadura revolucionária.

Guillermo Fariñas tem estreita relação com pessoas e organizações da extrema direita em Miami e inclusive recebe delas financiamento, comprovado numa carta de agosto de 2009, encaminhada por ele a Ángel de Fana Serrano, terrorista de Miami vinculado à organização paramilitar Alpha 66.

Ativista da sua própria causa, tem ainda amplo relacionamento com a Secção de Interesses Norte – americana em Havana e com algumas sedes diplomáticas européias que exercem subversão contra Cuba recebendo para sua atuação instruções, dinheiro e abastecimento.

Com a saúde fragilizada pelas sucessivas greves de fome, no final de 2003 Farinãs obteve licença extra penal do governo de Cuba, e em todas as greves recebeu assistência médica gratuita como qualquer cidadão cubano. Isso sem que o governo o discriminasse pela sua condição de mercenário e nem cedesse diante da sua chantagem.

Há alguns meses o governo espanhol ofereceu a Fariñas a possibilidade de emigrar para aquele País. E o “dissidente” que considera um inferno a vida em Cuba curiosamente se negou a emigrar para uma potencia econômica mundial e optou em permanecer vivendo num país bloqueado e de terceiro mundo. Ocorre que ao abandonar Cuba Fariñas ficará privado das vantajosas ajudas financeiras que recebe e do prêmio milionário que lhe outorgou recentemente a União Européia.

Ao justificar o premio Sakharov para Guillermo Farinãs, o Parlamento europeu afirmou que as prisões do “dissidente” se deram em razão da sua “atuação política”. Então vejamos:

- Em 1995 Fariñas foi julgado e condenado a três anos de prisão em liberdade e ao pagamento de uma multa no valor de 600 pesos, por agredir uma companheira do hospital onde trabalhava, causando-lhe múltiplas lesões no rosto e nos braços. A imprensa internacional silencia sobre o caso que certamente atingiria a imagem do seu protegido. Da mesma forma vários sites bem como a enciclopédia Wikipedia minimizam o ocorrido, sustentando que a agressão se deu durante uma discussão na qual Fariñas acusava a vítima de corrupção.

- No ano de 2002, Guillermo Fariñas agrediu violentamente um ancião, na cidade de Santa Clara, em razão de uma discussão política. A vítima sofreu uma intervenção cirúrgica para retirada do baço e o agressor foi condenado a cinco anos e dez meses de detenção. Novamente a grande mídia silenciou sobre o fato ocorrido.

Em síntese, Fariñas é um mercenário, traidor da sua pátria e do seu povo. E não é por acaso que inexiste qualquer registro na imprensa dita “livre” sobre dissidentes de outros países que traíram suas pátrias, mesmo sendo críticos de seus governos.

E quanto aos “presos de opinião” defendidos por Fariñas - muitos já libertados a partir de um acordo feito com a igreja católica e o governo espanhol - foram condenados em tribunais de Cuba por receber financiamento do imperialismo estadunidense que, entre tantas ações terroristas, submete a Ilha ao vergonhoso bloqueio condenado por toda a comunidade internacional.


O premio Sakharov


O premio à liberdade de consciência foi criado em 1988 pelo Parlamento Europeu e leva o nome do físico nuclear soviético, Andrei Sakharov , transformado em ícone da guerra fria e da desestabilização do socialismo pela propaganda dos governos e meios de comunicação do ocidente capitalista.

Cabe ao Parlamento, com sede em Estrasburgo, França, definir as propostas e decidir os critérios para a premiação que ocorre ao redor de 10 de dezembro de cada ano, quando se comemora o Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas.

Com exceções de outorgas como a concedida ao ex – presidente Sul - africano Nelson Mandela, em 1989, tanto as propostas quanto as indicações ao premio têm primado pelo que podemos considerar como manipulação ideológica e política, o que tem garantido, nos últimos anos, a classificação de candidatos com posturas anticomunistas, anticubana e antivenezuelana.

Curiosamente o Parlamento Europeu concedeu o premio, pela terceira vez, nos últimos nove anos, no valor de 50 mil euros, a representantes da chamada “dissidência” cubana, a seguir: em 2002, a outorga foi para Oswaldo Payá Sardinas, outro mercenário que, entre outras facetas, contribuiu durante vários anos com as ofensivas dos EUA, da direita européia e da máfia de Miami contra Cuba. Payá também apoiou o golpe fascista contra o presidente Hugo Chaves da Venezuela. A segunda premiação, ocorrida no ano de 2005, foi para as Damas de Branco, velhas conhecidas da Oficina de Interesses e dos diplomatas de algumas embaixadas européias. As damas admitem publicamente que receberam financiamento de Santiago Álvarez e apoio público de Luis Posada Carriles, conhecidos e sanguinários terroristas. Em 2010, a candidatura de Fariñas foi defendida pelo Partido Popular Europeu, principal interlocutor da atual campanha do Parlamento contra Cuba e seguidor da política agressiva que o governo estadunidense impõe a Ilha.

A indicação de Fariñas derrotou candidatos defensores dos direitos humanos do Vietnam, Etiópia, Eritrea e Síria, mostrando ao mundo que o Parlamento Europeu premia para violar o sagrado direito de autodeterminação e a soberania da grande maioria do povo cubano.


Conclusão


No último mês de novembro participei, em Cuba, junto com companheiras e companheiros do Brasil e cerca de outros 20 países, da Brigada Internacional Contra o Terrorismo Midiático e reproduzo aqui parte da intervenção que fiz. Na ocasião, destaquei que os conceitos de democracia e direitos humanos - utilizados indiscriminadamente por tanta gente e por tantos governos - precisam estabelecer seus sentidos e que a clareza desses conceitos ajuda a desmascarar a mentira e a combater posturas distorcidas, maniqueístas e agressivas do imperialismo e do seu braço auxiliar, a grande mídia.

E se compreendo a liberdade como parte da essência de um regime democrático, reconheço como democrático o governo cubano por defender com bravura a soberania do seu País. Também, por empreender esforços para garantir os direitos econômicos, sociais e culturais do seu povo, sempre atento aos valores humanos diretamente associados a eles.

Por outro lado é clara a tirania do governo estadunidense, quando impõe a Cuba um criminoso bloqueio econômico, comercial, social, cultural financeiro e tecnológico e, também, internacional. Pasmem! Eles chamam isso de “embargo” e afirmam que é apenas comercial.

A tirania também fica evidente, quando o imperialismo mantém, em cárceres privados, Fernando González, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Gerardo Hernández e René González, presos em setembro de 1998, ao tentar impedir que grupos extremistas cubanos nos EUA efetivassem ações terroristas contra o seu próprio país.

O mesmo governo imperialista destinou, para o ano fiscal de 2009, por meio da Agência para o Desenvolvimento Internacional dos EUA (USAID), a soma de 15,62 milhões de dólares para a denominada “dissidência cubana”, tudo para desestabilizar a ordem constitucional da Ilha. As quantias procedentes de outras instituições, bem como de organizações financiadas pelo governo estadunidense multiplicam essa soma. Do ponto de vista jurídico esse financiamento converte “os dissidentes” em agentes a serviço de uma superpotência, o que é proibido em qualquer país do mundo.

Não são de agora as denúncias sobre as generosas quantias que “os dissidentes” recebem dos Estados Unidos e se hoje intensificam é para desmascarar a crescente e mentirosa campanha que o terrorismo midiático destila contra Cuba. Entre tantas e informações, duas recentes podem ser encontradas nos seguintes endereços: Wikileaks, los mercenarios y el dinero de EE.UU e www.rebelion.org/noticia, entrevista com Salim Lamrani, autor do livro Cuba, Lo que los médios de comunicación no dirón nunca.

Chega de hipocrisia! Aos verdadeiros heróis que lutaram e aos que ainda lutam para defender a pátria, o meu eterno respeito. À memória e à liberdade: resultado daquilo que vemos, escutamos, lemos e apreendemos com tantas e tantas pessoas que apreciam a verdade.

* Jornalista e presidente do Conselho Deliberativo da ACJM/RS

** Historiador e membro do Conselho Deliberativo da ACJM/RS


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

¿Es legal la legalidad capitalista?


¿Cual debería ser la relación del gobierno de Venezuela con el de Santos? ¿Qué actitud adoptar frente a la insurgencia de las FARC-EP? ¿Hay que extraditar a los guerrilleros a sus países de origen? Opinan revolucionarios de Venezuela.

Es necesario ir pensando en construir una legalidad internacional de los oprimidos, en oponer a la legalidad capitalista, la legalidad de los pueblos en Revolución, la legalidad Socialista.


La legalidad internacional es oligarburguesa. La coyunda imperial se ciñe sobre el planeta, de allí que una Revolución, y más si es pacífica, debe moverse en esas aguas enemigas. La situación exige inteligencia y claridad en principios y objetivos.


Hace pocos días en Lisboa se reafirmó el pacto militar de las potencias capitalistas en contra de la insurgencia mundial. En esa reunión, la OTAN con anuencia de Rusia, aprobó un documento de lineamientos estratégicos que explícitamente contempla la intervención militar en cualquier lugar del planeta, sin pedir permiso a nadie, sólo por decisión de ese organismo, que en la práctica sustituye a la ONU y a la OEA.


Es así que los movimientos emancipatorios nacionales se enfrentarán no sólo a las fuerzas represivas de sus países, sino a una fuerza internacional, lo que hoy pasa en Irak, o en Agafnistán no será una excepción, será la norma de los conflictos por la liberación de los pueblos. Se impone ahora el pensamiento internacionalista como una necesidad vital. Todas las fases de la lucha revolucionaria tienden por mandato de las circunstancias a internacionalizarse.

POR: NEFTALÍ REYES

La legalidad no está separada de la lucha de clases, siempre favorece el dominio de una clase sobre el resto de la sociedad. En el caso de la oligarburgesía es muro de contención frente a los intentos emancipatorios de los explotados y expropiados, y garante de los intereses de los oligarburgueses.


Esta legalidad ha tomado cuenta del planeta. La Humanidad toda sufre el sometimiento del imperio capitalista mundial, salirse de esa esfera es delito, los que intenten liberación son inmediatamente calificados como forajidos, sean hombres, grupos o países.


La reciente reunión de la OTAN en Lisboa con la aprobación descarada y sin tapujos de la intervención de esos países, más Rusia, en cualquier parte del planeta. El increíble pedido de extradición por parte del gobierno colombiano de un ciudadano chileno, y la inaudita receptividad a ese pedido de la “justicia” oligarburguesa chilena dibujan muy bien el cuadro internacional de la legalidad de clases. Veamos.


Dice el valiente editorial de la revista chilena Punto Final:
“El ciudadano chileno Manuel Olate Céspedes se encuentra en prisión preventiva acusado de ser el nexo entre las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC) y una organización no identificada del pueblo mapuche. El gobierno colombiano pide la extradición de Olate, militante comunista y miembro de la Coordinadora Continental Bolivariana, una organización solidaria con los movimientos que luchan por la independencia de América Latina. La detención de Olate se prolongará hasta que la Corte Suprema se pronuncie sobre la solicitud de extradición, para lo cual el gobierno colombiano debe hacer llegar pruebas que respalden sus vagas acusaciones”. [Ver editorial completo en Debate Socialista No. 121, páginas 6 y 7].

Está claro que la legalidad oligarburguesa, en la persecución de la insurgencia borra las los límites patrios y se hace cada vez más internacional, contra la insurgencia se unen con descaro. Así, al pacto de la OTAN se suma Rusia sin más consideración que proteger al mundo capitalista. Perseguirán a cualquier pueblo que ose liberarse del yugo imperial. La OTAN da los pasos para en la práctica sustituir a la ONU, en constituirse en poder de hecho, sustentado en la fuerza, en el poder militar.


He allí la base de las amenazas de diego arria de juzgar a Chávez en la corte internacional, es decir, en la legalidad oligarburguesa internacional.


Es así que los movimientos emancipatorios nacionales se enfrentarán no sólo a las fuerzas represivas de sus países, sino a una fuerza internacional, lo que hoy pasa en Irak, o en Agafnistán no será una excepción, será la norma de los conflictos por la liberación de los pueblos. Se impone ahora el pensamiento internacionalista como una necesidad vital. Todas las fases de la lucha revolucionaria tienden por mandato de las circunstancias a internacionalizarse.


Las Revoluciones deben ser cautelosas en las necesarias relaciones con el mundo oligarburgues, no deben confundir táctica con estrategia, aferrarse siempre a los principios.


Recordemos lo que Hitler hizo con la Unión Soviética, la sometió a una feroz invasión a pesar de haber firmado un pacto. O recordemos lo que Monteverde hizo con Miranda, lo mandó preso y persiguió con saña a los patriotas por encima de la firma de un armisticio con todos los honores. Recordemos, aquí cerquita, lo que hicieron los oligarburgueses en Abril con el ofrecimiento de conciliación, construyeron el sabotaje petrolero.


No hay dudas, no se puede creer en los acercamientos con los oligarburgueses, estos pueden ser convenientes en un momento, eso lo decide el gobierno y lo respetamos, pero nunca anularán la confrontación estratégica, ésta no depende sino de las condiciones reales de explotación.


La legalidad burguesa es embustera, allí está la libertad de posada carriles y la prisión de los Cinco Héroes Cubanos. Los Revolucionarios deben tener otra legalidad, otras consideraciones éticas. Una buena regla para ubicarse en este mundo capitalista, sería: “si los oligarburgueses lo condenan sospéchese de injusticia”.


Es necesario ir pensando en construir una legalidad internacional de los oprimidos, en oponer a la legalidad capitalista, la legalidad de los pueblos en Revolución, la legalidad Socialista.


La legalidad internacional es oligarburguesa. La coyunda imperial se ciñe sobre el planeta, de allí que una Revolución, y más si es pacífica, debe moverse en esas aguas enemigas. La situación exige inteligencia y claridad en principios y objetivos.


Hace pocos días en Lisboa se reafirmó el pacto militar de las potencias capitalistas en contra de la insurgencia mundial. En esa reunión, la OTAN con anuencia de Rusia, aprobó un documento de lineamientos estratégicos que explícitamente contempla la intervención militar en cualquier lugar del planeta, sin pedir permiso a nadie, sólo por decisión de ese organismo, que en la práctica sustituye a la ONU y a la OEA.


El capitalismo suma a sus tribunales, policías, ejércitos internacionales, la presión económica, política y diplomática. Para ser aceptado en el mundo capitalista es necesario marchar al ritmo del capitalismo, caso contrario, tal como a la Chile de Allende, o a Cuba, esas economías crujirán, esos pueblos sufrirán bloqueos y la crueldad del imperio.


En esas aguas debe navegar la Revolución Bolivariana. Todo cuidado es poco, nos acechan peligros por ser, y también peligros por dejar de ser.


Entonces las claves de la travesía hacia el Socialismo están en mantenerse apegados a los principios revolucionarios. En no confundir el escarceo táctico con la profundidad estratégica, en no ilusionarse con amigos oligarcas. De no hacerlo así, quedaremos atrapados en la red de las conveniencias y sin percatarnos nos convertiremos en uno de ellos.


La Revolución Bolivariana tiene una política internacional soberana, por eso enfrentamos los problemas que la dificilísima situación mundial presenta a los movimientos liberadores, que en definitiva eso somos.


La confabulación del capitalismo contra los movimientos emancipadores es brutal, los considera “al margen de la ley”. Cada paso que demos, cada declaración del gobierno, trae consecuencias estratégicas que deben ser consideradas. Veamos.


Si el gobierno declara que: “deportaría a Colombia a todo miembro de las FARC, que se encuentre en Venezuela, porque ni avala ni apoya a ningún grupo que esté al margen de la ley”, resuelve un problema táctico, que es desligarse del conflicto colombiano: proteger el territorio de operaciones de todos los grupos que allá operan, y quedar en condiciones de influir en el conflicto con acciones de paz, hasta allí todo bien.


Sin embargo, al calificar a las FARC, como grupo al margen de la ley, está situándose en el medio del conflicto, y tomando partido por la legalidad oligarca, la misma legalidad que hizo posible a Lobo y justifica la salida de Zelaya. La que reconoce la agresión de la OTAN al planeta.
La legalidad oligarca en Colombia se construyó y construye sobre la sangre de los campesinos y revolucionarios colombianos. Las FARC existen como respuesta a esa injusticia y a esa represión oligarca.


Las FARC, aun con sus errores y extravíos, forman parte de la gran lucha mundial contra las oligarburguesías, por eso el deber de los Revolucionarios, por encima de las circunstancias, debe ser de respeto profundo a las FARC y a su lucha.

Por que Zurdo?

O nome do blog foi inspirado no filme Zurdo de Carlos Salcés, uma película mexicana extraordinária.


Zurdo em espanhol que dizer: esquerda, mão esquerda.
E este blog significa uma postura alternativa as oficiais, as institucionais. Aqui postaremos diversos assuntos como política, cultura, história, filosofia, humor... relacionadas a realidades sem tergiversações como é costume na mídia tradicional.
Teremos uma postura radical diante dos fatos procurando estimular o pensamento crítico. Além da opinião, elabora-se a realidade desvendando os verdadeiros interesses que estão em disputa na sociedade.

Vos abraço com todo o fervor revolucionário

Raoul José Pinto



ZZ - ESTUDAR SEMPRE

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  • A Condição Pós-Moderna - Jean-François Lyotard
  • A era do capital - HOBSBAWM, E. J
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  • Apuntes Criticos A La Economia Politica - Ernesto Che Guevara
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  • Simulacro e Poder - uma análise da mídia, de Marilena Chauí (Editora Perseu Abramo, 142 páginas)
  • Soberania e autodeterminação – a luta na ONU. Discursos históricos - Che, Allende, Arafat e Chávez
  • Um homem, um povo - Marta Harnecker

zz - Estudar Sempre/CLÁSSICOS DA HISTÓRIA, FILOSOFIA E ECONOMIA POLÍTICA

  • A Doença Infantil do Esquerdismo no Comunismo - Lênin
  • A História me absolverá - Fidel Castro Ruz
  • A ideologia alemã - Karl Marx e Friedrich Engels
  • A República 'Comunista' Cristã dos Guaranis (1610-1768) - Clóvis Lugon
  • A Revolução antes da Revolução. As guerras camponesas na Alemanha. Revolução e contra-revolução na Alemanha - Friedrich Engels
  • A Revolução antes da Revolução. As lutas de classes na França - de 1848 a 1850. O 18 Brumário de Luis Bonaparte. A Guerra Civil na França - Karl Marx
  • A Revolução Burguesa no Brasil - Florestan Fernandes
  • A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky - Lênin
  • A sagrada família - Karl Marx e Friedrich Engels
  • Antígona, de Sófocles
  • As tarefas revolucionárias da juventude - Lenin, Fidel e Frei Betto
  • As três fontes - V. I. Lenin
  • CASA-GRANDE & senzala - Gilberto Freyre
  • Crítica Eurocomunismo - Ernest Mandel
  • Dialética do Concreto - KOSIK, Karel
  • Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico - Friedrich Engels
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  • História do socialismo e das lutas sociais - Max Beer
  • Manifesto do Partido Comunista - Karl Marx e Friedrich Engels
  • MANUAL DE ESTRATÉGIA SUBVERSIVA - Vo Nguyen Giap
  • MANUAL DE MARXISMO-LENINISMO - OTTO KUUSINEN
  • Manuscritos econômico filosóficos - MARX, Karl
  • Mensagem do Comitê Central à Liga dosComunistas - Karl Marx e Friedrich Engels
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  • O Caminho do Poder - Karl Kautsky
  • O Marxismo e o Estado - Norberto Bobbio e outros
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  • Os irredutíveis - Daniel Bensaïd
  • Que Fazer? - Lênin
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  • Revolução Mexicana - antecedentes, desenvolvimento, conseqüências - Rodolfo Bórquez Bustos, Rafael Alarcón Medina, Marco Antonio Basilio Loza
  • Revolução Russa - L. Trotsky
  • Sete ensaios de interpretação da realidade peruana - José Carlos Mariátegui/ Editora Expressão Popular
  • Sobre a Ditadura do Proletariado - Étienne Balibar
  • Sobre a evolução do conceito de campesinato - Eduardo Sevilla Guzmán e Manuel González de Molina

ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA

  • 1984 - George Orwell
  • A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende
  • A Espera dos Bárbaros - J.M. Coetzee
  • A hora da estrela - Clarice Lispector
  • A Leste do Éden - John Steinbeck,
  • A Mãe, MÁXIMO GORKI
  • A Peste - Albert Camus
  • A Revolução do Bichos - George Orwell
  • Admirável Mundo Novo - ALDOUS HUXLEY
  • Ainda é Tempo de Viver - Roger Garaud
  • Aleph - Jorge Luis Borges
  • As cartas do Pe. Antônio Veira
  • As Minhas Universidades, MÁXIMO GORKI
  • Assim foi temperado o aço - Nikolai Ostrovski
  • Cem anos de solidão - Gabriel García Márquez
  • Contos - Jack London
  • Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski
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  • Dona flor e seus dois maridos, de Jorge Amado
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  • O amor nos tempos do cólera - Gabriel García Márquez
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  • O Estrangeiro - Albert Camus
  • O homem revoltado - Albert Camus
  • O jogo da Amarelinha – Júlio Cortazar
  • O livro de Areia – Jorge Luis Borges
  • O mercador de Veneza, de William Shakespeare
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  • EZLN – Passos de uma rebeldia - Emilio Gennari
  • Imagens da revolução – documentos políticos das organizações clandestinas de esquerda dos anos 1961-1971; Daniel Aarão Reis Filho e Jair Ferreira de Sá
  • O Diário do Che na Bolívia
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  • Rebelde – testemunho de um combatente - Fernando Vecino Alegret

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  • Abordagens e concepções de território - Marcos Aurélio Saquet
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  • Cidades Médias - produção do espaço urbano e regional - Eliseu Savério Sposito, M. Encarnação Beltrão Sposito, Oscar Sobarzo (orgs)
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  • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira