quarta-feira, 20 de agosto de 2008

A humilhação da Geórgia & de Bush

Revisita à "batalha" de Tskhinvali

por Mike Whitney [*]

A Geórgia e as repúblicas indeendentes de facto.















Não há instalações militares na cidade de Tskhinvali. De facto, não há ali quaisquer objectivos militares. É um centro industrial com serrarias, fábricas de manufacturas e áreas residenciais. É também o lar de 30 mil ossetianos do Sul. Quando o presidente georgiano Mikheil Saakashvili ordenou que a cidade fosse bombardeada por aviões de guerra e artilharia pesada na última quinta-feira, ele sabia que estaria a matar centenas de civis nas suas casas e arredores. Mas ele ordenou o bombardeamento ainda assim.

Não houve "Batalha de Tskhinvali", isso é outra ficção. Uma batalha implica que há uma força opositora que resiste ou retalia. Não foi o caso ali. O exército georgiano entrou na cidade sem oposição. Afinal de contas, como podem civis desarmados travar unidades armadas? A maior parte das pessoas da cidade já fugiu para a Rússia através da fronteira ou escondeu-se nas suas caves enquanto os tanques e veículos blindados disparavam sobre qualquer coisa que se movesse.

O que se verificou na Ossétia do Sul em 7 de Agosto não foi uma invasão ou um sítio, foi um massacre. O povo não tinha maneira de se defender contra um exército moderno plenamente equipado. Foi um crime de guerra.

Em menos de 24 horas, o exército russo foi deslocado para a zona de guerra e expulsou o exército georgiano sem um combate. Michael Binyon colocou isto assim no London Guardian: "O ataque foi rápido, penetrante e mortal — o suficiente para por os georgianos em fuga num pânico humilhante".

Na verdade, os georgianos fugiram com uma tal pressa que muitas das suas armas foram deixadas para trás. Foi uma derrota completa, mais um olho negro para os conselheiros dos EUA e Israel que treinaram a corja de criminosos a que chamam de exército georgiano. Em breve vendedores nas ruas de Tskhinvali estarão a apregoar armas que foram abandonadas com um sinal de zombaria: "M-16 do exército georgiano, nunca utilizado, abandonado".

No momento em que o exército era expulso, a área central estava engolfada em chamas e os corpos daqueles que foram mortos por franco atiradores juncavam as ruas e os passeios. Muitas das pessoas que ficaram para trás eram simplesmente demasiado velhos ou doentes. Ao invés disso, eles amontoaram-se nas suas caves à espera de que o bombardeamento cessasse. Foi um banho de sangue. O único hospital da cidade foi alvejado deliberadamente e destruído; mais um crime de guerra. No fim do dia, mais de 2000 pessoas estavam mortas numa operação que foi claramente concebida com a assistência do Bush da Casa Branca. Bush considera Saakashvili como o seu principal cliente na região; eles são amigos. Ele é o instrumento da América para tarefas sujas no Cáucaso. A missão de Saakashvili era fazer com que Putin super reagisse militarmente e demonstrasse aos aliados europeus que a Rússia ainda representa uma ameaça à sua segurança nacional. Felizmente, muitos europeus vêem a artimanha e sabem que o conflito teve origem em Washington.

Na sua maior parte, os americanos ainda estão no escuro quanto ao que realmente aconteceu na semana passada. Há um grande vídeo posto a circular na Internet por um cidadão russo que vive nos EUA desde há 10 anos. Ele resume o papel dos media estado-unidenses com grande precisão. Diz ele: "Os media ocidentais – especialmente a CNN – está a alimentá-lo com excremento de cavalo. A Rússia não invadiu a Geórgia primeiro". O youtube pode ser visto aqui: http://www.youtube.com/watch?v=0c26Q-qxDEA

A cobertura dos media ocidentais tem sido péssima. Quase todo artigo e notícia de TV começa com acusações de agressão russa, escondendo o facto de que o exército georgiano bombardeou e invadiu a capital da Ossétia do Sul um dia antes de o primeiro tanque russo ter cruzado a fronteira. No momento em que os russos chegaram, a cidade já era um matadouro e milhares de pessoas estavam mortas.

Estes factos não estão em discussão por aqueles que acompanharam os desenvolvimentos quando eles se verificaram. Agora os media estão a rever os factos para instilar percepções no público, assim como eles ficcionaram as armas de destruição maciça no Iraque. Muitas pessoas pensam que a imprensa aprendeu a sua lição depois de se ter revelado que utilizou informação falsa a fim de preparar o caminho para a guerra no Iraque. Mas isso não é verdade. Os media corporativos – especialmente a Fox New, CNN e PBS (o presunçoso canal que se finge liberal) – continua a operar como o braço de propaganda do Pentágono. É vergonhoso.

Num referendo em 2006, 99% dos ossetianos do Sul disseram apoiar a independência em relação à Geórgia. Votaram 95% dos eleitores e a votação foi monitorada por 34 observadores internacionais do ocidente. Nenhum contestou os resultados. A província tem estado sob a protecção de forças de manutenção da paz russas e georgianas desde 1992 e tem sido um estado independente de facto desde então. Se Putin aplicasse o mesmo padrão de Bush no Kosovo, ele declararia unilateralmente a Ossétia do Sul como independente da Geórgia e então rir-se-ia para as Nações Unidas (Se é bom para os kosovares é bom para os ossetianos). Mas Putin e o recém-eleito presidente russo Dmitry Medvedev tomaram uma atitude conciliatória em relação à comunidade internacional e tentaram resolver a questão através de canais diplomáticos.

Ainda assim, a operação da Rússia na Ossétia do Sul acendeu uma tempestade de fogo no establishment político dos EUA e tanto democratas como republicanos estão a exigir que a Rússia "receba uma lição". Condoleeza Rice voou para Tíflis na sexta-feira e ordenou às tropas de combate russas que se retirassem da Geórgia imediatamente. Saakashvili culminou os comentários de Rice dizendo que as tropas russas eram "assassinos a sangue frio" e "bárbaras". Chega de reconciliação.

A retórica hiperbólica de Saakashvili foi seguida por um anúncio surpresa da Polónia de que havia aprovado planos de Bush para instalar o Escudo de Defesa de Mísseis (Missile Defense Shield) na Europa do Leste. O sistema é suposto defender a Europa da possibilidade de ataques dos chamados "estados vilões" como o Irão, mas o Kremlin sabe que isto é destinado a neutralizar seu arsenal nuclear.

O novos "escudo" será integrado num sistema de armas nuclear mais vasto dos EUA, colocando a maior parte das armas letais do mundo a apenas umas poucas centenas de milhas da capital da Rússia. É uma ameaça clara à segurança nacional da Rússia e nada diferente de armas nucleares em Cuba.

O presidente Medvedev fez esta declaração depois de ouvir a decisão da Polónia: "Tal decisão demonstra claramente tudo o que dissemos recentemente. A instalação de novas forças anti-mísseis na Europa é destinada à Federação Russa".

Foi o presidente Ronald Reagan, o bem amado dos neoconservadores, que decidiu remover armas nucleares de alcance curto do teatro europeu. Agora, ironicamente, é o seu herdeiro ideológico, George W. Bush, que está em vias de recomeçar a Guerra Fria colocando um sistema nuclear de alta tecnologia junto ao perímetro da Rússia. O Bush mais jovem já quebrou o compromisso do seu pai com Mikail Gorbachev de nunca expandir a NATO para além da Alemanha. Actualmente, Bush está a pressionar a fim de ganhar para a NATO dois antigos estados soviéticos, a Ucrânia e a Geórgia. Se forem aprovados, então qualquer futura disputa com a Rússia contraporá os Estados Unidos e a Europa contra Moscovo. Não é de admirar que Putin esteja a tentar sabotar o processo.

A administração Bush tem estado a planear uma confrontação com a Rússia há mais de um ano. De facto, Raw Story relatou operações conduzidas pelos militares em 14 de Julho de 2008 que provavelmente foram um ensaio geral para o actual conflito. Segundo a Raw Story:

"Na segunda-feira (14 de Julho) tropas dos EUA começaram exercícios militares próximos à fronteira russa na Ucrânia ex-soviética e estavam prontos para lançá-los na Geórgia, em meio a relações tensas entre Moscovo e Washington. Uma cerimónia que inaugurava o exercício Sea Breeze-2008 NATO foi afastada da costa ucraniana do Mar Negro devido a protestos anti-NATO e uma reacção de responsáveis na Rússia. A Sea Breeze-2008 inclui forças da Arménia, Azerbaijão, Bélgica, Grã-Bretanha, Canadá, Dinamarca, França, Geórgia, Alemanha, Grécia, Letónia, Macedónia e Turquia... Os exercícios militares conjuntos EUA-Geórgia serão efectuados na base militar Vaziani, a menos de 100 quilómetros da fronteira russa com um total de 1650 soldados a participarem".

Assim, parece que a administração Bush, a trabalhar em conjunto com o Pentágono, tinha planos de contingência para tratar de um ataque repentino com a Geórgia. A questão real é se: planearam eles iniciar estas hostilidade para avançar a sua própria agenda regional? Ninguém sabe ao certo.

Agora que o exército de Geórgia treinado pelos americanos foi humilhado frente ao mundo, Bush tenta desesperadamente salvar a face pedindo que à Rússia que permita a US Air Force entregar ajuda humanitária através de aviões militares C-17 a dezenas de milhares de georgianos que foram deslocados no combate.

[*] fergiewhitney@msn.com

O original encontra-se em http://www.counterpunch.org/whitney08162008.html


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
17/Ago/08

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