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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Tragédia em Santa Maria, RS!

Por Runildo Pinto


Prefeito Cezar Schirmer

O executivo municipal, o legislativo, o judiciário e os empresários são os responsáveis pela tragédia em Santa Maria. Por quê? Por que em primeiro lugar temos que levar em conta um princípio básico de que o poder de um país, de um Estado e de um município corresponde a um binômio: empresários e gestão pública. Os empresários, por sua vez, possuem os meios de produção e realmente exercem o poder sobre as instituições públicas. É assim que funciona o poder em um país, com seu Estado institucionalizado e sua superestrutura jurídico-política e militar. Este Estado em qualquer de suas instâncias está fundamentado na defesa permanente dos interesses empresariais como parte fundamental da classe dominante, e principalmente dos empresários mais poderosos. Esta é a constituição do poder, em qualquer setor da sociedade.



Elissandro Spohr, o Kiko e Mauro Hoffmann, donos da Boate Kiss
Em segundo lugar, em entendimento, que essa relação do poder constituído tem seus desdobramentos mais perversos no decorrer dos empreendimentos, negócios, do mercado e da economia como um todo em uma cidade. Há a conivência das instituições através de seus representantes, como Prefeito, vereadores que viabilizam os negócios dos empresários, numa relação de patrocínio-amparo-auxílio e proteção ao poder das empresas. É neste contexto que a tragédia da "Boate Kiss" aconteceu. Geralmente o que acontece é o seguinte: os empresários são fornecedores de subsídios polposos às campanhas eleitorais de candidatos e depois de eleitos, satisfazem os interesses dos "empreendedores". Portanto, em uma cidade como Santa Maria as relações entre empresários e autoridades municipais, estaduais e federais estabelecidas no município são muito estreitas, de amizade em troca privilégios, um jogo de influentes, e acontece sem exceção na política atual. Na prática se estabelece é uma situação de submissão do Prefeito, vereadores, e demais autoridades estaduais e federais, sejam ela de qualquer natureza principalmente do  judiciário em priorizar os interesses dos empresários. Os laudos expedidos pelos técnicos da prefeitura avaliam e constatam as irregularidades nas empresas e quando o técnico faz o trâmite burocrático e cai nas mãos dos "chefes", dos secretários e do Prefeito, a situação muda, o que vale é proveito, o lucro dos empresários, “dos amigos”. E, podemos afirmar, que foi isto que aconteceu em Santa Maria, RS. Devemos tomar medidas, como cidadãos, investigar os patrocínios dos empresários nas campanhas eleitorais do Prefeito Cezar Schirmer, seus secretários (muitos empresários) e vereadores, às relações com o judiciário e demais autoridades estaduais e federais em Santa Maria. Se a Boate por ventura estava com os documentos em dia, devemos saber: quem deu a autorização para que o estabelecimento funcionasse (parece óbvio)? Se a vida política do país continuar com estes privilégios, novas tragédias vão acontecer, e quem paga com qualquer crise no Estado e na nação e na vida cotidiana é a população, nunca os empresários. Historicamente cada tragédia como a da embarcação de nome Bateau Mouche no Rio de Janeiro, foram punidos apenas funcionários e nenhum empresário. O que pode se estender em Santa Maria é um enredo semelhante! Temos a convicção que a pressão deve vir da sociedade, não somente na hora das tragédias, mas diuturnamente na participação política em todas as instâncias. A população tem que criar mecanismos autônomos e diretos de controle dos sistemas públicos.

Pela punição exemplar do Prefeito Cezar Schirmer!
Pela punição exemplar dos proprietários da Boate Kiss: Elissandro Spohr, o Kiko e Mauro Hoffmann!
Pelo fim das negociatas entre Instituições Públicas e Empresários!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

ASSINE: MANIFESTO CONTRA O TRADICIONALISMO






Mas se você deseja ser um dos signatários do texto deve enviar dados como nome, profissão, data de nascimento, sexo, registro geral, local de nascimento e cidade onde reside para o endereço eletrônico: rsf5451@via-rs.net. Os nomes dos signatários aparecerão no site http://gauchismos.blogspot.com/ em ordem alfabética, acompanhados, unicamente, do campo profissão/atividade.

O Manifesto:

I - Em defesa de uma cultura e de uma estética correspondentes à memória e à história do Rio Grande do Sul.
O Rio Grande do Sul é um estado da federação brasileira resultante de um longo processo histórico de conquista e ocupação, no âmbito da geopolítica colonial, na disputa territorial entre Portugal e Espanha. O território foi consolidado em suas dimensões definitivas no período imperial e teve pequenas áreas ajustadas na República Velha.
Em todo o ciclo histórico, observou-se o esforço de vidas humanas e material para a construção de um espaço luso-brasileiro nos séculos iniciais, e brasileiro, com a Independência, a partir de 1822. A população do Rio Grande concorreu para a invenção do Brasil soberano. Nesse ato, passou a ter uma identidade e a pertencer a um Estado-nação. Historicamente, a escolha rio-grandense foi pelo seu pertencimento brasileiro, rompendo com Portugal e tendo a América espanhola como sua alteridade.
Concorreram para a conquista, ocupação e formação da sociedade sulina indivíduos de diversos grupos sociais e étnicos, genericamente identificados como: portugueses, índios, negros, mamelucos, cafuzos, mestiços da terra; espanhóis, uruguaios, argentinos, paraguaios, que escolheram permanecer na terra independentemente dos tratados divisórios; imigrantes de projetos de colonização ou que se aventuraram individualmente, em especial, advindos de territórios atualmente inseridos na territorialidade da Alemanha, Itália, Polônia, Rússia, Ucrânia, Espanha, França, etc.
Ao longo do tempo, o rio-grandense se formou através da inserção em uma identidade política, na composição da brasilidade e da naturalidade regionalizada e fronteiriça. E no cotidiano, através da vivência de todas as culturas, hábitos e costumes de origem, reelaborados na dinâmica da convivência.
Nesse processo de formação, em diversos de seus setores, ocorreu um involucramento com a sociedade e a cultura platina e latino-americana.
Historicamente, o Rio Grande é multicultural e multi-étnico.
Cultural e simbolicamente é uma região de representação aberta, de recriação constante, como critério indispensável às manifestações de pertencimento, motivadas pelas transformações históricas, sociológicas e culturais, típicas de uma sociedade em movimento, de transformações estruturais e antropológicas, onde ainda se opera, por exemplo, a mestiçagem dos grupos étnicos de origem. Um estado onde as fronteiras internas são evidentes.
Portanto, só é legítima a cultura que representar esta diversidade.
Conseqüentemente, é ilegítimo todo o movimento ou iniciativa doutrinária de orientação pública ou particular que não represente a complexidade social e cultural do estado.
É alienante e escapista todo o movimento que impede e atua através de instrumentos de coerção cultural, midiático ou econômico, com o objetivo de dificultar os desenvolvimentos culturais e estéticos que tomam os indivíduos e as realidades contemporâneas como matérias de suas criações e vivências estéticas.
É repressor todo o movimento que milita através do governo, da educação, da economia e da mídia, para fechar os espaços das manifestações artísticas, das representações simbólicas e das inquietações filosóficas sobre os múltiplos aspectos do Rio Grande do Sul.
É doutrinador e usurpador do direito individual todo o movimento organizado que impõe modelos de comportamento fora de seu espaço privado, se auto-elegendo como arquétipo de uma moralidade para toda a sociedade.
Nessa direção, consideramos como legítimas as manifestações que tomam os rio-grandenses em suas complexidades históricas e culturais, dimensionados em seus tempos sociais, e que transformam, em especial, a sociedade contemporânea como expressões de suas criações estéticas, formulações teóricas e inquietações existenciais.
Somos, em razão disso, contra todas as forças que dogmatizam, embretam, engessam, imobilizam a cultura e o saber em "expressões" canonizadas em um espaço simbólico de revigoramento e opressão a partir de um "mito fundante", inventando um imaginário para atender interesses contemporâneos e questionáveis, geralmente identificados pela história como farsa e inexistência concreta. Consideramos que todo o processo de invenção e sustentação de uma visão "mitologizada" objetiva, unicamente, atender interesses atuais; é uma forma de militância que recorre à fábula, a ressignificação de rituais, hábitos e costumes, como forma de "legitimação" de causas particulares como se fossem "tradições" coletivas.
II - Em defesa de uma racionalidade sobre a história do Rio Grande do Sul, de equivalência para todos os construtores de nossa sociedade, de equiparação e direito para todas as manifestações culturais, de inclusão multicultural e respeito às heranças étnicas, sem que todas essas expressões sejam diluídas em um gauchismo pilchado de civismo ufanista, ideológico e manipulador dos mais sinceros sentimentos do povo.
Fundamentados nos princípios acima e nos demais existentes no transcurso deste manifesto, identificamos o MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO (MTG) como o principal instrumento de negação e destruição desses traços culturais e direitos fundamentais do povo rio-grandense.
Nossa posição se fundamenta nos seguintes argumentos:
1.. Somos contra o Movimento Tradicionalista Gaúcho, especialmente porque, em sua cruzada unificadora, construiu uma idéia vitoriosa de "rio-grandense autêntico", pilchado e tradicionalista, criando uma espécie de discriminação, como se a maioria da população tivesse uma cidadania de segunda ordem, como "estrangeira" no "estado templário" produzido fantasiosamente pela ideologia tradicionalista.
2.. Somos contra o Movimento Tradicionalista Gaúcho, por identificá-lo como um movimento ideológico-cultural, com uma visão conservadora e ilusória sobre o Rio Grande, cujo sucesso se deve, em especial, à manipulação e ressignificação de patrimônios genuínos do povo, pertencentes aos seus hábitos e costumes.
3.. Somos contra o Tradicionalismo, porque ele não é a Tradição, mas se arrogou de seu representante e a transformou em elemento de sua construção simbólica, distorcendo-a, manipulando-a, inserindo-a em uma rede gauchesca aculturadora, sem respeito às tradições genuinamente representativas das diversidades dos grupos sociais.
4.. Somos contra o Tradicionalismo, porque ele não é Folclore, mas o caducou dentro de invernadas artísticas e retirou dele seus aspectos dinâmicos e pedagógicos; o seu apresilhamento ao espírito e ao sentido do pilchamento do estado está destruindo o Folclore do Rio Grande do Sul.
5.. Somos contra o Tradicionalismo, porque ele é um movimento organizado na sociedade civil, de natureza privada, mas que desenvolveu uma hábil estratégia de ocupação dos órgãos do Estado, da Educação e de controle da programação da mídia, conseguindo produzir a ilusão de que o tradicionalismo é oficialmente a genuína cultura e a identidade do Rio Grande do Sul. A "representação" tomou o lugar da realidade.
6.. Somos contra o Tradicionalismo, porque, insensível à história e à constituição multicultural do Rio Grande do Sul, através de procedimentos normativos, embretou o rio-grandense em uma representação simbólica pilchada.
7.. Somos contra o Tradicionalismo, porque ele criou um calendário de eventos e, através de seus prepostos, aprovou leis que "reconhecem" o próprio tradicionalista como modelo gentílico, apesar de ser, em verdade, um ente contemporâneo, sem enraizamento histórico e cultural.
8.. Somos contra o Tradicionalismo porque identificamos nele a criação de instrumentos normativos usurpadores, com a ambição de exercer um controle sobre a população, multiplicando a cultura da "patronagem", com a reprodução de milhares de caudilhetes que tiranizam os grupos sociais em seu cotidiano. Tiranetes que, com sua truculência, ditam regras "estéticas" e limitam os espaços da arte e da cultura, lançando o preconceito estigmatizador, pejorativo e excludente, sobre formas de comportamento e manifestações artísticas inovadoras ou sobre concepções do regional, diferentes da matriz "cetegista", mesmo quando essas manifestações surgem no interior do próprio Tradicionalismo.
9.. Somos contra o Tradicionalismo, porque ele instrumentaliza política e culturalmente uma visão unificadora, como se a origem identitária do Rio Grande estivesse no movimento da "minoria farroupilha", falseando sobre a sua natureza "republicana", elencando um panteão de "heróis" latifundiários e senhores de escravos, como se fossem entes tutelares a serem venerados pelas gerações atuais e vindouras.
10.. Somos contra o Tradicionalismo, por ele se fazer passar por uma Tradição, desmentida pela própria história de sua origem, ao ser inventado através de uma bucólica reunião de estudantes secundaristas, em 1947, no colégio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre.
11.. Somos contra o Tradicionalismo, porque ele se transformou em força institucional e "popular", em cultura oficial, através dos prepostos da Ditadura Militar no Rio Grande do Sul.
a) Na verdade, em 1964, o Tradicionalismo foi incluído no projeto cultural da Ditadura Militar, pois o "Folclore", como fenômeno que não pensa o presente, serviu de alternativa estatal à contundência do movimento nacional-popular, que colocou o povo e seus problemas reais no centro das preocupações culturais e políticas.
b) O Tradicionalismo usurpou, assim mesmo, o lugar do Folclore, e se beneficiou do decreto do general Humberto Castelo Branco, de 1965, que criou o Dia Nacional do Folclore, e suas políticas sucedâneas. A difusão de espaços tradicionalistas no Estado e as multiplicações dos galpões crioulos nos quartéis do Exército e da Brigada Militar são fenômenos dessa aliança.
c) A lei que instituiu a "Semana Farroupilha" é de dezembro de 1964, determinando que os festejos e comemorações fossem realizados através da fusão estatal e civil, pela organização de secretarias governamentais (Cultura, Desportos, Turismo, Educação, etc.) e de particulares (CTGs, mídia, comércio, etc.).
d) Durante a Ditadura Militar, o Tradicionalismo foi praticamente a única "representação" com origem na sociedade civil que fez desfiles juntamente com as forças da repressão.
e) Enquanto as demais esferas da cultura eram perseguidas, seus representantes censurados, presos, torturados e mortos, o Tradicionalismo engrossou os piquetes da ditadura - seus serviçais pilchados animaram as solenidades oficiais, chulearam pelos gabinetes e se responsabilizaram pelas churrasqueadas do poder. Esse processo de oficialização dos tradicionalistas resultou na "federalização" autoritária, com um centro dominador (ao estilo do positivismo), com a fundação do Movimento Tradicionalista Gaúcho, em 1967. Autoritário, ao estilo do espírito de caserna dos donos do poder, nasceu como órgão de coordenação e representação. Enquanto o general Médici, de Bagé, era o patrão da Ditadura e responsável, juntamente com seu grupo, pelos trágicos anos de chumbo que enlutaram o Brasil na tortura, na execução, na submissão à censura, na expulsão de milhares de brasileiros para o exílio, os tradicionalistas bailavam pelos salões do poder. Paradoxalmente, enquanto muitos freqüentadores de CTGs eram perseguidos ou impedidos de transitarem suas idéias políticas no âmbito de suas entidades, o Tradicionalismo oficialista atrelou o movimento ao poder, pervertendo o sentimento de milhares de pessoas que nele ingressaram motivados por autênticos sentimentos lúdicos de pertencimento e identidade fraterna.
f) Através da relação de intimidade com a ditadura, o MTG conseguiu "criar" órgãos estatais de invenção, difusão e educação tradicionalista, ao mesmo tempo em que entregou, ou reservou diversos cargos "públicos", para seus ideólogos, sob os títulos de "folclorista", "assessor cultural", etc.
g) O auge do processo de colaboração entre a Ditadura e o MTG foi a instituição do IGTF - Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, em 1974, consagrando uma ação que vinha em operação desde 1954. A missão era aparentemente nobre: pesquisar e difundir o folclore e a tradição. Mas do papel para a realidade existe grande diferença. Havia um interesse perverso e não revelado. A constituição do quadro de pessoal, ao contrário da inclusão de antropólogos, historiadores da cultura, pessoas habilitadas para a tarefa (que deveriam ser selecionadas por concurso público), o critério preponderante para assumir os cargos era, antes de tudo, a condição de tradicionalista. Assim, um órgão de pesquisa, mantido pelo dinheiro público, transformou-se em mais uma mangueira do MTG. Com o passar dos anos, os governos que tentaram arejar o IGTF, indicando dirigentes menos dogmáticos, invariavelmente, entraram em tensão com o MTG.
h) Essa rede de usurpação do público pelo Tradicionalismo, por fim, atingiu a força de uma imanência incontrolável. Em 1985, já na redemocratização, o MTG conseguiu que a Assembléia Legislativa instituísse o Dia do Gaúcho, adotando como tipo ideal o "modelo" tradicionalista.
i) Em 1988, com uma manipulação jamais vista na vida republicana, o MTG se mobilizou pela aprovação da lei estadual que estabeleceu a "obrigatoriedade do Ensino de Folclore"; na regulamentação, a lei determinou que o IGTF exercesse a função de "suporte técnico", sem capacitá-lo pedagogicamente. De fato, passou a ocorrer uma relação direta entre as escolas e os CTGs. Dessa maneira, o Tradicionalismo entrou no sistema educacional, transgredindo a natureza da escola republicana como lugar de estudo e saber, e não de culto e reprodução de manuais. Hoje, os alunos são adestrados pela pedagogia de aculturação e cultuação tradicionalista.
j) Por fim, em 1989, a roupa tradicionalista recebeu o nome de "pilcha gaúcha", e foi convertida em traje oficial do RS, conforme determinação do MTG.
12.. O grande poncho do MTG, por derradeiro, foi tecido pela oficialização dos símbolos rio-grandenses, emanados diretamente do simulacro da "república" dos farroupilhas.
III - Em defesa de uma cultura que respeite os tempos de registro histórico-cultural e de representação contemporânea e sua densidade histórica.
13.. Somos contra o MTG, porque consideramos indispensável para a cultura regional distinguir os fenômenos da história dos da memória, identificar os eventos em seus tempos históricos e desenvolver um conhecimento em que os tempos históricos não sejam diluídos nas celebrações contemporâneas e seus interesses ideológicos, culturais e econômicos. A "institucionalização" de uma cultura cívica e de lazer tradicionalista como "legitimidade", reforçada e inserida na indústria cultural pilchada, impõe uma visão da sociedade e do passado, segundo a ótica dos interesses dos indivíduos que operam socialmente na atualidade. Através dessa falsa "historicidade", eles se legitimam como "autênticos" e podem especular com este inventivo "selo de qualidade".
14.. Somos contra o MTG, porque a sua atividade de militância "aculturadora", ressignificando símbolos, ícones, eventos históricos, em um espaço praticado e imaginado como o ethos de uma estância atemporal, empobrece culturalmente o Rio Grande do Sul e, de fato, relega etnias e grupos sociais, historicamente importantes, à massa dos "sem-simbologia".
15.. Somos contra o MTG, porque o seu controle e patrulhamento vigora sobre a sociedade como um espectro opressivo, em muitos casos como uma maldição, como uma ameaça punitiva, desclassificativa daqueles que não ideologizam as pilchas ou não se enquadram nos modelos "humanos", geralmente caricaturais, decretados pelo MTG.
16.. Somos contra o MTG, porque aqueles que se libertam de sua doutrina, depois do longo processo de adestramento, geralmente iniciado na infância, enfrentam traumas de identidade, especialmente ao descobrirem suas "versões manipulatórias" da história, como a de que o povo do Rio Grande do Sul se levantou contra o Império, ou que os farroupilhas eram republicanos.
17.. Somos contra o MTG, porque ele pratica a demência cronológica e estatística, impondo a deturpação de que o povo se levantou contra o Império e os imigrantes e seus descendentes também cultuaram a Revolução Farroupilha, quando, quase em sua totalidade, sequer estavam no RS entre 1835 e 1845. Se um dia aportaram no Brasil, isso se deve ao projeto de colonização do Império. Os projetos de colonização fundamentais, que contribuíram para a formação do Rio Grande do Sul contemporâneo, não pertenceram aos farroupilhas.
18.. Somos contra o MTG, porque ele ajudou a instituir e alimenta em seu calendário de celebrações, nas escolas, na mídia, um panteão de "heróis", na sua maioria senhores de escravos.
19.. Somos contra o MTG, porque ele é uma força militante ideológica e cultural que trabalha contra a criação de uma mentalidade ilustrada; a transposição para o presente de personagens do antigo regime, como "lumes tutelares" a serem adorados, impediu que se fizesse, nesse particular, um movimento cultural com a densidade dos princípios consagrados pela Revolução Burguesa.
20.. Somos contra o MTG, por ele ter transformado a população em adoradora de senhores de escravos (no geral, sem saberem).
21.. Somos contra o MTG, especialmente, porque defendemos o RS da inclusão, da convivência multicultural, de todas as indumentárias, de todos os ritmos, de todas as danças, de todas as emoções, de todos os trabalhos e ofícios, de poéticas de múltiplos espaços, e não da territorialidade simbólica exclusiva do pampa.
22.. Somos contra o MTG, porque desejamos construir espaços poéticos que representem também a complexidade de nosso tempo.
23.. Somos contra o MTG, porque, em defesa dos postulados da liberdade de criação e de comportamento, do saber sobre o culto inócuo e ideologicamente manipulador, o identificamos como o instrumento preponderante de negação dos direitos elementares da liberdade, da igualdade e da fraternidade.
24.. Somos contra o MTG, por se tratar de um movimento de interesse hegemonizador sobre a sociedade sul-rio-grandense, de caráter privado, que transgride a sua esfera particular, para operar um autoritarismo de conversão dogmática da população a um estilo gauchesco, inventado e normatizado por seus membros, como expressão estilística de um pretenso gentílico de conteúdo e forma cívico-ufanista.
25.. Somos contra o MTG, porque, ao se transformar arbitrária e oficialmente em uma imagem gentílica, se converteu em um movimento de intolerância cultural no Rio Grande do Sul e em outras regiões do Brasil e do mundo, através de instalações de CTGs que não respeitam as culturas locais, que invadem como intrusos localidades de tradições milenares, usurpando seus espaços, destruindo sua poética popular e deturpando sua arquitetura. Nessa operação, o Tradicionalismo não é uma "representação" aceitável da cultura sulina, mas o instrumento de uma "aculturação", da não inserção dos grupos migrantes nas culturas locais, transformando-se, de fato, em agente de destruição.
26.. Somos contra o MTG, porque, ao se converter em uma representação do Rio Grande do Sul e exercitar sua arrogância aculturadora em outros espaços sócio-culturais, fazendo uma escolha pela não inserção e respeito às populações do restante do Brasil e do mundo, está desencadeando movimentos de reação discriminatória contra os "gaúchos". Devido às posturas dos tradicionalistas, tornam-se cada vez mais freqüentes campanhas populares de "Fora gaúchos" em outros estados da federação, confundindo os "tradicionalistas" com os "rio-grandenses", jogando sobre o povo do RS um estigma motivado unicamente pelo "cetegismo". Essa militância tradicionalista contribui, de fato, para a difusão da intolerância na população sulina.
27.. Somos contra o MTG, por considerá-lo agente de um dano irreparável à maioria dos sul-rio-grandenses frente ao Brasil, pois defendemos princípios de identidades regionais harmonizados com as genuínas culturas locais das demais regiões brasileiras.
28.. Somos contra o MTG, por ele se apresentar militantemente em outras unidades da federação, em seu extremo, como uma "etnia gaúcha", deturpando a formação multi-étnica sul-rio-grandense, e ofendendo, além de tudo, os conceitos mais elementares da Antropologia.
29.. Somos contra o MTG devido a sua soberba de pressionar outros estados brasileiros para adotar a "pilcha gauchesca" como traje oficial, produzindo ainda maior rejeição aos sul-rio-grandenses.
30.. Somos contra o MTG no Rio Grande do Sul e nos demais estados brasileiros pela sua articulação incessante para se transformar na cultura oficial, ou ser reconhecido como "uma representação externa", e desejar se constituir em guardião dos símbolos, dos ícones e do imaginário do povo.
31.. Somos contra o MTG, porque, como entidade privada, ele tange, em sua arreada intolerante, grande parte das verbas públicas dos setores da cultura, da educação, do turismo, da publicidade e da Lei de Incentivo à Cultura das empresas estatais, fundações e autarquias, para o seu imenso calendário de eventos, onde, nem sempre, se distingue a cultura do turismo e do lazer.
a) Em defesa da cultura rio-grandense postulamos pela instalação de uma CPI na Assembléia Legislativa, para investigar a transferência de verbas e infra-estruturas públicas para as atividades tradicionalistas, o que caracteriza flagrantemente uma usurpação do patrimônio público.
b) Reivindicamos audiências públicas ao Conselho de Cultura, para discutir a canalização da LIC para um excessivo predomínio de projetos tradicionalistas, muitos de caráter turístico e de lazer, iludindo a natureza da Lei.
c) Alertamos e igualmente reivindicamos audiências públicas ao Conselho de Educação, para discutir a deturpação dos currículos e dos princípios de Educação Pública, em conseqüência da infestação, da usurpação e da distorção pedagógica representada pela invasão tradicionalista nas escolas, substituindo os preceitos do "saber", do "estudar", pelo "culto" e pelos "manuais" tradicionalistas. O indicativo dessa distorção e atropelo obscurantista é a transformação do próprio espaço escolar, com a criação de "piquetes" e "invernadas artísticas". Essa situação revela a falência pedagógica da escola, o abandono de sua natureza laica e republicana. Os alunos são induzidos a comportamentos e práticas dogmáticas, adestradoras, apresilhados a uma identidade questionável, originada em um mito fundante. Essa escola doutrinariamente cívica, "gentílica" e de "orgulho gaúcho" exercita a fé, a pertença alienada. Ela significa a falência da Educação. Por essa razão, reconhecemos como legítima a revolta daqueles professores que rejeitam a sua conversão em instrumentos de realização do calendário tradicionalista, como se fossem meros executores de seus manuais dentro dos educandários. Reconhecemos como legítima a resistência dos professores às pressões para serem transformados em pregadores pelas direções, pelo poder e por alguns ciclos de país e mestres, pois esse enquadramento significa a negação de suas funções constitucionais de educadores.
32.. Somos contra o MTG, porque, entre todas as suas deturpações, a mais grave é representada pela sua própria oficialização, cujo corolário é a ambição de instituir como "legalidade" a sua versão da história, através de uma legislação introduzida progressivamente na esfera pública. Em alguns processos judiciais contra pessoas transformadas em réus, por terem feito crítica ao Tradicionalismo ou aos seus atos, os advogados do MTG argumentam com "base" em leis que os parlamentares tradicionalistas criaram, em decretos de seus executivos, em "epistolas" de seus ideólogos.
33.. Somos contra o MTG, porque, devido à sua ação de controle cultural, uso das verbas públicas, interferência nos currículos escolares, vigilância sobre os meios de comunicação, imposição manipulatória de uma idéia de "história" que converteu em "heróis" senhores de escravos, sua hegemonia e operação militante no Estado, na sociedade civil e no senso comum, contribui para a mediocrização do Rio Grande do Sul em seus aspectos culturais, de inserção moderna e respeitosa no Brasil e na América, produzindo uma incapacidade de leitura crítica da sociedade rio-grandense e do mundo. Nas últimas décadas, os acontecimentos culturais populares importantes se constituíram na relação e na contradição com o Tradicionalismo. Na maioria dos casos tiveram que superá-lo, ou negá-lo, para sobreviverem e afirmarem os seus espaços estéticos.
34.. Somos contra o MTG em sua usurpação do público, mas, por outro lado, ainda como manifestação de nossos princípios republicanos, defendemos o MTG quanto ao seu direito privado, ao seu exclusivo espaço cultural, à noção de que ele é apenas um segmento interpretativo da história e da cultura do Rio Grande do Sul, sem que as suas convicções singulares tenham a ambição e a ação militante ilegítima de "aculturação" das demais esferas sociais e culturais do estado, sem que se coloque no topo de uma hierarquia dominante e exclusivamente gauchesca da identidade.
35.. Somos contra o MTG, exclusivamente, no que tange à usurpação das esferas públicas e à coerção de nossos direitos civis, culturais e estéticos.
36.. Somos contra o MTG, porque identificamos nele a alimentação de uma sinergia cultural que atolou o Rio Grande do Sul no passadismo conservador, criando uma força de pertencimento que bloqueia o desenvolvimento de uma energia socialmente humana moderna, humanista, republicana, respeitosa com os sentimentos historicamente multiculturais da população rio-grandense.
37.. Somos contra o MTG, porque nos sentimos reprimidos, cerceados e vitimizados, cultural e profissionalmente, por ele, identificando-o como uma força militantemente dogmática contra os nossos direitos e cidadania.
38.. Somos contra o MTG, porque defendemos o Folclore representativo da nossa multiplicidade étnica, consideramos as frações da Tradição que expressam as relações humanizadas e o espírito solidário do povo sul-rio-grandense, a Cultura Popular, os espaços efetivos para uma cultura que expresse nossa historicidade, desde o passado até a atualidade, e, principalmente, porque postulamos uma estética sem embretamentos, capaz de apreender a complexidade regional com suas particularidades e conexões universais.
Rio Grande do Sul, março de 2007.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba (Programação)

AOS (AS) COMPANHEIROS (AS) DA JOSÉ MARTI/RS

Como militantes da ACJM do Rio Grande do Sul sabemos que a defesa da soberania cubana traz no seu conceito a luta pela soberania dos demais povos.E para aprofundarmos esse debate é que realizaremos a nossa XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, nos próximos dias 4, 5 e 6 de junho, na Assembléia Legislativa do RS. ocasião em que também abordaremos, entre outras, a necessidade de projetos de mídia alternativa para garantir a efetiva promoção e reconhecimento da cidadania e dos governos legitimamente democráticos.

Para tanto deveremos pensar essa Convenção de forma qualificada e participativa, e termos a certeza de o empenho de cada um de nós poderá reforçar mais uma etapa da luta em prol da autodeterminação dos povos e em defesa dos direitos humanos.

Neste sentido fazemos um apelo a cada companheiro (a) para a venda dos bônus da solidariedade, visando a auxiliar nas despesas com hospedagem e alimentação de jovens dos estados que virão participar da XVIII Convenção. Também contamos com a solidariedade de todos que puderem disponibilizar hospedagem aos participantes, pois estamos com dificuldades para suprir essa demanda.

Nossos contatos são os seguintes: ACJM/RS-Tel.(51)3224.4953 ou e-mail acjmrs@gmail.com; Ainda com Cezira por meio do e-mail cezira78@yahoo.com.br – Cel. 92894003, Marajuara por email marajuarac@hotmail.com – Cel. 93246129 ou Vânia através do e-mail: vania.mattos@yahoo.com.br – Cel.(051)99156431.

Um abraço farterno!

Vânia M. Barbosa,

Presidente do Conselho Deliberativo da ACJM/RS.











terça-feira, 23 de março de 2010

PCB - PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO: 88 ANOS DE LUTA


FESTA 88 ANOS PCB - QUINTA-FEIRA, 25/03/2010 AS 18:59, NA SEDE REGIONAL DO PCB, RUA JERÔNIMO COELHO, 281/201, CENTRO -PORTO ALEGRE/RS - FONE: 051 3062-4141 - E-MAIL: pcbrs@pcb.org.br

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

SEJAMOS TODOS PEDRO MUNHOZ



Em uma das inúmeras conversas que tive o prazer de ter com o “vôo livre” Deogar Soares, bem acomodados no “nosso” Cruz, ao comentarmos sobre alguma das tantas barbaridades deste mundo, que certamente não conseguirei lembrar, ele disse, daquele jeito que só quem o conheceu pode imaginar: “eu cada vez mais perco a capacidade de me surpreender com as coisas”.


Pois é, vivemos em uma sociedade em que, cada vez mais temos motivos para dizer que deixamos de nos surpreender, tal a quantidade de absurdos gerados por uma sociedade corrompida pelos ditames de uma lógica perversa e desumana.


Porém, a situação que vivemos atualmente no Rio Grande do Sul, capitaneados por uma governadora que já inscreveu seu nome na história como dirigente do governo mais corrupto já visto por estes pagos, tem dado motivos para que constantemente, nos surpreendamos com suas novas “peripécias”.


Como todo grupo que se organiza para praticar atos ilícitos, este, coordenado pela dona Yeda, não foge à regra: procura, através da força, da repressão e da mentira calar seus opositores e manter, pelo medo, seu poder.


No seu mandato, foram inúmeros os momentos em que seu braço armado agiu para reprimir manifestações do povo gaúcho, tão ao gosto de nosso “caubói dos pampas”, o famigerado e desequilibrado Coronel Mendes, que mais parece ter saído diretamente das catacumbas da Idade Média. Mas, este senhor, ao sair do comando da BM (pelo menos oficialmente), deixou em seu lugar gente com os quais não deve ter nenhum motivo para decepcionar-se.


Durante o (des) governo tucano, muitas manifestações foram e continuam a ser tratadas com cassetetes, bombas e safanões, vários dirigentes sindicais acabaram presos e agredidos e também processados judicialmente por quem deveria mesmo era correr da Justiça. Mas aqueles que mais sofreram durante este tempo, foram, como não poderia deixar de ser, os militantes do MST, que por negarem-se a correr da luta e optar por pelear sempre, foram várias vezes proibidos de manifestarem-se e de deslocarem-se pelo estado, tiveram acampamentos invadidos, lonas rasgadas, alimentos estragados ou “desaparecidos” e foram vítimas de uma campanha orquestrada pelo governo, por parte do judiciário gaúcho e, claro, pelo maior partido de direita do RS, o grupo RBS, que tentam a todo o momento incriminar o Movimento e orientaram ações no sentido de torná-lo ilegal.


Como parte de tudo isto, no dia 21 de agosto passado, o sem-terra Elton Brum da Silva foi assassinado pela Brigada Militar em uma ação de despejo que foi preparada pelo comando estadual da BM. Nesta ação, homens, mulheres e crianças foram agredidos por brigadianos e cães (não se sabe quais os mais raivosos) e humilhados de várias maneiras, resultando em mais de uma dezena de feridos.


Em todo o país, realizaram-se vários atos de protesto ao ocorrido, reunindo sem-terra, sindicalistas, intelectuais, artistas e todos aqueles comprometidos com a luta dos povos contra a opressão e pela justiça. Dentre estes, o cantador e grande companheiro de lutas Pedro Munhoz escreveu um poema em homenagem ao Elton, que tem sido divulgado em vários órgãos da imprensa alternativa.


Pois, para provar que os tiranos nunca têm limites em sua fúria contra as manifestações contrárias aos seus interesses, nos últimos dias o Pedro sofreu duas tentativas de prisão por parte da BM ao recitar o poema em apresentações realizadas em Alvorada e Porto Alegre, sendo esta última no Ato Fora Yeda.


Então tá! Se ainda havia alguma dúvida ... somos governados por sobras da ditadura militar, que reprimem, dão porrada e atentam contra o direito de livre manifestação, garantido pelo povo brasileiro através de muita luta e organização, enfrentando aqueles de quem parece que esse pessoal que está sendo processado por formação de quadrilha sente muita saudade!


Assim, quero pedir a todos os companheiros que solidarizam-se com as lutas do povo e contra todas as tiranias, que façam circular essa notícia e demonstrem sua solidariedade com todos aqueles que, de uma forma ou de outra, seja com cartazes, microfones, enxadas ou violões, estão na luta e gritam a todo o momento, como fizeram os irmãos cubanos na Sierra Maestra e agora fazem os hondurenhos em luta contra o golpe que sofreram: “Aqui no se rinde nadie!”.


MEU COMPANHEIRO E AMIGO PEDRO MUNHOZ, GRANDE ABRAÇO E TODA A FORÇA NA LUTA!!!


Porto Alegre, 15 de outubro de 2009.


Lauro Borges

lauroborges22@yahoo.com.br


Solidariedade: Runildo Pinto

bomdiacamaradas@yahoo.com.br


“Solo hay una cosa más grande que el amor a la libertad: el odio a quien te la quita” (Ernesto Guevara de la Serna )

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

CARTA AOS ALEGRETENSES


Por Partido Comunista Brasileiro - Alegrete/RS


“Politicamente, os homens foram sempre as vítimas ingênuas dos outros e deles próprios e serão sempre enquanto não tiverem aprendido a discernir por trás das frases, das declarações e das promessas morais, religiosas, políticas e sociais, os interesses desta ou daquela classe”. Lênin



Eleições 2008 - A arena está montada, os atores estão em cena, tem peça para todos os gostos. Aqui trazemos uma breve avaliação das forças em disputa na cidade de Alegrete.


O PP, partido de históricos defensores da ditadura militar, apresenta Leoni Caldeira/Bolsson. Há tempos (des)governa o município na lógica do assistencialismo, do clientelismo e do patronalismo político. Exerce um forte controle social sobre as camadas mais pobres, através da economia eleitoral, onde os instrumentos mais utilizados são cestas básicas, bolsa família, mutirões de serviços, utilização de cargos de confiança etc. Seu domínio ideológico se dá pela conservação da cultura tradicional do latifúndio (ruralismo arcaico), do qual é sua representação máxima, ou seja, usa da introjeção cultural nos segmentos alienados da população. Exerce forte cooptação nos meios de comunicação através de troca de favores e de lideranças sindicais e comunitárias, sempre disponíveis no mercado político. Sua continuidade no poder representa a manutenção da estagnação econômica, social e política da nossa pobre cidade.


O PSDB/PDT e seus concordes são os representantes genuínos do Governo Yeda, atolado em corrupção e com uma prática fascista de repressão aos movimentos sociais. Representantes do neoliberalismo, juntam-se ao PPS, partido do ex-governador Antonio Brito e de Busato, responsáveis pela maior privatização que o Estado do Rio Grande do Sul sofreu nos últimos tempos, onde foram passados grandes patrimônios públicos para o setor privado, enriquecendo esses políticos. O PDT local serve como sucursal dos interesses das RBS. O cômico desta aliança é o PV, defensor da ecologia, ao lado das forças que, comprometidamente, estão no governo do RS possibilitando a instalação dos desertos verdes. Representam um setor econômico agrícola que, consorciado com o poder do latifúndio local, é especialista em confundir o público com o privado, haja vista, que suas atividades econômicas são subsidiadas ou anistiadas historicamente pelas diferentes esferas de governo. São muito espertos no uso da máquina pública.


PMDB/PT, apoiados pelo “oportunista” PC do B, pelo DEM de ACM Neto e dos “ultradireitistas” Ônix Lorenzoni e Bolsonaro, têm seu objetivo primordial na busca do poder, não para mudar alguma coisa, mas para permitir que suas bases acessem aos cargos do poder local, pois assim podem manter suas definhadas militâncias, ávidas e sedentas por espaços na economia pública. É a tentativa de construir o novo com o conteúdo velho. Se alterar a questão fundiária é pré-requisito para o desenvolvimento local, é bom não esquecer os conceitos do candidato a prefeito desta aliança sobre a questão agrária e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, sua posição é tão reacionária e autoritária como é a de um grande estancieiro. O PT não possui mais “memória”, esqueceu disso ou concorda? As experiências administrativas tanto do candidato quanto de seu partido não os recomendam à administração pública. Sua representação de classe são os agroboys (nova geração de latifundiários), uma classe média falida, porém arrogante e conservadora. O PT é metamorfose da consciência de classe, de defensor do socialismo nos seus primórdios a um dócil administrador do capitalismo neoliberal, aburguesado, traiu a si mesmo e aqueles que sonhavam com a revolução social.


Uma simples alternância de partidos no poder significa trocar seis por meia dúzia, pois ambos propõem a manutenção da estrutura agrária, econômica e social em favor da elite local. Para o povo, nada de substancial significa. A história tem demonstrado isso, sai um, entra outro e o município, com o passar dos anos, definha social e economicamente. Boa parte da população economicamente ativa padece no desemprego estrutural. O que tem restado, principalmente aos jovens, é pegar a estrada e buscar outros lugares.


Mas Alegrete não é só miséria. Se existe a pobreza de uma ampla maioria, é por que também se produz riqueza, que é abocanhada por poucos, uma espécie de colonialismo interno, onde a distribuição da riqueza produzida aqui vai parar nos bolsos da elite conservadora associada ao capital das grandes redes de negócios, e agora, às multinacionais do agronegócio, juntos investem nosso capital em outras praças (imóveis em capitais, praias, turismo e mandar seus filhos para o exterior). O que sobra para os pobres e negros é a violência física agregada à violência verbal histórica a que estão submetidos, portanto, uma combinação de exploração com racismo, isto é luta de classe. Os meios de comunicação locais: rádios, jornais, etc, comprometidos com um ou outro bloco da elite local, fazem parte da divisão dos recursos públicos.


Recusamo-nos, na ação política, a sermos levados ao sabor do vento, nossa identidade é sermos oposição de esquerda a Lula/Ieda/Pillar e/ou seus representantes, ou seja, aos governos que representam os interesses da burguesia e dos latifundiários. Apesar de sabermos que o poder econômico mercantiliza a política institucional, precisamos de um canal de luta para todos que estão indignados com a mesmice, que desacreditam na institucionalidade burguesa e nos partidos tradicionais, que querem manifestar seu protesto, sua rebeldia.


Mesmo com a não concretização da Frente de Esquerda, pois o PSOL se apresentou de forma premeditada e hegemonista, sedento para se consolidar como representante da esquerda institucional no vácuo deixado pelo PT, o PCB optou por participar nas eleições recomendando um voto crítico no advogado e professor Djalmo Santos, que tem colocado sua experiência profissional a serviço dos movimentos sociais, dos pobres e excluídos de nossa cidade. É o único que pode levantar a problemática da reforma agrária, do desemprego, da falta de saúde, de habitação e de uma educação emancipadora, portanto, traz propostas próximas daquilo que conceituamos como Governança Comunista.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Mídia, Ministério Público contra o MST



A seguir, leia análise da cobertura da mídia no Rio Grande do Sul.

ANÁLISE DA MÍDIA NA SEMANA 23 A 26 DE JUNHO: Rio Grande do Sul

Ref.: Denúncias do relatório e ata do Ministério Público.

  1. Jornais: A Zero Hora tratou o tema no contexto da posse oficial do Comandante Mendes, pivô das denúncias de violência na Brigada Militar. No texto, a Zero Hora tenta construir a seguinte idéia: O Coronel rebateu as denúncias, a visita dos senadores foi frustrada, a audiência é um movimento político da oposição, o coronel teve apoio de outras autoridades. O jornal não voltou ao tema nos outros dias. O autor da matéria é Humberto Trezzi, jornalista das editorias de segurança e questão agrária, que tem publicado reportagens em defesa da Brigada e do Coronel. As fontes são o próprio Coronel e o Ouvidor-Agrário Adão Paiane.

No Correio do Povo, a repercussão foi mais positiva. O jornal considerou a denúncia, “uma bomba”. Mas não retornou ao tema em outras edições.

  1. Rádio: Inicialmente, houve baixa repercussão. A partir da tarde, a Rádio Gaúcha (RBS) passou a dar espaço para o promotor que escreveu o relatório Gilberto Thuns, que praticamente falou sozinho no primeiro dia, sem contraponto. Somente hoje (26), o Dr. Jacques Alfonsin foi ouvido apresentando um contraponto na emissora. Houve pouco interesse pela Rádio Guaíba (Record) e um espaço significativo na Band, com espaço para contraponto.

  1. TV: Logo no primeiro dia, conseguimos contraponto no SBT. Somente hoje, foi possível na Bandeirantes. Na Record, uma entrevista marcada para hoje foi adiada. Na RBS TV, novamente foi dada visibilidade ao promotor Gilberto Thuns. No programa de debate “Conversas Cruzadas” (TV Com/RBS), o promotor foi escalado para debater com Dr. Jacques, além de outro promotor e o deputado Raul Pont. O debate, como sempre, foi tendencioso, intercalado por “opiniões” colhidas na rua desfavoráveis ao MST.

  1. Internet: No clicrbs, houve omissão da realização da audiência da parte da manhã, citando apenas a audiência com o Mendes, na mesma forma como seria publicada no dia seguinte na Zero Hora. Nos sites alternativos e blogs, há empate. Nos blogs direitosos, a notícia do relatório foi bem aplaudida e nos blogs de esquerda a posição do MP foi condenada como uma ação que remete à ditadura, além da crítica no bojo do Governo Yeda.

  1. Conclusão: Há uma construção por parte do grupo RBS em legitimar o relatório, como se a repressão ao MST fosse um desejo da população e como se a ação do MP fosse legal. Para isso, foi destacado o próprio promotor que elaborou o relatório. De maneira geral temos conseguido apresentar nossa posição em algumas rádios e TVs, além da internet. A escolha do Dr. Jacques como porta-voz tem sido positivo, porque leva as questões também para o terreno jurídico, além do político. O discurso dos porta-vozes do Movimento (Cerdenir e Ana) tem sido unitário.

TERMÔMETRO MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA



23 a 26 de junho de 2008

PANORAMA – CRIMINALIZAÇÃO DO MST NO RS

O Movimento vem conseguindo enfrentar o discurso reacionário do Ministério Público do Rio Grande do Sul. Conseguiu polarizar com as declarações de Gilberto Thums, com boas entrevistas de Cedenir de Oliveira e Jacques Távora Alfosin. Foi importante a publicação da denúncia na Folha na quarta-feira, porque transcendeu a cobertura da mídia local e tornou possível a demarcação, na mídia, de dois pontos de vista radicalmente diferentes.

No dia 24, com a matéria publicada por Eduardo Scolese, na Folha, ficou claro o caráter reacionário do MP do Rio Grande do Sul. Scolese pela primeira vez informa na grande mídia nacional do relatório do Conselho Superior do MP que pede a "dissolução" do MST. Explica que o tal documento serviu de base para oito ações judiciais contra os sem-terra. O Movimento tem um bom espaço para atacar a ofensiva jurídica.

Ainda na terça-feira, as páginas do Terra Magazine e Portal Uol entrevistaram o promotor Gilberto Thums, membro do Conselho Superior do MP do RS, que ataca pesadamente o Movimento, que, segundo ele, ataca o Estado Democrático, usa táticas de guerrilha, fere a Constituição, é uma organização criminosa. Ele defende que o MST não luta por terra, mas é um "movimento político". Ele alega ainda que no "Rio Grande do Sul não tem terra para reforma agrária".

Na Agência Estado, do grupo do Estado de S. Paulo, Elder Ogliari, que costuma cobrir a questão agrária, escreve uma boa matéria sobre o tema, com tom de denúncia. Aparece a figura de Mauro Renner, procurador-geral de Justiça, que explica que foi suprimido o trecho que falava em "dissolvência" do MST.

A matéria, no entanto, não foi publicada no jornal impresso, que deu apenas uma nota sobre a audiência da Comissão de Direitos Humanos do Senado em Porto Alegre. Mesmo assim, a nota tem o tom da denúncia do MST contra o MP, não o contrário.

Os portais Terra Magazine e Uol também entrevistam na quarta-feira Cedenir de Oliveira, que rebate os principais argumentos de Thums. O Uol ouve o procurador do Estado aposentado, Jacques Távora Alfosin, que se apresenta como advogado do MST e acusa o MP de ser "tendencioso e preconceituoso".

O Globo não dá sequer uma nota sobre o assunto, mas dedica seu editorial a defender o MP do Rio Grande do Sul. Para o jornal, "já passou da hora de o poder público defender o estado de direito democrático".

Hoje quem fala no assunto é o jornal Valor Econômico, que publica uma matéria sobre o conflito no Ministério Público. De um lado, Thums, que chama o MST de "organização criminosa". De outro, Renner, que classifica o Movimento de "legítimo".

Maria Inês Nassif, editora de opinião do jornal, publica um belo artigo, em que contextualiza toda a questão e critica o Ministério Público e a Justiça gaúcha. O melhor de tudo é que ela deixa claro que o MST pode pagar agora por essa guinada à direita, mas "o país todo também paga no futuro".

O artigo de Maria Inês repercute no blog de Luís Nassif, que chama de "absurda" a iniciativa do MP. Chama a atenção que se espera mais a institucionalização do MST do que sua clandestinidade, porque, aí sim, ele pode se tornar a guerrilha que teme o MP.

Luiz Carlos Azenha, jornalista independente e ex-repórter da Globo, que escreve atualmente na Carta Capital, dá destaque em seu blog ao caso e conclui que "democracia, sim, desde que todos se comportem como carneiro". Ele analisa que a ofensiva contra o MST tem espaço porque "a democracia nunca pegou no Brasil", onde direita e esquerda têm DNA autoritário. Depois, divulga nosso manifesto contra a criminalização no RS.

O site da revista Carta Capital entrevista o professor Aldo Fornazieri, que classifica a ação do MP como um "atentado evidente à Constituição Brasileira".

Em anexo, segue uma coletânea das matérias sobre o tema que saíram dos dias 24 a 26 e análise da cobertura da mídia do Rio Grande do Sul.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

UNIDADE CLASSISTA





Olhem a saudação dela! (comentário Raoul)











Espiem, na imagem abaixo, o pragmatismo do PT, aliança com PP que é o mesmo PDS, Arena da ditadura militar. PT, sssSeentido, direeiiita volver!!!!!! Agora quer aliança com o PSDB. Parva Política Brasileira! (comentário Raoul)













Camarada!

O Fascismo não é um privilégio só do PSDB, aqui em Osório ele está também no PT.
Após ouvir o discurso de membros da chapa2, na sala dos "professores", a minha indignação foi tal que, me obriguei a escrever algo.
Segundo a candidata Terezinha a chapa é composta por uma ELITE DE PROFESSORES, e o candidato a tesoureiro afirmou que está na hora de tirar os funcionários de escola da direção do núcleo.

, por Paulo R. R. Sanches

e-mail: paulor.r.sanches@bol.com.br

UNIDADE CLASSISTA


Porque apoiamos a Marli e estamos na CHAPA1!


A Marli, essa, merendeira, negra e atrevida, desafia o sistema cotidianamente. Esse sistema injusto e desigual, enfrentando o preconceito “Hitleriano Mussolinista” dos que não conseguem suportar o fato de uma funcionária dirigir (com muita competência) um núcleo que historicamente foi dirigido por professores. Apesar da diretoria ser de nove membros esses individualistas só conseguem enxergar o a figura do Diretor Geral. Esses “Berlusconianos Sarkosystas”* prestam um grande favor a governadora Yeda/Detran ao vociferar (babando pelo canto da boca) todo seu ódio de classe (mesmo sendo trabalhadores assalariados não reconhecem essa condição, se sentem uma elite), quando afirmam que Funcionário de Escola não deveria poder dirigir o CPERS. Não sabem os reacionários que estão dividindo a categoria exatamente no momento em que temos o dever de estarmos juntos, Professores e Funcionários, para combater os desmandos desse (des)governo. Que é nossa obrigação unir forças com os colegas trabalhadores da CORSAN, CEEE, BANRISUL, PROCERGS, SAÚDE, etc., para evitar o fim do Serviço Público de qualidade no RS.

Todo nosso apoio à CHAPA 1, que representa muito bem a categoria, em sua composição respeita a proporcionalidade de professores (6) e de funcionários (3) na chapa.

Mas esse pensamento culturalmente atrasado, não é o pensamento da maioria da categoria, ele já foi refutado na eleição anterior quando a chapa em que a colega Marli concorreu como Diretora Geral venceu o pleito. Esperamos que isso se repita, do contrário o Litoral Norte vai estar dando um passo atrás em relação ao que está acontecendo na América Latina, onde o Movimento Sindical volta a se organizar para a luta contra o capital.

É preciso a unidade dos trabalhadores para vencer essa luta.

Aos velhos carcomidos preconceituosos, por favor, continuem de pijamas, vendo pela janela a banda passar. A banda da Justiça, da Igualdade e da Solidariedade. Não atrapalhem quem quer avançar nas conquistas.

Uma boa luta a todos!


ATÉ A VITÓRIA, SEMPRE!


  • Verbas públicas exclusivamente para a educação pública. (10% do PIB)

  • Expansão das redes públicas de ensino.

  • Valorização dos Profissionais de educação (melhores salários e formação continuada).

  • Ensino Básico em horário integral.

  • Gestão democrática das verbas e das unidades escolares.

  • Criação dos fóruns populares de educação. A luta pela educação é de toda a sociedade

  • Educação voltada para os interesses da classe trabalhadora.

  • Por uma educação pública, gratuita, laica, democrática e de qualidade.


NENHUM DIREITO A MENOS . AVANÇAR EM NOVAS CONQUISTAS

OUSAR LUTAR. OUSAR VENCER.

UNIDADE CLASSISTA NA INTERSINDICAL


*Mandatários da Itália e França respectivamente. O primeiro fez a saudação fascista em sua posse e elogiou Hitler. O segundo quer expulsar os imigrantes.

Mídia, PM 2 e Denis Rosenfield: as fontes da argumentação dos promotores do MP




Liga da Justiça no MP/RS - Clique na imagem par acessar RS URGENTE




Ao falar sobre a estratégia do MST, os promotores valem-se de relatórios do serviço secreto da Brigada Militar (a PM2). O relatório do coronel Waldir João Reis Cerutti, de 2 de junho de 2006, afirma que os acampamentos do movimento são mantidos com verbas públicas do governo federal, recursos de fontes internacionais e até das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). O coronel Cerutti não apresenta qualquer comprovação da existência do “dinheiro das FARC” e segue falando da suposta influência da guerrilha colombiana sobre os sem-terra. Segundo ele, o MST estaria planejando instalar um “território liberado” dentro do Estado: “Análises de nosso sistema de inteligência permitem supor que o MST esteja em plena fase executiva de um arrojado plano estratégico, formulado a partir de tal “convênio”, que inclui o domínio de um território em que o governo manda nada ou quase nada e o MST e Via Campesina, tudo ou quase tudo”.

Em seguida é apresentado um novo relatório do Estado Maior da Brigada Militar sobre as ações do MST no Estado. Esse documento pretende analisar a “doutrina e o pensamento” do MST, identificando, entre outras coisas, as leituras feitas pelos sem-terra. Identifica um “panteão” de ícones inspiradores do movimento, “a maior parte ligada a movimentos revolucionários ou de contestação aberta à ordem vigente” (onde Florestan Fernandes e Paulo Freire estão incluídos, entre outros). E fala de “uma fraseologia agressiva, abertamente inspirada nos slogans dos países do antigo bloco soviético (“pátria livre, operária, camponesa”)”. A partir dessas informações, os promotores passam a discorrer sobre o caráter “leninista” do MST, invocando como base argumentativa o livro “A democracia ameaçada – o MST, o teológico-político e a liberdade”, de Denis Rosenfield, que “denuncia” que o objetivo do movimento é o socialismo.

Para os promotores, “já existem regiões do Brasil dominadas por grupos rebeldes” (p. 117 da ação). A prova? “A imprensa recentemente noticiou....” (uma referência as ações da Liga dos Camponeses Pobres, no norte do Brasil). Em razão da “gravidade do quadro em exame”, concluem os promotores, “impõe-se uma drástica mudança na forma de trato das questões relativas ao MST e movimentos afins”. A conclusão faz jus às fontes utilizadas no “notável trabalho de inteligência”: “o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra não constitui um movimento social, mas, isso sim, um movimento político”. O MST, prosseguem os promotores, “são uma organização revolucionária, que faz da prática criminosa um meio para desestabilizar a ordem vigente e revogar o regime democrático adotado pela Constituição Federal”. Em nenhum momento da ação, o “notável trabalho de inteligência” dos promotores trata de problemas sociais no campo gaúcho.

Por que Zurdo?

O nome do blog foi inspirado no filme Zurdo de Carlos Salcés, uma película mexicana extraordinária.


Zurdo em espanhol que dizer: esquerda, mão esquerda.
E este blog significa uma postura alternativa as oficiais, as institucionais. Aqui postaremos diversos assuntos como política, cultura, história, filosofia, humor... relacionadas a realidades sem tergiversações como é costume na mídia tradicional.
Teremos uma postura radical diante dos fatos procurando estimular o pensamento crítico. Além da opinião, elabora-se a realidade desvendando os verdadeiros interesses que estão em disputa na sociedade.

Vos abraço com todo o fervor revolucionário

Raoul José Pinto



ZZ - ESTUDAR SEMPRE

  • A Condição Pós-Moderna - DAVID HARVEY
  • A Condição Pós-Moderna - Jean-François Lyotard
  • A era do capital - HOBSBAWM, E. J
  • Antonio Gramsci – vida e obra de um comunista revolucionário
  • Apuntes Criticos A La Economia Politica - Ernesto Che Guevara
  • As armas de ontem, por Max Marambio,
  • BOLÍVIA jakaskiwa - Mariléia M. Leal Caruso e Raimundo C. Caruso
  • Cultura de Consumo e Pós-Modernismo - Mike Featherstone
  • Dissidentes ou mercenários? Objetivo: liquidar a Revolução Cubana - Hernando Calvo Ospina e Katlijn Declercq
  • Ensaios sobre consciência e emancipação - Mauro Iasi
  • Esquerdas e Esquerdismo - Da Primeira Internacional a Porto Alegre - Octavio Rodríguez Araujo
  • Fenomenologia do Espírito. Autor:. Georg Wilhelm Friedrich Hegel
  • Fidel Castro: biografia a duas vozes - Ignacio Ramonet
  • Haciendo posible lo imposible — La Izquierda en el umbral del siglo XXI - Marta Harnecker
  • Hegemonias e Emancipações no século XXI - Emir Sader Ana Esther Ceceña Jaime Caycedo Jaime Estay Berenice Ramírez Armando Bartra Raúl Ornelas José María Gómez Edgardo Lande
  • HISTÓRIA COMO HISTÓRIA DA LIBERDADE - Benedetto Croce
  • Individualismo e Cultura - Gilberto Velho
  • Lênin e a Revolução, por Jean Salem
  • O Anti-Édipo — Capitalismo e Esquizofrenia Gilles Deleuze Félix Guattari
  • O Demônio da Teoria: Literatura e Senso Comum - Antoine Compagnon
  • O Marxismo de Che e o Socialismo no Século XXI - Carlos Tablada
  • O MST e a Constituição. Um sujeito histórico na luta pela reforma agrária no Brasil - Delze dos Santos Laureano
  • Os 10 Dias Que Abalaram o Mundo - JOHN REED
  • Para Ler O Pato Donald - Ariel Dorfman - Armand Mattelart.
  • Pós-Modernismo - A Lógica Cultural do Capitalismo Tardio - Frederic Jameson
  • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira
  • Simulacro e Poder - uma análise da mídia, de Marilena Chauí (Editora Perseu Abramo, 142 páginas)
  • Soberania e autodeterminação – a luta na ONU. Discursos históricos - Che, Allende, Arafat e Chávez
  • Um homem, um povo - Marta Harnecker

zz - Estudar Sempre/CLÁSSICOS DA HISTÓRIA, FILOSOFIA E ECONOMIA POLÍTICA

  • A Doença Infantil do Esquerdismo no Comunismo - Lênin
  • A História me absolverá - Fidel Castro Ruz
  • A ideologia alemã - Karl Marx e Friedrich Engels
  • A República 'Comunista' Cristã dos Guaranis (1610-1768) - Clóvis Lugon
  • A Revolução antes da Revolução. As guerras camponesas na Alemanha. Revolução e contra-revolução na Alemanha - Friedrich Engels
  • A Revolução antes da Revolução. As lutas de classes na França - de 1848 a 1850. O 18 Brumário de Luis Bonaparte. A Guerra Civil na França - Karl Marx
  • A Revolução Burguesa no Brasil - Florestan Fernandes
  • A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky - Lênin
  • A sagrada família - Karl Marx e Friedrich Engels
  • Antígona, de Sófocles
  • As tarefas revolucionárias da juventude - Lenin, Fidel e Frei Betto
  • As três fontes - V. I. Lenin
  • CASA-GRANDE & senzala - Gilberto Freyre
  • Crítica Eurocomunismo - Ernest Mandel
  • Dialética do Concreto - KOSIK, Karel
  • Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico - Friedrich Engels
  • Do sonho às coisas - José Carlos Mariátegui
  • Ensaios Sobre a Revolução Chilena - Manuel Castells, Ruy Mauro Marini e/ou Carlos altamiro
  • Estratégia Operária e Neocapitalismo - André Gorz
  • Eurocomunismo e Estado - Santiago Carrillo
  • Fenomenologia da Percepção - MERLEAU-PONTY, Maurice
  • História do socialismo e das lutas sociais - Max Beer
  • Manifesto do Partido Comunista - Karl Marx e Friedrich Engels
  • MANUAL DE ESTRATÉGIA SUBVERSIVA - Vo Nguyen Giap
  • MANUAL DE MARXISMO-LENINISMO - OTTO KUUSINEN
  • Manuscritos econômico filosóficos - MARX, Karl
  • Mensagem do Comitê Central à Liga dosComunistas - Karl Marx e Friedrich Engels
  • Minima Moralia - Theodor Wiesengrund Adorno
  • O Ano I da Revolução Russa - Victor Serge
  • O Caminho do Poder - Karl Kautsky
  • O Marxismo e o Estado - Norberto Bobbio e outros
  • O Que Todo Revolucionário Deve Saber Sobre a Repressão - Victo Serge
  • Orestéia, de Ésquilo
  • Os irredutíveis - Daniel Bensaïd
  • Que Fazer? - Lênin
  • Raízes do Brasil - Sérgio Buarque de Holanda
  • Reforma ou Revolução - Rosa Luxemburgo
  • Revolução Mexicana - antecedentes, desenvolvimento, conseqüências - Rodolfo Bórquez Bustos, Rafael Alarcón Medina, Marco Antonio Basilio Loza
  • Revolução Russa - L. Trotsky
  • Sete ensaios de interpretação da realidade peruana - José Carlos Mariátegui/ Editora Expressão Popular
  • Sobre a Ditadura do Proletariado - Étienne Balibar
  • Sobre a evolução do conceito de campesinato - Eduardo Sevilla Guzmán e Manuel González de Molina

ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA

  • 1984 - George Orwell
  • A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende
  • A Espera dos Bárbaros - J.M. Coetzee
  • A hora da estrela - Clarice Lispector
  • A Leste do Éden - John Steinbeck,
  • A Mãe, MÁXIMO GORKI
  • A Peste - Albert Camus
  • A Revolução do Bichos - George Orwell
  • Admirável Mundo Novo - ALDOUS HUXLEY
  • Ainda é Tempo de Viver - Roger Garaud
  • Aleph - Jorge Luis Borges
  • As cartas do Pe. Antônio Veira
  • As Minhas Universidades, MÁXIMO GORKI
  • Assim foi temperado o aço - Nikolai Ostrovski
  • Cem anos de solidão - Gabriel García Márquez
  • Contos - Jack London
  • Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski
  • Desonra, de John Maxwell Coetzee
  • Desça Moisés ( WILLIAM FAULKNER)
  • Don Quixote de la Mancha - Miguel de Cervantes
  • Dona flor e seus dois maridos, de Jorge Amado
  • Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago
  • Ensaio sobre a lucidez, de José Saramago
  • Fausto - JOHANN WOLFGANG GOETHE
  • Ficções - Jorge Luis Borges
  • Guerra e Paz - LEON TOLSTOI
  • Incidente em Antares, de Érico Veríssimo
  • Memórias do Cárcere - Graciliano Ramos
  • O Alienista - Machado de Assis
  • O amor nos tempos do cólera - Gabriel García Márquez
  • O Contrato de Casamento, de Honoré de Balzac
  • O Estrangeiro - Albert Camus
  • O homem revoltado - Albert Camus
  • O jogo da Amarelinha – Júlio Cortazar
  • O livro de Areia – Jorge Luis Borges
  • O mercador de Veneza, de William Shakespeare
  • O mito de Sísifo, de Albert Camus
  • O Nome da Rosa - Umberto Eco
  • O Processo - Franz Kafka
  • O Príncipe de Nicolau Maquiavel
  • O Senhor das Moscas, WILLIAM GOLDING
  • O Som e a Fúria (WILLIAM FAULKNER)
  • O ULTIMO LEITOR - PIGLIA, RICARDO
  • Oliver Twist, de Charles Dickens
  • Os Invencidos, WILLIAM FAULKNER
  • Os Miseravéis - Victor Hugo
  • Os Prêmios – Júlio Cortazar
  • OS TRABALHADORES DO MAR - Vitor Hugo
  • Por Quem os Sinos Dobram - ERNEST HEMINGWAY
  • São Bernardo - Graciliano Ramos
  • Vidas secas - Graciliano Ramos
  • VINHAS DA IRA, (JOHN STEINBECK)

ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA GUERRILHEIRA

  • A Guerra de Guerrilhas - Comandante Che Guevara
  • A montanha é algo mais que uma imensa estepe verde - Omar Cabezas
  • Da guerrilha ao socialismo – a Revolução Cubana - Florestan Fernandes
  • EZLN – Passos de uma rebeldia - Emilio Gennari
  • Imagens da revolução – documentos políticos das organizações clandestinas de esquerda dos anos 1961-1971; Daniel Aarão Reis Filho e Jair Ferreira de Sá
  • O Diário do Che na Bolívia
  • PODER E CONTRAPODER NA AMÉRICA LATINA Autor: FLORESTAN FERNANDES
  • Rebelde – testemunho de um combatente - Fernando Vecino Alegret

ZZ- Estudar Sempre /GEOGRAFIA EM MOVIMENTO

  • Abordagens e concepções de território - Marcos Aurélio Saquet
  • Campesinato e territórios em disputa - Eliane Tomiasi Paulino, João Edmilson Fabrini (organizadores)
  • Cidade e Campo - relações e contradições entre urbano e rural - Maria Encarnação Beltrão Sposito e Arthur Magon Whitacker (orgs)
  • Cidades Médias - produção do espaço urbano e regional - Eliseu Savério Sposito, M. Encarnação Beltrão Sposito, Oscar Sobarzo (orgs)
  • Cidades Médias: espaços em transição - Maria Encarnação Beltrão Spósito (org.)
  • Geografia Agrária - teoria e poder - Bernardo Mançano Fernandes, Marta Inez Medeiros Marques, Júlio César Suzuki (orgs.)
  • Geomorfologia - aplicações e metodologias - João Osvaldo Rodrigues Nunes e Paulo César Rocha
  • Indústria, ordenamento do território e transportes - a contribuição de André Fischer. Organizadores: Olga Lúcia Castreghini de Freitas Firkowski e Eliseu Savério Spósito
  • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira