
FESTA 88 ANOS PCB - QUINTA-FEIRA, 25/03/2010 AS 18:59, NA SEDE REGIONAL DO PCB, RUA JERÔNIMO COELHO, 281/201, CENTRO -PORTO ALEGRE/RS - FONE: 051 3062-4141 - E-MAIL: pcbrs@pcb.org.br


Entre avisos e faixas de que "Outro mundo é possível", não se permitia dizer o nome deste outro mundo, nem tão pouco falar em superação do capitalismo, mas falar em igualdade, distribuição de renda mais justa, protagonismo... tudo isso se ouvia aos montes! Da Fundação Ford (esse "d" no final é de demissões) até o Instituto Luis Eduardo Magalhães (isso mesmo, tem o nome do filho de ACM "Toninho Malvadeza"), todos estavam comprometidos com... a integração de culturas, a defesa da Amazônia e com um futuro melhor, mas este mais indefinido do que o céu para os cristãos.
Mesmo dentro do clima de dispersão montado pela organização do FSM, (que colocou como cidades sede somente as prefeituras do entorno de Porto Alegre dirigidas pelo PT) destacou-se a ação daqueles que não vêem possibilidade de conciliação em uma sociedade dividida em classes. A UJC - União da Juventude Comunista ao lado dos militantes do PCB - Partido Comunista Brasileiro engrossaram a marcha de abertura do Fórum ao lado dos petroleiros reforçando a campanha "O Petróleo tem que ser nosso". No segundo dia de atividades enfatizou-se a ação da juventude no debate com familiares de presos políticos da Colômbia realizado pelo Comitê de Solidariedade à Colômbia, na cidade de São Leopoldo.
O Fórum foi válido como local onde os que não rezam pela cartilha dos sociais liberais podiam se encontrar em atividades paralelas, reunir-se com aqueles que têm a convicção de que não há como humanizar o capitalismo, que a sociedade se reproduz com a riqueza produzida pelo nosso trabalho e que economias solidárias, oficinas de reciclagem e manifestos contra o consumo de carne podem ser muito interessantes sim, mas não oferecem a oportunidade de emancipação enquanto classe explorada.
Pra não dizer que não falei dos cravos (e viva a luta dos portugueses), devo ressaltar os contatos com os comunistas venezuelanos e suas experiências de organização social, além do contato com os militantes paraguaios que denunciam a ação dos latifundiários brasileiros produtores de soja que realizam atentados contra camponeses e ainda tem assistência jurídica oficial do Governo Lula, enfim tem muita gente lutando contra o capitalismo nessa América Latina!
Tendo como ponto alto a Marcha da Maconha, o ato pelo sexo livre e, para coroar, o Presidente do Brasil dizendo que emprestar dinheiro ao FMI é sinal de desenvolvimento, fico com a indagação lúcida do Presidente do Paraguai Fernando Lugo "Pra que serve mesmo o Fórum Social Mundial?"
O que fica mesmo deste Fórum é a determinação dos comunistas, dos lutadores e militantes que acreditam no caráter socialista da revolução brasileira, que conseguem realizar de maneira subversiva atividades paralelas, apontando para o único mundo possível, aquele onde cada um viva do seu trabalho: o Socialismo.
(*) Paulo Winícius Teixeira de Paula é bacharel e estudante de Licenciatura em História pela UFG, representante dos estudantes no Conselho Universitário da UFG, coordenador nacional da UJC - União da Juventude Comunista, secretário de Organização do PCB-GO - Partido Comunista Brasileiro
Com a totalidade dos votos para presidente apurados, Fernando Lugo se confirma como novo presidente. A vitória indica a consolidação democrática do país. Festa da Aliança Patriótica para a Mudança reuniu todas as forças políticas em frente ao Panteão dos Heróis, no centro de Assunção.
a festa começou cedo em frente ao Hotel Granado onde se hospedaram os observadores internacionais
e onde Lugo fez a primeira coletiva como virtual Presidente
Carta Maior acompanhou Fernando Lugo a partir do fechamento das urnas, às quatro horas da tarde de ontem. A confirmação da vitória veio por volta das nove horas da noite, quando os dez pontos percentuais de diferença que separavam a Aliança Patriótica para a Mudança do Partido Colorado indicavam ser inviável uma reviravolta nos resultados. Neste momento, observadores internacionais presentes no Hotel Granado, centro de Assunção, onde Lugo concedeu a primeira coletiva de imprensa como virtual presidente, estavam atentos à contagem de votos transmitida pela televisão.
dentro do Hotel Granado, imprensa mundial esteve 'em peso'
"O ato eleitoral foi para todos os paraguaios uma forma de expressar o sentimento de mudança. Apesar de termos visto em alguns locais de votação as dificuldades e a estrutura de controle que o Partido Colorado possui, acreditamos que tudo correu bem. É muito importante para o Paraguai a vitória de uma aliança progressista como esta. Para nós estar aqui hoje e fundamental, junto com o povo do Paraguai a quem tanto devemos; os uruguaios, os argentinos e os brasileiros; depois daquela triste guerra. Apoiamos esta aposta da democracia e essa aposta de seguir mudando a direção dos ventos na América Latina", assinalou a deputada pela Frente Ampla, do Uruguai, Eleonora Bianchi.
leia cobertura completa
na Agência Carta Maior
Ainda assim, paraguaios protagonizam participação histórica. Possibilidade de fraudes e clima de medo, principais assuntos durante a semana que passou, não afastaram os eleitores do processo democrático.
Assunção – Segundo a Transparency, organização internacional que atua contra a corrupção, houve compra de cédulas em diversos locais de votação. Nos colégios eleitorais de Assunção San Martín e Iturbe, os presidentes de mesa obrigaram eleitores a introduzir cédulas nas urnas sem que tivessem sido assinadas. A Justiça Eleitoral afirmou que essas cédulas serão anuladas no momento da votação, as pessoas não terão outra chance de votar.
Lugo vota e vai à missa
Após o voto, Blanca foi ao encontro do atual presidente, de quem é afiliada política
texto Clarissa Pont e fotos Eduardo Seidl
Assunção – A tradição paraguaia de comparecer às urnas antes das dez da manhã reflete um temor. Desde a abertura democrática, os eleitores sabem que prorrogar o voto para depois do meio dia é correr o risco de chegar à mesa de votação e encontrar uma assinatura falsa e o voto de outra pessoa no lugar do seu. Os candidatos Fernando Lugo, da Aliança Patriótica para a Mudança; Blanca Ovelar, do Partido Colorado, e o ex-general Lino Oviedo, da União Nacional de Cidadãos Éticos (Unace) votaram assim que as urnas foram abertas, às sete da manhã.
No centro da foto, Frei Beto, Lugo e Federico Franco
Carta Maior acompanhou o início do dia do candidato Fernando Lugo, que soma mais de 40% das intenções de voto nas pesquisas de boca de urna anunciadas no início da tarde deste domingo. Lugo recebeu apoiadores, observadores internacionais e a imprensa em sua casa, na cidade de Lambaré, região metropolitana de Assunção. Um pouco antes das sete horas da manhã, o candidato percorreu a pé as sete quadras que separam sua residência da escola Luisa Tavalera Ritchert, no bairro Villa Ybate, local de votação do candidato. De braços dados com Lugo, estava o brasileiro Frei Betto. Além de dezenas de militantes, Hebe de Bonafini, das Madres da Plaza de Mayo, e Bernard Cassen, do Le Monde Diplomatique, formavam a comitiva que acompanhou a caminhada de Lugo até a mesa de votação. Cassen e Frei Betto são dois dos vários observadores internacionais de onze nacionalidades convocados para acompanhar as eleições paraguaias.
"O Paraguai não pode
ser uma ilha
entre as outras nações"
Em Assunção, Carta Maior conversou com o principal candidato à presidência do Paraguai, Fernando Lugo. Para ele, é fundamental consolidar a identidade política e realizar um processo transformador dentro do país.
Lugo: "pela primeira vez o país vive
uma etapa importante da vida política,
com características quase atípicas".
Domingo de decisão no Paraguai
Quase três milhões de paraguaios comparecerão às urnas amanhã, dia 20, para escolher o novo presidente do país. O ex-bispo Fernando Lugo, da Aliança Patriótica para a Mudança, é favorito nas pesquisas de intenção de voto. Na disputa pelo segundo lugar, está a candidata governista Blanca Ovelar, do Partido Colorado, e o ex-general Lino Oviedo, da União Nacional de Cidadãos Éticos (Unace).
"A desalambrar"
Desalambrar, do espanhol, retirar os arames que cercam um território. Canção do músico uruguaio e militante tupamaro Daniel Viglietti, foi um dos hinos do comício da Aliança Patriótica para a Mudança, de Fernando Lugo, na noite da última quinta-feira. Carta Maior conversou com Viglietti sobre seu apoio à candidatura de Fernando Lugo.
texto Clarissa Pont e fotos Eduardo Seidl
texto Clarissa Pont e fotos Eduardo Seidl
Em festa que começou às 4 horas da tarde de ontem, dia 17, e só terminou após a meia noite de hoje, Fernando Lugo e o candidato a vice-presidente Federico Franco receberam nomes importantes da música latino-americana, como o uruguaio Daniel Viglietti e a argentina Liliana Herrero. Do Brasil, Chico Batera, percursionista de Chico Buarque, esteve em Assunção para apoiar o candidato da Aliança. Mas foi o portenho Victor Heredia que garantiu os momentos de maior emoção. "Todavia Cantamos" foi entoada por todo o público presente.
"Não queremos terminar com a propriedade privada, como dizem por aí, ao contrário, queremos que todos os paraguaios sejam proprietários de seu pedaço de terra", disse Franco. O candidato a vice-presidente convidou os trabalhadores do Paraguai a anteciparem as comemorações do 1º de Maio nas urnas, "vamos celebrar o Dia do Trabalhador neste domingo, 20 de abril". Fernando Lugo, que cantou com Heredia antes de discursar, falou da importância de ver tantas bandeiras e partidos diferentes na manifestação. As alianças que apóiam a candidatura do ex-bispo são tão múltiplas, e por vezes antagônicas, que sequer no QG de sua campanha é possível obter uma lista com todos os partidos e movimentos que estão sob a insígnia da Aliança Patriótica para a Mudança. Inclusive o Partido Colorado tem setores que estão com Lugo.
manifestantes do movimento popular Tekojoja foram maioria