domingo, 6 de janeiro de 2019

A TORCIDA

por Runildo Pinto


Essa Coisa de torcer para que o governo do capiroto* seja bom ou solicitarem que não rogue praga (quem roga?) para que o governo não dê certo é Coisa de gente que vê a política como se fosse um jogo de futebol, um jogo de cartas, uma corrida de cavalos, mesmo nesses casos é possível uma avaliação das possibilidades ou essa gente acredita, até mesmo, em uma quimera? Nem mesmo intuir se permitem os ansiosos incautos, tropeçam na realidade ou a realidade os atropela, nesse ato emerge o putativo que há de resgatar do presente, o futuro da nação. A massa em devaneio imagina a salvação, ilumina a novidade, toma para si o objeto do desejo, eufóricos apostam aleatoriamente no que supõe ser o protagonista e como animais primitivos pelo qual o espírito se inclina por uma vontade, por uma ação definitiva e arrasadora, se entregam de corpo e purga ao autoritário pai provedor e protetor. Política é um jogo de adivinhação somente para o analfabeto funcional e político.


Essa gente não leu o programa de governo do Coiso e não consegue entender o que já está sendo projetado pelas próprios vestígios e evidencias apresentados após as eleições, nem mesmo entendem a euforia da bolsa de valores quando é divulgado cada projeto do futuro governo em relação ao mercado, ou a privatização da saúde, da educação, da previdência, ou ainda, da mudança da sede da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém somente para "puxar o saco" do presidente Trump dos EUA (o Coiso batendo continência), não imaginam o custo dessa mudança, não me refiro à mudança de cidade, mas do prejuízo para o Brasil em torno dos US$ 8 bilhões pelo já esperado boicote dos árabes às exportações do Brasil para a maior parte do oriente médio.


Não foram capaz de ler o programa de governo do candidato e não compararam o que ele, o bolsonaro, disse antes e depois de eleito, estavam e estão obcecados pelo PT que esqueceram de verificar os reais objetivos e a que interesses o governo do Coiso está comprometido. Não entendem que é um governo comprometido com os capitalistas do exterior e do Brasil, não compreendem que é um governo que vai entregar as riquezas do país, e é voltado para aumentar os lucros do grande capital internacional, dos banqueiros, dos grandes empresários e dos latifundiários para que a classe trabalhadora continue a pagar a conta pela crise mundial iniciada a partir da queda da bolsa de valores de novembro de 2008 nos EUA (Bolha imobiliária). 


Pelo visto, insisto, não entenderam e ainda não entendem a que veio o capiroto (gostei do termo) bolsonaro, para isto terão que sentir na carne e vão sentir às consequências dessa eleição. Não perceberam o quê está em jogo. O que está em jogo é a democracia e os direitos dos trabalhadores. Enfim, o governo eleito é o aprofundamento do nocivo governo Temer. Eles, os eleitores de bolsonaro, agiram e agem como se tudo fosse por acaso, algo que se pode apostar, acreditam em uma liderança caricata imprevisível e depois esperam e sonham infantilmente com a possibilidade da redenção para o povo, ignorando a realidade com requintes de esquizofrenia. 


Essa gente dá um tiro no escuro na mais profunda ação do analfabetismo funcional e político e acham que todo mundo tem essa falta de compreensão da realidade, para vir pedir para torcer que dê certo, essa gente está acostumada a ver a vida das arquibancadas e na hora que a realidade polariza, aparecem totalmente despreparados optando pelo pior, pelo mais reacionário, sem a mínima capacidade de analise, sem o mínimo bom senso. 


Deram um tiro no escuro e a bala em ricochete vai explodir na cara deles. Política não é uma loteria, há interesses em jogo e se expressa de forma muito sutilmente, as vezes implícita e muitas vezes explicitamente, mas essa gente é o modelo de senso comum desejado pelas elites, modelo da obediência, da submissão e da agressividade cega, não há nenhum senso crítico nessa massa e acham que entendem de política e que a sociedade é uma massa homogenia que compactua dos mesmos interesses, ignorando classes sociais e a história. E, ao mesmo tempo, depois, se dizem apolíticos, apartidários. Por fim se declaram neutros. Não sabem os incautos que em uma sociedade divida em classes não há neutralidade (ponto). 


É preciso adquirir capacidade de análise, entender os interesses que estão em jogo, acordar para a história. Por isto é preciso resistir a tais catástrofes eleitorais, como a que estamos presenciando e vivendo, mesmo porque tem que se levar em conta e partir da abrangência do fato sociológico que "a ideologia dominante é a ideologia da classe dominante", que esta massa que votou no Coiso é uma massa formada na trajetória histórica antidemocrática no Brasil que recalcou a tradição autoritária na família e reforçada pela religião conservadora e reacionária. Afinal, quem é o bobo da corte!? 


* Capiroto: alcunha atribuída ao Coiso, ao bolsonaro pela minha amiga Jaqueline Rodrigues Fabres. Espero que não se importe por eu ter usado essa termo de sua autoria.


sexta-feira, 7 de julho de 2017

A NECESSIDADE COMUNISTA NA CONJUNTURA ATUAL

Por, Runildo Pinto

Nosso programa do Moncada não era ainda um programa socialista,
 porque não se pode propor um programa - seria utopia -
quando não estão dadas as condições objetivas e subjetivas... (Fidel Castro)

É delicada a proposição que vou fazer aqui, mas a necessidade exige urgência nessa  perspectiva para a organização comunista na atual conjuntura.  O horizonte da construção revolucionária no Brasil passa por um momento em que a turbulência e a radicalidade da crise e das ações radicais da burguesia contra a classe trabalhadora, coloca muitos desafios, também, radicais  para a ação dos comunistas.

A chegada ao governo dos EUA, do Sr. Donald Trump vem para colocar no bolo neoliberal a velas acessas do conservadorismo,  não é por nada que o neoliberalismo edita o que tem de mais reacionário no cenário político e econômico mundial. Trump significa um sinal de alerta na contradição neoliberalismo e o liberalismo conservador que retoma a formula protecionistas já consideradas superadas.  Não podemos negar, há uma contradição entre o Estado protecionista e o Estado mínimo neoliberal. O lugar da política protecionista se estabelece nos EUA, na maior potencia imperialista já conhecida, portanto, estratégico.  Esta é o lugar onde a humanidade chega dentro de uma crise de longa duração. É o começo do fim da globalização? Trump pode conciliar o neoliberalismo com um Estado forte protecionista?

O Brasil parece aparentemente alheio a esse desenrolar mundial, com uma burguesia subalterna, submissa ao capital internacional-, entreguista ataca os trabalhadores como nunca na história.

Há uma disparidade (estratégica) prática entre a ação dos comunistas e os movimentos sociais, isto é: o partido além de estar nos movimentos sociais, tem que adquirir (ter) (desenvolver) a capacidade militante de ação social própria de característica militar-, ação conspirativa, subversiva. (descompasso) Tem que ser a mola propulsora do potencial contraditório da crise moral  do governo Temer, desprovido total de ética e os intransigentes ataques contra a classe trabalhador, a repercussão na vida é real.

Nesse sentido, essa mola propulsora (a organização comunista) tem de agir para além dos movimentos sociais. Se há um descompasso entre os movimentos sociais e as medidas excludentes do governo e os comunistas tem consciência desse fato, não quer dizer que a massa está totalmente alheia aos fatos, está sofrendo as consequências, pode estar paralisada, impotente diante da realidade.

E por quê? Porque os comunistas necessitam ter uma ação para além do ritmo dos  movimentos sociais, ativar a idiossincrasia dele, a influência e o convencimento que pode exercer e a reconhecer o que lhe parece alheio. Fazendo paralelamente o envolvimento ulterior às atividades da vanguarda, que tem a responsabilidade de ação, dar a reposta a altura da conjuntura, acelerar e movimentar, dinamizar e explicitar as relações de poder entre a burguesia e a classe trabalhadora; explicitando ao máximo quem é o inimigo de classe dos trabalhadores.

Esta mediação tem que sair da simples denuncia, tem que ser feita pelos comunistas, com seu partido que assuma esta tarefa urgente, se organize para suprir tal necessidade,  a esta função dentro de uma estratégia e táticas bem delineadas e engendradas por quadros dispostos a ir além, dos limites impostos pela burocracia sindical, pelo esgotamento das ações do MST e MTST. As condições objetivas e subjetivas estão em contradição e estão dadas para uma tarefa, ligada a outras condições, ainda não estão dadas-, o passo adiante, que precisa ser potencializado pelas próprias contradições da primeira.

A compatibilidade entre essas condições é tarefa dos comunistas, não caem do céu.  Essa é a tarefa revolucionária a ser realizada no momento.  Não há utopia alguma em forjar em cima das  contradições, ações que ativem consciências contidas pela precarização da vida dos trabalhadores provocadas pelas ações radicalizadas da  burguesia brasileira.  Qual a possibilidade da Greve Geral vitoriosa? É hora de explicitar a luta de classes!

PÁTRIA OU MORTE!
ATÉ A VITÓRIA!

O CONTO LULISTA E OS DESVAIRADOS PTistas

por Runildo Pinto

Os grupos do face: Pérolas dos Coxinhas, Todos Contra a Globo e Fora Temer estão hegemonizados por PTistas ingênuos (Empadinhas), com muita dificuldade de adquirir uma consciência crítica, estão empolgadíssimos com a perspectiva de Lula ser candidato a Presidência em 2018.

Como diz o prof. Nildo Ouriques parecem com um cristão novo que descobre um parágrafo na bíblia, um versículo e sai pregando para o vizinho, é uma gente muito ignorante em economia, história e política. Só entram na discussão rasteira.

Caem no conto Lulista que após o ajuste das contas públicas o crescimento econômico vai voltar e consequentemente todos serão felizes para sempre. O discurso de Lula em 15 de março é o discurso da FIESP, CNI e ABIMAQ com uma estética de esquerda e sem a ênfase no corte de direitos trabalhistas. Exagero? Na visão do ex-presidente o “problema da previdência” se resolve com crescimento econômico que gera por derivação emprego, renda e aumento da arrecadação. Parece plágio do Temer!

Afirmo: não há perspectiva eleitoral para a classe trabalhadora em 2018. O momento é de organizar a classe trabalhadora para a luta contra os gerentes do capital no governo Temer. As condições objetivas existem, falta acionar as subjetivas que estão latentes. A única perspectiva é: lutar ou lutar!

Lula se eleito não revoga as contrarreformas de Temer. Aí eu canto para os Ptistas: "Sorri, quando a dor te torturar/Quando nada mais restar/Do teu sonho encantador./Sorri, vai mentindo a tua dor/ E ao notarem que tu sorri/ Todo mundo irá supor/Que és feliz!

TEMER-CONGRESSO-STF: O CONLUIO CONTRA A CLASSE TRABALHADORA

por Runildo Pinto

“Há décadas em que nada acontece e há semanas em que décadas acontecem.” Lenin

Às contrarreformas (fim da aposentadoria, retirada de direitos dos trabalhadores, o fim da educação e da saúde pública), a corrupção institucionalizada, a entrega das riquezas naturais do país aos capitalistas internacionais e a imposição dos mecanismos ilegais do capital especulativo financeiro são engendradas pelo pior tipo de lacaios, já surgidos no Brasil, comprometidos com os interesses da burguesia. Cabe lembrar, isso tem raiz histórica, está na formação da burguesia brasileira.

Temer já tem o "pornostar" Alexandre Frota como assessor do Ministério da Educação, o advogado do PCC, Alexandre de Moraes no STF. Tá de boa o Dr. Ray de chanceler? E a Marcela Temer? Este país é pura decadência! Vale muito a ironia deste parágrafo.

Como é que a gente não consegue fazer uma revolução em cima dessa merda toda!? Pelo menos começar a construí-la. Começara a fustigar essa burguesia subalterna. Mandar essa gente lamber às botas dos norte-americanos em Miami!

É pura falta de unidade e iniciativa da nossa esquerda! Unidade não cai do céu, mas esperar as condições objetivas ideais é deixar a massa a deus dará. Às condições subjetivas estão pairando sobre nossas cabeças é preciso ativá-las, conectá-las a vida prática! Se não canalizarmos os ânimos, o fascismo o fará. E já está fazendo (bolsonaro & Cia, o movimento "O Sul é Meu País", MBL, Revoltados Online e tem mais...)!

O PT continua sendo um grande entrave, tem a maioria dos sindicatos vinculados as categorias que trabalham nas empresas privadas são da CUT, mais o MST (João Pedro Stédile principal dirigente é do PT) e MTST (Guilhermo Boulos é um PTista de carteirinha) e sua aliança política continua à direita. Reconheço que não há mais esperança nesse partido, caiu na vala comum dos partidos burgueses. No RJ a privatização da CEDAE contou com voto de um deputado do PT. A bancada do PT de 4 (quatro) deputados e 1 (um) do PCdoB já haviam eleito o golpista Jorge Picciani do PMDB para presidente da ALERJ, tal como na presidência do Senado, elegeram Eunício de Oliveira. Na câmara do deputados é a mesma prática. A saber, tem dois motivos para eles agirem assim:

1) Econômico: as centrais ligadas ao PT e ao PCdoB têm interesse na aplicação do ajuste fiscal pois administram fundos de pensão que possuem negócios em comum com boa parcela da burguesia. Por isso a CUT propôs em 2011 uma reforma trabalhista pior que a do FHC e por isso apoiaram medidas de privatização da previdência dos trabalhadores durante os governos do PT e agora fazem coro fraquinho, oposição negligente contra Temer, pois apostam no ajuste fiscal.

2) Político: não combatem de forma consequente as medidas de Temer e Sartori para poder se apresentar como alternativa eleitoral em 2018. A luta das categorias terminam subordinadas a seus interesses eleitoreiros. Nas última eleições municipais o PT reforçou o avanço da direita no país, fez alianças políticas perversas em 1683 cidades com o PMDB, PSDB, DEM, PP, PSC do bolsonaro, e o PRB do crivella, mais uma penca de partidos de direita. Esperar o quê desse fisiologismo burguês? Nada!

O real não é a abstração da realidade, precisamos de ações concretas na perspectiva da revolução. "Cuba era o único país do mundo onde era impensável que desse, triunfasse e desenvolvesse uma revolução antiimperialista que conquistasse a independência, a soberania e onde se fundassem e crescessem instituições populares inéditas de verdadeira participação popular..." (Tablada,18). Como diria Florestan Fernandes, e faço de suas palavras uma pergunta: "a burguesia mostra-se incapaz de conciliar os interesses particulares de classe aos interesses coletivos da nação, deixando a nu a irracionalidade do capitalismo como forma social de produção, de organização da sociedade e de ordenação do Estado". Não lhes parece, é isto que acontece hoje no Brasil? A consciência social burguesa entrou em colapso irreversível? Parece que está entrando e/ou, cabe a nós calibramos essa situação na conjuntura? Nossa avaliação e prática tem que ser histórica para a ação proposta, na história de luta popular desse país, nela está implícita o conteúdo, da formação deste pais, da exploração e o caminho da revolução brasileira. Atenção! Precisamos de ação. É tarefa da esquerda comunista!

O POBRE DE DIREITA

Por Runildo Pinto

Vemos a todo o instante muita gente criticando que "pobre de direita é uma merda". Inclusive a critica vem de pessoas que se consideram comunistas, outros militantes de esquerda e principalmente da esquerda reformista (complicado para quem faz conciliação de classes). Não enxergam que a pobreza, o pobre e a alienação são produtos do sistema capitalista explorador e excludente. A falta de compreensão da capacidade de coerção da classe burguesa no poder e da própria luta de classes é escandalosa. Beira ao analfabetismo político, movido por sentimentos e emoções de desejos conflitantes.

É infantil disseminar esse sentimento de repúdio aos trabalhadores, na realidade é um sentimento pequeno burguês e os impede de compreender o processo de dominação social, por exemplo, a figura do lumpemproletário como modelo mais perigoso da cooptação ideológica dos proletários pela classe dominante, e excluindo de qualquer processo de organização e de luta contra a burguesia.

Lembrem-se: a ideologia dominante é a ideologia da classe dominante. O primeiro núcleo ideológico sistêmico é a família, incuti os primeiro laços com a ideologia burguesa através da religião e do clã familiar, sustentáculo do sentimento de propriedade privada.

É tarefa dos comunistas mostrarem, na luta, às contradições de classe. Mas para isso acontecer temos que fazer luta de classes. Façam uma reflexão sobre: o reformismo ao mesmo tempo que concilia, ameaça a burguesia emulando à desconfiança de setores radicalizados da burguesia, abrindo espaço para o crescimento e a ação da extrema direita. O resultado é um retrocesso brutal para a classe trabalhadora.

Portanto, não podemos alimentar e descartar um só proletário do rol de abrangência da exploração capitalista, isto é: temos que ver a classe trabalhadora na sua totalidade e  ter a capacidade de repudiar os cacoetes pequeno-burgueses da classe média alta, extrato social, este sim, com vínculos discriminatórios vinculados a burguesia, são os repetidores da ideologia dominante. Tratemos de repudiar o reformismo conciliador, e os modelos semânticos criadores de armadilhas ideológicas que boicotam a luta de classes.

Consciência de classe não cai do céu. Se todo o pobre já nascesse de esquerda, comunista-, era só esperar a primeira geração crescer para a revolução socialista acontecer, melhor, iríamos direto para a construção da sociedade comunista. Isto é idealismo puro! Dizer que "pobre de direita é uma merda", é choro de reformista, conciliador de classes que só pensa no processo eleitoral da ordem burguesa.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

AREJANDO MENTES: QUEM DEFENDE O PT?

Por Runildo Pinto

O "Fora Temer" do PT é uma posição oportunista e não tem caráter de classe, me refiro a classe trabalhadora, o PT entrou no jogo dos golpistas e o caráter do seu "Fora Temer" é eleitoreiro. 

Façam uma avaliação da posição do PT na evolução do impedimento da presidente Dilma e no pós golpe: primeiro ajudou a eleger à presidência da Câmara Federal, o deputado Rodrigo Maia, apoiador do golpista Temer, e depois para as eleições municipais de 2016 faz alianças com os "algozes" da democracia, PMDB, PSDB E DEM, sem falar com outros partidos como o PSC do bolsonaro e marco feliciano, etc. 

O FORA TEMER que se pode confiar é o FORA TEMER anticapitalista e socialista, que tem compromisso de classe, com a classe trabalhadora. Não é um jogo entre "oposição e situação" como é a formula PTista do movimento dentro da ordem estabelecida pelo golpe.

O movimento de esquerda é de combater os projetos reacionários que retira de direitos dos trabalhadores, aumenta ainda mais a precarização da saúde, educação que vemos, com o retrocesso curricular da MP retirando do currículo as artes, educação física (mas banca olimpíada), a filosofia e a sociologia, com os intuito de privatizá-las, e acabar com a aposentadoria dos trabalhadores.

Importante entender que não há caminho para a conciliação de classes, esse período de pacto social de classes imposto pelo PT em conluio com a burguesia, mostrou ser uma tragédia para a classe trabalhadora.

A hora é da classe trabalhadora enxergar os ataques da classe burguesa contra os interesses dos trabalhadores, fazendo os trabalhadores pagarem a conta da crise para que os burgueses-, os ricos empresários alcancem maior lucro dentro da crise.

É preciso compreender que o governo golpista encabeçado pelo Sr.Temer se caracteriza por estas duas premissas: retirar direitos dos trabalhadores e entregar as riquezas do Brasil ao capital internacional, como o pré-sal.

As imagens que ilustram este texto mostram a construção politiqueira, a adesão ao fisiologismo dos partidos burgueses por parte do PT. Assim não dá para defender o PT. De jeito nenhum! A nossa palavra de ordem é: LUTAR ou LUTAR! A saída é pela esquerda, não temos outra saída se não, OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER! FORA TEMER!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

TORCIDA CHEIA DE ÓDIO EXPLICITA RESSENTIMENTO E BAIXA AUTOESTIMA DOS BRASILEIROS

(por Runildo Pinto)

A elite brasileira, dos poucos que vão a teatro, opera; são de uma falta de educação total: aplaudem fora de hora, exclamações durante o espetáculo e conversas paralelas. Imaginem em um estádio lotado, qual a reação? Reação de quem não garante nada, o Brasil não tem nenhuma estrutura para a partir da escola e da universidade dar impulsão cultural e esportiva de forma pedagógica e qualificada. É pura manifestação do ressentimento. 

Fato: após o ginastas brasileiros garantirem prata e bronze na ginástica de solo, ainda faltava a apresentação do atleta dos EUA, foi recebido pela euforia exacerbada da torcida que estava deslumbrada com as duas medalhas e nitidamente não respeitaram a apresentação do atleta norte-americano que começou sua apresentação visivelmente perturbado com a falta de respeito das arquibancadas e a cada erro do atleta a torcida vibrava. Ficou visível o constrangimento do atleta.

O atleta foi prejudicado pela falta de educação e de perspectiva do esporte nacional. A comemoração legitima seria após a apresentação do atleta dos Estados Unidos. O desrespeito canalizou o ódio e é marcante nessa "olim-píada". Isso só demonstra a baixa autoestima dos brasileiros e a fragilidade das instituições esportivas e autoridades públicas que bancam tal evento sem ter as mínimas condições.

Em Londres a delegação brasileira foi em torno de 259 atletas, conquistou 17 medalhas e no Rio 465 atletas e não vai passar de 20 medalhas. Nem a quantidade vai aumentar o número de medalhas, uma vergonha esse país da fantasia e da sua farra nas obras superfaturadas. roubalheira generalizadas: obras, ingressos, etc... 

Me sugere que o aumento do nr. de atletas repercute no aumento da capacidade de ganhos ilícitos por parte do governo, empreiteiras, comitê olímpico brasileiro e federações. E a picaretagem não para por aí. Depois da competição quem vai administrar o complexo esportivo? Quem vai usufrui-los? Bem provável que serão privatizados. 


O atleta francês Renaud Lavillenie foi mais uma vítima do escárnio brasileiro, perdeu toda a concentração para executar a prova.

terça-feira, 10 de maio de 2016

O TRÁGICO FIM DO LULISMO PEQUENO "BUR(RO)GUÊS"


por Runildo Pinto


O PT na tentativa de dar o contra golpe arrumou um deputado marionete e incompetente politicamente para fazer essa manobra politiqueira. O PT perdeu a vergonha, o escrúpulo e a dignidade a muito tempo, mesmo que se reformule, não vai deixar de ser um autêntico partido da ordem, que se tornou com esse pragmatismo de partido burguês. 

O lulismo esperava ingenuamente ou desesperadamente que iria enganar as aves de rapina da burguesia, tarde demais. Arrumou para se afundar mais. Na hora do pega, também, apelaram para os trabalhadores, mas estes estão em casa, somente os movimentos que perderam a autonomia de classe aparelhados pelo PT estão apoiando, como o MST, CUT e CTB. 

Mais uma desonra essa gangorra politiqueira do PT, continuam privatizando (aeroportos, portos), implementando o ajuste fiscal e querem apoio dos trabalhadores, mas vão ficar somente com os "militantes do partido" e com o "sindicalismo burocratizado". O que não mobiliza a massa de trabalhadores, porque não teve compromisso de classe, por governar para os ricos e fazer das demandas da classe trabalhadora, mercadoria.

A burguesia descartou o acordo de conciliação de classes para aprofundar na crise sua ganância pelo lucro, não é suficiente os trabalhadores pagarem pela conta, o "Deus Lucro", tem que se manter no céu, no universo do capital. Para isso é preciso acabar com os direitos conquistados historicamente pelos trabalhadores. O Brasil vai virar o paraíso da exploração capitalista, o das terceirizações. Brasil! O retorno ao século XIX.

terça-feira, 19 de abril de 2016

O MAU CHEIRO TOMOU CONTA DO BRASIL

(por Runildo Pinto – 18/4/2016)

Estamos no dia seguinte, depois da TV colocar, no domingo, a grande massa de trabalhadores em letargia, sob a hipnose da hilária e trágica votação no congresso brasileiro para descortinar o impedimento da Presidente do Brasil.

Foram para a rua protestar e acompanhar a votação, apenas os comprometidos com a burguesia e com o PT, isto é: a pequena burguesia por seu turno apoiando o impeachment, para os contrários foram os Ptistas, com seus sindicatos e movimentos sociais atrelados ao PT, simplesmente pelo governismo. A grande massa de trabalhadores ficou em casa padecendo de uma indolência atroz para invadir às ruas, o silêncio.

Pergunto: a classe trabalhadora vai sair as ruas em defesa da democracia, pelo menos? Não creio! Ato contínuo, se o impedimento for efetivado, passaremos por outro período, agora de ressaca, uma anestesia geral das massas trabalhadoras e dos pobres desse país: Temer assume com Cunha na vice-presidência. Aí a bolsa de valores sobe e o dólar cai, e se impõe o discurso cruel da esperança dissimulada.

Cabe sublinhar, o golpe já estava em curso com apenas três meses da posse da presidente, lembrem-se da pequena burguesia tomando conta da paulista. A esperança, esta sim, pode se levantar do berço esplêndido da ideologia dominante quando vier medidas intransigentes gestadas no golpe jurídico-parlamentar, que se efetivou na votação de ontem. Difícil esperar que alguma coisa mude no senado.

A saber, espero que as massas trabalhadoras, mesmo, espontaneamente possam romper com a apatia e vir às ruas resistir (a luta ensina e forja a vanguarda) diante dos projetos dos golpistas que são pelo fim dos direitos trabalhistas-, da CLT (Consolidação das Lei Trabalhistas) e acabar com à estabilidade dos servidores públicos, se caem as leis trabalhistas, abre espaço para a terceirização ampla, geral e irrestrita e para as privatizações do que resta do patrimônio público. A reforma da previdência que vai determinar o enterro do SUS e de alguma possibilidade de melhorar uma concepção interessante de saúde pública que sempre foi negligenciada pelos governos através da história.

Os anseios da burguesia, não param por ai, querem mais. As primeiras medidas contra a classe trabalhadora visam aumentar os lucros dos grandes empresários, das corporações nacionais e internacionais. A grande sacada da burguesia subalterna ao capital internacional é a entrega das riquezas do Brasil como o pré-sal, a Amazônia e o aquífero guarani (combustível do futuro), e mais a exploração de grandes jazidas de minérios e outros recursos naturais por empresas transnacionais. Parece pouco?

A desconstrução do país pelos golpistas a serviço da burguesia é insaciável, na sua entrega das nossas riquezas naturais e da comunicação-tecnologia da informação, aeroportos, portos, etc. Quer dizer concretizar a rendição aos interesses do capital internacional entregando o patrimônio estratégico e, por sua vez, destruindo totalmente a soberania e a autodeterminação da nação brasileira.

Os golpistas discursaram, ontem, em nome da esperança, da honestidade, de um Brasil novo, livre e pelo fim da corrupção. Alguém acredita que isso vai acontecer? Pura hipocrisia! Tão parciais quanto o juiz Moro, portanto uma postura de classe, da classe burguesa. Na realidade o evento no domingo, 17 de abril de 2016, foi vergonhoso, patético. Entorno de 60% dos parlamentares que votaram pelo “SIM”, têm processos por corrupção e até por homicídio. Todos comandados pelo chefe dos adulterados (viciar dolosamente), o venal, Eduardo Cunha.

O que efetivaram, no domingo, foi a institucionalização definitiva da corrupção e a politicagem como modelo de gestão da mais rasa classe dominante do Estado brasileiro, prevaleceu o simbolismo do fascismo: o da família como clã conservador em nome de Deus, ao "melhor" estilo da tradição, família e propriedade. Isso é capitalismo! Nesse sentido, o caminho da mudança para o Brasil e para a classe trabalhadora, não passa na luta pelo governismo ou por antecipação das eleições ou em 2018, quando termina o mandato de quem quer que fique ou assuma a presidência. A saída é pela esquerda, a alternativa não passa por uma reforma política dentro da ordem.

quinta-feira, 17 de março de 2016

GOVERNO DO PT ACUADO

Por Runildo Pinto – 16 de março de 2016.

Toma, no desespero, decisões equivocadas e corrobora com a acusação. A burguesia por seu turno, sangra o PT. 

Se os promotores do MP de São Paulo jogaram água na fogueira do golpe, Moro contra-ataca com uma estocada de sabre no coração do governo atabalhoado do PT.

Agora, pergunto: onde estão os aliados do PT? PMDB, PTdoB, PP, PTB, PR, PSD, PDT, PRB (anunciou hoje que pula do barco em naufrágio), etc...!?!?!? Essa gente deve estar rindo à toa, principalmente o PMDB. Como disse o lula no telefonema, somente o PT e o PCdoB se mexeram para defender o governo. 

Um governo fragilizado, que em um momento desses fica vulnerável a grampos telefônicos. Que incompetência! Está sendo implodido por dentro, também, não providenciou nenhuma segurança, pois não tem nos aparatos de segurança do Estado nenhum respaldo. 

Me refiro aqui à relação, primeiro do ex-presidente lula, pois este foi o grampeado e, segundo deste com a articulação com o governo, mostra no jogo da politicagem - sobre a blindagem de lula assumindo um ministério (Casa Civil), demonstrando ingenuidade diante de uma oposição carniceira. 

Essa posição demonstrada, faz parte desse jogo sujo de situação e oposição no âmbito da desordem -, pela ordem estabelecida nessa polarização, o golpe, obviamente não tem a ver com nenhum projeto e compromisso de construção do poder popular, pelo contrário, a burguesia recrudesce sua posição antipopular, não motivada por ações de esquerda, pelo contrario. Enfim, é uma disputa entre setores da burguesia e portanto, ingênua ou não, se caracteriza pela falta de escrúpulos.

O governo do PT está desmoralizado, tanto que a FIESP já lançou a palavra de ordem: Renúncia Já!


O PT, AS CONTRADIÇÕES, OS OBJETIVOS ESTRATÉGICOS E AS RELAÇÕES CAPITAL VERSUS TRABALHO.

Por Runildo Pinto 05/março/2016

Se vamos falar de contradições dentro de uma estratégia de esquerda, em primeiro lugar essa realidade está apenas ao alcance da esquerda (e não me refiro ao PT) somente para teorizá-la, há pouca organização para respondê-la na pratica.

O PT contribuiu para descontinuar um processo de luta e organização que estava sendo construído a partir dos anos 90. De lá para cá o próprio PCB passou por momentos críticos e somente no presente século começou a se organizar e ter uma postura contra os interesses do capital, mas ainda com pouquíssimo poder de fogo para responder a realidade.

Em segundo, lugar a bonança econômica vivida no Brasil mais precisamente no período de 2003 a 2008, propiciou pela própria dinâmica do capitalismo e a manutenção pelo governo do PT/lula da formula usada pro FHC baseada no plano real (ponto). 

Depois da quebra da bolsa em novembro de 2008 nos EUA, o PT com fins eleitoreiros manteve uma política artificial diante de uma conjuntura mundial em crise (lembra da marolinha era um tsunami), portanto o PT não fez inclusão nenhuma, esses milhões de pessoas (segundo o PT, 22 milhões) que o governo atribui ter incluído ou tirado da pobreza é uma falácia. Primeiro que os empregos gerados foram no patamar do salário mínimo e mais o PT considerou um aumento da classe média considerando esse acesso baseado em um salário de 1000 reais, o que é uma piada.

Em 2010, disse que qualquer crise derrubava todos os "programecos" do PT. Me referindo a crise de 2008 que acabaria aparecendo e atingindo a economia de forma contundente.

E deu no que deu, caiu como uma castelo de cartas. Assim, o PT com seu reformismo tinha como estratégico para implementar seu governo as alianças pela direita e o aparelhamento dos movimentos sociais, nesse sentido fez do movimento sindical e do MST correia de transmissão do governo (utilizou cargos e corrompeu muitos sindicalistas para aderir ao governo e infiltrou nos sindicatos ONG's).

Por ai, enfraqueceu e dividiu os trabalhadores e reflexo disso fez com que fortalecesse a desorganização e o surgimento de pelo menos umas 13 (treze um número muito irônico) centrais sindicais, que dizer a classe trabalhadora a mercê do fortalecimento da burocracia sindical.

Pergunto camaradas: porque o MST entre tantos motivos não respondeu a ascensão do agronegócio? Respondo: o PT apostou no agronegócio e deixou a reforma agrária de lado o que enfraqueceu o MST, pela submissão do Sr. Stédile ao submeter o MST ao governo. Hoje, o MST está dividido e enfraquecido. 

Não esqueça que o PT fez mercadoria das demandas da classe trabalhadora e uma conciliação de classes totalmente espúria. Após a ditadura, o governo civil - Sarney propôs uma aliança de classes (PACTO SOCIAL), mas negociada com a classe trabalhadora, e não aceito pelo PT e a CUT, lembram? 

O fato mais relevante da conjuntura atual do golpe de direita contra o PT (considerado pela direita como esquerda) é um golpe contra as esquerdas e principalmente contra os comunistas e a democracia burguesa, isso aí virou um vale tudo, e a Marilena Chauí matou a charada, entre tantos equívocos,, disse: 1964 (representação da ditadura) vai ser "fichinha", coisa pequena, perto do que está acontecendo hoje no Brasil. O sentido é esse.

Agora, e mais uma vez repito, estamos com as mão amarradas e por quê? Porque o PT despolitizou a classe trabalhadora e a desmobilizou, consequência óbvia de sua conciliação de classes ajustada pela burguesia e agora rompida pela mesma. 

Lembro e por mais que os camaradas possam dizer que seja fora de época, mas as reformas de base do Jango eram muito mais avançadas que o "reformismo neoliberal" do PT. O PT, só para exemplificar, não fez reforma agrária, não implementou a Universidade Popular, na economia aplicou um receituário neoliberal, manteve todas as privatizações dos governos anteriores e toda a flexibilização do direitos dos trabalhadores, terceirização e também retirou direitos, privatizou.
Então, a base do governo lula e dilma foi a estrutura deixada pelos governos collor, itamar e FHC. E, o PT não quis modificar isso e não teria força para modificá-las porque preferiu governar com o parlamento e virar as costas para a classe trabalhadora. 

Nesse momento o PT além de ter criado as condições para que a burguesia chegasse ao ponto de um golpe de Estado, deixa uma "batata quente" nas mãos da Esquerda. Não tivemos avanços nenhum, e mais, a direita está recalcando na sociedade brasileira o conservadorismo, o fascismo, plantando um sociedade reacionária. Portanto, o PT foi um retrocesso para a classe trabalhadora e para a luta de classes, se é que estamos de acordo, também com as teses do último congresso do PCB. A nossa luta é contra o capital. Não vamos cometer os erros de 1945, o Brasil na época já era um país capitalista, e hoje um capitalismo avançado, atualizado, compatível com as maiores potencias capitalistas, não precisamos de reformismo para evoluir o capitalismo em qualquer setor, só está a mercê e conivente de uma conjuntura internacional movida pelos interesses do mercado-, e guerras imposto pelo império norte-americano.

Podemos dizer em relação ao PT que é um problema do PT com a burguesia, parece simples, mas as consequências do PTismo vai cair no colo da pequena esquerda que temos, dos estagnados partidos trotskistas e do PCB que acredito avança passo a passo e lentamente, mas de forma consequente e ainda com sérios problemas de organização. 

A direita, sem dúvida vai triunfar e pelo caminho conservador e fascista vislumbramos sua vitória através de um golpe institucional através da mídia e do ministério público, e/ou se não der impedimento da presidente (vai se esvair e agonizar até o final do mandato), a direita certamente ganha a próxima eleição para presidente do Brasil.

Aí, podemos até projetar. Começar a pensar o PT fora do governo, sua pratica. Como será no movimento sindical? Tenho a impressão de que o PT como a CUT vão ter uma pratica muito ruim nos movimentos sociais, sempre focada em ganhar eleições tanto nos movimentos e a partir dos movimentos para alcançar prefeituras, governos de Estado e cargos nos parlamentos, o PT não vai sair dessa pratica institucional e pró-capitalista, nociva para a organização da classe. O PT não tem volta e esperamos que os partidos de esquerda se reorganizem para enfrentar a conjuntura complicada e que classe trabalhadora se indigne com as condições de vida precária que a direita prepara e vá para as ruas lutar. A esquerda via ter que dar conta dessa conjuntura e não conte com o PT. 

Deixo para vocês avaliarem o resultado dos programas do PT: 

Pagamento da dívida externa com o FMI, o PT converteu a dívida externa em interna quem ganha com juros abusivos são os banqueiros, maiores que os cobrado pelo FMI. 

Salário mínimo: a inflação e o dólar comeram. 

O Brasil está entre as maiores economias do mundo e quem ganha sãos os ricos. 

Bolsa família , foi o FHC quem instituiu, os PTistas dizem que é projeto deles.

Prouni somente para escola particular não pagar imposto. 

Luz para todos aos olhos da cara e farmácia popular fechando todos os dias.

Apenas 214 escolas técnicas para um país continental com mais de 200 milhões de habitantes.

Apenas 18 universidades públicas com baixo nível de qualidade e permitiu milhares de universidades particulares "de esquina" sem as mínimas condições de funcionarem. Uma agiotagem escolar para empresários se fartarem de lucros.

Os PTistas disseram que há 5 milhões de jovens pobres e negros na universidade, alguém acredita? 

Dizem mais, 40 milhões que saíram da miséria o que é uma mentira deslavada, peço a eles fonte e comprovação e eles silenciam. (as vezes os Ptistas dizem 22 milhões... !?. entenda essa gente.)*
E mais, apelam, 38 milhões na classe média a 1000 reais? Tá brincando!*
*Somem agora os 40 mais 38... Eles estão vendendo ilusões, não é real.

PAC fonte de corrupção e obras inacabadas por todo o Brasil. 

O déficit habitacional era de 7 milhões antes do "minha casa minha vida", a dilma diz que fez 1,5 milhões de moradias e por incrível que pareça o programa incentivou a especulação imobiliária e o déficit voltou a ser 7 milhões, novamente. Que "programão" ingrato é esse? 

Também com a saúde que é um caos, se não tivesse uma ambulância, seria o mico, e 2132 ambulâncias para 789 municípios é muito pouco. O Brasil possui 4000 municípios, isso é esmola. 

Onde será que foi parar o grandioso orçamento da saúde (segundo o PT, 106 bilhões), se a saúde está lixo, como no século XIX. Os PTistas querem enganar quem?

E a educação? Um caos. Pátria Educadora é o fim da várzea. 

O Pré-sal a dilma fez um "acordão" com Serra para entregar 100% da soberania nacional.

Vamos falar da "Vale do Rio Doce, Samarco? Um acordo favorável aos interesses da corporação empresarial. 

E o desemprego? Está por volta dos 10 a 12 milhões de pessoas.

Viva o ajuste fiscal da dilma/PT. A classe trabalhadora paga a conta da crise.

E tempos mais sombrios vem por aí. Boa luta para nós!

A PORCARIA NO VENTILADOR POR UM MERCENÁRIO POLITIQUEIRO ACEITO PELO FISIOLOGISMO PTista.

Por Runildo Pinto - 04 de março de 2016



Tenho a convicção política de que para dar um golpe de Estado não é mais preciso colocar milico na rua. Basta acionar o ministério publico, a mídia e o golpe está articulado.

Mas, ai tem um componente importante sobre a trajetória do PT, ao aderir o papel de protagonista da política burguesa através do Estado burguês, fez tudo que qualquer partido da ordem faz, aprendeu as picaretagens para a arrecadação de recursos para ganhar eleição, partiu para as alianças com a direita, acabou a discussão política interna no partido através das eleições diretas para diretórios, prévias e congressos, como forma de institucionalizar no interior do partido a ordem burguesa e a concepção de democracia de classe da burguesia. Essa é a política do possível implementada pelo PT para responder a conjuntura. Enfim, uma destituição aviltante de dignidade.

Ato contínuo... O PT ajudou a criar as condições objetivas e subjetivas ao governar para os ricos, aparelhando os movimentos sociais, fazendo deles, correia de transmissão dos interesses reformistas e conciliatórios do governo para fazer mercadoria das demandas da classe trabalhadora, o que constitui uma traição de classe. O PT está sendo implodido por sua convicção política de direita e de conciliação de classes, exemplo disso foi aceitar em suas fileiras gente do tipo de delcídio do amaral que veio direto do PSDB.

O PT desde 1989 assumiu capitular como forma de implementar o pragmatismo burguês em todas suas ações políticas, para tanto arrumou parceria com o campeão do fisiologismo e do oportunismo que é o PMDB, tudo se encaixa.

Tenho a convicção de que o PT criou as condições objetivas e subjetivas para que o seu coirmão, o PSDB se posicionasse na oposição como forma de radicalização das contradições das políticas oriundas do reformismo fora de tempo, caso contrário o PSDB estaria no mesmo lado do PT. E, mesmo, quando o PT assume a agenda PSDBista, com o ajuste fiscal, de forma atabalhoada dentro de uma crise do capital, afunda cada vez mais na pressão feita pela mídia e pela superestrutura do Estado burguês - ministério público, da própria oposição e do esfacelamento da sua base governista (nunca consistente).

O PSDB está com a faca e o queijo para enterrar o PT/social democrata de centro direita através do velho mecanismo usado pela direita, recalcando o anticomunismo em uma sociedade esquizofrênica e fragmentada.

sábado, 14 de novembro de 2015

13 DE NOVEMBRO, EM PARIS


por Runildo Pinto - 14/11/2015

A mídia burguesa contra-ataca ao atentado coordenado em Paris, aponta seus projéteis mais certeiros de forma tão criminosa e covarde quanto os ataques ao Bataclan e demais lugares atingidos pelo horror na cidade luz. A mídia quer passar a ideia de que é uma guerra, é uma ataque entre os bárbaros (Estado Islâmico, Al Qaeda, Síria, Líbia, Iran, Iraque, etc...), enfim, o "mundo árabe" e civilizados (EUA, França, Alemanha, Inglaterra, Arábia Saudita). Não se iludam e não se enganem! O Estado Islâmico assumiu o atentado e essa questão é muito mais profunda do que a mídia faz parecer, não é uma guerra entre bons e maus. O envolvimento da União Europeia, através da OTAN em aliança com os EUA, Israel e Arábia Saudita, vai além dessa cantilena maniqueísta, configura uma ação do terrorismo de Estado, disfarçados de donos de um caráter civilizatório e democrático.

O ponto nevrálgico oculto pela imprensa corporativa conivente com os governos da França, Inglaterra, Alemanha e EUA, tem o objetivo de fazer a grande massa de trabalhadores do mundo a acreditar que não há envolvimento destes Estados e que são o suprassumo da liberdade e da democracia. Vamos clarear a questão, enganam-se o senso comum, mas a verdade tem que ser evidenciada e, é fato, quem criou a Al Qaeda, o Estado Islâmico e tantos outros grupos foram os EUA com o objetivo de desestabilizar e depor governos, com apoio político e operacional da União Europeia, em intervenções diretas da OTAN e voluntariamente principalmente da França, Inglaterra e Alemanha.

Os atentados são formas extremas de ação movidas pela revolta e pela impotência diante das ingerências poderosas e predatórias promovidas pelos saques dos EUA e da União Europeia sobre a economia dos países da Oriente Médio e norte da África, trazendo desolação, miséria, desprezo, destruindo culturas e provocando primeiro divisão e depois conflitos mortais entre etnias, nessa região, principalmente a países que tradicionalmente não se alinham de forma submissa aos interesses dos EUA e UE. A UE, pretende tirar proveito da ave de rapina do maior Estado terrorista do mundo, os EUA, por conta da fragilidade do euro, da crise econômica na Europa.

O império norte-americano que garante o poder em seu território à burguesia armamentista, isto é: a indústria armamentista, precisa manter, o mundo em guerras, já que suas reservas de petróleo e água estão esgotadas. Abrimos um parênteses aqui, para dizer como a água será motivação para novas guerras a médio prazo, agora na América Latina, e não é por menos as bases militares dos EUA, prioritariamente na Colômbia amazônica, Peru e Paraguai, e dos últimos investimentos em duas superbases militares na Colômbia e Peru que dão condições para as mais modernas e poderosas aeronaves militares aterrissarem. Quanto ao petróleo na América Latina fica reservado, o Brasil com o Pré-Sal. Portanto, os EUA está, também, com um olho na América Latina, não é por menos que ameaçam, a pretexto, invadir a Venezuela bolivariana, fecha parênteses.
 
Voltemos aos atentados em Paris com uma pergunta: por que Paris? E não, Berlim e/ou Londres? Essa pergunta tem que pairar sobre a cabeça do mundo, uma desafio para a humanidade, gritar pela voz dos trabalhadores, pelo internacionalismo proletário do mundo todo, como a única classe que pode reivindicar luta e fazer frente contra o capitalismo.

Em Paris, sim, pairou a desgraça e consequência engendradas por políticas historicamente construídas pela França no norte da África, principalmente no Marrocos e Argélia, mas essa ingerência tem um caráter predatório muito amplo na região até o Oriente Médio, a França ainda disputa economicamente e politicamente a região. Uma luta de influencia com os EUA, esse espaço deixado por estes, a França ocupa sem colocar em risco a aliança militar. Não é somente uma disputa comercial, vai muito além. Pode-se ver que é uma pratica política de interesses espúrios, oportunista e fonte de conflitos de dimensões incalculáveis, no contexto geopolítico do Oriente Médio e África, que permeia o tecido da população local e principalmente dos grupos fundamentalistas religiosos e que foram criados e manobrados pelos interesses de ambos, França-EUA, e deixados de lado depois de usados, a esmo em um contexto político regional fragmentado, por inúmeros interesses políticos étnico religioso contraditórios. O alvo foi Paris, e não Londres e/ou Berlim porque a necessidade histórica Francesa dada pela cartilha de Charles D"Gaulle é seguida por Hollande, manter uma influência política na região, e que projete polpudos negócios principalmente na área da indústria bélica. A saber, a França é o alvo por fatores factuais históricos, políticos e econômicos, de se manter na região dividindo e apoiando ações que enfraqueça a identidade e autonomia dessas duas regiões. O apoio a Saddan Hussen e o descontentamento com o acordo nuclear com o Iran mostram como a França, disputa o norte da África e Oriente Médio.

A conjuntura orienta o caldeirão de guerra do Oriente Médio depois de sua guinada para o norte da África, em um conflito duradouro, se amplia acordos e/ou desacordos de interesses para o leste Europeu e à América Latina. E será complicado para quem não perfilar, não se alinhar as políticas e negócios econômicos dos EUA e a UE.

No Brasil, a mídia mais exaltada, a Rede Globo, na voz do ancora do Jornal da Globo, o Sr. William José Waack, na noite de 13 de novembro, espumava seu ódio contra árabes e africanos, fazendo uma apologia a democracia burguesa no ocidente, dando aos EUA e a França status de nações que desenvolveram um alto nível civilizatório e respeito humanitário, de justiça e liberdades democráticas na Terra. Se acreditarmos nestas vis palavras delirantes pela raiva, realmente estaríamos assumindo a mediocridade como forma da barbárie se manifestando na sociedade. Tais argumentações mostram de forma explicita o quanto a burguesia brasileira é uma burguesia subalterna do capital internacional, por isso gerou uma classe média infame. Como disse Marilena Chauí: "a classe média brasileira é uma abominação política, porque é fascista. É uma abominação ética porque é violenta, e é uma abominação cognitiva, porque é ignorante". Esse é o contexto da política brasileira, cria o horror e o medo como forma de prostrar a sociedade e a elite se mostrar como isenta de responsabilidades sobre o que acontece dentro do Brasil e fora dele.
 
O sangue de Paris escorreu sobre o assoalho do mundo entre os maus e os bons, não sobrou nada, fica o corte? A obliteração mítica, que não vai além desse maniqueísmo neopositivista e irracional dos interesses neoliberais. Espero que depois de tantos atentados terroristas, a sociedade vítima de tais crueldades sistêmicas, não se alie aos governos hipócritas, a essa repetição aponte para um outro lado, o lado da desconfiança, porque os governos e a mídia blindam tão perfeitamente os fatos e as origens de tamanho ódio de tal forma que fique mais no interior de cada cidadão, é isso que governos e a mídia fazem, apartam os fatos dos interesses econômicos do capital, da política e inculcam, recalcam no inconsciente coletivo uma lógica perversa inócua, apagando os traços, o corte real da natureza dos fatos, prevalecendo o medo na população e reconstituindo o poder coercivo do Estado sobre a sociedade, se reposicionando de forma neutra e como defensor supremo da sociedade democrática. Triste fantasia! Que se aguce o senso critico, descobriremos que a crueldade maior é a falta de capacidade da África e do Oriente Médio reagir, resistirem e fazerem frente contra os interesses do capital, por duas claras ações dos imperialistas: a primeira é a conivência das elites de cada país da região através de seus governos. A segunda: aqueles que se recusam conciliar, o poder militar dos EUA e UE os depõem à força colocando títeres governantes a serviço do grande capital, como foi no Iraque e na Líbia. Assim caminha a humanidade. Enquanto isso vemos uma época onde neutros, apolíticos e apartidários colocados nas suas cômodas prateleiras do mercado, dizendo que não tem nada a ver com isso. Mas, a realidade, não tarda a hora, delineia desdobrados movimentos com direção certeira, vem para atingir suas lentas romarias de alienação.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

O PROJETO DE SARTORI JÁ ARMOU A TÁTICA E A ESTRATÉGIA PARA AS PRIVATIZAÇÕES: DIFAMAR OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DIANTE DA OPINIÃO PÚBLICA. (por, Runildo Pinto)

(por, Runildo Pinto)

O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori já traçou a tática e a estratégia para privatizar as empresas do ESTADO. O bode expiatório, agora, são os servidores e funcionários públicos. Atrasando os salários cria uma ambiente de terror, na pretensão de polemizar, manchando a imagem do funcionalismo diante da opinião pública. 

O governador prefere responsabilizar os trabalhadores apostando que a população enxergue nestes como aqueles que recebem sem trabalhar, como parasitas do Estado, e esperando que as categorias venham resistir e convocar greves, assim, ao olhos, da população quer demonstrar a insensibilidade do funcionalismo diante da crise.

O propósito do governador é passar por vítima. Pura armação! Essa preferência do governador tem um motivo claro: não responsabilizar aqueles que se beneficiaram, os grandes beneficiários que causaram a dívida, isto é: os setores da tal "livre iniciativa ou iniciativa privada".

Se o pagamento de uma parcela do salário do mês de julho de R$ 2100 reais for paga no inicio de agosto e depois a segunda em meados do mesmo mês e a terceira parcela no final. Isto quer dizer que o salário do mês de agosto não será pago? Vai ser protelado para quando?

Esse processo desencadeado pelo governador tem endereço certo, convencer a população rio-grandense de que o ESTADO é inviável sem as privatizações, PDV's e PDI's. A armadilha para mais uma enganação está armada. Algum eleitor do Sartori pode dizer algo em contrário?

O funcionalismo rio-grandense não deve aceitar esta situação, este descalabro, tem que reagir, tomar frente diante das arbitrariedades do governo Sartori. Resistir e lutar, não permitir às privatizações e a precarização das carreiras e dos salários.

Este filme nós já vimos e, é um tremendo abacaxi grego. Resistir é fazer a unidade que fortaleça todos os setores do funcionalismo e por uma GREVE GERAL, com propósitos bem claros para a população rio-grandense. Se tiverem medo do enfrentamento não vão convencer ninguém, vão capitular.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

SARTORI SEMPRE TEVE PROJETO. ANTES, DURANTE E DEPOIS DAS ELEIÇÕES: UM GOLPE BEM DADO NA POPULAÇÃO RIO-GRANDENSE.

Por, Runildo Pinto


Temos que nos dar conta, a ingenuidade política é comumente “compreensiva” por parte de certas pessoas, e não pode referenciar, o horizonte da política implementada pela presidente dilma e por exemplo, governos como o de sartori no RS e beto richa no Paraná.

A saber, temos que ter em conta, o Estado no capitalismo só serve para reproduzir o capitalismo, mais nada. Assim aqueles que acham que o governador sartori não tem projeto e/ou está tentando resolver os problemas financeiros - endividamento do Estado estão redondamente enganados: sartori tem projeto, só o ignorou da população nas eleições, e o outro engano é que não está a resolver o problema da dívida do Estado, mas sim aproveita para, através da dívida, repartir as empresas do Estado com os grandes empresários brasileiros e internacionais.

Para isto, precisa repassar a conta para a classe trabalhadora e aos pequenos empresários. Nesse sentido o Estado está cumprindo seu papel de reproduzir mais capitalismo e precisa se apoiar nos grandes empresários, que não se manifestam em nenhum momento contra o projeto, pelo contrário se reúnem com sartori para elaborar como levar a cabo a rifa, a forma de sortear as empresas do Estado, para aqueles que serão os privilegiados a participar desse rateio.

Sartori não tem intenção de fazer as empresas do Estado realizarem serviços de qualidade à população, mas sim fazer delas mercadoria para os lucros do setor privado, que vai fazê-lo de modo a quem pode pagar pelos serviços. Assim, o projeto se viabiliza e o Estado cumpre seu papel de tirar a sua intervenção na saúde, educação, distribuição da água, energia e serviços essenciais à população.

Obviamente que as contradições, nesse Estado neoliberal, vai ser a de não se responsabilizar pelos resultados para quem não pode pagar pela água, por exemplo. A intervenção do Estado vai ser a de criar as “agências reguladoras”, que como já vivenciamos, sempre sai em defesa dos interesses das empresas privadas, no máximo regula algumas questões tangencias e que acaba burocratizando a vida e efetivando regras que agilizam a circulação dos serviços como mercadoria, o que cria muitas dificuldades de acesso por conta da eficácia do mercado, não levando em conta as necessidades da população, reduzindo a margem de direitos e satisfação das necessidades fundamentais da população, principalmente da população pobre que fica desassistida.

Importante entender que o mercado nesse contexto não se interessa e não vê fonte de lucro nesse setor, portanto são serviços de acesso plenos a quem tem como pagar, para quem pode pagar; este sim estão habilitados aos serviços. Levemos em conta que apenas 33% da população brasileira participam do mercado de consumo e atenção a classe média está em torno de 60% endividada.

Quando sartori fala que está saneando o Estado para poder investir, a pergunta a ser feita é: se o Estado vai privatizar, onde ele vai investir? Uns vão dizer: na educação, na saúde. Enganam-se! A saúde e a educação estão sendo sucateadas para ser entregues a iniciativa privada via PPP - Parcerias Público Privadas, mais privada do que pública. Sartori quer dizer que o Estado vai investir nas empresas privadas, o que já está implícito em seu projeto de privatizações e nas PPP's, tirando o compromisso do Estado com serviços importantes para os rio-grandenses.

O governador sartori não diz qual as origens da dívida, porque não interessa responsabilizar os beneficiados, não diz onde foi o dinheiro das privatizações do desgoverno britto. E para completar, contratou uma consultoria de 23 milhões junto ao grupo GERDAU, que deve aos Estado 4 bilhões. Por que será? Se a divida é do Estado e quem tem que fazer auditoria são os poderes constituídos como o Tribunal de Contas e/ou PGE - Procuradoria Geral do Estado e até a FEE - Fundação de Economia e Estatística do RS. Deu para a GERDAU para esta dar o parecer, a viabilidade dos interesses privados. Aqui prevalece a máxima: o Estado no capitalismo é tutelado por uma classe e esta classe é a burguesia. Dá para entender?

Esse é jogo de interesses não fica explicito para a maioria do povo. E eles vem com a conversa de que, “AGORA o Brasil e o Rio Grande do Sul só gastam o que arrecadam”, isso é mais uma demagogia diante da crise que foi empurrada com a barriga durante e depois da quebra da bolsa de valores em 2008 no EUA.

Lembram da marolinha do lula? A marolinha era um tsunami. Para arejar a memória, é preciso compreender que a dívida pública do Brasil quando lula assumiu em 2003 era de 600 bilhões e depois só veio crescendo como o reformismo desenvolvimentista despejou dinheiro para as empresas privadas e banqueiros de várias formas (a mão invisível do mercado), com a marolinha extrapolou e, hoje, está na casa do 3 trilhões. Com relação a esse corte de 69 bilhões no início do segundo governo dilma, mais o corte de 8,9 bilhões de julho de 2015, parece ser o resultado do caprichoso investimento que resulta de um cálculo muito próximo a soma da COPA DO MUNDO DE FUTEBOL + OLIMPÍADAS/2016.

Portanto, os argumentos soam como um mar de demagogias e que mais uma vez quem paga a conta é a saúde, educação (já tão degradadas), salários, o emprego, quebra de milhares de pequenas e médias empresas, retirada de direitos, inflação, aumento da gasolina, energia elétrica. No final das contas quem realmente ganha são os grandes capitalistas, as grandes corporações nacionais e internacionais e quem paga a conta são os trabalhadores. Dilma e Sartori fazem o mesmo jogo e os segundo tem respaldo para suas desculpas no primeiro, isto resulta em mais jogos de enganos no Rio Grande do Sul.

Por que Zurdo?

O nome do blog foi inspirado no filme Zurdo de Carlos Salcés, uma película mexicana extraordinária.


Zurdo em espanhol que dizer: esquerda, mão esquerda.
E este blog significa uma postura alternativa as oficiais, as institucionais. Aqui postaremos diversos assuntos como política, cultura, história, filosofia, humor... relacionadas a realidades sem tergiversações como é costume na mídia tradicional.
Teremos uma postura radical diante dos fatos procurando estimular o pensamento crítico. Além da opinião, elabora-se a realidade desvendando os verdadeiros interesses que estão em disputa na sociedade.

Vos abraço com todo o fervor revolucionário

Raoul José Pinto



ZZ - ESTUDAR SEMPRE

  • A Condição Pós-Moderna - DAVID HARVEY
  • A Condição Pós-Moderna - Jean-François Lyotard
  • A era do capital - HOBSBAWM, E. J
  • Antonio Gramsci – vida e obra de um comunista revolucionário
  • Apuntes Criticos A La Economia Politica - Ernesto Che Guevara
  • As armas de ontem, por Max Marambio,
  • BOLÍVIA jakaskiwa - Mariléia M. Leal Caruso e Raimundo C. Caruso
  • Cultura de Consumo e Pós-Modernismo - Mike Featherstone
  • Dissidentes ou mercenários? Objetivo: liquidar a Revolução Cubana - Hernando Calvo Ospina e Katlijn Declercq
  • Ensaios sobre consciência e emancipação - Mauro Iasi
  • Esquerdas e Esquerdismo - Da Primeira Internacional a Porto Alegre - Octavio Rodríguez Araujo
  • Fenomenologia do Espírito. Autor:. Georg Wilhelm Friedrich Hegel
  • Fidel Castro: biografia a duas vozes - Ignacio Ramonet
  • Haciendo posible lo imposible — La Izquierda en el umbral del siglo XXI - Marta Harnecker
  • Hegemonias e Emancipações no século XXI - Emir Sader Ana Esther Ceceña Jaime Caycedo Jaime Estay Berenice Ramírez Armando Bartra Raúl Ornelas José María Gómez Edgardo Lande
  • HISTÓRIA COMO HISTÓRIA DA LIBERDADE - Benedetto Croce
  • Individualismo e Cultura - Gilberto Velho
  • Lênin e a Revolução, por Jean Salem
  • O Anti-Édipo — Capitalismo e Esquizofrenia Gilles Deleuze Félix Guattari
  • O Demônio da Teoria: Literatura e Senso Comum - Antoine Compagnon
  • O Marxismo de Che e o Socialismo no Século XXI - Carlos Tablada
  • O MST e a Constituição. Um sujeito histórico na luta pela reforma agrária no Brasil - Delze dos Santos Laureano
  • Os 10 Dias Que Abalaram o Mundo - JOHN REED
  • Para Ler O Pato Donald - Ariel Dorfman - Armand Mattelart.
  • Pós-Modernismo - A Lógica Cultural do Capitalismo Tardio - Frederic Jameson
  • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira
  • Simulacro e Poder - uma análise da mídia, de Marilena Chauí (Editora Perseu Abramo, 142 páginas)
  • Soberania e autodeterminação – a luta na ONU. Discursos históricos - Che, Allende, Arafat e Chávez
  • Um homem, um povo - Marta Harnecker

zz - Estudar Sempre/CLÁSSICOS DA HISTÓRIA, FILOSOFIA E ECONOMIA POLÍTICA

  • A Doença Infantil do Esquerdismo no Comunismo - Lênin
  • A História me absolverá - Fidel Castro Ruz
  • A ideologia alemã - Karl Marx e Friedrich Engels
  • A República 'Comunista' Cristã dos Guaranis (1610-1768) - Clóvis Lugon
  • A Revolução antes da Revolução. As guerras camponesas na Alemanha. Revolução e contra-revolução na Alemanha - Friedrich Engels
  • A Revolução antes da Revolução. As lutas de classes na França - de 1848 a 1850. O 18 Brumário de Luis Bonaparte. A Guerra Civil na França - Karl Marx
  • A Revolução Burguesa no Brasil - Florestan Fernandes
  • A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky - Lênin
  • A sagrada família - Karl Marx e Friedrich Engels
  • Antígona, de Sófocles
  • As tarefas revolucionárias da juventude - Lenin, Fidel e Frei Betto
  • As três fontes - V. I. Lenin
  • CASA-GRANDE & senzala - Gilberto Freyre
  • Crítica Eurocomunismo - Ernest Mandel
  • Dialética do Concreto - KOSIK, Karel
  • Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico - Friedrich Engels
  • Do sonho às coisas - José Carlos Mariátegui
  • Ensaios Sobre a Revolução Chilena - Manuel Castells, Ruy Mauro Marini e/ou Carlos altamiro
  • Estratégia Operária e Neocapitalismo - André Gorz
  • Eurocomunismo e Estado - Santiago Carrillo
  • Fenomenologia da Percepção - MERLEAU-PONTY, Maurice
  • História do socialismo e das lutas sociais - Max Beer
  • Manifesto do Partido Comunista - Karl Marx e Friedrich Engels
  • MANUAL DE ESTRATÉGIA SUBVERSIVA - Vo Nguyen Giap
  • MANUAL DE MARXISMO-LENINISMO - OTTO KUUSINEN
  • Manuscritos econômico filosóficos - MARX, Karl
  • Mensagem do Comitê Central à Liga dosComunistas - Karl Marx e Friedrich Engels
  • Minima Moralia - Theodor Wiesengrund Adorno
  • O Ano I da Revolução Russa - Victor Serge
  • O Caminho do Poder - Karl Kautsky
  • O Marxismo e o Estado - Norberto Bobbio e outros
  • O Que Todo Revolucionário Deve Saber Sobre a Repressão - Victo Serge
  • Orestéia, de Ésquilo
  • Os irredutíveis - Daniel Bensaïd
  • Que Fazer? - Lênin
  • Raízes do Brasil - Sérgio Buarque de Holanda
  • Reforma ou Revolução - Rosa Luxemburgo
  • Revolução Mexicana - antecedentes, desenvolvimento, conseqüências - Rodolfo Bórquez Bustos, Rafael Alarcón Medina, Marco Antonio Basilio Loza
  • Revolução Russa - L. Trotsky
  • Sete ensaios de interpretação da realidade peruana - José Carlos Mariátegui/ Editora Expressão Popular
  • Sobre a Ditadura do Proletariado - Étienne Balibar
  • Sobre a evolução do conceito de campesinato - Eduardo Sevilla Guzmán e Manuel González de Molina

ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA

  • 1984 - George Orwell
  • A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende
  • A Espera dos Bárbaros - J.M. Coetzee
  • A hora da estrela - Clarice Lispector
  • A Leste do Éden - John Steinbeck,
  • A Mãe, MÁXIMO GORKI
  • A Peste - Albert Camus
  • A Revolução do Bichos - George Orwell
  • Admirável Mundo Novo - ALDOUS HUXLEY
  • Ainda é Tempo de Viver - Roger Garaud
  • Aleph - Jorge Luis Borges
  • As cartas do Pe. Antônio Veira
  • As Minhas Universidades, MÁXIMO GORKI
  • Assim foi temperado o aço - Nikolai Ostrovski
  • Cem anos de solidão - Gabriel García Márquez
  • Contos - Jack London
  • Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski
  • Desonra, de John Maxwell Coetzee
  • Desça Moisés ( WILLIAM FAULKNER)
  • Don Quixote de la Mancha - Miguel de Cervantes
  • Dona flor e seus dois maridos, de Jorge Amado
  • Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago
  • Ensaio sobre a lucidez, de José Saramago
  • Fausto - JOHANN WOLFGANG GOETHE
  • Ficções - Jorge Luis Borges
  • Guerra e Paz - LEON TOLSTOI
  • Incidente em Antares, de Érico Veríssimo
  • Memórias do Cárcere - Graciliano Ramos
  • O Alienista - Machado de Assis
  • O amor nos tempos do cólera - Gabriel García Márquez
  • O Contrato de Casamento, de Honoré de Balzac
  • O Estrangeiro - Albert Camus
  • O homem revoltado - Albert Camus
  • O jogo da Amarelinha – Júlio Cortazar
  • O livro de Areia – Jorge Luis Borges
  • O mercador de Veneza, de William Shakespeare
  • O mito de Sísifo, de Albert Camus
  • O Nome da Rosa - Umberto Eco
  • O Processo - Franz Kafka
  • O Príncipe de Nicolau Maquiavel
  • O Senhor das Moscas, WILLIAM GOLDING
  • O Som e a Fúria (WILLIAM FAULKNER)
  • O ULTIMO LEITOR - PIGLIA, RICARDO
  • Oliver Twist, de Charles Dickens
  • Os Invencidos, WILLIAM FAULKNER
  • Os Miseravéis - Victor Hugo
  • Os Prêmios – Júlio Cortazar
  • OS TRABALHADORES DO MAR - Vitor Hugo
  • Por Quem os Sinos Dobram - ERNEST HEMINGWAY
  • São Bernardo - Graciliano Ramos
  • Vidas secas - Graciliano Ramos
  • VINHAS DA IRA, (JOHN STEINBECK)

ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA GUERRILHEIRA

  • A Guerra de Guerrilhas - Comandante Che Guevara
  • A montanha é algo mais que uma imensa estepe verde - Omar Cabezas
  • Da guerrilha ao socialismo – a Revolução Cubana - Florestan Fernandes
  • EZLN – Passos de uma rebeldia - Emilio Gennari
  • Imagens da revolução – documentos políticos das organizações clandestinas de esquerda dos anos 1961-1971; Daniel Aarão Reis Filho e Jair Ferreira de Sá
  • O Diário do Che na Bolívia
  • PODER E CONTRAPODER NA AMÉRICA LATINA Autor: FLORESTAN FERNANDES
  • Rebelde – testemunho de um combatente - Fernando Vecino Alegret

ZZ- Estudar Sempre /GEOGRAFIA EM MOVIMENTO

  • Abordagens e concepções de território - Marcos Aurélio Saquet
  • Campesinato e territórios em disputa - Eliane Tomiasi Paulino, João Edmilson Fabrini (organizadores)
  • Cidade e Campo - relações e contradições entre urbano e rural - Maria Encarnação Beltrão Sposito e Arthur Magon Whitacker (orgs)
  • Cidades Médias - produção do espaço urbano e regional - Eliseu Savério Sposito, M. Encarnação Beltrão Sposito, Oscar Sobarzo (orgs)
  • Cidades Médias: espaços em transição - Maria Encarnação Beltrão Spósito (org.)
  • Geografia Agrária - teoria e poder - Bernardo Mançano Fernandes, Marta Inez Medeiros Marques, Júlio César Suzuki (orgs.)
  • Geomorfologia - aplicações e metodologias - João Osvaldo Rodrigues Nunes e Paulo César Rocha
  • Indústria, ordenamento do território e transportes - a contribuição de André Fischer. Organizadores: Olga Lúcia Castreghini de Freitas Firkowski e Eliseu Savério Spósito
  • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira