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sexta-feira, 7 de julho de 2017

O POBRE DE DIREITA

Por Runildo Pinto

Vemos a todo o instante muita gente criticando que "pobre de direita é uma merda". Inclusive a critica vem de pessoas que se consideram comunistas, outros militantes de esquerda e principalmente da esquerda reformista (complicado para quem faz conciliação de classes). Não enxergam que a pobreza, o pobre e a alienação são produtos do sistema capitalista explorador e excludente. A falta de compreensão da capacidade de coerção da classe burguesa no poder e da própria luta de classes é escandalosa. Beira ao analfabetismo político, movido por sentimentos e emoções de desejos conflitantes.

É infantil disseminar esse sentimento de repúdio aos trabalhadores, na realidade é um sentimento pequeno burguês e os impede de compreender o processo de dominação social, por exemplo, a figura do lumpemproletário como modelo mais perigoso da cooptação ideológica dos proletários pela classe dominante, e excluindo de qualquer processo de organização e de luta contra a burguesia.

Lembrem-se: a ideologia dominante é a ideologia da classe dominante. O primeiro núcleo ideológico sistêmico é a família, incuti os primeiro laços com a ideologia burguesa através da religião e do clã familiar, sustentáculo do sentimento de propriedade privada.

É tarefa dos comunistas mostrarem, na luta, às contradições de classe. Mas para isso acontecer temos que fazer luta de classes. Façam uma reflexão sobre: o reformismo ao mesmo tempo que concilia, ameaça a burguesia emulando à desconfiança de setores radicalizados da burguesia, abrindo espaço para o crescimento e a ação da extrema direita. O resultado é um retrocesso brutal para a classe trabalhadora.

Portanto, não podemos alimentar e descartar um só proletário do rol de abrangência da exploração capitalista, isto é: temos que ver a classe trabalhadora na sua totalidade e  ter a capacidade de repudiar os cacoetes pequeno-burgueses da classe média alta, extrato social, este sim, com vínculos discriminatórios vinculados a burguesia, são os repetidores da ideologia dominante. Tratemos de repudiar o reformismo conciliador, e os modelos semânticos criadores de armadilhas ideológicas que boicotam a luta de classes.

Consciência de classe não cai do céu. Se todo o pobre já nascesse de esquerda, comunista-, era só esperar a primeira geração crescer para a revolução socialista acontecer, melhor, iríamos direto para a construção da sociedade comunista. Isto é idealismo puro! Dizer que "pobre de direita é uma merda", é choro de reformista, conciliador de classes que só pensa no processo eleitoral da ordem burguesa.

quinta-feira, 17 de março de 2016

O PT, AS CONTRADIÇÕES, OS OBJETIVOS ESTRATÉGICOS E AS RELAÇÕES CAPITAL VERSUS TRABALHO.

Por Runildo Pinto 05/março/2016

Se vamos falar de contradições dentro de uma estratégia de esquerda, em primeiro lugar essa realidade está apenas ao alcance da esquerda (e não me refiro ao PT) somente para teorizá-la, há pouca organização para respondê-la na pratica.

O PT contribuiu para descontinuar um processo de luta e organização que estava sendo construído a partir dos anos 90. De lá para cá o próprio PCB passou por momentos críticos e somente no presente século começou a se organizar e ter uma postura contra os interesses do capital, mas ainda com pouquíssimo poder de fogo para responder a realidade.

Em segundo, lugar a bonança econômica vivida no Brasil mais precisamente no período de 2003 a 2008, propiciou pela própria dinâmica do capitalismo e a manutenção pelo governo do PT/lula da formula usada pro FHC baseada no plano real (ponto). 

Depois da quebra da bolsa em novembro de 2008 nos EUA, o PT com fins eleitoreiros manteve uma política artificial diante de uma conjuntura mundial em crise (lembra da marolinha era um tsunami), portanto o PT não fez inclusão nenhuma, esses milhões de pessoas (segundo o PT, 22 milhões) que o governo atribui ter incluído ou tirado da pobreza é uma falácia. Primeiro que os empregos gerados foram no patamar do salário mínimo e mais o PT considerou um aumento da classe média considerando esse acesso baseado em um salário de 1000 reais, o que é uma piada.

Em 2010, disse que qualquer crise derrubava todos os "programecos" do PT. Me referindo a crise de 2008 que acabaria aparecendo e atingindo a economia de forma contundente.

E deu no que deu, caiu como uma castelo de cartas. Assim, o PT com seu reformismo tinha como estratégico para implementar seu governo as alianças pela direita e o aparelhamento dos movimentos sociais, nesse sentido fez do movimento sindical e do MST correia de transmissão do governo (utilizou cargos e corrompeu muitos sindicalistas para aderir ao governo e infiltrou nos sindicatos ONG's).

Por ai, enfraqueceu e dividiu os trabalhadores e reflexo disso fez com que fortalecesse a desorganização e o surgimento de pelo menos umas 13 (treze um número muito irônico) centrais sindicais, que dizer a classe trabalhadora a mercê do fortalecimento da burocracia sindical.

Pergunto camaradas: porque o MST entre tantos motivos não respondeu a ascensão do agronegócio? Respondo: o PT apostou no agronegócio e deixou a reforma agrária de lado o que enfraqueceu o MST, pela submissão do Sr. Stédile ao submeter o MST ao governo. Hoje, o MST está dividido e enfraquecido. 

Não esqueça que o PT fez mercadoria das demandas da classe trabalhadora e uma conciliação de classes totalmente espúria. Após a ditadura, o governo civil - Sarney propôs uma aliança de classes (PACTO SOCIAL), mas negociada com a classe trabalhadora, e não aceito pelo PT e a CUT, lembram? 

O fato mais relevante da conjuntura atual do golpe de direita contra o PT (considerado pela direita como esquerda) é um golpe contra as esquerdas e principalmente contra os comunistas e a democracia burguesa, isso aí virou um vale tudo, e a Marilena Chauí matou a charada, entre tantos equívocos,, disse: 1964 (representação da ditadura) vai ser "fichinha", coisa pequena, perto do que está acontecendo hoje no Brasil. O sentido é esse.

Agora, e mais uma vez repito, estamos com as mão amarradas e por quê? Porque o PT despolitizou a classe trabalhadora e a desmobilizou, consequência óbvia de sua conciliação de classes ajustada pela burguesia e agora rompida pela mesma. 

Lembro e por mais que os camaradas possam dizer que seja fora de época, mas as reformas de base do Jango eram muito mais avançadas que o "reformismo neoliberal" do PT. O PT, só para exemplificar, não fez reforma agrária, não implementou a Universidade Popular, na economia aplicou um receituário neoliberal, manteve todas as privatizações dos governos anteriores e toda a flexibilização do direitos dos trabalhadores, terceirização e também retirou direitos, privatizou.
Então, a base do governo lula e dilma foi a estrutura deixada pelos governos collor, itamar e FHC. E, o PT não quis modificar isso e não teria força para modificá-las porque preferiu governar com o parlamento e virar as costas para a classe trabalhadora. 

Nesse momento o PT além de ter criado as condições para que a burguesia chegasse ao ponto de um golpe de Estado, deixa uma "batata quente" nas mãos da Esquerda. Não tivemos avanços nenhum, e mais, a direita está recalcando na sociedade brasileira o conservadorismo, o fascismo, plantando um sociedade reacionária. Portanto, o PT foi um retrocesso para a classe trabalhadora e para a luta de classes, se é que estamos de acordo, também com as teses do último congresso do PCB. A nossa luta é contra o capital. Não vamos cometer os erros de 1945, o Brasil na época já era um país capitalista, e hoje um capitalismo avançado, atualizado, compatível com as maiores potencias capitalistas, não precisamos de reformismo para evoluir o capitalismo em qualquer setor, só está a mercê e conivente de uma conjuntura internacional movida pelos interesses do mercado-, e guerras imposto pelo império norte-americano.

Podemos dizer em relação ao PT que é um problema do PT com a burguesia, parece simples, mas as consequências do PTismo vai cair no colo da pequena esquerda que temos, dos estagnados partidos trotskistas e do PCB que acredito avança passo a passo e lentamente, mas de forma consequente e ainda com sérios problemas de organização. 

A direita, sem dúvida vai triunfar e pelo caminho conservador e fascista vislumbramos sua vitória através de um golpe institucional através da mídia e do ministério público, e/ou se não der impedimento da presidente (vai se esvair e agonizar até o final do mandato), a direita certamente ganha a próxima eleição para presidente do Brasil.

Aí, podemos até projetar. Começar a pensar o PT fora do governo, sua pratica. Como será no movimento sindical? Tenho a impressão de que o PT como a CUT vão ter uma pratica muito ruim nos movimentos sociais, sempre focada em ganhar eleições tanto nos movimentos e a partir dos movimentos para alcançar prefeituras, governos de Estado e cargos nos parlamentos, o PT não vai sair dessa pratica institucional e pró-capitalista, nociva para a organização da classe. O PT não tem volta e esperamos que os partidos de esquerda se reorganizem para enfrentar a conjuntura complicada e que classe trabalhadora se indigne com as condições de vida precária que a direita prepara e vá para as ruas lutar. A esquerda via ter que dar conta dessa conjuntura e não conte com o PT. 

Deixo para vocês avaliarem o resultado dos programas do PT: 

Pagamento da dívida externa com o FMI, o PT converteu a dívida externa em interna quem ganha com juros abusivos são os banqueiros, maiores que os cobrado pelo FMI. 

Salário mínimo: a inflação e o dólar comeram. 

O Brasil está entre as maiores economias do mundo e quem ganha sãos os ricos. 

Bolsa família , foi o FHC quem instituiu, os PTistas dizem que é projeto deles.

Prouni somente para escola particular não pagar imposto. 

Luz para todos aos olhos da cara e farmácia popular fechando todos os dias.

Apenas 214 escolas técnicas para um país continental com mais de 200 milhões de habitantes.

Apenas 18 universidades públicas com baixo nível de qualidade e permitiu milhares de universidades particulares "de esquina" sem as mínimas condições de funcionarem. Uma agiotagem escolar para empresários se fartarem de lucros.

Os PTistas disseram que há 5 milhões de jovens pobres e negros na universidade, alguém acredita? 

Dizem mais, 40 milhões que saíram da miséria o que é uma mentira deslavada, peço a eles fonte e comprovação e eles silenciam. (as vezes os Ptistas dizem 22 milhões... !?. entenda essa gente.)*
E mais, apelam, 38 milhões na classe média a 1000 reais? Tá brincando!*
*Somem agora os 40 mais 38... Eles estão vendendo ilusões, não é real.

PAC fonte de corrupção e obras inacabadas por todo o Brasil. 

O déficit habitacional era de 7 milhões antes do "minha casa minha vida", a dilma diz que fez 1,5 milhões de moradias e por incrível que pareça o programa incentivou a especulação imobiliária e o déficit voltou a ser 7 milhões, novamente. Que "programão" ingrato é esse? 

Também com a saúde que é um caos, se não tivesse uma ambulância, seria o mico, e 2132 ambulâncias para 789 municípios é muito pouco. O Brasil possui 4000 municípios, isso é esmola. 

Onde será que foi parar o grandioso orçamento da saúde (segundo o PT, 106 bilhões), se a saúde está lixo, como no século XIX. Os PTistas querem enganar quem?

E a educação? Um caos. Pátria Educadora é o fim da várzea. 

O Pré-sal a dilma fez um "acordão" com Serra para entregar 100% da soberania nacional.

Vamos falar da "Vale do Rio Doce, Samarco? Um acordo favorável aos interesses da corporação empresarial. 

E o desemprego? Está por volta dos 10 a 12 milhões de pessoas.

Viva o ajuste fiscal da dilma/PT. A classe trabalhadora paga a conta da crise.

E tempos mais sombrios vem por aí. Boa luta para nós!

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Apartidários e Apolíticos: a manipulação ideológica!



(por Runildo Pinto)


Aquele que se diz militante, até quem se diz revolucionário e apoia movimentos apartidários está totalmente equivocado, não sabe o que é ser militante e muito menos revolucionário.

Os movimentos apartidários têm um caráter pequeno burguês e uma capacidade de se extinguir rapidamente pela dispersão dos propósitos e inconsistência política, como forma de não alterar as relações de poder e, somente, se mobiliza para reforçar interesses individuais, particularizados e de grupos, geralmente é oriundo da classe média, que porventura é atingida em determinado momento por algum episódio pontual que a desagrade. Estes movimentos fazem de tudo para que os “fatos motivadores” não se politizem, e não ultrapassem os limites da ideologia dominante. Tem como característica o reforço da alienação do senso comum e o descompromisso com os contextos políticos fundamentais. São movimentos sem unidade política, filosófica e sociológica. Se constituem em dinâmicas neoliberais, vulneráveis e submetidos a diversos interesses privados e “mercadológicos”. É comum que as lideranças sejam pessoas que buscam aparecer publicamente e adquirir destaque pessoal, atuam de forma “moderada e/ou deslumbrada” conciliando áreas de interesses contraditórios e influenciadas de diversos matizes elitizantes, sempre em consonância com a ordem. Desde o empresariado até o poder público, e ao buscarem acesso as instâncias Estatais se ligam as siglas partidárias por puro oportunismo.

Para estas lideranças os partidos políticos servem como trampolim de acesso aos governos municipais, estaduais e federal, como forma de conseguir todo o tipo barganhas, tirar proveito - favores e privilégios. Mas a luta “contra os partidos” nunca foi uma bandeira do próprio movimento, e sim da direita. Por trás destes movimentos estão os tubarões dos partidos de direita, as autoridades influentes, empresários ligados a entidades como Lions Club, Rotary Club, pessoas que lidam com cultura, por exemplo, que dependem do dinheiro público para manter suas ONG's, entidades similares e OSCIP's, que colaboram com o poder público e da iniciativa privada no apaziguamento das massas e não se arriscam a terem posição política explicita, para não contrariar a “gregos e troianos” quando se revezam nas instâncias do parlamento e de governos.

No Brasil, foi a ditadura militar quem mais utilizou o discurso “apartidário” para combater o movimento estudantil. Os militares acusavam os ativistas de “partidarizar os DAs” e exigiam medidas concretas dos reitores contra a atuação dos partidos nas universidades. Na tentativa de desarticular o movimento, a ditadura perseguia os estudantes filiados a partidos. Somente esse fato bastaria para se entender o enorme desserviço prestado ao movimento pelos defensores do “apartidarismo”, cujo discurso é igual àqueles pronunciados por generais e reitores durante os piores anos de nossa História.

Os apartidários ou apolíticos querem passar a ideia de neutralidade, uma falsa imagem para a população em geral. Esta postura tem a intenção de recalcar no povo a negação das classes sociais e principalmente da luta de classes, de que não há classes sociais mas uma sociedade plural, e que todos devem respeito as diferenças (discriminação - desigualdade social), porque a sociedade é assim mesmo e sempre será. Esta é a ideia que querem inculcar!. Uma forma da ideologia dominante, a da burguesia, preservar sua hegemonia de classe sobre as demais classes da sociedade capitalista. Isto chama-se ditadura burguesa, isto é: significa a supremacia dos interesses da classe burguesa, que está no poder, sobre as outras classes, principalmente sobre a classe trabalhadora.

Em 1905, Lenin, no decurso das movimentações de classe que culminaram na Revolução de 1917, escrevia: “como já mostramos, o apartidarismo é um produto ou, se quiserem, uma expressão do caráter burguês da nossa revolução. A burguesia não pode deixar de tender para o apartidarismo, pois a ausência de partidos entre os combatentes pela liberdade da sociedade burguesa significa a ausência de uma nova luta contra esta própria sociedade burguesa. Quem trava uma luta «sem partido» pela liberdade ou não tem consciência do caráter burguês da liberdade, ou santifica este regime burguês, ou adia a luta contra ele, o seu «aperfeiçoamento», para as calendas gregas. E, inversamente, quem consciente ou inconscientemente está ao lado da ordem burguesa não pode deixar de sentir atração pela ideia do apartidarismo”. Assumindo um papel destacado à frente desta ramificação do apartidarismo encontramos lado a lado anarquistas e extrema-direita alardeando nas manifestações a máxima “o povo unido não precisa de partido”, uma deturpação velhaca da famosa frase que proclama “o povo unido jamais será vencido”.

sábado, 30 de outubro de 2010

Carta à verdadeira esquerda brasileira

Nota do Editor: A publicação do artigo é de responsabilidade do Editor do Bolg e não significa que este concorde inteiramente com o conteúdo da matéria, o importante é que o artigo remete à uma reflexão extraordinária sobre as vicissitudes decorrente à esquerda no Brasil e no mundo contemporâneo.

Por Gregório Grisa

Articulação e ideologia

Primeiramente, é importante destacar a que não se presta o presente documento, faz-se isso para que desde já não haja nenhum tipo de confusão sobre seu conteúdo reflexivo e propositivo. Não se quer aqui relativizar a importância e a necessidade primordial de condutas éticas e comprometidas com princípios fundamentais, absolutamente. Também não se está propondo que a radicalidade propositiva e organizativa da verdadeira esquerda seja abrandada e nem que se conceda menor valor às principais demandas históricas do socialismo.

A presente reflexão não trata desses aspectos, o tema central aqui é a maneira como a verdadeira esquerda brasileira tem confeccionado suas articulações políticas e, para se debater essa questão, é indispensável pensar sobre a ideologia, ou como o imaginário e as múltiplas visões de mundo se constituem e se relacionam. Esse texto não se pretende acadêmico e não é dotado de preocupações com normas ou qualquer tipo de formalismo.

A definição para se construir articulações políticas de esquerda tem de mudar no cenário atual brasileiro, é necessário, entre outras coisas, levar a cabo uma inversão pontual, qual seja: priorizar ou ter mais em conta a possibilidade do desenvolvimento de práticas que modifiquem, de alguma forma, o rumo histórico e o pensamento dos grupos articulados (que nunca terão identidade absoluta), do que pré-requisitos de posturas ideológicas e morais ou práticas já promovidas por esses grupos. Tendo em vista as diferentes e múltiplas condições concretas de cada grupo e de seus indivíduos ao desenvolverem suas atuais ideias e práticas, é urgente que se faça essa inversão.

A possibilidade de unificação na diferença deve estar na frente da necessidade absoluta de identidade ideológica e programática. Os efeitos de uma possível articulação política devem sobrepor os pré-requisitos ou causas carregadas de condicionantes para fazê-la.

O desenvolvimento de uma prática social iluminada pela teoria coerente, não pode ter, nessa teoria, seu ponto de impossibilidade, não deve tê-la como absoluta, pois incorre no erro de não desenvolver o seu critério de verdade, qual seja, a prática social, e assim o fazendo, desliza para um idealismo que prioriza o discurso e a teoria pré-estabelecida. A prática social com base teórica deve privilegiar a possibilidade, o devir, sem buscar a segurança de prever, adivinhar ou em outros termos, pré-teorizar o resultado ainda inexistente de uma articulação ou prática política. Os teóricos de esquerda devem se tornar também práticos sociais e os práticos sociais de esquerda devem se tornar também teóricos. Essas duplas transformações devem ser frequentes e dinâmicas, atravessadas por outro tipo de articulação política e desprendidas das redomas “acadêmicas”, do “voluntarismo pseudoneutro” e “da militância detentora da moralidade”.

A teoria que nos orienta não pode querer, isoladamente, estar certa sobre o futuro, pois se mistificaria em uma postura astrológica de “vidente”. Na práxis, a teoria é constantemente reformulada, filha da incerteza e da possibilidade do real, isto é, das relações concretas entre os sujeitos e grupos. Não são as configurações à priori das forças e grupos sociais que devem balizar as articulações, mas sim seus potenciais, suas possibilidades diferentes de amadurecimento e intervenção social e histórica. Ou seja, devemos transferir os critérios para iniciar e desenvolver as relações entre os grupos sociais das origens “genéticas” de classe para os efeitos ou resultados possíveis dessa articulação ou nova prática social coletiva.

É necessário superarmos a visão simplificadora de que as pessoas de determinadas classes têm um pensamento inscrito, como códigos sociológicos pré-definidos ou genética e culturalmente herdados. O modo de pensar e a visão de mundo das pessoas não são como “pacotes de costumes e valores” que se codificam nos cérebros, mas sim, construções dinâmicas, dialéticas, processuais que guardam em si a possibilidade de diferentes horizontes e de mudanças.

Há, sem dúvida, condicionantes ideológicos reais, advindos de processos históricos socioeconômicos e culturalmente dispostos, no entanto, há a possibilidade de práticas e articulações que apontem para outras direções, mas essas articulações hão de ser construídas, desenvolvidas, criadas, engendradas e é aí que reside o desafio contemporâneo. Como superar os preconceitos políticos e a eterna vontade de unanimidade ideológica que temos em um espaço concreto que “fisicamente” não permite tal unanimidade? As diferentes trajetórias dos sujeitos e dos coletivos impedem essa possibilidade. Como superar as avaliações superficiais e até preconceituosas que são feitas pela esquerda acerca de coletivos e grupos relativamente desconhecidos? Tais avaliações congelam a compreensão e sectarizam as práticas.

A luta de classes está viva e sendo feita pelos adversários (a direita que luta para manter privilégios) com muito mais poder de acesso às pessoas (mídia, entre outros mecanismos) e com mais poder de propor articulações. E a essa conjuntura se deve o fato de as pessoas e grupos sociais terem construído e estarem continuamente construindo suas ideologias, suas visões de mundo de modo compatível com a classe que os acessa com mais volume e frequência. Isso se dá hoje via as tecnologias multimídia, pelo Estado, pelas igrejas, pela mídia televisiva, pelas relações de trabalho, pela escola, pelo monopólio da informação. E nas relações familiares e institucionais, tal pensamento se multiplica em proporções infinitas. Todos esses segmentos reproduzem valores que os constituem e a visão de mundo que mais os acessa. Essa reprodução não é linear, determinista, mas existe e tem diferentes graus de eficácia e abrangência.

Porém esse processo é dinâmico e acreditar na rigidez das ideias dos sujeitos é uma armadilha, pois isso imobiliza para a luta ideológica e política. O modo como as pessoas interpretam o mundo é diferente e passível de mudança constante, essas transformações dependem muito das condições de vida e de articulações que as pessoas acessam. As coletividades contemporâneas, em geral, oferecem um contexto de promoção da alienação e da mistificação da realidade, ou então, reproduzem um conjunto de “verdades” que asseguram a passividade dos sujeitos que, ao perceberem suas relações com o mundo como algo “natural”, não vislumbram outro entendimento.

Pressupor que o sujeito forma seu pensamento e o detém com total noção desse processo seria uma ingenuidade, é a maleabilidade dessa formação que carrega a possibilidade de mudança do pensar. O movimento dialético de constituição de uma visão de mundo não se dá como uma inscrição ou um depósito de valores e ideias no sujeito, esse a desenvolve sem saber que o está fazendo por uma ótica ou perspectiva específica (no caso mais comum, a hegemônica), tanto que, quando atinge um grau minimamente elaborado, ele considera tal arcabouço de ideias constituído uma produção somente sua, puramente individual, o que até não deixa de ser, entretanto, é também fruto de um conjunto de experiências e ideias que o formaram. Seu pensamento agora instituído sofreu mais influências externas da sua conjuntura histórica, do seu meio e de quem mais o acessou do que da sua capacidade autônoma de discernir.

Pode-se dizer que os níveis de ideologia têm suas dosagens condicionadas pelo grau maior ou menor de acessibilidade e envolvimento concreto dos sujeitos às e nas relações sociais, políticas, culturais e econômicas específicas. As ideias são passíveis de mudança não no sentido de as trocarmos por outras absolutamente diferentes, como se faz com um chip de telefone, mas sim, através de um processo incessante de descobertas, de acesso a outros bens e relações culturais e, principalmente, pela mudança concreta das condições materiais de vida. Como Gramsci nos lembra com freqüência, as múltiplas visões de mundo ou ideologias só se tornam historicamente efetivas se constantemente vencerem a disputa pelo senso-comum e, inclusive, parcialmente forem se transformando nele. Entendendo a esquerda como corrente histórica, veja o que esse autor afirma:

Cada corrente histórica deixa para trás um sedimento de senso-comum; este é o documento de sua eficácia histórica. O senso-comum não é rígido ou imóvel, mas se transforma continuamente, se enriquece com ideias científicas e opiniões filosóficas que se infiltram na vida comum. O senso-comum cria o folclore do futuro, que é uma fase relativamente rígida do conhecimento popular num dado local e tempo. (passagem de Gramsci, citado in HALL, Stuart, Da diáspora identidades e mediações culturais, pg. 303).

Para se direcionar a sensibilidade a outro rumo ou a um horizonte mais complexo e maduro, é necessário sentir e interagir com essa possibilidade. Com o perdão da dupla tautologia, mas sensibilidade nenhuma irá ser aflorada ou redimensionada sem sentir outras sensações, e o que pode oferecer isso são articulações diferentes, amplas e desenraizadas do jeito hegemônico de fazer política e enraizadas nas possibilidades orientadas pela eterna busca pela emancipação humana em seu sentido ontológico.

É claro que a noção repetidamente aqui proposta de inversão das causas pelos efeitos, da troca dos pré-requisitos carregados pelas possibilidades do devir para se construir outras articulações políticas não se refere a algo mecânico, isto é, algo como uma lógica ou receita, isso seria uma inversão de predeterminações. Trata-se de uma autocrítica pessoal e coletiva que a esquerda como um todo deve fazer, caso isso não ocorra, essa mesma esquerda, nos moldes atuais de organização e representatividade, tende literalmente a sumir nas próximas gerações ou a ficar limitada a micro células sociais que serão tratadas como grupos caricatos e exóticos mais do que já as tratam.

Há um mito tácito dentro da verdadeira esquerda brasileira de que estabelecer um diálogo com setores da sociedade sem uma explícita identidade ideológica é um fato político que a rebaixaria ética e moralmente. Ninguém se diminui por se relacionar criticamente com diferentes grupos políticos, assim como ninguém é mais “puro” ou coerente por fazer a luta política isoladamente como vanguarda. Essa é uma visão de fazer política ultrapassada, a articulação que propomos aqui não se pauta na busca comunicativa por consensos entre as classes e grupos de diferentes orientações programáticas, mas sim, tem como pauta a construção de alternativas concretas e factíveis através do confronto.

É ingênuo ter o consenso como centralidade, o que define a identidade e a práxis da esquerda é o confronto, seja ele político, social ou ideológico. Sendo assim, para que haja o confronto, é necessária a relação, isto é, a articulação. Se o modelo de articulação política que a esquerda vem produzindo não dá conta de desenvolver renovação e ampliação dos seus debates e muito menos de construir um confronto, este “constituidor” da prática social de esquerda, que responda a essas demandas.

A esquerda política hoje, salvo alguns movimentos sociais populares, está engolida pelo aparato legal e eleitoral do Estado. As últimas eleições servem de exemplo claro de que, ou a esquerda se recicla enquanto práticas e articulações, ou ficará cada vez mais refém do formato eleitoral excludente que privilegia o capital e a fama e irá realmente rumar para um ostracismo no que se refere, principalmente, à capacidade de acesso às novas gerações, cada vez menor.

Portanto, é urgente que, ao mesmo tempo em que a verdadeira esquerda se diferencie dos “pseudo-comunistas” (apoiados e aparelhados nos grêmios escolares, no movimento estudantil e no discurso da governabilidade do Estado) e da nova direita com roupagem “ecológico-democrática”, ela também vislumbre possibilidades de diálogo, articulações e confronto. Que se repense e deixe de se ver somente como guardiã da coerência, da ética, da moralidade e da verdade, mas transcenda esse olhar catedrático para melhor entender, interagir e intervir na realidade que se apresenta, cada vez mais, dinâmica e complexa. Que se perca a vergonha de fazer um tipo de política contemporânea que contrasta com a tradicional, pois isso não desqualifica a ação nem a torna menos original e honesta, ao contrário, é um ato de contextualização e de reinterpretação do atual bloco histórico brasileiro.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Argentina: desestabilização oligárquica













por La Jornada





Desde há duas semanas a Argentina encontra-se acossada por uma revolta da direita, que capitalizou o descontentamento dos produtores agrícolas diante do aumento nos impostos às exportações de soja e girassol. Os agricultores bloquearam auto-estradas por todo o país, provocaram desabastecimento nas cidades e, nestas, seus aliados das classes altas e médias urbanas recorrem a uma prática tristemente célebre no Cone Sul: o cacerolazo [NR] contra o governo.

Para por as coisas em perspectiva, é importante recordar que o grosso da produção agrícola argentina não está nas mãos de camponeses pobres e sim de empresários agro-exportadores e de médios e pequenos proprietários. Os primeiros são indivíduos ricos que fizeram as suas fortunas por meio da exploração de peões e do pagamento de impostos ridiculamente baixos, ou inclusive por meio da evasão fiscal. Deve-se assinalar, também, que entre este sector e os interesses especuladores das cidades, a chamada "pátria financeira", há uma tradição de vínculos políticos estreitos que constituiu o suporte principal das ditaduras que ensanguentaram e assolaram esse país no passado recente. Um terceiro elementos que se deve levar em consideração é a reiterada e crescente inconformidade desses sectores oligárquicos — financeiros, agrários e políticos — com os governos de Néstor Kirchner e de Cristina Fernández.

Assim, ao ritmo do ruído de caçarolsa, configura-se uma ofensiva desestabilizadora disfarçada de descontentamento popular, na qual confluem os velhos elementos do golpismo sul-americano e as tentativas de asfixar as cidades. Não seria estranho ver, no futuro próximo, fenómenos de instabilidade monetária e cambial. O guião é muito conhecido: foi aplicado pela primeira vez no Chile contra o governo constitucional de Salvador Allende, foi replicado, com variantes maiores e menores, em diversos países do Cone Sul.

Não se deve omitir o facto de que, em paralelo a esta crise artificial na Argentina, as direitas locais tentaram a desestabilização dos governos progressistas da Bolívia, Equador e, naturalmente, da Venezuela, onde chegaram inclusive à consumação de um golpe de Estado que tinha por objectivo suprimir a presidência – democraticamente eleita – de Hugo Chávez.

Seria ingénuo supor que nesta onda de fenómenos desestabilizadores contra governos que em diferentes graus tomaram distâncias das receitas económicas neoliberais, e que marcaram com clareza políticas destinadas a recuperar as respectivas soberanias nacionais, esteja ausente o tradicional componente comum do golpismo na América Latina: a ingerência estado-unidense.

Com efeito, ao longo do século passado Washington estimulou invariavelmente os descontentamentos, supostos ou reais – regionalistas, das classes médias e altas, dos âmbitos financeiros e, naturalmente, das transnacionais – contra governos que tentaram reconduzir a economia para a satisfação mínima das necessidades populares ou que pretenderam fazer das suas respectivas independências nacionais algo mais que um formalismo histórico.
[NR] Táctica utilizada pela direita chilena contra o governo da Unidade Popular. O Presidente Salvador Allende dizia que as damas que assim procediam, nas ruas, nunca haviam lavado uma panela.

Ver também
Retenciones, dólar alto, inflación y rentabilidad agrícola en Argentina. ¿De qué se queja el campo? Ante el paro agrario y la movilización de la derecha

O original encontra-se em
http://www.jornada.unam.mx/2008/03/27/index.php?section=opinion&article=002a1edi


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

Por que Zurdo?

O nome do blog foi inspirado no filme Zurdo de Carlos Salcés, uma película mexicana extraordinária.


Zurdo em espanhol que dizer: esquerda, mão esquerda.
E este blog significa uma postura alternativa as oficiais, as institucionais. Aqui postaremos diversos assuntos como política, cultura, história, filosofia, humor... relacionadas a realidades sem tergiversações como é costume na mídia tradicional.
Teremos uma postura radical diante dos fatos procurando estimular o pensamento crítico. Além da opinião, elabora-se a realidade desvendando os verdadeiros interesses que estão em disputa na sociedade.

Vos abraço com todo o fervor revolucionário

Raoul José Pinto



ZZ - ESTUDAR SEMPRE

  • A Condição Pós-Moderna - DAVID HARVEY
  • A Condição Pós-Moderna - Jean-François Lyotard
  • A era do capital - HOBSBAWM, E. J
  • Antonio Gramsci – vida e obra de um comunista revolucionário
  • Apuntes Criticos A La Economia Politica - Ernesto Che Guevara
  • As armas de ontem, por Max Marambio,
  • BOLÍVIA jakaskiwa - Mariléia M. Leal Caruso e Raimundo C. Caruso
  • Cultura de Consumo e Pós-Modernismo - Mike Featherstone
  • Dissidentes ou mercenários? Objetivo: liquidar a Revolução Cubana - Hernando Calvo Ospina e Katlijn Declercq
  • Ensaios sobre consciência e emancipação - Mauro Iasi
  • Esquerdas e Esquerdismo - Da Primeira Internacional a Porto Alegre - Octavio Rodríguez Araujo
  • Fenomenologia do Espírito. Autor:. Georg Wilhelm Friedrich Hegel
  • Fidel Castro: biografia a duas vozes - Ignacio Ramonet
  • Haciendo posible lo imposible — La Izquierda en el umbral del siglo XXI - Marta Harnecker
  • Hegemonias e Emancipações no século XXI - Emir Sader Ana Esther Ceceña Jaime Caycedo Jaime Estay Berenice Ramírez Armando Bartra Raúl Ornelas José María Gómez Edgardo Lande
  • HISTÓRIA COMO HISTÓRIA DA LIBERDADE - Benedetto Croce
  • Individualismo e Cultura - Gilberto Velho
  • Lênin e a Revolução, por Jean Salem
  • O Anti-Édipo — Capitalismo e Esquizofrenia Gilles Deleuze Félix Guattari
  • O Demônio da Teoria: Literatura e Senso Comum - Antoine Compagnon
  • O Marxismo de Che e o Socialismo no Século XXI - Carlos Tablada
  • O MST e a Constituição. Um sujeito histórico na luta pela reforma agrária no Brasil - Delze dos Santos Laureano
  • Os 10 Dias Que Abalaram o Mundo - JOHN REED
  • Para Ler O Pato Donald - Ariel Dorfman - Armand Mattelart.
  • Pós-Modernismo - A Lógica Cultural do Capitalismo Tardio - Frederic Jameson
  • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira
  • Simulacro e Poder - uma análise da mídia, de Marilena Chauí (Editora Perseu Abramo, 142 páginas)
  • Soberania e autodeterminação – a luta na ONU. Discursos históricos - Che, Allende, Arafat e Chávez
  • Um homem, um povo - Marta Harnecker

zz - Estudar Sempre/CLÁSSICOS DA HISTÓRIA, FILOSOFIA E ECONOMIA POLÍTICA

  • A Doença Infantil do Esquerdismo no Comunismo - Lênin
  • A História me absolverá - Fidel Castro Ruz
  • A ideologia alemã - Karl Marx e Friedrich Engels
  • A República 'Comunista' Cristã dos Guaranis (1610-1768) - Clóvis Lugon
  • A Revolução antes da Revolução. As guerras camponesas na Alemanha. Revolução e contra-revolução na Alemanha - Friedrich Engels
  • A Revolução antes da Revolução. As lutas de classes na França - de 1848 a 1850. O 18 Brumário de Luis Bonaparte. A Guerra Civil na França - Karl Marx
  • A Revolução Burguesa no Brasil - Florestan Fernandes
  • A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky - Lênin
  • A sagrada família - Karl Marx e Friedrich Engels
  • Antígona, de Sófocles
  • As tarefas revolucionárias da juventude - Lenin, Fidel e Frei Betto
  • As três fontes - V. I. Lenin
  • CASA-GRANDE & senzala - Gilberto Freyre
  • Crítica Eurocomunismo - Ernest Mandel
  • Dialética do Concreto - KOSIK, Karel
  • Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico - Friedrich Engels
  • Do sonho às coisas - José Carlos Mariátegui
  • Ensaios Sobre a Revolução Chilena - Manuel Castells, Ruy Mauro Marini e/ou Carlos altamiro
  • Estratégia Operária e Neocapitalismo - André Gorz
  • Eurocomunismo e Estado - Santiago Carrillo
  • Fenomenologia da Percepção - MERLEAU-PONTY, Maurice
  • História do socialismo e das lutas sociais - Max Beer
  • Manifesto do Partido Comunista - Karl Marx e Friedrich Engels
  • MANUAL DE ESTRATÉGIA SUBVERSIVA - Vo Nguyen Giap
  • MANUAL DE MARXISMO-LENINISMO - OTTO KUUSINEN
  • Manuscritos econômico filosóficos - MARX, Karl
  • Mensagem do Comitê Central à Liga dosComunistas - Karl Marx e Friedrich Engels
  • Minima Moralia - Theodor Wiesengrund Adorno
  • O Ano I da Revolução Russa - Victor Serge
  • O Caminho do Poder - Karl Kautsky
  • O Marxismo e o Estado - Norberto Bobbio e outros
  • O Que Todo Revolucionário Deve Saber Sobre a Repressão - Victo Serge
  • Orestéia, de Ésquilo
  • Os irredutíveis - Daniel Bensaïd
  • Que Fazer? - Lênin
  • Raízes do Brasil - Sérgio Buarque de Holanda
  • Reforma ou Revolução - Rosa Luxemburgo
  • Revolução Mexicana - antecedentes, desenvolvimento, conseqüências - Rodolfo Bórquez Bustos, Rafael Alarcón Medina, Marco Antonio Basilio Loza
  • Revolução Russa - L. Trotsky
  • Sete ensaios de interpretação da realidade peruana - José Carlos Mariátegui/ Editora Expressão Popular
  • Sobre a Ditadura do Proletariado - Étienne Balibar
  • Sobre a evolução do conceito de campesinato - Eduardo Sevilla Guzmán e Manuel González de Molina

ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA

  • 1984 - George Orwell
  • A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende
  • A Espera dos Bárbaros - J.M. Coetzee
  • A hora da estrela - Clarice Lispector
  • A Leste do Éden - John Steinbeck,
  • A Mãe, MÁXIMO GORKI
  • A Peste - Albert Camus
  • A Revolução do Bichos - George Orwell
  • Admirável Mundo Novo - ALDOUS HUXLEY
  • Ainda é Tempo de Viver - Roger Garaud
  • Aleph - Jorge Luis Borges
  • As cartas do Pe. Antônio Veira
  • As Minhas Universidades, MÁXIMO GORKI
  • Assim foi temperado o aço - Nikolai Ostrovski
  • Cem anos de solidão - Gabriel García Márquez
  • Contos - Jack London
  • Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski
  • Desonra, de John Maxwell Coetzee
  • Desça Moisés ( WILLIAM FAULKNER)
  • Don Quixote de la Mancha - Miguel de Cervantes
  • Dona flor e seus dois maridos, de Jorge Amado
  • Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago
  • Ensaio sobre a lucidez, de José Saramago
  • Fausto - JOHANN WOLFGANG GOETHE
  • Ficções - Jorge Luis Borges
  • Guerra e Paz - LEON TOLSTOI
  • Incidente em Antares, de Érico Veríssimo
  • Memórias do Cárcere - Graciliano Ramos
  • O Alienista - Machado de Assis
  • O amor nos tempos do cólera - Gabriel García Márquez
  • O Contrato de Casamento, de Honoré de Balzac
  • O Estrangeiro - Albert Camus
  • O homem revoltado - Albert Camus
  • O jogo da Amarelinha – Júlio Cortazar
  • O livro de Areia – Jorge Luis Borges
  • O mercador de Veneza, de William Shakespeare
  • O mito de Sísifo, de Albert Camus
  • O Nome da Rosa - Umberto Eco
  • O Processo - Franz Kafka
  • O Príncipe de Nicolau Maquiavel
  • O Senhor das Moscas, WILLIAM GOLDING
  • O Som e a Fúria (WILLIAM FAULKNER)
  • O ULTIMO LEITOR - PIGLIA, RICARDO
  • Oliver Twist, de Charles Dickens
  • Os Invencidos, WILLIAM FAULKNER
  • Os Miseravéis - Victor Hugo
  • Os Prêmios – Júlio Cortazar
  • OS TRABALHADORES DO MAR - Vitor Hugo
  • Por Quem os Sinos Dobram - ERNEST HEMINGWAY
  • São Bernardo - Graciliano Ramos
  • Vidas secas - Graciliano Ramos
  • VINHAS DA IRA, (JOHN STEINBECK)

ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA GUERRILHEIRA

  • A Guerra de Guerrilhas - Comandante Che Guevara
  • A montanha é algo mais que uma imensa estepe verde - Omar Cabezas
  • Da guerrilha ao socialismo – a Revolução Cubana - Florestan Fernandes
  • EZLN – Passos de uma rebeldia - Emilio Gennari
  • Imagens da revolução – documentos políticos das organizações clandestinas de esquerda dos anos 1961-1971; Daniel Aarão Reis Filho e Jair Ferreira de Sá
  • O Diário do Che na Bolívia
  • PODER E CONTRAPODER NA AMÉRICA LATINA Autor: FLORESTAN FERNANDES
  • Rebelde – testemunho de um combatente - Fernando Vecino Alegret

ZZ- Estudar Sempre /GEOGRAFIA EM MOVIMENTO

  • Abordagens e concepções de território - Marcos Aurélio Saquet
  • Campesinato e territórios em disputa - Eliane Tomiasi Paulino, João Edmilson Fabrini (organizadores)
  • Cidade e Campo - relações e contradições entre urbano e rural - Maria Encarnação Beltrão Sposito e Arthur Magon Whitacker (orgs)
  • Cidades Médias - produção do espaço urbano e regional - Eliseu Savério Sposito, M. Encarnação Beltrão Sposito, Oscar Sobarzo (orgs)
  • Cidades Médias: espaços em transição - Maria Encarnação Beltrão Spósito (org.)
  • Geografia Agrária - teoria e poder - Bernardo Mançano Fernandes, Marta Inez Medeiros Marques, Júlio César Suzuki (orgs.)
  • Geomorfologia - aplicações e metodologias - João Osvaldo Rodrigues Nunes e Paulo César Rocha
  • Indústria, ordenamento do território e transportes - a contribuição de André Fischer. Organizadores: Olga Lúcia Castreghini de Freitas Firkowski e Eliseu Savério Spósito
  • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira