quarta-feira, 28 de julho de 2010

Carta do Embaixador da Venezuela ao Estadão


25 Julho 2010

A O Estado de S.Paulo

Sr. Ruy Mesquita diretor de Opinião

Sr. Antonio Carlos Pereira editor responsável de Opinião

Sr. Ricardo Gandour editor de Conteúdo

Senhores,

É com grande preocupação e mal-estar que a República Bolivariana da Venezuela, por meio de seu Embaixador no Brasil, dirige-se a esse jornal, de reconhecidas qualidade e tradição entre os veículos da imprensa brasileira. E a razão não é outra senão nossa surpresa e indignação com os termos e o tom de que sua edição de hoje (20/07/10) lança mão para atacar o presidente de um país com o qual o Brasil e os brasileiros mantêm relações do mais alto nível e qualidade.

O respeito à plena liberdade de imprensa e de expressão é cláusula pétrea de nossa Constituição e valor orientador do governo de nosso país. A estas diretrizes, no entanto, cremos que devam sempre estar associadas a lhaneza na referência a autoridades constituídas democraticamente eleitas e a plena divulgação de todos os fatos associados a uma cobertura jornalística.

Cremos descabido que um jornal como O Estado de S.Paulo se refira ao presidente Hugo Chávez, eleito e reeleito pelo voto livre da maioria dos venezuelanos, com o uso de termos e expressões como lúgubre circo de Chávez, autocrata, protoditador, circo chavista, caudilho, lúgubre picadeiro, costumeira ferocidade, rugiu, toque verdadeiramente circense da ofensiva chavista no gênero grand guignol.

Mais graves ainda são a distorção e ocultação de informações que maculam os textos hoje publicados.

O presidente Hugo Chávez nunca atropelou a Constituição Bolivariana, instituída por Assembleia Nacional e referendada em plebiscito. Ao contrário, submeteu-se, inclusive, a referendo revogatório de seu próprio mandato, prática democrática avançada que pouquíssimos países do mundo têm o orgulho de praticar.

O editorial omite que o cardeal Jorge Savino já foi convocado pela Assembleia Nacional para apresentar provas de sua campanha difamatória frente aos deputados também democraticamente eleitos , mas o mesmo rechaçou a convocação. Prefere manter suas acusações deletérias a apresentar aos venezuelanos e à opinião pública internacional os fatos que lastreariam suas seguidas diatribes.

Outros trechos do texto só podem ser lidos como clara campanha de acobertamento de um terrorista, como o é, comprovadamente, Alejandro Peña Esclusa: O advogado de Esclusa assegura que o material foi plantado pelos policiais que invadiram a casa de seu cliente - considerando o retrospecto, uma acusação mais do que plausível (grifo nosso)

Esclusa foi preso em sua residência em posse de explosivos, detonadores e munição, após ter sido denunciado, em depoimento à polícia, pelo terrorista confesso Francisco Chávez Abarca - este criminoso, classificado com o alerta vermelho da Interpol, foi preso em solo venezuelano quando dirigia operação de terror, visando desestabilizar o processo eleitoral de setembro deste ano.

A prisão de Esclusa ocorreu de forma pacífica, com colaboração de sua família, e segue os ritos jurídicos normais: ele tem advogado constituído, direito a ampla defesa e será julgado culpado ou inocente de acordo com o entendimento da Justiça, poder independente de influência governamental ou partidária, assim como no Brasil.

Inadmissível seria o governo da Venezuela ter permitido que um terrorista ceifasse vidas e pusesse em risco a democracia, que nos esforçamos arduamente para defender, ampliar e aprimorar em nosso país, assim como o fazem, no Brasil, os brasileiros.

O Estado de S.Paulo tem pleno conhecimento desses fatos, tendo inclusive recebido, em 14/07/10 a Nota de Esclarecimento desta Embaixada, a respeito do desbaratamento da operação terrorista internacional que estava em curso (cópia anexa). O responsável pela editoria Internacional, Roberto Lameirinhas, inclusive confirmou seu recebimento à nossa assessoria de comunicação.

Daí manifestarmos nossa estranheza com a reiterada negativa do jornal em dar tais informações a seus leitores. E ainda tomando como verdade declarações do advogado do referido terrorista.

Temos certeza que os senhores não desconhecem, até pela história recente do Brasil, o quão frágil pode ser a liberdade diante do autoritarismo tirano da intolerância e do uso do terror como método de ação política.

Reafirmamos que não nos cabe emitir qualquer juízo de valor sobre as opiniões político-ideológicas do jornal dirigido por V. Sas., por mais que delas discordemos. O que nos leva a enviar-lhes esta correspondência é, tão somente, a solicitação de que se mantenha a veracidade jornalística e o respeito que se deve sempre às pessoas, sejam ou não autoridades constituídas, mesmo quando o jornal as considere, de moto próprio, como seus inimigos ou desafetos.

Esta Embaixada permanece à disposição do jornal e de seus leitores, para esclarecimentos adicionais sobre quaisquer dos assuntos supracitados, bem como de novos temas julgados pertinentes e reivindica, formalmente, a publicação da presente carta, com o mesmo destaque dado ao editorial de hoje, intitulado O lúgubre circo de Chávez, publicado à página A3.

Atenciosamente,

Maximilien Arvelaiz

Embaixador da República Bolivariana da Venezuela no Brasil

Brasília, DF

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/a-carta-do-embaixador-da-venezuela-ao-estadao.html

O artigo d'O Estado de São Paulo - Coluna Opinião (20/07/2010):

O Lúgrube Circo de Chávez

O Estado de S.Paulo

Está na cartilha dos autocratas populistas: se escasseia o pão, amplie-se o circo. Com a economia do seu país em frangalhos e o espectro de uma acirrada eleição legislativa em setembro, o protoditador venezuelano Hugo Chávez faz o que pode ? e o que não poderia fazer se tivesse um mínimo de bom senso e autocrítica ? para desviar as atenções de seus desafortunados concidadãos da crise que o seu "socialismo do século 21" fez desabar sobre a economia, com reflexos devastadores para o nível de emprego e a inflação.

O circo chavista segue o formato clássico. O repertório inclui a fabricação ou exacerbação de ameaças internas e externas e a exploração do culto aos símbolos nacionais de que o caudilho se reveste para aparecer como o detentor exclusivo desse legado ? e, por isso mesmo, alvo dos inimigos da nação. Nos últimos dias, ele levou ao lúgubre picadeiro um programa completo.

O mais novo perigo para os venezuelanos é o cardeal Jorge Savino, que teve a temeridade de afirmar que o coronel está atropelando a Constituição e levando o país ao socialismo marxista. O prelado denunciava a prisão do opositor Alejandro Esclusa, acusado de armazenar explosivos para atos terroristas. O advogado de Esclusa assegura que o material foi plantado pelos policiais que invadiram a casa de seu cliente ? considerando o retrospecto, uma acusação mais do que plausível.

No seu programa Alô, Presidente, Chávez investiu contra o denunciante com a costumeira ferocidade. "Vou te dedicar toda a minha vida, cardeal", rugiu. "Não vais conseguir derrubar Chávez, cardeal. Porque eu sei quem és e a estatura moral pequena que tens." No embalo, voltou-se contra a Igreja, anunciando a revisão de um acordo de 1964 que, segundo o caudilho, dá "certos privilégios" ao Vaticano.

Em suma, passou a incluir a Santa Sé no extenso rol de aliados do "Império" que desejariam vê-lo morto ou apeado do poder por temerem "o sucesso da revolução". No país, os principais inimigos são os meios de comunicação, que o regime ainda não conseguiu aplastar, e o empresariado ? primeiro, os das multinacionais; agora, os donos de estabelecimentos locais, sem distinção de porte e capacidade de influência. No exterior, descontados os EUA, assoma a Colômbia.

Desde 2007 as relações entre os dois países vieram se deteriorando. Chegaram à beira da ruptura no ano seguinte, quando Bogotá autorizou um ataque a um acampamento das Farc no lado equatoriano da fronteira. Anteontem, no que foi interpretado como sintoma de divergências sobre a questão venezuelana entre o presidente Álvaro Uribe e o sucessor Juan Manuel Santos, que tomará posse em 7 de agosto, Uribe tornou a acusar Chávez de abrigar dirigentes farquistas em território venezuelano.

Ao que se diz, Santos preferiria deixar esse problema em fogo brando para não atrapalhar a reaproximação com Caracas, que interessa a Bogotá por motivos econômicos. De todo modo, Chávez explorou o caso ao máximo: convocou o seu embaixador na Colômbia, disse que não irá à posse de Santos e, bem ao seu modo, chamou Uribe de "mafioso". O toque verdadeiramente circense da ofensiva chavista ? no gênero grand-guignol ? foi exibido na última sexta-feira em rede nacional.

Depois de pedir aos pais que retirassem as crianças da sala para poupá-las das imagens fortes que se seguiriam ? um truque velho como serrar o corpo de um figurante ?, o caudilho apresentou o que seriam os restos mortais de Simón Bolívar, exumados na véspera do Panteão Nacional por ordem dele, alegadamente para provar que ele não morreu de tuberculose, mas sim, assassinado.

"Chávez sabe que bolsos vazios têm um potencial de mobilização maior do que os discursos da oposição", observa o economista José Rafael Zanoni, da Universidade Central da Venezuela, ao comentar as manobras do autocrata para neutralizar o efeito eleitoral das agruras enfrentadas pelos venezuelanos. "As fichas econômicas de Chávez estão acabando", ressalta o consultor Maikel Bello. "Ele aposta na repressão política e no aumento do controle institucional."

terça-feira, 13 de julho de 2010

Posição do Partido Comunista Paraguaio sobre a direitização do governo Lugo


A conjuntura Nacional

O Processo de mudança e o Governo

Documento político aprovado pelo pleno do Comitê Central

As heranças e os obstáculos

No Partido Comunista, compartilhamos as inquietudes de muita gente. Lutamos continuamente para enterrar o velho sistema com seu modelo de pilhagens, exploração e corrupção e para encaminhar, dentro de uma nova forma de fazer política, um novo sistema com novos modelos, que interpretem as expectativas de mudança da maioria do nosso povo e que se construam sobre a base do patriotismo, da solidariedade, da justiça social e da honestidade. Entendemos que as forças motrizes deste processo são os trabalhadores da cidade, do campo e outras classes e camadas sociais exploradas e negligenciadas, cuja expressão política é o Espaço Unitário-Congresso Popular (EU-CP) e a Frente Guasu.

Acreditamos que o processo de mudança segue avançando com muitos sucessos. Isso é resultado da maturidade e claridade crescente do movimento popular, que está sabendo aproveitar, em termos educativos, os desmascaramentos de uma direita que executa sua proposta e ação política na defesa de uma oligarquia que não só defende injustos privilégios, como também é, majoritariamente, mafiosa. Ela encontra em sua origem uma longa história de fraudes. Tendo a defesa do Estado oligárquico como base, a direita negocia cargos nas instituições públicas, boicota qualquer iniciativa que fomente a participação do Estado, resguarda funcionários corruptos, viola sistematicamente as leis que defendem o Estado Social de Direito (consagrado na Constituição Nacional), mente descaradamente acerca das responsabilidades da crise social na qual estamos imersos como país, faz esforços para anular e sabotar medidas ou propostas práticas e efetivas que combatam a pobreza e que gerem a participação e organização crescente dos que habitam o Paraguai.

A oligarquia local (não podemos chamá-la de paraguaia, pois nem pensa e nem sente com espírito patriótico), igualmente aos seus representantes empoleirados nas direções políticas dos Partidos de direita, sofre uma crise de percepção (ao defender seus interesses minoritários e ser insensível ante as necessidades coletivas), o que gera uma crise em suas direções políticas. Essa crise é o resultado da possibilidade de consenso num projeto que combine, de forma inteligente, elementos repressivos e persuasivos-alienantes para exercer um domínio menos conflitante. E assim, vão caminhando sem projeto, sem novidade, sem capacidade de gerar entusiasmo em nosso povo.

O fato de que não existam novas e fortes lideranças de massas no seio da direção tradicional da direita, é um elemento que demonstra a força de um processo onde as massas seguem construindo o poder popular. Sem lugar para dúvidas, somos nós, as forças progressistas e de esquerda, que temos um projeto alternativo e viável. Somos nós que temos a novidade unitária, justa e patriótica.

Infelizmente, o reflexo do avanço neste processo é demasiado tímido no Governo. O mesmo tem em seu interior pessoas e grupos mal intencionados, vacilantes e com limitações para interpretar corretamente as potencialidades do processo e apostar numa governabilidade construída a partir de consensos com o movimento popular, não situando-se como centro da institucionalidade do velho regime e dos pactos com as cúpulas dos partidos políticos conservadores.

Não estamos dando importância à institucionalidade da democracia representativa. Trata-se de uma resposta às ações evidentemente contrárias aos interesses do povo, empreendidas por parte da maioria parlamentar, também pelo manejo corrupto, oportunista e anti-democrático da dita institucionalidade do Poder Judiciário e de alguns funcionários públicos e Ministros. Entendemos que situar essa institucionalidade como centro da ação política por parte do Executivo, significa abandonar o espírito de mudança de 20 de abril.

Este critério e este procedimento retardatário abona a paralisia e o retrocesso enquanto políticas públicas, posto que o Governo aposta a governabilidade situada como eixo da mesma institucionalidade questionada pela maioria. A direita exprime seu sistema para acorrentar e chantagear o Governo, ao mesmo tempo em que não tem problemas em violar a legalidade que eles mesmos engendraram e manipulam, quando a mesma não se ajusta a sua política de pilhagem, exploração e terror.

Labirintos reais e imaginários

É verdade que, desde o começo, detectamos todas as dificuldades que iríamos ter neste processo, como um Estado desenhado para a pilhagem e a corrupção, um funcionalismo público majoritariamente mal formado para naturalizar a corrupção, um aliado como o PLRA cuja cúpula tem uma história de entregas e traições ao povo, um Congresso Nacional com maioria de delinquentes e não-patriotas, um Poder Judiciário que funciona como tentáculo da máfia, uns meios de comunicação que bombardeiam diariamente as cabeças de nosso povo mentindo e distorcendo a realidade, e um movimento popular cujo processo de unidade segue sendo insuficiente para configurar uma direção política que seja capaz de gerar uma liderança compartilhada, coletiva e poderosa. Entendemos que o nível de direitização do Governo encontra seu principal responsável num Presidente da República que não se anima ou, decididamente, não quer governar com o povo.

As mudanças efetuadas no INDERT, o mau manejo político nas SAS, a apresentação da lei anti-terrorista, o chamado Estado de Exceção, os assessoramentos colombiano-norte-americanos ratificados na última assinatura de um convênio de 10 milhões de dólares entre o Ministério do Interior e os EUA. É necessário ressaltar que este convênio ofende a nossa soberania, já que implica um minucioso controle e assessoramento norte-americano de toda a segurança interna, tal como acontecia nos tempos de ditadura. Estes são alguns elementos que marcam a direitização que desembocará numa restauração conservadora. Já em dezembro de 2009, na ocasião do último pleno do Comitê Central, havíamos identificado essa movimentação da direita, com o acréscimo de que a dita restauração seria de matiz terrorista, dado o desespero e as características cavernosas da direita paraguaia. Uma mostra da periculosidade das forças de segurança controladas pelos EUA e Colômbia são as recentes e indignas torturas, dentre outras violações aos direitos humanos, contra crianças e adultos em Kurusu de Hierro, por policiais da FOPE, no momento da busca de membros do grupo de delinquentes autodenominado EPP.

Em meio a um cenário político altamente turbulento, o movimento popular, conforme afirmamos constantemente, vem dando mostras de sua crescente maturidade, avançando na unidade, com grandes mobilizações, como as de 20 de março (lançamento da Frente Guasu) e a de 20 de abril (festejo pelos dois anos da vitória popular). Tais eventos são o reflexo da quantidade de municípios e estados progressistas e de esquerda, que apresentarão resultados positivos nas próximas eleições municipais de 7 de novembro. Sabemos que o avanço eleitoral nos setores progressistas e de esquerda nos permitirá brigar no terreno institucional, fundamentalmente pela credibilidade e pela participação cidadã na construção do poder e da soberania popular.

Democracia e soberania

Em grande medida, o I Congresso Camponês do EU-CP, realizado recentemente em 10 de junho, marcou a recuperação da linha histórica do movimento popular, posto que se apontaram muitas críticas ao Governo e a autocrítica a nossa falta de atenção à luta estrutural contra o latifúndio e o modelo agroexportador.

Porém, não só se apresentaram críticas e autocríticas, como também um ambicioso projeto de desenvolvimento no marco da mudança do modelo produtivo, com o intuito de assentar as bases de uma Reforma Agrária que ative a economia em favor das maiorias populares. De fato, a esquerda, por falta de quadros e excesso de frentes de trabalho, descuidou da mobilização reivindicativa para pressionar o Governo. Podemos afirmar que o I Congresso Camponês é um ponto de inflexão no processo de lutas. É necessário que se volte a pressionar o Governo e a defender a necessária independência, Na atual conjuntura, essa é a única ferramenta para defender o processo e tentar um maior reflexo do mesmo no Governo. É importante apontar que uma das resoluções do Congresso é levar adiante as ocupações e as recuperações, de caráter patriótico, das terras desabitadas.

As terras improdutivas e os bens roubados do povo devem ser o principal elemento a ser trabalhado, de maneira discursiva e jurídica, pelo Poder Executivo. O procurador Geral do Estado deveria ser o mais renovado dos integrantes do Executivo. No caso, o destaque sobre o procurador Geral do Estado se dá por sua responsabilidade de julgamento, por empreender uma campanha de conscientização acerca da necessidade de saldar contas com o passado recente e, consequentemente, recuperar bens e terras desabitadas, para identificar os saqueadores, exercer o castigo que corresponda e começar sólidos cimentos para uma sociedade realmente democrática.

São grandes os desafios que teremos pela frente. Dentre eles: a independência e a firmeza na defesa do processo das mudanças; a necessária e urgente reorientação do Governo, fundamentalmente em suas políticas, social, de segurança interna e exterior; uma grande campanha eleitoral que nos permita uma vitória em novembro próximo; a estruturação da Frente Guasu para que, tanto grupos como pessoas individualmente o sigam, somando-se ao mesmo; e o exercício de uma direção efetiva na gestão pública das instituições, nas quais se encontram, como responsáveis, dirigentes das forças que integram a Frente Guasu.

Na reunião do Comitê Central (CC) de dezembro passado, havíamos dito que devíamos priorizar a construção partidária e da militância unitária de base, para por em prática o saneamento da direção popular e depurar, por dentro, o movimento. Neste sentido, vamos pelo bom caminho, mas ainda é preciso adquirir força suficiente para derrotar a direita criminosa, golpista, autoritária e anti-patriótica, que não titubeará em defender, à sangue e fogo, seus sujos interesses ante qualquer avanço democrático, por mais tímido que seja.

Sabemos que, se o Governo não demonstrar mudanças concretas em sua política social, em sua política de segurança interna e em sua política exterior, será impossível continuar com nosso apoio crítico, posto que serão adiados os três eixos que motivaram o dito apoio: o aprofundamento da democracia, da soberania nacional e a reforma agrária integral com participação camponesa.

Infelizmente, no momento de escrever este documento, produto de debates do pleno do CC, ocorridos entre os dias 12 e 13 de junho passado, o Presidente Fernando Lugo acabou por promulgar a Lei anti-terrorista (24 de junho), Com isso, inscreveu (e escreveu) uma página negra em sua história como governante, ao fornecer as bases para a criminalização, a repressão e a decapitação do movimento popular paraguaio, principalmente, o camponês. Com esta lei, mais o assessoramento colombiano-norte-americano em matéria de segurança interna (política nacional), vemos praticamente interrompido o processo de mudança do Governo, já que as possibilidades de avançar na democracia e na soberania são cortadas. Isso, graças ao aprofundamento da ingerência estrangeira, cujo objetivo é isolar o Executivo do movimento popular, gerando “evidências” que demonstrem uma aparente impossibilidade de governar democraticamente, a favor das maiorias no Paraguai. E eles estão conseguindo...

No entanto, nós do Partido Comunista Paraguaio, (com nossos amigos e aliados, junto com o povo) somaremos esforços para fazer tudo o que estiver ao nosso alcance. O objetivo é reverter a direitização do Governo, avançar na construção de uma força que seja capaz de assumir as demandas históricas e aplicar um projeto alternativo como programa de governo, que seja decididamente patriótico, soberano, democrático, solidário, participativo e justo. Não podemos permitir que, por deficiências políticas, administrativas e por falta de firmeza ante os fatos de corrupção, a direita consiga disseminar na população a ideia de que a esquerda e a direita são igualmente corruptas, politiqueiras, ineficientes e anti-patrióticas.

Confiamos na possibilidade de mudar o rumo do Governo. Acreditamos ainda mais que, para conseguir essa façanha, temos que nos afastar de um projeto fracassado, com a suficiente grandeza e autocrítica para gerar a confiança da imensa maioria dos paraguaios e paraguaias, com quem poderemos assumir o desafio de continuar com o processo de mudanças, visando um somatório de forças que, em 2013, demonstrem os desejos majoritários de nosso sofrido povo.

Por último, continuamos defendendo – hoje mais do que nunca – a unidade e a mobilização permanente dos mais diversos setores do movimento popular e de todo o nosso povo, como única ferramenta que garanta o avanço da democracia, da soberania e da justiça social em nosso querido Paraguai. Estamos alertas e mobilizados. Nossa história necessita de protagonismo e soberania popular.

Pela segunda e definitiva independência!

Por um Governo democrático e participativo, que seja mandatário do poder do povo!

Não votamos apenas, também participamos!

Partido Comunista Paraguaio

Comitê Central Junho/Julho de 2010

Tradução: Maria Fernanda M. Scelza

sexta-feira, 28 de maio de 2010

XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba (Programação)

AOS (AS) COMPANHEIROS (AS) DA JOSÉ MARTI/RS

Como militantes da ACJM do Rio Grande do Sul sabemos que a defesa da soberania cubana traz no seu conceito a luta pela soberania dos demais povos.E para aprofundarmos esse debate é que realizaremos a nossa XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, nos próximos dias 4, 5 e 6 de junho, na Assembléia Legislativa do RS. ocasião em que também abordaremos, entre outras, a necessidade de projetos de mídia alternativa para garantir a efetiva promoção e reconhecimento da cidadania e dos governos legitimamente democráticos.

Para tanto deveremos pensar essa Convenção de forma qualificada e participativa, e termos a certeza de o empenho de cada um de nós poderá reforçar mais uma etapa da luta em prol da autodeterminação dos povos e em defesa dos direitos humanos.

Neste sentido fazemos um apelo a cada companheiro (a) para a venda dos bônus da solidariedade, visando a auxiliar nas despesas com hospedagem e alimentação de jovens dos estados que virão participar da XVIII Convenção. Também contamos com a solidariedade de todos que puderem disponibilizar hospedagem aos participantes, pois estamos com dificuldades para suprir essa demanda.

Nossos contatos são os seguintes: ACJM/RS-Tel.(51)3224.4953 ou e-mail acjmrs@gmail.com; Ainda com Cezira por meio do e-mail cezira78@yahoo.com.br – Cel. 92894003, Marajuara por email marajuarac@hotmail.com – Cel. 93246129 ou Vânia através do e-mail: vania.mattos@yahoo.com.br – Cel.(051)99156431.

Um abraço farterno!

Vânia M. Barbosa,

Presidente do Conselho Deliberativo da ACJM/RS.











sexta-feira, 14 de maio de 2010

COMITÊ GAÚCHO DE SOLIDARIEDADE À LUTA DO POVO PALESTINO

"Um beduíno sozinho não vence a imensidão

do deserto, é preciso ir em caravana"

O COMITÊ GAÚCHO DE SOLIDARIEDADE À LUTA DO POVO PALESTINO, entidade que reúne pessoas de boa vontade com o objetivo de apoiar a justa luta de resistência ao genocídio do povo palestino e à invasão e ocupação de seu território, tem a grata satisfação de convidar V. Sa. a participar de um evento rememorativo da NAKBA (catástrofe) a realizar-se no dia 21 de maio de 2010, às 19:30 horas, na sala do Plenarinho, na Assembléia Legislativa, nesta Capital.

Nessa ocasião, após breve exposição de nossos objetivos e do significado da data 15 de Maio para a Causa Palestina, exibiremos o filme OCCUPATION 101 – Vozes da Maioria Silenciosa, elogiado documentário que recebeu vários prêmios cinematográficos internacionais, abrindo-se, a seguir, espaço para intervenções e debate.

Contando com sua inestimável presença, subscrevemo-nos com a saudação

“SOMOS TODOS PALESTINOS”.

A Comissão Organizadora

terça-feira, 11 de maio de 2010

Trovador cubano Silvio Rodríguez fará seu primeiro show no Carnegie Hall


HAVANA, Cuba, 07 de maio (ACN) O renomado trovador cubano Silvio Rodríguez se apresentará pela primeira vez no Carnegie Hall de Nova Iorque, uma das mais importantes salas de concertos dos Estados Unidos, no próximo dia 04 de junho.


Rodríguez, que é fundador do Movimento da Nova Trova junto com Pablo Milanês e Noel Nicola, fora declarado persona non grata naquele país durante a administração do presidente George W. Bush (2001-2009), que interrompeu o intercâmbio cultural entre as duas nações.


Silvio foi proibido de viajar aos E.U. em maio de 2009 para um show em homenagem ao 90º aniversário do emblemático cantor Pete Seeger no Madison Square Garden. Naquela ocasião o governo de lá lhe negou o visto.


Silvio, também vai cantar em San Francisco, Chicago, Los Angeles e Porto Rico, onde já atuou há treze anos.

Em uma entrevista ao jornal espanhol La Vanguardia, o trovador cubano falou sobre suas duas visitas anteriores para os Estados Unidos, as duas prévias durante a administração do presidente democrata James Carter (1977-1981).

A primeira visita foi no verão de 1978, convidado pelas Brigadas Antonio Maceo e Venceremos, quando ofereceu um concerto no Minskof Broadway Theater e outro de jazz, no Village Gate's club.


Naqueles dias, de acordo com o artista, ele compôs duas músicas em Nova Iorque: Leyenda e Tu imagen (Lenda e Tua imagem). Em fevereiro de 1980, junto com o cantor e compositor Pablo Milanês, ele visitou os E.U. pela segunda vez, quando cantou em Washington, Boston, Philadelphia, na Universidade de Massachusetts e, naturalmente, na Grande Maçã.


Nessa ocasião, os dois artistas cubanos também deram um show na Brooklyn Academy of Music, ao que chegaram com duas horas de atraso devido a uma nevasca. Mas ainda assim o entusiasmo não decresceu, segundo suas próprias palavras.


Em 1997, ele viajou ao Porto Rico para um show em um estádio com Roy Brown, oportunidade, ressaltou, em que os E.U. lhe deram o visto no dia exato do ensaio e apresentação, tendo que deixar o país no dia seguinte.

Primero de Mayo: La Isla caminó pintada de Patria


Primero de Mayo

La Isla caminó pintada de Patria

Mabel Machado • La Habana
Fotos: La Jiribilla

Cuba fue hoy, desde su capital más occidental hasta el punto más cercano al Paso de los Vientos, camino para un inmenso desfile de pueblo. “Unidos por la patria y el deber” los cubanos marcharon en celebración del Día Internacional de los Trabajadores y en respaldo a la Revolución que en 1959 comenzara a dignificarles la libertad sobre su suelo.

La Plaza de la Revolución habanera acogió a miles de pasantes que durante dos horas colmaron de algarabía el espacio frente a la tribuna, desde donde saludaba el presidente Raúl Castro. En el sitio en el cual en incontables ocasiones el pueblo acudió en masa a escuchar a Fidel, a defender las conquistas alcanzadas tras la victoria de los barbudos, y donde también con las manos juntas despidiera para siempre a los comandantes Almeida y Che, se agitaron cientos de banderas tricolores, se gritó más de una vez: “!Viva Cuba!”.

Pero si bien el Primero de Mayo para los estudiantes, los campesinos, y los obreros, es una fiesta en la Isla desde hace más de medio siglo, también es cierto que cada vez que se camina por la Plaza en acto masivo, Cuba tiene algún reclamo que hacerle al mundo. En el 2010, mientras permanecen en pie las demandas de justicia para los Cinco cubanos presos en EE.UU. y de cese del bloqueo económico y financiero también por parte de ese país, la Revolución enfrenta una nueva agresión imperialista cuyo soporte son los grandes medios de comunicación.

La campaña mediática y las actitudes injerencistas, alentadas fundamentalmente desde el Parlamento Europeo y la derecha norteamericana, fueron repudiadas por los manifestantes en La Habana, en cuya representació n se pronunció el presidente de la Central de Trabajadores de Cuba (CTC), Salvador Valdés Mesa. El dirigente señaló que millones de trabajadores y sus familiares reafirman su decisión de defender la patria y construir el socialismo “como la más enérgica y firme respuesta a los que desde los centros de poder (…), secundados por grupúsculos mercenarios, intentan desacreditarnos con falaces calumnias, fruto de su odio ancestral”.

La réplica del pueblo, vestido en su mayoría con el rojo, blanco y azul de la enseña nacional, quedó plasmada en pancartas de todo tipo que rezaban “No a la guerra mediática”, “Por la unidad de nuestro pueblo contra la mentira imperialista” o “Viva la verdad”. La frase “Si el cielo se nubla de aviones pelearemos donde sea y como sea. Sepan los enemigos que sabremos parapetarnos” , podía leerse con letras blancas sobre cajas de cartón. El pronunciamiento de hombres y mujeres quedaba reflejado en peculiares consignas y carteles (“Obama, en Cuba sobran derechos humanos. Tranquilo, hombre métase en su cama. ¡Okey!”), en los tractores, cascos, palas, maquetas de edificios, tabacos, frascos de medicamentos, batas de médico, cámaras, libros y mochilas gigantes.

Los intelectuales y artistas junto a los deportistas, trabajadores de la gastronomía, científicos, médicos, bailarines, actores, titiriteros y muñecones del carnaval, avanzaron en comparsa de ¡Vivas! y ¡Sí se puede! como estribillos. La marcha del Primero de Mayo, iniciada por los jóvenes y con jóvenes también en la retaguardia, cuyo éxito habían preludiado ya las elecciones del Poder Popular el pasado 25 de junio, evidencia la decisión de avanzar en el proceso de reordenamiento económico del país, que como expresara Valdés Mesa constituye “tarea vital para preservar nuestro sistema social”. El presidente de la Unión Nacional de Escritores y Artistas de Cuba, Miguel Barnet, valoró “este desfile tan contundente” como una manifestación “incuestionable” de un pueblo que “cuando lo tocan, reacciona compacto, firme, cohesionado y siempre hacia adelante”.

El acto en la Plaza de la Revolución, que vieron consternados más de mil sindicalistas de otros países desde la tribuna, no pudo haberse resumido mejor que con lo escrito por un periodista en la red social Twitter, después de que las palomas sobrevolaran aquel espacio: “es una muestra de que la gente cree en Cuba”. A solo 35 minutos de comenzada la marcha un uruguayo entre los 80 de una delegación de solidaridad, decía a su cámara “ustedes no tienen idea de lo que representa esta cantidad de gente”. La Isla, jamás sola, caminó pintada de Patria, de paz y de risa, como apuntaban los carteles de los payasos y actores del circo.

Casi al mismo tiempo, en los EE.UU. los inmigrantes protestaron contra la ley de Arizona; manifestantes griegos tuvieron que enfrentar a la policía mientras se pronunciaban contra las reducciones de salarios exigidas por el FMI; alrededor de medio centenar de alemanes fueron arrestados en Berlín y Hamburgo tras choques con los agentes del orden; los iraquíes denunciaron el desempleo, los franceses, la reforma del sistema de jubilaciones propuesta por el gobierno.

"Rompa el aislamiento. Vuelva a sentir la satisfacción moral de un acto de libertad... Haga circular esta información".
Rodolfo Walsh

Por que Zurdo?

O nome do blog foi inspirado no filme Zurdo de Carlos Salcés, uma película mexicana extraordinária.


Zurdo em espanhol que dizer: esquerda, mão esquerda.
E este blog significa uma postura alternativa as oficiais, as institucionais. Aqui postaremos diversos assuntos como política, cultura, história, filosofia, humor... relacionadas a realidades sem tergiversações como é costume na mídia tradicional.
Teremos uma postura radical diante dos fatos procurando estimular o pensamento crítico. Além da opinião, elabora-se a realidade desvendando os verdadeiros interesses que estão em disputa na sociedade.

Vos abraço com todo o fervor revolucionário

Raoul José Pinto



ZZ - ESTUDAR SEMPRE

  • A Condição Pós-Moderna - DAVID HARVEY
  • A Condição Pós-Moderna - Jean-François Lyotard
  • A era do capital - HOBSBAWM, E. J
  • Antonio Gramsci – vida e obra de um comunista revolucionário
  • Apuntes Criticos A La Economia Politica - Ernesto Che Guevara
  • As armas de ontem, por Max Marambio,
  • BOLÍVIA jakaskiwa - Mariléia M. Leal Caruso e Raimundo C. Caruso
  • Cultura de Consumo e Pós-Modernismo - Mike Featherstone
  • Dissidentes ou mercenários? Objetivo: liquidar a Revolução Cubana - Hernando Calvo Ospina e Katlijn Declercq
  • Ensaios sobre consciência e emancipação - Mauro Iasi
  • Esquerdas e Esquerdismo - Da Primeira Internacional a Porto Alegre - Octavio Rodríguez Araujo
  • Fenomenologia do Espírito. Autor:. Georg Wilhelm Friedrich Hegel
  • Fidel Castro: biografia a duas vozes - Ignacio Ramonet
  • Haciendo posible lo imposible — La Izquierda en el umbral del siglo XXI - Marta Harnecker
  • Hegemonias e Emancipações no século XXI - Emir Sader Ana Esther Ceceña Jaime Caycedo Jaime Estay Berenice Ramírez Armando Bartra Raúl Ornelas José María Gómez Edgardo Lande
  • HISTÓRIA COMO HISTÓRIA DA LIBERDADE - Benedetto Croce
  • Individualismo e Cultura - Gilberto Velho
  • Lênin e a Revolução, por Jean Salem
  • O Anti-Édipo — Capitalismo e Esquizofrenia Gilles Deleuze Félix Guattari
  • O Demônio da Teoria: Literatura e Senso Comum - Antoine Compagnon
  • O Marxismo de Che e o Socialismo no Século XXI - Carlos Tablada
  • O MST e a Constituição. Um sujeito histórico na luta pela reforma agrária no Brasil - Delze dos Santos Laureano
  • Os 10 Dias Que Abalaram o Mundo - JOHN REED
  • Para Ler O Pato Donald - Ariel Dorfman - Armand Mattelart.
  • Pós-Modernismo - A Lógica Cultural do Capitalismo Tardio - Frederic Jameson
  • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira
  • Simulacro e Poder - uma análise da mídia, de Marilena Chauí (Editora Perseu Abramo, 142 páginas)
  • Soberania e autodeterminação – a luta na ONU. Discursos históricos - Che, Allende, Arafat e Chávez
  • Um homem, um povo - Marta Harnecker

zz - Estudar Sempre/CLÁSSICOS DA HISTÓRIA, FILOSOFIA E ECONOMIA POLÍTICA

  • A Doença Infantil do Esquerdismo no Comunismo - Lênin
  • A História me absolverá - Fidel Castro Ruz
  • A ideologia alemã - Karl Marx e Friedrich Engels
  • A República 'Comunista' Cristã dos Guaranis (1610-1768) - Clóvis Lugon
  • A Revolução antes da Revolução. As guerras camponesas na Alemanha. Revolução e contra-revolução na Alemanha - Friedrich Engels
  • A Revolução antes da Revolução. As lutas de classes na França - de 1848 a 1850. O 18 Brumário de Luis Bonaparte. A Guerra Civil na França - Karl Marx
  • A Revolução Burguesa no Brasil - Florestan Fernandes
  • A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky - Lênin
  • A sagrada família - Karl Marx e Friedrich Engels
  • Antígona, de Sófocles
  • As tarefas revolucionárias da juventude - Lenin, Fidel e Frei Betto
  • As três fontes - V. I. Lenin
  • CASA-GRANDE & senzala - Gilberto Freyre
  • Crítica Eurocomunismo - Ernest Mandel
  • Dialética do Concreto - KOSIK, Karel
  • Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico - Friedrich Engels
  • Do sonho às coisas - José Carlos Mariátegui
  • Ensaios Sobre a Revolução Chilena - Manuel Castells, Ruy Mauro Marini e/ou Carlos altamiro
  • Estratégia Operária e Neocapitalismo - André Gorz
  • Eurocomunismo e Estado - Santiago Carrillo
  • Fenomenologia da Percepção - MERLEAU-PONTY, Maurice
  • História do socialismo e das lutas sociais - Max Beer
  • Manifesto do Partido Comunista - Karl Marx e Friedrich Engels
  • MANUAL DE ESTRATÉGIA SUBVERSIVA - Vo Nguyen Giap
  • MANUAL DE MARXISMO-LENINISMO - OTTO KUUSINEN
  • Manuscritos econômico filosóficos - MARX, Karl
  • Mensagem do Comitê Central à Liga dosComunistas - Karl Marx e Friedrich Engels
  • Minima Moralia - Theodor Wiesengrund Adorno
  • O Ano I da Revolução Russa - Victor Serge
  • O Caminho do Poder - Karl Kautsky
  • O Marxismo e o Estado - Norberto Bobbio e outros
  • O Que Todo Revolucionário Deve Saber Sobre a Repressão - Victo Serge
  • Orestéia, de Ésquilo
  • Os irredutíveis - Daniel Bensaïd
  • Que Fazer? - Lênin
  • Raízes do Brasil - Sérgio Buarque de Holanda
  • Reforma ou Revolução - Rosa Luxemburgo
  • Revolução Mexicana - antecedentes, desenvolvimento, conseqüências - Rodolfo Bórquez Bustos, Rafael Alarcón Medina, Marco Antonio Basilio Loza
  • Revolução Russa - L. Trotsky
  • Sete ensaios de interpretação da realidade peruana - José Carlos Mariátegui/ Editora Expressão Popular
  • Sobre a Ditadura do Proletariado - Étienne Balibar
  • Sobre a evolução do conceito de campesinato - Eduardo Sevilla Guzmán e Manuel González de Molina

ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA

  • 1984 - George Orwell
  • A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende
  • A Espera dos Bárbaros - J.M. Coetzee
  • A hora da estrela - Clarice Lispector
  • A Leste do Éden - John Steinbeck,
  • A Mãe, MÁXIMO GORKI
  • A Peste - Albert Camus
  • A Revolução do Bichos - George Orwell
  • Admirável Mundo Novo - ALDOUS HUXLEY
  • Ainda é Tempo de Viver - Roger Garaud
  • Aleph - Jorge Luis Borges
  • As cartas do Pe. Antônio Veira
  • As Minhas Universidades, MÁXIMO GORKI
  • Assim foi temperado o aço - Nikolai Ostrovski
  • Cem anos de solidão - Gabriel García Márquez
  • Contos - Jack London
  • Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski
  • Desonra, de John Maxwell Coetzee
  • Desça Moisés ( WILLIAM FAULKNER)
  • Don Quixote de la Mancha - Miguel de Cervantes
  • Dona flor e seus dois maridos, de Jorge Amado
  • Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago
  • Ensaio sobre a lucidez, de José Saramago
  • Fausto - JOHANN WOLFGANG GOETHE
  • Ficções - Jorge Luis Borges
  • Guerra e Paz - LEON TOLSTOI
  • Incidente em Antares, de Érico Veríssimo
  • Memórias do Cárcere - Graciliano Ramos
  • O Alienista - Machado de Assis
  • O amor nos tempos do cólera - Gabriel García Márquez
  • O Contrato de Casamento, de Honoré de Balzac
  • O Estrangeiro - Albert Camus
  • O homem revoltado - Albert Camus
  • O jogo da Amarelinha – Júlio Cortazar
  • O livro de Areia – Jorge Luis Borges
  • O mercador de Veneza, de William Shakespeare
  • O mito de Sísifo, de Albert Camus
  • O Nome da Rosa - Umberto Eco
  • O Processo - Franz Kafka
  • O Príncipe de Nicolau Maquiavel
  • O Senhor das Moscas, WILLIAM GOLDING
  • O Som e a Fúria (WILLIAM FAULKNER)
  • O ULTIMO LEITOR - PIGLIA, RICARDO
  • Oliver Twist, de Charles Dickens
  • Os Invencidos, WILLIAM FAULKNER
  • Os Miseravéis - Victor Hugo
  • Os Prêmios – Júlio Cortazar
  • OS TRABALHADORES DO MAR - Vitor Hugo
  • Por Quem os Sinos Dobram - ERNEST HEMINGWAY
  • São Bernardo - Graciliano Ramos
  • Vidas secas - Graciliano Ramos
  • VINHAS DA IRA, (JOHN STEINBECK)

ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA GUERRILHEIRA

  • A Guerra de Guerrilhas - Comandante Che Guevara
  • A montanha é algo mais que uma imensa estepe verde - Omar Cabezas
  • Da guerrilha ao socialismo – a Revolução Cubana - Florestan Fernandes
  • EZLN – Passos de uma rebeldia - Emilio Gennari
  • Imagens da revolução – documentos políticos das organizações clandestinas de esquerda dos anos 1961-1971; Daniel Aarão Reis Filho e Jair Ferreira de Sá
  • O Diário do Che na Bolívia
  • PODER E CONTRAPODER NA AMÉRICA LATINA Autor: FLORESTAN FERNANDES
  • Rebelde – testemunho de um combatente - Fernando Vecino Alegret

ZZ- Estudar Sempre /GEOGRAFIA EM MOVIMENTO

  • Abordagens e concepções de território - Marcos Aurélio Saquet
  • Campesinato e territórios em disputa - Eliane Tomiasi Paulino, João Edmilson Fabrini (organizadores)
  • Cidade e Campo - relações e contradições entre urbano e rural - Maria Encarnação Beltrão Sposito e Arthur Magon Whitacker (orgs)
  • Cidades Médias - produção do espaço urbano e regional - Eliseu Savério Sposito, M. Encarnação Beltrão Sposito, Oscar Sobarzo (orgs)
  • Cidades Médias: espaços em transição - Maria Encarnação Beltrão Spósito (org.)
  • Geografia Agrária - teoria e poder - Bernardo Mançano Fernandes, Marta Inez Medeiros Marques, Júlio César Suzuki (orgs.)
  • Geomorfologia - aplicações e metodologias - João Osvaldo Rodrigues Nunes e Paulo César Rocha
  • Indústria, ordenamento do território e transportes - a contribuição de André Fischer. Organizadores: Olga Lúcia Castreghini de Freitas Firkowski e Eliseu Savério Spósito
  • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira