"A bandeira não está virada, só o mastro!"(Bacudo) )
O interior das instalações do Palácio Piratini onde abriga a alucinada governadora Yeda Crusius está tão perturbado e banhado na lama da corrupção que até a bandeira da oligarquia gaucha se revirou-ficou de ponta cabeça na fachada opulenta do prédio de estilo neoclássico, símbolo da arrogância guasca, com seu pé direito só inferior ao do palácio de outro mandatário, também lunático, chefe do terceiro reich, Sr. Adolf Hitler.
Ontem, nove de setembro, por volta das 22h flagramos. Ao atravessarmos a Praça da Matriz, o amigo que me acompanhava chamou a minha atenção para algo estranho na bandeira do Estado do Rio Grande do Sul hasteada no Palácio Piratini, observei: - mas a bandeira esta de cabeça para baixo! Meu amigo foi em casa pegar a máquina fotográfica. Vejam que maravilha! Representa bem o estado de espírito do governo do Estado.
Fonte: Comissão de Comunicação da Ocupação da reitoria da UFCSPA
70 estudantes de Medicina ocuparam hoje (6), desde as 16h, a Reitoria da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), a antiga Fundação. A principal reivindicação é um novo espaço para o centro acadêmico, demolido pela direção da Reitoria para a construção de um prédio no início deste ano. Os estudantes estão mobilizando um um ato na parte externa da UFCSPA que será realizado amanhã, pela manhã.
Os estudantes participam do XV Encontro Regional dos Estudantes de Medicina (EREM), realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e saíram em caminhada para a UFCSPA, na Rua Sarmento Leite, ao lado do Complexo Hospitalar Santa Casa, em Porto Alegre.
O grupo está alojado o quinto andar do prédio principal da faculdade de forma pacífica, de acordo com o estudante de Medicina Rodrigo Ferrari Zeni, 20 anos, conselheiro consultivo e ex-presidente do Centro Acadêmico XXII de Março. "Tínhamos um espaço de 100 metros quadrados no prédio antigo, demolido no início deste ano. Agora, a sala provisória tem dois metros quadrados. Queremos um local adequado para nossas atividades", afirma.
Alunos de outras instituições do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, que participam do EREM na Capital, participam da ocupação. O grupo foi ouvido pelo vice-reitor da UFCSPA, Cláudio Augusto Marroni, que explicou aos estudantes que a Reitoria não tomará nenhuma medida imediata.
A Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina (DENEM) apoia e está presente na ocupação. "Apoiamos o C.A. XXII de Março na ocupação da Reitoria e na sua luta pelo direito de livre associação política que foi arbitrariamente retirado a partir do momento que demoliram a antiga sede. Os Centros Acadêmicos e o Movimento Estudantil sempre cumpriram um importante papel na luta pela democracia na sociedade brasileira e é isso que nós, da DENEM, reivindicamos neste momento", diz Babington Rodrigo Silva, coordenador regional Sul/1 da executiva.
O mandante ex-Deputado Federal Josué Bengstson (PTB)
Ação de Milícia armada do fazendeiro e ex-Deputado Federal Josué Bengstson (PTB) que renunciou ao mandato para fugir da cassação por envolvimento na Máfia das Sanguessugas resultaram na morte do trabalhador rural e militante do MST José Valmeristo Soares conhecido como Caribé. Por volta de 09:00h da manhã dois trabalhadores rurais João Batista Galdino de Souza e José Valmeristo o Caribé se dirigiam a cidade de Santa Luzia do Pará quando foram abordados por um grupo de três pistoleiro armados no ramaldo Pitoró que os obrigaram a entrar em um carro onde foram espancados e torturados. Após seção de torturas foram obrigados a descer no Ramal do Cacual próximo à cidade de Bragança com a promessa de que iriam acertar as contas. João Batista Galdino conseguiu escapar para a mata e ouviu sete disparos.
Chegando à cidade de Santa Luzia João Batista denunciou à polícia que afirmou não poder ir por ser noite e dificilmente achariam o corpo. A Direção do MST denunciou à Secretaria de Segurança Pública do Pará através de Eduardo Ciso que afirmou mandar um grupo de policiais ao local e que conversaria com o Delegado do Interior para tomar providências. Nada foi feito e por volta de 10:00h da manhã de hoje (04/09/2010) os trabalhadores rurais encontraram o corpo de José Valmeristo Soares.
Os trabalhadores Rurais Sem Terra estão acampados às proximidades da Fazenda Cambará e a reivindicam para criar um assentamento de reforma agrária. A Fazenda Cambará faz parte de uma gleba federal chamada Pau de remo e possui 6.886 há de terras públicas. O fazendeiro e ex-deputado Federal Josué Bengstson possui somente 1.800 há com títulos e a Promotora de Justiça Ana Maria Magalhães já denunciou varias vezes que se trata de terras públicas. Os trabalhadores já haviam denunciado na ouvidoria agrária do INCRA, Ouvidoria Agrária Nacional do MDA, Delegacia Regional do MDA, Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Pará e Secretaria de Segurança Pública do Pará as várias ameaças de morte sofridas pelos jagunço e pela própria polícia de Santa Luzia e Capitão Poço sem que nenhuma providência tenha sido tomada.
Denunciamos ao conjunto da sociedade brasileira mais esse vergonhoso ato de omissão e conluio da Polícia do Pará com os fazendeiros do Estado, bem como a incompetência da Secretaria de Segurança Pública do Pará e do Governo do Estado em resolver as graves violações dos direitos humanos no campo que fazem o Estado do Pará atingir o triste posto de campeão nacional de violência no campo. Denunciamos também a inoperância do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, bem como o Programa Terra Legal do Governo Federal que não tem resolvido os problemas fundiários mesmo aqueles que chegam ao conhecimento público.
Exigimos a prisão imediata dos pistoleiros que assassinaram o trabalhador José Valmeristo Soares, bem como dos mandantes Josué Bengstson e seu Filho Marcos Bengstson.
Exigimos também a desapropriação imediata da fazenda Cambará para o assentamento imediato das famílias acampadas no acampamento Quintino Lira.
Belém, 04 de setembro de 2010
Direção Estadual do MST – Pará
Reforma Agrária. Por justiça social e soberania popular!
"Se para os de cima, nós de baixo somos apenas insetos. Piquemo-lhes". (Dom Durito de Lacandona-EZLN)
Por, Raoul José Pinto
As mentiras que a (Des)governadora Yeda Crusius estava aplicando aos riograndenses, na campanha eleitoral, esta caindo na peneira da realidade. É patente que o governo do PSDB no RS-burguesia guasca, saqueia a cada minuto o Estado do Rio Grande do Sul. Vê-se, como exemplo, às inúmeras obras em prédios públicos, realizando a festa das empresas terceirizadas em licitações marcadas por informações privilegiadas. Os empresários amigos de Diretores das empresas estatais, economia mista e sob o comando da governadora, recebem um presente com dinheiro público a cada instante. Assim, se garante os privilégios de dirigentes estatais, dos "empreendedores" e uma campanha eleitoral recheada pelo dinheiro desviado (lavado) e do marketing enganador feito pelo Grupo RBS. A farra da tal propalada elite da iniciativa privada aumenta sua riqueza com o erário do povo riograndense.
O escândalo, desta vez é no Banrisul (prisão há pouco de vários suspeitos), imaginem se não haveria corrupção em um Banco neste Estado, não há como esta instituição não sair lesada. Um Banco na mão dessa quadrilha que respaldada pela desmoralizada Assembléia Legislativa só poderia usufruir sem nenhum empecilho de toda a estrutura estatal. A Assembléia Legislativa deu carta branca para eles agirem como bem entendessem.
Agora que a campanha eleitoral deslancha pode ser que aconteça de clarear as mentes e esse povo avalie o que pretende com seus representantes, e questione esse processo eleitoral: se é legitimo e democrático gastar milhões de reais em um pleito e ao mesmo tempo, se impede de todas as maneiras que a participação popular se efetive, mesmo através de lei-propostas de participação direta.
Verificamos que durante o governo Fogaça na Prefeitura de Porto Alegre, primeiro deu todo o respaldo para o Governinho Paz dos Cemitérios, do Sr. Germano Rigotto e depois ao (des)governo tucano-de extrema direita com caráter fascista como o da Sra. Yeda Crusius.
Esperamos que o PT de Tarso Genro, se ganhar o Piratiní, tenha o mínimo de dignidade e resgate pelo menos a autoestima dos riograndenses, colocando este povo no cenário político nacional, novamente!
Faz-se necessário uma auditoria profunda no Estado do Rio Grande do Sul traduzida em punições exemplares, que nada passe em brancas nuvens, nenhuma trégua para Yeda e seus comparsas.
Quem sabe esse baile de Corações de plástico e toxina botulínica (Rigotto BOTOX), tartarugas que fogem dos braços de pseudo-governantes (Fogaça PORTO ALEGRE NÃO É MAIS, DEMAIS) e das desvairadas bruxas (Yeda LARÁPIO) com seu jeito novo de fazer o velho, não encontrem mais caserna (Brigada Militar) no sul do Brasil.
A Comissão Política Nacional do Comitê Central do PCB analisou o convite formulado pelos camaradas da Direção Nacional do PCO (Partido da Causa Operária), conforme documento abaixo transcrito - e dirige-se aos camaradas da Direção Nacional do PSOL e do PSTU, e aos seus candidatos às eleições presidenciais, no sentido de expressar nosso mais entusiástico apoio à proposta de realização de um debate nacional, por meio eletrônico, entre os candidatos à Presidência da República de nossos quatro partidos, que vêm sendo discriminados pela mídia burguesa e por setores da justiça eleitoral, numa estratégia que visa a colocar a esquerda revolucionária no isolamento político e justificar futuras restrições jurídicas e políticas ao exercício da liberdade de organização partidária.
O principal objetivo é limitar o jogo eleitoral apenas aos candidatos da ordem, que não representam qualquer ameaça de mudanças profundas, pautando o debate de suas divergências apenas sobre aspectos da administração do capitalismo. Para isso, escolhem as organizações e personalidades confiáveis ao capital, que podem desempenhar o papel de "esquerda", através de sua promoção, corrupção e cooptação.
A proposta dos camaradas do PCO, a nosso juízo, ainda tem uma vantagem para além das eleições. O debate fraterno de nossos pontos de vista nos permite pavimentar um caminho para a construção de um programa comum, em sintonia com as organizações populares, na perspectiva da criação de uma FRENTE ANTICAPITALISTA E ANTI-IMPERIALISTA permanente, para a unidade de ação em defesa dos direitos dos trabalhadores e para a conquista de uma sociedade socialista.
Ivan Pinheiro
Secretário Geral
Comissão Política Nacional do PCB
Partido Comunista Brasileiro
CARTA DO PCO
Eleições 2010
Convite para um debate democrático contra a tentativa de proscrever a esquerda nas eleições.
Reproduzimos aqui a carta da direção nacional do PCO aos partidos de esquerda alijados dos debates pelos monopólios dos meios de comunicação e pela justiça eleitoral e a todas as organizações operárias, sindicais, democráticas, juvenis e das lutas populares em geral convocando a todos à realizar um debate dos candidatos a presidente da República da esquerda como um protesto contra sua proscrição.
A direção nacional do PCO - Partido da Causa Operária, convida os partidos da esquerda - Psol, PSTU e PCB - e todas as organizações democráticas, operárias, sindicais, da juventude e das lutas populares em geral a organizarmos um debate dos candidatos a Presidente da República que se reivindicam como representantes nas eleições de 2010 da esquerda socialista.
O debate seria realizado em data, local e horário a combinar em uma reunião entre os representantes dos partidos e das demais organizações que desejem efetivamente colocar em prática esta proposta. Também seriam decididos de comum acordo os mediadores e as regras do debate.
O debate seria transmitido via internet de forma que poderíamos reproduzir simultaneamente as imagens do debate nos sites dos partidos envolvidos e dos sindicatos classistas da esquerda para toda população trabalhadora. Propomos a realização de uma campanha para divulgar este debate nas universidades, categorias de trabalhadores e movimentos populares como uma forma de denúncia do caráter brutalmente antidemocrático das eleições e do regime político brasileiro.
O objetivo principal do convite para a realização desse debate é a denúncia do cerceamento pela máquina eleitoral da burguesia em relação às candidaturas de nossos partidos praticamente alijados do processo eleitoral pelos monopólios capitalistas da comunicação, no quais nossos candidatos sequer ocupam 1% das imagens e informações que a imprensa nacional – totalmente a serviço das candidaduras patronais - formula sobre as eleições 2010.
No entanto, o debate não teria apenas a função de realizar uma denúncia verbal da falta de democracia nas eleições e em geral, o que já será fundamental, mas de opor, na prática, à exclusão da maioria dos partidos, uma ação em defesa dos direitos democráticos da cidadania e do eleitorado.
Como parte de um amplo processo de manipulação do processo eleitoral, que se soma à criação de uma série de obstáculos ao registro de inúmeras candidaturas da esquerda, os grandes meios de comunicação da imprensa capitalista consolidam o processo de exclusão legal e só divulgam os três candidatos preferenciais da burguesia, Dilma Rousseff do PT, José Serra do PSDB e Marina Silva do PV.
Esta exclusão é particularmente clara no que diz respeito aos debates transmitidos pela televisão, onde apenas uma minoria de partidos tem o “direito” de participar. Consideramos que se trata, antes de qualquer coisa, de um ataque aos direitos democráticos de toda a população que não consegue sequer, em sua maioria, conhecer todos os candidatos a presidente e governador.
O TSE e o Legislativo reduziram a campanha eleitoral ao rídiculo prazo de dois meses, nos quais candidatos sem os milhões da burguesia teriam que tornar conhecido o seu programa a 190 milhões de habitantes, espalhados por mais de 8 milhões de quilômetros quadrados. Para isso, os partidos da esquerda dispõem de um total de 18 minutos no horário de propaganda gratuita.
Consideramos que as redes de televisão são um monopólio ilegítimo, concedido pelo poder público e, como tais, não poderiam dispor do tempo de televisão como querem. Consideramos que a legislação que permite que o façam é uma legislação repressiva e antidemocrática e, portanto, uma aberta violação da Constituição Nacional.
Estas monstruosas manifestações antidemocráticas são acompanhadas de inúmeras outras como a probição virtual pela justiça de legalização de novos partidos e inúmeras regras eleitorais que violam abertamente os direitos dos cidadãos.
Apesar do candidato do Psol ter sido convidado para alguns debates na televisão, para dar a falsa impressão de que não há um processo de exclusão da esquerda e de exclusão da maioria do eleitorado, o conjunto das candidaturas dos que se reivindicam da defesa do socialismo e esquerda é excluído dos debates e sofre uma constante discriminação no antidemocrático processo eleitoral brasileiro, no qual a burguesia escolhe quem o povo deve ouvir. O regime político tornou-se uma propriedade de uma oligarquia de não mais que meia dúzia de partidos que respondem aos interesses dos grandes capitalistas e banqueiros, nacionais e internacionais. O monopólio na economia se materializa no monopólio do regime político por um punhado de pessoas.
Diante da necessidade que temos em denunciar e demonstrar para população trabalhadora como funciona a manipulação da máquina eleitoral brasileira, que cerceia os candidatos de esquerda para esconder as diferenças ideológicas da esquerda com a direita brasileira, o debate não será para que os candidatos da esquerda enfrentem-se um contra o outro, mas para que todos possam apresentar suas idéias e denunciar de conjunto o controle da burguesia sobre a eleição.
Nesse sentido, propomos que além dos partidos da esquerda, se somem a esta iniciativa organizações sindicais e populares e todas que se reivindicam da defesa dos direitos democráticos da população, como parte de uma ampla campanha contra a manipulação eleitoral da burguesia e em defesa dos direitos democráticos do povo brasileiro.
Assim, estaremos transmitindo esta mensagem para sindicatos, associações e demais entidades do movimento operário, popular e estudantil de todo o País, no que esperamos contar com a participação de todos os partidos da esquerda.
No aguardo do posicionamento da direção destes partidos e da manifestação das demais organizações, para darmos encaminhamento ao evento, subscrevemos,
Saudações operárias
Rui Costa Pimenta
Candidato a presidente Édson Dorta
candidato a vice-presidente pela Direção Nacional do Partido da Causa Operária
O conflito armado que a Colômbia sofre há mais de 50 anos enfrenta forças de segurança do estado (exército, polícia, tropas de elite antiguerrilha) apoiadas por grupos paramilitares treinados e financiados pelo governo e por fazendeiros, contra grupos guerrilheiros, basicamente as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC-EP) e, em menor escala, o Exército de Libertação Nacional (ELN).
No entanto, no cenário do conflito, as cidades do interior e as regiões rurais, o povo sofre as piores consequências em termos de abusos extremos aos direitos humanos e violações ao direito internacional humanitário. Tais abusos têm provocado a pior crise mundial de pessoas expulsas de seus lugares de origem. Recentemente a Colômbia superou o Sudão quanto ao numero de pessoas deslocadas internas. Estima-se em 3,5 milhões o número de colombianos que fogem das suas casas para escapar da violência. Isto significa 8% de uma população total de 44 milhões de habitantes, a 2ª maior na América do Sul, depois do Brasil. Colômbia ocupa também o primeiro lugar entre os países da América Latina em número de nacionais que emigram a outros países, com cerca de 4 milhões de pessoas que foram procurar um futuro melhor, principalmente nos Estados Unidos, Espanha e Venezuela.
O atual governo de Uribe, no poder desde 2002, nega que exista um conflito armado no país alegando que o que há é uma “guerra contra o terror”. Esta denominação é uma forma de evitar internacionalmente qualquer preocupação em matéria de direitos humanos. De fato, organizações internacionais como Anistia Internacional e Human Rights Watch, além de ONGs nacionais defensoras dos direitos humanos, têm sido catalogadas pelo governo como apoiadores dos grupos insurgentes, o que automaticamente os torna alvos dos paramilitares.
Em 50 anos de conflito, a maior lista de vítimas é a população civil sem que os movimentos guerrilheiros tenham sido exterminados, como é o objetivo de Uribe. Somente nos últimos 20 anos morreram mais de 70.000 pessoas, a maioria civis, como conseqüência das hostilidades. Um partido político de esquerda, a União Patriótica, foi eliminado fisicamente com a morte de quase 5.000 dos seus militantes entre 1985 e 1992. Quatro candidatos à presidência pertencentes a grupos da oposição foram assassinados, alguns em plena campanha eleitoral. Foram eles Jaime Pardo (União Patriótica) em 1987, Luis Carlos Galán (Novo Liberalismo) em 1989, Carlos Pizarro (Ação Democrática ⁄M-19) e Bernardo Jaramillo (União Patriótica), estes últimos em 1990. Colômbia é o país com maior número de sindicalistas assassinados no mundo. Só nos últimos 10 anos mais de 2.500 sindicalistas foram mortos em seus locais de trabalho ou em suas casas. Seis em cada 10 sindicalistas assassinados no mundo são colombianos. Sindicatos de professores denunciam o assassinato de seus colegas, que apenas no ano de 2006 mostrou a cifra de 33 docentes assassinados por paramilitares. A Comissão Internacional de Juristas denuncia que entre 1979 e 1991, 278 advogados foram assassinados na Colômbia. Estudantes universitários denunciam que desde 2001 até 2008 mais de 30 alunos foram assassinados por paramilitares.
O comum de todos estes assassinatos que em 99% dos casos nunca foram presos nem indiciados os culpados. Muito além das cifras que consideram a Colômbia como a triste campeã de genocídio impune contra seu povo, deve-se considerar como se chegou à tamanha perda de valores humanos. Vale a pena se perguntar como é que o povo elege e re-elege ao presidente mais desrespeitador dos direitos humanos e mais descaradamente próximo aos grupos paramilitares, mas também o que teve os maiores índices de popularidade. Será que os colombianos estão sedentos de sangue?
Apesar dos massacres serem realizados em 90% dos casos por paramilitares e do apoio explícito que Uribe tem dado aos grupos paramilitares desde a época que era governador do Departamento de Antioquia até sua ascensão à presidência da república, ele conseguiu se eleger duas vezes e confabula para mudar a constituição e se eleger pela terceira vez.
Vários fatores devem ser considerados para tentar uma explicação a este fenômeno. Em primeiro lugar, o elevado índice de abstenção nas eleições (até 60%) em um país em que o voto é facultativo. Na última eleição, Uribe conquistou a presidência com 25% do eleitorado. Em segundo lugar, a manipulação da informação que a mídia exerce sobre os distintos meios de comunicação, completamente monopolizados e dominados pela elite governante. Em terceiro lugar, a tradicional corrupção dos “caciques”, líderes dos partidos tradicionais ligados ao poder que compram votos por dinheiro ou favores ou ameaçam com seus capangas a quem não vote nos seus protegidos. Todos esses fatores levam a que a maioria dos votantes seja quase exclusivamente das classes média e alta, sem participação do povo que fica afundado na ignorância, o medo e a desinformação.
Adicionalmente, grande parcela da população urbana embrutecida pela mídia, engole o argumento da “guerra contra o terror” e aceita sem condições que o principal problema a resolver no país é a eliminação da guerrilha e não se importa para problemas tais como o desemprego, a insegurança, a falta de educação, de saúde, de moradia, de garantias de vida para grupos ou partidos de oposição, de investimento social ou de reforma agrária. Este último ponto é dramático na Colômbia, onde existe uma verdadeira anti-reforma agrária. Mais de 80% das terras potencialmente produtivas está nas mãos de paramilitares estando completamente improdutivas uma vez que a apropriação de território tem caráter estratégico no conflito armado. Enquanto isso, o povo banido do campo enche as grandes cidades em condições subumanas.
Desde a época que os historiadores vêm chamando de “A Violência”, que começou em 1947 depois do assassinato de Jorge Eliécer Gaitán, líder liberal de oposição ao governo conservador da época, até o fim da única ditadura militar na história recente da Colômbia do General Gustavo Rojas em 1957 foram 10 anos em que morreram violentamente 300.000 colombianos, principalmente nas regiões rurais. Para parar com o banho de sangue, Rojas fez acordos com a guerrilha liberal para conseguir a sua desmobilização. Entretanto, o acordo foi desrespeitado e os líderes guerrilheiros desmobilizados foram assassinados um a um. Conformava-se assim a estratégia que os sucessivos governos colombianos utilizariam para enfrentar a oposição, ou seja, a sua eliminação física. Enquanto a década de 1970 foi de grande crescimento dos grupos guerrilheiros que chegaram a quase dez, a década de 1980 caracterizou-se pelo crescimento dos cartéis do narcotráfico e dos grupos paramilitares. Os primeiros injetaram dinheiro nos segundos, enquanto que o governo olhava com complacência a ação “suja” que ele não podia fazer, de eliminar não só os líderes da oposição, como os supostos colaboradores da guerrilha, ou seja, os camponeses que habitavam no cenário dos conflitos, os militantes de partidos de esquerda legalizados, as organizações de defesa dos direitos humanos e os ativistas comunitários.
À estratégia da eliminação física da oposição foi somada a estratégia de “tirar a água do peixe”, velha tática norte-americana posta em prática em outros países, a qual consiste em eliminar o camponês que vai apoiar os grupos insurgentes mais cedo ou mais tarde, seja por convicção ou por medo. Estas estratégias combinadas, postas em execução por um exército de paramilitares sem escrúpulos com claro e comprovado apoio do exército oficial, levaram inevitavelmente ao banho de sangue que tem sofrido a Colômbia nas últimas décadas.
O futuro é incerto e obscuro. Nos últimos 40 anos foi sacrificada a maioria da população pensante que poderia redimir o país das suas mazelas e ficou no poder uma elite corrupta, assassina, sem a menor condição de resolver os problemas sociais e completamente ajoelhada ao imperialismo norte-americano. Uribe mostra cifras que indicam que o conflito tem diminuído, que a Colômbia caminha para a pacificação, mas o certo é que a paz que impera na Colômbia é a paz das sepulturas, a “pax” romana. A classe média adora Uribe porque agora dá para passear pelas estradas durante as férias sem se preocupar em encontrar uma blitz da guerrilha. Quem viaja pelas principais rodovias assiste a um permanente desfile de soldados fortemente armados a cada 5 ou 10 km. O custo desse deslocamento militar é absurdo. Os demais problemas são menores. As massas de camponeses enxotados de suas terras lotando a periferia das grandes cidades, o conflito no campo que faz da Colômbia um país importador de alimentos quando antes era exportador, a imposição do mais duro capitalismo selvagem, a carência de recursos para universidades, escolas e hospitais, a falta de garantias constitucionais. O que importa é exterminar os insurgentes. E assim Uribe caminha para seu terceiro mandato, mesmo que para consegui-lo tenha que mudar a constituição. Para isso tem a maioria do congresso, com peso significativo e reconhecido de políticos paramilitares. Para isso o povo põe os mortos e a classe média desinformada põe os votos.
Bibliografia
Amnistía Internacional. Déjenos en paz! La población civil, víctima del conflicto armado interno de Colombia. Editorial Amnistía Internacional, Madrid, 2008. 130 p.
dando sequência a Série de Debates: História e Atualidade dos países Latino Americanos, convidamos para a atividade:
COLÔMBIA: a guerra sem fim?
O Comitê Latino Americano e o Comitê de Solidariedade ao Povo Colombiano convidam para este debate sobre o conflito na Colômbia. Serão abordados temas como história do conflito, a guerra da informação, o terrorismo de estado, os direitos humanos na Colombia e a conjuntura atual.
Será exibido o documentário "El Baile Rojo", seguido de debate.
A atividade será coordenada pelos companheiros, Mauricio Avilez e Felix Gonzalez, ambos do Comitê de Solidariedade ao Povo Colombiano.
Haverá uma exposição de fotografias de colombianos desaparecidos.
Data: 26/08 - quinta-feira Inicio: 19h30 (duração do documentario: 56 min.) Rua Vieira de Castro, 133 (quase esquina com Venâncio Aires) Haverá petiscos típicos colombianos.
Comite de Solidariedade ao Povo Colombiano -- Outra Colômbia é possível...!!
-- Comitê Latino Americano Rua Vieira de Castro, 133 (quase esquina com Venâncio Aires (51) 3207 8733 - 8470 7377 Porto Alegre - RS/Brasil comitelatinoamericano.blogspot.com
O nome do blog foi inspirado no filmeZurdode Carlos Salcés, uma película mexicana extraordinária.
Zurdo em espanhol que dizer: esquerda, mão esquerda. E este blog significa uma postura alternativa as oficiais, as institucionais. Aqui postaremos diversos assuntos como política, cultura, história, filosofia, humor... relacionadas a realidades sem tergiversações como é costume na mídia tradicional. Teremos uma postura radical diante dos fatos procurando estimular o pensamento crítico. Além da opinião, elabora-se a realidade desvendando os verdadeiros interesses que estão em disputa na sociedade.
Vos abraço com todo o fervor revolucionário
Raoul José Pinto
ZZ - ESTUDAR SEMPRE
A Condição Pós-Moderna - DAVID HARVEY
A Condição Pós-Moderna - Jean-François Lyotard
A era do capital - HOBSBAWM, E. J
Antonio Gramsci – vida e obra de um comunista revolucionário
Apuntes Criticos A La Economia Politica - Ernesto Che Guevara
As armas de ontem, por Max Marambio,
BOLÍVIA jakaskiwa - Mariléia M. Leal Caruso e Raimundo C. Caruso
Cultura de Consumo e Pós-Modernismo - Mike Featherstone
Dissidentes ou mercenários? Objetivo: liquidar a Revolução Cubana - Hernando Calvo Ospina e Katlijn Declercq
Ensaios sobre consciência e emancipação - Mauro Iasi
Esquerdas e Esquerdismo - Da Primeira Internacional a Porto Alegre - Octavio Rodríguez Araujo
Fenomenologia do Espírito. Autor:. Georg Wilhelm Friedrich Hegel
Fidel Castro: biografia a duas vozes - Ignacio Ramonet
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Hegemonias e Emancipações no século XXI - Emir Sader Ana Esther Ceceña Jaime Caycedo Jaime Estay Berenice Ramírez Armando Bartra Raúl Ornelas José María Gómez Edgardo Lande
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Individualismo e Cultura - Gilberto Velho
Lênin e a Revolução, por Jean Salem
O Anti-Édipo — Capitalismo e Esquizofrenia Gilles Deleuze Félix Guattari
O Demônio da Teoria: Literatura e Senso Comum - Antoine Compagnon
O Marxismo de Che e o Socialismo no Século XXI - Carlos Tablada
O MST e a Constituição. Um sujeito histórico na luta pela reforma agrária no Brasil - Delze dos Santos Laureano
Os 10 Dias Que Abalaram o Mundo - JOHN REED
Para Ler O Pato Donald - Ariel Dorfman - Armand Mattelart.
Pós-Modernismo - A Lógica Cultural do Capitalismo Tardio - Frederic Jameson
Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira
Simulacro e Poder - uma análise da mídia, de Marilena Chauí (Editora Perseu Abramo, 142 páginas)
Soberania e autodeterminação – a luta na ONU. Discursos históricos - Che, Allende, Arafat e Chávez
Um homem, um povo - Marta Harnecker
zz - Estudar Sempre/CLÁSSICOS DA HISTÓRIA, FILOSOFIA E ECONOMIA POLÍTICA
A Doença Infantil do Esquerdismo no Comunismo - Lênin
A História me absolverá - Fidel Castro Ruz
A ideologia alemã - Karl Marx e Friedrich Engels
A República 'Comunista' Cristã dos Guaranis (1610-1768) - Clóvis Lugon
A Revolução antes da Revolução. As guerras camponesas na Alemanha. Revolução e contra-revolução na Alemanha - Friedrich Engels
A Revolução antes da Revolução. As lutas de classes na França - de 1848 a 1850. O 18 Brumário de Luis Bonaparte. A Guerra Civil na França - Karl Marx
A Revolução Burguesa no Brasil - Florestan Fernandes
A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky - Lênin
A sagrada família - Karl Marx e Friedrich Engels
Antígona, de Sófocles
As tarefas revolucionárias da juventude - Lenin, Fidel e Frei Betto
As três fontes - V. I. Lenin
CASA-GRANDE & senzala - Gilberto Freyre
Crítica Eurocomunismo - Ernest Mandel
Dialética do Concreto - KOSIK, Karel
Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico - Friedrich Engels
Do sonho às coisas - José Carlos Mariátegui
Ensaios Sobre a Revolução Chilena - Manuel Castells, Ruy Mauro Marini e/ou Carlos altamiro
Estratégia Operária e Neocapitalismo - André Gorz
Eurocomunismo e Estado - Santiago Carrillo
Fenomenologia da Percepção - MERLEAU-PONTY, Maurice
História do socialismo e das lutas sociais - Max Beer
Manifesto do Partido Comunista - Karl Marx e Friedrich Engels
MANUAL DE ESTRATÉGIA SUBVERSIVA - Vo Nguyen Giap
MANUAL DE MARXISMO-LENINISMO - OTTO KUUSINEN
Manuscritos econômico filosóficos - MARX, Karl
Mensagem do Comitê Central à Liga dosComunistas - Karl Marx e Friedrich Engels
Minima Moralia - Theodor Wiesengrund Adorno
O Ano I da Revolução Russa - Victor Serge
O Caminho do Poder - Karl Kautsky
O Marxismo e o Estado - Norberto Bobbio e outros
O Que Todo Revolucionário Deve Saber Sobre a Repressão - Victo Serge
Orestéia, de Ésquilo
Os irredutíveis - Daniel Bensaïd
Que Fazer? - Lênin
Raízes do Brasil - Sérgio Buarque de Holanda
Reforma ou Revolução - Rosa Luxemburgo
Revolução Mexicana - antecedentes, desenvolvimento, conseqüências - Rodolfo Bórquez Bustos, Rafael Alarcón Medina, Marco Antonio Basilio Loza
Revolução Russa - L. Trotsky
Sete ensaios de interpretação da realidade peruana - José Carlos Mariátegui/ Editora Expressão Popular
Sobre a Ditadura do Proletariado - Étienne Balibar
Sobre a evolução do conceito de campesinato - Eduardo Sevilla Guzmán e Manuel González de Molina
ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA
1984 - George Orwell
A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende
A Espera dos Bárbaros - J.M. Coetzee
A hora da estrela - Clarice Lispector
A Leste do Éden - John Steinbeck,
A Mãe, MÁXIMO GORKI
A Peste - Albert Camus
A Revolução do Bichos - George Orwell
Admirável Mundo Novo - ALDOUS HUXLEY
Ainda é Tempo de Viver - Roger Garaud
Aleph - Jorge Luis Borges
As cartas do Pe. Antônio Veira
As Minhas Universidades, MÁXIMO GORKI
Assim foi temperado o aço - Nikolai Ostrovski
Cem anos de solidão - Gabriel García Márquez
Contos - Jack London
Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski
Desonra, de John Maxwell Coetzee
Desça Moisés ( WILLIAM FAULKNER)
Don Quixote de la Mancha - Miguel de Cervantes
Dona flor e seus dois maridos, de Jorge Amado
Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago
Ensaio sobre a lucidez, de José Saramago
Fausto - JOHANN WOLFGANG GOETHE
Ficções - Jorge Luis Borges
Guerra e Paz - LEON TOLSTOI
Incidente em Antares, de Érico Veríssimo
Memórias do Cárcere - Graciliano Ramos
O Alienista - Machado de Assis
O amor nos tempos do cólera - Gabriel García Márquez
O Contrato de Casamento, de Honoré de Balzac
O Estrangeiro - Albert Camus
O homem revoltado - Albert Camus
O jogo da Amarelinha – Júlio Cortazar
O livro de Areia – Jorge Luis Borges
O mercador de Veneza, de William Shakespeare
O mito de Sísifo, de Albert Camus
O Nome da Rosa - Umberto Eco
O Processo - Franz Kafka
O Príncipe de Nicolau Maquiavel
O Senhor das Moscas, WILLIAM GOLDING
O Som e a Fúria (WILLIAM FAULKNER)
O ULTIMO LEITOR - PIGLIA, RICARDO
Oliver Twist, de Charles Dickens
Os Invencidos, WILLIAM FAULKNER
Os Miseravéis - Victor Hugo
Os Prêmios – Júlio Cortazar
OS TRABALHADORES DO MAR - Vitor Hugo
Por Quem os Sinos Dobram - ERNEST HEMINGWAY
São Bernardo - Graciliano Ramos
Vidas secas - Graciliano Ramos
VINHAS DA IRA, (JOHN STEINBECK)
ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA GUERRILHEIRA
A Guerra de Guerrilhas - Comandante Che Guevara
A montanha é algo mais que uma imensa estepe verde - Omar Cabezas
Da guerrilha ao socialismo – a Revolução Cubana - Florestan Fernandes
EZLN – Passos de uma rebeldia - Emilio Gennari
Imagens da revolução – documentos políticos das organizações clandestinas de esquerda dos anos 1961-1971; Daniel Aarão Reis Filho e Jair Ferreira de Sá
O Diário do Che na Bolívia
PODER E CONTRAPODER NA AMÉRICA LATINA Autor: FLORESTAN FERNANDES
Rebelde – testemunho de um combatente - Fernando Vecino Alegret
ZZ- Estudar Sempre /GEOGRAFIA EM MOVIMENTO
Abordagens e concepções de território - Marcos Aurélio Saquet
Campesinato e territórios em disputa - Eliane Tomiasi Paulino, João Edmilson Fabrini (organizadores)
Cidade e Campo - relações e contradições entre urbano e rural - Maria Encarnação Beltrão Sposito e Arthur Magon Whitacker (orgs)
Cidades Médias - produção do espaço urbano e regional - Eliseu Savério Sposito, M. Encarnação Beltrão Sposito, Oscar Sobarzo (orgs)
Cidades Médias: espaços em transição - Maria Encarnação Beltrão Spósito (org.)
Geografia Agrária - teoria e poder - Bernardo Mançano Fernandes, Marta Inez Medeiros Marques, Júlio César Suzuki (orgs.)
Geomorfologia - aplicações e metodologias - João Osvaldo Rodrigues Nunes e Paulo César Rocha
Indústria, ordenamento do território e transportes - a contribuição de André Fischer. Organizadores: Olga Lúcia Castreghini de Freitas Firkowski e Eliseu Savério Spósito
Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira