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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

ACTO EN BUENOS AIRES ARGENTINA POR LOS CINCO



Buenos Aires, 11-09-2010) Organizado por el Comité Argentino por la Libertad de los Cinco, medio millar de personas recorrieron las calles que separan la Plaza Italia, en el barrio de Palermo, de la embajada norteamericana, reclamando la libertad inmediata de los Cinco Cubanos, presos políticos en los Estados Unidos.

En los momentos previos al inicio de la marcha, miembros del Movimiento Argentino de Solidaridad con Cuba leyeron un documento donde observaban que la recepción, por parte del Canciller Hector Timerman, de dos mercenarios opositores al gobierno cubano representa un acto hostil con Cuba e inaceptable para el pueblo Argentino.

Luego de instalarse en un palco frente a la embajada estadounidense, hicieron uso de la palabra miembros del MAS Cuba, familiares de estudiantes argentinos en Cuba, un representante de las misiones "Yo si Puedo" (método de alfabetización cubano) y del programa de salud visual "Operación Milagro", y representantes de Chile, Bolivia, Paraguay, Brasil y Uruguay que concurren al 1° Encuentro del Cono Sur por la Libertad de los Cinco, coincidiendo en la injusticia que representa que los Cinco se encuentren en prisión mientras los terroristas que atentaron contra Cuba, produciendo miles de víctimas, se encuentren libres.

Invocando una vez más la Libertad de los Cinco Heroes Cubanos Antiterroristas, Gerardo Hernandez, Ramon Labañino, Antonio Guerrero, Fernando Gonzalez y René Gonzalez, se hizo entrega de una carta en la embajada, dirigida al Presidente de EEUU Barack Obama, exigiendo que implemente los medios necesarios para liberarlos inmediatamente.

Participe você também enviando mensagens ao Pres. Barack Obama exigindo justiça para os Cinco:
Twitter de Obama: @BarackObama
Casa Branca: www.whitehouse.gov/



quarta-feira, 14 de outubro de 2009

"Não vi a Cuba de Yoani"


, por Joaquim São Pedro*



Li a entrevista da blogueira cubana Yoani Sanches à revista Veja. Quero dizer que estive em Cuba há um ano. Por dez dias, viajei entre Havana e Camaguey. Foram cerca de 570 quilometros percorridos pela Carretera Central de Cuba, uma rodovia de 1.140 quilometros de extensão que vai desde Havana até Santiago de Cuba. Uma viagem fascinante. Rara oportunidade de presenciar um pouco da história, da cultura, da fauna, da flora e das atividades agropecuárias do país.



Conheci um país belíssimo de um povo bonito, predominantemente de negros, brancos e mulatos; gente alegre, brincalhona e hospitaleira. Nada disposta a ficar chorando os seus problemas para que o mundo sinta pena dela. Conversei com as pessoas, jovens e velhos, homens e mulheres. Constatei que todos querem mudanças, que representem desenvolvimento, mais emprego, mais conforto, mais oportunidades de moradia.



Cuba foi isolada por uma política externa imposta pelos EUA em represália ao triunfo da revolução. Mas o povo cubano sobreviveu e, por isso, quer dialogar, porque pretende vender e comprar produtos e serviços de países que tenham a mesma disposição. Mas sem que isso represente interferência externa na sua soberania. É pura relação diplomática e comercial.



A revolução assegurou aos cubanos valores que se tornaram inalienáveis. Falo de solidariedade, do respeito à diversidade, do espírito de coletividade, da ética, do amor ao próximo. De direitos como saúde pública, educação, emprego, saneamento básico, moradia e autonomia para o governo gerir as suas riquezas naturais, sem ter de entregá-las ao estrangeiro.



O boicote causou problemas a Cuba, mas eles estão sendo enfrentados, sem que para isso seja preciso abrir mão da identidade nacional; sem cartilha neoliberal, como querem fazer crer ao mundo os veículos de comunicação que servem ao imperialismo econômico.


A "liberdade" que os cubanos buscam não é uma passagem aérea na mão, mas o direito de continuar a ser uma Nação capaz de enfrentar suas questões internas e externas, sem unilateralidade, promovendo uma política externa de respeito mútuo e às normas internacionais.



O socialismo não é o problema de Cuba, é a solução, porque representa a conquista de uma respeitabilidade internacional para o país e seu povo. O obstáculo a ser vencido é a opressão externa, liderada pelos EUA, e a propaganda dos contra que tentam macular a imagem de um governo que expulsou milionários americanos que viviam na ilha em absoluto comportamento predatório.



Se fosse bom o receituário imperialista, países tutelados econÿmica e politicamente pelos Estados Unidos seriam um paraíso. Muitos deles são, em verdade, paraísos fiscais. Honduras, Costa Rica, Guatemala, Colombia, Chile, Jamaica, Paraguai, para citar alguns ditos democráticos e livres, estão lotados de problemas economicos, políticos e sociais, com baixíssimo índice de desenvolvimento humano, analfabetismo, concentração de renda, miséria, democracia de fachada e subserviência da mídia ao poder economico.


Há nestes países dependência escancarada em relação ao capitalismo internacional e muito pouca autonomia política. É o que está ocorrendo agora com Honduras, que não resolve a sua crise, por causa da inércia da OEA, que está enfraquecida por causa da omissão do governo Barack Obama, que não se posiciona sobre o golpe hondurenho, com medo dos conservadores republicanos, que de tudo fazem para inviabilizar seus projetos no Senado.

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O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU, que mede a qualidade de vida de 182 países, classificou Cuba na posição 51, à frente de Brasil (75), Rússia (71), Arábia Saudita (59), por exemplo, e bem próximo da Argentina (49) e do Uruguai (50). Ou seja, para a ONU, cubanos, argentinos e uruguaios, entre tantos, têm nível de desenvolvimento humano parecido e bem melhor do que o Brasil (75), que, diga-se de passagem, melhorou a sua posição nos últimos anos.



O futuro político de Cuba aos cubanos pertence. Neste ponto, o presidente Lula tem tido uma posição madura na defesa da integração regional, pregando o fim do boicote liderado pelos Estados Unidos, sem que isso represente interferência externa, até porque lá não há insurgência e há normalidade institucional.


Pelo que ouvi e vi dos cubanos, eles não querem esmola, buscam parcerias que representem desenvolvimento. Políticas que tratem de incrementar os setores de comércio, indústria e agropecuária; querem trocar informações e cooperação em ciência e tecnologia; querem comprar máquinas e insumos para o campo para ampliar a sua pauta de exportação.



Minha impressão é que Cuba quer receber turistas e lhes mostrar os seus recursos naturais e culturais; a sua música, as suas praias, os seus drinques, a sua comida, a alegria e a hospitalidade de seu povo. Com uma boa infraestrutura hoteleira, o turismo na Ilha hoje responde por cerca de 30% da receita.



O cubano não esconde mendigos para o turista passar, até porque lá eles não existem. As dificuldades são um problema que todos enfrentam juntos. Não há fome, sede, frio ou pessoas morando na rua. Para enfrentar as catástrofes naturais, como tufões e maremotos, eles desenvolveram técnicas de preservação, antes de tudo, da vida humana, embora haja sérios prejuízos materiais, como o ocorrido no ano passado.



Não há fila em hospitais e todas as crianças estão matriculadas nas escolas, que, obviamente, são públicas e de ótimo nível. A Escola Latino-Americana de Medicina forma médicos e enfermeiros, anualmente, centenas de jovens pobres, do Brasil, dos Estados Unidos, do México, do Canadá, de Honduras, Costa Rica e países da África e da Europa, entre tantos, que não têm oportunidade em seus países.



Nas ruas presenciei gente discutindo política (o cubano fala alto e gesticula muito), tomando sorvete, dançando, cantando e namorando; indo à praia de carro ou em transporte coletivo público. Comi e bebi em casa de cubanos e entendi que não há fartura, há uma racionalidade de consumo necessária e criativa. Há jovens e velhos praticando esportes, indo ao cinema, vendo televisão (inclusive seriados americanos), ao teatro e lendo.



Yoani tem lá os seus motivos e angústias para criticar o seu país. Mas falta-lhe, no meu modo de ver, consistência. Ela critica as estatísticas oficiais, mas não as rebate com números, apenas divaga. Fala em diplomacia popular, como se isso fosse praticado ostensivamente fora do território cubano. Pura utopia. Não imagina os males que o poder econômico causa aos países satélites dos EUA.



Ela diz que quer sair e voltar. Mas não se apresenta com propostas e sugestões de um país melhor. Talvez ela devesse mesmo sair para buscar os seus prêmios. Mas também para constatar que vive, ao lado do seu filho, num país que tem tantos problemas quanto os demais países da América Latina, mas que respeita os direitos dos cidadãos muito mais do que ela imagina.



* Joaquim São Pedro, 51 anos, é jornalista há 25 anos. Começou no Rio de Janeiro e está há 14 anos em Brasília. Trabalhou em O Globo e no Jornal do Brasil. Há dez anos atua em assessoria de imprensa. Trabalhou com o ex-senador Paulo Hartung e na Presidência do Senado. Há dois anos e meio está lotado na Liderança do PSB no Senado. Tem pós-graduação em Direito Legislativo, Ciência Política e Direito Constitucional.



Fuente: http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=4&cod_publicacao=30083




COMITE EN DEFENSA DE LA HUMANIDAD DE RIO DE JANEIRO RESPONDE A CAMPAÑA ANTICUBANA.


A ARTE DE COMPRAR MENTIRAS



Fidel, como em todas outras falas ao largo destes 50 anos, brilhantemente lembrou ao mundo que:



200 milhões de crianças dormem hoje nas ruas.



- Nenhuma é cubana.



250 milhões de crianças com menos de 13 anos são obrigados a trabalhar para viver.



- Nenhuma delas é cubana.



Mais de um milhão de crianças são forçadas à prostituição infantil e dezenas de milhares foram vítimas do comércio de órgãos.



- Nenhuma delas é cubana.



25 mil crianças morrem a cada dia no mundo por sarampo, caxumba, difteria, pneumonia e desnutrição.



- Nenhuma delas é cubana.



E, não só as crianças e dado o privilegio de viver com dignidade.


Hoje, nessa pequena ilha do Caribe a estimativa de vida e de 120 anos, enquanto nas nossas cidades se morre por balas perdidas aos primeiros dias de nascido, se nasce nos chãos de hospitais imundos e fétidos, se morre sem direito a atendimento medico básico.



Enquanto, milhares de brasileiros e latino americanos lutam por um dia a dia mais digno, algumas mídias inescrupulosas tão espaço a covardes, incompetentes em troca de fama e alguns dinheirinhos para difamar seu pais natal.



Fazer a Revolução, construir a liberdade, vencer cada dia de formas diferentes o bloqueio imposto pelos EUA só e viável para os fortes de caráter, de espírito, de vontade. E preciso ser gente para conseguir manter a soberania de um povo. Não e para qualquer um.


Não existe lógica que parlamentares brasileiros utilizem dinheiro publico, deixem de cumprir suas obrigações com a Federação, Estado e Município.



De atender os anseios de seus eleitores tão carentes de reformas básicas, de uma saúde publica eficiente, de acertos numa constituição capenga.



De cumprir uma pauta tão atrasada - todo dia postergada pela aparição de novos escândalos de corrupção - e priorizar um convite a uma internauta para falar no parlamento brasileiro sobre os problemas inerentes ao bloqueio imposto pelos governos americanos há 50 a Cuba.



A única justificativa que encontramos é: embotar os logros do atual governo, desviar a atenção da opinião publica para encobrir algum novo escândalo nacional ainda não revelado.



Cuidem de seus eleitores porque 2010 esta chegando anunciando uma grande renovação no executivo e legislativo.



E, por falar em internauta.. E aquele posto de saúde tão sonhado. E, a rua foi calcada ou retiraram a escavadeira depois dos votos apurados.



Porque não convidar um menino nordestino ou mineiro, que não conhece Brasilia ou siquer um dia viu o mar.



A Revolução Cubana para informação dos menos avisados já esta consolidada.


Marilia Guimarães



Comitê em Defesa da Humanidade – Capitulo Brasileiro



Fuente: http://www.cdhrio.com.br/scripts/index.htm



quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Uma perspectiva cubana: 50 anos de transição ao socialismo

Uma perspectiva cubana: 50 anos de transição ao socialismo
por James Cockcroft [*]

Em seu discurso comemorativo do quinquagésimo aniversário do triunfo da Revolução cubana, pronunciado em janeiro de 2009, o presidente Raúl Castro, a quem o povo se refere simplesmente como "Raúl", reiterou o discurso de Fidel aos estudantes da Universidade de Havana, pronunciado em 2005: "Esta nação pode autodestruir-se...Quem não pode destruí-la são eles (referindo-se ao imperialismo estadunidense); nós, sim, nós podemos destruí-la e seria culpa nossa."

Raúl dirigiu-se aos "líderes de amanhã" dizendo-lhe para não esquecer que "esta é a Revolução dos humildes, feita para os humildes e pelos humildes" e que a militância dos líderes "impede que eles mesmos destruam o Partido". Ele advertiu quanto aos perigos colocados pelo imperialismo, dizendo que os futuros líderes não devem "sucumbir ao canto das sereias do inimigo" e devem "permanecer conscientes de que, em sua essência, [o inimigo] nunca vai deixar de ser agressivo, dominador e trapaceiro." [1]

Não obstante, Raúl está aberto ao diálogo com o governo Obama, sempre que a soberania nacional de Cuba for respeitada. Ele ofereceu liberar todos os "dissidentes" cubanos (financiados pelos Estados Unidos) em troca da liberação dos "5 Heróis" – os 5 patriotas cubanos injustamente encarcerados em 1998 por terem infiltrado grupos terroristas baseados na Flórida para proteger Cuba de atos terroristas, como aquele da bomba no Hotel Havana que tirou a vida de um turista italiano em 1997. O terrorista confesso, treinado pela CIA, Luis Posada Carriles – autor intelectual do atentado ao hotel e do atentado à bomba, em 1976, contra um avião civil cubano que regressava ao país proveniente da Venezuela e que matou 73 pessoas – caminha livremente pelas ruas de Miami enquanto os 5 Heróis permanecem na prisão. Dez anos e meio após seu encarceramento, dois deles nunca puderem receber a visita de suas esposas, cujo visto é negado pelas autoridades estadunidenses.

A defesa que faz Obama do bloqueio comercial estadunidense, velho de 47 anos, é inaceitável para Cuba e para o resto da América latina. Este bloqueio vem financiando terrorismo, inclusive guerra biológica, e teve um custo até agora de cerca de 100 bilhões de dólares, tendo causado a morte de 3.478 pessoas e deixado estropiadas 2.099 outras. Obama tampouco desmereceu os relatórios de 2004 e 2006 da "Comissão para uma Cuba Livre", conclamando a derrocar o governo cubano. Em 2008, o orçamento do governo estadunidense para destruir a Revolução foi de 47 milhões de dólares.

Para as cubanas e para os cubanos, neste início de século XXI, os maiores objetivos de seu processo de transição para novas formas e práticas de socialismo revolucionário (processo este que já completou seus 50 anos) incluem os seguintes pontos já publicamente anunciados:

  • racionalizar os ministérios no respeito aos princípios socialistas garantidos pela Constituição, reduzindo a burocracia ineficiente e excessiva [2]
  • superar os problemas econômicos e sociais derivados do aumento da diferença de nível de classes dos anos 1990, quando o antigo bloco soviético entrou em colapso
    • eliminar o "sistema de câmbio duplo" introduzido nos anos 1990 na base de 24 pesos comuns para 1 peso conversível (praticamente 1 euro) e o consequente mercado negro, bem como a deformação do sistema de preços e salários [3]
  • defender a soberania nacional, fortalecer a unidade nacional e consolidar e ampliar suas ações de solidariedade internacional

  • facilitar as visitas de familiares de cubanos residentes nos Estados Unidos e as viagens de cubanas e cubanos ao exterior
    • reformar o PCC (Partido Comunista Cubano) em seu Sexto Congresso Nacional, em fins de 2009, não havendo modelos de socialismo pré-estabelecidos (o Quarto e o Quinto Congresso também introduziram reformas)

    Racionalização e reestruturação do Estado

    Em sua alocução à recém eleita Assembléia Nacional do Poder Popular, em 24 de fevereiro de 2008, Raúl emitiu uma vez mais um de seus frequentes chamados a que se reúnam sindicatos, federações estudantis, grupos de mulheres, conselhos municipais para ajudar a criar uma melhor "estrutura funcional, com menos agências sob a administração central do Estado e com uma melhor distribuição de suas responsabilidades". Em setembro e outubro de 2007, bem à maneira cubana, mais de 5 milhões de pessoas já haviam participado desse tipo de reunião e haviam feito mais de um milhão de propostas concretas.

    Em 3 de março de 2009, após outro ano de encontros de massa (interrompido em fins de 2008 por três furacões devastadores que causaram prejuízos econômicos sem precedentes em casas e cultivos), o Conselho de Estado anunciou uma reestruturação estatal. Houve "reestruturação de quadros" e nove novos ministros assumiram funções. Houve redução de dois ministérios graças à fusão entre os ministérios do Comércio Internacional e de Investimento Internacional, bem como entre os ministérios da Alimentação e da Pesca). As mudanças foram interpretadas como o começo do enfrentamento de certos problemas de sociedade, graças à redução do número de burocratas e à racionalização de ministérios e de agências implicados na planificação econômica.

    Quase todos os novos ministros são funcionários de carreira e muitos pertencem à relativamente jovem geração que vem assumindo posições de liderança desde os anos 1990. Há três novas ministras, uma das quais é de origem camponesa. Um novo ministro e um quadro chave do processo de mudança são de origem militar. O brigadeiro general Salvador Pardo Cruz se tornou ministro do Ferro, do Aço e da Maquinaria industrial pesada, uma das muitas áreas econômicas fortemente ligadas às Forças Armadas Revolucionárias. O major general José Amado Ricardo substitui o secretário do Conselho de ministros Carlos Lage Dávila.

    Dois proeminentes revolucionários que aceitaram seus rebaixamentos foram Lage e o ex-ministro de Relações Exteriores, Felipe Pérez Roque. Ambos prestaram serviços por um longo tempo e confessaram ter cometido "erros". A Lage, um médico, foi creditado o mérito de ter ajudado a tirar Cuba do crescimento econômico negativo do começo dos anos 1990 através da introdução de reformas de mercado, de joint ventures e de empresas capitalistas em pequena escala. Antes de seu desempenho como ministro das relações exteriores, Pérez Roque havia prestado serviços como colaborador direto de Fidel. Ambos favoreceram a integração econômica de Cuba com o resto da América latina.

    Vários jornalistas estrangeiros interpretaram essas mudanças como uma espécie de "ruptura" entre Raúl e Fidel. Isso fez com que Fidel escrevesse uma vigorosa "reflexão" na qual afirmou ter sido consultado, embora isso não fosse necessária "pois abandonei as prerrogativas do poder há certo tempo" e que o "doce néctar do poder... havia despertado ambições que os levaram a desempenhar um lamentável papel. O inimigo externo se encheu de esperanças com eles". Fidel explicaria mais tarde numa entrevista com o respeitado sociólogo argentino Atilio Borón que ele havia escrito aquelas palavras para "cortar pela raiz os boatos sobre um conflito entre os dois homens. Eu não podia, por meu silêncio, dar credibilidade a esses disparates". [4] Até meados de março não havia comunicados oficiais específicos sobre que "erros" Lage e Pérez Roque haviam cometido [NR] nem sobre como isso poderia afetar futuras tomadas de decisão sobre a economia e as relações exteriores. Isso deixou muitas perguntas sem resposta.

    Defesa militar

    Analistas estrangeiros da política cubana às vezes suspeitam que as Forças Armadas Revolucionárias se tornaram muito influentes sob o governo de Raúl Castro. Quando perderam financiamento estatal durante a crise econômica do começo dos anos 1990, as Forças Armadas Revolucionárias passaram a se autofinanciar através de suas empresas geralmente eficientes.

    Cuba tem uma força de defesa militar, não de ataque. Trata-se de um custoso sistema de defesa com armamentos sofisticados e "milhares de quilômetros de túneis", com base na teoria de que "evitar uma guerra é a mesma coisa que ganhar uma guerra" [5] . Além disso, as Forças Armadas Revolucionárias são muito bem integradas à sociedade civil.

    Ao longo dos últimos 50 anos, milhões de homens e mulheres, nas palavras de Raúl, "foram trabalhadores, estudantes, soldados ou as três coisas ao mesmo tempo a cada uma das frequentes ocasiões em que as circunstâncias o exigiram." [6] Os mais recentes exercícios militares treinaram 430 000 combatentes e mais de 1 milhão de milicianos e reservistas, o que não inclui os inúmeros Comitês de Defesa da Revolução e as redes de resistência que tornam "impossível um ataque à Cuba sem o extermínio de seu povo em armas." [7]

    "Nosso Exército é nosso povo!" proclamou Fidel Castro em 1959. De fato, 50 anos depois, Cuba continua a ter um Exército do povo, não um exército profissional deste separado, e que está consituído principalmente de uma jovem geração. Todos os homens habilitados prestam serviço militar dos 16 aos 19 anos e as mulheres amiúde também integram as Forças Armadas.

    Três milhões de cubanos têm menos de 20 anos. Quase todas as famílias estiveram de alguma forma implicadas com as Forças Armadas Revolucionárias, mesmo se as famílias têm diminuído ao longo dos anos. Os cubanos se orgulham de seus parentes que combateram em Angola e ajudaram a acabar com o apartheid na África do Sul. Da mesma forma, eles são gratos ao pessoal militar por salvar vidas durante os furacões e outros desastres. Eles apreciam as Forças Armadas Revolucionárias pelo trabalho educacional conduzido pelas tropas nas comunidades bem como por sua ajuda no reflorestamento, na colheita da cana, no desenvolvimento de comunidades de montanhas e por produzir comida não apenas para os soldados mas para o conjunto da população. [8]

    Debatendo "Mudanças dentro do Socialismo"

    Os debates públicos se tornaram mais generalizados e diversificados desde 2007, quando houve um chamado a críticas mais sinceras e debates mais abertos. Com base em entrevistas que realizei junto a diversos membros do Partido e líderes, posso afirmar que o PCC tem diferentes pontos de vista. Parte do setor tecnocrático está a favor de reformas econômicas semelhantes àquelas ocorridas na China ou no Vietnã. Alguns dos antigos burocratas são resistentes às mudanças. Mas um número crescente de membros, bem como a sociedade civil com um todo, buscam meios de concretizar um socialismo cubano mais participatório e descentralizado e menos "verticalista" sem com isso pôr em perigo a unidade e a soberania nacionais.

    A julgar pela mídia cubana e por inúmeras conversas pessoais, cubanos de várias gerações, especialmente aquelas pessoas com menos de 45 anos, aspiram a mudanças radicais "dentro do socialismo" (já que apenas o socialismo pode perservar a Revolução e suas conquistas sociais). Alguns querem atacar os problemas ligados à alienação e que sejam enfatizadas as ideias e o exemplo de Che Guevara. Outros querem vencer a pobreza, reduzir as diferenças de classe, introduzir mais inovações com mais controle direto dos trabalhadores ou das comunidades e menos mandonismo político, em suma, uma transição para novas formas de democracia socialista concomitante à oxigenação daquelas atualmente existentes. [9]

    Várias reformas econômicas já estão em curso. Dois exemplos indicam o dinamismo da atual transição. O limite de teto salarial foi abolido como parte dos esforços para aumentar a produção e reduzir o absenteísmo laboral. Uma reforma agrária foi lançada, permitindo a exploração de terras públicas por agricultores privados, amiúde cooperativas, cujos participantes fazem este tipo de solicitação. Há uma política de preços para apoiar os produtores rurais de forma a reduzir importações e tornar produtiva a terra cultivável disponível que permanece em mãos do Estado. No entanto, novas complicações tecem-se no horizonte, incluindo o potencialmente importante influxo de dinheiro proveniente de familiares que vivem nos Estados Unidos, aumentando assim as diferenças entre os "os novos ricos" e o resto da sociedade.

    Podemos afirmar que Cuba é o único sistema socialista até agora existente, enfrentando problemas típicos de sociedades de uma pequena ilha caribenha, que tem conseguido escapar das tragédias que têm destruído seus vizinhos. Ao mesmo tempo, Cuba vem realizando mudanças revolucionárias de considerável magnitude. Esse socialismo sui generis tem gerado uma população altamente educada e criativa, que pode se orgulhar de diversas conquistas internacionalmente reconhecidas nos campos da educação pública e da saúde, da habitação, bem como nos campos da ciências, dos esportes, da cultura e da proteção do meio ambiente. [10]

    A Revolução cubana trem profundas raízes históricas que permeiam a cultura do país. Ela tem sido um longo processo baseado em realidades como a agressão por parte dos Estados Unidos. Ela continua sua transição para o socialismo internacionalista baseado nas práticas e nos valores cubanos desenvolvidos desde as primeiras revoltas dos escravos e desde as lutas por independência nacional, justiça social, liberdade e equidade. Suas ideias-guia têm sido a "ética" e o "amor" – a luta para criar uma base ética unificada marcada pela solidariedade humana e pelo amor ao próximo. É por isso que entre as grandes figuras históricas de Cuba incluem-se figuras como Hatuey, Céspedes, Maceo, Martí e Mella. [11]

    O internacionalismo tem sido uma chave para o sucesso da Revolução. Martí, Fidel, Raúl e Che, como Leon Trotsky, sempre insistiram em dizer que nenhuma Revolução sobreviveria limitada a um só país. O célebre internacionalismo cubano está impregnado na cultura popular, marcado por nomes como Máximo Gómez e Che Guevara. [12] O poeta revolucionário e soldado José Martí, nos anos 1880 e 1890, proclamou a luta contra o imperialismo e chamou à unidade da América latina para enfrentá-lo. Imaginando uma utopia assentada sobre princípios éticos, Martí insistiu em que "Pátria é Humanidade" e que "Patriotismo nada mais é do que o Amor". Martí forjou um único partido politico nacional, que ele julgou necessário, juntamente com a luta armada, para atingir os objetivos revolucionários. Esta é a herança que continua a guiar a transição cubana de nossos dias.

    Durante os duros tempos da realidade econômica dos anos 1990, ao invés de reduzi-lo, Cuba ampliou seu internacionalismo, enviando ainda mais médicos, professores e outros profissionais para países necessitados, um generoso movimento que – juntamente com uma revolução ética solidamente implantada –ajudou a salvar o socialismo na ilha. Em 2004, juntamente com a Venezuela, Cuba lançou a ALBA – Alternativa Bolivariana para a América latina e o Caribe – um modelo de relação de solidariedade humana. Hoje, a ALBA se está espalhando vigorosamente em toda a região, enquanto o mundo capitalista estertora em estado de quase colapso.

    Notas

    1. Raúl Castro, Fiftieth Anniversary Address, Santiago de Cuba, Jan. 1, 2009.

    2. Em 2002, A Assembléia Nacional do Poder Popular emendou a Constituição para tornar o socialismo "irrevocável, não podendo o capitalismo nunca mais retornar a Cuba." Oito milhões de cubanos assinaram a petição em favor dessa emenda.

    3. Um líder cubano economista disse-me em março de 2009 que a unificação das duas moedas seria algo muito complexo do ponto vista econômico e social e que só avançaria gradualmente no ambiente de crise econômica mundial e de seu impacto sobre Cuba (por exemplo, o preço do principal mineral de exportação de Cuba, o níquel, desmoronou).

    4. Atilio Borón, "Una reunión en primera persona con Fidel," Página 12, March 14, 2009, author's translation. For Fidel's reflection, see posting on Fidel Castro News site, March 4, 2009, http://fidel-castro-news.newslib.com/.

    5. Raúl Castro, entrevista com a jornalista cubana Talía González Pérez, Dec. 31, 2008, author's translation from http://www.cnctv.cubasi.cu/noticia.php?idn=12659. The tunnels store major military equipment, from tanks to planes, but no boats.

    6. Veia-se Nota 1.

    7. Luis Britto García, "Cuba Revolucionaria", Tribuna Popular, Dec. 28, 2008, author's translation, http://luisbrittogarcia.blogspot.com/2008/12/cuba-revolucionaria.html.

    8. Para mais informações, leia-se Susan Hurlich, "Three Celebrations," People's Voice, 15:1, 2007, 7 & 10.

    9. Uma reivindicação concerne aos direitos dos homossexuais e dos travestis. A filha de Raúl, Mariela Castro Espín, sexóloga profissional, luta por uma legislação para reformar o Código Civil com o objetivo de garantir aos casais homossexuais os mesmo direitos dos casais heterossexuais. Segundo Castro Espín, ainda que a sociedade esteja mais aberta aos homossexuais que no passado, uma grande campanha educacional continua a ser necessária. O PCC tem homossexuais entre os seus membros. Mariela pretende propor no Sexto Congresso do Partido Comunista que a aceitação de fato torne-se explícita e obrigatória nos estatutos do Partido.

    10. Cuba é hoje uma potência mundial em biotecnologia e pesquisa oncológica. Sua vitalidade cultural nas artes e no pensamento crítico é notável. A WWF reconheceu Cuba como o país mais avançado do mundo em desenvolvimento ecologicamente sustentável. Os progressos em agricultura orgânica surgidos no "Período especial", as energias renováveis e a política de economia de energia da "Revolução Energética" lançada nos anos 1990, mas ampliada em 2006, contribuíram para esse avanço geral. No entanto, devido à devastação dos furacões e apesar de taxas de crescimento econômico entre 8 e 11 %, o "Período Especial" ainda persiste.

    11. Revolucionários que lutaram por seus ideiais. Hatuey era um chefe índio que foi queimado pelos "Conquistadores" espanhóis. Carlos Manuel de Céspedes proclamou a independência de Cuba da Espanha e a abolição da escravidão, em 10 de outubro de 1868, dando início à Guerra dos trinta anos". Antonio Maceo, um afrocubano, foi o principal comandante guerrilheiro durante esta guerra. José Martí morreu em 1895, lutando nesta mesma guerra, que chegou a derrotar os espanhóis antes da invasão estadunidense de 1898, a qual ligou uma Cuba "independente" aos interesses capitalistas. Julio Antonio Mella, assassinado em 1929, foi o fundador e o líder da Federação dos Estudantes Universitários e do Partido Comunista que rejeitou "as servis cópias de revoluções feitas por outros homens" e defendeu os "seres humanos que agem segundo seus próprios pensamentos e seu próprio entendimento e não segundo raciocínios estranhos". O triunfo da Revolução cubana em 1959 concluiu a luta nacional pela soberania.

    12. Gomez era um afrodominicano que se tornou general e que comandou soldados independentistas. Guevara nasceu na Argentina, mas tornou-se um líder-chave e um pensador da Revolução cubana, lutou na África e foi assassinado em 1967 sob ordens dos Estados Unidos após ser capturado na Bolívia.

    NR: Posteriormente, em Maio, o jornal El País publicou notícia do envolvimento dos visados com serviços de espionagem espanhóis. A notícia teve como origem vídeos que as autoridades cubanas apresentaram aos seus quadros.

    [*] Estado-unidense emigrado no Canadá coordenou viagens de pesquisa a Cuba; é redator honorário de Latin American Perspectives; foi vice-presidente do Tribunal Benito Juárez, um tribunal da sociedade civil que teve lugar no México em 2005 e que concluiu que a política dos Estados Unidos em relação a Cuba correspondia à definição de "genocídio" proposta pelas Nações Unidas. Este artigo é dedicado a Célia Hart (falecida em 2008). Foi publicado em Against the Current, Nº 141, July/August 2009, http://www.solidarity-us.org/node/2273; IELA, Univ. Federal de Santa Catarina, Brasil, 28/Julho/09 ; Comité de Defesa da Humanidade Capítulo Rio de Janeiro, 28/Julho/09 . Tradução de Emerson da Silva.

    O original e a versão em português encontram-se em http://www.jamescockcroft.com/node/185

    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
    25/Ago/09

    quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

    Retorno da Ilha Revolucionária

    Prezados Leitores e Camaradas!

    Retornei de Cuba no dia 09/02, cheguei ao Brasil no dia 10/02. Estou em processo de organização do material coletado em la Isla Revolucionaria e estarei aos poucos colocando minha impressão sobre aquela sociedade que constrói o Socialismo com sacrifício e muita garra. O bloqueio imposto pelos EUA é de uma crueldade inimaginável. Há problemas vários, mas todas aquelas restrições atribuída a Cuba, em relação as liberdades, não são geradas por lei cubana, mas sim são as ações do império sobre o povo cubano. As mídias capitalistas divulgam como se fossem restrições institucionalizadas pelo governo Cubano. Há uma vida simples, alegre, solidária e amável entre os cubanos e isto eles também fazem com os estrangeiros. O direto de ir e vir, o livre arbítrio e a unidade do povo é preservada como fonte de manifestação da diversidade dentro de um espírito de união e respeito. A sociedade cubana adora o pluralismo, a diversidade, a abundância de pensamento e da praticidade gerada pelo raciocínio das pessoas, por isto a participação popular garante a revolução que resiste ao império. Suportaram a queda da Urss, que dava um suporte econômico importante e fundamental para a Ilha, hoje, resite ao assédio da globalização e o enrijecimento dos governos norte-americanos, em seu turno bloqueou a contas de Cuba no exterior. Mas Cuba caminha para algumas conquistas, como a auto-suficiência em petróleo e energia.

    Indo a Cuba perde-se aquele romantismo infantil. Mas Cuba tem Socialismo, sem dúvida! Viva o Socialismo!

    Assim, com o decorrer do tempo, as reflexões sobre a Ilha Revolucionária serão postadas, de acordo com a elaboração e ordenação dos argumentos que possam clarear os conhecimentos adquiridos nessa experiência.

    Abraço fraterno

    Raoul José Pinto

    Viva a Revolução Cubana!
    Viva os 50 anos da Revolução em Cuba!
    Viva Fidel! Viva Raúl!
    Viva a XVI Brigada Sul-Americana de Solidariedade a Cuba!
    Até a Vitória! Venceremos!

    sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

    Passagem à Ilha Revolucionária


    Prezados Leitores e Camaradas!


    " Socialismo é o nome político do Amor" (Frei Betto)

    Domingo, dia 25 de janeiro, estarei embarcando para Cuba. É a primeira viagem que faço para a ilha revolucionária do Caribe e a expectativa é de apreender a dinâmica de uma sociedade estruturada em outras bases, e a partir dela ampliar a avaliação sobre o que acontece no mundo hoje, qual a perspectiva da Revolução Cubana e quais os caminhos que devemos começar a trilhar para a revolução em outros países. Clarear a situação vivida pela esquerda no mundo, pois a realidade se diversifica e muitas vezes, a esquerda, se exclui da luta refugiando-se em velhos dogmas, ou se ajusta a institucionalidade capitalista, ou ainda, não enxerga sua dinâmica.


    Novas e ricas experiências têm surgido no mundo, como o Exercito Zapatista de Libertação Nacional - EZLN, no México; na Venezuela, com Chávez; na Bolívia, com Evo Morales; no Equador, com Rafael Correa. Experiência como a da Bolívia é hoje, a meu ver, o laboratório da luta revolucionária no mundo pela sua diversidade em relação a sua sociabilidade coletiva. A dificuldade do capitalismo em ser hegemônico naquele país, resgata sua identidade e não nega os avanços da tecnologia,. É uma sociedade que quer combinar a tecnologia e a produtividade pelo usufruto coletivo. Não pela relação de troca, mas pela necessidade da sociedade de preservar a cultura e o meio ambiente, construindo uma sociedade que se despe do egoísmo e da alienação; desenvolvendo a magnífica capacidade criadora do ser humano.


    Cuba é o coração vivo da Revolução permanente. Resistiu às vicissitudes que advieram pelo fim do bloco do socialismo real no leste europeu. Continua resistindo ao bloqueio e aos ataques terroristas do império norte-americano. Essa perícia, dignidade e rebeldia fazem de Cuba uma nação em luta continua para manter os ideais revolucionários e avançar em suas conquistas diante do mundo. Cuba é o exemplo de soberania, convicção e tem autoestima que lhe garantem o morla alto para continuar no caminho escolhido. Sabe que, embora as dificuldades, conseguirá triunfar diante de todas as ameaças e ações destrutivas dos capitalistas. Enxergamos a sociedade cubana como aquela que se empenha, dia-a-dia, por justiça social. Dentro dessa postura extrapola suas divisas pelo seu internacionalismo, e pela sua solidariedade para com outros povos.


    Neste momento, estou despedindo-me de todos vocês e, dentro do tempo disponível, estarei atualizando o blog diretamente de Cuba. Ao mesmo tempo, estarei escrevendo e priorizando um diário sobre as experiências vividas na ilha revolucionária.


    E, para finalizar, expresso a honra que sinto em participar da XVI BRIGADA SUL-AMERICANA DE SOLIDARIEDADE A CUBA – ANO 50 DA REVOLUÇÃO-, na qual o trabalho voluntário como dizia o Cmte. Che Guevara é uma atitude genuína dos comunistas. Entrego-me, com fervor e alegria, nesta missão. Deixo claro que não medirei esforços na realização deste intento.


    Dedico esta "Passagem à Ilha Revolucionária" a minha mulher Maristela, aos 25 anos do MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra do Brasil, aos Camaradas José Ernesto Grisa, João Pedro Fernandes e, em especial, ao Cmte. Fidel Castro Ruz.


    Abraço-lhes com toda fraternidade revolucionária,


    Brigadista Raoul José Pinto


    Viva a Revolução Cubana!

    Viva a Revolução Mundial!

    Viva todos os Brigadistas!

    Pátria ou Morte!

    Até a Vitória!

    Venceremos!

    Por que Zurdo?

    O nome do blog foi inspirado no filme Zurdo de Carlos Salcés, uma película mexicana extraordinária.


    Zurdo em espanhol que dizer: esquerda, mão esquerda.
    E este blog significa uma postura alternativa as oficiais, as institucionais. Aqui postaremos diversos assuntos como política, cultura, história, filosofia, humor... relacionadas a realidades sem tergiversações como é costume na mídia tradicional.
    Teremos uma postura radical diante dos fatos procurando estimular o pensamento crítico. Além da opinião, elabora-se a realidade desvendando os verdadeiros interesses que estão em disputa na sociedade.

    Vos abraço com todo o fervor revolucionário

    Raoul José Pinto



    ZZ - ESTUDAR SEMPRE

    • A Condição Pós-Moderna - DAVID HARVEY
    • A Condição Pós-Moderna - Jean-François Lyotard
    • A era do capital - HOBSBAWM, E. J
    • Antonio Gramsci – vida e obra de um comunista revolucionário
    • Apuntes Criticos A La Economia Politica - Ernesto Che Guevara
    • As armas de ontem, por Max Marambio,
    • BOLÍVIA jakaskiwa - Mariléia M. Leal Caruso e Raimundo C. Caruso
    • Cultura de Consumo e Pós-Modernismo - Mike Featherstone
    • Dissidentes ou mercenários? Objetivo: liquidar a Revolução Cubana - Hernando Calvo Ospina e Katlijn Declercq
    • Ensaios sobre consciência e emancipação - Mauro Iasi
    • Esquerdas e Esquerdismo - Da Primeira Internacional a Porto Alegre - Octavio Rodríguez Araujo
    • Fenomenologia do Espírito. Autor:. Georg Wilhelm Friedrich Hegel
    • Fidel Castro: biografia a duas vozes - Ignacio Ramonet
    • Haciendo posible lo imposible — La Izquierda en el umbral del siglo XXI - Marta Harnecker
    • Hegemonias e Emancipações no século XXI - Emir Sader Ana Esther Ceceña Jaime Caycedo Jaime Estay Berenice Ramírez Armando Bartra Raúl Ornelas José María Gómez Edgardo Lande
    • HISTÓRIA COMO HISTÓRIA DA LIBERDADE - Benedetto Croce
    • Individualismo e Cultura - Gilberto Velho
    • Lênin e a Revolução, por Jean Salem
    • O Anti-Édipo — Capitalismo e Esquizofrenia Gilles Deleuze Félix Guattari
    • O Demônio da Teoria: Literatura e Senso Comum - Antoine Compagnon
    • O Marxismo de Che e o Socialismo no Século XXI - Carlos Tablada
    • O MST e a Constituição. Um sujeito histórico na luta pela reforma agrária no Brasil - Delze dos Santos Laureano
    • Os 10 Dias Que Abalaram o Mundo - JOHN REED
    • Para Ler O Pato Donald - Ariel Dorfman - Armand Mattelart.
    • Pós-Modernismo - A Lógica Cultural do Capitalismo Tardio - Frederic Jameson
    • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira
    • Simulacro e Poder - uma análise da mídia, de Marilena Chauí (Editora Perseu Abramo, 142 páginas)
    • Soberania e autodeterminação – a luta na ONU. Discursos históricos - Che, Allende, Arafat e Chávez
    • Um homem, um povo - Marta Harnecker

    zz - Estudar Sempre/CLÁSSICOS DA HISTÓRIA, FILOSOFIA E ECONOMIA POLÍTICA

    • A Doença Infantil do Esquerdismo no Comunismo - Lênin
    • A História me absolverá - Fidel Castro Ruz
    • A ideologia alemã - Karl Marx e Friedrich Engels
    • A República 'Comunista' Cristã dos Guaranis (1610-1768) - Clóvis Lugon
    • A Revolução antes da Revolução. As guerras camponesas na Alemanha. Revolução e contra-revolução na Alemanha - Friedrich Engels
    • A Revolução antes da Revolução. As lutas de classes na França - de 1848 a 1850. O 18 Brumário de Luis Bonaparte. A Guerra Civil na França - Karl Marx
    • A Revolução Burguesa no Brasil - Florestan Fernandes
    • A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky - Lênin
    • A sagrada família - Karl Marx e Friedrich Engels
    • Antígona, de Sófocles
    • As tarefas revolucionárias da juventude - Lenin, Fidel e Frei Betto
    • As três fontes - V. I. Lenin
    • CASA-GRANDE & senzala - Gilberto Freyre
    • Crítica Eurocomunismo - Ernest Mandel
    • Dialética do Concreto - KOSIK, Karel
    • Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico - Friedrich Engels
    • Do sonho às coisas - José Carlos Mariátegui
    • Ensaios Sobre a Revolução Chilena - Manuel Castells, Ruy Mauro Marini e/ou Carlos altamiro
    • Estratégia Operária e Neocapitalismo - André Gorz
    • Eurocomunismo e Estado - Santiago Carrillo
    • Fenomenologia da Percepção - MERLEAU-PONTY, Maurice
    • História do socialismo e das lutas sociais - Max Beer
    • Manifesto do Partido Comunista - Karl Marx e Friedrich Engels
    • MANUAL DE ESTRATÉGIA SUBVERSIVA - Vo Nguyen Giap
    • MANUAL DE MARXISMO-LENINISMO - OTTO KUUSINEN
    • Manuscritos econômico filosóficos - MARX, Karl
    • Mensagem do Comitê Central à Liga dosComunistas - Karl Marx e Friedrich Engels
    • Minima Moralia - Theodor Wiesengrund Adorno
    • O Ano I da Revolução Russa - Victor Serge
    • O Caminho do Poder - Karl Kautsky
    • O Marxismo e o Estado - Norberto Bobbio e outros
    • O Que Todo Revolucionário Deve Saber Sobre a Repressão - Victo Serge
    • Orestéia, de Ésquilo
    • Os irredutíveis - Daniel Bensaïd
    • Que Fazer? - Lênin
    • Raízes do Brasil - Sérgio Buarque de Holanda
    • Reforma ou Revolução - Rosa Luxemburgo
    • Revolução Mexicana - antecedentes, desenvolvimento, conseqüências - Rodolfo Bórquez Bustos, Rafael Alarcón Medina, Marco Antonio Basilio Loza
    • Revolução Russa - L. Trotsky
    • Sete ensaios de interpretação da realidade peruana - José Carlos Mariátegui/ Editora Expressão Popular
    • Sobre a Ditadura do Proletariado - Étienne Balibar
    • Sobre a evolução do conceito de campesinato - Eduardo Sevilla Guzmán e Manuel González de Molina

    ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA

    • 1984 - George Orwell
    • A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende
    • A Espera dos Bárbaros - J.M. Coetzee
    • A hora da estrela - Clarice Lispector
    • A Leste do Éden - John Steinbeck,
    • A Mãe, MÁXIMO GORKI
    • A Peste - Albert Camus
    • A Revolução do Bichos - George Orwell
    • Admirável Mundo Novo - ALDOUS HUXLEY
    • Ainda é Tempo de Viver - Roger Garaud
    • Aleph - Jorge Luis Borges
    • As cartas do Pe. Antônio Veira
    • As Minhas Universidades, MÁXIMO GORKI
    • Assim foi temperado o aço - Nikolai Ostrovski
    • Cem anos de solidão - Gabriel García Márquez
    • Contos - Jack London
    • Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski
    • Desonra, de John Maxwell Coetzee
    • Desça Moisés ( WILLIAM FAULKNER)
    • Don Quixote de la Mancha - Miguel de Cervantes
    • Dona flor e seus dois maridos, de Jorge Amado
    • Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago
    • Ensaio sobre a lucidez, de José Saramago
    • Fausto - JOHANN WOLFGANG GOETHE
    • Ficções - Jorge Luis Borges
    • Guerra e Paz - LEON TOLSTOI
    • Incidente em Antares, de Érico Veríssimo
    • Memórias do Cárcere - Graciliano Ramos
    • O Alienista - Machado de Assis
    • O amor nos tempos do cólera - Gabriel García Márquez
    • O Contrato de Casamento, de Honoré de Balzac
    • O Estrangeiro - Albert Camus
    • O homem revoltado - Albert Camus
    • O jogo da Amarelinha – Júlio Cortazar
    • O livro de Areia – Jorge Luis Borges
    • O mercador de Veneza, de William Shakespeare
    • O mito de Sísifo, de Albert Camus
    • O Nome da Rosa - Umberto Eco
    • O Processo - Franz Kafka
    • O Príncipe de Nicolau Maquiavel
    • O Senhor das Moscas, WILLIAM GOLDING
    • O Som e a Fúria (WILLIAM FAULKNER)
    • O ULTIMO LEITOR - PIGLIA, RICARDO
    • Oliver Twist, de Charles Dickens
    • Os Invencidos, WILLIAM FAULKNER
    • Os Miseravéis - Victor Hugo
    • Os Prêmios – Júlio Cortazar
    • OS TRABALHADORES DO MAR - Vitor Hugo
    • Por Quem os Sinos Dobram - ERNEST HEMINGWAY
    • São Bernardo - Graciliano Ramos
    • Vidas secas - Graciliano Ramos
    • VINHAS DA IRA, (JOHN STEINBECK)

    ZZ - Estudar Sempre/LITERATURA GUERRILHEIRA

    • A Guerra de Guerrilhas - Comandante Che Guevara
    • A montanha é algo mais que uma imensa estepe verde - Omar Cabezas
    • Da guerrilha ao socialismo – a Revolução Cubana - Florestan Fernandes
    • EZLN – Passos de uma rebeldia - Emilio Gennari
    • Imagens da revolução – documentos políticos das organizações clandestinas de esquerda dos anos 1961-1971; Daniel Aarão Reis Filho e Jair Ferreira de Sá
    • O Diário do Che na Bolívia
    • PODER E CONTRAPODER NA AMÉRICA LATINA Autor: FLORESTAN FERNANDES
    • Rebelde – testemunho de um combatente - Fernando Vecino Alegret

    ZZ- Estudar Sempre /GEOGRAFIA EM MOVIMENTO

    • Abordagens e concepções de território - Marcos Aurélio Saquet
    • Campesinato e territórios em disputa - Eliane Tomiasi Paulino, João Edmilson Fabrini (organizadores)
    • Cidade e Campo - relações e contradições entre urbano e rural - Maria Encarnação Beltrão Sposito e Arthur Magon Whitacker (orgs)
    • Cidades Médias - produção do espaço urbano e regional - Eliseu Savério Sposito, M. Encarnação Beltrão Sposito, Oscar Sobarzo (orgs)
    • Cidades Médias: espaços em transição - Maria Encarnação Beltrão Spósito (org.)
    • Geografia Agrária - teoria e poder - Bernardo Mançano Fernandes, Marta Inez Medeiros Marques, Júlio César Suzuki (orgs.)
    • Geomorfologia - aplicações e metodologias - João Osvaldo Rodrigues Nunes e Paulo César Rocha
    • Indústria, ordenamento do território e transportes - a contribuição de André Fischer. Organizadores: Olga Lúcia Castreghini de Freitas Firkowski e Eliseu Savério Spósito
    • Questões territoriais na América Latina - Amalia Inés Geraiges de Lemos, Mónica Arroyo e María Laura Silveira