Fidel Castro: La ideología es un arma
A marca do governo Yeda Crusius (PSDB), segundo as palavras da própria governadora, é fazer mais com menos. Yeda parece acreditar no que diz. Se é assim, ela realmente acha que está conseguindo a proeza de melhorar a qualidade dos serviços prestados pelo governo do Estado com menos dinheiro. A realidade, porém, conspira contra a crença da governadora. Na segurança pública, por exemplo, os exemplos são abundantes. Em sua coluna de hoje no jornal O Sul, Wanderley Soares destaca denúncia feita por soldados e oficiais da Brigada Militar: mais da metade da frota de veículos da Brigada está em situação irregular. Segundo a Associação dos Oficiais da Brigada Militar, a Associação de Sub-tenentes e Sargentos e a Associação de Cabos e Soldados, das 2.816 viaturas utilizadas no policiamento ostensivo, 1554 estão com o seguro obrigatório vencido.
Ou seja, motoristas podem estar sendo multados (por falta de pagamento de seguro, por exemplo) nas blitzes que vêm sendo incrementadas desde o início do ano, por servidores da Brigada utilizando viaturas, elas próprias irregulares. Outra denúncia feita por soldados e oficiais da Brigada é que muitos servidores da instituição estão sendo obrigados a trabalhar com coletes à prova de balas com prazo de validade vencido e com uniformes em precárias condições de uso. O problema também atinge os policiais civis. Segundo dados oficiais, a Polícia Civil dispõe de apenas 582 coletes à prova de balas. Mais de quatro mil unidades estão vencidas e não há possibilidade de renovação de garantia pelo fabricante. Há problemas ainda mais dramáticos. Em agosto, três policiais da 1ª DP de Santa Maria, tiveram diagnóstico de leptospirose. A delegacia estava infestada por ratos. Isso é fazer mais com menos?
Foto: Jefferson Bernardes/Palácio Piratini
A bancada do PT já conseguiu apoio para reunir o número de assinaturas necessárias para encaminhar o pedido de instalação de uma CPI do Detran, na Assembléia Legislativa do RS. Na tarde desta terça, em menos de uma hora, o deputado Fabiano Pereira (PT), já reuniu 17 das 19 assinaturas necessárias para o pedido de CPI. Assinaram hoje o requerimento sete deputados do PT, sete do PDT e três do DEM. Ainda faltam as assinaturas de três deputados do PT e das bancadas do PCdoB e do PSB, que também apóiam a CPI, o que deve levar o número de assinaturas para, pelo menos, 23 nomes. O requerimento deve ser encaminhado, ainda esta semana, ao presidente da Assembléia Legislativa, Frederico Antunes (PP), que deverá remetê-lo para análise da Procuradoria Jurídica. Entre os motivos apresentados para justificar a instalação da CPI, destacam-se os seguintes:
O alto valor cobrado pelo Detran para a realização de exames práticos e teóricos de habilitação para conduzir veículos automotores. A carteira de motorista, no RS, é a terceira mais cara entre os dez maiores estados brasileiros (R$ 805,71).
O alto índice de reprovação dos candidatos à licença (48%).
A contratação sem licitação de fundações privadas para a aplicação de exames de motoristas.
A sub-contratação de serviços, ferindo a Lei de Licitações.
A participação de servidores estaduais e agentes políticos num possível esquema criminoso de desvio de recursos públicos (cerca de R$ 40 milhões). Doze presas foram presas e indiciadas pela Polícia Federal durante a Operação Rodin. Destas, seis tem ligação com o atual governo do Estado.


Na campanha eleitoral de 2002, o então candidato Germano Rigotto (PMDB) elegeu-se com um discurso que pregava a pacificação do Rio Grande do Sul. O problema, dizia ele então, apresentando-se com uma terceira via em relação às candidaturas de Tarso Genro e Antônio Britto, era a polarização entre o PT e....Britto. Não podia dizer PMDB, pois o ex-governador havia deixado o PMDB e rumado para o PPS, mesmo caminho adotado pelo atual prefeito de Porto Alegre, José Fogaça. Rigotto que fez parte do governo Britto (e, portanto, da polarização que dizia combater) apresentou-se, então, como o caminho da pacificação. Sua estratégia saiu vitoriosa eleitoralmente, como se sabe. Já a tal da pacificação....
Cinco anos depois, o ex-governador Antônio Britto publica artigo em Zero Hora, dizendo que o problema do RS é...a polarização política, repetindo o discurso de Rigotto em 2002. Enquanto isso, a atual governadora segue anunciando que seu “novo jeito de governar” vai tirar o Estado do buraco. E o Estado segue afundando no buraco, sob a batuta de supostos pacificadores e magos da gestão. É aí que estamos.
Desde o início do governo Rigotto, passando pelo governo Fogaça e chegando agora ao governo Yeda, venceu politicamente no Rio Grande do Sul o discurso da superioridade dos padrões de gestão privada para governar. O Estado passou a ser governado por “magos da gestão”, por programas de controle de qualidade patrocinados pelo sr. Gerdau, por especialistas das mais diferentes matizes do setor privado. O balanço desse período indica o agravamento da crise financeira do Estado e da perda de espaço da economia gaúcha no cenário nacional.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acaba de divulgar, em sua pesquisa Contas Regionais, que o RS é o Estado que mais perdeu participação no Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB) em 2005. Essa participação caiu 2,8%. Na ponta de acima, Amazonas registrou a maior alta, 10,2%. A seca teve influência nesta queda, diz o IBGE. Este ano, a previsão de safra é positiva, o PIB do Estado voltou a crescer, mas o balanço de cinco anos é negativo para a economia gaúcha, que cresceu abaixo da média nacional. A economia agora vai bem, mas o Estado vai mal, dizem alguns. Cabe perguntar: onde está a superioridade dos padrões de gestão privada que há cinco anos vem governando o Estado (com maioria na Assembléia Legislativa, é importante assinalar)?
Governadora Yeda Crusius (PSDB), em entrevista publicada hoje na Folha de São Paulo:
“Não vou escrever num plano de governo que vou aumentar imposto. O resto ninguém lê. E repito o que disse na campanha: a crise não se cura por aumento de imposto, mas por um amplo leque de medidas. Se foi entendido que eu havia prometido que não ia aumentar imposto, faço mea-culpa, não me expressei direito”.
Em uma conversa com o jornalista Moisés Mendes, publicada na edição dominical de Zero Hora, a governadora Yeda Crusius (PSDB) contou que tem recorrido também à astrologia para refletir sobre sua atuação no Palácio Piratini. “Gosto de fazer a leitura de outras linguagens. Respeitosamente, observo os astros”, relatou. Mendes relatou assim o que Yeda disse a respeito de suas leituras astrológicas: “Contou que é Leão com ascendente em Câncer e que é Macaco no horóscopo chinês. Nasceu em 26 de julho de 1944. Confessou que gostaria de ser vista menos pelo que tem de Leão, o signo da liderança, da autoridade, da altivez, e mais pelo que pode oferecer com o humor e a graça do Macaco. Queixou-se por ser vista como uma leonina sisuda: ‘Raramente quem está perto de mim está rindo. Parece que é proibido rir”.
Usando a linguagem da governadora, pode-se dizer que o Rio Grande do Sul está atravessando mesmo seu inferno astral.
A revista Press promoverá, segunda-feira, a festa do Prêmio Press 2007, que promete apontar os melhores jornalistas do ano no Estado, em 16 categorias profissionais. O ex-governador Antônio Britto receberá o troféu Homenagem Especial, dedicado “a um jornalista que tenha contribuído decisivamente para a qualificação e valorização da imprensa gaúcha”. O site da revista resume assim a trajetória jornalística de Britto: “iniciou sua carreira no jornal A Semana, do Grupo Sinos, e depois teve passagens importantes pela Caldas Jr., RBS e TV Globo, antes de ingressar na política”.
Fez mais do que isso. A relação de Britto com a mídia gaúcha não pára por aí. Como governador do Estado, promoveu a privatização da Companhia Riograndense de Telefonia (CRT), que teve a RBS como uma de suas compradoras. Após sair do governo, trabalhou para o grupo Opportunity, que também participou das privatizações, e para outros grandes grupos empresariais.
A partir do processo de privatização das telecomunicações, durante o período FHC, a relação das empresas de telefonia com os meios de comunicação não parou de crescer. Esta semana, a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara votou e aprovou o substitutivo do deputado Welington Fagundes (PR-MT) ao PL-29 do deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC) que organiza os serviços de radiodifusão e telefonia. De acordo com as novas normas, as empresas de telefonia fixa e celular poderão ter participação de até 30% do capital das empresas de comunicação brasileiras, participando inclusive nas áreas de programação e produção de conteúdo. Antônio Britto foi um dos inauguradores desse processo no Rio Grande do Sul. Seus interesses, como político e homem de negócios, sempre estiveram ligados a grandes grupos privados. Seus pares não cansam de homenageá-lo pelos serviços prestados.
Laerte Braga
As FARCs (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas) controlam um terço do território daquele país. A outra guerrilha, a última criada por Chê Guevara, o ELN (Exército de Libertação Nacional) controla um quarto do território da Colômbia. O intenso noticiário sobre as FARCs no Brasil se deve à presença da guerrilha próxima a fronteira do território nacional e por conta disso às constantes imputações da imprensa brasileira sobre a pretensa associação entre a guerrilha e o tráfico de drogas.
O que se percebe de imediato, é que a Colômbia é um país dividido, com boa parte do seu território controlado por forças guerrilheiras (ELN e FARCs têm divergências ideológicas e buscam superá-las para unir forças).
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ofereceu-se para mediar um acordo político, vários já foram tentados, entre as FARCs e o governo central de Bogotá. Álvaro Uribe, presidente da Colômbia, aceitou a proposta e Chávez pôs-se a negociar com os guerrilheiros, principalmente, a libertação de políticos seqüestrados e em poder da guerrilha, dentre eles Ingrid Bettancourt, candidata a presidente daquele país nas últimas eleições.
Registre-se que na Colômbia, a despeito de oficialmente terem entregues suas armas, existem grupos chamados paramilitares, formados por oficiais do Exército, policiais e pistoleiros a serviço do tráfico e latifúndio funcionando como esquadrões da morte, em ação paralela à das chamadas forças oficiais. Atuam junto com os conselheiros norte-americanos, extra-oficialmente para não dar na pinta.
E mais. Um relatório do FBI divulgado em meados do ano passado aponta o presidente Álvaro Uribe como um dos principais beneficiários do tráfico de drogas. Traficantes financiaram sua campanha à reeleição e os paramilitares são ligados a Uribe que pertence ao grupo.
Na Colômbia existe uma clara intervenção norte-americana através dos chamados “conselheiros militares”. Existem pelo menos cinco mil militares “conselheiros” dos EUA naquele país.
As negociações entre o presidente Chávez como mediador, aceito por ambas as partes, iam tranqüilas e com razoável margem de avanços até que, aí o problema, Chávez garantiu ao presidente Sarkozy, da França, que no início de dezembro conseguiria um gesto de boa vontade da guerrilha. A liberação de reféns franceses e da candidata Ingrid Bettancourt, há mais de um ano em poder das FARCs.
Foi o bastante para que o governo dos Estados Unidos determinasse a Uribe que Chávez fosse recusado como mediador entre as partes. Por que? A quem interessa a paz? Quem ganharia com a libertação de Ingrid Bettancourt e as eventuais declarações públicas que viria a fazer na condição de adversária de Uribe e vivendo agora com um guerrilheiro?
Mostrar a realidade de um país sob intervenção norte-americana e governada por um narco traficante no caso Uribe?
Cairia a farsa. Como a GLOBO no Brasil ia poder continuar mentindo sobre ligações de guerrilheiros com o tráfico de drogas?
Presidentes traficantes são comuns na Colômbia e eram comuns na Bolívia até a eleição de Evo Morales. Um deles, boliviano, um general, Garcia Meza, chegou a ser detido no Brasil onde viveu bom período depois de deposto por um concorrente.
Por detrás de toda a retórica do presidente Uribe da Colômbia o que existe é a mentira diante do temor que a mediação de Chávez resultasse positiva e assim desmistificasse toda a crença imposta aos povos do mundo que Uribe é o bem e as FARCs o mal. Típico do protestantismo norte-americano. Bush é o enviado divino, o resto vive sob influência do diabo e é preciso “libertá-los”, nem que seja com bombas, ou ovos podres, tanto faz. Negócio é garantir os “negócios”.
Num momento decisivo para a Venezuela, o referendo do dia 2 de dezembro quando o país deve dar um salto em direção a socialismo, como permitir que Chávez exibisse o trunfo político de libertar reféns que nem o papa conseguiu? E nem vai conseguir nunca é funcionário de Washington e comandante de um pequeno batalhão de SS.
A alegação de Uribe que Chávez está tentando incendiar o continente é mais ou menos como se você estivesse discutindo o vermelho e de repente passasse a falar no amarelo. Não quer conversar sobre o tema central pois não lhe interessa.
O medo real é um só. O do êxito das negociações promovidas pelo venezuelano. Como ir, por exemplo, isso no terreno das hipóteses, para uma eleição geral com participação das FARCs, do ELN no processo? E o risco da vitória da guerrilha?
É preferível continuar com o sacrifício de inocentes, a violência, a barbárie do estado terrorista de Uribe a ter a paz. É prática histórica dos EUA e não seria diferente numa colônia, caso da Colômbia. Pior, os colombianos começam a perceber todo esse enredo mentiroso e farsesco.
E, de quebra, tentar imputar a Chávez essa conversa fiada de incendiar o continente.
São uns artistas na arte de mentir, enganar e seria cômico não existissem tantos corpos estendidos pelas estradas da Colômbia.
Há uma história que ilustra bem isso que aconteceu. Leônidas da Silva, chamado o Diamante Negro (o chocolate é em homenagem a ele), notável jogador de futebol, alguns acham que igual ou melhor que Pelé, ia em direção a área e o juiz, comprado, apitou uma “irregularidade”. Leônidas voltou-se e perguntou a ele: “o que foi? Perigo de gol?
Ao suspender as negociações de paz Uribe cumpriu ordens de Washington e marcou uma falta inexistente por puro perigo de gol. Gol de Chávez. Nesse jogo não interessa esse tipo de gol em favor da paz e do povo colombiano.
E por falar em memória, Maneco envia texto lembrando alguns desdobramentos das investigações sobre a fraude do Detran:
Flávio Vaz Netto, Antonio Dorneu Maciel, Ubiratan dos Santos e Lair Ferst são homens acostumados aos salamaleques típicos de quem vive nos primeiros escalões dos governos. Eles viviam assim até o último dia 6 de novembro, quando a Polícia Federal levou-os algemados para a cadeia. Motivo: eles são os principais suspeitos de uma fraude no Detran que lesou os cofres públicos do Estado em, no mínimo, R$ 40 milhões. Mas estes dias na carceragem da PF podem não ter sido os piores de suas vidas. Segundo notícia publicada no site Espaço Vital, o inquérito onde eles figuram como indiciados, tem nada menos do que 1.400 páginas de transcrições telefônicas de conversas grampeadas por determinação judicial.
Não é difícil supor que estas conversas foram determinantes para o convencimento da Justiça Federal que determinou a prisão de homens que ocupavam a presidência do Detran, a direção administrativa da CEEE e que eram tão próximos da governadora do Estado. Ao que tudo indica, o pior ainda está por vir. Alguns dos acusados estariam tendo pesadelos em que sua voz é apresentada na TV, em horário nobre, com direito a foto e legenda. Na conversa, a confissão do assalto ao Detran. Por enquanto, são apenas pesadelos. Mas as 1.400 páginas que estão no inquérito da Polícia Federal podem transformá-los, da noite para o dia, em um terrível capítulo da vida real.
A memória política do Estado é escamoteada diariamente. Qual foi o “crime” do PT, agora, conforme expressa a charge de ZH? Não quis conversar com Yeda sobre o pacote. A cobrança é duplamente absurda. Em primeiro lugar, porque tais conversas de Yeda com ex-governadores não passaram de um truque desesperado de marketing sem qualquer eficácia. A governadora teria aproveitado melhor seu tempo conversando com sua base aliada no Parlamento que esfacelou-se no dia da votação. Culpa do PT, certamente. Em segundo, porque Yeda foi eleita para governar o Estado, prometendo que tinha “um novo jeito de governar”, distinto de todos os anteriores, que seria a salvação para a crise do Estado. Se o “novo jeito de governar” não consegue governar nem sua base de apoio, qual a utilidade de conversar com o presidente do principal partido de oposição, a não ser tentar angariar algumas gramas de legitimidade através de uma foto nos jornais?
De onde afinal, virá o R$ 1 bilhão da Corsan? Vejamos o que diz a matéria:
“Segundo o secretário de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano, Marco Alba, o Governo do Estado garantiu investimentos em obras nos sistemas de coleta e tratamento de esgotos sanitários e na ampliação de sistemas de abastecimento de água para o Rio Grande do Sul superiores a R$ 1 bilhão e que vão mudar o perfil do saneamento básico no nosso Estado nos próximos anos”.
Garantiu como? O texto resiste a responder tal pergunta. Acaba fazendo-o de forma diluída no terceiro parágrafo:
“No dia 8 de novembro foram assinados, no Palácio Piratini, os primeiros contratos de obras, beneficiando 19 municípios do Estado, através de investimentos com recursos próprios da Corsan e com financiamento da Caixa Econômica Federal que chegam a R$ 117,5 milhões. Deste volume de recursos, R$ 91 milhões serão aplicados na expansão dos sistemas de esgotamento sanitário e R$ 26 milhões nos sistemas de água potável”.
Recursos próprios da Corsan e financiamento da Caixa Econômica Federal. Qual a contribuição de cada instituição? A matéria não informa. Ampliar os serviços de saneamento básico no Estado é, de fato, uma ótima notícia para a população, que também tem direito à verdade. O compromisso com a realidade dos números que Yeda, Aod, Simon e outros exigem da oposição é varrido para o lixo quando se trata de reconhecer os investimentos do governo federal no Estado. Ao investir no Estado, a União não está fazendo nenhum favor. Mas daí a omitir a origem de tais investimentos e denunciar que o Estado estaria sendo mal tratado por Brasília vai uma distância enorme; uma distância asfaltada por um discurso hipócrita e falso.
Foto: Jefferson Bernardes/Palácio Piratini
A genial manobra do “novo jeito de governar” deixou a oposição presidindo a sessão e com maioria absoluta no plenário. Após derrotar o tarifaço, a proposta de criação da Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual, que previa novos cortes de gastos e investimentos públicos, foi derrotada por 31 votos a zero.
